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Tarso compara “Déficit Zero” de Yeda a processo que levou a Grécia à crise econômica
Durante um seminário internacional realizado em Porto Alegre, o governador Tarso Genro comparou a crise econômica grega com o governo de Yeda Crusius (PSDB). “Podemos fazer comparação ilustrativa. A Grécia era, até pouco tempo, um Estado de bem-estar e que se subordinou politicamente aos ditames do capital financeiro”, afirmou. Ele disse que as medidas que levaram a Grécia a essa situação é semelhante ao “Déficit Zero” do governo tucano no Rio Grande do Sul, que tinha o objetivo de zerar as contas no Estado.
O Governo do Estado e a organização espanhola Fundación Alternativas promovem, até esta terça-feira, o seminário internacional "Brasil, América Latina e a União Europeia: desafios e oportunidades na Globalização". O evento se propõe a analisar aspectos socioeconômicos de governos do Mercosul e da União Europeia e confrontá-los com a crise mundial iniciada em 2008. Como centro do debate está o desenvolvimento de políticas neoliberais durante as décadas de 1980 e 1990, que resultaram no empobrecimento de boa parte da América Latina e o desafio de superar este legado.
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A derrapada da economista Yeda Crusius
Por Cornélius Buarque
A ex-Governadora ré Yeda Crusius, economista por formação, cometeu mais uma de suas derrapadas ao escrever no Jornal do Comércio do dia 06/05, p.10.
Ela, que já havia anteriormente transformado o rombo dos cofres públicos do Rio Grande do Sul em "defict zero", tentou atacar a política econômica do governo federal e novamente se "atrapalhou", para dizer o mínimo.
Lá no artigo, há a afirmação de que o Presidente do Banco Central (BC) não garante o cumprimento da meta de inflação conforme declarações do próprio à Comissão Mista de Orçamento.
Procurei a informação na fonte e vi que mais uma vez a YC se "equivocou". Ela confunde centro da meta com banda de variação. Ou seja, muito diferente do que ela afirmou.
Quem quiser confirir com seus próprios olhos seguem o links para o artigo da ex-Governadora ré Yeda Crusius e do BC onde pode se confirmar o "equívoco" dela.
Link do BC
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ERick
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5/10/2011
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Resquícios do Governo Yeda: MP denuncia fraude no marketing do Banrisul
Durante o Governo Yeda (PSDB) muito se falou, a partir das denúcias de seu vice, Paulo Feijó (DEM), que havia um esquema de corrupção formado no Banrisul com intuíto de desviar recursos públicos para financiar campanhas eleitorais do PMDB e do PSDB.
Na época, a posição da Yeda e aliados era de negar tudo e afirmar que não passava de "manobras políticas" para desgastar o seu combalido governo. Mas eis que, na quinta-feira(28), a denúncia do Ministério Público contra 25 pessoas suspeitas de envolvimento num esquema de superfaturamento em ações de marketing do banco foi aceita pela justiça gaúcha.
Entre os denunciados estão donos de grandes agências de publicidade e ex-altos quadros do banco. Segundo a operação, batizada de Mercari, o montante desviado está em torno de 5 milhões de reais.
Em setembro do ano passado, a investigação da Polícia Federal e dos Ministérios Públicos Estadual e de Contas apontaram para a existência de um esquema de desvio de dinheiro que operava dentro do setor de marketing do Banrisul.
Na ocasião, o superintendente de marketing do banco, Walney Fehlberg, o representante da agência de publicidade SLM Gilson Stork e o diretor da agência DCS, Armando D’Elia Neto, foram presos em flagrante por não informarem a origem do dinheiro encontrado em suas casas – segundo a PF, mais de 3 milhões de reais em espécie.
Após receber a denúncia, a juíza Deborah Coleto de Moraes, da 6ª Vara Criminal de Porto Alegre, levantou o segredo de Justiça, e justificou: “A aplicação do segredo de justiça ao feito somente se justifica na fase investigatória, com a finalidade de possibilitar seu andamento e a integridade dos dados apurados”.
A organização criminosa superfaturava campanhas de marketing, feitas por empresas terceirizadas que recebiam valores muito abaixo daqueles pagos pelo banco. O dinheiro a mais seria, então, dividido entre quadros de agências de publicidade e assessores do banco.
A suspeita que o dinheiro desviado era utilizado para financiar campanhas fica ainda mais forte ao vermos arrolados entre os denunciados os tesoureiros do PMDB, Rospide Neto e o do PSDB, Rubens Bordini.
Os réus são:
- Alexandre Ferlauto Della Casa
- Amarante Gonzales de Freitas
- Ana Paula Rodrigues Franco
- Antônio João Carlos Flório D’Alessandro: sócio e proprietário da agência de publicidade DCS, uma das maiores do Sul do país
- Armando D´Elia Neto: diretor da DCS
- Davi Antunes de Oliveira: empresário
- Edinéia Klein de Ávila: funcionária da DCS
- Gerri Adriane dos Santos
- Gilson Fernando Storck: sócio- gerente da agência de publicidade SLM
- Guilherme Thiesen
- Heloiza Valle de Oliveira: ex-funcionária do Banrisul
- Ivan do Valle Haubert
- Jairo Xavier Amaral
- João Batista Rieder: ex-assessor de marketing do Banrisul
- Leandro Silvestre Francisco
- Lúcio Atílio Arzivenco Rodrigues
- Maria Lúcia Salvadori Záchia
- Maria Selma da Silva
- Mário Brenner Della Casa
- Neiva Eliane Hermann Saratt
- Rodolfo Rospide Neto: ex-assessor da presidência do Banrisul e tesoureiro do PMDB/RS
- Roberto Corrêa Otero
- Rubens Bordini - Tesoureiro do PSDB/RS
Com informações da Carta Capital e Zero Hora
Escândalo dos pardais no RS - resquícios do Governo Yeda
O governo Yeda acabou. Derrotado nas urnas, não se esperava que ele ainda pudesse se fazer presente no que foi sua marca maior: escândalos de corrupção. Como um “fantasma” que paira sobre o estado, as marcas do governo Yeda persistem, e teimam em se manter.
O novo escândalo envolve suspeitas de fraudes em licitações de controladores eletrônicos de velocidade, os populares pardais, no Rio Grande do Sul venho a público em matéria exibida na noite de domingo (13/03) no programa Fantástico, da TV Globo.
Três coordenadores e o ex-diretor geral do DAER no governo Yeda, Gilberto Cunha, tiveram os sigilos bancário e fiscal quebrados pela Justiça. Eles estão sendo acusados de improbidade administrativa em ação civil pública ajuizada pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público do RS. A investigação apontou um suposto prejuízo de quase R$ 13 milhões aos cofres públicos devido as irregularidades.
As denúncias foram feitas por uma concorrente, a Kopp, de Vera Cruz, que alega ter sido desclassificada indevidamente da licitação realizada em 2006. Em valores atualizados, o contrato assinado entre o órgão e a empresa paulista chega a R$ 30 milhões, segundo cálculos da promotoria. Durante a investigação, o Ministério Público descobriu que dos 99 pardais instalados pela Engebrás, 57 foram reutilizados, o que contraria o edital que exigia equipamentos novos.
Algumas empresas chegam a entregar já pronto um edital que deve ser publicado pelas prefeituras. Uma delas é a CSP, de Florianópolis. O vendedor Tiago Rodrigues deu a cópia de um desses editais à reportagem. Questionada, a CSP disse que o vendedor ofereceu propina por imaginar estar negociando com um representante comercial e negou entregar editais direcionados.
Outro fabricante que adota a prática é a Perkons, de Curitiba. Durante as negociações, um funcionário da empresa enviou uma cópia do edital. O documento prevê a instalação de pardais e lombadas eletrônicas em cinco endereços de uma cidade gaúcha, fornecidos pela reportagem.
Um desses locais é uma rua de chão batido (foto acima), onde passam mais carroças e crianças em bicicletas que carros. Nessa viela, a empresa concordou com a instalação do equipamento com quatro faixas de fiscalização.
Entre os suspeitos, está o coordenador dos Sistemas Eletrônicos de Operação Rodoviária (Seor) do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), Paulo Aguiar, que teve a exoneração anunciada assim que a denúncia foi apresentada ao secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Beto Albuquerque, que anunciou a sua decisão no twitter (imagem abaixo).
O maior problema nesse episódio é que se explicita mais uma vez o equivoco de se fazer concessões a “banda podre” da política gaúcha. Explico: o agora ex-diretor do Daer, Paulo Aguiar, ocupava o mesmo posto durante o governo Yeda, sabidamente o governo mais corrupto da história recente do estado.
O erro da atual gestão foi manter figuras ligadas a esta gestão desastrosa. Infelizmente ele não é o único. Esperamos que este triste episódio sirva de lição para que os resquícios do governo Yeda sejam defenestrados imediatamente, sob pena de termos outras situações como esta que podem, de forma maliciosa, serem usadas para gerar desgastes injustificados ao governo Tarso Genro.
RS - da ilusão do déficit zero a realidade do rombo de R$ 150 milhões
Diz o dito popular que a “mentira tem pernas curtas”, mais uma vez a sabedoria popular se mostra verdadeira. Durante o (des)governo Yeda, a sua principal “marca de governo” foi o suposto “déficit zero” nas contas do estado.
Apesar da oposição insistentemente afirmar que não passava de uma jogada de marketing da Yeda, em momento algum a imprensa questionou a veracidade das afirmações da ex-governadora.
Ainda que desconfiássemos da inexistência do zeramento das contas do estado, nesta quinta-feira (13/01), o Secretário da Fazenda do RS, Odir Tonollier, em entrevista coletiva apresentou um balanço das situação das contas do estado, classificou como preocupante.
Segundo os dados, o RS enfrenta um caixa negativo de R$ 4,6 bilhões, além de um déficit de R$ 150 milhões. Caso nenhuma medida seja tomada, a pasta prevê, para o final de 2011, um déficit de R$ 550 milhões. As dívidas, neste momento, somam R$ 1 bilhão – entre eles, R$ 140 milhões em obras não pagas do Departamento Autônomo de Estradas e Rodagem (DAER) e R$ 125 milhões em convênios com municípios, valor do qual, R$ 100 milhões ainda não foram empenhados.
“Nosso propósito é mostrar que temos esperanças de que as finanças podem melhorar, mas também de mostrar de onde nós partimos”, explicou o secretário de Fazenda. Odir Tonollier foi enfático ao dizer que o caixa do governo está zerado. “Literalmente”, reforçou. “A situação de hoje, 13 de janeiro de 2011, é essa: não temos recursos, o dinheiro que temos em caixa é zero. Foi isso que recebemos no começo da nossa gestão”.
As informações de Tonollier contestam os dados fornecidos pelo governo anterior, de Yeda Crusius. Segundo a ex-governadora, o Rio Grande do Sul começava o ano com R$ 3,6 bilhões em caixa e com déficit zero nas contas públicas. Não é, segundo o secretário, a mesma realidade que a nova equipe encontrou ao assumir a pasta.
Este episódio mostra, mais uma vez, como o tão propalado receituário neoliberal, quando se trata de “redução de gastos” restringi-se apenas a reduzir serviços para a população. Esta é mais uma faceta daquele que foi o pior governo da história do Rio Grande do Sul.
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1/14/2011
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Os últimos dias do (des)governo Yeda
Foram quatro anos turbulentos de um (des)governo marcado por denúncias de corrupção, erros e trapalhadas políticas de toda ordem. Quem achava que, após uma fragorosa derrota nas urnas, os últimos dias de Yeda a frente do Piratini seriam discretos enganou-se redondamente.
Yeda nos brindou com um festival de trapalhadas dignas de humor pastelão.
Não me alongarei muito e deixarei que as imagens falem por si. Acima, vemos a nossa dignissíma governadora em um patético momento Forrest Gump.
Mostrando que é uma apreciadora da velocidade, ela nos brindou com um Road Movie patético em que desfila a bordo de uma Mercedes. Confesso que demorei a acreditar que o filme não se tratava de uma montagem feita por algum blogueiro sujo para sacanear a governadora.
Ledo engano, o vídeo é verdadeiro!
Para fechar a rodada de "fatos relevantes", Yeda inaugurou um tronco de uma árvore petrificada de 200 milhões de anos. Isso mesmo que você leu: a (des)governadora, no site oficial do governo, anúnciou uma nova "obra" que data de aproximadamente 200 milhões de anos.
A julgar pelas suas últimas ações, e registrando que escrevo este post faltando ainda quatro dias para o final de seu (des)governo, não me surpreenderia com novos e desconcertantes "fatos relevantes"!
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12/28/2010
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Após virar ré, Yeda reage: "esqueçam as manchetes e olhem a minha medalha"
São grandes as chances de Yeda se juntar com o Arruda na galeria de ex-governadores corruptos presos. A julgar pela reação dela, fica evidente que deverão surgir elementos contundentes das ligações dela com o amplo esquema de corrupção que assolou o governo do Estado do Rio Grande do Sul em sua gestão.
Durante o seu (des)governo, Yeda sempre se notabilizou por falas infelizes, descouladas ou sem sentido algum. Desta vez, ao comentar a notícia de que tornara-se ré (leia mais aqui), Yeda não fugiu a regra e nos brindou com mais uma de suas pérolas.
No seu twitter, Yeda pede que "esqueçam das manchetes de capa e olhem a medalha que recebi." Por incrível que pareça, não foi em um perfíl fake, foi no oficial dela, ela realmente falou isso. Abaixo a reprodução do twitte dela:
A situação de Yeda é grave, talvez o que explique a fala desconexa. Pode ser motivada por algum colapso nervoso ou assemelhados.
O ano de 2011 reserva para ela, além da perda do mandato pela vontade popular, terá que se dedicar a sua defesa, tarefa inglória para ela e seus advogados.
Yeda virá ré por esquema de corrupção
Não sou afeito a acreditar em numerologia e congêneres, mas não deixa de soar um tanto quanto irônico que faltando 45 dias para o fim do (des)governo Yeda, ela volta a se tornar ré no processo de corrupção. Lembrando que 45 é o número do PSDB, não deixa de ser uma bela coincidência, daquelas evocadas pelo nosso saudoso "velho lobo" Zagallo.
Para entender o caso, postamos aqui parte de post do RS Urgente, que esclarece as nebulosas ações de Yeda e seus comparsas."No dia 5 de agosto de 2009, o Ministério Público Federal protocolou junto à Justiça Federal, uma ação civil de improbidade administrativa contra a governadora Yeda Crusius (PSDB), o marido desta e mais sete pessoas, entre elas, um deputado federal, dois estaduais e o então presidente Tribunal de Contas do Estado do RS. As acusações: enriquecimento ilícito, dano ao erário e infração de princípios administrativos, crimes relacionados à fraude que desviou cerca de R$ 44 milhões do Detran gaúcho. O MP Federal pediu, entre outras coisas, o afastamento da governadora e o bloqueio de bens da mesma.
Yeda Crusius foi acusada pelo Ministério Público Federal de integrar uma quadrilha criminosa instalada no aparelho de Estado. Além da governadora, a ação civil pública de improbidade administrativa denunciou: Carlos Crusius, José Otávio Germano (deputado federal do PP que foi secretário estadual de Segurança no governo Germano Rigotto; segundo a Operação Rodin, que apurou o desvio de R$ 44 milhões no Detran gaúcho, a fraude teria iniciado em 2003 durante o governo Rigotto, do PMDB); Luiz Fernando Zachia (deputado estadual do PMDB); Frederico Antunes (deputado estadual do PP), João Luiz Vargas (então presidente do Tribunal de Contas do Estado); Rubens Bordini (vice-presidente do Banrisul e ex-tesoureiro da campanha de Yeda) e Walna Villaris Meneses (assessora de Yeda Crusius)."
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11/19/2010
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Sem Fogaça, Serra se irrita com perguntas sobre Paulo Preto
Serra tentou levar o apoio do candidato derrotado ao governo do RS, José Fogaça, não conseguiu e teve que se contentar com sua velha amiga, a futura ex-governadora Yeda Crusius.
Do Vermelho
O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, criticou ontem a imprensa e acusou o jornal "Valor Econômico" de atuar em favor da adversária Dilma Rousseff (PT). Por duas vezes, o tucano ignorou perguntas de jornalistas sobre a acusação de desvio de R$ 4 milhões de reais da sua campanha pelo ex-diretor da Dersa (estatal responsável pelas obras viárias em São Paulo), Paulo Viera de Souza, conhecido como Paulo Preto, afirmando que eram "pauta petista".
O candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, esteve ontem em Porto Alegre para reunir-se em um hotel com aliados locais. O tucano tenta reverter a desvantagem de 400 mil votos no Rio Grande do Sul registrada no primeiro turno em relação à adversária Dilma Rousseff, do PT, que somou 3 milhões de votos no Estado.
Liberdade de imprensa
Em entrevista a veículos de comunicação, o tucano afirmou que a "liberdade de imprensa" é "indispensável" para a democracia. "Às vezes eu reclamo da imprensa, de notícia errada, de tendenciosidade. Mas vou lutar até a morte para defender que eles sejam livres naquilo que dizem".
Entretanto, no fim da tumultuada entrevista coletiva que se seguiu aos discursos, o candidato esquivou-se diversas vezes de responder a perguntas dos jornalistas sobre o ex-diretor da Dersa (estatal responsável pelas obras viárias em São Paulo), Paulo Viera de Souza, conhecido como Paulo Preto, que teria desviado R$ 4 milhões da campanha do tucano. Ele limitou-se a afirmar: "Isso é pauta petista. Só isso".
Sem Fogaça, com muito estresse
Do hotel, localizado no centro da cidade, Serra foi para um encontro com o ex-candidato do PMDB ao governo gaúcho, José Fogaça, que somou 24,7% dos votos no primeiro turno no Estado, contra 54,3% de Genro. No fim, o pemedebista, que se manteve neutro no primeiro turno da eleição presidencial, disse que só se manifestaria sobre um eventual apoio no segundo turno depois da reunião convocada para hoje pelo diretório estadual para decidir a questão.
Na saída, Serra negou-se novamente a responder sobre as supostas irregularidades envolvendo o ex-assessor e travou o seguinte diálogo com o correspondente do Valor no Rio Grande do Sul:
Valor: O senhor não vai mais comentar a questão do Paulo Preto?
José Serra: Não tem o que comentar.
Valor: Mas primeiro o senhor disse que não o conhecia e depois...
Serra: Eu considero em primeiro lugar... Você é de onde?
Valor: Do Valor Econômico
Serra: Sei. Eu considero, em primeiro lugar, um preconceito odiento (sic) o fato de se referirem a uma pessoa com esse apelido. Quando me disseram por esse apelido eu disse: eu não conheço. Eu não traio, não tenho preconceito racial que está envolvido na sua pergunta, está envolvido em muito do que se fala.
Valor: Mas é como ele é conhecido.
Serra: Envolve um preconceito racial. Segundo, não tem nada para comentar exceto a pauta petista feita. Não houve desvio de dinheiro na minha campanha nenhum. A Dilma está preocupada com desvio de dinheiro na minha campanha, que não aconteceu. Já eu estou preocupado com o desvio de dinheiro feito na Casa Civil. Tá certo? Eu sei que no caso, vocês [dirigindo-se ao correspondente do Valor] não têm interesse na Casa Civil, naquilo foi desviado etc. Seu jornal pelo menos não tem. Agora, no nosso caso, nós temos. E o resto é factóide petista.
Serra arrematou, dizendo: "o seu jornal faz manchete para o PT colocar no horário eleitoral".
Segundo reportagem da revista "IstoÉ", que foi usada por Dilma no último debate, o engenheiro "fugiu" com R$ 4 milhões arrecadados extraoficialmente com empreiteiras -ele era responsável pelo controle das maiores obras viárias de São Paulo.
Resposta enviesada
"Eu sei que, no caso, vocês não têm interesse na Casa Civil, naquilo que foi desviado. Seu jornal, pelo menos, não tem. Agora, no nosso caso, nós temos. O resto é factóide petista", disse José Serra.
A resposta de Serra, ao criticar o "Valor", não se referia, no entanto, a Paulo Preto. Fazia menção implícita a uma entrevista com David Zylbersztajn, diretor da ANP (Agência Nacional do Petróleo) no governo FHC, na qual falou sobre sua visão do modelo de concessão do pré-sal. Dilma disse no debate que Zylbersztajn, chamado de "principal assessor energético" de Serra, é a favor da "privatização do pré-sal".
Diretora do Valor critica postura de Serra
A diretora de Redação do "Valor", Vera Brandimarte, lamentou as declarações. "O jornalista [Sérgio Bueno] só estava fazendo o trabalho dele, que é perguntar. Todos os candidatos devem estar dispostos a responder questões, mesmo sobre temas que não lhes agradem", disse.
"É lamentável que diante de uma pergunta que não o agradou, o candidato José Serra tenha reagido de forma explosiva, atacando o jornal, ou mesmo o jornalista", afirmou Brandimarte.
Em Rio Grande (RS), o tucano negou ter recebido um e-mail com reclamações contra Paulo Preto. A Folha revelou ontem que, em novembro de 2009, o então vice-governador Alberto Goldman (PSDB) mandou um e-mail a Serra criticando a atitude "arrogante" e "vaidosa" de Paulo Preto.
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10/14/2010
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O desespero de Yeda
Em busca de uma saída
Por Partisan
Enredada em denúncias de corrupção de toda ordem, envolvendo órgãos de investigação e controle de todas as esferas, as perspectivas não são nada alvissareiras no futuro da quase ex-governadora Yeda Crusius.
Em breve, Yeda não poderá contar mais com as prerrogativas do cargo, com a cobertura da estrutura do estado nem com a colaboração e lealdade de muitos dos seus asseclas. Alguns dos quais poderão inclusive se tornar pouco amistosos com a tucana. A blindagem midiática também se tornará incerta, principalmente, se o oligopólio midiático necessitar eleger um bode expiatório para justificar novas revelações.
A tucana parece não ter percebido que vivemos novos tempos, com instituições mais fortalecidas, no qual determinadas práticas do passado recente não têm mais espaço.
A busca de uma saída para esse verdadeiro embrolho talvez seja a maior parte da motivação que moveu uma candidatura derrotada pela sua própria gênese.
PT denúncia rede de espionagem no centro do governo Yeda
Por Marco Weissheimer
A deputada estadual Stela Farias (PT) – que teve os três filhos espionados pelo sargento César Rodrigues de Carvalho, que trabalhava como segurança da governadora Yeda Crusius (PSDB) no Palácio Piratini – denunciou hoje a existência de uma rede de espionagem no centro do governo gaúcho. A denúncia foi feita durante entrevista coletiva convocada pela bancada do PT na Assembléia. O PT anunciou que encaminhará uma série de medidas jurídicas e políticas junto ao Colégio de Líderes do Parlamento. O deputado Raul Pont adiantou uma delas e defendeu que a custódia do sargento, preso na semana passada sob a acusação de cobrança de propina de proprietários de máquinas caça-níqueis, fique com a Polícia Federal. Stela Farias revelou também que o deputado Luis Augusto Lara (PTB) apoiará algumas das medidas propostas pela bancada do PT, pois seus filhos também foram monitorados pelo sargento.
A deputada estadual Stela Farias (PT) – que teve os três filhos espionados pelo sargento César Rodrigues de Carvalho, que trabalhava como segurança da governadora Yeda Crusius (PSDB) no Palácio Piratini – denunciou hoje a existência de uma rede de espionagem no centro do governo gaúcho. A denúncia foi feita durante entrevista coletiva convocada pela bancada do PT na Assembléia. O PT anunciou que encaminhará uma série de medidas jurídicas e políticas junto ao Colégio de Líderes do Parlamento. O deputado Raul Pont adiantou uma delas e defendeu que a custódia do sargento, preso na semana passada sob a acusação de cobrança de propina de proprietários de máquinas caça-níqueis, fique com a Polícia Federal. Stela Farias revelou também que o deputado Luis Augusto Lara (PTB) apoiará algumas das medidas propostas pela bancada do PT, pois seus filhos também foram monitorados pelo sargento.
A bancada petista solicitará ao presidente da Assembléia Giovani Cherini (PDT) e também ao Colégio de Líderes, que reúne integrantes de todos os partidos representados no parlamento, a adoção de medidas institucionais sobre o caso de espionagem política, entre elas o pedido, junto ao governo estadual, da revelação do nome de quem concedeu o acesso a uma senha master ao sargento. Na coletiva, os deputados petistas destacaram ainda que os membros do governo que apareceram na relação de “investigados” divulgada pelo promotor Amílcar Macedo, não foram investigados da mesma forma que os demais. Segundo as investigações da promotoria, o sargento fazia, pelo menos, dois tipos de investigações: uma para levantar dados sobre a vida do investigado e outra para saber se a pessoa estava sendo investigada por alguém.
Na coletiva, Raul Pont e Stela Farias sustentaram que há fortes indícios de que o esquema de espionagem não é novo e foi arquitetado por integrantes do centro do governo Yeda Crusius. “Tudo leva a crer que a ação do sargento contava o conhecimento do centro de governo e era acobertado por integrantes da Casa Militar”, resumiu a deputada. Raul Pont chamou a atenção para o fato de os acessos às informações dos petistas terem ocorrido em outubro de 2009, durante a CPI da Corrupção. “Não é exagero concluir que as pesquisas tinham objetivos políticos, muito provavelmente de atemorizar parlamentares em pleno exercício de seus mandatos”, disse Pont.
Foto: Kiko Machado
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9/08/2010
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Raul Pont
Qual o tamanho do rombo na fraude do Banrisul?
A recente fraude no Banrisul pode ser apenas a ponta de um grande iceberg. O tamanho do rombo nos cofres públicos do estado ainda é algo difícil de ser mensurado, fala-se que pode facilmente ultrapassar o valor de R$ 10 milhões de reais.
Este dinheiro pode ter tido diversos destinos. Além de enriquecimento ilícito dos envolvidos, há indicativos de ter financiado campanhas eleitorais. Vale lembrar que Rubens Bordini (tesoureiro da campanha Yeda de 2006) é quem comanda a Superintendência de Marketing do banco, orgão que teve um dos funcionários presos.
Para tentar dimensionar o roubo, somente nas buscas na agência DCS os policiais apreenderam R$ 2.571.520, além de US$ 122.350, 20,8 mil euros e 4,5 mil libras esterlinas. Na casa do diretor da agência, foram encontrados outros R$ 65 mil, US$ 22.960, 50 mil euros e 5.640 libras.
Na sede da agência SL&M, a PF apreendeu R$ 10 mil. Nas buscas na casa de Gilson Storke, foram encontrados R$ 87.480 e US$ 309. Já o superintendente de Marketing do Banrisul foi flagrado com R$ 169 mil e US$ 40 mil. Os três envolvidos foram presos em flagrante, pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.
Entenda o caso
A investigação começou após uma denúncia feita ao Ministério Público de Contas em outubro de 2009. "Veio à tona porque o único que trabalhava não recebia", afirmou o superintendente da Polícia Federal no Rio Grande do Sul, Ildo Gasparetto, referindo-se ao profissional da área de marketing que prestou o serviço (para a quadrilha), mas não recebeu por ele e fez a denúncia no ano passado. Quando surgiram indícios de crimes federais - evasão de divisa e lavagem de dinheiro - a Polícia Federal entrou no caso.
Segundo as investigações, o setor de marketing do banco combinaria valores com empresas de publicidades que participavam de licitações. A instituição escolheria sempre a proposta de menor valor, que já era superfaturado, e todas dividiriam a quantia definida.
De acordo com o superintendente da PF, um dos presos na quinta-feira já havia sido detido há cerca de 60 dias por evasão de divisas no aeroporto de São Paulo carregando dólares. "Foi mais um motivo de que os indícios que nós tínhamos realmente estavam batendo", afirmou Gasparetto, se referindo ao funcionário do banco, que estava em liberdade após obter um habeas-corpus.
Destino do dinheiro
Nas buscas, além de dinheiro, também foram apreendidos documentos e computadores, que serão analisados pela força-tarefa. "O destino desse dinheiro ainda vai ser verificado agora. E caso haja, além da lavagem de dinheiro e de evasão de divisa, a utilização para uma outra maneira, com certeza, vai ser comunicado aos órgãos competentes. Se tiver alguma coisa em relação a campanhas eleitorais, vai ser comunicado ao procurador eleitoral", disse Gasparetto.
Segundo a PF, os três presos em flagrante foram ouvidos nesta quinta-feira pela equipe da Delegacia de Polícia Fazendária. A intenção é verificar se há participação de outras pessoas na fraude.
Como funcionava
Em 1 ano e meio, a quadrilha teria arrecadado R$ 10 milhões. "Os valores pagos teriam uma cobrança em torno de 30% de propina além do valor do serviço", disse o superintendente. Se um trabalho custasse R$ 700 mil, ele acabava saindo por R$ 1 milhão ao banco.
(com informações do Terra)
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9/03/2010
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Preso sargento da Casa Militar da Yeda
Um dia após estourar a fraude no Banrisul, mais um escândalo vêm a tona no Palácio Piratini. Desta vez o envolvido é um sargento da Casa Militar do Governo Yeda que foi preso por acessar dados sigilosos e utilizar as informações para fazer chantagens.
O sargento investigado estaria envolvido em esquemas de contravenção relacionados a máquinas de caça-níquel na cidade de Canoas, na região metropolitana da Capital. Mas o crime, que poderia ser “comum” ganhou conotações políticas.
Durante as investigações, foi apurado que o sargento teria acessado dados sigilosos de políticos gaúchos, entre eles um ex-ministro e um senador.
Mesmo sem qualquer confirmação por parte do Ministério Público, por enquanto, entre políticos as especulações são de que o ex-ministro em questão pode ser o candidato do PT ao governo no Rio Grande do Sul, Tarso Genro, e o senador seria o também petista Paulo Paim, candidato à reeleição.
O promotor criminal do MP em Canoas, Amilcar Macedo, escreveu em seu Twitter que dados sigilosos de várias autoridades foram acessados. Entre elas, além do senador e do ex-ministro, também delegados de polícia e um oficial de inteligência das Forças Armadas. "Dados sigilosos de várias autoridades foram acessados, inclusive para tentar inviabilizar investigações. Altas autoridades foram bisbilhotadas", escreveu em seu perfil @amilcarmacedo.
O “araponga da Yeda”, como já começa a ser conhecido o sargento, possivelmente teria buscado informações comprometedora dos petistas e adversários da governadora para fins políticos e eleitorais.
O fato é que não podem ser analisadas de forma isolada estes crimes, afinal, em dois dias, dois casos graves escândalos de corrupção envolvendo o atual governo tornaram-se público, demonstrando a verdadeira face deste grupo político que sustenta o atual governo.
Fraude no Banrisul gera pânico nos comitês de Yeda e Fogaça
R$ 2 milhões desviados que a Polícia Federal recuperou na operação Mercari
Mais um escândalo de corrupção atinge o (des)governo Yeda. A “maracutaia” ocorreu no Banrisul, através de investigação pela Polícia Federal na operação Mercari onde estima-se que pode ultrapassar os R$ 10 milhões. A gestão do banco no período, era compartilhada por PSDB, PMDB e PP. As campanhas Fogaça e Yeda entram em pânico!
Direta ou indiretamente atinge em cheio um grupo político que há oito anos administra o Palácio Piratini (nos governos Rigotto e Yeda) e que nesta campanha está representado em duas candidaturas: Fogaça (PMDB) e Yeda (PSDB e PP). Duas candidaturas que representam o mesmo projeto político que vêm lapidando o patrimônio público do estado, seja pela negligência, pelas privatizações e pela corrupção.
Quais os rescaldos futuros que terá mais esta denúncia de corrupção nas candidaturas convervadoras é algo ainda difícil de prever, não é de se estranhar que o dinheiro desviado possa ter beneficiado campanhas eleitorais (como já havia ocorrido na fraude do Detran) mas certamente teremos novidades nos próximos dias.
Abaixo reproduzo dois esclarecedores posts do RS Urgente sobre a grave situação do Banrisul.
Novo escândalo atinge governo Yeda Crusius
A Polícia Federal, o Ministério Público Estadual e o Ministério Público de Contas deflagaram hoje a Operação Mercari que apura possíveis desvios de recursos da área de marketing com prejuízo para o Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul). O nome da operação, Mercari, vem do latim: “comprar para vender”, “comércio”.A força tarefa constituída pelos três órgãos investiga a ação de uma suposta organização criminosa, integrada por um alto funcionário do banco, agências de publicidade e prestadores de serviços, que pode ter causado um prejuízo de mais de 10 milhões de reais nos últimos 18 meses. Segundo nota divulgada pela Superintendência da Polícia Federal no RS, “o esquema se daria através de superfaturamento na produção de ações de marketing contratadas junto a agências, as quais eram terceirizadas a empresas que, por sua vez, subcontratariam os reais executores dos serviços a preços muito menores do que aqueles cobrados do banco”.
A Justiça Estadual, acionada pelo MP Estadual, autorizou o compartilhamento de informações com o MP de Contas que, por sua vez, requereu ao Tribunal de Contas do Estado uma inspeção especial no Banrisul. A Polícia Federal atua na operação por causa da existência de indícios de crimes de evasão de divisas, ocultação de bens e valores e sonegação fiscal. A PF cumpriu hoje, atendendo determinação judicial estadual, 11 mandados de busca e apreensão, sendo 10 em porto Alegre e um em Gravataí, com a participação de 76 policiais. Três suspeitos foram presos. Segundo a jornalista Adriana Irion, de Zero Hora, os nomes são: o superintendente de marketing do Banrisul, Walney Fehlberg, um funcionário da agência SL&M, Gilson Storke, e um diretor da DCS, Armando D’Elia Neto. Eles foram presos em flagrante por peculato e lavagem de dinheiro. A PF encontrou em suas residências empresas cerca de R$ 2 milhões sem origem identificada.
TCE apontou irregularidades nos gastos de publicidade do Banrisul na gestão de Fernando Lemos
O período abrangido pelas investigações da Operação Mercari (18 meses) pega em cheio a gestão de Fernando Lemos na direção do banco. Considerado da “quota do PMDB” e, mais particularmente, do senador Pedro Simon, Lemos esteve a frente de uma megaoperação publicitária do governo tucano que despejou milhões de reais em anúncios e campanhas.Cabe lembrar que a despesa total do governo Yeda Crusius com publicidade aumentou consideravelmente a partir de 2008: cresceu 23% acima da inflação. Foi uma das receitas para enfrentar os escândalos e denúncias de corrupção. O governo tucano abriu os cofres e despejou publicidade na mídia gaúcha. Em dois anos, foram gastos em propaganda (a preços médios de 2008) cerca de 306 milhões. Deste total, mais de 200 milhões foram gastos pelas estatais. Mais de 80% deste valor (cerca de 164 milhões de reais) vieram do Banrisul.
Segundo análise do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul, relativa aos anos de 2007 e 2008, dos 164 milhões gastos pelo Banrisul em publicidade, menos da metade foi legalmente autorizada. Cerca de 90 milhões gastos pelo banco em publicidade contrariaram a Constituição Federal e as LDOs (Leis de Diretrizes Orçamentárias) de 2007 e 2008. Neste período, apenas 8% da despesa com publicidade se enquadra no item “publicidade legal obrigatória”. Cerca de 92% foram gastos com publicidade institucional, ou seja, propaganda do governo.
Em 2009, o governo Yeda gastou 201 milhões em publicidade – quase três quartos do montante gasto em obras (271 milhões). Do total gasto em propaganda, quase a metade (99,5 milhões), veio do Banrisul. Cabe observar que só havia autorização orçamentária para o banco estatal despender 50 milhões, 49,5 milhões foram gastos ilegalmente, contrariando o disposto no artigo 149, § 7º da Constituição estadual.
Além da análise desses gastos, o Tribunal de Contas também realizou uma inspeção especial no banco a pedido do Procurador Geral do Ministério Público de Contas, Geraldo Da Camino. Coincidência ou não, em meio a esse processo de investigação, Fernando Lemos deixou a direção do banco no início deste ano, sendo premiado pela governadora Yeda Crusius com um cargo de juiz no Tribunal de Justiça Militar.
A agonia das escolas em tempos de Yeda
Por Erick da Silva
A educação no Rio Grande do Sul vive um de seus piores períodos no governo Yeda. Não bastasse o fechamento de centenas de escolas estaduais, o abandono da UERGS, o arrocho salarial dos professores e as “escolas de lata”, uma pesquisa feita na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) indica que o número de matrículas na rede pública de ensino médio vem caindo quase sete vezes mais do que a população na faixa etária correspondente.
O trabalho do Grupo de Estudos sobre Universidade da UFRGS demonstra que, entre 2005 e 2008, o número de matrículas caiu 11% no Estado – enquanto a queda média nacional foi de 6,9%. Essa retração não pode ser atribuída a mudanças no perfil demográfico.
Nesse mesmo período, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou uma redução bem menor na faixa etária adequada ao Ensino Médio no RS: a população entre 15 e 17 anos recuou apenas 1,6%. Isso representa um número gritante de jovens que deixam de ingressar na rede pública e que, ao longo dos últimos anos não viram nenhuma política pública do estado que buscasse reinseri-los na escola pública.
A situação é agravada pelos altos índices de reprovação e abandono escolar na rede estadual – que deixam o Rio Grande do Sul na terceira pior posição nacional do ranking de aprovação no Ensino Médio.
O levantamento demonstra ainda que o percentual de gaúchos que concluem o ano letivo, em comparação com o número de ingressantes, fica abaixo da média nacional. Em 2008, 83 mil estudantes terminaram o Ensino Médio, enquanto 180 mil ingressaram nele – um índice de 46%. Nacionalmente, os concluintes representam 51,7% das novas matrículas.
Registros do Ministério da Educação apontam outros obstáculos do antigo ensino secundário. No ano passado, de cada cem alunos que ingressaram no colégio, somente 65 se formaram. Isso deixa o RS em uma incômoda 25ª posição – à frente apenas de Sergipe e Rio de Janeiro. Dados da Secretaria Estadual da Educação (SEC) permitem concluir que, dos 35 estudantes gaúchos que não avançam de ano, 21 são reprovados, e 14 deixam a escola.
Esses dados demonstrar que o governo Yeda agravou uma situação crítica que já se verificava no governo anterior (Rigotto do PMDB). É resultado direto da propagandeada política de "defict zero", que na prática significa corte de investimentos e, consequentemente, queda na qualidade do ensino.
Isso não é uma avaliação “subjetiva” ou de “preferência política”, mas sim um triste fato que a cada dia apenas se agrava. Somente com uma mudança imediata nas políticas educacionais de nosso estado, que apontem para uma superação destes graves problemas, é que poderemos vislumbrar tempos melhores para o ensino público do estado.
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8/09/2010
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Deputado diz que Yeda trocou votos por obras e revela quem foram alguns dos beneficiados
Marco Aurélio Weissheimer
O deputado estadual Edson Brum (PMDB) revelou aoJornal do Povo, de Cachoeira do Sul (edição de 18/06/2010), um esquema de troca de votos de parlamentares na Assembléia por obras no interior do Estado, patrocinado pela governadora Yeda Crusius (PSDB). Ao defender a paternidade do asfaltamento da RS 403 (estrada que liga Cachoeira do Sul a Rio Pardo), Brum, cujo lema do mandato é “Política consciente e ativa”, revelou:
O deputado estadual Edson Brum (PMDB) revelou aoJornal do Povo, de Cachoeira do Sul (edição de 18/06/2010), um esquema de troca de votos de parlamentares na Assembléia por obras no interior do Estado, patrocinado pela governadora Yeda Crusius (PSDB). Ao defender a paternidade do asfaltamento da RS 403 (estrada que liga Cachoeira do Sul a Rio Pardo), Brum, cujo lema do mandato é “Política consciente e ativa”, revelou:“Em troca de votar a favor do projeto de lei que cortou o ponto dos professores grevistas no ano passado, os deputados ganharam da governadora Yeda Crusius o direito de escolher uma obra. Eu escolhi a RS 403. Já a Zilá pediu pavimentação em uma estrada da cidade dela (Três Passos) e o Brito beneficiou a região centro-serra.”
A confissão descuidada do parlamentar, que aparentemente considera absolutamente normal a troca de votos, ilustra no detalhe o chamado “novo jeito de governar” de Yeda Crusius. Entusiastas da transparência, os parlamentares poderiam informar à sociedade qual foi a moeda de outros votos e por que eles tiveram que “ganhar” uma obra para votar numa determinada proposta. E a governadora, que possui uma noção peculiar acerca da democracia, poderia esclarecer quais outras obras foram utilizadas para “convencer” parlamentares em determinadas votações. A maioria dos prefeitos do Rio Grande do Sul, que não foi agraciada com esse comércio de votos, e pode ficar curiosa acerca de como o esquema funciona e quais foram os principais beneficiados.
Outra informação curiosa fornecida pelo deputado Edson Brum é a de que uma das principais lideranças do governo Yeda na Assembléia, a deputada Zilá Breitenbach (PSDB) precisou de uma “ajuda” para votar um projeto do interesse de sua governadora. Lealdade é isso aí…
A venda do Morro Santa Tereza
Raul Pont
Na próxima semana, a Assembleia Legislativa terá que votar, em regime de urgência, o PL 388/2009. O projeto tem sido apresentado como reestruturador dos serviços da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Fase), em especial, as unidades de internação dos jovens e adolescentes em conflito com a lei.
No entanto, o texto legal do Executivo pede autorização exclusivamente para alienar ou permutar os 73 hectares do Morro Santa Tereza. Não há no projeto nada sobre a reestruturação da Fase, a não ser as intenções arroladas na justificativa.
Certamente, não há uma voz na Assembleia ou na sociedade que não apoie a ideia de melhorar os serviços da Fase. O problema não é a Fase, mas a forma com que se justifica e se pretende vender o patrimônio público do Morro Santa Tereza.
O argumento da falta de recursos orçamentários não se sustenta. No final de dezembro de 2009, a Assembleia, por maioria, liberou para o Executivo quase R$ 1 bilhão do Fundo de Previdência (resultado da venda das ações preferenciais do Banrisul) para uso de investimentos. Há duas semanas, a Assembleia autorizou o governo a buscar recursos no BNDES na ordem de R$ 150 milhões.
A tese da urgência também é uma falácia. O provável vencedor da licitação terá um prazo de cinco anos para construir as novas instalações, conforme anunciado pelo governo.
Outro grave problema do projeto de lei 388/09 é manter para a venda a área total, quando é público, notório e objeto de ação no Ministério Público o reconhecimento de posse de mais de 1,5 mil famílias que, há décadas, ocupam parcialmente a área e com o direito de uso garantido pela MP nº 2.220, de 4/09/2001, que regulamentou as disposições do art. 183 parágrafo 1º da C.F. Essa MP está em plena vigência, garantida pela Emenda Constitucional nº 32/2001.
Outra lacuna do projeto é a ausência de avaliação de preço mínimo que estabeleça relação plausível entre o patrimônio a ser alienado ao objeto que se destina. O projeto comete, inclusive, duplo erro, ao não apresentar avaliação prévia e ao estabelecer a possibilidade do uso de recursos sobrantes para despesas correntes. Hipótese vedada explicitamente na Lei de Responsabilidade Fiscal no caso de venda de patrimônio.
Por essas razões, cientes e de acordo com a recomendação do Inquérito Civil nº 85/2010 do MP, que pede ao governo a retirada da urgência da matéria para que essas questões sejam corrigidas, nossa bancada se une a esse pleito, que é também das milhares de famílias que ali vivem.
Da mesma forma, nos identificamos com os movimentos ambientalistas preocupados com as áreas de preservação ali existentes e com a cidadania de Porto Alegre, que sabe que essa é uma área de grande especulação imobiliária, que já causou grandes polêmicas em torno do Estaleiro Só e das mudanças no Plano Diretor na orla em função dos “investimentos da Copa 2014”. O patrimônio público, mesmo em nome de causas nobres, não pode ser leiloado desse jeito.
*Deputado estadual e presidente do PT/RS
Charge: Bier
O secreto e animado encontro de Serra com Yeda
Em sua recente visita ao Rio Grande do Sul, o "mais preparado dos brasileiros" teve alguns percalços em sua campanha. Mesmo com todo o apoio da RBS, nem só de amenidades foi a sua passagem pelo estado.
José Serra(PSDB/FHC) visitou Yeda Crusius (PSDB/RS), governadora e candidata à reeleição, que fez um governo marcado por uma série de escândalos de corrupção, envolvendo, sobretudo, a Operação Rodin (CPI do Detran), a Operação Solidariedade, ambas da Polícia Federal, além da polêmica compra da mansão onde mora Yeda, e da morte do ex-assessor em Brasília em circunstâncias não esclarecidas. Além de inúmeras trapalhadas e erros políticos.
Serra foi levar seu apoio a reeleição de Yeda e também receber o apoio dela à sua candidatura ao Planalto. Só que este apoio é tão indigesto que nenhum veículo da grande mídia nacional publicou este 'acalorado' encontro. Apenas o site oficial do governo Yeda publicou a foto acima. Tal situação, mal disfarça a tentativa de blindagem a Serra, evitando "contaminação" de sua imagem nacionalmente, associando-o aos escândalos de corrupção gaúchos.
Observem na foto o "entusiasmo" e "alegria" contagiante demonstrada por Serra em seu encontro com Yeda na Federasul. A conversa entre os dois foi tão animada que o anfitrião da mesa não conseguiu evitar o cochilo.
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ERick
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5/07/2010
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As tentativas de garantir uma boa aposentadoria no final de um governo medíocre
As indicações do presidente do Banrisul, Fernando Lemos, para o Tribunal de Justiça Militar, e do deputado estadual Iradir Pietroski (PTB) para o Tribunal de Contas do Estado (TCE) são típicas do final de um governo medíocre como o de Yeda Crusius. Cada um tentando arrumar um futuro tranqüilo. O Tribunal de Justiça colocou uma pedra no caminho de Lemos e suspendeu sua indicação. Já Pietroski passou o dia dando explicações sobre uma ação de improbidade administrativa. Considerando o que aconteceu com Marco Peixoto, Pietroski não se preocupa muito. Aposta que seus aliados políticos na Assembléia garantam uma boa aposentadoria no TCE.
O corpo técnico do TCE vem tentando barrar essas indicações, até aqui sem sucesso, mas conquistando crescente apoio na sociedade. Nesta segunda, o boletim do Sindiágua relatou uma série de irregularidades que estariam ocorrendo na Corsan, sem que haja uma fiscalização efetiva por parte do TCE. O sindicato manifesta apoio à luta dos funcionários do Tribunal que defendem o fim das indicações políticas na instituição. O relato do sindicato resume alguns dos problemas enfrentados hoje em função desse modelo:
A Corsan ainda é uma empresa pública, portanto suas contas devem ser analisadas pelo Tribunal de Contas do Estado. Mas, quem indica os conselheiros deste Tribunal? Sim, os políticos, o governo do Estado. Quem não lembra do caso João Luiz Vargas? Foi implicado no caso Detran, mas ele é quem decidia, por exemplo, se havia ou não irregularidades na Corsan. Quem Yeda indicou para substituí-lo? Marco Peixoto, também com implicações. Este não soube nem responder a sabatina feita a ele pelos parlamentares, ou seja, ele nem sabe o que está fazendo lá. Mas, está lá, e é ele quem decidirá se nossas denúncias de atos ilícitos na Corsan terão um culpado ou não.
Quando a gestão Corsan paga R$ 104 mil por uma bomba que custa R$ 37 mil, isto é um ato político (até se presta para campanha, mas não é político) ou é uma questão técnica de superfaturamento? Quando a Sul Cava recebe quase três mil ligações sem executá-las, é política ou técnica? Quando vão quase R$ 100 mil na recuperação de um reservatório condenado, que está fora de operação em Montenegro, é político ou técnico? Então, como o julgamento final destes atos se dá por um deputado? E, pior ainda, integrante do mesmo governo que está cometendo estas irregularidades?
Pescado no RS Urgente
A volta de Bussato ou “sempre mais do mesmo”
Para aqueles ingênuos que acreditam que realmente existe alguma diferença política de fundo com relação a nossa gloriosa direita gaúcha, a não ser a briga para ver quem fica com a fatia maior do “bolo”, um fato consumado nessa segunda-feira não deixa a menor dúvida.
Hoje um dos pivôs de uma das inúmeras crises do (des)governo Yeda volta aos holofotes: Cezar Bussato. O atual prefeito Fortunati nomeou Busatto para ser o novo secretário da Governança na Capital. Não deixa de ser inusitado, ainda mais nas circunstâncias que compõem esse personagem.
Busatto, que estava na “geladeira”em uma secretaria na prefeitura de Santa Maria, desde que estourou o escândalo envolvendo as gravações feitas pelo vice-governador Feijó, onde Busatto tentava abertamente “comprar” o apoio de Feijó através de “esquemas” de desvios de dinheiro público.
Agora, como se nada tivesse ocorrido, Fortunatti coloca a sua marca na administração da capital gaúcha e promove a volta triunfante de uma figura polêmica que esteve no epicentro deste escândalo e de outros (privatizações no governo Britto, etc.).

O computo final é que, tanto Fogaça quanto Yeda representam, como diria o saudoso Renato Russo é “sempre mais do mesmo”, a começar por seus “colaboradores”. Pena que isso muitas vezes passa batido e muita gente acaba se deixando levar pelas falácias de um Lazier Martins da vida que sempre presta os seus serviços de apoio a qualquer governante de moral dúbia que estiver disposto a acatar os seus ditames.
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