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Porto Alegre proíbe o uso de máscaras em manifestações e "institucionaliza" a burrice reacionária


Por Erick da Silva

A Câmara de Vereadores de Porto Alegre aprovou projeto que  proíbe o uso de máscaras em manifestações públicas na cidade. O projeto de lei da vereadora Mônica Leal (PP), foi aprovado por 21 votos a 10.

O projeto aprovado na Câmara é evidentemente inconstitucional e inócuo. Além de legislar sobre tema de competência federal, prevê também a exigência de comunicação prévia a polícia para poder realizar manifestações, entrando em contradição com as liberdades democráticas conquistada após anos de ditadura.

O equivoco do cercamento no Parque da Redenção


Por Erick da Silva

Mais uma vez surge uma proposta para cercar o Parque da Redenção, localizado no coração de Porto Alegre. Desta vez o proponente - o vereador Nereu D'Avila (PDT) - está propondo que o tema seja submetido a consulta da população,  através de um plebiscito, que seria realizado em 2014, junto com as eleições.

Pelo menos há vinte anos propostas semelhantes surgem, de tempos em tempos, com a intenção de cercar o parque. A intenção manifesta,  em geral, seria a de garantir uma maior "segurança" no parque. Esta, no entanto,  é uma justificativa que pouco convence e mascara alguns problemas de fundo.

Primeiramente, é equivocada a ideia de que o Parque da Redenção apresenta índices de insegurança que exigiriam uma solução extrema como esta do cercamento. Pela lógica, se todos os locais e passeios públicos que apresentaram problemas desta natureza forem cercados, nos restará poucos lugares que não demandariam cercamento.

Experiências similares em outras cidades já nos mostraram que o cercamento de parques, isoladamente, não é uma solução eficaz. Não será o simples cercamento de um espaço público que irá garantir uma redução dos índices de violência.

Os custos da medida ainda não foram definidos, mas estima-se que seriam necessários cerca de R$ 1 milhão para cercar os 2,5 mil metros de perímetro do parque. A proposta, conforme aponta o vereador Nereu, seria bancar o custo das obras através de parceiras com a iniciativa privada, com publicidade nas cercas, por exemplo. Com isso,  o efeito concreto seria mais um espaço público da cidade que passaria a ser entregue para a exploração privada.

A privatização de espaços públicos em Porto Alegre é um processo que tem se acelerado na gestão Fortunati. Estas parcerias tem sido estabelecida através da entrega de áreas públicas por um determinado período, onde a empresa (Coca-cola, Pepsi, Opus, etc) realiza algumas medidas paliativas e pontuais de "revitalização" da área e elas, em contrapartida, poderão usufruir associando sua marca ao local -  para fins de publicidade - ou mesmo a obtenção de lucro direto através da gestão e uso comercial do espaço (caso do Araújo Viana). O poder público passa, na prática a abdicar de sua responsabilidade e delega para empresas o que deveria ser sua competência.


Os problemas da Redenção dizem respeito a investimentos de outra natureza. Obras públicas, como uma maior iluminação, reparos paisagísticos, qualificação dos espaços, maior presença da guarda municipal, etc, seriam muito mais eficientes do que a colocação de grades ao redor do parque. 

Obras e ações que muitas vezes são silenciosas,  que não propiciam uma "espetacularização" com fins eleitorais. Possivelmente esta é a verdadeira razão de medidas efetivas não ocorrerem e de ainda proporem "soluções mágicas" como este cercamento da Redenção. 

A população de Porto Alegre certamente irá dizer não!
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Movimentos protestam em POA contra oposição do CREMERS ao programa Mais Médicos


Diversos movimentos sociais protestaram na manhã desta sexta-feira (13) em frente à sede do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (CREMERS), em Porto Alegre. Os manifestantes exigem que a entidade conceda os registros profissionais aos médicos estrangeiros que atuarão no estado através do programa Mais Médicos, do governo federal.

A vitoriosa ocupação da Câmara de Porto Alegre


Por Erick da Silva

Quando dezenas de jovens integrantes do Bloco de Lutas pelo Transporte Público iniciaram a ocupação da Câmara de Vereadores de  Porto Alegre na noite de quarta-feira (10/07), poucos poderiam arriscar com exatidão o desenrolar que o movimento assumiria e seu desfecho.

Tendo o Passe Livre e a transparência nas contas das empresas de transporte público como principais reivindicações, a ocupação rapidamente ganhou força.

Ocupação na Câmara de Vereadores de Porto Alegre


Manifestantes do Bloco de Lutas pelo Transporte Público inciaram quarta-feira (10/07) uma ocupação na Câmara dos Vereadores de Porto Alegre. As exigências seguem a pauta que vêm sendo discutida à exaustão em todas as ações de mobilização e como desagravo à recente não-aprovação pelos vereadores da abertura das contas das empresas que exploram as linhas de ônibus da capital. A assembléia do movimento decidiu continuar ocupação nos próximos dias até a reivindicação do Passe Livre ser atendida.

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Paulo Sant'ana e seu delírio de implodir o Mercado Público



O incêndio no Mercado Público deixou a todos nós chocados. Felizmente o estrago não foi tão grande como se fazia crer pelas imagens que acompanhávamos no momento do ocorrido. Infelizmente, mesmo em momentos de tragédia, tem aqueles que buscam, de alguma forma, "faturar com a desgraça".
Na edição de hoje (08/07) do jornal Zero Hora, vimos um  um bom exemplo disso. Em um exemplar caso de "jornalismo" a serviço dos patrões, Paulo Sant'ana, malandramente, propôs em sua coluna  a " implosão do Mercado Público" e a construção de um novo mercado, com estacionamento dentro de um "padrão shopping center". Só faltou ele propor que a Maiojama seja a empreiteira da obra.
O jornalista Juremir Machado tem uma outra interpretação, também bastante razoável sobre as motivações que levaram Paulo Sant'ana a publicar esta "pérola".
Felizmente, não são só Sant,anas em nossa imprensa, temos também Juremirs.


Uma ideia estúpida: implodir o Mercado Público

Por Juremir Machado

Há momentos em que a franqueza deve ser brutal: a ideia, defendida por um comunicador razoavelmente conhecido abaixo do Mampituba, de que seria o momento de se aproveitar o incêndio para derrubar o Mercado Público e construir outro prédio com estacionamento, fazendo surgir da cinzas um edifício moderno, é a coisa mais idiota que li nos últimos anos. Há quem diga que essa estupidez tem por objetivo favorecer os interesses imobiliários da empresa onde o jornalista trabalha, mas eu não acredito. É senilidade mesmo. Não escrevo a palavra senilidade como uma injúria nem como uma marca de desprezo pelos senis, mas como uma constatação, um fato triste da vida do qual só escapamos pela morte. Alguns, prudentes, retiram-se antes da cena pública. Farei isso.
O Mercado Público é um patrimônio histórico. Até um néscio entende isso. Patrimônios históricos têm uma função simbólica que vai além das suas funcionalidades primárias. O Mercado Público não é um shopping popular. É muito mais do que isso. É uma marca estética, cultural, social, política e imaginária. É isso. O Mercado Público é um imaginário. O imaginário é uma aura, uma atmosfera, um excedente, uma cobertura que dá sentido, que produz significação. Só a obtusidade intelectual profunda pode impedir de perceber esse elemento fundamental da estrutura de um imaginário. Eu fico me perguntando: como alguém ainda lê um sujeito que escreve uma coisa dessas? O fulano é conhecido pela sua prepotência, pela sua arrogância, pela sua violência verbal, por ser rasteiro. Agora já não é rasteiro, é subterrâneo mesmo. O Rio Grande do Sul merece muito mais.
Há tempo eu não lia algo tão pobre intelectualmente. Já tivemos grandes colunistas, cronistas e poetas. Chegamos ao fundo do poço. Um sapo teria mais a dizer. Nem a tentativa de ironizar um pouco ao final salva o autor da proposta da inépcia em que se meteu por conta própria. Triste é saber que não lhe faltarão adeptos. Os sedentos por negócios devem estar esfregando as mãos. Felizmente a ideia é tão ridícula que não irá adiante. O simples fato de ter sido concebida revela algo terrível: a senilidade destrói até os cérebros pouco privilegiados. Como dizia a velha Nésia, em Palomas:
– A caduquice revela a natureza das pessoas.
Há, porém, caducos generosos e caducos do mal.
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Coincidência? Empreiteira da obra da Av. Edvaldo doou R$ 221 mil à campanha de Fortunati


Mera coincidência?


Poucos dias depois do corte das árvores da Avenida Edvaldo Pereira Paiva, em Porto Alegre, o blog O Cético, publicou informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) relacionando a obra de ampliação da via com uma possível ‘obrigação de campanha’.
Isso esclarece as reais motivações que podem estar por trás desta obra, tão controversa e despropositada. Uma centena de árvores foram derrubadas, sem que até o momento, nenhum estudo demonstrando a real necessidade desta obra fosse apresentado. As relações entre o prefeito Fortunati e as empreiteiras não se restringem apenas a este caso da Av. Edvaldo Pereira Paiva.

Fortunati e as árvores do Gasômetro: antes na defesa das árvores, hoje as cortando


O Prefeito Fortunati poderia ser classificado como uma metamorfose ambulante. É um caso exemplar de como alguém muda radicalmente sua posição. Na foto acima, há cerca de 25 anos, José Fortunati estava ao lado dos ambientalistas que protestavam no Gasômetro pela defesa das árvores.
Em 2013, as coisas mudaram: agora como prefeito da cidade, Fortunati promoveu uma das maiores derrubadas de árvores da história recente da cidade. Foram cortadas 57 árvores no Parque da Harmonia e na avenida Loureiro da Silva. O corte, promovido durante a madrugada, escancara a falta de apoio popular que a derrubada destas árvores tem junto a população. Fortunati, sabedor dos grandes protestos que certamente aconteceriam caso o corte das árvores ocorresse durante o dia, optou pela calada da noite, de forma sorrateira.


 É gritante a diferença na postura destes dois Fortunatis: um que 25 anos atrás estava ao lado dos ambientalistas. O atual, que se vira de costas para a população, e de maneira autoritária determina a derrubada das árvores. A desculpa da Copa do Mundo é bastante frágil, para dizer o mínimo.


Como a prefeitura opta por tomar decisões de cima para baixo, sem consultar a população, a legitimidade desta obra, e a própria necessidade dela, são amplamente questionáveis. 
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Ato pela "Defesa Pública das Árvores III" em fotos


Mais uma vez o povo de Porto Alegre foi as ruas para defender as árvores

O ato pela "Defesa Pública das Árvores III", que aconteceu nesta segunda (27/05) em Porto Alegre, registrado em fotos pela Cíntia Barenho/CEA .
Centenas foram as ruas contra o corte de árvores na região próxima a Usina do Gasômetro, o prefeito Fortunati anuncia que mais de uma centena  de árvores serão cortadas para obras de duplicação da Av. João Goulart, para supostamente atender a Copa do Mundo de 2014.
No entanto, até o momento não ficou claro a necessidade desta obra em um trecho da avenida que, apenas em momentos excepcionais tem algum transito mais intenso. A prefeitura, até o momento, tem optado pelo confronto, sem dialogar, democraticamente, com a população. Até quando?

Segunda-feira é dia de Marcha pelas Árvores em Porto Alegre



A Justiça liberou na última quinta-feira o corte, pela prefeitura de Porto Alegre, de 115 árvores localizadas ao lado da Usina do Gasômetro, para dar continuidade à obra de duplicação da Avenida Beira Rio. Mas os movimentos que barraram a derrubada das árvores não pretendem desistir tão facilmente da luta para preservá-las. Os Amigos da Gonçalo de Carvalho, o Centro de Estudos Ambientais, o Comitê Latino-Americano, a Defesa Pública da Alegria, o Coágulo Criações – Coletivo de Cultura, PoA em Movimento, Agapan, APEDeMA e o Ocupa Árvores – Acampamento de resistência estão convocando uma Marcha pelas Árvores para esta segunda-feira (20), uma Defesa Pública das Árvores. A manifestação está sendo convocada por uma página especial no Facebook e outras organizações podem se somar a ela ainda neste final de semana. A marcha deve iniciar às 18h, em frente à prefeitura da capital. O manifesto da Defesa Pública das Árvores afirma:
Em nome de interesses privados, a Prefeitura promete massacrar os 115 “vegetais”, substituindo-os por asfalto. A Prefeitura se recusa a apresentar alternativas ao projeto e promete recomeçar os cortes o quanto antes. Além da perda ambiental, a obra vem retirar da população um espaço de encontro e convivência, dificultando a circulação de pedestres.
Indo na contramão das novas políticas internacionais de mobilidade urbana, o poder municipal aposta na falsa sensação de que a duplicação de grandes vias é a solução para os problemas de congestionamento, o que muitas vezes pode confundir aqueles que enfrentam esta dificuldade diariamente. Frente aos inúmeros pareceres de urbanistas que afirmam o quanto a duplicação da via é uma estratégia equivocada, percebe-se que a obra é ligada diretamente aos interesses das construtoras e da indústria automobilística e não à vontade e necessidade popular.
Porto Alegre, nossa maltratada cidade, já teve que LUTAR muito para salvar o pouco do seu patrimônio histórico e ambiental que ainda está de pé. Em 1975, ousamos lutar e ousamos vencer na luta pelas árvores da Faculdade de Direito. Na mesma década a mobilização popular evitou a demolição do Mercado Público e da Usina do Gasômetro (que ocorreriam devido a outras obras estúpidas de incentivo ao uso do carro). Há pouco, tão pouco que esse sopro ainda nos enche os pulmões, a população foi às ruas em massa e barrou mais um aumento criminoso da passagem.
Seguiremos construindo a tradição libertária desta cidade, que luta por ser mais que um porto e quer ser um Porto Alegre. Nesta segunda-feira marcharemos com nossos tambores da Prefeitura ao Gasômetro, para que o poder público municipal saiba o que o povo quer. Este ato é aberto a todos os coletivos e movimentos que quiserem se somar! Esta luta não é de poucos, é de todo um povo. Ousando lutar, ousaremos vencer!

Especulação imobiliária: após incêndio, Cabaret pode virar um "espigão"


Por Erick da Silva

Porto Alegre consolida-se como um paraíso para a especulação imobiliária. Não é difícil notar como este fenômeno tem prosperado nos últimos anos na cidade. Coincidência (ou não), a partir do governo Fortunati, a expansão de grandes empreendimentos imobiliários tem prosperado em grande velocidade.
Os problemas desta expansão imobiliária são muitos. Além dos evidentes impactos ambientais que muitas destas grandes obras tem causado, foram levantandos fortes suspeitas de corrupção na liberação de licenças ambientais (veja mais aqui), problemas sociais que obras equivocas (ou mal planejadas) estão causando na cidade, onde até vidas estão sendo postas em risco (veja mais aqui), uma outra dimensão também está sendo atingida por esta lógica: a do patrimônio histórico da cidade.
Recentemente, um incêndio atingiu um antigo casarão localizado na Avenida Independência, onde funcionava no local a casa noturna "Cabaret". A Zero Hora informa que, após o incêndio, os empresários sócios da boate buscam um novo local para reabrir suas atividades e que o local em que funcionava a casa noturna deverá se transformar em um prédio comercial. Segundo o jornal, o proprietário pretende transformar o Cabaret e as outras duas casas ao lado (foto acima) em um novo empreendimento de Porto Alegre. "A ideia do proprietário era unificar as três casas e criar um prédio comercial, inclusive com garagem.", informa a matéria.
O problema para os planos do empresário é que as três construções foram identificadas como patrimônio cultural do município e parte da estrutura precisa ser preservada. Os prédios estão listados na Equipe do Patrimônio Histórico e Cultural (Epahc), como inventário, uma classificação não tão rigorosa quanto o tombamento, mas que também impõe responsabilidades ao dono.
O departamento informa que já foi notificado formalmente pelo proprietário do incêndio e aguarda um laudo que aponte o quanto da estrutura foi afetada e o que poderá ser preservado. Caso o incêndio não seja criminoso — a causa das chamas ainda não foi esclarecida pela Polícia —, o que acarretaria em uma multa financeira, as paredes externas e o telhado deveriam ser mantidos.
Ficam algumas perguntas: Porto Alegre precisa de mais um "espigão", a erguer-se nas alturas, colocando abaixo três edificações históricas da cidade? Fortunati seguirá conivente com esta escalada do "concreto armado" na cidade? A descaracterização da história da cidade seguirá sem que nada seja feito para reverter isto? Fica o alerta!
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Cartum: Projeto "Copa Verde" em POA


Autor: Eugênio Neves
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A "cara" de Porto Alegre na Copa do Mundo


Piada Pronta

O Prefeito de Porto Alegre José Fortunati, nomeou o ator mexicano Carlos Villagrán, conhecido do grande público pelo personagem "Kiko" do seriado "Chaves", como "embaixador de Porto Alegre" na Copa do Mundo de 2014.
Fortunati reclamou dos críticos que não compreendiam a importância de nomear o Kiko embaixador da Copa. Concordo com o prefeito, afinal, o personagem Kiko é uma figura mais do que apropriada para representar a atual administração municipal.
Com uma administração que joga uma "bola quadrada", sem dialogar com a população, e que tem se aproveitado da Copa de 2014 para avançar em uma política de claro favorecimento da especulação imobiliária, o Kiko é uma boa representação deste momento da cidade.

Protesto pelo "Direito à moradia"


No mesmo dia que o prefeito recebia o "Kiko" na prefeitura, um grupo de cerca de 100 moradores, representando mais de 400 famílias sem-teto que ocuparam duas áreas na Zona Norte de Porto Alegre, promoviam protesto em frente a prefeitura.
O grito coletivo foi pelo direito à moradia e contra a ameaça de despejo por conta de dois pedidos de reintegração de posse. Veja mais sobre o protesto na matéria publicada no Sul21 (acesse aqui)
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"Ocupa Praça do Aeromóvel": Ato contra o corte de árvores em POA nesta quinta (18/04)



O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) deferiu parcialmente o pedido de liminar do Ministério Público sobre o corte de árvores na obra de ampliação da Avenida Edvaldo Pereira Paiva. Na área que estaria fora dos limites sugeridos na ação movida pelo MP para a instalação do Corredor Parque do Gasômetro, a justiça considerou que “não se justifica” a interrupção do corte.
A supressão das árvores nessa área será possível a partir desta quinta-feira (18/04). Caso o MP não recorra da decisão, somente a mobilização popular pode impedir que mais árvores sejam cortadas.
Por esse motivo está sendo chamado para esta quinta (18/04), a partir das 19h, um grande ato contra o corte de árvores, na praça do Aeromóvel, em frente a Usina do Gasômetro 


No Facebook, um evento foi criado para mobilizar o ato: https://www.facebook.com/events/446566312095476/?notif_t=plan_user_joined

Participe e ajude a divulgar! Só a manifestação e a participação popular podem impedir este verdadeiro crime contra a cidade promovido pelo governo Fortunati!
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A grande vitória dos estudantes de Porto Alegre


Por Erick da Silva

Os estudantes de Porto Alegre venceram. A luta dos estudantes e da juventude mostrou sua força .
No final da tarde desta quinta-feira (04/04), mesmo com a forte chuva que caia na cidade, cerca de 3 mil pessoas compareceram no protesto pela redução das tarifas de transporte público na capital. Animados pela vitória alcançada no final da tarde, quando a Justiça determinou a redução do valor da passagem dos ônibus de R$ 3,05 para R$ 2,85 e de R$ 4,50 para R$ 4,25 na lotação. A tarifa passará a vigorar a partir do momento da intimação da prefeitura de Porto Alegre. A bancada do PSol havia protocolado ação cautelar na Justiça ontem.
A prefeitura já reconhece a derrota e possivelmente não irá recorrer da decisão, temerosos de que novos e maiores protestos tomem as ruas da cidade. A derrota política da prefeitura é um fato incontornável, prosseguir na defesa do aumento das tarifas já não é mais possível.
Duas lições importantes devem ser tiradas: a primeira, que sem mobilização social, como a história sempre nos mostrou, jamais as mudanças ocorrem. O uso das mobilizações virtuais é importante e representa uma dimensão nova na luta social, no entanto, sem ir para as ruas, essa mobilização se enfraquece. Quando as duas formas andam juntas, a força é formidável.
A segunda, é que somente através da união do conjunto dos setores de esquerda é que as vitórias maiores são alcançadas. Sem a presença de militantes vinculados aos diferentes partidos de esquerda, provavelmente o movimento não teria toda a força que teve, da mesma forma, que é verdadeiro que foi a horizontalidade da organização das mobilizações, utilizando-se das redes sociais e sem um comando rigidamente centralizado, é que foi possível agregar um conjunto mais amplo de pessoas e coletivos.
Portanto, a dicotomia entre "movimento vs partidos", muitas vezes presente de forma hostil nas manifestações, deve ser refutada. Provou-se equivocada e falsa. Não fosse a grande mobilização, a vitória na justiça e o provável recuo da prefeitura não seriam possíveis  da mesma forma, foi um partido (Psol) que entrou na justiça e ganhou a liminar. 
Respeitando as diferenças, somando esforços e reinventando-se, o movimento sempre será vencedor!





Fotos: CP/ZH
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A manifestação contra o aumento das passagens de POA em fotos



A grande manifestação contra o aumento das passagens em POA, 01/04/2013, em fotos de autoria de Carlos Hilgert Ferrari.
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Juventude toma as ruas de POA contra o aumento do transporte público



Este 1º de abril de 2013 foi muito mais feliz que o de 1964.

Porto Alegre presenciou a maior manifestação estudantil de sua história recente. Organizado pelas redes sociais, o ato de hoje reuniu aproximadamente 5 mil pessoas. Alguns especulam números maiores ou  talvez um pouco menores, mas o fato é que, pelo menos desde o "Fora Collor", não víamos tantos jovens tomando as ruas em um protesto.
Elevada de R$ 2,85 para R$ 3,05 no último dia 25, a tarifa do transporte coletivo de Porto Alegre é a causa principal deste e de uma série de protestos de estudantes na capital (veja mais aqui). 
Com uma grande heterogeneidade, haviam jovens de diferentes partidos de esquerda, anarquistas, autonomistas e jovens de movimento político algum, apenas indignados com a situação do transporte público na capital e, principalmente, revoltados com o discurso beligerante do prefeito Fortunati. Este que chegou até mesmo a classificar a todos os estudantes participantes dos protestos como "baderneiros".
Quinta-feira, 03/04, já está sendo chamado um novo grande ato contra o aumento. Todos falavam, durante o protesto, em aumentar ainda mais a próxima manifestação. 
Até quando o Fortunati manterá este discurso intransigente e aceitará discutir  a redução no valor da tarifa?

Fotos: Carlos Hilgert Ferrari (via Facebook)
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O Ato contra aumento da passagem em Porto Alegre (Visto por dentro)


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Estudantes convocam grande ato pela redução da tarifa do ônibus em POA


Segunda-feira vai ser maior!

Porto Alegre vai parar (de novo)!

Nenhum direito a menos, redução da tarifa já!

Concentração a partir das 18h na prefeitura.

Links para os eventos:
Protesto na prefeitura contra o aumento da passagem:https://www.facebook.com/events/428312337262532
Pela redução da tarifa, segunda vai ser maior:https://www.facebook.com/events/550270634996321
Protesto contra o aumento da passagem na prefeitura:https://www.facebook.com/events/432786386812799/

Ocupe as ruas com a sua indignação!
Vamos revogar este aumento pela força das ruas!

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