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A distopia reacionária da redução da maioridade penal


Por Erick da Silva

Um dos sonhos de todo reacionário brasileiro (mas não somente) é a redução da maioridade penal, que deverá em breve ser votada no congresso nacional comandado pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ). Os argumentos favoráveis em torno desta proposta são, em geral, permeados por uma boa dose de preconceito social e ausência de dados empíricos.

Não importa se 10 em cada 10 especialistas afirmem que tal medida em nada melhoraria o quadro da segurança pública no país. Para estes "nobres" deputados e deputadas favoráveis a redução da maioridade penal dos atuais 18 anos para 16, o que importa é dar "uma resposta para a sociedade". Mesmo que ela não passe de um embuste.

Antonio Prata - O último a sair, acende um baseado


Por Antonio Prata

Desde os longínquos anos oitenta do século passado, quando perigava do Lula ganhar as eleições presidenciais, a direita brasileira ameaça deixar o país. Segundo apregoava o então presidente da Fiesp, Mario Amato, em caso de uma vitória petista, 800 mil empresários picariam a mula: "O último a sair, por favor, apague a luz do aeroporto", teria dito.
Neste segundo mandato de Dilma Rousseff, o projeto da diá$pora voltou com tudo. Pelo que leio e ouço por aí, tem mais rico brasileiro se mudando pra Miami, hoje, do que turista japonês tirando foto da Mona Lisa no Louvre.

Mãe, vem cá, por que eu sou de direita?


Uma amostragem sobre o perfil da turma que foi as ruas no dia 15 de março...

Os 10 melhores momentos da direita brasileira em 2014


A revista Fórum fez um ótimo compilado dos 10 melhores momentos da direita brasileira em 2014.
Foi uma tarefa difícil. Não pela escassez de material, mas por ter que eleger apenas dez momentos em que um setor indignado da população demonstrou todo seu conhecimento histórico (como reclamar do Brasil enviando dinheiro para a União Soviética em pleno século 21) ou toda sua coerência (como gritar a plenos pulmões, no Largo da Batata, em São Paulo, que não tinha liberdade de expressão).
Confira abaixo nossa seleção:

Lobão "Cadê o Aécio?" ou o retrato da direita delirante brasileira




Por Erick da Silva

O ex-cantor Lobão perguntando "Cadê o Aécio?", durante protesto contra a Dilma, é um dos momentos antológicos que retratam a atual direita delirante brasileira.

Para quem ainda não sabe, neste último sábado (06/12), foi convocado pela internet um protesto na Av.Paulista em defesa de um golpe contra a Dilma. Chamado por movimentos como Movimento Brasil Livre, Vem Para a Rua e Movimento Brasileiro de Resistência, a divulgação da manifestação contou com a participação de políticos de oposição como os senadores Aécio Neves
e José Serra, e do deputado José Aníbal. Este envolvimento, levava a crer que o PSDB estaria jogando toda sua força para impulsionar um movimento pela ruptura institucional do país e a derrubada da presidenta reeleita,

Contrário a qualquer mudança, Câmara derruba decreto de Participação Social


Por Erick da Silva

Mudança, como bem apontou a presidenta Dilma Rousseff, foi durante estas eleições "a palavra mais repetida, mais dita, mais falada, mais dominante foi mudança", no entanto, passadas pouco mais de 48hs do resultado do 2º turno, essa turma sorridente aí na foto aprovou por maioria a derrubada na Câmara do decreto presidencial de Participação Social.

Este episódio mostra mais uma vez que o atual - e provavelmente o futuro - Congresso são contrários a qualquer mudança política no país. Seguem a máxima de Lampedusa: mudanças somente se forem para continuar tudo exatamente como está.

A vitória da 'nova política'


Sim, todos sabem que a candidata que empunhava a bandeira retórica da “nova política” protagonizou um notável vexame no recente primeiro turno das eleições. Marina Silva, que tinha disparado nas projeções de intenção de voto um mês antes, desabou para o modesto desenlace de 21% dos votos válidos (19% do total de votantes; apenas coisa de 2 milhões de votos a mais que os 20 milhões obtidos quatro anos antes; e cerca de 5,5 milhões a menos que o impressionante número de eleitores que se abstiveram). No entanto, a vacuidade da sua palavra de ordem retórica e o favor que ela prestou às forças conservadoras alcançaram uma considerável vitória.

O debate no SBT e o uso político do mal-estar de Dilma


Por Erick da Silva

Todas e todos que assistiram nesta última quinta-feira (16/10) no SBT o debate presidencial constataram que este foi o mais agressivo embate entre os candidatos até o momento neste pleito. Alguns lamentaram o tom áspero que o mesmo assumiu, por não ter aprofundado-se em "propostas para o Brasil". Sem dúvida, seria desejável que houvesse uma confrontação de ideias onde os projetos de país fossem aprofundados, deixando ainda mais explícito as diferenças políticas entre as duas candidaturas. Ainda temos uma parcela razoável de eleitores que não tem essa compreensão e seguem flutuando sem saber em quem votarão ou mesmo se irão votar.

Mas também houveram aqueles que regozijaram-se com o enfrentamento aberto, por entender ser este o momento para o embate frontal e direto. Pois esta seria a hora de não mais confrontar as generalidades de propostas (em geral apresentadas de maneira vazia e superficial pelos marqueteiros), mas sim as diferenças entre as trajetórias de cada candidato e explorar os seus "telhados de vidro".

São duas avaliações opostas que não iremos adentrar, mas que possuem certa lógica e razão de ser.

Agora, o que mais chamou a atenção foram algumas reações grotescas que seguiram-se a repercussão do debate, principalmente sobre o mal-estar sofrido pela Presidenta Dilma na entrevista a uma repórter do SBT ao final do programa. 

Cartum: o sentido da votação de Luiz Carlos Heinze


Latuff
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Que fim levou a direita ilustrada?


"Quando leio Reinaldo Azevedo, Olavo de Carvalho, Diogo Mainardi, Rodrigo Constantino e os chamados neoconservadores eu me pergunto: o que aconteceu com a tênue, mas boa, tradição da direita ilustrada brasileira? Que fim levou o pessoal que realmente acreditava nas ideias de Milton Friedman, que queria discutir Ayn Rand ou que, no geral, tinha teses para interpretar o Brasil? A reflexão de direita sobre o poder transformou a crítica em pichação."

O oportunismo delirante da Veja


O oportunismo delirante da Veja é algo que dispensa maiores comentários, as capas acima falam por si.

Veja abdicou de ser uma publicação que pratique algo próximo ao jornalismo faz muito tempo. Funciona muito mais como um polo irradiador do "pensamento" (sic) da extrema-direita e neoliberais (de todas as plumagens).

A Copa do Mundo no Brasil é um inegável sucesso e todo o catastrofismo da turma do "imagina na Copa" se espatifou. Como bem apontou o jornalista Ricardo Kotscho, "Apenas três dias após o início da Copa, o New York Times, aquele jornalão americano que não pode ser chamado de petista chapa-branca, tirou um sarro da nossa mídia ao reproduzir as previsões negativas que ela fazia nas manchetes até a véspera."

Será que veremos, após o final da Copa, algum pedido de desculpas da Veja aos seus leitores pelos descalabros publicados na véspera do inicio do mundial?
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O revelador jantar oferecido a Aécio pelo 1%


Por Paulo Nogueira


Não poderia ser mais revelador o jantar oferecido pelo relações públicas João Dória a Aécio em sua casa em São Paulo. (Aqui, você tem o vídeo da fala de Aécio.)
Foi um jantar do 1%, pelo 1% e para o 1%. Para a sentença se completar, só falta Aécio obter 1% dos votos em outubro. No caminho para isso ele está.

Cartum: Marcha da família com Deus pela liberdade


Autor: Maringoni

A origem dos coxinhas


Desde pouco tempo para cá, temos visto o estranho e curioso fenômeno da multiplicação dos coxinhas. Até então, era um tipo de indivíduo com pouca expressão social e sem uma maior relevância na sociedade brasileira.

Isso no entanto mudou, hoje os coxinhas ganham cada vez mais destaque, principalmente na internet, mas conquistando inserção em veículos de grande expressão midiática,  já postulam voos maiores. Sonham em se colocar como uma força política no cenário nacional.

No entanto, uma questão seguia em aberto. Qual seria a origem dos coxinhas? De onde vieram essas peculiares criaturas? A resposta não poderia ser mais evidente. Eis que descobrimos uma foto que registra, durante a última campanha eleitoral, a verdadeira e secreta origem dos coxinhas na política brasileira. Não poderia ser ninguém menos que o eterno presidenciável José Serra o "pai dos coxinhas". Na foto vemos o momento em que a aliança entre os coxinhas e José Serra foi firmada.

Ser coxinha não é apenas ser de direita ou conservador, é quase um "estado de espírito". Infelizmente, desde esse inusitado acordo de Serra com os obscuros coxinhas, eles nunca mais deixaram de ocupar a cena. Esse ano teremos Copa do Mundo e eleições, cenários férteis dar coragem aos coxinhas "saírem do armário" e partirem para mais uma investida. Fortes emoções nos aguardam.
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Porto Alegre proíbe o uso de máscaras em manifestações e "institucionaliza" a burrice reacionária


Por Erick da Silva

A Câmara de Vereadores de Porto Alegre aprovou projeto que  proíbe o uso de máscaras em manifestações públicas na cidade. O projeto de lei da vereadora Mônica Leal (PP), foi aprovado por 21 votos a 10.

O projeto aprovado na Câmara é evidentemente inconstitucional e inócuo. Além de legislar sobre tema de competência federal, prevê também a exigência de comunicação prévia a polícia para poder realizar manifestações, entrando em contradição com as liberdades democráticas conquistada após anos de ditadura.

O reacionário está na moda


Por Marcelo Semer

Não foi surpresa que logo após o comentário em que deu status de legítima defesa a justiceiros, a jornalista Rachel Sheherazade tenha tido a oportunidade de escrever artigo no espaço mais nobre de um grande jornal.
 
Foi vociferando a altos brados, contra todas as formas de ‘esquerdismo’, sem sutilezas nem decoros, que Reinaldo Azevedo ganhou o status de colunista nesse mesmo diário. 
 
Lobão foi guindado a uma revista semanal depois que minimizou a tortura dos anos de chumbo, desprezando quem se disse vítima por ter tido “umas unhazinhas arrancadas”. 
 
Diogo Mainardi pulou da revista para a TV a cabo, apelidando semanalmente o presidente de anta.
 
Até humoristas que se orgulham de ser politicamente incorretos, sobretudo com o mais vulnerável, vêm emplacando programas próprios na telinha.
 
Se alguém ainda tinha dúvidas, elas estão sendo dissipadas: o reacionário está definitivamente na moda.

Vereadora do Rio ataca o ‘ditador criminoso’ da Venezuela: Seu Madruga


A vereadora Leila do Flamengo (PMDB), do Rio, se superou em pronunciamento na sessão extraordinária dia 17/02, da Câmara de Vereadores do Rio. Em discurso defendendo a "liberdade de imprensa", nos brindou com a sua brilhante compreensão da política latino americana ao atacar o ‘ditador criminoso’ da Venezuela: o Seu Madruga!
Confira o vídeo abaixo!

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Black Block Ruralista


Por Elvino Bohn Gass

O vandalismo mascarado é a marca da tática de guerrilha urbana Black Bloc. Tapam o rosto por uma razão óbvia: sabem que o que fazem é ilegal.

Certo, no atual sistema político brasileiro, de maioria eleita pelo poder econômico, nem tudo que é legal é justo. Não decorre disso, autorização para a depredação do que estiver pela frente. Porque há, sim, no Brasil, um Estado de Direito que, se não atende todas as necessidades da população, de outra parte  – e isto é notório no governo Dilma – cada vez mais amplia espaços, instituições e canais de acesso aos serviços públicos e os qualifica.

Deputados ruralistas incitam violência e afirmam que quilombolas, índios e homossexuais são “tudo o que não presta”


Um vídeo gravado em audiência pública com produtores rurais, em Vicente Dutra (RS), registra discursos de deputados da bancada ruralista, Alceu Moreira (PMDB) e Luís Carlos Heinze (PP), estimulando que agricultores usem de segurança armada para expulsar indígenas do que consideram ser suas terras.

Os dois parlamentares gaúchos fazem parte da chamada "Bancada Ruralista", que reuni alguns dos setores mais atrasados e retrógrados da Câmara dos Deputado. Refratários a toda e qualquer mudança social que permita o mínimo de democratização do acesso a terra. O conservadorismo não se resume aos temas ligados ao campo, como deixa explicito o Deputado Heinze ao afirmar, pasmem, que "quilombolas, índios e homossexuais são tudo o que não presta”.

"Comunismo, Hipnotismo e os Beatles."


O chamado "anti-comunismo" teve seu auge principalmente no período da chamada "Guerra Fria", onde a disputa entre os EUA e a URSS não se restringiam apenas ao terreno geopolítico, mas possuía uma importante disputa cultural entre os defensores do "capitalismo" e do "comunismo".

Não apenas de renomados acadêmicos e políticos se deram este embates. Nos subterrâneos desta disputa, se produziram algumas bizarrice notáveis. Um exemplo disso é o livro de 1965 intitulado "Comunismo, Hipnotismo e os Beatles."

Com a autoria do líder religioso e escritor norte-americano David A. Noebel, ele denunciou em seu livro que o surgimento da "Beatlemania" era o resultado de um plano de doutrinação comunista via hipnose!!!

Mesmo os Beatles sendo britânicos (país aliado dos EUA) e pouco afeitos a manifestações políticas naquele momento, para o reverendo Noebel, o rock, a música popular entre a juventude, não passava de uma conspiração soviética para a lavagem cerebral da juventude americana.

Para provar sua teoria, são arrolados argumentos conspiratórios delirantes. Por exemplo, ele afirmou que as gravadoras comunistas invadiam as ondas de rádio, através de suborno, e com isso conseguiam infectar os jovens com música "não-cristã" (Sic)!

Apesar de toda a excentricidade desvairada dos argumentos anti-comunistas do reverendo Noebel, sua obra acabou ganhando relativa popularidade e teve influencia em alguns críticos conservadores do rock.