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João Sicsú: PT, um partido sem projeto de desenvolvimento



Por  João Sicsú

Está chegando a hora da verdade. As previsões sobre as consequências da política de aperto (fiscal e monetário) do governo se transformaram em números oficiais. O desemprego não para de crescer, a formalização do trabalho diminuiu, o crescimento econômico ficou negativo e os investimentos públicos e privados desabaram.

Os quatro governos do PT sempre mostraram a sua cara logo no início de cada gestão – ou até mesmo antes da posse. Em 2003, iniciou com uma política de aperto fiscal e monetário. A despeito da opção errada, fez um governo regular graças ao cenário internacional favorável e à pressão das centrais sindicais pela ampliação do crédito e a valorização do salário mínimo. Em 2007, iniciou lançando o PAC. Foi uma positiva e extraordinária mudança em relação ao pensamento que havia predominado de 2003 a 2005. Resultado: apesar de grandes dificuldades no quadro internacional (a crise financeira de 2008-2009), foi um governo que obteve excelentes resultados econômicos e números muito bons na área social.

Dilma vs Lula?


A todo instante tenta-se criar uma dicotomia entre as políticas implementadas por Dilma com as de Lula, ou ainda, ressaltar as diferenças de estilo e de retórica entre a atual e o ex-presidente.

É um exercício feito tanto por opositores, que buscam alimentar cizânias na base de apoio ao governo petista, assim como fragilizar ainda mais a imagem da mandatária. Mas também é uma comparação inevitável entre aqueles que apoiam o governo ou ainda entre aqueles que buscam fazer uma análise menos parcial, se é que isso é possível.

Entre os que apoiaram a eleição de Dilma esta comparação também é frequente, muitos o fazem dentro de um horizonte de expectativas frustradas neste inicio cambaleante do segundo mandato de Dilma. A impressão para parte desta base é que, com Lula, seguramente não estaríamos enfrentando tamanhas dificuldades.

Mas para além dos estilos pessoais e trajetórias distintas, exite uma diferença real entre os governos Lula e Dilma, em termos políticos?

Contrário a qualquer mudança, Câmara derruba decreto de Participação Social


Por Erick da Silva

Mudança, como bem apontou a presidenta Dilma Rousseff, foi durante estas eleições "a palavra mais repetida, mais dita, mais falada, mais dominante foi mudança", no entanto, passadas pouco mais de 48hs do resultado do 2º turno, essa turma sorridente aí na foto aprovou por maioria a derrubada na Câmara do decreto presidencial de Participação Social.

Este episódio mostra mais uma vez que o atual - e provavelmente o futuro - Congresso são contrários a qualquer mudança política no país. Seguem a máxima de Lampedusa: mudanças somente se forem para continuar tudo exatamente como está.

Dilma Rousseff enfrenta e volta a vencer golpistas


Por Rede Brasil Atual

Foi uma vitória maiúscula. A reeleição de Dilma Vana Rousseff (PT) escreve muitos capítulos inéditos e carrega uma força simbólica que, se não é maior que a das demais disputas vencidas pelo PT no plano federal, é única. A mulher nascida em Belo Horizonte em 1947 mais uma vez deixa de joelhos, boquiaberta, a repressão que lhe tentou cassar os direitos políticos.

Se havia alguma dúvida de que esta era uma eleição do candidato do sistema patriarcal brasileiro contra todo o resto, a edição do Jornal Nacional na véspera eliminou qualquer margem de ingenuidade. Jornalismo mandou lembrança, William Bonner. Dividida entre interesses públicos e privados, a emissora dos Marinho atendeu novamente a seu chamado de classe ao exibir reportagem sobre supostas denúncias de que Dilma e Luiz Inácio Lula da Silva teriam ciência de um esquema de pagamento de propinas utilizando verbas da Petrobras.

Tentou um desfecho sujo para uma temporada eleitoral suja. Sob o pretexto de um “ataque” à sede do Grupo Abril, o Jornal Nacional dedicou seis minutos a narrar a “denúncia” da revista Veja, uma publicação que nunca esteve tão à altura da alcunha de “mídia golpista”. Lá pelas tantas aparecia a figura de Aécio Neves, candidato do PSDB dado a vitórias no tapetão. Fosse tão ético quanto jura ser, o tucano teria se recusado a ecoar uma reportagem feita com base num depoimento inventado – seu suposto autor, o doleiro Alberto Youssef, desmentiu que tenha feito as declarações difundidas pela publicação semanal.

A vitória da 'nova política'


Sim, todos sabem que a candidata que empunhava a bandeira retórica da “nova política” protagonizou um notável vexame no recente primeiro turno das eleições. Marina Silva, que tinha disparado nas projeções de intenção de voto um mês antes, desabou para o modesto desenlace de 21% dos votos válidos (19% do total de votantes; apenas coisa de 2 milhões de votos a mais que os 20 milhões obtidos quatro anos antes; e cerca de 5,5 milhões a menos que o impressionante número de eleitores que se abstiveram). No entanto, a vacuidade da sua palavra de ordem retórica e o favor que ela prestou às forças conservadoras alcançaram uma considerável vitória.

Boaventura: O Brasil na hora das decisões



Em 2015, o Brasil comemora o mais longo ciclo de vida democrática da sua história: trinta anos. Isso é em si um fato importante num momento em que o Brasil emerge como uma potência mundial e em que, por isso, o que se passa no país interessa não só aos brasileiros como ao mundo no seu conjunto. São trinta anos de progressos extraordinários na construção de uma institucionalidade democrática que ousou ir para além da matriz eurocêntrica, combinando democracia representativa com democracia participativa; na configuração de um sistema judicial independente; na adoção de políticas públicas que permitiram níveis de redistribuição social nunca antes alcançados; no enfrentamento da injustiça histórica de longa duração com concessões de terras e territórios aos povos indígenas e quilombolas, e com políticas de ação afirmativa no sistema educativo e potencialmente no sistema de emprego; na tentativa de superar os limites da transição democrática pactuada no que diz respeito à injustiça histórica de mais curta duração – os crimes da ditadura militar; na criação de um sistema de educação superior e de pesquisa científica dinâmico e socialmente responsável; na configuração de uma política econômica que garantiu estabilidade e níveis elevados de crescimento; enfim, no desenho de uma postura nas relações internacionais centrada numa nova concepção dos interesses do país e da região relativamente autônoma diante dos interesses geopolíticos dos Estados Unidos na região e mesmo no mundo. O conjunto dessas políticas foi mudando a tal ponto a imagem internacional do Brasil que, enquanto em 1985, um país em processo de “brasilianização” era um país condenado, hoje seria certamente um país resgatado.

Com o terror racional podemos dialogar?


Por Reginaldo Nasser

Do alto de sua sabedoria e de seu “realismo humanista”, experientes jornalistas, analistas internacionais, professores e diplomatas brasileiros estão em estado de indignação após o discurso da presidenta Dilma Rousseff na ONU.

Tudo isso porque a presidenta condenou o uso da força por parte dos EUA como meio de resolução de conflitos armados que acontecem, atualmente, na Síria e no Iraque, ao mesmo tempo em que solicitou o diálogo com a comunidade internacional e apelou para o uso do direito e das instituições internacionais como instrumentos mais adequados para a paz. Os “indignados” dizem ser favoráveis ao diálogo e apoiam a utilização do direito internacional, mas ressalvam que isso não serve para esses “fanáticos islâmicos”. Segundo um experiente jornalista brasileiro, “nem à força esse tipo de fanáticos se dobra”. Se eu entendi corretamente, o jornalista quer dizer que eles não são passiveis de dissuasão. Bem, neste caso sou obrigado a concluir que é preciso eliminá-los. É isso mesmo?

Os três patéticos comentam o discurso de Dilma na ONU


Por Antonio Lassance 

Sábio é o ditado de que "Deus não dá asa a cobra".

Já imaginou se nossa política externa fosse comandada por um time como Demétrio Magnoli, Reinaldo Azevedo e Arnaldo Jabor?

A única dúvida seria a de onde estariam nossas tropas na semana que vem.

Cartum: O "risco Dilma"


Autor: Edgar Vasques
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Por que os bancos querem derrotar Dilma?


Por Antonio Augusto de Queiroz

Numa única palavra: ganância. Nunca os banqueiros deste país lucraram tanto como nos governos do PT, mas esse pessoal não tem limite. Neste texto elenco quatro motivos que embasam tamanha hostilidade ao governo Dilma. Esse comportamento do mercado financeiro vale para qualquer governo que não aceite o jogo da banca.

O primeiro motivo, e não necessariamente o principal, é porque o governo Dilma ousou desafiá-los, ao interferir na margem de lucro deles, ao pressionar o Banco Central que reduzisse a taxa Selic, de um lado, e, de outro, que os bancos oficiais (BB e CEF) reduzissem o spread bancário, a partir da concorrência com a banca privada. Os banqueiros, que antes elogiavam o governo, passaram a hostilizá-lo e a promover campanha com o objetivo de desqualificar a presidente e seu governo quanto à capacidade de manter a inflação e o gasto público sob controle, inclusive alugando alguns articulistas de economia da grande imprensa.

Marcio Pochmann: A política externa e a nova partilha do mundo


Por Marcio Pochmann

Com 7,2 bilhões de habitantes e mais de 200 países, o planeta Terra contabiliza Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 75 trilhões. Se repartido equivalentemente, cada habitante receberia US$ 10,5 mil em 2013 (R$ 23,6 mil). Infelizmente, a repartição da renda no mundo não é bem assim. Como diria G. Shaw: “A estatística é uma ciência que demonstra que se meu vizinho tem dois carros e eu nenhum, nós dois temos um, em média”.


Atualmente, o PIB global encontra-se repartido em quatro grandes blocos de países. De um lado, as economias ricas que se associam à Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE),­ operando em dois grandes blocos distintos de economias. Um na América do Norte, outro sob o comando da União Europeia. De outro lado, a parte restante dos países fica com 49% do PIB, dividindo-se também em dois grandes blocos de economias.  O primeiro atende pelo nome de Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e o segundo bloco compreende os demais países restantes.

Terrorismo econômico


Por Cornelius Buarque

Diversos analistas “independentes” tem praticado diversos atos de terrorismo econômico. Usam expressões como bomba-relógio, passivo estrutural e alguns mais assanhados usam os termos "fim do Brasil".

Analisando friamente os diversos fundamentos das teses apresentadas, vemos que o único consenso entre os diversos “analistas” é a existência de uma inflação represada de mais ou menos 2% para 2015.

Marcio Pochmann: Seu país, as eleições e os rumos da economia



Por Marcio Pochmann

No Brasil, as eleições presidenciais tiveram impacto contido nos rumos da economia nacional até 1930, quando prevaleceu o regime da democracia censitária herdado do Império (1822-1889). Isso porque as eleições eram, em geral, assunto dos ricos, uma vez que os participantes do processo eleitoral se resumiam a apenas homens alfabetizados e detentores de renda, o que compreendia menos de 5% dos brasileiros.

Leonardo Boff: Uma democracia que se volta contra o povo


Por Leonardo Boff


Uma grita geral da mídia corporativa, de parlamentares da oposição e de analistas sociais ligados ao status quo de viés conservador se levantou furiosamente contra o decreto presidencial que institui a Política Nacional de Participação Social. O decreto não inova em nada nem introduz novos itens de participação social. Apenas procura ordenar os movimentos sociais existentes, alguns vindos dos anos 30 do século pássado, mas que nos últimos anos se multiplicaram exponencialmente a ponto de Noam Chomsky e Vandana Shiva considerarem o Brasil o país no mundo com mais movimentos organizados e de todo tipo. O Decreto reconhece esta realidade e a estimula para que enriqueça o tipo de democracia representativa vigente com um elemento novo que é a democracia participativa. Esta não tem poder de decisão apenas de consulta, de informação, de troca e de sugestão para os problemas locais e nacionais.

Quanto mais ricos, maior a rejeição à Copa do Mundo no Brasil



Desde os protestos de junho do ano passado já era possível afirmar que a opinião da população brasileira quanto à realização da Copa do Mundo no Brasil não era uma unanimidade. A demora com que as ruas começaram a ganhar as cores da Seleção, o descontentamento com os bilhões de reais gastos em estádios e os movimentos sociais paralisando as ruas com alta frequência foram fatores importantes para se medir a temperatura dos ânimos com o Mundial.

Uma pesquisa realizada pelo Data Popular porém, revelou que na briga entre a torcida contra e a favor da realização da Copa no Brasil, a classe social pode ser um fator determinante: entre as pessoas com renda superior a dez salários mínimos (724 reais), 52% se opõem ao Mundial. E, à medida que a renda diminui, cai também a oposição à celebração do evento no país: entre a população que ganha de um a dois salários mínimos, 38% eram contra.

Dilma rejeita "padrão Fifa" e defende "padrão Brasil"


Por Erick da Silva

Virou lugar comum, ao escutarmos críticas cobrando melhorias nos serviços públicos ou questionando a própria Copa do Mundo, pelos mais diversos motivos, usarem a expressão "padrão Fifa"., expressão que ganhou as ruas nos protestos de junho e que ainda embala parcelas das manifestações anti-copa, especialmente junto a classe média anti-petista .

Luis Nassif: A nova Dilma que emerge do 1º de Maio


Por Luis Nassif


Em seu pronunciamento aos trabalhadores, pelo 1o de maio, a gerente Dilma Rousseff abriu espaço para a política Dilma, mostrando uma faceta até agora inédita: a de uma líder buscando a aproximação com os trabalhadores e movimentos sociais das quais se afastou depois de eleita.

Marco Civil da Internet é aprovado no Senado


Um passo fundamental para garantir a liberdade e a privacidade na internet brasileira foi assegurado. O plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (23), por votação simbólica, o Projeto de Lei do Marco Civil da Internet. Após momentos de embate entre a base do governo e a oposição, a redação final da matéria foi aprovada sem alterações pela unanimidade dos senadores presentes. O texto segue agora para sanção da presidenta Dilma Rousseff.

A estratégia tucana para privatizar a Petrobras


Por Cláudio Puty

Os tucanos passaram oito anos no poder tentando, de todas as formas, privatizar a nossa maior empresa, a Petrobras, criada em 1953 na esteira da campanha nacionalista ‘O petróleo é nosso.’

Agora, a pretexto de investigar supostas irregularidades na compra, pela estatal, de uma refinaria em Pasadena (Texas) em 2006, a oposição procura enfraquecer a imagem da empresa, uma das maiores conquistas do povo brasileiro. Essa é a principal função da CPI pedida no Senado. A estratégia antinacional traçada pelo Estado-Maior da oposição conservadora e levada a cabo pelo ‘general’ Aécio Neves é mostrar que os governos Lula e Dilma levaram a empresa à bancarrota. Entretanto, se nos dermos ao trabalho de comparar a desastrosa gestão da Petrobras durante a gestão FHC com os resultados obtidos por ela desde 2003, constataremos que a atual campanha da oposição não passa de cortina de fumaça para uma nova investida para a privatização da estatal. Tanto que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso voltou a defender essa medida, numa afronta à memória de seu tio, o general Felicíssimo Cardoso, um dos líderes da campanha pela criação da Petrobras.

Dilma e a disputa política da reeleição


Por Erick da Silva


A batalha política envolvendo a disputa presidencial de 2014 esta colocada. A estratégia em curso pelas forças de oposição é conhecida: buscar desgastar ao máximo a imagem do governo no período pré-eleitoral para forçar um segundo turno nas eleições e apostar numa eventual união de todos os adversários para derrotar a presidenta Dilma Rousseff. A novidade pode estar na resposta que a própria Dilma está acenando.