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Censura: Aécio Neves e o processo contra 66 tuiteiros


O candidato à presidência pelo PSDB, Aécio Neves, parece mesmo não entender nada sobre liberdade na internet,participação social e democracia. Após perseguir politicamente a jornalista Rebeca Mafra, do Canal Brasil, que recebeu um mandado de busca e apreensão por supostamente causar "crimes contra a honra" do candidato na rede, o tucano voltou à baila. Agora, chegou a vez de Aécio processar 66 perfis no Twitter, dentre eles, os deturquim5(link is external),  Pablo Villaça(link is external),Altamiro Borges(link is external) e Antonio Mello(link is external),além dos perfis do Diário do Centro do Mundo(link is external) e do Seja Dita Verdade(link is external) por "disseminação de mentiras e ofensas" contra ele.
O tucano ingressou com uma Ação de Obrigação de Fazer(link is external) (processo número 1081839-36.2014) contra o Twitter pedindo que ele preserve e forneça todos os dados cadastrais e registros eletrônicos (IP, data, hora e porta de comunicação) atrelados à criação e acessos dos 66 perfis. Segundo Aécio, os tuiteiros em questão “formam uma rede virtual de disseminação de mentiras e ofensas contra o autor, o que sugere uma atuação orquestrada, quiçá paga, para detrair sua honra, nome e história”, além de alegar que são robôs.

Compartilhar conteúdo que você não gosta, mesmo que para criticar, legitima o veículo


Compartilhar para falar mal. Apenas parem

Por Lino Bocchini 

“Que capa absurda! Vou denunciar pra todo mundo que a revista X é mentirosa!”

“Ridícula essa reportagem da Tv Y, é muito tendenciosa! Vou descer o pau!”

“Esse colunista fulano é um imbecil! Vou acabar com ele no meu perfil!”

Pode apostar: a revista X, a Tv Y e o colunista fulano agradecem de coração a sua divulgação. Graças a atitudes assim eles seguem firmes no centro do debate. Tanto faz se quem divulgou os aprova ou critica. A cada clique no “compartilhar” do Facebook eles pautam mais gente, inclusive você e a sua rede de conhecidos.

A força da internet nas eleições


Por Altamiro Borges

Três pesquisas recentes confirmam que a internet, com seus sites, blogs e redes sociais, deverá jogar um papel decisivo nas eleições deste ano. O Instituto Reuters de Estudo do Jornalismo, ligado à Universidade de Oxford (Inglaterra), publicou no início de junho o seu terceiro relatório anual sobre notícias digitais (“Digital News Report-2014”). Feito a partir de entrevistas com 18 mil pessoas em dez países (EUA, Reino Unido, Alemanha, França, Finlândia, Espanha, Dinamarca, Itália, Japão e Brasil), ele revela que o nosso país ocupa o primeiro lugar no ranking mundial no uso dos meios digitais. Segundo a pesquisa, 87% dos brasileiros conectados à internet têm interesse por notícias de cunho jornalístico.

Outro estudo, divulgado em maio, aponta que os blogs brasileiros já ocupam o segundo lugar no ranking mundial de alcance, só perdendo para o Japão. A pesquisa da ComScore traz estatísticas atualizadas sobre a rede no Brasil, com dados comparativos para a América Latina e o mundo. Os números comprovam que o país é um dos mais entusiasmados com a internet. Entre outros dados, a pesquisa mostra que os brasileiros seguem liderando o engajamento online, com usuários que navegam 29,7 horas por mês, sete horas a mais do que a média mundial; que a audiência cresce em média 11% ao ano; e que uma parte da publicidade, mesmo que ainda pequena, passa a ser deslocar para os meios digitais.

O Facebook ensaia a manipulação de mentes


Sem consentimento dos usuários, rede testa meios de torná-los “felizes” ou “coléricos” e desencadeia onda de temor sobre controle social e político.

Por Robert Booth

Ele já sabe se você está solteiro ou em um relacionamento; a primeira escola onde estudou;  se ama ou odeia Justin Bieber. Mas agora o Facebook, a maior rede social do mundo, está enfrentando uma tempestade de protestos ao se revelar que descobriu como fazer usuários se sentirem mais tristes ou felizes, com apenas alguns toques no teclado.
O Facebook acaba de publicar detalhes de um amplo expermiento, no qual manipulou informações postadas nas páginas de 689 mil usuários, e descobriu que poderia fazê-los sentir-se mais positivos ou negativos, por meio de um processo de “contágio emocional”.

Privacidade na internet: Seus dados pessoais são meus!


Por Rogério Christofolett

Num passado não tão longínquo, uma pessoa qualquer poderia não autorizar que seu nome e número constassem do catálogo telefônico. Ela se manteria anônima, oculta. Não se esconderia por completo, é verdade, já que seu aparelho poderia tocar a qualquer momento, mas evitaria ligações indesejadas de quem a localizasse na lista. Àquele tempo, não estar nas páginas amarelas não significava propriamente censura de informação, mas proteção de dados pessoais. Ok, agora, salte alguns anos, e altere um pouco a paisagem. Imagine que outra pessoa igualmente reservada decida não figurar na principal “lista telefônica” do mundo, o Google. Ela não quer ser encontrada, e deseja simplesmente que o buscador ignore os endereços na internet que trazem informações sobre ela. Estará a nossa personagem protegendo a sua privacidade ou atentando contra o direito de outras pessoas de acessar informações que lhe convenham?

Milhões de “Selfies” e “fotos de perfil” são interceptados para espionagem dos EUA


Nem mesmos os inofensivos "selfies" estão livres da poderosa máquina de espionagem cibernética dos EUA, comandada pela NSA (Agência de Segurança Nacional dos EUA, na sigla em inglês). São interceptados milhões de imagens nas redes sociais para abastecer um programa de reconhecimento facial, apontam novos documentos vazados por Edward Snowden, divulgados neste domingo (01/06) pela imprensa norte-americana.

6 mentiras publicadas na TV Revolta


O E-Farsas, portal especializado em desmascarar mentiras espalhadas na internet, publicou um útil apanhado de algumas das notícias falsas publicadas pela página TV Revolta.

Qualquer rápida observação na página verá um número imenso destas notícias "fakes" compartilhadas em grande número, se difundindo na rede com grande facilidade, ajudando a explicar um pouco do seu recente fenômeno de audiência.

Para além da necessária critica que se deve fazer as posições políticas da TV Revolta, marcada por um disfarçado antipetismo reacionário, sua existência não pode ser ignorada, ainda que também não deva ser superdimensionada.

Por entendermos as mentiras divulgadas por esta página extrapolam a política, trata-se de um serviço de utilidade pública esclarecer inverdades que espalharam-se pela rede.

Confira abaixo as publicações feitas pela TV Revolta (levantamento do e-farsas) que já foram provadas que são falsas:

Marco Civil da Internet é aprovado no Senado


Um passo fundamental para garantir a liberdade e a privacidade na internet brasileira foi assegurado. O plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (23), por votação simbólica, o Projeto de Lei do Marco Civil da Internet. Após momentos de embate entre a base do governo e a oposição, a redação final da matéria foi aprovada sem alterações pela unanimidade dos senadores presentes. O texto segue agora para sanção da presidenta Dilma Rousseff.

Turquia bloqueia Twitter e ameaça ampliar a censura na rede


O Twitter teve seu acesso bloqueado pelo governo turco nesta semana. Erdogan ameaça ampliar a censura na rede e tenta colocar em cheque os protestos e a forte oposição que seu governo é alvo.

Por Erick da Silva

Já vimos isso no Egito durante a chamada "primavera árabe", agora é a vez da Turquia, do 
primeiro-ministro Erdogan apostar no bloqueio da rede para salvar sua própria pele. O Twitter teve seu acesso bloqueado pelo governo turco nesta semana. É uma tentativa de colocar em cheque os protestos e a forte oposição de que seu governo é alvo.

Por uma Constituição Mundial para a Internet


Na semana do 25º aniversário da www, seu criador sustenta: rede sofre múltiplas ameaças; só mobilização da sociedade pode defendê-la.

Por Jemima Kiss

Mais do que simplesmente assinalar um aniversário, o homem que tornou possível a criação de páginas na Internet e a navegação entre elas da forma como a conhecemos hoje – o britânico Tim Berners-Lee – quis aproveitar a atenção do mundo nesta terça-feira [11/3] para apelar aos cidadãos que lutem por manter a World Wide Web “aberta e neutra”, por meio da aprovação de uma espécie de Constituição universal que salvaguarde os direitos de todos os utilizadores.
“Precisamos de uma Constituição universal, de uma carta de direitos”, disse Berners-Lee ao jornal The Guardian, no dia em que se assinala o 25.º aniversário do acontecimento que é geralmente associado à invenção da World Wide Web – quando o britânico enviou aos seus colegas do Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN, na sigla original) um documento com um título nada apelativo e pouco antecipador: Gestão de Informação – Uma Proposta.

Sobre a pesquisa da Secom e a blogosfera


Por Miguel do Rosário

A pesquisa que Secom encomendou ao Ibope sobre a mídia brasileira ainda está sendo digerida.

A mídia destacou a baixa confiança dos brasileiros em sites e blogs. Só que isso não é negativo. É natural. Qualquer maluco (aqui empregado no mau sentido) pode abrir um blog, portanto é saudável que as pessoas, se confrontadas com uma ideia generalizada de “sites e blogs”, expressem baixa confiança.

As pessoas confiam apenas em alguns blogs, num universo de milhares de páginas. Além disso, a relação entre o indivíduo e o blog é de uma qualidade diferente daquela tradicional entre o homer simpson e o seu sagrado jornal.

Internet: a quebra da neutralidade nos EUA


Por Felipe Bianchi

A comunidade digital e os ativistas pela Internet livre acenderam o alerta vermelho nesta semana, após uma corte estadunidense 'derrubar' a neutralidade da rede, princípio fundamental para a liberdade e a democracia na Internet. O tribunal de apelo em questão determinou inválidas as regras da Comissão Federal de Comunicações (FCC), que garantia a não-interferência dos proprietários da infraestrutura da Internet no fluxo de dados e conteúdos que por ela trafegam.

Assim como as teles pleiteiam a quebra da neutralidade no Brasil, foi a partir de um processo aberto pela operadora Verizon que o princípio caiu nos Estados Unidos. A FCC, no entanto, promete recorrer: "Estamos comprometidos em manter nossas redes como máquinas para o crescimento econômico, como espaço de testes para serviços e produtos inovadores, e como canais para toda forma de discurso protegido pela primeira emenda [que garante a liberdade de expressão nos EUA]", afirmou Thomas Wheeler, presidente do órgão.

O objetivo, segundo ele, é "garantir que as redes das quais a Internet depende continuem oferecendo uma plataforma livre e gratuita para inovação e expressão".

Assange vs. Snowden: semelhanças e diferenças


Dois personagens, duas revelações, duas relações com a imprensa; duas imagens completamente diferentes. Porém, não estão tão distantes como poderia parecer

Por José Cervera

Ambos ganharam fama no mundo inteiro por suas revelações de segredos sobre o funcionamento interno do governo Americano. Ambos colaboraram com jornais famosos e de projeção mundial para tornarem públicas informações antes desconhecidas. Ambos têm sido tema de livros, filmes e inúmeros artigos de jornais em todo mundo, incluindo o The New York Times e The Guardian. Mas um deles, o ex-técnico da NSA Edward Snowden, os diários consideram um whistleblower (membro de uma organização que revela abusos) e pedem para que receba anistia e lhe permitam voltar aos EUA.

No entanto, o tratamento nas mesmas páginas de Julian Assange, fundador do Wikileaks, não poderia ser mais diferente. Não é normal que o The New York Times fale que uma fonte cheira mal e é arrogante em uma reportagem assinada por seu diretor, ou que publique um perfil pouco favorecedor que descreve seu estilo como “ditatorial, excêntrico e malandro”, nem o The Guardian publicar em seu livro que ele “se disfarçou de velhinha”. Quais são as diferenças e semelhanças entre estes dois personagens que geraram um tratamento jornalístico tão desigual?

Carta de Snowden ao povo brasileiro


Carta Aberta ao Povo do Brasil

Por Edward Snowden

Seis meses atrás, emergi das sombras da Agência Nacional de Segurança (NSA) dos EUA para me posicionar diante da câmera de um jornalista. Compartilhei com o mundo provas de que alguns governos estão montando um sistema de vigilância mundial para rastrear secretamente como vivemos, com quem conversamos e o que dizemos.

Fui para diante daquela câmera de olhos abertos, com a consciência de que a decisão custaria minha família e meu lar e colocaria minha vida em risco. O que me motivava era a ideia de que os cidadãos do mundo merecem entender o sistema dentro do qual vivem.

HQ: Conhecimento na era da internet


Autor: Raphael Salimena
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Dilma: O Brasil não negocia a sua soberania


O Brasil não negocia a sua soberania. Foi o que disse a presidenta Dilma Rousseff nesta quarta-feira (25), em Nova Iorque, em entrevista coletiva, sobre denúncia de violação das comunicações e de dados do governo brasileiro pela Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos. Nesta terça-feira (24), durante discurso de abertura da 68ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, Dilma propôs estabelecimento de um marco civil multilateral para a governança e uso da internet e de medidas que garantam uma efetiva proteção dos dados.
“Nada do que foi dito era do desconhecimento das autoridades americanas, nada. Todo processo que desencadeou isso, do qual nós não temos a menor responsabilidade, ele implica necessariamente em uma atitude do país, porque não se transige, nenhum governo pode transigir nem com os direitos civis e a privacidade da população, nem tampouco pode negociar sua soberania”, disse a presidenta.
Dilma afirmou que é possível elevar o patamar das relações entre Brasil e Estados Unidos, mas para isso as condições têm que ser construídas.
“Eu enxergo que essa resposta, de como é que se prosseguirá, é uma resposta que terá que ser construída a partir de medidas que devem ser tomadas. O que nós colocamos sempre é que era necessário, primeiro, para tratar do que tinha ocorrido, desculpas; segundo, para tratar do futuro, uma clara determinação de não acontecer. E isso terá que ser construído porque a relação do Brasil com os Estados Unidos é um relação estratégica para os dois países e não é possível deixar algo como isso sem controle”, afirmou.

Confira abaixo a entrevista na íntegra:




 Fonte: Blog do Planalto
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Liberdade na Rede: Dilma defende que conteúdo da web só seja retirado mediante decisão judicial


A presidenta Dilma Rousseff, a luz das recentes denúncias de espionagem e vigilância pela internet pelos EUA e seus aliados, aprofundou a posição do governo em defesa da liberdade na rede, através da aprovação do Marco Civil da Internet. As denúncias reforçaram a necessidade de uma legislação adequada para assegurar os direitos civis da população, a liberdade de informação e combate a violações de privacidade.

A defesa de Dilma para que fosse incluído uma proposta que assegure que o conteúdo da web só seja retirado mediante decisão judicial reforça essa posição política. É um claro avanço político do governo, que até então, não havia assumido uma posição de centralidade para a proposta.

As ameaças de censura que sempre pairaram a internet, tem sua força reduzida. A liberdade na rede se fortalece!

Abaixo a matéria publicada na Folha (17/09)

Software livre é a saída para fugir da espionagem oficial


Os documentos revelados por Edward Snowden confirmam as suspeitas de longa data de que as agências conspiram secretamente com empresas de tecnologia para irem diretamente aos arquivos que eles querem bisbilhotar. Mas os mortais comuns, que precisam usar a internet rotineiramente, têm como fugir dos olhos do "Grande Irmão"? Artigo publicado no site Inovação Tecnológica

Marco Civil: por uma internet livre


Por Eduardo Fumes Parajo

Nos últimos anos, o Brasil travou uma discussão ampla, aberta e transparente sobre as regras que pretende adotar para o uso da internet. Foram nove meses de consulta pública. O resultado desse processo é o atual projeto do Marco Civil da Internet, cujo relator é o deputado Alessandro Molon (PT-RJ).

O Marco Civil é alvo de ataques que colocam em risco a integridade do projeto e, em última instância, o uso livre e democrático da internet brasileira. Alguns setores têm disseminado argumentos enganosos com a finalidade de colocar seus interesses financeiros acima dos interesses da sociedade.

Google admite que usuários do Gmail não têm privacidade


O Google admitiu, por meio de um documento apresentado por seus advogados em uma ação judicial nos Estados Unidos, que os usuários do Gmail não podem ter uma expectativa razoável de que a confidencialidade de seus e-mails seja respeitada, segundo o jornal britânico The Guardian.