Privatização da água avança no RS

Para a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), a venda de ações do Banco do Estado do Rio Grande do Sul no mercado de capitais rendeu bons resultados e abriu precedentes para a entrada da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) na bolsa de valores. De acordo com o professor do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Carlos Vainer, a privatização de recursos hídricos tem caminhado a passos largos, sobretudo, nos países menos desenvolvidos. Mas, Vainer afirma que as conseqüências devem ser ruins para os brasileiros."
O que já começa a acontecer em vários países é que o custo da água se elevou extraordinariamente. No caso de abastecimento urbano criam-se situações monopolistas e, portanto, o ofertante da mercadoria tem condições extraordinárias de controle do mercado. Nós vamos ver parcelas crescentes da nossa população ou privadas da água ou sendo obrigadas a consagrar parcelas crescentes de suas rendas para sua aquisição. Em outros casos, nós vamos assistindo a degradação da qualidade da água".

O governo do Rio Grande do Sul argumenta que a empresa permaneceria sobre controle estatal porque só parte das ações seriam vendidas. No entanto, especialistas chama isto de "privatização branca", porque as empresas que já lucram com a água hoje têm muita força para pressionar por uma abertura completa das ações futuramente. De acordo com Vainer, os grupos que controlam os recursos hídricos envolvem empresas específicas do setor, como a francesa Suez, mas também indústrias metalúrgicas e siderúrgicas - como a Alcoa e a Vale do Rio Doce, as grandes empreiteiras, como a Odebrecht, e o capital financeiro, como o Bradesco.


Fonte: Radioagência NP por Vinicius Mansur.

Humor


Autor: Santiago

IBGE:Famílias com maior renda gastam dez vezes mais do que as pobres


As despesas de 5 milhões de famílias com renda mais elevada (igual ou superior a R$ 3.875,78) do país são dez vezes maiores do que os gastos de 20 milhões de famílias mais pobres (até R$ 758,25). A constatação faz parte de um levantamento divulgado hoje (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que comparou os dados referentes a 10% das famílias com renda mais elevada com as informações sobre 40% das famílias com rendimentos mais baixos.

O estudo foi feito com base na Pesquisa de Orçamentos Familiares dos anos de 2002 e 2003, que investigou 48,5 milhões de famílias.

De acordo com os dados, o grupo formado pelas famílias com renda mais elevada apresentava, em 2003, despesa per capita (por pessoa) de aproximadamente R$ 1.800, enquanto no grupo oposto, formado pelas famílias com rendimentos mais baixos, o valor era de R$ 180.

“Esse é um indicador muito forte de desigualdade. As diferenças entre as despesas médias são muito altas e alguns estados apresentam uma diferença ainda acima da média nacional”, afirmou o técnico do IBGE, José Mauro de Freitas Júnior.

Quando comparadas as regiões do Brasil, observam-se desigualdades marcantes mesmo entre os mais pobres. Considerando-se apenas os 40% com renda mais baixa, a menor despesa mensal média per capita do país foi de R$138, verificada no Nordeste. Por outro lado, a maior despesa média mensal per capita nesse grupo foi 70% superior (R$ 234,00) e registrada na Região Sul.

A Região Nordeste também mereceu destaque no levantamento do IBGE por ser onde as desigualdades entre ricos e pobres são mais evidentes. Lá, os ricos gastam 11,8 vezes a mais do que os pobres. No outro extremo, aparecem as regiões Norte e Sul, onde as despesas da população com renda superior foram oito vezes maiores do que as da população com menores rendimentos.

O estado de Alagoas foi o que apresentou maior nível de desigualdade (15,6 vezes) e o Amapá, o menor (5,3 vezes). Segundo os técnicos do IBGE, essa melhor distribuição nos gastos das famílias do Amapá pode ser explicada pela existência de muitos funcionários públicos, o que garante certa homogeneização.

O estudo Perfil das Despesas no Brasil - Indicadores Selecionados traça uma radiografia das despesas e rendimentos de acordo com características da pessoa de referência das famílias, como escolaridade, sexo, cor, raça e religião. O objetivo é oferecer informações sobre a composição orçamentária doméstica, a partir da investigação sobre os hábitos de consumo, alocação de gastos e distribuição dos rendimentos em função dessas características.

Fonte: Agência Brasil

O crime do Zé Dirceu

O mensalão voltou a tomar as manchetes dos jornalões da grande mídia por ocasião do julgamento do caso no Supremo Tribunal Federal. E chama a atenção a forma desigual com que as matérias ditas "jornalísticas" cobrem este fato. Primeiro que fica nítido a intenção de requentar o tema na pauta política em uma tentativa de desgastar o governo. Segundo que em nenhum momento o direito ao contraditório é exposto.
A manipulação é nítida. Assim como as matérias recheadas de comentários e opiniões colocadas como se fossem "verdades isentas". Não é uma novidade na política recente brasileira. Vimos esta conduta da mídia em tons muito piores em 2005 e 2006.
O problema maior é que deste o início destas acusações até hoje nada foi feito por parte do governo com relação a mídia manipulativa (muito pelo contrário). E do ponto de vista do PT, partido alvo principal de todos estes ataques, até o momento não houve resposta alguma a altura.
Zé Dirceu e cia continuam sendo acobertados por alguns setores do partido e seguem dando suas cartadas incólumes. Neste caso todo, o Zé Dirceu não sei até onde ele transgrediu as leis e atacou o patrimônio público. Não sei quais atos de corrupção ele cometeu. Na minha opinião esse é um detalhe, não menor, mas que apenas é uma ponta de um iceberg que já causou os seus estragos.
O maior crime que ele e sua turma cometeram foi o do desmonte do PT e de uma idéia de partido alicerçado nos movimentos populares e na classe trabalhadora. Esse é o principal crime político cometido pelo Zé Dirceu, por que os demais são uma conseqüência deste "pecado original".
Quando tu estas em um partido ao qual o horizonte estratégico passa a ser apenas ganhar as eleições, os parâmetros éticos se tornam algo mais difuso, onde tudo passa a ser tático, onde os fins sempre irão justificar os meios. E quanto a isso, não resta a menor dúvida.
Saídas para isso ainda são possíveis, ainda que o tempo político já esteja bastante atrasado. O estrago já foi feito e a recuperação se torna cada vez mais difícil. O que não pode é seguir tentando tapar o sol com a peneira e fazer de conta que nada aconteceu e que o Zé Dirceu é uma vítima "das elites".
Na verdade o Zé Dirceu é vítima de suas próprias escolhas. Cabe agora saber se o PT seguirá acobertando e fazendo de conta ou se teremos as condições de mudar esse curso e darmos uma nova vida para o partido que é a maior expressão da classe trabalhadora brasileira. Não dá mais para ficar indefinidamente postergando este debate.

CMS irá às ruas por concessão pública só com controle social

O Seminário da CMS (Coordenação dos Movimentos Sociais) sobre Comunicação, realizado sexta-feira (24) no Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo, definiu o 5 de outubro - dia em que expiram as concessões da Rede Globo - como data simbólica para ações de rua e no Congresso Nacional que fortaleçam a campanha pela democratização da mídia. O mote ''Concessão pública só com controle social'', debatido no evento, questiona a manipulação privada do espectro rádio-televisivo, ressaltando a necessidade de parâmetros legais mais rígidos e transparentes para o funcionamento das emissoras.

Convidados especiais, o coordenador do FNDC (Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação) e vice-presidente da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), Celso Schroeder, e João Brant, do Coletivo Intervozes, fizeram uma análise pormenorizada sobre o modelo de outorgas - concessões, permissões e autorizações - de rádios e TVs no Brasil, a necessidade de uma Conferência Nacional de Comunicação e de um novo marco regulatório. Após as intervenções, a mesa de abertura, composta por representantes da CUT, CGTB, UNE, MST e Marcha Mundial de Mulheres, debateu sobre a pertinência da campanha e de como dialogava com a base do movimento.


Ao denunciar o resultado perverso do controle exercido por monopólios e oligopólios privados das concessões públicas, Celso Schroeder ressaltou que estes passam a determinar cada vez mais a cultura, a política e a economia. ''Talvez o aspecto mais daninho da apropriação privada da cultura brasileira seja a desconstituição da política. Ou seja muito pior do que a manipulação e as mentiras que eles constituem, a criminalização dos movimentos sociais. O crime maior, o que causa mais problemas para a democracia, é a desconstituição da política. E fazem isso continuamente''. Para o representante do FNDC, reconstituir este espaço político é fundamental, com o objetivo de dar a ele um sentido estratégico, de emancipação, em oposição à ''visão utilitária, instrumental e manipulatória da comunicação das elites, com sua prática autoritária, excludente e não-plural''. ''Os meios de comunicação são cada vez mais veículos importantíssimos para a sustentação ideológica, mas também política'', acrescentou.

Diante da manipulação excludente exercida por uma minoria contra os interesses da sociedade, ressalta Schroeder, ''a idéia do controle público é fundamental, pois antes de um negócio, a comunicação é um serviço''. Para encarar de frente este problema, enfatizou, é preciso popularizar o debate sobre a democratização, pois a situação hoje é ainda mais grave pela ameaça de desnacionalização do setor a partir das teles. ''Assim, precisamos fazer de cada verdade um ato político e não burocrático, fazer com que as regulações existam e sejam cumpridas''.

RS é o estado que menos investe no atendimento da saúde a população

O Rio Grande do Sul é o estado brasileiro que menos investe em Saúde, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (21) pelo ministro José Gomes Temporão. O percentual aplicado pelo governo gaúcho no setor em 2006 corresponde a 4,99% do orçamento, muito aquém dos 12% determinados pela lei. O estado fica atrás de Minas Gerais (6, 87%), Paraíba (7,62%) e Alagoas (10,33%)
A síntese do Plano Plurianual para o quadriênio 2008/2011 indica a intenção do governo Yeda de continuar descumprindo a Emenda Constitucional 29, em vigor desde 2003, e não destinar 12% da Receita Líquida de Impostos e Transferências à saúde da população. Para os dois últimos anos do período estão previstos investimentos de 7,5% da RLIT. Estas projeções, no entanto, são superestimadas em 2,5%, pois incluem os gastos com o IPE-Saúde, o que é vedado pela legislação.

Além de descumprir a lei, o governo ignora as sentenças judiciais que definem a recomposição dos orçamentos passados e a reposição de mais de R$ 1 bilhão referentes aos anos de 2003, 2004 e 2005, prazo em que a EC 29 está vigorando e não sendo observada no Rio Grande do Sul. O ano de 2006 ainda está sendo analisado pelo poder judiciário.

Stereolab - Miss Modular

Stereolab - Miss Modular

Quatro frases que fazem crescer o nariz do Pinóquio

Eduardo Galeano

1. Somos todos culpáveis pela ruína do planeta

A saúde do mundo está um asco. 'Somos todos responsáveis' , clamam a vozes de alarme universal, e esta generalização absolve: se todos nós somos responsáveis, ninguém o é. Tais como coelhos, reproduzem-se os novos tecnocratas do meio ambiente. É a taxa de natalidade mais alta do mundo: os peritos geram peritos e mais peritos, que se ocupam em envolver o tema no papel celofane da ambigüidade.

Eles fabricam a brumosa linguagem das exortações ao 'sacrifício de todos' nas declarações dos governos e nos solenes acordos internacionais que ninguém cumpre. Estas cataratas de palavras – inundação que ameaçam converter-se numa catástrofe ecológica comparável ao buraco na camada de ozônio – não se desencadeiam gratuitamente. A linguagem oficial afoga a realidade para conceder impunidade à sociedade de consumo, a qual é imposta como modelo em nome do desenvolvimento e das grandes empresas que lhes extraem o sumo.

Mas as estatísticas confessam. Os dados ocultos debaixo do palavrório revelam que 20 por cento da humanidade comete 80 por cento das agressões contra a natureza, crime a que os assassinos chamam suicídio e é a humanidade inteira quem paga as conseqüências da degradação da terra, da intoxicação do ar, do envenenamento da água, do enlouquecimento do clima e da dilapidação dos recursos naturais não renováveis.

A senhora Harlem Bruntland, que dirige o governo da Noruega, comprovou recentemente que se os 7 bilhões de habitantes do planeta consumissem o mesmo que os países desenvolvidos do Ocidente, "fariam falta 10 planetas como o nosso para satisfazer todas as suas necessidades" . Uma experiência impossível. Mas os governantes dos países do Sul que prometem a entrada no Primeiro Mundo, passaporte mágico que tornará ricos e felizes todos nós, não deveriam apenas ser processados por roubo. Não estão apenas nos gozando, não: além disso, esses governantes estão cometendo o delito de apologia do crime. Porque este sistema de vida que se apresenta como paraíso, fundado na exploração do próximo e na aniquilação da natureza, é o que nos está enfermando o corpo, envenenando a alma e nos deixando sem mundo.


2. É verde o que se pinta de verde


Agora os gigantes da indústria química fazem a sua publicidade em cor verde, e o Banco Mundial lava a sua imagem repetindo a palavra ecologia a cada página dos seus relatórios e tingindo de verde os seus empréstimos. "Nas condições dos nossos empréstimos há normais ambientais estritas", esclarece o presidente do supremo banco do mundo.

Somos todos ecologistas, até que alguma medida concreta limite a liberdade de contaminação. Quando o Parlamento do Uruguai aprovou uma tímida lei de defesa do meio ambiente, as empresas que lançam veneno para o ar e apodrecem as águas sacaram subitamente a sua recém comprada máscara verde e gritaram a sua verdade em termos que poderiam ser assim resumidos: "os defensores da natureza são advogados da pobreza, dedicados a sabotar o desenvolvimento econômico e a espantar o investimento estrangeiro" .

O Banco Mundial, em contrapartida, é o principal promotor da riqueza, do desenvolvimento e do investimento estrangeiro. Talvez por reunir tantas virtudes, o Banco manejará, junto à ONU, o recém criado Fundo para o Meio Ambiente Mundial. Este imposto sobre a má consciência disporá de pouco dinheiro, 100 vezes menos do que haviam pedido os ecologistas, para financiar projetos que não destruam a natureza.

Intenção inquestionável, conclusão inevitável: se esses projetos requerem um fundo especial, o Banco Mundial está a admitir, de fato, que todos os seus demais projetos fazem um fraco favor ao meio ambiente. O Banco se chama Mundial, assim como o Fundo Monetário se chama Internacional, mas estes irmãos gêmeos vivem, cobram e decidem em Washington. Quem paga, manda, e a numerosa tecnocracia jamais cospe no prato onde come.Sendo, como é, o principal credor do chamado Terceiro Mundo, o Banco Mundial governa nossos países cativos que a título de serviço da dívida pagam aos seus credores externos 250 mil dólares por minuto, e lhes impõe a sua política econômica em função do dinheiro que concede e promete.

A divinização do mercado, que compra cada vez menos e paga cada vez pior, permite estufar de quinquilharias as grandes cidades do mundo, drogadas pela religião do consumo, enquanto os campos se esgotam, apodrecem as águas que os alimentam e uma crosta seca cobre desertos que antes foram florestas.


3. Entre o capital e o trabalho, a ecologia é neutra


Pode-se dizer tudo de Al Capone, mas ele era um cavalheiro: o bom Al sempre enviava flores aos velórios das suas vítimas. As empresas gigantes da indústria química, petrolífera e automobilística pagaram boa parte das despesas da Eco 92, a conferência internacional que no Rio de Janeiro se ocupou da agonia do planeta.

E essa conferência, chamada Cimeira da Terra, não condenou as transnacionais que produzem poluição e dela vivem, e nem sequer pronunciou uma palavra contra a ilimitada liberdade de comércio que torna possível a venda de veneno. No grande baile de máscaras do fim do milênio, até a indústria química veste-se de verde.

A angústia ecológica perturba o sono dos maiores laboratórios do mundo, que para ajudar a natureza estão inventando novos cultivos biotecnológicos. Mas estes desvelos científicos não se propõem encontrar plantas mais resistentes às pragas sem ajuda química, procuram sim novas plantas capazes de resistir aos praguicidas e herbicidas que esses mesmos laboratórios produzem. Das 10 maiores empresas de sementes do mundo, seis fabricam pesticidas (Sandoz, Ciba-Geigy, Dekalb, Pfiezer, Upjohn, Shell, ICI). A indústria química não tem tendências masoquistas.

A recuperação do planeta ou o que nos resta dele implica a denúncia da impunidade do dinheiro e a liberdade humana. A ecologia neutral, que se parece antes com a jardinagem, faz-se cúmplice da injustiça de um mundo onde a comida sã, a água limpa, o ar puro e o silêncio não sã direitos de todos e sim privilégios dos poucos que podem pagá-los.

Chico Mendes, operário da borracha, caiu assassinado em fins de 1988, na Amazônia brasileira, por crer naquilo que acreditava: que a militância ecológica não pode ser divorciada da luta social. Chico acreditava que a floresta amazônica não poderá ser salva enquanto não se fizer a reforma agrária no Brasil. Cinco anos depois do crime, os bispos brasileiros denunciaram que mais de 100 trabalhadores rurais morrem assassinados a cada ano na luta pela terra, e calcularam que quatro milhões de camponeses sem trabalho vão para as cidades abandonando as plantações do interior.

Adaptando os números de cada país, a declaração dos bispos retrata toda a América Latina. As grandes cidades latino-americanas, inchadas até arrebentar pela invasão incessante de exilados do campo, são uma catástrofe ecológica: uma catástrofe que não se pode entender nem mudar dentro dos limites da ecologia, surda perante o clamor social e cega perante o compromisso político.


4. A natureza está fora de nós


Nos seus 10 mandamentos, Deus esqueceu de mencionar a natureza. Dentre as ordens que nos enviou do monte Sinai, o Senhor teria podido acrescentar, por exemplo: "Honrarás a natureza da qual fazes parte". Mas isso não lhe ocorreu.

Há cinco séculos, quando a América foi apresada pelo mercado mundial, a civilização invasora confundiu a ecologia com a idolatria. A comunhão com a natureza era pecado. E merecia castigo. Segundo as crônicas da Conquista, os índios nômades que usavam cascas para se vestir jamais descascavam o tronco inteiro, para não aniquilar a árvore, e os índios sedentários plantavam cultivos diversos e com períodos de descanso, para não cansar a terra.

A civilização que vinha impor as devastadoras monoculturas de exportação não podia entender as culturas integradas na natureza, e confundiu-as com a vocação demoníaca ou a ignorância. Para a civilização que se diz ser ocidental e cristã, a natureza era uma besta feroz que era preciso domar e castigar a fim de que funcionasse como uma máquina, posta ao nosso serviço desde sempre e para sempre.

A natureza, que era eterna, devia-nos escravatura. Muito recentemente soubemos que a natureza se cansa, como nós, seus filhos, e soubemos que, como nós, pode morrer assassinada. Já não se fala em submeter a natureza, agora até os seus verdugos dizem que há que protegê-la. Mas tanto num como noutro caso, natureza submetida e natureza protegida, ela está fora de nós.

A civilização que confunde os relógios com o tempo, o crescimento com o desenvolvimento e o grandote com a grandeza, também confunde a natureza com a paisagem, enquanto o mundo, labirinto sem centro, dedica-se a romper o seu próprio céu.


Publicado originalmente em http://www.resumenl atinoamericano. org/

Truculência tucana: Tropa de Choque de Serra invade a USP e prende estudantes

A Tropa de Choque da Policia Militar de São Paulo, subordinada ao governador tucano José Serra, invadiu por volta das 2h desta quarta-feira (22) a Faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco, e usou da habitual truculência para expulsar cerca de 400 manifestates de movimentos sociais (muitos deles estudantes) que faziam a ocupação pacífica do prédio.
Apesar de ser público que o movimento permaneceria no local por apenas 24h, os manifestantes que dormiam no pátio foram retirados "à força e de forma violenta", segundo relatou a diretora da UNE, Luana Bonone, que estava na ocupação.
O comando da ocupação havia negociado com a direção da Faculdade, por meio do vice-diretor , professor Nestor Duarte. Segundo a assessoria de imprensa da PM, a reintegração partiu de uma determinação do governo do Estado.
Já de dentro do micro ônibus da polícia, Luana contou por telefone que a tropa de Choque chegou de surpresa, sem avisar ou negociar com as lideranças da ocupação.
"De forma agressiva, eles retiraram todos que estavam na Faculdade. Fomos revistados e obrigados a entrar no camburão. Ainda tentamos resistir, protestar, mas o Choque tinha um mandato de reintegração". Luana conta que depois, pouco a pouco, após serem "fichados", a PM começou a liberar os manifestantes.
O vice-presidente da UNE, Tales Cassiano, também foi preso. Ele conta que a polícia chegou gritando e levou todo mundo para fora da Faculdade.
"Na rua, ficamos sentados no chão gritando palavras de ordem, cercados de policias". Depois, ele foi levado ao 1º Distrito Policial, próximo à Praça da Sé, no centro da Cidade.
"Lá, quem era estudantes foi liberado. Mas o pessoal de outros movimentos sociais teve dificuldades. Os policiais queriam saber quem eram, o que faziam, e levantar a ficha de cada um", diz. Segundo Tales, foram mais de três horas, desde a invasão, até ser liberado, por volta das 6h50, quando conversou com a reportagem.
Estudantes são cercados Cerca de 30 estudantes que estavam dentro do Centro Acadêmico XI de Agosto foram encurralados pela tropa de Choque e resistiram à reintegração por cerca de quatro horas. A estudantes de Ciências Sociais da USP Flavia Duwe contou à reportagem que quando eles perceberam a invasão tentaram sair, mas a policia apontou armas e disse que todo mundo ia ser preso.
O presidente da UEE-SP (União Estadual dos Estudantes), que também estava dentro da sala, contou por telefone que o Choque em nenhum momento tentou negociar, "apenas ameaçava de prisão". Não houve a invasão do local porque o Centro Acadêmico é uma propriedade particular, que pertence aos alunos.
A representante da Defensoria Pública no local, Anaí Arantes, defendia o direito dos manifestantes em permanecerem no Centro. Segundo ela, a polícia não pode invadir o espaço. O professor em Direito Penal pela Faculdade de Direito Sérgio Salomão Shecaira também esteve no local e engrossou o discurso de Anaí, exigindo que o Centro não fosse invadido.
Os advogados do movimento e a imprensa foram proibidos de se aproximar. Um cordão de isolamento mantinha-os a cerca de 40 metros de distância. Apenas por volta das 5h30 os próprios integrantes do Centro Acadêmico conseguiram negociar a saída pacífica, com garantia de que não seriam presos.
"Mais uma vez o governo Serra age com toda a sua truculência para reprimir os movimentos sociais. Essa invasão da tropa de Choque é a demonstração de como o governo gosta de negociar: usando da força bruta. Mas isso só fortaleceu nosso movimento, que já está preparando um ato para as 15h e temos ainda uma série de manifestações programadas para os próximos dias. A Jornada continua, agora mais com força total", convocou Augusto.
As lideranças da Jornada de Lutas convocaram um ato de repúdio ao ocorrido para às 15h, no Largo São Francisco. Haverá ainda passeatas em diversas capitais como atividade integrante da Jornada.

Nota pública


Uma coordenação de imprensa da ocupação divulgou nota repudiando a ação da policia e reafirmando o caráter pacífico da manifestação. Leia abaixo:
Os integrantes de movimentos populares que ocuparam a Faculdade de Direito da USP na tarde desta terça feira vêm a público esclarecer os acontecimentos deste ato:
1) Esta ocupação faz parte de uma série de atos realizados através de uma ampla unidade de movimentos sociais em torno de um programa em defesa da Educação Pública em todo o país. Ocupações como esta ocorreram em diversos estados e universidades, como na UFMG, UFRJ e UFBA.
2) Esta era uma ocupação pacífica e simbólica, prevista para terminar às 17 horas da quarta feira, 22 de agosto, conforme negociado com a direção da Faculdade através do Professor Nestor Duarte, vice-diretor.
3) Por volta das duas horas da manhã, momento em que a maioria dos ocupantes já estava dormindo, a tropa de choque invadiu a Faculdade de Direito e realizou a desocupação, numa manifestação de truculência como não se via na Universidade de São Paulo desde a Ditadura Militar.
4) Policiais armados encaminharam os participantes detidos na Faculdade para a 1ª DP. Enquanto no Centro Acadêmico XI de Agosto alguns estudantes se preparavam para retornar à faculdade, a Polícia, sem mandado de reintegração de posse dirigido ao espaço do C.A., forçou, sem sucesso, a saída dos ocupantes inclusive com ameaças de utilização de armas de fogo.
5) Neste momento, a imprensa encontra-se contida pelo cordão de isolamento da PM, assim como os advogados chamados pelo movimento para acompanhar o caso.
6) Nós, estudantes resistentes no XI de Agosto, declaramos repúdio à ação da tropa de choque e condicionamos a nossa saída ao não fichamento de todos os participantes do ato e o acompanhamento da imprensa na delegacia e na sede do XI de Agosto.

Humor


Autor: Kayser

Por nenhum direito a menos, estudantes vão as ruas


Os movimentos sociais organizados inicaram o mês de agosto com fortes mobilizações pela garantia de direitos e para avançar em suas demandas históricas, que são muitas. A conjuntura exige urgência para a alteração do duro quadro de desigualdades do nosso país.
A direita reacionária dá sinais de uma nova ofensiva golpista contra os interesses populares, apoiada amplamente pelo monopólio dos grandes meios de comunicação, grandes empresas privadas e demais setores que buscam manter seus privilégios e atacar os direitos historicamente conquistados pelo povo. Símbolo disso, é a “emenda 3”, que resultaria em uma precarização indiscriminada das condições de trabalho. O centro de todas essas ações da direita é uma inconformidade com a decisão soberana da ampla maioria do povo que nas ultimas eleições rejeitou a volta do neoliberalismo no país.
Hoje, passado o primeiro semestre do segundo mandato do Governo Lula, e a luz dessa ofensiva dos setores reacionários, os movimentos sociais se mobilizam e vão às ruas para mostrar ao governo federal e ao conjunto da sociedade qual é o nosso projeto para o Brasil. A CUT, as trabalhadoras rurais e outros movimentos já iniciaram essa caminhada.
É com este espírito que a UNE e a Ubes convocam todos os representantes dos movimentos sociais para uma Jornada de Lutas. As principais atividades acontecerão entre os dias 20 e 24, com destaque para a ''Passeata em defesa da Educação'', no dia 22, que reunirá as principais entidades do país com uma bandeira unificada.
A pauta de reivindicações foi definida pelos estudantes em conjunto com a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS). São 18 itens ligados ao ensino básico e superior considerados essenciais para o desenvolvimento nacional. Entre eles estão a erradicação do analfabetismo, a ampliação do acesso à universidade e a implementação de ações afirmativas, gestões democráticas nas escolas de ensino médio, fim do vestibular e o passe livre estudantil.
No Rio Grande do Sul, além da pauta nacional iremos às ruas para denunciar o processo de desmonte do estado praticado pelo Governo Yeda. Desde o Governo Britto que não víamos um governo tão comprometido com os interesses de uma pequena minoria ligada ao capital financeiro e aos grandes grupos. E ao mesmo tempo, tão contrária aos anseios da imensa maioria do povo gaúcho. Não é a toa que já iniciaram o processo para a venda do Banrisul, embora durante toda a campanha eleitoral de 2006, a então candidata Yeda negou reiteradas vezes que o faria. No entanto, passados poucos meses da sua posse como Governadora, o discurso caiu por terra.
Não bastasse isso, na educação estamos vivendo um dos piores momentos da história. A UERGS está completamente abandonada e sucateada pelo governo. Não será surpresa se, em algum tempo, a Governadora Yeda aparecer com a “solução mágica” de entregar a UERGS para a iniciativa privada. Na rede pública de ensino a situação não é menos dramática: Sem contratar professores e funcionários, inúmeras escolas com obras de reformas paradas e bibliotecas fechadas, a falta de segurança, fechamento de laboratórios de ciências e informática, os atrasos nos repasses da verba de autonomia das escolas e as constantes ameaças de atraso no pagamento de salários têm sido uma marca da gestão
Para piorar veio agora a “enturmação” da Yeda. Preocupada apenas em “reduzir” custos, onde se eliminam turmas que tenham poucos alunos, com a aglutinação destas em turmas maiores, que podem chegar até 50 alunos, evitando-se assim a contratação emergencial de professores. Uma medida como esta, de amontoar estudantes nas salas de aula, certamente vai piorar a qualidade do ensino, sobrecarregando os professores e reduzindo sua possibilidade de atender bem aos alunos. Como resultado teremos o aumento da repetência e da evasão escolar, o custo (tanto econômico, mas principalmente social) desta evasão e da repetência será muito maior que a suposta “economia” que a Yeda diz buscar.
É nesse cenário adverso e dramático que o conjunto do movimento estudantil estará indo às ruas neste dia 22 de agosto em Porto Alegre para dizer não a enturmação, não ao desmonte do educação e sim ao avanço da qualidade do ensino e à defesa dos demais serviços públicos. O momento exige que todas e todos nós estejamos mobilizados para barrar os ataques que Yeda & Cia estão praticando. O movimento estudantil vai mostrar a força que o povo organizado tem na defesa de seus direitos e conquistas.

Erick da Silva é Secretário da Juventude do PT de Porto Alegre

FHC: "No Brasil tudo fracassou!"

Direto do Blog Conversa Fiada, do jornalista Paulo Henrique Amorin:

Reproduzimos a seguir alguns trechos da reportagem de João Moreira Salles sobre e com Fernando Henrique Cardoso, publicada na revista Piauí de agosto.
. O Conversa Afiada considera estarrecedoras algumas das declarações desse ex-presidente do Brasil.
. E encaminhou essas declarações ao presidente do PSDB, a dois candidatos do PSDB à Presidência da República (José Serra e Aécio Neves), a um ex-candidato do PSDB à Presidência (Geraldo Alckmin) e às lideranças do PSDB na Câmara e no Senado com a seguinte pergunta: o senhor concorda com essas afirmações do Presidente de Honra de seu partido, e que se diz “a única oposição” ?
Veja os melhores momentos de FHC, o Farol de Alexandria na Piauí:

“Que ninguém se engane: o Brasil é isso mesmo que está aí. A saúde melhorou, a educação melhorou e aos poucos a infra-estrutura se acertará. Mas não vai haver nenhum espetáculo de crescimento, nada que se compare à China ou à Índia. Continuaremos nessa falta de entusiasmo, nesse desânimo.”


“Quais são as instituições que dão coesão à sociedade ? Família, religião, partido, escola. No Brasil, tudo isso fracassou.”


“No meu governo universalizamos o acesso à escola, mas para quê ? O que se ensina ali é um desastre.”


“A única coisa que organiza o Brasil hoje é o mercado. E isso é um desastre.”


“A parada de 7 de setembro é uma palhaçada.”


“Parada militar no Brasil é pobre pra burro. Brasileiro não sabe marchar. Eles sambam ... A cada bandeira de regimento a gente tinha que levantar, era um senta levanta infindável. Em setembro venta muito em Brasília e o cabelo fica ao contrário.”


“Os americanos têm os founding fathers ... A França tem os ideais da Revolução. Eu disse para os homens de imaginação, para o Nizan Guanaes: olha, a imaginação do povo é igual à estrutura do mito do Lévi-Strauss, ou seja, é binária: existem o bem e o mal. Eu fui eleito Presidente da República porque fiz o bem – no caso, o real. O real já está aí, eu disse. Chega uma hora em que a força dele acaba. O que vamos oferecer no lugar ? Ninguém soube me dar essa resposta. Eu também não soube encontrá-la.”


“Essa coisa de ser brasileiro é quase uma obrigação.”


“O problema do Brasil não é nem o esfacelamento do Estado. É algo anterior: é a falta de cultura cívica.”


“Como eu ia dizendo, é bom ser brasileiro: ninguém dá bola.”


(Ao sobrevoar Little Rock, no Arkansas, terra de Bill Clinton) “Parece o Mato Grosso ...” disse com um muxoxo.


(No aeroporto, ao sair da sala de espera dos viajantes de classe “econômica” e se dirigir para a sala reservada aos da classe “executiva”) “E eu sofrendo no meio do povo à toa.”
“Não acredito que o Lula tenha práticas de enriquecimento pessoal... O que há é que ele é um pouco leniente.”


“Já o Lula é o Macunaíma, o brasileiro sem caráter, que se acomoda.”


“Sou mesmo a única oposição, mas estou me lixando para o que o Lula faz. O problema é a continuidade do que foi feito.”


“ ... no Governo Sarney. Foi quando começou o loteamento dos cargos ... Com o PMDB, o que se loteou foi a máquina do Estado: ministérios, hospitais, todo tipo de órgão, até o mais insignificante, tudo. O Estado desapareceu, virou patrimônio dos políticos.”


. (Num discurso no Clube de Madri, de ex-presidentes) Passa então a rechear sua fala com a “coesão mecânica” e a “coesão orgânica de Durkheim (mais tarde no táxi: “é o bê-á-bá da sociologia. Olhei em volta, vi que não tinha nenhum sociólogo e mandei ver.”).


“Fiquei cliente do Harry Walker, o mesmo agente do Clinton. Em média me oferecem 40 mil dólares (por palestra); ele fica com 20%... Em Praga, uma vez, como éramos um grupo de palestrantes, não cheguei a falar nem vinte minutos – pagaram 60 mil dólares. O Clinton chega a ganhar 150 mil.”


Em restaurantes em Buenos Aires sou aplaudido quando entro. É que eu traí os interesses da pátria, então eles me adoram.”! A neta Julia, de 18 anos, balança a cabeça: “Como é que ele diz essas barbaridades ...”

Fidel Castro se torna colunista da revista 'Caros Amigos'

Assim como a publicação, a coluna será mensal e vai tratar de assuntos variados. No texto de estréia, Fidel comenta dos atletas cubanos que desertaram de Cuba durante os Jogos Pan-Americanos, realizados no Rio de Janeiro.

Segundo Thiago Domenici, secretário de Redação da revista, os textos - apesar de não serem escritos com exclusividade para a Caros Amigos - serão publicados com a autorização direta do presidente cubano.

"Fidel Castro sempre publica textos em vários jornais cubanos e também na internet. A partir de uma amiga nossa que está em Cuba, recebemos a autorização do próprio Fidel para que reproduzíssemos estes textos e ele passasse a ser nosso colunista", explicou Domenici ao Portal Imprensa.

Ainda de acordo com o secretário, o presidente cubano conhece bem a revista. "Já entregamos a ele exemplares da Caros Amigos", disse Domenici. "Ela não é uma publicação desconhecida em Cuba."

Histórias da pátria

A partir desta quarta-feira (15), segundo o Granma, Fidel também começará a publicar "uma ampla e profunda reflexão" sobre "fatos muito importantes e decisivos" de Cuba. O interesse da iniciativa é que "fatos muito importante e decisivos da História da Pátria sejam conhecidos pelas novas gerações", destacou o jornal cubano.

O texto se intitulará "O império e a ilha independente" e, dada a extensão das reflexões, será publicado por partes. "A pedido do autor será publicada uma pequena parte inicial em duas colunas da primeira página do Granma e do Juventud Rebelde, como porta-vozes do Partido e da Juventude e o resto em duas páginas interiores, nos dias 15, 16, 17 e possivelmente no 18" de agosto", informou o jornal.

A informação foi divulgada um dia depois de Fidel completar 81 anos. Na segunda-feira, o aniversário de Fidel foi comemorado com festas populares e mensagens de organizações de massa, assim como com a exibição de documentários e filmes que recordaram a vida política e a história pessoal do presidente.

Fidel passou por cirurgias no final de julho de 2006 para deter uma hemorragia intestinal - motivo pelo qual transferiu seu cargo ao irmão Raúl Castro, até então vice-presidente.

Apenas 16,6% estão satisfeitos com governo José Fogaça

O Instituto Methodus divulgou pesquisa sobre as eleições municipais de 2008, em Porto Alegre. Foram ouvidas mil pessoas, acima de 16 anos, de 1° a 3 de agosto. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos. Além de ouvir os eleitores sobre suas preferências eleitorais, a pesquisa também avaliou o desempenho da admnistração José Fogaça (PPS). Individualmente, o atual prefeito lidera a pesquisa espotânea, mas o PT tem cinco nomes que aparecem no levantamento. Somados, os petistas empatam com Fogaça. Além disso, há outras duas pré-candidaturas de oposição fortes na capital gaúcha: as das deputadas federais Manuela D'Ávila (PC do B) e Luciana Genro (P-Sol). Ambas aparecem bem na pesquisa.
Considerando o desgaste do governo Fogaça, indicado na pesquisa (apenas 16,6% disseram estar satisfeitos e 60,6% acreditam que ele não deve ser reeeito), as expectativas de reeleição do atual prefeito repousam hoje, em larga medida, na divisão da esquerda.

Na pesquisa espontânea, 62,6% dos entrevistados disseram que não sabem em quem irão votar. O atual prefeito, José Fogaça (PPS), recebeu 11,4% de indicações. Cinco nomes do PT foram citados: Olívio Dutra (4,6%), Tarso Genro (3,1%), Raul Pont (2,2%), Miguel Rossetto (0,7%) e Maria do Rosário (0,5%). Manuela D’Ávila, do PCdoB, ficou com 2,7%, Luciana Genro (P-Sol), com 1,1%. Também foram citado os nomes dos pedetistas Alceu Collares (0,9%) e Vieira da Cunha (0,8%), de Onyx Lorenzoni (DEM), com 0,7%, Germano Rigotto (PMDB), com 0,5% e José Otávio Germano (PP), também com 0,5%.

Para saber mais, acesse aqui

A perversa herança da universidade no Brasil

O longo e duro período de gestão neoliberal no Governo Federal deixou um trágico cenário no ensino superior do país. Se durante a Ditadura Militar de 1964, o acesso à universidade era visto como um privilégio, destinado para poucos, durante os anos de FHC, este conceito mudou, passou-se a conceber a universidade enquanto mercadoria e como tal geradora de lucros.
Abandonou-se qualquer idéia de fim social para a universidade e foi esquecido o importante espaço estratégico que ela representa para o país. Pelo contrário, passou-se a entender a função dela como mera produtora de mão-de-obra qualificada, não enquanto geradora de conhecimento, colocando-se assim, a universidade totalmente a serviço dos ditames do mercado financeiro e dos interesses privados.
O ideário neoliberal foi conduzido as suas últimas conseqüências. Esta concepção efetivou-se em uma completa desregulamentação do ensino pago no país e pela sua expansão acelerada. Dados do Ministério da Educação (MEC) dão conta de que o sistema privado cresceu 116% na última década, enquanto o público apenas 30%. Hoje, temos um quadro onde 88% das instituições de ensino superior no Brasil são privadas. Paralelamente a esta expansão privada, houve um forte ataque contra as universidades públicas, onde se operou um violento desmantelamento nos mais diferentes aspectos (falta de professores e funcionários, corte de recursos, falta de investimentos estruturais etc.).
Os prejuízos para a sociedade são muitos. Apenas 15% dos jovens com escolaridade para ingressar na universidade o conseguem, a produção de conhecimento científico no Brasil é extremamente insuficiente, sem contar a carência de profissionais qualificados em setores fundamentais para o país, como por exemplo na área da saúde pública. Só poderemos avançar para um outro modelo de sociedade, que vislumbre na democracia de fato e na igualdade social se tivermos uma radical inversão desta dramática herança neoliberal no ensino superior brasileiro.
Isto só se fará possível com a valorização e priorização da Universidade Pública, democrática e de qualidade como modelo central de ensino. A predominância do privado sobre o público deve ser invertida e é com esta expectativa que toda a sociedade se vislumbra com uma possibilidade de reformulação do ensino brasileiro, do contrário, o prejuízo será incalculável.

Humor


Autor: Bier

Mobilização: CUT quer colocar 15 mil em Brasília em defesa dos trabalhadores

Na próxima quarta-feira (15), a CUT vai realizar uma mobilização pelas ruas de Brasília, com a participação de mais de 15 mil trabalhadores e trabalhadoras de todos os Estados do país.
É o Dia Nacional de Mobilização da CUT. Vindas de ônibus, as delegações vão se concentrar a partir das 9h em frente à Catedral de Brasília. A partir das 10h, tem início o ato político e posteriormente a marcha ao Congresso Nacional.
Lá, as delegações vão se concentrar novamente e lideranças e militantes, em carros de som, comandam ato político para defender a pauta de reivindicações. Ao meio-dia será realizado um abraço ao Congresso, com todos os militantes de mãos dadas.
O atendimento da pauta depende em parte do Congresso Nacional, mas também do governo federal. Por isso, além da mobilização de rua, a CUT quer realizar audiências com ministros e parlamentares no período da tarde – as lideranças sindicais cutistas vão se dividir nessa tarefa, pois algumas audiências, se confirmadas, ocorrerão simultaneamente.
A CUT cobra que o governo Lula retire projetos já encaminhados e outros em gestação, e acolha propostas elaboradas pela Central e seus sindicatos filiados.
Sobre o Congresso, a cobrança se dará pela aprovação de projetos de interesse da classe trabalhadora.
Veja a pauta de reivindicações da CUT:
1. respeito total ao direito de greve e fim do interdito proibitório. Para tanto, a CUT defende que o governo abandone os projetos esboçados para restringir o direito de greve e ratifique a Convenção 151 da OIT, além de regulamentar um sistema de negociação permanente no serviço público, com participação dos usuários;
2. manutenção, pelo Congresso, do veto à emenda 3;
3. retirada do projeto de lei que pretende criar as fundações estatais de direito privado;
4. manutenção dos direitos previdenciários e inclusão dos trabalhadores que atualmente estão fora do sistema, como forma de fazer justiça social e garantir a sustentação da Seguridade Social. Fim do fator previdenciário;
5. reforma agrária, atualização do índice de produtividade e incentivo à agricultura familiar;
7. retirada do PLP 01, que pretende "engessar" os investimentos federais na folha de pagamento da União;
8. aprovação dos projetos de redução da jornada de trabalho e de limitação das horas extras;
9. valorização da educação pública e adoção de um piso salarial nacional digno.

Cansei de Ser Sexy - Alala

Salário da mulher é 30% menor que o do homem na América Latina


A mulher latino-americana recebe salário entre 20% e 30% menor do que o homem para desempenhar as mesmas atividades, atribulando-se também com uma dupla jornada de trabalho - as tarefas realizadas também em casa, disse nesta quinta-feira (10) à AFP a diretora regional do Fundo da População das Nações Unidas (UNFPA), Marcela Suazo.

"A mulher está se incorporando cada vez mais ao mercado de trabalho, mas em muitos casos o nível salarial é de entre 20 a 30% menor do que do homem com igual educação e responsabilidade; algumas vezes essa diferença pode chegar a 46%", disse Suazo, que participou da X Conferência sobre a Mulher concluída na quinta 9 em Quito, Equador.


"As mulheres tendem a encontrar uma maior abertura em trabalhos de menor remuneração e em condições mais deploráveis", acrescentou a diretora do UNFPA para América Latina e o Caribe.


Suazo, que apresentou o documento "Para um novo pacto social e de gênero" na X Conferência, disse que de 1990 a 2004 cerca de 33 milhões de mulheres ingressaram no mercado de trabalho na América Latina, aumentando a taxa de participação de 39% a 45%, enquanto que a do homem se manteve em 74%.


No entanto, 16% da força de trabalho feminina na região se dedica ao serviço doméstico, que em vários países recebe remunerações inferiores ao salário mínimo e demandam mais de oito horas de trabalho.


Ela assinalou que as mulheres pobres enfrentam a necessidade de ingressar num trabalho mesmo que em condições precárias.


Também observou que, apesar do aumento da participação da mulher no mercado de trabalho, seu ingresso ainda está condicionado a tarefas como o cuidado de crianças, doentes e idosos.


Na América Latina 60% das razões pelas quais uma mulher demora ou deixa de ingressar no mercado de trabalho tem a ver com esses trabalhos, acrescentou.


Até 2025 a população com mais de 60 anos será de mais de 100 milhões, dos quais 32% correspondem ao México, o que significa que mais mulheres se dedicarão a trabalhos domésticos, seja de forma remunerada ou não.

Segundo Suazo, os indicadores assinalam que ainda há desigualdades na região, por isso são necessárias políticas públicas que permitam ensinar ao homem compartilhar o trabalho doméstico.

"É o momento para um novo pacto que leve em conta estas novas realidades para desenvolver políticas que respondam e ampliem as oportunidades de participação das mulheres e o exercício de seus direitos", concluiu.

Fonte: Portal do Mundo do Trabalho (www.cut.org.br)

Com neoliberalismo taxa de sindicalização no Brasil caiu cerca de 18%

A taxa de sindicalização no Brasil caiu cerca de 18% entre os anos de 1992 e 2002. A informação consta em estudo divulgado nesta quinta-feira (9) pelo Sindicato dos Empregados em Empresas de Prestação de Serviços a Terceiros (Sindeepres). A pesquisa foi coordenada pelo economista Marcio Pochmann, com base em dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
As privatizações no setor público, a terceirização de serviços e a internacionalização do setor privado contribuíram para a diminuição do número de filiados nos sindicatos brasileiros, no período em que o país adotou políticas de cunho neoliberal. Entre 12 países analisados, o Brasil teve a maior queda, seguido por Japão, Coréia do Sul e Taiwan. Países como China, Turquia e Noruega tiveram aumento na taxa de sindicalização.
Entre as regiões brasileiras, o Norte e o Nordeste tiveram aumento no número de trabalhadores sindicalizados. Já a região Sul registrou a maior diminuição, de 8,6%. De acordo com a pesquisa do Sindeepres, fatores como o crescimento do desemprego e novas formas de contratação de mão-de-obra contribuíram para alterar a taxa de sindicalização urbana, enquanto o avanço da crise na agricultura familiar comprometia o associativismo rural.
Por outro lado, o estudo destaca que, entre 1999 e 2005, a taxa de sindicalização no Brasil cresceu 14,3%. Enquanto o setor industrial registrou queda, o comércio teve aumento na taxa de sindicalização. A pesquisa também aponta que as mulheres e os trabalhadores rurais estão mais propensos ao associativismo.
Entre 1999 e 2005, houve expansão de 13,7 milhões de novos ocupados, sendo que, destes, 4,2 milhões se sindicalizaram.

Governo do Rio Grande do Sul é acusado de praticar desmonte da educação

O CPERS/Sindicato denunciou nesta terça-feira (07), o descaso da governadora, Yeda Crusius (PSDB), para com o sistema educacional que é marcado pela falta de professores, funcionários e transporte escolar, além da precariedade da estrutura física em que se encontram as escolas.
Segundo a presidente da CPERS, Simone Goldschimidt, a governadora cortou 30% das verbas de custeio da educação."Nós estamos com as escolas com uma necessidade brutal de funcionários, tendo que os próprios alunos realizarem a limpeza do ambiente escolar e dos rofessores tendo que fazer também a merenda. Estamos vivendo um caos na educação gaúcha".

Simone denuncia a prática da junção de turmas em classes com até 50 alunos e junções de séries com conteúdos e interesses diferentes. No município de Cerro Largo, alunos da 6ª, 7ª e 8ª séries são postos na mesma sala, desconsiderando o conteúdo pedagógico específico de casa graduação. Das 53 mil turmas existentes na rede estadual de educação, foram reduzidas 2,4 mil."Em turmas com mais de 35, 40 e até 50 alunos é evidente que há profissional que não consiga nem reconhecer os seus alunos. Os professores não terão condições de reconhecer as deficiências de cada indivíduo, pois a educação é evidente que se faz num processo coletivo, mas é indispensável um atendimento individualizado".

A governadora do estado, Yeda Crusius (PSDB), defende-se ao afirmar que seu projeto de educação é pautado pela "modernização da gestão e de racionalização das despesas" e que não traz prejuízo aos serviços oferecidos à população.


Fonte:Radioagência NP

Humor


Autor: Orlandelli

A nova direita (e como derrotá-la)

Emir Sader

Órgãos de imprensa que pregaram as ditaduras militares no continente, foram seus instrumentos de divulgação, se calaram diante dos crimes com que esses regimes se afirmaram no poder, se crêem no direito de julgar que governo é democrático ou não na América Latina.


Eles são o centro da nova direita.Existe uma nova esquerda na América Latina, deque o processo bolivariano de Hugo Chávez na Venezuela, o MAS e o governo de Evo Morales na Bolívia, o governo de Rafael Correa, a ALBA, são algumas das suas expressões mais desenvolvidas e significativas. O movimento que se agrupa em torno da candidatura de Fernando Lugo, no Paraguai, se candidata a incorporar-se a esse grupo. Há governos progressistas, que são igualmente vítimas dessa nova direita.


Sua fisionomia passa pela assunção dos valores liberais e neoliberais: livre comércio, modelo estadunidense de sociedade, elogio da empresa privada e do mercado, crítica do Estado como regulador, das políticas redistributivas, apologia da midia oligopólica como critério de liberdade e de democracia. Ataques furibundos, desqualificadores da esquerda, do socialismo, a qualquer papel regulador ao Estado, do igualitarismo, a políticas de afirmação de direitos, do Sul do mundo à América Latina em particular, dos partidos aos movimentos sociais.


Uma das catacterísticas dessa nova direita é que se apóia fortemente no monopólio privado dos meios de comunicação, que dá as pautas e a orientação ideológica. No Brasil, a Folha de São Paulo, O Globo, o Estado de São Paulo e a Veja são seus representantes mais evidentes. Todas empresas oligopólicas, de propriedade familiar, em que os filhos sucedem automaticamente aos pais na direção dos jornais, como se fossem fazendas ou heranças de casas. Todas comprometidas com o golpe militar de 1964, que destruiu a democracia e cometeu os maiores crimes contra o povo brasileiro.

Desqualificar ao que consideram governos ou candidatos que não se submeteriam a seus interesses –que podem ser um índio, um militar, uma mulher, um operário – é uma forma de defesa do seu lema fundamental: “civilização ou barbárie”, em que eles se apropriam do que consideram ser civilizado e rejeitam todos os outros como representantes da barbárie.


O instrumento mais reiterado na sua luta por impor seus interesses está na desqualificaçáo dos governos, da política, do Estado, dos partidos, de todas as formas de ação coletiva e organizada de caráter popular. Por isso apoiaram tão generalizadamente governos como os de Menem, Fujimori, FHC, entre outros, que faziam justamente isso: privatizavam para debilitar ao Estado, atacavam os movimentos sociais, desqualificavam os partidos, promoviam a dominação direta da economia sobre a política.

Comum à imprensa escrita, radial e televisiva dessa nova internacional da direita é o ataque desqualificador a governos como os de Evo Morales, de Hugo Chavez, de Rafael Correa, mas também aos de Lula, de Kirchner, com uma intolerância que beira ao golpismo. Tentam promover uma irritação, explorando expressões do tipo “basta”, “cansei” ou outras afins, que levam ao pedido de soluções autoritárias ao que seria uma crise moral, uma ferida, que deveria ser extirpada por intervenção cirúrgica – numa atualização da Doutrina de Segurança Nacional, que orientou as ditaduras do terror no continente -, que dispensaria vitória eleitoral, porque se apoiaria num sentimento de indignação supostamente majoritária da população.


Precisam de governos e parlamentos fracos, do enfraquecimento do sistema político, dos partidos, para impor os grandes interesses econômicos privados sobre o Estado.


Quando atacam aos governos, aos parlamentos eleitos pelo povo, desqualificam ao povo. Se dispõem do monopólio da mídia, tem que entender que a opinão média da população é fortamente influenciada pela mídia. Ou são incompetentes ou o povo não aceita a influência de seus programas informativos totalmente partidarizados, de seus comentaristas e programas de entrevistas que refletem suas visões elitistas do país, da sua programação – esta sim – populista, de baixissimo nível cultural e e educativo.


São minotirários, como eram – segundo as pesquisas de opinião só reveladas recentemente – no clima prévio ao golpe de 1964, em que estiverem envolvidos todos esses meios de comunicação. São minoritários, segundo a maior pesquisa nacional e a mais direta, que envolve não uma amostra, mas a totalidade dos cidadãos – a eleição presidencial feita há 8 meses.


No entanto, dá a impressão que nada disso aconteceu, nem que o povo se pronunciou contra a oposição, nem que o governo venceu. Que lições o governo tirou do longo processo de campanha opositora, que o desestabilizou profundamente, que quase levou a seu final, mas que terminou com uma recuperação eleitoral e com a reeleição de Lula?


A primeira lição deveria ser a de que, quando Lula assumiu uma atitude concreta de denunciar a direita e suas políticas – em que as privatizações estiveram no centro -, conseguiu o apoio popular que lhe delegou este segundo mandato. Ele soube reconhecer – ainda que contraditoriamente – ao dizer no discurso da vitória de que o seu é um governo para os pobres.


Contraditoriamente porque reconheceu que, paradoxalmente, nunca os ricos ganharam tanto. Se a economia cresceu pouco – e segue assim -, setores médios perderam para que os pobres ganhassem, ao invés da penalização dos mais ricos.


A segunda é a de que a nova direita, o centro da oposição, está no monopólio privado da mídia, cuja persistência impede a possibilidade de formação democrática da opinião pública. Que, sem democratização da mídia, não haverá democracia.


Em terceiro lugar, que foram principalmente as políticas de democratização social as que responderam pela vitória do governo e pela derrota da oposição. Mas essas imensas camadas populares estão submetidas a influência ideológica da maciça campanha da oposição atraves da mídia. Além de que esses setores populares majoritários não estão organizados, não tem condições de expressar politicamente sua opinião, nem de defender suas conquistas, caso atentem contra elas. A organização destes setores é responsabilidade fundamental do PT e do governo, se a esquerda quer evitar retrocessos e, ao contrário, consolidar os avanços e construir um Brasil pós-neoliberal.


Para isso é indispensável dar continuidade à vitória de novembro de 2006 e, ao contrário do que tem sido a atitude principal do governo até aqui, apontar os adversários fundamentais da democratização econômica, social, política e cultural, lutar contra eles e construir a força popular, política e ideológica para derrotar a direita e afirmar a hegemonia da esquerda.

Organización alerta sobre nova manobra de Fujimori contra a extradição

Com a derrota de Alberto Fujimori nas eleições do Japão, onde também tem nacionalidade, a organização Human Rights Watch alerta que o ex-presidente prepara uma "próxima manobra" para evitar a extradição do Chile. Segundo o diretor da instituição nas Américas, José Miguel Vivanco, os partidários de Fujimori e sua família pressionarão o Japão para que evite sua extradição do Chile ao Peru.

De acordo com a imprensa peruana, Vivanco acredita que os fujimoristas e o próprio presidente vão aproveitar a visita pendente da presidente do Chile, Michelle Bachelet, ao Japão para fazer valer suas relações com o governo japonês e buscar um tratamento diferenciado no processo de extradição. Ele indicou também que, mesmo com as tentativas de Fujimori, o governo chileno não terá mais a mínima simpatia por Alberto Fujimori, nem o menor interesse em interferir no processo judicial que se corre no Chile.

Fujimori tentou uma vaga de senador no Congresso japonês nas últimas eleições mas só recebeu 51 mil adesões, o que o deixou longe da vaga. O ex-presidente peruano, acusado no seu país de crimes de corrupção e contra os direitos humanos, continua sob prisão domiciliar no Chile. Ele espera a decisão da Corte Suprema chilena sobre o pedido de extradição feito pela Justiça peruana. Fujimori esteve no Japão entre 2000 e 2005 e mesmo com o pedido da Interpol e do Peru, o governo japonês não o entregou.

Fonte: Adital