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Trabalhadores agredidos em frente ao congresso em mais um capítulo da ofensiva conservadora de Eduardo Cunha


Por Erick da Silva

Esta terça-feira (07/04) marcou mais um capítulo da ofensiva conservadora capitaneada pelo presidente da Câmara, o deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ).

Trabalhadores ligados a diversos sindicatos e movimentos protestavam pacificamente contra a aprovação do PL 4330, que trata da terceirização, foram impedidos de ingressar nas galerias da Câmara. Não bastasse a questionável e absurda decisão de impedir o ingresso de trabalhadores nas dependências de um espaço que supõe-se democrático - a casa dos representantes eleitos pelo povo brasileiro -  a Polícia Militar do Distrito Federal usou de violência desproporcional contra os sindicalistas.

CUT lança gibi sobre formação de redes sindicais



A CUT lançou, em parceria com instituto da central alemã DGB, publicação em formato de história em quadrinhos sobre a importância da formação de redes sindicais.

As redes sindicais são organizações que reúnem dirigentes sindicais de empresas multinacionais com origem em países e regiões distintas, para trocar informações, experiências e reivindicar a uniformização dos direitos dos trabalhadores.

CUT esclarece boatos sobre greve convocada pela internet para segunda-feira


A Central Única dos Trabalhadores (CUT) esclareceu em nota que não convocou greve geral para o dia 1º de julho. O comunicado também garante que as demais centrais sindicais também não têm paralisações planejadas para a próxima segunda-feira. Eles esclarecem que a convocação foi realizada por uma página anônima do Facebook e lembram que é preciso “tomar muito cuidado” com as notícias que circulam pela internet. A Direção Nacional da CUT, as demais centrais sindicais (CTB, Força, UGT, CSP/Conlutas, CGTB, CSB e NCST) e o MST se reuniram em São Paulo durante esta semana e chamam os trabalhadores de todo o país para o “Dia Nacional de Luta, com mobilizações, paralisações e greves” a ser realizado no dia 11 de julho.

Universidades Federais: "A Situação é Grave! A solução é Greve!"


Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior, defende mobilização contra o arrocho


Aumento salarial que corrija a defasagem de cerca de 15%, reestruturação da carreira e correção das distorções existentes são as três principais reivindicações da Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (PROIFES-Federação) para por fim à greve que se espalha e ganha força pelo o país.
“Estamos sem reajuste desde 2010. Falaram que iríamos ter uma melhor relação da folha de pagamento com o PIB, mas, ao contrário, os professores, assim como o conjunto dos servidores públicos, estão sofrendo um retrocesso salarial”, denuncia Eduardo Rolim de Oliveira, presidente do PROIFES.
Conforme Eduardo, “o fato é que o governo não negocia, desqualifica e desvaloriza o serviço público com sua política de contenção das contas públicas”. Embora o PROIFES tenha sempre apostado no diálogo, esclareceu, “como as inúmeras promessas feitas nas mesas de negociação ao longo do tempo foram sucessivamente descumpridas, a greve foi o único caminho para garantir nossos direitos”.
RETROCESSO
Entre os absurdos que chegaram a ser propostos pelo governo federal está a redução drástica dos adicionais de insalubridade e periculosidade, o que agravaria ainda mais o arrocho. “Felizmente conseguimos que o relator da Comissão Mista do Congresso, Eduardo Braga, retirasse essa mudança do texto”, lembra Eduardo. No caso dos médicos, o governo chegou a propor uma MP que dobrava a jornada de trabalho e mantinha os mesmos valores. Unida e mobilizada, a categoria foi à greve e derrotou o achincalhe.
“O fato é que ao priorizar o pagamento de juros e serviços da dívida ao sistema financeiro, em detrimento das políticas sociais, o governo tem contaminado e desfeito importantes políticas do governo Lula. Arrochar para sobrar recursos para o superávit primário vai na contramão das necessidades do país e do povo brasileiro”, reforça Pedro Armengol, diretor executivo da CUT e coordenador do setor público da CUT.
O fato é que para implementar a política de arrocho, a negociação foi substituída pela enrolação. “Vínhamos numa boa perspectiva de valorização dos serviços e dos servidores, com negociações e prazos sendo respeitados. Hoje temos visto sucessivas reuniões serem suspensas sem que o governo se posicione, o que só aumenta a frustração e estimula o movimento grevista”, acrescentou Eduardo.
Em relação à continuidade da paralisação nas várias universidades dirigidas pelo PROIFES, Eduardo lembra que haverá uma nova avaliação do comando do movimento na semana que vem. “Com a manutenção do quadro atual, sem negociação e sem proposta de solução, a tendência natural é a ampliação da greve”, concluiu.
Fonte: CUT
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Eduardo Galeano: como os EUA apagaram a memória do 1º de Maio






Chicago está cheia de fábricas. Existem fábricas até no centro da cidade, ao redor de um dos edifícios mais altos do mundo. Chicago está cheia de fábricas, Chicago está cheia de operários.

Ao chegar ao bairro de Heymarket, peço aos meus amigos que me mostrem o lugar onde foram enforcados, em 1886, aqueles operários que o mundo inteiro saúda a cada primeiro de maio.

– Deve ser por aqui – me dizem. Mas ninguém sabe. Não foi erguida nenhuma estátua em memória dos mártires de Chicago nem na cidade de Chicago. Nem estátua, nem monolito, nem placa de bronze, nem nada.

O primeiro de maio é o único dia verdadeiramente universal da humanidade inteira, o único dia no qual coincidem todas as histórias e todas as geografias, todas as línguas e as religiões e as culturas do mundo; mas nos Estados Unidos o primeiro de maio é um dia como qualquer outro. Nesse dia, as pessoas trabalham normalmente, e ninguém, ou quase ninguém, recorda que os direitos da classe operária não brotaram do vento, ou da mão de Deus ou do amo.

Após a inútil exploração de Heymarket, meus amigos me levam para conhecer a melhor livraria da cidade. E lá, por pura curiosidade, por pura casualidade, descubro um velho cartaz que está como que esperando por mim, metido entre muitos outros cartazes de música, rock e cinema.

O cartaz reproduz um provérbio da África: Até que os leões tenham seus próprios historiadores, as histórias de caçadas continuarão glorificando o caçador.

Retirado do "Livro dos Abraços"
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CUT lança plebiscito nacional pelo fim do imposto sindical


A partir da próxima segunda-feira, 26 de março, a CUT e suas entidades sindicais vão dar início ao Plebiscito Nacional Sobre o Fim do Imposto Sindical. Através do plebiscito, que será realizado até o dia 30 de abril, trabalhadores e trabalhadoras vão poder votar contra ou a favor do imposto sindical.


"Queremos envolver os trabalhadores e não só falar de nós [sindicalistas] para nós mesmos", diz o presidente da CUT, Artur Henrique.

Segundo o Ministério do Trabalho, em 2011 foi recolhido R$ 1,6 bilhão dos trabalhadores com o imposto. Pouco mais de R$ 115 milhões foram repassados às centrais. O resto é dividido entre sindicatos, federações e confederações e o Ministério do Trabalho.

A secretária nacional da Mulher Trabalhadora, Rosane da Silva, informou também que, ao fim do plebiscito, a CUT dará início, nas comemorações do 1º de Maio, à coleta de assinaturas em defesa da ratificação da Convenção 87 da OIT, que implementará liberdade e autonomia sindical no Brasil – fim da unicidade, liberdade para os trabalhadores decidirem como financiar seu sindicato e fim das práticas antissindicais, entre outros princípios.
“Os trabalhadores e trabalhadoras devem ter liberdade de escolher seu sindicato e o direito de aprovar em assembleia como seus sindicatos serão financiados”, explicou Rosane. A CUT defende que o imposto sindical seja substituído pela contribuição sobre a negociação coletiva, cuja cobrança será submetida a aprovação em assembleia.

CUT cobra explicações do governo sobre mudanças na CLT


A notícia de que o Ministério do Trabalho está terminando de formatar uma proposta de mudanças nas leis trabalhistas, que as flexibilizariam suprimindo direitos, para criar duas novas formas de contratação - a eventual e a por hora trabalhadas - exige uma tomada firme de posição. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) já se manifestou contrária a esta possibilidade e promete lutar para que não seja levada adiante qualquer proposta que caminhe nesta direção.
Abaixo a integra da notícia publicada na Carta Maior:

Por Najla Passos


A Central Única dos Trabalhadores (CUT) cobrou do governo federal, nesta segunda (5), explicações sobre a notícia, veiculada na edição de domingo (4) do jornal O Estado de S. Paulo, de que o executivo vai propor ao Congresso Nacional mudanças nas leis trabalhistas para criar duas novas formas de contratação: a eventual e a por hora trabalhada. 

“Causa no mínimo estranheza que, num governo democrático e popular, a maioria das centrais sindicais, entre elas a maior central sindical do país, fique sabendo de projetos como esse pelos jornais”, diz, em nota, o presidente nacional da CUT, Artur Henrique.

No documento, a central afirma que eventuais propostas de atualizar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), principal documento que regra as relações trabalhistas no país, “devem ter como objetivo a ampliação dos direitos dos trabalhadores e não a flexibilização desses direitos em nome de uma falsa ‘modernização’”.

O presidente da CUT reconhece que o Brasil vive, desde o início do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, um processo de retomada da geração de empregos com carteira assinada e um aumento da renda dos trabalhadores. 

“Hoje, mais de 52% da população ocupada tem carteira assinada e, portanto, acesso a todos os direitos e conquistas históricas da classe trabalhadora brasileira. Nos demais 48% estão inclusos a economia solidária, os micro e pequenos empreendedores donos do seu próprio negócio etc”, afirma.

Entretanto, Arthur Henrique ressalta que o país ainda possui um grande contingente de trabalhadores informais, sem acesso aos benefícios da legislação trabalhista. Para ele, esse deve o foco de medidas que avancem na formalização dos trabalhadores, como vem sendo cobrado pelo movimento sindical. 

“O que a CUT não vai permitir, em hipótese nenhuma, é um retrocesso no sentido de trocar a situação dos atuais trabalhadores formais por contratos eventuais ou em tempo parcial, aumentando assim a informalidade e não combatendo-a, como deve ser o papel de uma central sindical que defende os direitos dos trabalhadores”, acrescenta.

Para o presidente, o capítulo da CLT que precisa ser “modernizado” é o que diz respeito à organização sindical, “com o objetivo de fortalecer a negociação coletiva e o direito de greve, a liberdade e a democracia, acabando com as entidades sindicais fantasmas e de gaveta, substituindo o imposto sindical por uma contribuição aprovada pelos próprios trabalhadores em assembleias e acabando com a interferência do Estado (Executivo e Judiciário) na livre organização dos trabalhadores”.

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Vídeo da conversa há 32 anos entre dois sindicalistas sobre a criação do PT



Era uma conversa entre Lula e Olívio Dutra. O então dirigente bancário gaúcho acabara de sair da prisão por liderar a greve da categoria e o Sindicato que presidia ainda estava sob intervenção da ditadura militar. O então líder metalúrgico Lula, pelo telefone, fala com Olívio sobre o afastamento pela força do dirigente gaúcho do Sindicato, os limites das lutas econômicas e a relação disso tudo com a criação de um instrumento de ação política da classe trabalhadora. Falavam do nascimento do Partido dos Trabalhadores, há 32 anos. Vale à pena ver.
O vídeo é um fragmento do documentário "Jânio a 24 Quadros", de 1981, dirigido por Luis Alberto Pereira, documentário ficcional, distr. Globo Vídeo.

Twittaço em apoio a greve dos bancários


O Sindicato dos Bancários está em greve. Greve que entre as principais reivindicações, está o aumento salarial de 5% mais inflação do período, valorização do piso, PLR maior, fim da rotatividade, mais contratações, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, regulamentação do sistema financeiro nacional, mais segurança, igualdade de oportunidades entre outras reivindicações.
O lucro dos bancos cresceu 20,11% no primeiro semestre deste ano, um avanço de R$ 4,3 bilhões em relação ao mesmo período de 2010. Ostentando lucros astronômicos desta magnitude, não é razoável que os trabalhadores não recebam um aumento real e condições dignas de trabalho.
A ganância dos banqueiros não tem limites e como tentativa de enfraquecer a greve, contando com uma de suas principais aliadas, a mídia golpista, que em Porto Alegre tem a RBS a frente, não tem poupado esforços para deslegitimar a greve e enfraquecer o movimento.
As direções das instituições financeiras lançam uma série de rumores entre os trabalhadores. São diz-que-diz tentando enfraquecer a greve tendo por eco a mídia golpista.
O Sindicato alerta: toda informação confiável sobre a greve está nos veículos de comunicação da entidade, "O Bancário", o site http://www.sindbancarios.org.br, Twitter (@sindbancarios), facebook (/sindbancarios). Em caso de dúvida, ligue 3433-1200 ou fale com um dirigente sindical.

Como forma de ampliar a rede de apoio e solidariedade ao movimento, esta sendo organizando um twitaço nesta terça feira (04/10), às 21h, para mostrar que somos bancários e estamos em greve, lutando por melhores salários e por melhores condições de trabalho. Vamos dizer BASTA (!) também para todas as manobras midiáticas que se coloquem contra a luta dos trabalhadores.

Terça-feira (04/10), às 21h, twitaço com a tag #alorbssoubancarioestouemgreve
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Por um Estado equilibrado e pela previdência pública


Por Raul Pont

O projeto de lei do governo Tarso Genro sobre o regime previdenciário dos servidores públicos foi aprovado na Assembleia Legislativa por ser uma necessidade imperiosa das finanças públicas do Estado e tornar menos desigual e menos injusto o atual modelo.

Desde sua criação, o IPE sempre tratou das pensões e de um atendimento de saúde. Em alguns momentos, inclusive, ensaiou alguns investimentos imobiliários que foram desastrosos para o Instituto.

A aposentadoria dos servidores sempre foi paga pelo caixa do Tesouro e sem as adequações às leis federais que reformaram a Previdência. Com o passar dos anos foram acumulados déficits crescentes que hoje superam R$ 5 bilhões anuais. No governo Rigotto, em 2004, foi aprovada a alíquota de 11%, mas não foi estabelecida uma política de teto e nem o regime próprio foi plenamente organizado.

O projeto de lei aprovado não retira direitos nem, muito menos, tem caráter privatizante ou neoliberal. A Previdência continua pública, estatal. Sua gestão será do IPE com participação dos servidores e do Estado. A lei garante que os recursos do Fundo Previdenciário, que será criado para os servidores que ingressarem no Estado após a sua vigência, não irão para o SIAC (Caixa Único) e sua capitalização será via Banrisul, com regras e normas federais estabelecidas para fundos desta natureza.

Além da criação de um Fundo Previdenciário para os futuros servidores, a alíquota de desconto sofrerá pequena variação que incidirá, exclusivamente, sobre os salários acima do teto atual do regime geral da Previdência – R$ 3.689,66 – e não ultrapassará a alíquota de 14%.

Esta é uma proposta cabível, necessária e correta para a construção de um regime próprio de previdência que garante – diferente do regime geral do INSS – que as pessoas se aposentem com os salários que recebiam na ativa.

Não é justo, nem defensável, que sindicatos que se organizam para defender interesses comuns dos trabalhadores e lutam por princípios de solidariedade, aceitem e defendam o regime atual, que privilegia uma minoria com altíssimos salários, que mantém esses valores na inatividade e que só se sustenta com recursos orçamentários e não por previsibilidade atuarial das contribuições. A alíquota de 11% só entrou em vigor em 2004 e o déficit histórico acumulado, repito, supera hoje R$ 5 bilhões anuais.

Para a maioria esmagadora dos servidores não haverá nenhuma alteração de pagamento, de alíquota ou de recebimento previdenciário futuro.Não é verdade, igualmente, que não houve discussão sobre o tema, nem tempo para melhor conhecer a proposta.

Esse tema percorreu os quatro anos do governo Rigotto e os outros quatro do governo Yeda. O PL 393/2007 sofria críticas dos sindicatos e nossas, pois previa a criação de uma previdência complementar privada. O PL não unificou nem a Bancada governista e ficou quatro anos nas comissões da Assembleia sem ir ao plenário.

Os sindicatos que criticaram o projeto do governo Tarso não apresentaram nenhuma alternativa, nenhuma proposta nova, capaz de mudar a situação atual. Reunimos com os sindicatos em plenárias organizadas pela CUT e com os sindicalistas do PT que atuam no movimento. Em nenhuma dessas oportunidades foram apresentadas alternativas. Apenas a rejeição ao projeto do governo Tarso Genro e a manutenção de um regime previdenciário carregado de privilégios e vantagens para poucos e sustentado com orçamento público que falta para a saúde, educação e assistência social.

Por fim, não aceitamos os argumentos desleais, não verdadeiros, que desinformam e não apresentam os dados daquilo que foi efetivamente votado na Assembleia Legislativa.

Ao não distinguir o atual governo dos anteriores, ao não reconhecer a diferença entre partidos que sempre estiveram ao lado dos servidores daqueles que sempre praticaram arrocho salarial e repressão policial, os dirigentes sindicais que nos atacaram e ofenderam cometem um profundo desserviço à formação política de suas categorias profissionais.

Os números, a conferência dos contracheques e a realidade da vida e da luta política-sindical serão suficientes para recompor a verdade.

*Raul Pont, deputado estadual e presidente do PT/RS
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Movimentos sociais vão para as ruas em 6 de julho para pressionar por mais mudanças no Brasil



6 de Julho é Dia Nacional de Mobilização. Organizada pela CUT, MST, Central de Movimentos Populares, Marcha Mundial de Mulheres, Via Campesina e um conjunto de movimentos sociais. Milhares de trabalhadores vão realizar, em diversas cidades do Brasil, atos de rua, paralisações em empresas de todos os setores e no serviço público, passeatas, panfletagens e protestos.

Essas mobilizações estão sendo chamadas para mostrar que a maioria da população quer mais mudanças no Brasil. As mobilizações do dia 6 de julho têm como objetivo pressionar os patrões e o governo federal, os governos estaduais, as prefeituras, os deputados e os senadores para que eles atendam as reivindicações e promovam as mudanças.

As mudanças defendidas pelos movimentos sociais:

- aumentos reais de salário neste segundo semestre
- menos impostos para quem vive apenas do salário ou da aposentadoria
- todos os direitos trabalhistas para quem é terceirizado
- fim do fator previdenciário
- melhores aumentos para todas as aposentadorias
- trabalho decente para todos
- que as empresas e os bancos sejam proibidos de dar dinheiro para candidatos a cargos políticos
- que 10% do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil sejam investidos em educação pública
- comida mais barata para o povo. Isso só será possível com reforma agrária e apoio aos pequenos produtores agrícolas
- redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salário
- fim da violência na área rural e nas florestas
- fim do imposto sindical e liberdade para os trabalhadores decidirem como e quando financiar seu sindicato
- que os aeroportos não sejam privatizados
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Com informações da CUT
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Animação: "Maio, Nosso Maio"


Maio, Nosso Maio from farid on Vimeo.

Feita com Software Livre e em um processo coletivo, a animação "Maio Nosso Maio" apresenta de forma leve e compromissada uma leitura histórica que resgata o sentido original do Dia dos Trabalhadores.

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1º de Maio é dia internacional de luta!



Por Expedito Solaney

No dia 1º de Maio de 1886, em Chicago, nos Estados Unidos, o Congresso Operário de Baltimore decreta greve geral pelas 8 horas de jornada diária de trabalho. Dois dias depois a polícia reprime as manifestações e seis operários são mortos. A greve continua nos dias seguintes e a repressão aumenta com dezenas de mortos, sindicatos incendiados e milhares de trabalhadores são presos. Dois anos depois, oito dirigentes sindicais são condenados, sendo cinco à forca, dois à prisão perpétua e um a quinze anos de prisão. Em 1889, a central sindical AFL convoca nova greve geral para o 1º de Maio. Em 1890, como forma de homenagear esses trabalhadores, a II Internacional resolve convocar para o dia 1º de maio manifestações a favor da redução da jornada de trabalho que, a partir daí, tornou-se uma tradição para o movimento operário internacional. Em 1892, o processo contra os oito sindicalistas é anulado por comprovada fraude.

Em 2011, em Wisconsin, estado do centro-norte dos Estados Unidos assistimos atualmente uma onda de mobilizações impulsionadas, principalmente, pelos trabalhadores do serviço público. O governador Scott Walker, com a justificativa de contar o déficit fiscal do estado, iniciou uma série de medidas de corte no orçamento (U$ 1,6 bi) e ações antissindicais como a proibição de organização sindical e acordos coletivos para o funcionalismo público do estado. Em resposta, trabalhadores e trabalhadoras saíram às ruas em grandes manifestações de repúdio que culminaram na ocupação do palácio do governo. Essas medidas governamentais se reproduziram em vários estados, gerando também manifestações sindicais e populares que estão em curso.

Também em 2011, na Tunísia, depois que um jovem vendedor de frutas colocou fogo no próprio corpo por ser impedido de tentar ganhar o sustento de sua própria vida, veio à tona revoltas populares que se estenderam pelo norte da África e em diversos países do Oriente Médio que desvelaram as duras condições de vida e de trabalho em países sob ditaduras protegidas pelos países capitalistas centrais exploradores de suas riquezas. Neste sentido, a primavera árabe veio com muita força popular e insurrecional.

Na Europa, greves gerais explodiram na Grécia, Espanha e em Portugal contra as medidas de ajuste fiscal neoliberal. Na França, ondas de manifestações ocorreram contra o aumento da idade mínima para aposentadoria.

Ainda que estejamos num momento histórico distinto do final do século XIX, a voracidade do capital é parecida. Tanto lá como cá, a exploração dos trabalhadores é intensa. Essas ondas de manifestações que ocorrem por distintas partes do mundo são prova disso. Se durante boa parte do século XX a existência de bloco socialista serviu de contraposição ao avanço do capital e o obrigou a “ceder os anéis para não perder os dedos” com as políticas de bem estar social na Europa, agora, sem a “ameaça comunista”, esses direitos são paulatinamente retirados e a sanha neocolonial ronda o mundo novamente. Nos Estados Unidos a repressão sobre qualquer tipo de organização sindical e popular também continua, enquanto a pobreza nessa potência econômica mundial atinge seus maiores patamares.

Na América Latina, há mais de uma década movimentos de contestação às políticas neoliberais foram traduzidas em eleições de governos de esquerda e centro-esquerda, contribuindo para a melhoria das condições de vida e de trabalho de suas populações, ainda que em graus diferenciados. A grande questão ainda não respondida e que devemos apostar todas as fichas é se esse processo contribuirá para o avanço na perspectiva da transformação socialista. A existência e o fortalecimento de setores socialistas no interior desses países são de fundamental importância. Portanto, a batalha a ser travada pelos socialistas é dupla: defender o processo em curso e pressionar os governos para ampliação dos direitos dos trabalhadores, por reformas estruturais que alterem as relações de propriedade e riqueza e ampliação de políticas públicas e sociais.

No Brasil, nesse 1º de maio, a CUT organiza sua manifestação com o lema Liberdade e Autonomia Sindical, reforçando a campanha pelo fim do imposto sindical. Infelizmente, parte do movimento sindical pelego no Brasil sobrevive apenas desse recurso que, junto com a estrutura sindical existente, colabora para sua burocratização. A Convenção 87 da OIT, a única convenção fundamental não ratificada pelo Brasil, é pauta de luta prioritária da CUT. Além da mobilização junto às categorias cutistas, faremos uma forte pressão para que o governo finalmente atenda essa luta histórica. Defendemos que a organização da classe trabalhadora deve ser obra da livre iniciativa dos trabalhadores, sem tutela de patrões nem de governos.

Vamos à Luta!! Viva a Classe Trabalhadora!!


*Expedito Solaney é Secretário Nacional de Políticas Sociais da CUT

Vaccarezza - amigo da Veja e inimigo dos trabalhadores



Presidente da CUT diz que Vaccarezza (PT-SP) "amarelou" na Veja



O presidente da CUT, Artur Henrique, passa, no seu blog, um sabão digno de nota no deputado federal Cândido Vaccarezza. O petista quer ser presidente da Câmara e deu uma entrevista à Veja onde faz críticas à pauta do movimento sindical.


por Renato Rovai, em seu blog


Provavelmente a estratégia de Vaccarezza foi a de agradar o bloco conservador. E ele deve ter atingido esse objetivo. Por outro lado, pelo tom do texto de Artur, sua candidatura vai ter oposição forte de setores ligados ao movimento sindical.


A curiosidade do caso é que Vaccarezza deve ter se elegido com votos de pessoas que imaginavam que ele pensava exatamente o oposto do que disse à Veja. Duvido, por exemplo, que ele tenha feito campanha dizendo que era a favor da idade mínima para que o trabalhador se aposentasse. Fez deputado? O senhor foi honesto com o seu eleitor?


A secretária Nacional de Comunicação da CUT e da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), Rosane Bertotti, também publicou no site da CUT um artigo incisivo, não apenas criticando as posições de Vaccarezza, mas principalmente denunciando a cumplicidade daqueles que aceitam participar do jogo da revista concedendo entrevistas a este publicação que ela qualifica como "um panfleto político-ideológico-mercadológico, porta-voz dos interesses mais retrógrados de uma ínfima minoria, elitista e preconceituosa, contra tudo o que seja autenticamente nacional e popular".




Segue texto do Artur.


Vaccarezza amarelou na Veja


O deputado Cândido Vaccarezza deu uma entrevista à revista Veja e disse que a pauta sindical tem de mudar. Para nós, quem tem de mudar é o Vaccarezza.

A Executiva Nacional da CUT, que se reúne amanhã em São Paulo, vai refletir sobre a entrevista e deve se pronunciar oficialmente sobre seu conteúdo.

Mas algumas considerações já são possíveis.

O deputado disse que o movimento sindical é contra qualquer mudança. De que mundo veio o Vaccarezza? O movimento sindical, especialmente a CUT, já deu numerosas demonstrações de sua capacidade propositiva para mudar a realidade e as relações a seu redor. Crédito consignado, política de valorização do salário mínimo e agenda positiva no combate à crise são alguns exemplos mais recentes.

E nunca tivemos medo de debater mudanças. Continuamos defendendo a reforma sindical – organização por local de trabalho, convenção 87 e fim do imposto sindical – para que se possa, depois, alterar a legislação trabalhista.

E atenção Vaccarezza: a reforma sindical está parada na Câmara dos Deputados desde 2005.

Como o próprio Vaccarezza disse na entrevista: a Câmara não pode ser um obstáculo às mudanças.

Ele também criticou a multa de 40% na rescisão contratual, indicando-a como custo impeditivo à formalidade no mercado de trabalho.

Quer discutir isso, especialmente na condição de deputado? Vamos lá: pressione o Congresso para apreciar e aprovar a ratificação da Convenção 158 da OIT, que tramita por lá desde fevereiro de 2008.

A 158 colocaria rédeas na absurdamente alta rotatividade que existe no mercado de trabalho brasileiro – e que a multa de 40%, em tese, deveria conter.

Nosso nobre parlamentar também critica as contribuições ao INSS e as classifica como “custos” abusivos para o empresariado.

Nós não. Sugerimos a leitura da Constituição no capítulo que fala de seguridade social. Conquista do povo, instrumento de justiça – vejam só a falta que um sistema semelhante está fazendo nos EUA – a seguridade social não é custo. Aliás, a importância da seguridade no combate à miséria foi um ponto crucial durante o processo eleitoral.

Mesmo assim, se queremos desonerar a folha de pagamentos, por que não passar a cobrar a contribuição para o INSS sobre o faturamento das empresas? Incentivaríamos as atividades que mais empregam e ainda manteríamos o financiamento do sistema.

E, naquilo que mais parece uma tentativa de minimizar a importância do tema em questão, a reforma trabalhista, o deputado cita bizonhices como a obrigatoriedade de existir banquinhos para os funcionários de lojas ou a exigência de pé direito de três metros no ambiente de trabalho como provas da obsolescência da CLT.

Ele deve saber que a luta e o processo histórico fazem a legislação. Temas como o banquinho e o pé direito estão superados e a existência deles na CLT pouco importa. Se é para mudar essas coisas, nem precisava ter dado a entrevista. O que ele não falou, e que está por trás da proposta, é o que nos preocupa.

Vaccarezza discorre também sobre Previdência, e chega ao absurdo de defender a existência de idade mínima para aposentadoria. É preciso lembrar ao prezado deputado que, num país onde a maioria das pessoas começa a trabalhar muito cedo, a exigência de idade mínima seria uma injustiça.

Como deputado ele deve se lembrar que foram seus colegas que não levaram adiante a proposta de superação do fator previdenciário através da fórmula 85/95 – um projeto feito em conjunto com a maioria das centrais e que, entre outros méritos, pensa o financiamento futuro da Previdência com muita responsabilidade.

O projeto está parado na Câmara.

Há outros projetos de mudança parados no parlamento. A regulamentação da terceirização é um deles. A redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais é outro. A PEC contra o trabalho escravo também está na lista dos projetos à espera de votação no Congresso.

Enfim, a Câmara não pode ser obstáculo para as mudanças. Muda, Vaccarezza

CUT repudia jornalista da RBS


por CUT

CUT repudia jornalista da RBS, que chama de vadios e vagabundos quem defende a redução da jornada.
Um movimento de centenas de vadios, de vagabundos da vida.  Esta foi a definição dada pelo jornalista Luiz Carlos Prates à campanha nacional pela redução da jornada de trabalho, no programa Jornal do Almoço, exibido pela RBS no dia 19/02.
Com esta e outras declarações do tipo, o jornalista insulta publicamente todos os homens e mulheres que cotidianamente lutam por avanços nos direitos da classe trabalhadora em busca de uma sociedade justa, solidária e igualitária. Não bastando os insultos, Prates mente ao afirmar que a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais não gerará postos de trabalho e ofende os trabalhadores que estão sem emprego, afirmando que só estão desempregados porque não têm qualificação ou não têm ânimo para o trabalho.
Raivoso, Prates finaliza dizendo que se não houver reação por parte do empresariado e dos investidores que, segundo ele, são os responsáveis “pelo o país ainda estar de pé”, o atual governo quebra o país.
A CUT lamenta que pensamentos como estes, que não se baseiam em nada além do ódio de parte das elites em relação aos trabalhadores, aos movimentos sociais e a tudo que é democrático e popular, ainda se perpetuem em pleno século XXI e continuem a ser disseminados pelos veículos de comunicação.
Não é preciso ir muito longe para constatarmos que estas manifestações são de tempos em tempos recorrentes. Em 1988, ano em que a jornada semanal de trabalho foi reduzida constitucionalmente de 48 para 44 horas semanais, representantes das elites conservadoras e reacionárias vociferaram que a redução significaria uma tragédia para o Brasil, como fez Luiz Prates na RBS. Porém, nada aconteceu em decorrência da jornada menor, e é fato comprovado que os problemas econômicos que o Brasil enfrentou nos períodos seguintes, em nada tiveram ligação com as 44 horas.
Obviamente declarações como as feitas por Prates tentam ocultar benefícios que a redução da jornada trará para a maioria da sociedade e para desenvolvimento econômico do Brasil. Um dos benefícios é a possibilidade de os trabalhadores e trabalhadoras se qualificarem ainda mais, seja educacional e profissionalmente. Atualmente, as extensas jornadas não permitem isso. Caso do setor de comércio e serviços, onde a média semanal é de até 56 horas em São Paulo, segundo o Dieese.
A redução da jornada de trabalho sem redução de salários, além de gerar mais de 2 milhões de empregos, como demonstram os estudos do Dieese, também possibilita a melhoraria da qualidade de vida, já que os trabalhadores/as terão mais tempo para o convívio familiar, para o lazer, para atividades sociais e culturais tão importantes para a vida e para o país que se desenvolverá ainda mais com o aumento do consumo e da produção.
Portanto, trata-se de uma luta hegemônica, de evidente luta de classes que a elite conservadora acirra ainda mais neste ano de eleições, na tentativa de impedir a continuidade do projeto democrático-popular iniciado no atual governo e aprovado pela maioria da população. De um lado está esta elite, defensora dos interesses de parte dos empresários – representantes do retrocesso, do lucro a todo custo, da não distribuição de renda – e, de outro, os movimentos sociais organizados, representando os interesses dos trabalhadores e das trabalhadoras, das pessoas que de fato constroem o país e de todos os que lutam por uma sociedade justa, igualitária, com distribuição de renda, trabalho e direitos.


Em Porto Alegre, professores fazem vigília no Piratini


Professores da rede pública estadual iniciaram, nesta quarta-feira (19), uma vigília em frente ao Palácio Piratini, em Porto Alegre (RS). Eles exigiam uma reunião com o governo do estado, a fim de negociar o corte do ponto.
No final do dia, representantes do governo e da Secretaria Estadual de Educação receberam lideranças do Cpers Sindicato no Centro Administrativo. No entanto, depois de quase duas horas de reunião não houve acordo. O governo quer descontar o ponto dos grevistas.
A presidente do Cpers Sindicato, Rejane de Oliveira, reclama que a secretária Mariza Abreu quer penalizar os professores por causa da greve. Ela não vê outro motivo para descontar os dias parados, pois as aulas serão recuperadas. Também defende a retirada do projeto da Assembléia.
"Já fizemos todos os movimentos necessários, a Assembléia Legislativa já fez todos os movimentos necessários para nos dar a garantia de que não votarão o projeto. Portanto, esse projeto já foi derrotado. Cabe agora ao governo retirá-lo e negociar com a categoria", diz.
Com a decisão, a secretária Abreu cumpre o decreto recentemente assinado pela governadora Yeda Crusius, de que iria cortar o ponto de grevistas.
A vigília iniciou às 8h30. Além do protesto, os professores também foram à Assembléia Legislativa arrecadar mais adesões de deputados a fim de não votar o projeto do piso enviado pela governadora. Até o momento, 34 deputados e todas as bancadas dos partidos se comprometeram a não aprovar. Os trabalhadores devem seguir mobilizados.
Cartum: Bier
Texto: Agência Chasque

Trabalhadores entram na justiça contra Elite

Os funcionários da empresa Elite Indústria de Injetados, localizada da cidade de Novo Hamburgo (RS), entraram com uma ação coletiva da Justiça contra o que seria um ato de repressão a qualquer tipo de mobilização trabalhista. No último da 28 Julho a empresa demitiu 15 funcionários. A atitude foi tomada porque os trabalhadores realizaram uma paralização de três dias para reivindicar reajuste salarial, protestar contra as demissões que já vinham sendo feitas arbitrariamente e outras atitudes coercivas.
Segundo o secretário do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Material Plástico e Resinas Sintéticas de Novo Hamburgo (Sindiplast), José Carlos Madeira, a empresa em nenhum momento quis negociar a não demissão dos trabalhadores, mas propôs retirar a justa causa, se os trabalhadores abrissem mão dos 40% de multa do Fundo de Garantia.
“Se nós fizéssemos esse acordo, nós estaríamos premiando a empresa e inclusive incentivando a continuar com essas práticas. Então não houve consenso porque isso seria extremamente contraditório”
José informa que outros sindicatos da região estão realocando os trabalhadores demitidos em outras empresas. Para ajudar a superar o momento de crise, um assentamento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) se comprometeu também em fornecer cestas básicas para os trabalhadores pelo preço de custo que será pago pela Sindiplast.

De São Paulo, da Radioagência NP, Juliano Domingues.

Lula promete a centrais enviar ao Congresso projeto que dificulta demissão sem justa causa

O governo vai enviar ao Congresso um projeto que ratifica uma decisão da OIT (Organização Internacional do Trabalho) que dificulta a demissão sem justa causa. A idéia da proposta é estabelecer regras claras --que devem ser seguidas pelos empregadores-- para a demissão.

A regulamentação será definida conjuntamente pelo governo, centrais sindicais e integrantes do governo.

A decisão foi tomada hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante reunião com representantes de seis centrais sindicais, no Palácio do Planalto. Na conversa, o presidente teria garantido que a proposta será enviada ao Congresso assim que for encerrada a votação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).

Segundo as centrais sindicais, os patrões só poderão demitir, por exemplo, se tiverem problemas financeiros, fechado um acordo com os sindicatos ou mudarem de endereço --e por isso necessitarem abrir mão de funcionários naquela localidade.

Os representantes das centrais sindicais comemoraram o encaminhamento da proposta. Segundo eles, será um avanço para o país e os trabalhadores. "A proposta cria um obstáculo porque antes de demitir os patrões terão de verificar se podem demitir", afirmou o presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Artur Henrique.

Na conversa com os sindicalistas, o presidente disse ainda que o governo também deverá enviar a proposta de ratificação que assegura o direito de negociação sindical aos servidores.

Na prática, isso garantirá que os funcionários públicos possam ter um representante para negociar em nome deles, o que não ocorre atualmente.

Outra medida que será enviada ao Congresso é a proposta que assegura aos empregados das empresas estatais federais o direito de eleger um representante para os conselhos de administração das empresas.

De acordo com os sindicalistas, Lula afirmou que as negociações com as centrais sindicais serão mantidas, mas por enquanto a lista de reivindicações atendida se limitará a esses três itens.


Fonte: Folha On Line

Greve contra mudanças no sistema previdenciário paralisa a França

Os transportes públicos foram fortemente prejudicados nesta quinta-feira (18) na França por causa de uma greve contra o fim dos regimes especiais de aposentadoria, primeira proposta de mudança no sistema previdenciário apresentada pelo presidente Nicolas Sarkozy.

Esta é a greve mais importante dos transportes desde 1995.
Apesar da greve, o governo mantém a sua vontade de modificar o regime especial de algumas profissões, que para obter a aposentadoria deverão trabalhar 40 anos, e não mais 37,5 como hoje. A medida afeta 1,1 milhão de aposentados e 500 mil trabalhadores na ativa na companhia de ferrovias SNCF, na rede de transporte urbano de Paris RATP, nas empresas de energia Electricité de France e Gaz de France e nos cartórios.


Os oito sindicatos de transportes convocaram a greve em conjunto, assim como os seis sindicatos do metrô parisiense e cinco das federações do setor de Energia.Os sistemas ferroviário e metroviário foram prejudicados já no início da manhã.
Além da capital, outras grandes cidades francesas, entre elas Marselha (sul) e Lyon (leste), foram afetadas pela praralisação.Os únicos locais com funcionamento normal eram os aeroportos de Paris.


Para tentar driblar a falta de transportes públicos, os franceses recorreram a planos alternativos, como compartilhar carros, andar de bicicletas, caminhar ou simplesmente permanecer em casa.


Os sindicatos do setor de Energia também aderiram à greve, especialmente na Electricité de France (EDF) e Gaz de France (GDF), duas empresas muito afetadas pela reforma dos regimes especiais de aposentadoria.