Viúva de Che Guevara publicará suas memórias em Cuba
A viúva do revolucionário Ernesto "Che" Guevara, Aleida March de la Torre, prepara em Cuba a publicação do livro de memórias "Evocaciones", em que narra a vida com o lendário guerrilheiro argentino. A professora e ex-guerrilheira de 71 anos, que vive em Havana e dirige o Centro de Estudos Che Guevara, explicou hoje ao portal cubano "Cubasí" que o livro, publicado em maio na Itália, será editado em Cuba em março de 2008.
Aleida conheceu Che quando ele combatia junto ao Movimento 26 de Julho contra a ditadura de Fulgencio Batista em Cuba. Após a vitória da revolução liderada por Fidel Castro, em 1959, os dois se casaram e tiveram quatro filhos.
No livro, que inclui textos inéditos de Che, Aleida lembra seu primeiro encontro com o marido no acampamento da Sierra del Escambray, a luta revolucionária, sua vida em comum, suas responsabilidades políticas com a revolução e suas últimas aventuras guerrilheiras na África e na Bolívia.
Ainda reticente, sem dar entrevistas nem fazer comentários sobre sua vida com o guerrilheiro, Aleida March confessa que 'devia isso a meus filhos e comecei a deixar registro das minhas lembranças'.
"Em 'Evocaciones' estão minhas recordações. Não tenho vocação para escritora; deixei em preto e branco minhas lembranças mais queridas. Espero que quem ler minhas notas aprecie quanto esforço e dedicação fiz das minhas cartas, minhas poesias que até agora guardava muito dentro de mim", continua.
No prólogo do texto, o intelectual cubano Alfredo Guevara exalta a autenticidade das memórias e afirma que Aleida soube "como e o que devia calar e esconder no pudor ou comedimento, e quando se desgarrar e se entregar, entregar tudo."
Ernesto Guevara se casou em primeiras núpcias com a peruana Hilda Gadea, com quem teve uma filha, Hildita, e se divorciou.
O anúncio da publicação das memórias da viúva de Che coincide com os preparativos das homenagens organizadas em Cuba em lembrança do 40º aniversário de sua morte na Bolívia.
Fonte: Folha Online
Fogaça troca de camisa de novo
O prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, está mudando de partido mais uma vez. Em nota oficial, divulgada no início da tarde, Fogaça confirmou que deixa o PPS para voltar ao PMDB. Há seis anos, o ex-senador deixou o PMDB junto com o grupo ligado ao ex-governador Antônio Britto para ingressar no Partido Popular Socialista. Segundo Fogaça, trata-se de uma “decisão pessoal que busca regressar às suas raízes políticas”. Na verdade, o atual prefeito busca a estrutura e o tempo de televisão do PMDB para tentar a reeleição no ano que vem. O presidente do PPS de Porto Alegre, Paulo Odone, disse que respeita a decisão e que não alimenta nenhum ressentimento, mas que Fogaça está saindo sozinho. “Ele vai ter uma sigla maior com mais estrutura e mais tempo de televisão. O PPS é um partido pequeno. Isso o eleitor entende”, disse Odone. Fogaça assina ficha no PMDB e viaja amanhã para a Alemanha.Privatização da Amazônia é lamentável, afirma Aziz Ab’Saber
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, destacou nesta segunda-feira (24) numa conferência da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, a privatização de áreas da floresta amazônica. A primeira área a ser licitada fica na região do Jamari (RO). A unidade possui 220 mil hectares, dos quais 90 mil hectares serão privatizados.Inacreditável: Americanos "plantam" iscas e fuzilam iraquianos
Documentos obtidos pelo jornal Washington Post mostram que um certo Grupo de Guerra Assimétrica, do Pentágono, desenvolveu uma nova tática de combate aos insurgentes no Iraque.5 de outubro: movimentos vão às ruas exigir transparência nas concessões de rádio e TV
Você sabia que nenhum canal poderia usar mais de 25% do seu tempo com publicidade comercial, mas que se você ligar a TV achará verdadeiros supermercados eletrônicos? Você sabia que há rádios comerciais com outorgas vencidas há 17 anos? Você sabia que pela Constituição deputadores e senadores não poderiam ser donos ou diretores de emissoras de rádio ou TV? Tudo isso já está na lei, mas hoje não há controle nem fiscalização. São freqüentes as irregularidades no uso e posse das concessões de rádio e TV.Para mudar este cenário, a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), que reúne as principais entidades populares e sindicais brasileiras, decidiu aproveitar o dia 5 de outubro, data que vence o prazo das concessões públicas de várias emissoras privadas da televisão brasileira, para realizar manifestações em todo o país contra as ilegalidades existentes neste processo de renovação das outorgas das redes. Será uma data com enorme significado para todos os que lutam contra a ditadura da mídia e pela democratização das comunicações no país.
R$ 14,5 milhões custará a mudança da Yeda
A governadora Yeda Crusius (PSDB) não quer mais trabalhar no Palácio Piratini e decidiu mudar-se para o Centro Administrativo do Estado. Para tanto, determinou a realização de uma reforma dos 21 andares do prédio que custará mais de R$ 14,5 milhões. Yeda quer deixar de despachar no Piratini até o final de novembro e pretende deixar o mesmo apenas para cerimônias oficiais. Um grupo de técnicos está encarregado da obra que envolverá mudança de estrutura, reforma de gabinetes e readequação de departamentos.Ao tentar justificar o gasto de mais de R$ 14,5 milhões, o diretor do Centro Administrativo, Paulo Ott, disse que o Estado economizará em aluguéis de algumas unidades administrativas que se mudarão também para o Centro Administrativo. Ott não especificou que unidades são essas e quanto o governo gasta atualmente de aluguel com elas. O motivo central da reforma, no entanto, é mesmo o desejo da governadora de deixar o Palácio Piratini. Até agora, o secretário da Fazenda, Aod Cunha, não se manifestou sobre a prioridade dessa obra no momento em que o Estado atravessa uma grave crise financeira.
E, por falar em obras, até julho deste ano, o governo Yeda Crusius “investiu”, em habitação, a singela soma de R$ 1.155,00.
Fora, povo!
Por Luis Fernando Veríssimo
Pesquisa recente concluiu que a elite brasileira é mais moderna, ética, tolerante e inteligente do que o resto da população. Nossa elite, tão atacada através dos tempos, pode se sentir desagravada com o resultado do estudo, embora este tenha sido até modesto nas suas conclusões. Faltou dizer que, além das suas outras virtudes, a elite brasileira é mais
bem-vestida do que as classes inferiores, tem melhor gosto e melhor educação, é melhor companhia em acontecimentos sociais e é incomparavelmente mais saudável. E que dentes!
A pesquisa reforça uma tese que tenho há anos, segundo a qual o Brasil,
para dar certo, precisa trocar de povo. Esse que está aí é de péssima
qualidade. Não sei qual seria a solução. Talvez alguma forma de
terceirização, substituindo-se o que existe por algo mais escandinavo. As
campanhas assistencialistas que tentam melhorar a qualidade do povo atual
só a pioram, pois, se por um lado não ajudam muito, pelo outro o encorajam
a continuar existindo. E pior, se multiplicando. Do que adianta botar
comida no prato do povo e não ensinar a correta colocação dos talheres, ou
a escolha de tópicos interessantes para comentar durante a refeição? Tente
levar o povo a um restaurante da moda e prepare-se para um vexame. O povo
brasileiro só envergonha a sua elite.
Se não tivéssemos um povo tão inferior, nossos índices sociais e de
desenvolvimento seriam outros. Estaríamos no Primeiro Mundo em vez de
empatados com Botsuana. São, sabidamente, as estatísticas de subemprego,
subabitação e outros maus hábitos do povo que nos fazem passar vergonha.
Que contraste com a elite. Jamais se verá alguém da elite brigando e
fazendo um papelão numa fila do SUS como o povo, por exemplo. Mas o que
fazer? Elegância e discrição não se ensina. Classe você tem ou não tem. Mas
o contraste é chocante, mesmo assim. Esse povo, decididamente, não serve.
Se ao menos as bolsas-família fossem Vuitton...
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História: Rede Globo agora prega censura a livro didático
O professor de História Mario Schmidt e a editora Nova Geração divulgaram nesta quarta-feira (19) nota em que rebatem a campanha da mídia – capitaneada pelas Organizações Globo – contra o livro didático Nova História Crítica, distribuído em escolas públicas a partir de seleção feita pelos próprios professores.A resposta de Schmidt e da editora é especialmente dirigida a Ali Kamel, diretor executivo da Rede Globo e autor de raivoso artigo contra o livro, publicado na edição de terça (18) do jornal O Globo.
Veja a íntegra da nota:
O livro de história que Kamel difamou
A respeito do artigo do jornalista Ali Kamel no jornal O Globo de 18 de setembro de 2007 sobre o volume de 8ª série da obra Nova História Crítica, de Mario Schmidt, o autor e a Editora Nova Geração comentam: Nova História Crítica da Editora Nova Geração não é o único nem o primeiro livro didático brasileiro que questiona a permanência de estruturas injustas e que enfoca os conflitos sociais em nossa história. Entretanto, é com orgulho que constatamos que nenhuma outra obra havia provocado reação tão direta e tão agressiva de uma das maiores empresas privadas de comunicação do país.
Compreendemos que o sr. Ali Kamel, que ocupa cargo executivo de destaque nas Organizações Globo, possa ter restrições às posturas críticas de nossa obra. Compreendemos até que ele possa querer os livros didáticos que façam crer 'que socialismo é mau e a solução para tudo é o capitalismo'. Certamente, nossas visões políticas diferem das visões do sr. Ali Kamel e dos proprietários da empresa que o contratou. O que não aceitamos é que, em nome da defesa da liberdade individual, ele aparentemente sugira a abolição dessas liberdades.
Não publicamos livros para fazer crer nisso ou naquilo, mas para despertar nos estudantes a capacidade crítica de ver além das aparências e de levar em conta múltiplos aspectos da realidade. Nosso grande ideal não é o de Stálin ou de Mao Tsetung, mas o de Kant: que os indivíduos possam pensar por conta própria, sem serem guiados por outros.
Assim, em primeiro lugar exigimos respeito. Nós jamais acusaríamos o sr. Kamel de ser racista apenas porque tentou argumentar racionalmente contra o sistema de cotas nas universidades brasileiras. E por isso mesmo estranhamos que ele, no seu inegável direito de questionar obras didáticas que não façam elogios irrestritos à isenção do Jornal Nacional, tenha precisado editar passagens de modo a apresentar Nova História Crítica como ridículo manual de catecismo marxista. Selecionar trechos e isolá-los do contexto talvez fosse técnica de manipulação ultrapassada, restrita aos tempos das edições dos debates presidenciais na tevê. Mas o artigo do sr. Ali Kamel parece reavivar esse procedimento.
Ele escolheu os trechos que revelariam as supostas inclinações stalinistas ou maoístas do autor de Nova História Crítica. Por exemplo, omitiu partes como estas: “A URSS era uma ditadura. O Partido Comunista tomava todas as decisões importantes. As eleições eram apenas uma encenação (...). Quem criticasse o governo ia para a prisão. (...) Em vez da eficácia econômica havia mesmo era uma administração confusa e lenta. (...) Milhares e milhares de indivíduos foram enviados a campos de trabalho forçado na Sibéria, os terríveis Gulags. Muita gente foi torturada até a morte pelos guardas stalinistas...” (pp. 63-65).
Ali Kamel perguntou por onde seria possível as crianças saberem das insanidades da Revolução Chinesa. Ora, bastaria ter encontrado trechos como estes: “O Grande Salto para a Frente tinha fracassado. O resultado foi uma terrível epidemia de fome que dizimou milhares de pessoas. (...) Mao (...) agiu de forma parecida com Stálin, perseguindo os opositores e utilizando recursos de propaganda para criar a imagem oficial de que era infalível.” (p. 191) “Ouvir uma fita com rock ocidental podia levar alguém a freqüentar um campo de reeducação política. (...) Nas universidades, as vagas eram reservadas para os que demonstravam maior desempenho nas lutas políticas. (...) Antigos dirigentes eram arrancados do poder e humilhados por multidões de adolescentes que consideravam o fato de a pessoa ter 60 ou 70 anos ser suficiente para ela não ter nada a acrescentar ao país...” (p. 247)
Os livros didáticos adquiridos pelo MEC são escolhidos apenas pelos professores das escolas públicas. Não há interferência alguma de funcionários do Ministério.
O sr. Ali Kamel tem o direito de não gostar de certos livros didáticos. Mas por que ele julga que sua capacidade de escolha deveria prevalecer sobre a de dezenas de milhares de professores? Seria ele mais capacitado para reconhecer obras didáticas de valor? E, se os milhares de professores que fazem a escolha, escolhem errado (conforme os critérios do sr. Ali Kamel), o que o MEC deveria fazer com esses professores? Demiti-los? Obrigá-los a adotar os livros preferidos pelas Organizações Globo? Internar os professores da rede pública em Gulags, campos de reeducação ideológica forçada para professores com simpatia pela esquerda política? Ou agir como em 1964?
Trabalho da Constituinte avança na Bolívia
Há um razoável consenso que o prazo para aprovar a nova Constituição da Bolívia tenha que ser adiado, pois os trabalhos não se concluíram até o dia seis de agosto, prazo de um ano, conforme previsto inicialmente. Isto ocorreu, principalmente, pela paralisia dos trabalhos enquanto não se encontrava uma fórmula que permitisse aprovar os itens mais polêmicos da nova Constituição. É provável que o novo prazo seja 17 de dezembro. Leia mais em Periscópio No 5.Capital estrangeiro compra 41% do Banrisul
Finalizado o processo de venda das ações do Banrisul, o banco divulgou que 97% das ações vendidas foram para Investidores Estrangeiros. Em média, cada um destes investidores comprou mais de 900.000 ações, que significam um desembolso médio de R$ 10,9 milhões. Portanto,confirmou-se que os principais interessados no Banrisul foram as grandes fortunas que circulam o mundo em busca de maiores lucros. Não foi divulgado se entre estes compradores estão os grandes bancos ou seus acionistas.Deu Grêmio no GRENAL

Renan ou Brasil
Emir SaderPolícia Militar invade Centro Universitário Fundação Santo André
Os estudantes da Fundação Santo André, após uma assembléia de quase duas horas, ocuparam, nesta quinta-feira (13), o prédio da reitoria do Centro Universitário. A ocupação foi motivada por um aumento das mensalidades que varia de 32% a 126%; além do sucateamento da instituição, principalmente nos cursos de ciências humanas e educação.A pauta de reinvindicações dos ocupantes incluía, também, a contratação de professores para cursos como geografia, que por falta de docentes não abriu turmas de 1º ano em 2007.
Ambos, ainda, comprovaram a pacificidade dos manifestantes, quando presenciaram a quebra de objetos, portas, janelas "de fora pra dentro", evidenciando a agressividade gerada somente pela polícia. E, quando questionaram o comandante da PM na operação a respeito da reintegração de posse, esse se absteve e não apresentou documentos que comprovassem seu ato.
Porto Alegre: de referência ao desgoverno
Já faz algum tempo que com freqüência Porto Alegre era lembrada e citada como uma referencia em gestão pública e exemplo de cidade onde a política era feita de uma forma diferente. E foi através da participação popular que se consolidou esta posição.No entanto, esta referência começa cada vez mais a virar objeto apenas das "lembranças" dos porto-alegrenses. Inegavelmente, desde que Fogaça assumiu a prefeitura, a gestão da cidade passou por uma mudança brutal e infelizmente, em praticamente todas as áreas, para pior. Peguemos o tema da participação popular, que foi um dos principais impulsionadores da melhoria da qualidade de vida da população através, principalmente, do Orçamento Participativo, mas não somente. Nas gestões anteriores se gerou processos de conferências setorizadas e se criou outros instrumentos que complementavam e ampliaram os canais de participação direta da população nos rumos da cidade.
Com Fogaça isso mudou. O OP passou a ser colocado em um segundo plano, as demandas deliberadas nas assembléias deixaram de ser encaminhadas, os processos de conferências setoriais praticamente inexistem e com isso, tem piorado significativamente a qualidade dos serviços prestados pela administração municipal. Este é um elemento que nos ajuda a entender a razão de as demais áreas de atuação da prefeitura também estarem piorando de forma brutal.
Sem participação e protagonismo da população, o que impera passa a ser apenas o arbítrio do mandatário eleito. E no caso do Fogaça, soma-se as praticas antidemocráticas a falta de competência na gestão pública. O resultado é esse que temos visto nas ruas da cidade. A saúde, por exemplo, a muito tempo que não tinha crise tão grande como a atual, com destaque para o grave problema no Programa de Saúde da Família e as suspeitas de falta de lisura no processo.
Alias, falta de lisura essa que já fez diversos membros do alto escalão do governo terem de "pedir" afastamento, como foi o caso do DMLU. O que foi devidamente acobertado pela grande mídia, que tem sido uma parceira desde a primeira hora do Fogaça, seja ao não mostrar os seus erros, seja ao aumentar e exagerar nas poucas coisas que ele fez.
Sobre o que ele fez, até mesmo aí também vislumbramos problemas. Como é o caso da juventude. Fogaça criou no inicio de seu governo a Secretaria de Juventude, que pelo seu discurso, teria como objetivo ser um órgão que desenvolve-se políticas públicas para a juventude e enfrentar a dura realidade do jovem na cidade. Hoje, ao se analisar os resultados, verifica-se que uma iniciativa que poderia ter sido positiva não passou das boas intenções. Nenhuma ação específica da prefeitura foi desenvolvida até agora. Todas as políticas desenvolvidas são de iniciativa do Governo Federal (Projovem, Prouni, etc.), não se justificando a existência dessa secretaria. Enquanto isso, o jovem de Porto Alegre segue sem oportunidade para o primeiro emprego, sem acesso a cultura, educação, sendo vítima de uma violência brutal que tem tirado a vida de enúmeros jovens, resumindo, não há nenhuma mudança deste quadro por iniciativa do poder público municipal.
Ou pior, quando tem iniciativa, elas tem sido marcadas pelo caráter anti-popular e conservador. Como foi o caso da tentativa de higienização que eles estavam querendo implementar na Restinga através da esterilização de meninas pobres desta comunidade. O que felizmente foi barrado pelo conselho municipal de saúde. É este um pouco do cenário que encontramos a prefeitura de Porto Alegre, de outrora uma referência nacional e internacional de gestão pública, hoje se tornou uma pálida lembrança do que já foi e do que poderia ser.
Fogaça deverá ser lembrado pelas gerações futuras como o prefeito que tornou uma cidade referência de boa gestão em um exemplo de desgoverno e quem sofre as conseqüências disso é povo.
Alguns fatos "pitorescos" da absolvição do Renan
Captado na blogesfera e reproduzido aqui, Duas postagens, uma no Blog do Nassif e outra no Blog do Noblat resumem a votação do processo de de cassação do senador Renan Calheiros. Na ordem:1. A elegia da hipocrisia (Enviada por Helena Chagas) - Defensores do voto aberto votaram contra fim do secreto. Quem te viu, quem te vê. Quem viu no início da sessão a animadíssima defesa dos senadores hoje do fim do voto secreto até acredita. Alguns chegam a prever para amanhã o início de uma campanha retumbante nesse sentido. Mas, no dia 13 de março de 2003, quando a Casa derrotou emenda constitucional do senador Tião Viana acabando com o voto secreto para cassações, muita gente boa que discursa hoje para abrir o voto ficou contra.
Arthur Virgílio, por exemplo, que hoje fez veemente defesa do voto aberto no início do julgamento, dizia na ocasião: "O voto secreto é um instrumento que deixa o parlamentar a sós com sua consciência em uma hora que é sublime, em que o voto é livre de quaisquer pressões, que podem ser familiares, do poder econômico, de expressão militar ou de setores do Executivo. Voto pela manutenção do voto secreto".
E assim também fizeram, na ocasião, seus colegas Cesar Borges (DEM), Tasso Jereissati (PSDB), Eduardo Azeredo (PSDB), Heráclito Fortes (DEM), Garibaldi Alves (PMDB), Gerson Camata (PMDB), Agripino Maia (DEM), Edison Lobão (DEM), Marco Maciel (DEM), José Sarney (PMDB), Mão Santa (PMDB) e Leomar Quintanilha (PMDB), entre outros. Ou seja, muda a platéia, muda o voto.
2. Renan intimidou senadores - Senadora Heloísa Helena. A senhora sonegou o pagamento de impostos em Alagoas. Deve mais de R$ 1 milhão. Tenho um documento aqui que prova isso. E nem por isso eu o usei contra a senhora - disparou Renan Calheiros ao se defender da tribuna do Senado pouco antes de ser absolvido pela maioria dos seus pares.
- É mentira, mentira - gritou a presidente do PSOL sentada no meio do plenário. Pouco antes, ela subira à tribuna para atuar como advogada de acusação.
Renan não deu bola para a reação de Heloísa. Em seguida, virou-se para Jefferson Perez (PDT-AM) e comentou: - Veja bem, senador Jefferson Perez. Eu poderia ter contratado a Mônica [Veloso, ex-amante dele] como funcionária do meu gabinete. Mas não o fiz.
Perez nada disse. Ouviu calado.
Então foi a vez do senador Pedro Simon (PMDB-RS). Renan disse olhando diretamente para ele: - A Mônica Veloso tem uma produtora. Eu poderia ter contratado a produtora dela para fazer um filmete e pendurar a conta na Secretaria de Comunicação do Senado. Eu não fiz isso.
Simon ouviu calado.
Procuradores acusam RBS de monopólio em Santa Catarina
Procuradores da República irão entrar com ação na Justiça Federal em Santa Catarina contra a empresa de comunicações RBS. Os magistrados acusam a empresa de praticar monopólio e de ter mais de duas emissoras no Estado, o que é ilegal. A RBS também desrespeita a legislação, que estipula que as TVs cedam espaços em suas programações para iniciativas locais.A expectativa é de que a ação seja enviada à Justiça Federal até o final de setembro. Celso espera que o caso seja julgado procedente pelos juízes. Apesar de uma ação contra o monopólio da mídia ser algo novo no Judiciário, o procurador está confiante. "Na verdade, o que acontece é que o Judiciário é pouco provocado por essa matéria. Ainda não encontrei nenhum precedente deste tipo de ação, o que já deveria ter acontecido. E isso é uma auto-crítica ao próprio Ministério Público, que deveria ter provocado a questão", afirma.
Eleições na Guatemala: Colom é o nome da esquerda no 2º turno
O engenheiro Alvaro Colom, da coligação União Nacional da Esperança (UNE), será o candidato que reunirá as forças de esquerda no segundo turno das eleições presidenciais da Guatemala, cujo primeiro turno se deu no último domingo (9). Seu adversário será o ex-general Otto Pérez Molina, do Partido Patriota (PP), uma das principais forças conservadoras do país.Com cerca de 99% dos votos apurados, os resultados mostram que Colom foi o vencedor do primeiro turno em 18 dos 22 departamentos da Guatemala. No total, ele obteve 28,39% dos votos, contra 23,66% de Molina.
Estavam aptos a votar cerca de 5,9 milhões de guatemaltecos. Segundo o Tribunal Supremo Eleitoral, o índice de ausência foi de 41%, considerado como algo natural pelas autoridades políticas do país, onde o voto não é obrigatório.
Tendência latino-americana
A eleição do último domingo deu seqüência ao fortalecimento das forças progressistas vigente em todo o continente latino-americano desde 1998, ano
"Creio que o povo não vai eleger meu adversário porque já está cansado de 50 anos de governos neoliberais e do crime organizado", afirmou Colom em sua primeira entrevista coletiva após a confirmação do segundo turno contra Molina, marcado para o dia 4 de novembro.
Colom disse acreditar que o povo optará pela paz no segundo turno, descartando escolher alguém que fez parte dos governos que permitiram o massacre de mais de 250 mil guatemaltecos durante os 36 anos de conflito armado no país.
Um pouco de história
Durante a segunda metade do século passado, a Guatemala viu uma variedade de governos civis e militares como em poucos países da região. Durante 36 anos, o país foi assolado por uma verdadeira guerra civil, na qual os militares ficaram caracterizados por um comportamento extremamente truculento.
Somente em 1996 foi possível assinar um acordo de paz, que pôs fim de maneira formal ao conflito, que deixou mais de um milhão de refugiados ao longo de mais de três décadas. Desde então, três presidentes estiveram à frente do país: Alvaro Irigoyen, Alfonso Cabrera e Óscar Perdomo, todos representantes das forças conservadoras da Guatemala.
Colom foi candidatos nas duas últimas eleições, em 1995 e 2003, sendo que na segunda tentativa terminou na segunda colocação, atrás apenas do atual presidente. Na ocasião, venceu em 14 dos 22 departamentos do país, mas sofreu uma grande derrota na Cidade da Guatemala, onde está a maior concentração de eleitores.
Repressão x políticas sociais
O candidato da UNE se define como um social-democrata e, após conhecer o resultado do primeiro turno, disse estar confiante nas possíveis coligações para o segundo turno.
Colom esteve à frente nas pesquisas durante toda a campanha eleitoral. Somente na última semana ele chegou a ser ultrapassado em menos de um ponto percentual por Molina, justamente quando o ex-militar decidiu apostar de modo mais enfático em um discurso de combate repressivo à violência no país, preocupação que está entre as que mais atingem a população como um todo, em todas suas camadas.
Por outro lado, Colom manteve-se firme nos quatro pontos fundamentais de seu Programa de Governo: a geração de empregos, o combate à pobreza, o crescimento da produção e a governabilidade. Diante do "discurso de uma nota só" de seu adversário, o candidato da UNE deixou claro que não está em seus planos utilizar medidas de repressão violenta para combater a criminalidade no país. "Trabalharei com medidas de prevenção, de caráter social, e com o fortalecimentos das instituições para combater esse problema", diz.
Ao longo das próximas semanas, os candidatos que não passaram ao segundo turno devem se manifestar oficialmente a respeito dos apoios que virão a ser concedidos. O fiel da balança certamente será o candidato governista Alejandro Giammattei, que recebeu cerca de 17% dos votos e ocupou a terceira colocação no primeiro turno.
Antologia de poemas reunidos por Che Guevara será publicada
O conhecido "caderno verde de Che", no qual o revolucionário argentino reuniu uma antologia de poemas de autores ibero-americanos, será publicado pela editora Planeta, informou hoje o escritor mexicano Paco Ignacio Taibo II, que escreverá o prefácio da edição.Saúde: As promessas de Fogaça
O documento “A Cara da Mudança – Propostas para mudar Porto Alegre”, apresentado em setembro de 2004 pelo então candidato José Fogaça (PPS), denunciava a falta de profissionais especializados nos postos de Saúde e prometia: “Dar prioridade à prevenção com o aumento do número de equipes do Programa de Saúde da Família (PSF) das atuais 63 para 100 equipes, já no primeiro ano de governo. Este serviço tem sua viabilidade diretamente vinculada às transferências de recursos financeiros, originários do Ministério da Saúde e da Secretaria Estadual de Saúde”. E mais: “Nossa proposta dará prioridade à atenção primária, que é o atendimento preventivo, pois este é capaz de reduzir a demanda por serviços especializados”. Três anos depois, o Programa de Saúde da Família vive uma grave crise e a Prefeitura recorre a um desconhecido instituto de São Paulo para evitar a paralisação completa do serviço.A crise está prejudicando mais de 300 mil porto-alegrenses que estão cadastrados no Programa de Saúde da Família, que passa a ser gerido pelo Instituto Sollus. Sediado em São Paulo, o referido instituto foi tornado de utilidade pública pelo ex-governador de São Paulo, Geraldo Alkmin (PSDB), pelo decreto 50.191/2005. O vice-presidente institucional do Sollus, Argemiro França Lopes, é primeiro-secretário do Secretariado do Terceiro Setor do PSDB de São Paulo, segundo consta no site tucano. Segundo informa a página do Sollus na internet, o instituto desenvolve “projetos e eventos de grande relevância e repercussão, com o objetivo de desenvolver, estimular, motivar, incentivar e orientar os cidadãos, principalmente nossas crianças, adolescentes e jovens, criando-se uma massa crítica cada vez mais consciente em vários aspectos, setores e atividades, possibilitando o melhor acesso à saúde, educação, cultura e assistência social, incluindo a efetivação de políticas públicas que permitam o desenvolvimento sadio e harmonioso da cidadania, direitos humanos, educação, profissionalização e da proteção ao trabalho”. A página não menciona que projetos e eventos são esses.
Jovens representam 46% dos latino-americanos desempregados, diz OIT
São 106 milhões de jovens na região: 48 milhões trabalham; outros 48 milhões são inativos (não trabalham e não estão procurando emprego); 10 milhões estão desempregados. Entre os que trabalham, 31 milhões realizam atividades precárias (não contam com seguridade social em saúde e pensões), sendo que dois a cada três deles não estudam. Já entre os que estão fora do mercado de trabalho, apenas 40% freqüentam a escola. Os que não estudam nem trabalham são 22 milhões. No conjunto, mais da metade da população de jovens não estudam: são 57 milhões, ou, 54% do geral.“A precariedade nos mercados de trabalho da região afeta um de cada dois trabalhadores e, entre os jovens, dois de cada três”, sublinha o relatório que, no entanto, não especifica os dados por países. “Existiram programas com ótimos resultados, mas com coberturas reduzidas ou iniciativas de amplo alcance, mas sem o impacto esperado. O desafio consiste em articular ambas as dimensões e passar da execução de programas para a definição e realização de políticas de Estado com a participação dos jovens”, frisa a OIT.
Segundo o estudo, para qualquer país, é importante que seus jovens tenham oportunidades para progredir e sejam capazes de aproveitá-las, “exercendo responsavelmente suas liberdades”. O documento completa: “Fazer propostas para promover o trabalho decente e empregos produtivos para os jovens é optar por fortalecer a democracia, apoiar a coesão social e contribuir com o crescimento econômico. Hoje, a juventude tem que ser vista como um dos principais valores do capital social da região”.
Destaca o relatório da OIT: "Enquanto aqueles que estudam e trabalham concentram-se nos quintos mais altos de renda familiar per capita, os que não estudam nem trabalham concentram-se nos estratos médios e de renda baixa".
Os jovens da América Latina e do Caribe, entre 15 e 24 anos, enfrentam índices de desemprego muito maiores que os adultos. Enquanto estes têm índice de 6%, entre os jovens o percentual é quase três vezes maior: 17%. Já no total da massa de trabalhadores da região, eles representam 46% dos desempregados. Os dados são da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e compõem o relatório Juventude e Trabalho Decente na América Latina e no Caribe, baseado em dados de 2005. O documento foi lançado nesta terça-feira (4), à tarde, em Santiago (Chile), pelo diretor-geral da OIT, Juan Somavia.
Começou o Plebiscito Popular da Vale do Rio Doce
Começou neste sábado (1°) o plebiscito para tentar anular o leilão da Companhia Vale do Rio Doce.Em Porto Alegre, as urnas vão estar no Comitê Estadual pela Vale do Rio Doce, na Estação Rodoviária, na Esquina Democrática e no Mercado Público, entre outros locais. O interior do Estado vai ter urnas em várias cidades, como Pelotas, Santa Maria, Passo Fundo e Caxias do Sul. Na cédula o eleitor vai ter que responder a cinco perguntas sobre a privatização da Vale, dívida externa,privatização da energia elétrica, reforma da Previdência e prorrogação dos contratos de concessão dos pólos de pedágios no Rio Grande do Sul. Para votar, o eleitor deverá apresentar um documento de identificação com foto. A votação vai até o dia 7 de setembro.
A Companhia Vale do Rio Doce foi vendida em um leilão em 1997 por 3 bilhões e 300 milhões de reais. Hoje, seu valor de mercado está avaliado em mais de 200 bilhões de reais, com faturamento bruto de mais de 70 bilhões de reais. O plebiscito vai ocorrer em todo o Brasil.



