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Guatemala: O golpe que radicalizou Che Guevara


Por David T. Rowlands

Sessenta anos atrás, em junho de 1954, um golpe orquestrado pela CIA destituiu o governo reformista de Jacobo Arbenz Guzman na Guatemala. O golpe instalou um regime brutal de direita e décadas de repressão sangrenta.

Esse evento, tão notório nos anais do imperialismo norte-americano, foi chave para Guevara, pois foi nesse país da América Central, onde a viagem pela estrada dele terminou, que seus pensamentos iniciais sobre marxismo, anti-imperialismo e indígena, se fundiram em um dramático e galvanizador momento.

Che Guevara no carnaval


No desfile da Acadêmicos do Salgueiro, os integrantes da  bateria vestiram roupas vermelhas com estampas de Che Guevara. O líder revolucionário também foi impresso nos instrumentos em um belo desfile.

Beauvoir, Satre & Che


Ernesto Che Guevara reunido com Simone de Beauvoir e Jean Paul Sartre, em Cuba. 1960

Fonte: Revista Verde Oliva, 1960; Museo Che Guevara (Centro de Estudios Che Guevara en La Habana, Cuba)
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Olimpíadas de Londres proíbe o uso de camisetas de "Che" Guevara



Os espectadores das Olimpíadas de Londres não poderão entrar nos estádios com diversos tipos de itens e até mesmo roupas, informou nesta quarta-feira (11/07) o Locog (o Comitê Organizador das Olímpiadas na sigla em inglês) por meio de uma lista de restrições de duas páginas.

A aplicação das regras será assegurada por um sistema de segurança que conta com câmeras, aparelhos de raio-X e mais de 23 mil seguranças, incluindo soldados do exército britânico e funcionários da empresa privada G4S.
Objetos e roupas que ostentam declarações políticas ou remetem a outras identificações comerciais que não a dos patrocinadores do evento estão proibidas. Dessa forma, o comitê evita que camisetas estampadas com Che Guevara ou críticas politizadas a empresas financiadoras das Olimpíadas estejam presentes na plateia.
As bandeiras, tão utilizadas nas comemorações de disputas, também foram alvo das restrições do comitê. Flâmulas de países que não estão participando dos jogos também não são permitidas, mas a regra não se aplica às bandeiras individuais da Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte. Mesmo assim, apenas bandeiras com até 1 metro por 2 metros entrarão nos estádios.
Outros itens utilizados para torcer pelas equipes, como vuvuzelas, tambores, apitos e cornetas também foram vetados dos Jogos Olímpicos deste ano.
Assim como nos aeroportos internacionais, líquidos com mais de 100 ml e mochilas com mais de 25 litros de capacidade não poderão entrar. O porte de alimentos também sofreu restrições de modo que os espectadores não poderão trazer ao evento uma “quantidade excessiva de comida”, segundo o documento oficial.
Se os visitantes desejarem se alimentar, terão que arcar com os elevados custos das cantinas e restaurantes oficiais do evento, onde o almoço sairá por 40 libras, o hot-dog por 6 libras, uma garrafa de água por 1,60 libras e um refrigerante 2,80 libras.
Até os fornecedores oficiais de alimentos sofrerão restrições do comitê. “Por conta de obrigações com nosso financiador, o McDonalds, o Locog instruiu a equipe de catering a não vender batatas fritas no Parque Olímpico a não ser que façam parte do tradicional prato inglês ‘fish and chips’”, explicou em nota a organização do evento.  
O McDonalds, um dos maiores financiadores do evento, deve lucrar com as decisões. A empresa estabeleceu sua maior filial do mundo no Parque Olímpico com 1,5 mil lugares disponíveis.  
Na segunda-feira (09/07), a Assembleia de Londres, instituição legislativa que analisa as atividades do prefeito da capital britânica, recomendou a exclusão da Coca-Cola e do McDonald's do patrocínio dos Jogos Olímpicos de Londres, que começam em 27 de julho próximo. Para o órgão, as Olimpíadas, evento que recebe os melhores atletas do mundo, não deveriam ser usadas por empresas que fabricam produtos com altos índices calóricos, como refrigerantes e hambúrgueres.

Fonte: Opera Mundi
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“Diário de um combatente” de Che Guevara chega ao Brasil



Está sendo lançado no Brasil o livro “Diário de um combatente”, que traz impressões inéditas escritas por Che Guevara entre os anos de 1956 e 1958.
Publicado pela primeira vez em 2011, na Espanha, o diário de Che abrange os fatos desde a chegada do iate Granma, em 2 de dezembro de 1956, a Cuba até a vitória da revolução, em 1 de janeiro de 1959. 
Inédito, recheado de fotos do arquivo pessoal de Che e cartas nunca antes publicadas – incluindo a correspondência entre ele e Fidel Castro -, o livro compila anotações ao longo de doze cadernos de notas, durante três anos, até poucos dias antes da revolução em Cuba, em 1958.
O livro foi preparado pelo Centro de Estudos Che Guevara. A pesquisadora María del Carmen Ariet explicou que Guevara foi um forte crítico dos países do bloco soviético, conforme o refletido no livro "Apuntes Críticos a la economía política", publicado em 2006.


Serviço:
“Diário de um combatente”
336 pp.
R$ 44,90
Editora Planeta

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Documentário: Che, um Homem Novo




Assassinado aos 39 anos, Ernesto Che Guevara tornou-se um verdadeiro ícone da nossa era. Sua imagem, seu trabalho e filosofia mantêm uma grande influência nos dias de hoje. O documentário busca explorar alguns fatos-chave de sua vida: a intimidade, a educação inacabada, os estudos e pensamentos a serviço da ação e construção de um novo mundo. Um retrato íntimo baseado em seus textos, gravações, narrações literárias e material de filmagem do tempo em que viveu.
Dirigido pelo  cineasta argentino Tristán Bauer, o filme  revela uma imagem pouco conhecida de Che e explora suas aspirações, que para o diretor seguem vigentes.
Che, um Homem Novo, produzido por Argentina, Cuba e Espanha, mostra o lado humano do guerrilheiro argentino-cubano para apresentar "o verdadeiro homem que existiu por trás do mito".O filme recebeu o reconhecimento do Festival de Cinema de Montreal, no qual ganhou o prêmio de melhor documentário.







Informações técnica:
2010 | color | 35mm | 129 min. | Documentário Argentina, Cuba, Espanha
Idioma: Espanhol | Legenda: Espanhol
Diretor  Tristán Bauer
Roteiro  Tristán Bauer, Carolina Scaglione
Fotografia  Javier Juliá
Montagem  José María del Peón, Carolina Scaglione, Gabriel Golzman
Produção  INCAA, Centro de Estudios Che Guevara, Golem Distribución
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Animação em homenagem a Che Guevara


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A filosofia da revolução de Che Guevara



Por Eduardo Mancuso

Apropriar-nos de forma criativa da herança guevarista, resgatando a atualidade que esta conserva frente às grandes mudanças globais e as metamorfoses sociais, políticas e culturais que marcaram a passagem do século XX ao XXI, é um desafio bastante estimulante. Nas palavras do próprio Che, “se novos fatos determinam novos conceitos, não se tirará nunca sua parte de verdade daqueles que tenham passado.”

Muitos não percebem a atualidade do pensamento guevarista. Porém, quando nos debruçamos sobre ele, descobrimos que muitas das mudanças ocorridas nas últimas décadas, encontram respostas no legado do Che, tanto programáticas quanto estratégicas. A “filosofia da revolução” do Che é, nos dias de hoje, absolutamente contemporânea, tão vívida como a permanência icônica e universal de sua imagem.

“A real capacidade de um revolucionário se mede por saber encontrar táticas revolucionárias adequadas em cada mudança de situação, em ter presente todas as táticas e explorá-las ao máximo..”.

O intelectual cubano Luiz Salazar propõe uma tese muito interessante. Diz ele que voltar à obra do Che nos permite ver no significado de suas utopias as “verdades do futuro” (Vitor Hugo). Defende que podemos encontrar no acervo político do Che, novas “soluções revolucionárias”.

O socialismo para nós continua sendo pré-condição para que a humanidade possa constituir uma nova civilização, alternativa a barbárie moderna. E o Che ensinava: “Para construir o comunismo simultaneamente com a base material há que construir o homem novo.” Não devemos esquecer, também, que para o Che, “o dever de todo o revolucionário é fazer a revolução”, lutar por isso persistentemente. Para o Che, a construção do socialismo exige uma radical revolução democrática, participativa, além de uma grande revolução cultural. 

A práxis revolucionária guevarista buscou sempre recuperar a essência subversiva dos clássicos do marxismo. Por exemplo, o maior marxista latino-americano da primeira metade do século XX, o peruano José Carlos Mariátegui, escrevia em 1928: “Contra uma América do Norte capitalista, plutocrática, imperialista, só é possível opor de maneira eficaz uma América, latina ou ibérica, socialista”. Quatro décadas mais tarde, Che Guevara retoma esta bandeira socialista e antiimperialista, concluindo sua famosa “Mensagem a Tricontinental” afirmando: “ou revolução socialista ou caricatura de revolução”!

Mas qual socialismo o Che defendia? Cada vez mais crítico nos seus últimos anos em relação às experiências socialistas “reais”, européia e chinesa, Guevara buscava um novo caminho para Cuba e para nossa América Latina. Para enfrentar esse desafio ele também coincidia com as idéias de Mariátegui, que havia declarado: “Não queremos, certamente, que o socialismo seja nas Américas calco e cópia. Deve ser criação heróica. Temos que dar vida, com nossa própria realidade, com nossa própria linguagem, ao socialismo indo-americano.”

Boa parte da reflexão do Che e de sua prática política, sobretudo nos anos 60, tinha como meta sair do impasse que a caricatura de socialismo burocrático do modelo soviético impunha aos povos na América Latina e no Terceiro Mundo.

Segundo Michael Lowy, “o motor essencial desta busca de um novo caminho – mais além de questões econômicas específicas – é a convicção de que o socialismo não tem sentido – e não pode triunfar – se não representa um projeto de civilização, uma ética social, um modelo de sociedade totalmente antagônico aos valores do individualismo mesquinho, do egoísmo feroz, da competição, da guerra de todos contra todos da civilização capitalista”.

Como lembra Lowy, o Che tinha perfeitamente claro que a construção do socialismo é inseparável de certos valores éticos. Na famosa entrevista de Guevara a um jornalista francês em julho de 1963, ele insistia: “o socialismo econômico sem a moral comunista não me interessa. Lutamos contra a miséria, mas ao mesmo tempo contra a alienação. (...) Se o comunismo passa por cima dos fatos de consciência, pode ser um modo de distribuição, mas não será mais uma moral revolucionária”. O Che sabia que se o socialismo tentasse competir com o capitalismo no terreno do adversário, o terreno do produtivismo e do consumismo, utilizando suas próprias armas – o mercado e a concorrência – estava condenado ao fracasso.

O socialismo para o Che era o projeto histórico de uma nova sociedade, baseada em valores de igualdade, solidariedade, livre discussão e ampla participação popular. Lowy salienta que tanto suas críticas crescentes ao modelo soviético quanto sua prática como dirigente político e sua reflexão teórica sobre a experiência cubana são inspirados por esta utopia revolucionária. Em seus escritos econômicos a questão da planificação socialista ocupa um lugar central, e nos seus últimos anos a concepção de democracia socialista na planificação começa a aparecer como essencial. 

Quando critica o Manual de Economia Política da Academia de Ciências da URSS, Che Guevara avança um princípio democrático fundamental, capaz de colocar de cabelos em pé os burocratas stalinistas (e de outros tipos também): numa verdadeira planificação socialista é o próprio povo, os trabalhadores, as massas que devem tomar as grandes decisões econômicas.

Contra a monopolização das decisões por tecnocratas ou burocratas “comunistas”, o Che insistia na necessidade de uma verdadeira participação popular: os grandes problemas sociais e econômicos de uma sociedade são políticos e devem ser objeto de debate e decisão democrática pela maioria. Fica claro que a reflexão de Guevara sobre o socialismo não se limita unicamente a Cuba ou América Latina: ela é universal, mundial, internacionalista. Para o Che o verdadeiro socialista é aquele que considera sempre os grandes problemas da humanidade como seus problemas, que não se sente alheio a eles, muito pelo contrário.

Numa bela síntese apresentada por Michael Lowy no Fórum Social Mundial de Porto Alegre encontramos o “espírito” da filosofia da revolução guevarista : “O internacionalismo para Guevara – ao mesmo tempo modo de vida, fé profana, imperativo categórico e pátria espiritual – era inseparável da idéia mesmo de socialismo, enquanto humanismo revolucionário, enquanto emancipação dos explorados e oprimidos do mundo inteiro, numa luta sem tréguas nem fronteiras com o imperialismo e a ditadura do capital.” 

E segundo Lowy, os herdeiros do Che, a esquerda marxista e revolucionária, nas últimas décadas, “aprendemos a enriquecer nossa idéia do socialismo com a contribuição do movimento das mulheres, dos movimentos ecológicos, das lutas de negros e indígenas contra a discriminação. Assim é o processo de construção do projeto socialista: não um edifício pronto e acabado, mas um imenso canteiro de obras, onde se trabalha para o futuro, sem esquecer as lições do passado.” 

Ao fim e ao cabo, como disse o velho Marx, o mais importante é a luta. 

Afinal, como gostavam de lembrar, realisticamente, tanto Lenin como Walter Benjamin: o capitalismo não vai morrer de morte natural.

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Discurso de Che Guevara na ONU



Discurso histórico pronunciado pelo então Comandante e representante oficial de Cuba; Ernesto Che Guevara na 19ª Assembléia Geral da ONU em 1964.
Idioma espanhol - legendas em português.

Poema de Eduardo Galeano para Che Guevara



O Nascedor



Por que será que o Che
Tem este perigoso costume
De seguir sempre renascendo?
Quanto mais o insultam,
O manipulam
O atraiçoam
Mais ele renasce.
Ele é o mais renascedor de todos!
Não será por que Che
Dizia o que pensava e fazia o que dizia?
Não será por isso que segue sendo
tão extraordinário,
Num mundo onde palavras
e atos tão raramente se encontram?
E quando se encontram
raramente se saúdam
Por que não se reconhecem?
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Poema de Eduardo Galeano em homenagem Che
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Che Guevara: 83 anos



Hoje, 14 de junho, se completam 83 anos do nascimento do grande revolucionário Ernesto "Che" Guevara. Uma inspiração sempre presente e necessária a todas e todos aqueles que lutam e sonham!

Fotografia: Alberto Korda
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Na cidade de Sana'a, no Iêmen, durante as mobilizações populares, a figura do revolucionário Ernesto "Che" Guevara ressurge exibido por manifestantes.

Foto:Muhammed Muheisen/AP

O marxismo de Che e o socialismo no século XXI



O sociólogo e filósofo cubano Carlos Tablada, autor de El Pensamiento Económico de Ernesto Che Guevara, fala sobre o legado desse líder da Revolução Cubana, que, segundo ele,  deu-se "contra todo o saber e as verdades estabelecidas no Ocidente, na esquerda e na academia". Afirma ainda que "as idéias de Che Guevara, principalmente seu modelo alternativo ao socialismo real, não estavam expostas ordenadamente".
"Propus-me o desafio de recopilar, estudar e apresentar, em um livro, a essência de suas ideias econômicas, sociais, políticas, éticas e filosóficas", acrescenta Tablada.
Confira aqui o artigo na íntegra, extraído de sua fala em conferência na Universidade de Pau, na França.

Publicado em Democracia Socialista

Capturado o assassino de Che Guevara


Gary Prado Salmón (foto) ficou na história por prender Che e seus companheiros. O militar retirado aparentemente atuava como assessor de um grupo de mercenários, liderada pelo boliviano-croata Eduardo Rózsa Flores.

A reportagem é do jornal Página/12, 23-05-2010. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A juízo do tribunal de La Paz, Betty Yañíquez, ordenou a prisão domiciliar ao ex-general Gary Prado Salmón, o homem responsável pela captura de Ernesto “Che” Guevara em 1967 na Bolívia. Além dele, prendeu outras duas pessoas pelos seus supostos vínculos com um grupo terrorista que havia operado na região oriental da Bolívia em 2008, um episódio que terminou com a revelação de um grupo de extrema direita, com vinculações no resto da América Latina, incluindo ex-cara-pintadas argentinos.

Yañíquez ordenou também a prisão de Ronald Castedo, suposto presidente da loja maçônica Caballeros del Oriente e ex-gerente da cooperativa telefônica Cotas, de Santa Cruz, e de Juan Carlos Santisteban, chefe da Falange Socialista Boliviana (FSB). A juíza deu a ordem de prisão domiciliar depois de interrogá-los na noite deste sábado em Santa Cruz, a mil quilómetros a sudeste de La Paz. Segundo a magistrada, os três acusados se negavam a ir para essa cidade para depor, com o argumento de que seu estado de saúde não permitia.

Prado Salmón, o homem que ficou na história ao prender Che e seus companheiros no meio da selva, ficou paraplégico em meados da década de 80, após receber um tiro que danificou sua coluna vertebral durante uma tentativa de golpe de Estado em Santa Cruz. O ex-general havia comandado as tropas que participaram dos últimos combates em Ñancahuazú e depois assassinaram o líder revolucionário no humilde povoado de La Higuera em 1967.

Agora, o militar retirado aparentemente atuava como assessor de um grupo de mercenários, liderada pelo boliviano-croata Eduardo Rózsa Flores, com planos separatistas e de magnicídio dos principais dirigentes desse país andino, entre eles o do presidente Evo Morales. De acordo com a investigação, Prado Salmón, um de cujos filhos também foi incriminado por manter relações com Rózsa Flores, é acusado de manter contatos com o líder do grupo de extremistas.

Na operação do dia 16 de abril de 2009, além de Rózsa Flore s, morreram seus colaboradores Arpád Magyarosi (húngaro-croata) e Michael Martin Dwyer (irlandês). O tiroteio em seu quarto de hotel em Santa Cruz revelou uma rede de mercenários, dirigentes de direita latino-americanos e até de ex-militares, como os cara-pintadas argentinos, que mantinham vínculos estreitos e compartilhavam uma mesma ideologia.

A investigação levou a descobrir que o governo de Morales chamara as embaixadas das pessoas envolvidas ou suspeitas de estar envolvidas com os detidos. No entanto, provas posteriores demonstraram que Rózsa tinha planejados atentados tanto contra Morales, como contra as autoridades locais de Santa Cruz, grandes rivais do governo do líder indígena.

Dois dias depois da morte dos três mercenários, foram detidos Mario Tadic (boliviano com passaporte croata) e Elod Tóásó (húngaro), que estão em prisão preventiva na cidade de La Paz. A investigação continua na Bolívia e já causou várias prisões de dirigentes civis (pró-autonomia) santa-cruzenhos, suspeitos de ter financiado e cooperado com os mercenários.
Veja a matéria em seu idioma original em: http://www.pagina12.com.ar/diario/elmundo/4-146189-2010-05-23.html

Uma homenagem ao comandante



Mario Benedetti

donde estés
se es que estás
si estás llegando
será una pena que no exista Dios

mas habrá otros
claro que habrá otros
dignos de recibirte
comandante
(do poema Consternados, rabiosos, 1967)


Che Guevara ainda incomoda muita gente

Para aqueles pessimistas que julgavam que a figura de Che Guevara hoje se resumia apenas a uma imagem estampada em milhares de camisetas ao redor do mundo, não carregando mais o simbolismo e a idéia transformadora que inspirou gerações, esta profundamente enganado.
Che segue incomodando a todas e todos aqueles que temem qualquer possibilidade de mudanças na sociedade.
Alguns dias atrás, cubanos exilados foram às ruas em Miami para protestar contra o filme "Che", estrelado por Benicio del Toro, que narra a vida de Ernesto Che Guevara. O ator, que interpreta Che na produção, disse que os manifestantes deviam ter visto o filme antes de protestarem.

Ele disse que "muitas pessoas que protestaram não viram o filme ainda". A declaração foi feita para cerca de 1.500 pessoas que foram à exibição do filme em Havana, no último sábado (6).

Na exibição do filme em Miami na semana passada, centenas de exilados cubanos que vivem na cidade reuniram-se em frente ao cinema.

Muitos carregavam cartazes contra Guevara em que diziam "Che, assassino" e "Respeitem nossa dor", e erguiam bandeiras de Cuba. Pelo jeito tem muitas "viúvas" de Fulgêncio Batista que ainda sonham com o retorno de Cuba a condição de "bordel" de luxo que a ilha era antes da Revolução Cubana, comanda por Che e Fidel.