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"Comunismo, Hipnotismo e os Beatles."
O chamado "anti-comunismo" teve seu auge principalmente no período da chamada "Guerra Fria", onde a disputa entre os EUA e a URSS não se restringiam apenas ao terreno geopolítico, mas possuía uma importante disputa cultural entre os defensores do "capitalismo" e do "comunismo".
Não apenas de renomados acadêmicos e políticos se deram este embates. Nos subterrâneos desta disputa, se produziram algumas bizarrice notáveis. Um exemplo disso é o livro de 1965 intitulado "Comunismo, Hipnotismo e os Beatles."
Com a autoria do líder religioso e escritor norte-americano David A. Noebel, ele denunciou em seu livro que o surgimento da "Beatlemania" era o resultado de um plano de doutrinação comunista via hipnose!!!
Mesmo os Beatles sendo britânicos (país aliado dos EUA) e pouco afeitos a manifestações políticas naquele momento, para o reverendo Noebel, o rock, a música popular entre a juventude, não passava de uma conspiração soviética para a lavagem cerebral da juventude americana.
Para provar sua teoria, são arrolados argumentos conspiratórios delirantes. Por exemplo, ele afirmou que as gravadoras comunistas invadiam as ondas de rádio, através de suborno, e com isso conseguiam infectar os jovens com música "não-cristã" (Sic)!
Apesar de toda a excentricidade desvairada dos argumentos anti-comunistas do reverendo Noebel, sua obra acabou ganhando relativa popularidade e teve influencia em alguns críticos conservadores do rock.
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ERick
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2/04/2014
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Um singelo tributo ao Lou Reed
Lou Reed está morto. Falecido aos 71 anos, ele é uma das poucas figuras do "mundo pop" cuja perda realmente me tocaram, haja visto que não sou afeito a "sentimentalismos fáceis" com figuras públicas .
Lou Reed nunca foi um artista de aceitação fácil, nunca foi uma unanimidade e são poucos os seus hits que gozaram de sucesso mercadológico, no entanto, dificilmente qualquer história do rock poderá ser contada sem deixar de reverenciá-lo.
Curta-Metragem: Os Mutantes
Uma brincadeira mutante improvisada por Arnaldo Dias, Sérgio Batista e Rita Lee, Os Mutantes, num dia único pelas ruas de São Paulo. Vídeo documentário experimental de Antonio Carlos da Fontoura, de 1970.
Como uma música do The Clash
Os distúrbios e o desencanto em Londres trazem a memória da consciência social do "punk" da banda britânica
Por Fernando Navarro
É um pouco paradoxal: o governo britânico tinha escolhido há poucos dias London Calling como a canção oficial da campanha para as Olimpíadas em 2012. Não tinha nada a ver aquela música de punk rock na pompa do maior evento esportivo (e comercial) do mundo. Hoje, as imagens da capital britânica no fogo que revestem as páginas dos jornais e imagens de televisão. Como que escapando de uma camisa de força, a música tomou sobre si todo o seu sentido original na rua, onde a raiva e desencanto social se transformou em violência e agitação.
Certamente, muitos dos jovens encapuzados que saqueiam e assaltam lojas em Londres e outras cidades não tenham nunca ouvido falar do The Clash, embora seja difícil imaginar que eles não receberam qualquer ressonância de London Calling, um dos discos mais lembrados por músicos de todas os gêneros e aparece regularmente nas listas de "os melhores de ...". E contudo, de alguma maneira, é como se os textos Joe Strummer ganhassem vida mais de 30 anos após London Calling do The Clash exaltar não apenas um grupo com um radar musical deslumbrante, mas também como uma referência ideológica. Se os Sex Pistols eram provocantes, acima de tudo, Strummer, Mick Jones e companhia deram a do punk maturidade e consciência social. Seu niilismo aparente sabia o peso da realidade e da história, suas letras estavam olhando para a ação em uma sociedade britânica atolada na depressão econômica.
"Londres chamando as cidades distantes / Agora aquela guerra está declarada e a batalha começa./ Londres chamando para o inferno / Saia do armário todos os garotos e garotas" Com suas guitarras cortantes, assim começa a letra de London Calling, que muitos na internet queriam fazer o hino oficial dos protestos. Neste álbum duplo, quase todas as composições engajadas para a indignação com estas revoltas na Grã-Bretanha. Hateful , Guns of Brixton , Death or Glory ou Train in Vain são o som do desencanto irritado. E, de fato, a paisagem de 1979 se parece muito com 2011.
Embora tenhamos a tendência de dizer que o punk britânico, com o Pistols e The Clash encabeçando, nasceu em resposta ao conservadorismo de Margaret Thatcher, convém recordar que o brutal Never Mind the Bollocks, Here's the Sex Pistols surgiu em 1977 e que o The Clash já tinha três trabalhos anteriores nas costas (com músicas tão polêmicas e escandalosas para o "pensamento de bem" como White Riot e Tommy Gun ) antes que a "Dama de Ferro" chegasse ao poder em Maio de 1979. Como hoje, grande parte da sociedade foi duramente atingida pela crise econômica em um ambiente de marginalização e discriminação.
O punk do The Clash foi fruto do chamado "Inverno do Descontentamento". Com a ressaca mundial deixada pela crise do petróleo de 1973, o primeiro-ministro britânico trabalhista James Callaghan, teve que renunciar em 1979, quando o país estava a anos caindo a pique e se encontrava em uma paralisia permanente entre greves gerais, alto desemprego e uma inflação galopante. Então como agora, os trabalhistas não souberam dar resposta à depressão econômica e os conservadores chegaram a Downing Street n°10 com um programa de cortes sociais. A tensão cidadã aumentou até saltar a centelha da revolta. Thatcher foi, como agora Cameron, quem não ofereceu garantias, mas pediu mais sacrifícios a milhões de pessoas em uma situação de dificuldades. A violência de rua e racial nos bairros mais pobres ocorreu em vários episódios no início dos anos oitenta como hoje e brotam em diferentes partes do Reino Unido. Tanto Thatcher como Cameron, talvez, dinamitaram o fator psicológico destes insurgentes urbanos que cantou com urgência e sem restrições o Clash, e que representavam na sua qualidade de bandidos do rock.
Eu estou perdido no supermercado / Eu não posso comprar feliz / Eu vim à procura de uma oferta/ atenção garantida / eu nasci, eu caí / ninguém reparou em mim." Quando uma canção como Lost in the supermarket se refere a como pode ser a infância de Mick Jones, no bairro marginal de Brixton, talvez você possa encontrar semelhanças em comum com a realidade de agora, nestas mesmas ruas. A crítica do consumismo que mantém esta composição parece ter explodido em um sarcasmo do destino, enquanto o mundo assiste a multidão, longe de procurar a transformação social ou alterar as regras do jogo político-social, ostentam televisores, eletrodomésticos, telefones celulares ou roupas. É vandalismo, puro e simples que alguns associam as idéias do anarquismo e anti-imperialista promulgada pelo The Clash.Possivelmente, nunca The Clash e o que representa a sua música se foi. O álbum London Calling fecha com Train in vain, a canção de um trem em vão que representa o sentimento de perda e abandono. Talvez um dos sentimentos que movem a revolta atual. Ainda que o The Clash nada tenha influenciado os protagonistas destes distúrbios, que devem caminhar ouvindo música eletrônica ou rap, com certeza, se Joe Strummer viesse a levantar a cabeça, teria um bom motivo para pegar uma guitarra e, sem parar para pensar sobre as Olimpíadas, compor uma nova canção.
Tradução: Erick da Silva
*Publicado originalmente no El País (http://www.elpais.com)
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ERick
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8/16/2011
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Censura marca o fim da "velha" Ipanema FM
A rádio Ipanema FM é uma referência na cultura do Rio Grande Sul. Esta referência se constituiu por ela ser diferente das outras rádios comercias. Não apenas por dar espaço ao rock e outras manifestações musicais independentes, mas principalmente por não tocar as músicas que o "jabá" das gravadoras determinavam.
Nos anos 80 ela foi comprada por um dos conglomerados midiáticos nacionais, a Bandeirantes, mas ainda sim, manteve a mesma qualidade e independência editorial.
Para a minha formação musical pessoal ela foi decisiva, não saberia aqui listar as inúmeras bandas e artistas que tive o meu primeiro contato através da Ipanema.
Mas parece que agora, a boa e "velha" Ipanema cederá lugar a uma "nova" Ipanema, padronizada ao mercado e sem preocupação alguma com a qualidade musical. (leia aqui).
Uma mudança em busca de mais mercado, mais lucro! A Ipanema sempre foi uma "ovelha negra" porque conseguia ser viável economicamente nadando contra a mercantilização da música! Mas não foi suficiente, para o grupo Bandeirantes ela precisava ser ainda mais lucrativa.
Na última sexta-feira (12/08) um dos locutores históricos da Ipanema, Cláudio Cunha, "chutou o balde" no ar e foi censurado por denunciar o fim da rádio. (confira acima)
Triste fim de uma rádio que foi uma referência para milhares de gaúchas e gaúchos. A "nova" Ipanema, ao mostrar sua "nova cara" censurando um de seus locutores, já nasce morta!
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ERick
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8/13/2011
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Rage Against the Machine dedica música ao MST em show
O Rage Against the Machine fez uma apresentação no Festival SWU, em Itu, na noite deste sábado. Zack de la Rocha, vocalista da banda, dedicou a música "People of the sun" ao MST.
Antes do show, durante encontro com militantes do MST, Zack de la Rocha afirmou que vai doar parte do cachê da banda ao movimento. Veja aqui as fotos.
"O MST tem uma experiência muito importante de solidariedade humana e na criação de espaços fora do modelo capitalista, e é muito importante para muitos de nós que, nos EUA, estamos lutando pelas mesmas coisas. Eu acho que MST já criou um exemplo maravilhoso de luta por justiça social e econômica, é um grande exemplo para nós", declarou.
Na hora da apresentação, ele disse o seguinte: "Esse som vai para os irmãos e irmãs do MST: People of the sun" (veja abaixo).
Durante a música "Wake Up", o guitarrista Tom Morello vestiu o boné do MST. Misteriosamente, a TV Globo cortou a transmissão que fazia ao vivo da apresentação.
Abaixo, veja vídeo gravado por pessoas da platéia, que mostra Morello com o boné do MST pelo telão.
No começo do bis, eles apresentaram a versão em russo de "A Internacional".
O Rage Against the Machine é uma banda de rock norte-americana, uma das mais influentes e polêmicas da década de 1990.
Uma forte característica é a mescla de hip-hop, rock, funk, punk e heavy-metal, com letras enérgicas e politizadas.
Junto com a música de protesto, demonstraram a luta pela causa política, contra a censura, a favor da liberdade e em defesa dos mais pobres.
(Com informações da página do MST)
Pesquisadores revelam presença de Mick Jagger em eventos históricos
por Piauí
Historiadores do departamento de futilidades da Universidade de Wisconsin levantaram a participação de Mick Jagger em eventos históricos ao longo das décadas. Nos últimos anos, Jagger investiu em ações da British Petroleum, tornou-se fã de Rubens Barrichelo, abriu um Hotel na Grécia e torceu sistematicamente para o Vasco da Gama, sempre que o time de São Januário chegava a uma final. Questionado sobre a suposta fama de pé-frio do líder dos Rolling Stones, o guitarrista Keith Richards declarou que “desde a década de 60, Jagger acredita, sistematicamente, que a banda não durará mais dois ou três meses”.
Mick Jagger no carro de JFK, em Dallas

Jagger troca idéias com um assessor de Kennedy: “O presidente estava relutante, mas eu disse a ele que a previsão do tempo era de um dia magnífico. Dallas é uma cidade muito simpática e arejada, com um povo curioso e atento às coisas do espírito. Veja lá, por exemplo, um belo depósito de livros.”
No Maracanã, 1950

Apressado para entrar no belo estádio recém-inaugurado, Jagger confirmou que a festa do título será no Cassino da Urca. “Já marquei com Vicente Celestino, Silvio Caldas, Ciro Monteiro e Ivon Curi”, disse, e garantiu que o seu coração estava com o escrete brasileiro. “Nem sei se o Uruguai realmente existe...”
Troianos recebendo o cavalo de Tróia

“Deixei claro aos meus amigos Troianos, com que cerro fileiras nessa guerra, que temos de lutar por uma cultura de paz e não podemos dar as costas para gestos de boa vontade”, explicou Jagger, ajudando a empurrar o cavalo para dentro da cidade sitiada.
Em Wall Street, 1929

“Geralmente não dou conselhos financeiros, mas desta vez não tem erro: quem quiser fazer um pé de meia para o futuro deve comprar ações. 1929 é o ano. Eu recomendo”, disse Jagger, feliz ao ver velhinhas trocando suas economias por derivativos de bancos endividados.
Na batalha de Waterloo

Logo depois de ser indiciado por consumo ilegal de drogas na Inglaterra, Mick Jagger se refugiou no sul da França, onde compôs o disco Exile on Main Street. Quando soube que as forças reacionárias de George III estavam prestes a atacar Napoleão, o artista tomou uma caleche para Waterloo com o intuito de cantar para as tropas. “Estou com vocês, Cidadãos!”, declarou Jagger, antes de incendiar a soldadesca com Running Out of Luck.
Historiadores do departamento de futilidades da Universidade de Wisconsin levantaram a participação de Mick Jagger em eventos históricos ao longo das décadas. Nos últimos anos, Jagger investiu em ações da British Petroleum, tornou-se fã de Rubens Barrichelo, abriu um Hotel na Grécia e torceu sistematicamente para o Vasco da Gama, sempre que o time de São Januário chegava a uma final. Questionado sobre a suposta fama de pé-frio do líder dos Rolling Stones, o guitarrista Keith Richards declarou que “desde a década de 60, Jagger acredita, sistematicamente, que a banda não durará mais dois ou três meses”.
Mick Jagger no carro de JFK, em Dallas

Jagger troca idéias com um assessor de Kennedy: “O presidente estava relutante, mas eu disse a ele que a previsão do tempo era de um dia magnífico. Dallas é uma cidade muito simpática e arejada, com um povo curioso e atento às coisas do espírito. Veja lá, por exemplo, um belo depósito de livros.”
No Maracanã, 1950

Apressado para entrar no belo estádio recém-inaugurado, Jagger confirmou que a festa do título será no Cassino da Urca. “Já marquei com Vicente Celestino, Silvio Caldas, Ciro Monteiro e Ivon Curi”, disse, e garantiu que o seu coração estava com o escrete brasileiro. “Nem sei se o Uruguai realmente existe...”
Troianos recebendo o cavalo de Tróia

“Deixei claro aos meus amigos Troianos, com que cerro fileiras nessa guerra, que temos de lutar por uma cultura de paz e não podemos dar as costas para gestos de boa vontade”, explicou Jagger, ajudando a empurrar o cavalo para dentro da cidade sitiada.
Em Wall Street, 1929

“Geralmente não dou conselhos financeiros, mas desta vez não tem erro: quem quiser fazer um pé de meia para o futuro deve comprar ações. 1929 é o ano. Eu recomendo”, disse Jagger, feliz ao ver velhinhas trocando suas economias por derivativos de bancos endividados.
Na batalha de Waterloo

Logo depois de ser indiciado por consumo ilegal de drogas na Inglaterra, Mick Jagger se refugiou no sul da França, onde compôs o disco Exile on Main Street. Quando soube que as forças reacionárias de George III estavam prestes a atacar Napoleão, o artista tomou uma caleche para Waterloo com o intuito de cantar para as tropas. “Estou com vocês, Cidadãos!”, declarou Jagger, antes de incendiar a soldadesca com Running Out of Luck.
Amor de groupie é cego
Direto da Argentina, Pepo Pérez nos traz uma bela visão sobre as famosas "groupies" e suas paixões muitas vezes incontroláveis e "inexplicáveis".
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Pearl Jam e R.E.M lideram protesto contra o uso de músicas em torturas

Bandas de rock, militares da reserva e ativistas de esquerda se uniram, nos Estados Unidos, para apoiar a intenção do presidente Barack Obama de fechar a prisão de Guantánamo. Bandas como Pearl Jam e R.E.M. integram a campanha nacional pelo fechamento da base. Os dois grupos também encabeçam uma petição para que o governo dos EUA divulgue se usou suas músicas para torturar presos da base militar em Cuba, como denunciaram diversas organizações internacionais.
A iniciativa é apoiada pela ONG britânica Reprieve, especializada na assistência legal a presidiários. A entidade usará da lei de liberdade de acesso à informação (FOIA, na sigla em inglês) vigente nos EUA desde 1966, para saber se as músicas foram de fato utilizadas durante sessões de tortura.
Entidades como a Anistia Internacional (AI) denunciaram em várias ocasiões que os presos de Guantánamo foram torturados com o uso de música em volumes altíssimos, além de receberem castigos físicos - simulação de afogamento, por exemplo.
"Apoiamos esta campanha como demonstração de nosso completo apoio ao presidente (dos Estados Unidos, Barack) Obama e aos líderes militares que pediram o fim das torturas e o fechamento de Guantánamo. Enquanto Guantánamo continuar aberta, o legado dos EUA ao redor do mundo continuará sendo a tortura", diz o REM em comunicado.
O trio americano se solidarizou com colegas músicos cujas canções também podem ter sido usadas como parte das táticas de tortura praticadas em Guantánamo "sem seu conhecimento ou consentimento".
"Sob a administração Bush-Cheney, a tortura com música foi algo normal em Guantánamo e nas prisões secretas que os EUA mantinham no Iraque, Afeganistão e em outros lugares do mundo", denuncia a ONG Reprieve em comunicado.
Segundo a organização, uma das técnicas mais utilizadas era executar músicas em um volume alto o suficiente para provocar danos nos tímpanos por vários meses, uma prática que ainda não figura como proibida no manual do Exército americano.
O pedido formal de acesso a essas informações deve chegar nesta quinta-feira à CIA (agência de inteligência americana), ao FBI (Polícia federal dos EUA), ao Departamento de Defesa e ao Departamento de Forças Especiais, entre outros organismos.
"O uso de música ensurdecedora durante muito tempo para prejudicar os prisioneiros é obscena e contrária aos valores americanos e britânicos", destacou a diretora da Reprieve, Clare Algar. Entre os artistas que se juntaram a este pedido estão Trent Reznor (Nine Inch Nails), Jackson Browne, Rise Against, Rosanne Cash, Billy Bragg e The Roots.
"Em Guantánamo, o governo norte-americano transformou um toca-discos em um instrumento de tortura", disse Thomas Blanton, diretor executivo da organização não-governamental independente. Com base nos documentos publicados e em entrevistas com detentos libertados, a entidade afirma que entre a música utilizada com fins de tortura estavam obras de AC/DC, Britney Spears, Bee Gees, Marilyn Manson e outros.
Um informe de novembro de 2008 da Comissão de Forças Armadas do Senado sobre o tratamento aos prisioneiros mencionou várias vezes o uso de música alta em meio a interrogatórios. Em um caso, os investigadores usaram música contra o mauritano Mohamedou Ould Slahi em Guantánamo.
Segundo as crenças religiosas de Slahi, a música deveria ser algo proibido. Durante dez dias de julho de 2003, Slahi foi interrogado e ao mesmo tempo submetido "à luz de variada intensidade" e a uma canção chamada "Let the Bodies Hit the Floor", da banda Drowning Pool, segundo a entidade.
Uma porta-voz da Comissão Conjunta de Guantánamo, Diana Haynie, afirmou que a música estridente não é usada contra os detentos desde o terceiro trimestre de 2003.
Por Vermelho, com agências.
A iniciativa é apoiada pela ONG britânica Reprieve, especializada na assistência legal a presidiários. A entidade usará da lei de liberdade de acesso à informação (FOIA, na sigla em inglês) vigente nos EUA desde 1966, para saber se as músicas foram de fato utilizadas durante sessões de tortura.
Entidades como a Anistia Internacional (AI) denunciaram em várias ocasiões que os presos de Guantánamo foram torturados com o uso de música em volumes altíssimos, além de receberem castigos físicos - simulação de afogamento, por exemplo.
"Apoiamos esta campanha como demonstração de nosso completo apoio ao presidente (dos Estados Unidos, Barack) Obama e aos líderes militares que pediram o fim das torturas e o fechamento de Guantánamo. Enquanto Guantánamo continuar aberta, o legado dos EUA ao redor do mundo continuará sendo a tortura", diz o REM em comunicado.
O trio americano se solidarizou com colegas músicos cujas canções também podem ter sido usadas como parte das táticas de tortura praticadas em Guantánamo "sem seu conhecimento ou consentimento".
"Sob a administração Bush-Cheney, a tortura com música foi algo normal em Guantánamo e nas prisões secretas que os EUA mantinham no Iraque, Afeganistão e em outros lugares do mundo", denuncia a ONG Reprieve em comunicado.
Segundo a organização, uma das técnicas mais utilizadas era executar músicas em um volume alto o suficiente para provocar danos nos tímpanos por vários meses, uma prática que ainda não figura como proibida no manual do Exército americano.
O pedido formal de acesso a essas informações deve chegar nesta quinta-feira à CIA (agência de inteligência americana), ao FBI (Polícia federal dos EUA), ao Departamento de Defesa e ao Departamento de Forças Especiais, entre outros organismos.
"O uso de música ensurdecedora durante muito tempo para prejudicar os prisioneiros é obscena e contrária aos valores americanos e britânicos", destacou a diretora da Reprieve, Clare Algar. Entre os artistas que se juntaram a este pedido estão Trent Reznor (Nine Inch Nails), Jackson Browne, Rise Against, Rosanne Cash, Billy Bragg e The Roots.
"Em Guantánamo, o governo norte-americano transformou um toca-discos em um instrumento de tortura", disse Thomas Blanton, diretor executivo da organização não-governamental independente. Com base nos documentos publicados e em entrevistas com detentos libertados, a entidade afirma que entre a música utilizada com fins de tortura estavam obras de AC/DC, Britney Spears, Bee Gees, Marilyn Manson e outros.
Um informe de novembro de 2008 da Comissão de Forças Armadas do Senado sobre o tratamento aos prisioneiros mencionou várias vezes o uso de música alta em meio a interrogatórios. Em um caso, os investigadores usaram música contra o mauritano Mohamedou Ould Slahi em Guantánamo.
Segundo as crenças religiosas de Slahi, a música deveria ser algo proibido. Durante dez dias de julho de 2003, Slahi foi interrogado e ao mesmo tempo submetido "à luz de variada intensidade" e a uma canção chamada "Let the Bodies Hit the Floor", da banda Drowning Pool, segundo a entidade.
Uma porta-voz da Comissão Conjunta de Guantánamo, Diana Haynie, afirmou que a música estridente não é usada contra os detentos desde o terceiro trimestre de 2003.
Por Vermelho, com agências.
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