Os Intelectuais “In”dependentes

Tem um personagem que tem sido figura corrente nas rodas de debates e, principalmente, nos grandes meios de comunicação, que é a do “intelectual independente”.
Sempre me causou certa estranheza o fato de que, apesar de se dizerem independentes de “colorações partidárias ou ideológicas” a maioria deles acaba por ter um discurso, no mínimo muito semelhante. O que chega a soar quase como um contra-senso, afinal, se a dita independência fosse levada até as últimas conseqüências, deveriam ser cada um uma “ilha de sabedoria” única em um oceano de ignorância e anacronismos.
Figura corrente, há muito tempo que circulam pelo mundo a fora, mudando, no entanto, apenas algumas particularidades. No passado, muitos liberais usavam da prerrogativa de uma dita “independência” para defender suas posições. Hoje em dia, muitos neoliberais se utilizam deste mesmo expediente. Curiosamente, em muitos casos, além de não assumir a sua posição política, muitas vezes chegam a realmente nutrir uma certa ignorância quanto as suas posições. Quando apontado por alguém, vão logo se sentido ofendidos por tal afirmação, afinal sua independência não permite qualquer tipo de vinculação com posições, sejam elas quais forem.
Alias, antes de prosseguir, para quem possa já estar se perguntando, afinal, “de que lado você samba?” vou anunciando que sou de esquerda. Não quero parecer com isso que quero me vangloriar por esta posição, mas em tempos de pó-modernidade em alta, ter nitidez é algo que muitas vezes se acha pouco por aí. De direita então...
Voltando ao tema em questão, eis que, modestamente, pretendo demonstrar algumas destas “semelhanças” que constituem uma quase identidade comum destes pensadores “modernos”.
Moralismo de ocasião: A uma seletividade na indignação com que se manifestam, via de regra, causa mais indignação um atraso nos vôos do que os problemas enfrentados no transporte público nas grandes cidades.
Anti-petismo: Os ataques ao PT, que sempre ocorreram desde a fundação do partido, após a chegada de Lula à Presidência e, com uma intensidade ainda maior após a crise de 2005, se tornaram quase que um lugar comum. Criticar o PT se tornou o esporte predileto, quase que um exercício canônico para demonstrar a sua independência. Não que eventualmente não desferem críticas a indivíduos de outros partidos, mas via de regra, estas criticas são brandas, ocasionais e restringindo-se a alguns políticos mais folclóricos, sem jamais citar as agremiações ao qual pertencem. ~

Americanismo ou Eurocentrismo: O olhar do mundo, de um legitimo intelectual independente, sempre esta voltado para o norte. Para o “mundo civilizado”, onde deveríamos nós, como subdesenvolvidos, seguir os passos de forma mimética, para um dia talvez atingir o paraíso que eles alcançaram.
Democracia (para os outros): Todos eles se autoproclamam como defensores ardorosos da democracia. No entanto, quando questionados pelas posições que defendem, logo partem para desqualificar a crítica pela prerrogativa de que os seus críticos estariam “atentando contra a democracia”, principalmente dos “pensadores” vinculados em veículos de comunicação. A crítica aos outros é sempre um expediente democrático, as criticas a eles próprios é uma prova de autoritarismo.

Poderia seguir listando outros aspectos comuns que constituem a identidade dos “intelectuais independentes”, mas acredito que estes seriam as principais. Sem muita dificuldade poderão observar de fato como estas “marcas” se reproduzem de forma generalizada nas cabeças pensantes que ecoam pelos grandes meios.
Evidente que existem algumas variáveis, mas em linhas gerais, vemos sempre uma sintonia nos dizeres, mesmo que aparentemente de forma “involuntária”. Eles sofrem de uma dependência externa, do ponto de vista ideológico, que muitos nem mesmo imaginam. O que difere por completo desta aura olímpica com quem muitos procuram gozar.
Não tardará o dia em que estes intelectuais dependentes cairão em descrédito. Mas aí, o sistema prontamente trata de descartá-los e elevar aos holofotes uma nova e brilhante leva de “pensadores do amanhã”, de forma a buscar manter inalterado este ciclo contínuo de legitimação de um sistema ilegítimo.

Definidos os 10 objetivos do FSM de Belém

Entre 10 e 12 julho, integrantes da Comissão de Metodologia do Conselho Internacional e do Grupo Facilitador local estiveram reunidos em Belém para avaliar as respostas à consulta realizada entre maio e junho e definir o conjunto final dos objetivos de ação dos participantes do FSM 2009.

Em torno destes objetivos serão organizadas as diversas atividades (conferências, painéis, seminários, oficinas entre outras). Veja abaixo a lista de objetivos.

1. Pela construção de um mundo de paz, justiça, ética e respeito pelas espiritualidades diversas, livre de armas, especialmente as nucleares;
2. Pela libertação do mundo do domínio do capital, das multinacionais, da dominação imperialista patriarcal, colonial e neocolonial e de sistemas desiguais de comércio, com cancelamento da dívida dos países empobrecidos;
3. Pelo acesso universal e sustentável aos bens comuns da humanidade e da natureza, pela preservação de nosso planeta e seus recursos, especialmente da água, das florestas e fontes renováveis de energia;
4. Pela democratização e descolonização do conhecimento, da cultura e da comunicação, pela criação de um sistema compartilhado de conhecimento e saberes, com o desmantelamento dos Direitos de Propriedade Intelectual;
5. Pela dignidade, diversidade, garantia da igualdade de gênero, raça, etnia, geração, orientação sexual e eliminação de todas as formas de discriminação e castas (discriminação baseada na descendência);
6. Pela garantia (ao longo da vida de todas as pessoas) dos direitos econômicos, sociais, humanos, culturais e ambientais, especialmente os direitos à saúde, educação, habitação, emprego, trabalho digno, comunicação e alimentação (com garantia de segurança e soberania alimentar);
7. Pela construção de uma ordem mundial baseada na soberania, na autodeterminação e nos direitos dos povos, inclusive das minorias e dos migrantes;
8. Pela construção de uma economia centrada em todos os povos, democratizada, emancipatória, sustentável e solidária, com comércio ético e justo;
9. Pela ampliação e construção de estruturas e instituições políticas e econômicas – locais, nacionais e globais – realmente democráticas, com a participação da população nas decisões e controle dos assuntos e recursos públicos;
10. Pela defesa da natureza (amazônica e outros ecossistemas) como fonte de vida para o Planeta Terra e aos povos originários do mundo (indígenas, afro-descendentes, tribais, ribeirinhos) que exigem seus territórios, línguas, culturas, identidades, justiça ambiental, espiritualidade e bom viver.

As informações são da Revista Fórum

Equador determina que EUA desocupem base militar no país

O governo de Rafael Correa comunicou à embaixada americana em Quito sua decisão de dar por encerrado o acordo de cooperação bilateral assinado no 12 de novembro de 1999 sobre o uso da base em Manta, situada no oeste do Equador e teoricamente destinada à luta contra o narcotráfico na região.
O acordo previa o "acesso e o uso, por parte dos Estados Unidos, das instalações da base da Força Aérea equatoriana em Manta para atividades antinarcóticos", diz um comunicado oficial da Chancelaria do Equador.
O texto destaca ainda que, "em conversas com funcionários americanos, foi combinado que as operações realizadas (na base de Manta), amparadas no mencionado acordo, terminariam no mês de agosto de 2009".
Nesses contatos, também ficou acertado que "o processo de retirada do pessoal estrangeiro da base da Força Aérea equatoriana em Manta" deveria terminar em novembro de 2009, diz o documento.
Segundo o acordo, "as instalações do posto avançado americano serão transferidas à autoridade correspondente da Força Aérea equatoriana".

Nova era

O acordo sobre a base de Manta foi aprovado durante o governo do ex-presidente democrata-cristão Jamil Mahuad, que deixou o poder antes do fim de seu mandato, depois de aprovar a dolarização da economia equatoriana e de afundar ainda mais o país em uma crise financeira sem precedentes.
Desde o princípio, a presença do contingente americano em Manta gerou suspeitas de amplos setores da sociedade, que achavam que o posto avançado seria usado para apoiar a luta contra a guerrilha colombiana.
Da redação, com informações da Efe

A "Casa do Espanto" da Yeda

Uma nova suspeita foi levantada neste final de semana sobre a compra de uma casa pela governadora Yeda Crusius (PSDB), no bairro Vila Jardim, em dezembro de 2006. Desta vez, a fonte não poderá ser acusada de conluio com a oposição para tentar atingir a governadora. A revista Veja teve acesso a um documento que mostra que, quatro meses antes de vender a casa a Yeda por supostamente 750 000 reais, seu antigo proprietário, Eduardo Laranja, estava fechando o negócio por 1 milhão de reais. A matéria de Veja, intitulada "A Casa do Espanto", afirma que o interessado, o engenheiro José Luís Borsatto, chegou a assinar um documento (ver acima) comprometendo-se a comprá-la por esse valor. "Quando consegui todo o dinheiro, o corretor me disse que tinha vendido o imóvel à governadora", lamenta Borsatto. Qual o valor do negócio? "Foi 1 milhão de reais", disse ele à revista.

Segundo a matéria, a suspeita de que a propriedade tenha custado mais do que admite a governadora é alimentada por outras evidências. “Um ano antes de ser negociada, a casa era anunciada por 1,5 milhão de reais. A prefeitura, ao avaliar o imóvel para efeitos fiscais no ato da venda, atribuiu-lhe o valor de 900 000 reais”. Em entrevista coletiva, na manhã deste sábado, o advogado do PSOL, Pedro Ruas, apresentou o documento à imprensa. Trata-se de um instrumento particular de promessa de compra e venda de imóvel, firmado entre Eduardo Laranja e José Luís Borsatto. Pedro Ruas anunciou que encaminhará o documento ao Ministério Público.



Perguntas sem respostas

A polêmica relacionada ao real valor do imóvel adquirido pela governadora gaúcha logo após o fim da campanha eleitoral de 2006 tem várias questões em aberto. Algumas delas são as seguintes: o sr. Eduardo Laranja da Fonseca e/ou sua empresa, a Self Engenharia, tinha dívidas com o Banrisul e/ou com a Receita Estadual no final de 2006, quando vendeu a casa na rua Araruama para a governadora Yeda Crusius (PSDB)? Caso a resposta seja positiva, qual é a situação dessas dívidas hoje?No dia 18 de outubro de 2007, a casa localizada numa zona nobre da capital gaúcha (com 467 metros quadrados de área construída), foi alienada no Banrisul para garantir um empréstimo de R$ 50 mil tomado pela governadora Yeda Crusius. Ocorreu alguma outra operação financeira junto ao Banrisul relacionada à compra do imóvel?




Fonte: RS Urgente


Líder da Revolta da Chibata recebe anistia 39 anos após a morte

“É concedida anistia aos insurretos [rebeldes] de posse dos navios da Armada Nacional se os mesmos, dentro do prazo que lhes for marcado pelo governo, se submeterem às autoridades constituídas”. Isso é o que afirmava o texto do Decreto Legislativo n.º 2.280, em 25 de novembro de 1910 – publicado três dias após o início da revolta da Chibata, no Rio de Janeiro. Um dos beneficiados pela legislação seria João Cândido Felisberto, principal líder do movimento. Mas só nesta quinta-feira (24), 39 anos após sua morte, ele recebe tal direito.

Tanto João Cândido quanto os demais integrantes da revolta, que durou apenas seis dias, receberam do governo brasileiro anistia pós morte, publicada hoje no Diário Oficial da União. De acordo com a norma, a finalidade é “restaurar o que lhes foi assegurado pelo decreto”.


O líder político morreu de câncer em 1969, aos 89 anos, no Hospital Getúlio Vargas, Rio de Janeiro. A Revolta da Chibata mobilizou cerca de 2 mil marinheiros na baía de Guanabara, que prometeram bombardear a cidade, até então capital do Brasil, caso os castigos físicos impostos pelo regime da Marinha não cessassem.


No desfecho da revolta, o governo brasileiro se comprometeu a acabar com as punições físicas (chibatadas, regulamentadas à época), mas, mesmo assim, os marinheiros foram detidos. No decorrer das tensões, seis deles foram mortos – inclusive foi o castigo a um deles, Marcelino Rodrigues Menezes. Esse foi o pretexto para o início da revolta.

A idéia de conceder a anistia pós morte ao líder e aos demais revoltosos partiu do Senado e foi aprovada pela Câmara dos Deputados no último dia 13 de maio.

Grêmio: goleada e liderança

Foram 7 gols e a liderança do campeonato, tudo na mesma noite. A maior goleada desta edição do campeonato brasileiro. Melhor impossível.

Capitalismo de desastre: estado de extorsão

Invadir países para apoderar-se de seus recursos naturais é ilegal, segundo a Convenção de Genebra. Isto significa que a gigantesca tarefa de reconstruir a infra-estrutura do Iraque é responsabilidade financeira dos invasores. Em vez disso, o Iraque está obrigado a vender 75% de seu patrimônio nacional para pagar as contas de sua própria invasão e ocupação ilegais. Os capitalistas do desastre têm estado ocupados.

A análise é da Naomi Klein, que pode ser conferido na íntegra acessando aqui

Humor


Maria da Penha processará Faustão por declaração

A cearense Maria da Penha Maia Fernandes (63) que deu nome à lei que pune a violência contra a mulher, vai processar o apresentador da Rede Globo, Fausto Silva. Ela quer que ele se retrate de um comentário feito domingo passado, no Programa Domingão do Faustão. O jornalista afirmou no programa que Maria da Penha "de tanto apanhar ficou paraplégica". "Eles me entrevistaram e nada colocaram e ainda o apresentador com esta declaração destrói toda minha história de luta contra a violência que fizemos ao longo destes 25 anos", afirmou Maria da Penha.

"Fiquei chateada com a declaração e espero a retratação aconteça no próximo domingo", cogita Maria da Penha. Sua advogada, Dioneide Costa, disse que o comentário de Faustão "afetou concretamente" a honra subjetiva de Maria da Penha. O ex-marido de Maria da Penha, o professor universitário Marco Antônio Herredia Viveiros, recebeu uma sentença de seis anos por duas tentativas de homicídio - a primeira, com um tiro que deixou Maria da Penha paraplégica e a segunda, por meio de choques elétricos. O agressor, preso em 2003, está em liberdade.

Do site do FNDC

Um milhão de nomes estão na lista antiterrorista dos EUA

WASHINGTON (AFP) - O que têm em comum uma freira católica, um piloto de avião e Cat Stevens? Nada, a não ser pelo fato de estarem entre os mais de um milhão de nomes que fazem parte da lista de vigilância antiterrorista formulada pelas autoridades norte-americanas.

Esta lista, que supostamente contém os nomes dos terroristas ou pessoas suspeitas de estarem ligadas ao terrorismo, cresceu consideravelmente desde o 11 de setembro de 2001 e impede que pessoas que, a princípio, apresentam uma conduta correta embarquem em um avião, segundo a Associação norte-americana pelas Liberdades Civis (ACLU).
Esse número, de mais de um milhão, surgiu de um relatório do Departamento de Justiça sobre o Centro de Vigilância do Terrorismo, divisão do FBI que estabelece a lista de vigilância, indicou a ACLU.
O Centro "tinha mais de 700.000 nomes em sua base de dados em abril de 2007 e a lista acrescentou mais de 20.000 fichas por mês em média", segundo um informe do inspetor geral do Departamento de Justiça, acrescentou a associação.
"Se houvesse um milhão de terroristas ameaçando os Estados Unidos, nossas ruas estariam em chamas", disse à AFP Barry Steinhardt, diretor do programa Tecnologia e Liberdade da ACLU.
Não, essa lista não possui um milhão de pessoas, contestou o diretor do Centro de Vigilância do Terrorismo, Leonard Boyle. Trata-se de uma ferramenta eficaz, afirmou após desmentir que milhares de norte-americanos tenham sido detidos ou tido sua paz perturbada diariamente por estarem nessa lista.
A irmã Glenn Anne McPhee, ex-secretária de Educação na Conferência Episcopal Católica norte-americana, apareceu na lista porque um afegão havia utilizado McPhee como sobrenome, segundo a ACLU e o San Francisco Faith, boletim na internet da diocese onde trabalha a freira.
Durante nove meses depois de outubro de 2003, a freira foi alvo de exaustivas investigações e teve que pedir a seu bispo que conversasse com Karl Rove, principal assessor político do presidente Bush nesse momento, para que seu nome fosse retirado da lista negra.
Nelson Mandela precisou de uma ordem do Congresso para que seu nome fosse retirado da mesma lista.
Cat Stevens, o cantor que no final dos anos 60 se converteu ao Islã, passando a se chamar desde então Yusuf Islam e que não tem antecedente algum de atividades terroristas contra si, teve seu visto de entrada nos Estados Unidos negado.
E sua 'xará', Cat (diminutivo de Catherine) Stevens, esposa de um senador norte-americano, teve problemas para embarcar em um avião, segundo a ACLU.
Robert Campbell, piloto de avião durante 22 anos, também entrou para a lista de pessoas proibidas de voar.
"Sou autorizado (...) a pilotar um avião, mas se quiser viajar como passageiro, sou proibido de voar", explicou em 2007 à TV norte-americana.
Esse piloto aposentado, que também foi piloto da Marinha norte-americana, ainda não entende por que está na lista.
No entanto, "muitos nomes dos verdadeiros terroristas não estão na lista que é enviada ao pessoal das companhias aéreas, agências de viagens, alfândega", considerou Barry Steinhardt.

EUA reativam IV Frota naval e preocupam dirigentes da AL

Por Maurício Thuswohl

Ela ganhou notoriedade durante a Segunda Guerra Mundial, ao caçar submarinos nazistas nas águas do Atlântico Sul. Foi desmontada em 1950, mas agora está de volta, para espanto dos chefes de Estado da região. A temida IV Frota Naval dos Estados Unidos foi reativada oficialmente esta semana e, segundo a Marinha norte-americana, vai começar a realizar em breve exercícios no limite das águas territoriais da América Latina e do Caribe.


Essa decisão, tomada de forma unilateral pelo governo de George W. Bush, já provocou manifestações de desagrado dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil), Cristina Kirchner (Argentina), Hugo Chávez (Venezuela) e Evo Morales (Bolívia), apesar de os EUA garantirem que suas embarcações somente serão utilizadas em “operações de paz, de assistência humanitária e de socorro em caso de desastres naturais”.


A reativação da IV Frota foi celebrada no último sábado (12), durante uma cerimônia militar realizada no estado da Flórida. O chefe de Operações Navais da Marinha dos EUA, almirante Gary Roughead, disse não entender a preocupação dos latino-americanos, e afirmou que “o objetivo dos EUA é promover uma parceria para proteger os mares da região”. Algumas outras palavras de Roughead durante a cerimônia, no entanto, foram menos amistosas: “O foco da IV Frota estará nas ações humanitárias, mas que ninguém se engane: ela estará pronta para qualquer tipo de ação, em qualquer lugar e a qualquer momento”, disse.


Leia a íntegra da matéria de Maurício Thuswohl, publicada na Carta Maior, acessando aqui.

Ex-chefe militar de Pinochet é preso no Chile

Santiago Sinclair, vice-comandante-em-chefe do Exército chileno durante a ditadura de Augusto Pinochet, foi detido nesta quinta-feira (17) pelo seqüestro e desaparecimento de cinco militantes de esquerda em 1987, informou uma fonte judicial.
Sinclair, que era um estreito colaborador do falecido ditador, está preso no Batalhão de Polícia Militar do Leste de Santiago.
Também foram detidos o general da reserva Hugo Prado, ex-chefe da Direção de Inteligência do Exército (Dine), e o coronel Marcos Bustos. Outros 15 militares já foram processados pelo mesmo caso.
Todos são acusados de envolvimento no seqüestro e desaparecimento de cinco membros da Frente Patriótica Mannuel Rodriguez (FPMR) em 1987, em um dos últimos casos de violação dos direitos humanos registrados durante a ditadura de Pinochet (1973-1990).
Os cinco militantes do FPMR teriam sido assassinados em um quartel da polícia secreta do regime, e seus corpos atirados ao mar desde um helicóptero do Exército. A ordem teria sido dada por Sinclair.
AFP

Projeto irá restringir acesso a internet

Um projeto de Lei do Senado brasileiro está prestes a bloquear a liberdade e as ações criativas na Internet. O Substitutivo do Senador Eduardo Azeredo (PSDB), caso seja aprovado, tornará milhares de internautas , de um dia para outro, em criminosos e quer exigir ainda que todos os provedores de acesso à Internet se tornem delatores de seus usuários, colocando cada um como provável criminoso. É o reino da suspeita, do medo e da quebra da neutralidade da rede.
O texto proposto considera crime "obter ou transferir dado ou informação disponível em rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, sem autorização ou em desconformidade à autorização, do legítimo titular, quando exigida". Isso vai significar que simples tarefas, como acessar um site para copiar um texto na memória temporária do computador, sem a devida autorização, poderia vir a ser considerado crime.
Tem um abaixo-assinado circulando na internet que já ultrapassou as 64 mil assinaturas.
Se você ainda não assinou, acesse aqui e deixe seu apoio.
Não podemos aceitar que esse projeto seja aprovado. O retrocesso será terrível.

CUT-DF protocola pedido de impeachment contra presidente do STF

RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília


Um grupo de 15 manifestantes ligados à CUT (Central Única dos Trabalhadores) do Distrito Federal protocolou nesta sexta-feira, na Secretaria Geral do Senado, a denúncia de pedido de impeachment do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes. Os sindicalistas acusam o ministro de crime de responsabilidade.
"Esse pedido de impeachment vai servir para que o presidente do Supremo apresente suas explicações e não pairem dúvidas sobre os julgamentos que ele [Gilmar Mendes] participar", disse o secretário de Imprensa e dirigente da CUT-DF, Cícero Rola.
Cícero subscreve o pedido de impeachment que foi protocolado no Senado. Segundo o sindicalista, depois das decisões do ministro em favor de alguns dos denunciados pela Polícia Federal na Operação Satiagraha, não há dúvidas que houve favorecimento em decorrência do nível econômico dos suspeitos.
"Nós não podemos conviver no Brasil com a suspeição de um presidente do Supremo Tribunal Federal", disse o dirigente da CUT-DF. "A soltura do Daniel Dantas [banqueiro investigado pela PF] e outros [suspeitos investigados] acabou prejudicando a operação."

Dificuldades

A idéia de impeachment de Gilmar Mendes surgiu no começo desta semana, quando procuradores da República levantaram a hipótese. Porém, o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), avalia como difícil a denúncia ser acolhida pelos parlamentares.
Uma vez protocolado, o pedido de impeachment deve ser analisado pela Mesa Diretora do Senado, se acatado por ela, segue para a leitura no plenário - quando é oficialmente instalado.
Após a instauração do processo, o pedido tem de ser analisado por uma comissão integrada por 21 senadores que tem o papel de decidir se o processo deve seguir adiante.
Pela Constituição, o pedido ainda tem de ser aprovado por dois terços dos senadores, em plenário, para configurar a perda do cargo a Mendes --que ficaria inabilitado, por oito anos, para o exercício de função pública.
Manifestação
Um grupo de manifestantes ligados à CUT-DF, o mesmo que protocolou o pedido de impeachment, fez um protesto em frente ao Congresso Nacional nesta sexta-feira. Em nome da defesa do fim da corrupção e combate à impunidade, alguns manifestantes seguravam faixas em protesto ao ministro Gilmar Mendes.
Nas faixas, havia inscrições com os dizeres: "Fora Gilmar Mendes" e "Algema para Bandido Rico".

Fogaça e a Juventude: crônicas de uma tragédia anunciada

Uma boa forma de se fazer um balanço da gestão Fogaça nas políticas públicas de juventude seria comparando com uma peça de teatro dividida em três atos. Cujo nome da peça poderia ser "Crônicas de uma tragédia anunciada".
Vamos aos fatos que compõem este triste "espetáculo".

1º Ato: O "Esplendor"

Uma das primeiras ações do Prefeito Fogaça, quando assumiu a prefeitura, foi criar a Secretaria Municipal de Juventude. Num primeiro momento, uma iniciativa que poderia ser saudada por todos como importante, afinal, a dura realidade da juventude em nossa cidade exigiria um grau maior de prioridade do poder público. Qualquer indicador social que tomemos por base (desemprego, escolaridade, violência etc.) aponta para uma situação perversa de exclusão dos jovens, principalmente na periferia.
No entanto, a expectativa logo caiu por terra, não bastasse a total ausência de propostas concretas apresentadas durante a campanha (e que deveriam embasar a criação do órgão), ao apresentar o titular da pasta, o Vereador Mauro Zacher (PDT), Fogaça pôs por terra as esperanças de ver mudanças reais para os jovens da capital. Zacher era figura bastante conhecida do movimento estudantil, por ser ele um dos principais articuladores da pior experiência do nosso estado em entidades estudantis. A frente do DCE da PUC, a entidade esteve sempre envolta em muitas acusações e suspeições, tornando-se sinônimo de autoritarismo e truculência. Servindo de triste exemplo de reprodução de práticas que há muito gostaríamos de ver extintas no movimento estudantil.
Com este currículo, Mauro Zacher assumiu a Secretaria Municipal de Juventude e os nossos temores tornaram-se realidade.

2º Ato: O Marasmo

Com um orçamento de mais de R$ 3 milhões de reais anuais, o que vimos ao longo dos dois primeiros anos de gestão foi uma Secretaria sem iniciativa alguma. E o pior, além de sofrer de falta de iniciativa, acabou com experiências positivas que existiam, como por exemplo, o Fórum Municipal da Juventude, que era um espaço de interlocução e participação direta da juventude com a Prefeitura.
As ações resumiram-se a algumas poucas atividades, e estas mesmas com sua abrangência e efeitos questionáveis. Segundo informações da própria Secretaria, foram cinco as ações desenvolvidas por ela: tenda da juventude, trabalho para a juventude, Projovem, Centro de Promoção da Juventude e atividades culturais para jovens.
A tenda da juventude e as atividades culturais para jovens (sic) tiveram um viés muito mais voltado para uma lógica da espetacularização da cultura em detrimento a uma política que minimamente promovesse uma integração junto a centenas de grupos e agentes culturais da juventude de nossa cidade. Opção que mal esconde a preocupação puramente midiática, frente à apatia política da gestão.
O projeto "trabalho para a juventude", que ofertava vagas para cursos profissionalizantes (Cuidador de Idosos, Auxiliar de crediário etc.) tem um problema de mérito da concepção quanto a forma com que busca a integração dos jovens ao mercado de trabalho. Mantendo um viés equivocado de formar mão-de-obra barata, com efeitos objetivos questionáveis e de pouco impacto real. Atingiu a um universo muito pequeno, abaixo inclusive das próprias expectativas do governo municipal.
O anunciado Centro de Promoção da Juventude, mesmo tendo orçamento aprovado para a sua implementação, que totalizaria mais de R$ 600.000,00 no triênio 2006-2008, nunca saiu do papel. Ficando como mais uma das promessas não cumpridas ao longo da gestão.
A única ação que teve minimamente alguma repercussão maior foi o Projovem, que acabou por ser o palco de um dos maiores escândalos da gestão Fogaça, abrindo o capitulo final de uma história sem um final feliz.

3º Ato: A "tragédia"

O ProJovem é um programa do Governo Federal, feito através de uma parceria junto a Prefeitura, destinado a jovens entre 18 e 24 anos que terminaram a quarta série, mas não concluíram a oitava série do ensino fundamental e não têm vínculos formais de trabalho. Aos participantes, o ProJovem oferece oportunidades de elevação da escolaridade; de qualificação profissional; e de planejamento e execução de ações comunitárias de interesse público. Cada aluno, como forma de incentivo, recebe um auxílio de R$ 100,00 (cem reais) por mês, desde que tenha 75% de freqüência nas aulas e cumpra com as atividades programadas.
Em diversas cidades do país (Recife, Fortaleza, Rio Branco etc.) o ProJovem tem se mostrado uma experiência bastante positiva na promoção de políticas inclusivas a um setor extremamente vulnerável, atingindo resultados inquestionáveis do acerto das políticas do Governo Lula em priorizar a promoção da juventude. Porto Alegre, no entanto, foi no caminho inverso, e atingiu resultados negativos.
Problemas ocorreram de toda a ordem, desde problemas de divulgação, falta de professores, aulas não realizadas, ausência de controle de freqüência para os beneficiados, suspeitas de aparelhamento político-partidário, entre outros problemas que converteram a nossa cidade como a pior experiência de implementação do programa no país.
Não bastasse tudo isso, o programa acabou por se tornar um foco de forte suspeitas de corrupção. Durante as investigações das fraudes no Detran, descobriu-se um possível foco de corrupção na sua implementação. O documento divulgado pela juíza Simone Barbizan Fortes, da 3ª Vara Federal e Juizado Especial Criminal da Subseção Judiciária de Santa Maria (que autorizou as prisões efetuadas durante a Operação Rodin), afirma que as investigações sobre o caso revelaram que, possivelmente, o esquema foi posto em operação pelas mesmas pessoas físicas e jurídicas em relação a outros contratos públicos, por exemplo, no projeto "ProJovem", desenvolvido em Porto Alegre.
As investigações deram luz a um problema que muitos suspeitavam, afinal com a Prefeitura recebendo R$ 11 milhões para executar o programa, não é aceitável apresentar os resultados que teve.
Com o escândalo, Mauro Zacher não resistiu a frente da secretaria, perdendo o posto e segue sendo alvo de investigação da Polícia Federal e do Ministério Público. Merece registro neste episódio o silêncio do Fogaça, que fez-de-conta que nada acontecia em sua administração.
Fim de uma tragédia anunciada
Após todo o escândalo a secretaria encerrou melancolicamente sua gestão. Após a queda de Zacher, a pasta passou por outros três titulares que cumpriram mais uma função meramente administrativa. Em uma sucessão de tentativas frustradas de remediar o irremediável. O que facilmente se explica através de falta de políticas e projetos de um lado, com interesses escusos de outro. Com essa soma indigesta encerrou-se uma experiência desastrosa de políticas da Prefeitura para a juventude, que viu uma grande oportunidade de superação do fosso de desigualdades que atinge a milhares de jovens em nossa capital ser desperdiçada.
Nosso desafio não será pequeno em superar este quadro perverso, através da participação popular e de uma política transparente, alicerçada em nosso programa, poderemos construir uma outra lógica, onde a juventude seja protagonista de mudanças efetivas, saindo definitivamente das páginas policiais e do descrédito.

Equador: ao enfrentar mídia, Correa ganha força no referendo

Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (16), no Equador, mostrou um crescimento do voto em favor da nova Constituição, apoiada pelo presidente Rafael Correa, no referendo de setembro.

De acordo com o instituto Cedatos-Gallup Internacional, o voto no 'sim', que vinha caindo desde maio, subiu de 29% início de julho para 32% em meados do mês – ainda aquém da maioria simples necessária para a aprovação da Constituição, e abaixo dos 41% registrados em maio.

O crescimento do 'sim' coincide com a desapropriação pelo governo de mais de 200 empresas, entre elas dois canais de TV, ligados a um grupo econômico responsável por uma grande quebra bancária na década passada. A medida visa a ressarcir correntistas prejudicados.

Humor


Autor: Santiago

O impeachment de Gilmar Mendes

Mauro Santayana

O impeachment como remédio tem apoio na Constituição


A evocação é inevitável. Quando o nome do advogado-geral da União, Gilmar Mendes, foi encaminhado ao Senado, para ocupar uma das cadeiras do STF, muitos manifestaram estranheza. O libelo mais forte coube ao professor Dalmo Dallari. Em artigo publicado antes da votação, o mestre paulista advertiu que, aprovado o nome do advogado-geral da União, estariam "correndo sério risco a proteção aos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a própria normalidade constitucional". Dallari lembrou que Gilmar, derrotado no Judiciário, "recomendou aos órgãos do Poder Executivo que não cumprissem as decisões judiciais". Outro caso, lembrado por Dallari, foi o de que a Advocacia-Geral da União, cujo titular era Gilmar, havia pago R$ 32.400 ao Instituto Brasiliense de Direito Público, do qual o atual presidente do STF era um dos proprietários, a fim de que seus subordinados ali fizessem cursos.


Advogados, como o ex-presidente da OAB Reginaldo de Castro, e alguns jornalistas, entre eles este colunista, consideraram que faltavam ao indicado títulos para a alta posição. O fato de haver freqüentado universidades estrangeiras não era recomendação suficiente. Inúmeros ostentam este mesmo título. Há, mesmo, os que se fizeram professores em renomados centros universitários europeus e americanos, e nem por isso foram convocados à alta magistratura nacional. Sua carreira era relativamente curta. A muitos incomodava o comprometimento com o governo Collor – a quem serviu, na Secretaria da Presidência, até o impeachment – e com o de Fernando Henrique. Com Itamar no Planalto, o senhor Gilmar Mendes se transferiu para o Poder Legislativo.


Cabia ao advogado, no governo de Fernando Henrique, examinar e redigir os projetos de lei e medidas provisórias. Algumas dessas medidas foram consideradas inconstitucionais e, com ligeiras modificações, reeditadas. O mais grave é que ele se encontrava subjudice, processado por improbidade administrativa – conforme a denúncia de Dallari – quando seu nome foi levado à Comissão de Justiça do Senado para ocupar a vaga no Supremo. O fato foi comunicado à Câmara Alta, mas o rolo compressor do governo quebrou a resistência da maioria dos senadores. Ainda assim, seu nome foi recusado por 15 parlamentares. Normalmente não há tão expressiva manifestação contrária às indicações presidenciais para o STF. A Associação dos Magistrados Brasileiros também se opôs à sua nomeação. Mais ainda: o Ministério Público questionara, antes, a presença de Gilmar, que pertencia a seus quadros, na Advocacia-Geral da União.


Permito-me citar trecho de artigo que publiquei no Correio Braziliense, no dia mesmo em que o nome do advogado Gilmar Mendes foi levado à Comissão de Constituição e Justiça do Senado:
"De um juiz se pede juízo. O advogado-geral da União excedeu-se no desempenho de suas funções, e excedeu-se também nas relações necessárias com o Poder Judiciário e com o Ministério Público. A firmeza na defesa dos atos governamentais, e das teses jurídicas em que eles possam sustentar-se, não permite o desrespeito para com os que tenham posição diferente.


O senhor Gilmar Mendes poderia criticar, com alguma razão, o desempenho do Poder Judiciário,

desde que ele atribuísse a deficiência ao acúmulo de leis confusas e conflitantes, situação constatada por todos os magistrados, e o fizesse em termos serenos. Mas se esqueceu o aclamado jurista de que tais leis, em sua maioria, procedem da incompetência do próprio Poder Executivo, a maior fonte legislativa destes últimos anos, com suas medidas provisórias, portarias, decretos, normas – e memorandos". Até aqui o texto de maio de 2002.

Quando Gilmar, como advogado-geral da União, recomendou aos órgãos públicos que não cumprissem ordens judiciais, excluiu-se eticamente do direito de pertencer ao Poder Judiciário.
Soube-se ontem à noite que um grupo de cidadãos de São Paulo se articula para pedir ao Senado Federal o impeachment do ministro Gilmar Mendes, de acordo com o artigo 39, item V da Constituição Federal, combinados com os artigos 41 e 52, II, da Carta Maior. Conforme dispõe a Constituição, qualquer cidadão, de posse de seus direitos políticos, pode solicitar o impeachment de um membro do Supremo


Texto originalmente publicado no Jornal do Brasil, edição de 14/07/2008.

Camelódromo


O Camelódromo do Fogaça, obra que estranhamente teria a sua conclusão no final do período eleitoral, pelo jeito vai de mal a pior.
Se a idéia em si já é algo um tanto quanto controverso, além de extremamente dispendiosa para o erário público, ontem vimos a "casa cair" literalmente.
A laje de concreto que serviria como rampa de ligação entre as duas estruturas que comporiam o Camelódromo ontem despencou, causando transtornos ao transito, provocando imensos engarrafamentos.
Mas também lança dúvidas sobre a qualidade com que esta obra esta sendo conduzido.
Será que, devido a proximidade das eleições e pelo resultado pífio que Fogaça tem demonstrado nas pesquisas não estaria sendo tocada esta obra a "toque de caixa"?
Fica a pergunta no ar aguardando por respostas.

Daniel Dantas: a "mão invisível" da corrupção neoliberal no Brasil

Há muito tempo que pairam acusações pesadas sobre esta figura sinistra e poderosa do Brasil, que é Daniel Dantas. As suas conexões e influência se extende pela política, mídia, judiciário, sistema financeiro etc.

Através dessa rede de corrupção que ele conseguiu se manter intacto e livre para operar as suas ações de rapinagem.


Se alguém tem dúvida da influência de Dantas, abaixo segue a reprodução do comentário de Miriam Leitão na rádio CBN, por ocasião da prisão de Dantas:



"O caso que estourou ontem, o que eu tenho a dizer, que... analisando, vendo tudo, é que ainda tá muito inconsistente a acusação da Polícia Federal. Não que o banqueiro Daniel Dantas não possa estar envolvido em alguma coisa dessas que eles estão acusando, mas até agora tudo o que mostraram tem a ver já com coisas do passado, é, que ele já... intrigas que ele teve com os sócios, ele foi um... financiador... um dos financiadores do mensalão, mas um financiador lateral, né, então, quer dizer, acho que a Polícia Federal precisa explicar melhor porque que fez essa operação com todo esse estardalhaço, vamos esperar as informações da Polícia Federal."





Na tribuna do Senado, a bancada neoliberal ou como diz o Jornalista Paulo Henrique Amorim, a "bancada de Dantas" saiu ao ataque a operação de prisão promovida pela PF.

“Não podemos nos calar quando há atividades policialescas”, disse Tasso Jereissati (PSDB). Arthur Virgilio e Sérgio Guerra também do PSDB, entre outros foram na mesma linha. Todos fazendo coro as declarações dadas pelo Presidente do STF Gilmar Mendes. Que atacou a forma como foram efetivadas as prisões, principalmente o fato de Dantas, Pitta e cia sairem algemados.


Não deixa de causar certa estranheza o fato de este tipo de critica sempre surgir quando o indivíduo preso em questão é relacinado a algum crime do "colarinho branco". Quando é algum "ladrão de galinhas" todo o rigor e dureza da lei. Quando é do andar de cima o infrator, aí se trata de um abuso.


Em mais uma demonstração da eletização deste judiciario que, desde há muito tempo, que se mostra um lugar onde os grandes interesses sempre são acobertados. Dificilmente se verá algum fraudador do orçamento público, "mega-empresário" sonegador de impostos e etc. vir a receber punição pelo seus crimes. A arbritráriedade é recorrente, tornando-se uma regra neste jogo de cartas marcadas que é o judiciário brasileiro.

O papelão promovido pelo STF ao libertar todos os presos da quadrilha de Dantas é o símbolo maior do absurdo que se tornou o judiciário brasileiro.

As coisas não podem seguir assim.

Autonomia ou hegemonia?

Emir Sader

A resistência ao neoliberalismo, especialmente ao longo da década de 90, foi protagonizada
particularmente pelos movimentos sociais, seja pela renúncia de muitas forças partidárias a desempenhar esse papel, seja porque os efeitos mais cruéis do neoliberalismo se dão exatamente no plano social. Formulou-se nesse momento a expressão “autonomia dos movimentos sociais”, com o sentido de lutar contra a subordinação a forças políticas e lutar pelo predomínio das forças que mais diretamente expressavam os interesses populares.


Mas que significado pode ter a autonomia do social? Autonomia diante do quê? O “outro mundo possível” pode ser construído a partir da “autonomia do social”?


Essa autonomia aponta para a centralidade da “sociedade civil”, para a contraposição ao Estado, à política, aos partidos, ao poder – conforme ficou consagrado na Carta do Forum Social Mundial. No limite, se identifica com duas versões teóricas: a de Toni Negri, por um lado, a de John Holloway, por outro, ambas tendo em comum a contraposição ao Estado, promovendo, em contraposição, a esfera social.


Essa concepção primou durante a década de 90 quando, colocadas na defensiva, as forças anti-neoliberais se concentraram no plano social, desde onde desataram suas principais mobilizações. A partir do momento que se evidenciou o desgaste precoce do modelo neoliberal – particularmente depois das crises nas três maiores economias do continente, México, Brasil e Argentina -, a luta passou a outra fase: a de construção de alternativas e a de disputa por uma nova direção política.


Foram se sucedendo assim as eleições de presidentes, como rejeição dos governos neoliberais, em 8 países do continente – já com três reeleições -, marcando a fase de transferência da esfera predominante para a política.


Quem não entendeu essa nova fase, deixou de captar o andamento da luta anti-neoliberal. Quem persistiu na “autonomia dos movimentos sociais”, ficou relegado ao corporativismo, opondo autonomia a hegemonia e renunciando à luta pela construção do “outro mundo possível”, que passa pela conquista de governos, para afirmar direitos – dado que o neoliberalismo é uma máquina de expropriação de direitos. Além de que outros elementos essenciais do anti-neoliberalismo, como a regulação da circulação do capital financeiro, a recuperação da capacidade reguladora do Estado, o freio aos processos de privatização, o avanço nos processos de integração regional, entre outros, supõe ações governamentais.


Transformar a autonomia numa categoria absoluta – em qualquer esfera: social, política, econômica ou ideológica – significa não captar o peso das outras instâncias e entender a política como uma esfera entre outros e não como a síntese delas todas. A avaliação dos governos tem que ser feita em função da natureza do seu programa e da sua capacidade de realização, no caso do nosso continente, no período atual, pela ação contra o modelo neoliberal e a favor dos processos de integração regional e contra os TLCs.


Os movimentos sociais são um componente, muito importante, mas não o único, do campo popular ou campo da esquerda, como se queira chamar, ao qual pertencem também forças políticas, governos, locais, estaduais ou nacionais. Nunca os movimentos sociais, autonomamente, dirigiram ou dirigem um processo de transformações na sociedade. Para fazê-lo, tiveram que, como na Bolívia, construir um partido – nesse caso, o MAS - isto é, restabelecer, de uma nova forma, as relações com a esfera política, para poder construir uma hegemonia alternativa.


A autonomia que faz sentido na luta emancipatória é aquela que se opõe à subordinação dos interesses populares e não a que se opõe à hegemonia, que articula obrigatoriamente as esferas econômica, social e ideológica, no plano político. A passagem da defensiva – concentrada na resistência social – à luta por uma nova hegemonia, caracteriza a década atual no continente, que se transformou, de laboratório de experiências neoliberais, no elo mais frágil da cadeia neoliberal no mundo.

Maria da Penha recebe indenização depois de sete anos de espera

Depois de sete anos, a biofarmacêutica Maria da Penha, que dá nome à lei que endureceu as penas para quem pratica violência doméstica, receberá esta segunda-feira indenização de R$ 60 mil do governo do Ceará.
Em 2001, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) condenou o Brasil por negligência e omissão pela demora de 19 anos para punir o ex-marido de Penha, Marco Antonio Herredia Viveiros, e recomendou o pagamento de indenização à biofarmacêutica.
Economista, Herredia foi condenado a pouco mais de seis anos de prisão por atirar nas costas de Penha, deixando-a paraplégica em 1983 e, depois, por tentar matá-la eletrocutada. Ele foi preso somente em 2003 e já está em liberdade.
Sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2006, a Lei Maria da Penha prevê que os agressores sejam presos em flagrante ou tenham decretada prisão preventiva. Além disso, aumenta a pena máxima de um para três anos de detenção. A lei acabou com o pagamento de cestas básicas ou multas, penas a que estavam sujeitos anteriormente os agressores.

PF prende Daniel Dantas e organização criminosa

Comandados pelo delegado Protógenes Queiroz, quase 300 agentes da Polícia Federal iniciaram,
às 6 da manhã desta terça-feira 8 de julho, a Operação Satiagraha. A PF cumpre 24 mandados de prisão - além de 56 ordens de busca e apreensão. Na ação deflagrada nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e em Brasília, foram presos, além do banqueiro Daniel Dantas, dono do grupo Opportunity, sua irmã Verônica e seu ex-cunhado e dirigente do OPP, Carlos Rodenburg, o também diretor Arthur de Carvalho, o presidente do grupo, Dório Ferman, o especulador Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta.

Ordens de prisões foram emitidas ainda contra a diretora jurídica, Danielle Silbergleid Ninio, a advogada Maria Amália Coutrin, e o funcionário do mesmo grupo, Rodrigo Bhering de Andrade. Da mesma forma foram expedidas ordens de prisão dos doleiros Lucio Bolonha Funaro e Miguel Jurno Neto. Maria Alice de Carvalho Dantas, mulher de Daniel, também foi detida. Segundo a Polícia Federal, o universo dantesco foi aprisionado pela prática dos seguintes crimes, pelo menos: formação de quadrilha, gestão fraudulenta, evasão de divisas, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal...


Daniel Dantas esconde o rosto

Espionagem é parte do extenso rol de crimes praticados pela organização. Daniel Dantas foi preso, também, por tentativa de corrupção contra um delegado, de nome Vitor Hugo. Dantas é preso quase três meses depois de fechar um dos maiores negócios do mercado de telecomunicações brasileiro: vendeu suas participações da Brasil Telecom e Telemar (OI) por algo em torno de 1 bilhão de dólares. E conseguiu um acordo com os fundos de pensão, pelo qual se livrou de todas as demandas judiciais contra ele. Além do perdão dos fundos, ainda saiu do acordo com mais R$ 140 milhões.

OS INTESTINOS DO BRASIL - A prisão de Daniel Dantas é o desfecho, ou, melhor, um entreato da maior disputa societária da história do capitalismo brasileiro. Para que se tenha uma idéia: algo como um bilhão e 900 milhões de dólares foram rastreados na investigação. Fortuna essa advinda de aplicadores e, quase sempre, a transitar por paraísos fiscais. Técnicos do Banco Central e da Receita Federal também trabalharam na megainvestigação pilotada pelo delegado Queiroz. Poderia ser legalmente, e de origem legal, mas o contrário é também verdade e em relação a quantias abissais, como saberão ainda hoje, e aqui, os leitores. Do que Terra Magazine conhece da ação deste 8 de julho e traz com exclusividade aos internautas deste portal Terra, é possível assegurar que trata-se do mais profundo mergulho nos intestinos do Brasil.

Das entranhas do que há de mais poderoso nos comandos financeiros, sociais e políticos - como conhecerão em detalhes os leitores de Terra Magazine nos próximos dias -, emerge o que a Polícia Federal, depois de 2 anos de investigações, trata como organização criminosa comandada por dois grupos distintos e dois "capos" - expressão da própria PF - que atuariam em consórcio, Daniel Valente Dantas e Naji Robert Nahas. Dois anos de investigação, diga-se, em sua última etapa. A rigor, Satiagraha, a operação desta terça-feira 8 de julho, é filha da Operação Chacal, que em 2004 investigou e indiciou Dantas e os seus por espionagem. Com ele foi flagrada, então, a multinacional de investigações Kroll. A base para a investigação final, iniciada há pouco mais de um ano, é o "mensalão". Numa Vara Criminal Federal em São Paulo corre o processo que investiga o esquema Marcos Valério. Dali, a PF saltou para dentro do Opportunity. Constatou o delegado Protógenes Queiroz que Daniel Dantas utiliza sua inteligência para "praticar o mal". E, entende o policial, prejudica o Brasil e uma "legião" de investidores. Logo mais, novos capítulos. Fonte: Bob Fernandes - Terra Magazine.

Irã produz documentário em resposta a ‘300’

O Irã pretende responder ao filme “300”, considerado ofensivo à cultura local, com um documentário que já está em produção. O longa-metragem, que será dirigido pelo iraniano Peyman Fakkharian e financiado pelo próprio governo, narra 4 mil anos de história persa.

O documentário terá como base textos antigos, tais como o Avesta, livro sagrado da religião de Zoroastro, e escritos de historiadores da antigüidade. A produção combinará imagens filmadas e animações.

Adaptação dos quadrinhos de Frank Miller, “300” mostra a Batalha das Termópilas, de 480 a.C., em que um grupo de 300 espartanos enfrentou o exército persa, liderado pelo rei Xerxes. Com o brasileiro Rodrigo Santoro no elenco, o filme faturou mais de US$ 400 milhões em bilheteria em todo o mundo.

Humor


Por ocasião da votação do relatório da CPI do Detran.

Uma modesta proposta

Luis Fernando Verissimo

Brasil já fez reforma agrária — dos outros. Muitos dos imigrantes que vieram no século dezenove estavam, nos seus países, na mesma situação dos atuais sem-terra no Brasil. Eram os excedentes de uma estrutura fundiária perversa, sem uma estrutura industrial que os absorvesse. Itália, Alemanha, etc., fizeram a sua reforma com a nossa terra, mas não podemos esperar que nos devolvam o favor. Não existem outros brasis no mundo para receber os sem-terra, já que este está ocupado. Se houvesse, poderíamos incluí-los na nossa pauta de exportações. Depois dos ciclos do café etc., o ciclo dos desesperados. Só teríamos de cuidar para que este ciclo não repetisse os outros.
Fomos os maiores produtores de açúcar do mundo. Não somos mais. O que sobrou do ciclo do açúcar foram usineiros vivendo até hoje de subsídios mas não exportando açúcar. Já produzimos borracha como ninguém. Não produzimos mais. Depois veio o café. Abastecíamos o mundo inteiro de café, sem concorrência. Isso também acabou. Depois veio a bossa-nova. Dominamos o mercado mundial até os bateristas americanos aprenderem a batida. Hoje não precisam mais de nós. A lambada parecia que ia nos redimir. Os franceses a encamparam, depois a esqueceram. Hoje exportamos jogadores de futebol, modelos gaúchas e soja. Poderíamos exportar desesperados. A produção não pára de crescer.
Mas como não há mercado para eles, deveria-se pensar numa alternativa mais radical. Há uns trezentos anos o escritor Jonathan Swift sugeriu aos irlandeses que comessem seus bebês. Ajudaria a diminuir a fome e ao mesmo tempo resolveria o problema da superpopulação no país. No mesmo espírito, e já que a nossa estrutura fundiária não só não muda como partiu para o revide com cobertura da Justiça, no campo eles são supérfluos e na cidade eles não têm empregos e não há outra saída, os sem-terra deveriam ser convencidos a se suicidar. O suicídio coletivo seria um gesto patriótico que daria paz aos campos, sossego aos latifundiários e alívio ao governo. E, ainda por cima, um pedaço de terra para cada um.

Oportunismo na libertação de Ingrid Betancourt

A notícia da libertação de Ingrid Betancourt, refém há 6 anos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) virou manchete em todos os cantos. E o que mais incomoda a qualquer leitor/telespectador com um pouco de senso crítico é a forma instrumental com que tem se dado esta cobertura.
Um exemplo grotesco disto foi a cobertura do Jornal da Globo ontem a noite. Era explicito a tentativa de utilizar este fato como forma de generalizar um ataque as esquerdas como um todo. Não sobrou nem para Marx, que foi objeto de chacotas pelo sempre "brilhante" Arnaldo Jabor.
A agência Adial, nos traz elementos que ajudam a encontrar elementos encobertos por esta cobertura sensacionalista dos grandes meios de comunicação.
"Há fatos dando conta de que o mérito não é somente do governo colombiano, contrariamente ao que afirma o ministro de Defesa colombiano, Juan Manuel Santos. O ministro chamou o resgate de uma brilhante operação de inteligência militar. De acordo com reportagens da imprensa mundial, dois delegados europeus estiveram envolvidos nas negociações com as Farcs, o francês Noel Sáez e o suíço Jean Pierre Gontard.
Segundo as informações, as Farcs já haviam expressado a intenção de libertar os reféns e o governo colombiano havia autorizado os contatos. O jornal francês Le Figaro divulgou que os emissários europeus haviam se reunido no domingo ou na segunda dessa semana na selva colombiana com uma pessoa próxima ao novo chefe da guerrilha, Alfonso Cano.
Segundo fontes do governo colombiano, o resgate foi realizado em uma zona de florestas do departamento de Guaviere, no sudoeste da Colômbia. Para a Agência de Notícias Nova Colômbia (ANNCOL), muitas sombras ainda rodeiam a explicação de como tudo aconteceu. A Agência ressalta que nenhum comunicado oficial foi enviado pelas Farcs.
"É necessário nesses momentos convocar a oligarquia colombiana a não se embriagar falsamente com um ‘triunfo’ que em nenhum momento é deles e a não acreditar que podem impor o que querem ao povo colombiano. Não. Agora mais do que nunca nossa convocação a partir de ANNCOL é a de ter os pés sobre a terra e pensar com cabeça fria", afirma um comunicado da Agência, que com freqüência repassa os informes e comunicados oficiais do grupo insurgente.
A Agencia pede que governo e guerrilha não joguem fora uma oportunidade histórica: "A uns que não se fechem à eventualidade de mudanças que cedo ou tarde terão que ser realizadas - que sabemos que em seu maior desejo e na eventualidade que o ‘outro’ assim o queira-, e aos outros a não impossibilitar as mudanças na vida nacional que nos levem a uma saída política ao conflito social e armado interno que sofremos, apesar de que na administração de Bogotá não de pode confiar".

O analista internacional e ex-professor da London School of Economics (LSE), Isaac Bigio, em análise realizada especialmente para Analisis Global/BR Press, afirmou que o resgate pode beneficiar o presidente colombiano Álvaro Uribe nos problemas que enfrenta com a Corte Suprema do país. A Corte questiona a "ilegalidade" da eleição de Uribe pelo fato de 20% de seus congressistas estarem ligados ao paramilitarismo." A íntegra da matéria pode ser conferida aqui

Veremos como se desenrolaram os fatos na conturbada conjuntura política colombiana, mas fato é que, a imprensa e a direita internacional tentarão fazer o uso mais oportunista possível neste fato. O nosso dever será o de não aceitar as "falsas verdades" que se vincularão.

Yeda quer 143% de aumento em seu salário

Por Olga Arnt

A bancada do PT não irá fazer qualquer movimento em prol da tramitaçãoda projeto que reajusta os vencimentos da governadora e deverá seabster de votar caso a proposta seja submetida ao plenário. O avisofoi dado nesta quarta-feira (2) à tarde pelo líder petista, Raul Pont."Se a base aliada considerar que lhe convém dar andamento à iniciativaque o faça. De nossa parte, não terá qualquer apoio", informou.

Classificando o projeto de inoportuno e surpreendente, o deputadodisse que não há ambiente para reajustar os salários da governadora,do vice e dos secretários sem apresentar uma política salarial para oconjunto do funcionalismo. "Não há qualquer perpectiva de reajustepara os servidores. A Lei de Diretrizes Orçamentária para o próximoano prevê apenas o crescimento vegetativo da folha de pagamento. Numcenário como este, não há justificativa para aprovar o aumento",argumentou.

O petista afirmou, ainda, que a base aliada perdeu a oportunidade deatualizar os vencimentos da governadora e dos secretários quandorejeitou a Proposta de Emenda Constitucional, de autoria do deputadoDaniel Bordingnon, que instituía o teto salarial diferenciado para ostrês Poderes. A aprovação da matéria tornaria necessário o reajuste dosalário da governadora, que passaria a ser o teto do Poder Executivo."

O teto diferenciado seria um passo importante para corrigir asdistorções da matriz salarial do funcionalismo e criar as condiçõespara a adoção de uma política salarial para recuperar, especialmente,os salários mais baixos. A base aliada desperdiçou esta chance e,agora, apresenta uma alternativa que só aprofunda as desigualdadesexistentes", apontou.A proposta apresentada pelo presidente da Assembléia Legislativa, Alceu Moreira (PMDB), eleva o salário do chefe do Executivo de R$ 7,1mil para R$ 17,3 mil. Já os vencimentos do vice-governador e dossecretários passam de R$ 6,1 mil para R$ 11,5 mil.

Tom Zé lança álbum ao vivo grátis para download

Por Adriano Moralis

Tom Zé vai lançou o disco ao vivo "Danç-Êh-Sá Ao Vivo: O Fim Da Canção", de forma gratuita através da internet no dia 20 de junho.

A edição apresenta a interpretação em concerto das faixas do mais recente álbum do músico, "Dança-Êh-Sá: Dança dos Herdeiros do Sacrifício" de 2006.

O disco estará disponível para download gratuito durante tempo limitado na área Álbum Virtual do site da editora Trama.

"Sinto-me como se saísse da Idade Média diretamente para uma estação orbital, como no filme de Kubrick [referência a "2001: Odisseia no Espaço", o filme de 1968 de Stanley Kubrick], disse Tom Zé sobre o lançamento do álbum virtual na internet, em entrevista ao UOL, continuando sobre o álbum "fizemos uma nova edição, ao vivo, do meu disco lançado em 2006. As canções têm os mesmos nomes, mas neste álbum também incluímos "Xiquexique", uma composição minha em parceria com José Miguel Winsnik".

Entre as próximas edições sob este formato previstas pela Trama, encontra-se o novo disco de inéditos de Ed Motta e Cansei de Ser Sexy.

Site oficial: www.fabricandotomze.com.br

Lula quer explicações dos EUA sobre Quarta Frota

Márcia Carmo da BBC Brasil, em San Miguel de Tucumán (Argentina)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira que quer explicações dos Estados Unidos sobre a Quarta Frota da marinha americana, que reapareceu nas águas da América Latina quase 60 anos após ter sido desativada.
"Pedi ao ministro (das Relações Exteriores) Celso Amorim que pedisse à secretária de Estado americana (Condoleezza Rice) informações sobre os objetivos desta Quarta Frota", disse Lula, em entrevista coletiva no encerramento da 35ª Reunião de Cúpula do Mercosul, na cidade argentina de San Miguel de Tucumán.
A Quarta Frota da marinha dos Estados Unidos, criada em 1943 diante da ameaça nazista, havia sido desativada em 1950. A partir desta terça-feira, a unidade voltou a realizar operações nos mares da América Latina.
"Nós agora descobrimos petróleo em toda a costa marítima brasileira, a 300 quilômetros da nossa costa, e nós, obviamente, queremos que os Estados Unidos nos expliquem qual é a lógica desta Quarta Frota", afirmou Lula.
"Nós vivemos numa região totalmente pacífica", disse o presidente, ao afirmar que a única guerra na região é contra a pobreza e a fome.
"Se fosse frota de navios de alimentos, de navios de sementes, seria até razoável. Mas eu penso que isso o ministro Celso Amorim haverá de ter uma resposta da Condoleezza", disse.


Críticas


A reativação da Quarta Frota provocou críticas de líderes latino-americanos, como o cubano Fidel Castro e o presidente da Bolívia, Evo Morales.
Lula falou sobre o tema ao ser questionado sobre declarações feitas durante a reunião de cúpula pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que condenou essa presença da marinha americana na região.
Alguns analistas afirmam que o objetivo da medida seria controlar países da região com governos considerados "incômodos" por Washington, especialmente a Venezuela.
Porta-vozes militares americanos afirmam que a reativação da Quarta Frota não significa uma mudança de estratégia do país.
Segundo os Estados Unidos, trata-se de um ajuste operacional sem intenções agressivas, para melhorar a capacidade operativa no combate ao narcotráfico, manejo de desastres naturais e trabalhos de cooperação.

Pré-sal

Na entrevista ao final da reunião, o presidente Lula disse também que o Brasil vai começar a tirar os primeiros barris de petróleo da camada pré-sal no Estado do Espírito Santa em setembro.
"Em setembro deste ano vamos começar a fazer exploração experimental no Espírito Santo, numa área que foi descoberta recentemente pela Petrobras", afirmou Lula.
"E também vamos começar a fazer exploração experimental, com 20 mil barris, em Tupi, em março do ano que vem", disse.
Segundo o presidente, energia e alimentos foram os principais assuntos tratados nas reuniões bilaterais que teve nesta terca-feira com Chávez e com a presidente da Argentina, Cristina Kirchner.
"O Brasil tem um potencial energético razoável e ainda não temos o petróleo da Venezuela, mas já encontramos a quantidade suficiente para nos dar tranqüilidade", disse Lula.
Argentina
Quando questionado sobre o pedido de Cristina Kirchner para que o Brasil envie maior quantidade de energia ao mercado argentino e com valor mais baixo que o atual, Lula disse que o país vai ajudar a Argentina a enfrentar sua crise energética.
"Não vamos deixar que o povo argentino sofra por conta do frio, por conta de falta de energia", disse o presidente, ao afirmar que o Brasil pode exportar energia elétrica.
Outro tema debatido entre Lula e a presidente argentina foi a Rodada de Doha de liberalização do comercio mundial. Uma reunião técnica dos dois países foi marcada para o dia 14.
"Eu disse que a Rodada de Doha é muito importante, mas que só faremos algo como Mercosul", disse Lula.Hoje, a Argentina é definida como mais "cautelosa" que o Brasil nas discussões sobre o tema.

A agonia do Governo Yeda

O Governo Yeda segue agonizante após a onda de escândalos que assolou a sua administração. Já está evidenciado o profundo envolvimento do Governo com um esquema de corrupção que espalhado por toda a sua gestão.
Após um intenso trabalho de investigação e apuração dos fatos relacionados ao maior escândalo de corrupção da história do Rio Grande do Sul, não restam mais dúvida da ciência, da omissão e da conivência da governadora do Estado com o grupo que ao longo dos últimos anos assaltou os cofres públicos em já comprovados R$ 44 milhões. Gerando o já comprovado enriquecimento ilícito e patrimonial de vários os envolvidos, com indícios de financiamento de campanha e dos partidos de sustentação do “novo jeito de governar”.
Além disso, do ponto de vista político este governo não possui as bases mínimas que sustem qualquer ação deste. A resposta de Yeda a onda de denúncias envolvendo sua gestão foi das mais desastrosas. Tentou, de forma frustrada, questionar a credibilidade ou a veracidade das denúncias, o que não logrou sucesso.
Os escândalos de corrupção neste governo têm uma origem anterior, que é a sua agenda política neoliberal e contrária aos interesses do povo gaúcho. A violência contra os movimentos sociais e sua criminalização é a última tentativa de buscar uma reação face o desmoronamento de seu projeto político. Com esses ataques, que lembram tristemente a política de exceção que imperou em nosso país durante a ditadura militar, tem como principal objetivo intimidar o conjunto dos movimentos para que não denunciem o descalabro que esta ocorrendo em nosso estado.
Não bastasse isso, o sucateamento da educação e da UERGS, a venda de metade do patrimônio do Banrisul, as terceirizações e o arrocho salarial do funcionalismo, a tentativa em curso de prorrogar os contratos de pedágios colocam em xeque qualquer possibilidade da Yeda buscar uma recuperação.
Por esses e muitos outros motivos que não nos resta dúvidas de que a Governadora Yeda irá ficar marcado por conquistar o título de PIOR governo da história do Rio Grande do Sul. E a única forma de impedir que o estrago promovido por ela não se torne irreversível é através do impedimento deste governo!

De volta a ativa

Após um período de recesso, estamos voltando as atividades do blog Aldeia Gaulesa. Neste período, além de compromissos pessoais que me impediram de ter uma dedicação maior ao blog, aproveitamos este momento para pensar algumas mudanças no blog.
A começar pelo lay-out, que sofreu algumas mudanças, como forma de simbolizar esta nova fase que queremos iniciar a partir de hoje.
Também estaremos buscando melhorar o canal de dialogo direto com os leitores, através de mais ferramentas interativas, bem como estimulando as sugestões de pautas para o blog. Estaremos também buscando constituir um leque maior de colaboradores como forma de ampliar a participação e a
Também haverá uma maior diversificação das pautas e temas abordados, buscando temas que fujam do corriqueiro nos grandes veículos de comunicação. Iremos abordar mais aspectos curiosos de nossa sociedade, da cultura, da arte, dos esportes, do humor etc. A política seguirá sendo o tema principal deste blog, mas entendemos que nada anda separado, e que portanto, devem ser levados em conta como forma de disputa de consciências.
Sem grandes pretensões, afinal, temos plena noção dos limites com que um blog pode incidir na sociedade, mantemos o espírito com que uma pequena aldeia gaulesa resistiu irredutivelmente ao poderoso império romano, sem jamais se entregar. Como na ficção, esperamos dar a nossa humilde contribuição para que as mudanças ocorram.
Desde já agradeço a todos as visitas a Aldeia Gaulesa e convidamos a seguir conosco nesta caminhada.