Humor


Artista: Bier

Uruguai: Frente Amplio completa 37 anos de existência

O partido socialista Frente Amplio do Uruguai comemorou nesta quarta-feira (26) o seu 37º aniversário de existência.
Criado em 26 de março de 1971, o partido tem uma trajetória histórica voltada para a luta pela democracia e liberdade no país vizinho, que resultou na chegada de Tabaré Vasquez à presidência.
Parabéns aos companheiros e companheiras do Uruguai por esta importante data. Que os próximos anos sejam de conquistas ainda maiores para o povo uruguaio e latino-americano e avancemos para um outro patamar nas relações sociais dos povos da região.

Elis Regina - Cinema Olympia

No programa Som Livre Exportação na década de 70 Elis levou milhares de fãs ao ginásio do Anhembi em São Paulo para a explendorosa interpretação de "Cinema Olympia" de Caetano Veloso. Assim a Pimenta se reconciliou com o baiano, já que dois anos antes Elis tinha sido uma critica ferranha do então iniciante movimento Tropicalhista. A cantora admitiu anos mais tarde em entrevista: "Eu não entendia a proposta deles no inicio, a verdade é que o eles confundiram a minha cabeça."

Estratégia continental

Boaventura de Sousa Santos, colaca em recente artigo que: "processos políticos na América Latina questionam o controle continental que os EUA precisam para garantir o livre acesso aos recursos naturais da região. Trata-se de uma ameaça à segurança nacional dos EUA que, diante do fracasso iminente das respostas "consensuais" (livre comércio e concessões para as bases militares), busca uma resposta firme e unilateral. Ou seja, a guerra global contra o terrorismo chega ao continente – chegou com o Plano Colômbia, mas a incursão no Oriente Médio provocou algum atraso – e assume aqui as mesmas características que adquiriu em outros continentes: utilizar um aliado privilegiado (seja a Colômbia, Israel ou Paquistão), ao que, ao longo do tempo, se proporciona ajuda militar e informação de espionagem sofisticados, deixando-o ao abrigo de represálias e permitindo-lhe ações dramáticas de baixo custo e um êxito certeiro; incita-se este aliado ao isolacionismo regional como preço a pagar pela aliança hegemônica."


Leia a íntegra do artigo clicando aqui

Nosso Tempo

Carlos Drummond de Andrade

I

Esse é tempo de partido,

tempo de homens partidos.


Em vão percorremos volumes,

viajamos e nos colorimos.

A hora pressentida esmigalha-se em pó na rua.

Os homens pedem carne. Fogo. Sapatos.

As leis não bastam. Os lírios não nascem

da lei. Meu nome é tumulto, e escreve-se

na pedra.


Visito os fatos, não te encontro.

Onde te ocultas, precária síntese,

penhor de meu sono, luzdormindo acesa na varanda?

Miúdas certezas de empréstimos, nenhum beijo

sobe ao ombro para contar-me

a cidade dos homens completos.


Calo-me, espero, decifro.

As coisas talvez melhorem.

São tão fortes as coisas!

Mas eu não sou as coisas e me revolto.

Tenho palavras em mim buscando canal,

são roucas e duras,

irritadas, enérgicas,

comprimidas há tanto tempo,

perderam o sentido, apenas querem explodir.


II


Esse é tempo de divisas,tempo de gente cortada.

De mãos viajando sem braços,

obscenos gestos avulsos.


Mudou-se a rua da infância.

E o vestido vermelho

vermelho

cobre a nudez do amor,

ao relento, no vale.


Símbolos obscuros se multiplicam.

Guerra, verdade, flores?

Dos laboratórios platônicos mobilizados

vem um sopro que cresta as facese dissipa, na praia, as palavras.


A escuridão estende-se mas não elimina

o sucedâneo da estrela nas mãos.

Certas partes de nós como brilham! São unhas,

anéis, pérolas, cigarros, lanternas,

são partes mais íntimas,

e pulsação, o ofego,

e o ar da noite é o estritamente necessário

para continuar, e continuamos.

Após as prévias, é hora da unidade no PT de Porto Alegre

Maria do Rosário saiu-se vitoriosa, com todos os méritos, das prévias que escolheram a candidatura do partido para a Prefeitura da capital. Tendo o nosso reconhecimento como legitima vencedora.
Todos sabemos que processos internos como estes sempre geram traumas e fissuras internas, que se não forem bem trabalhadas podem gerar distanciamentos internos ainda maiores. Que é justamente o oposto que a conjuntura eleitoral exige do PT para disputar com chances de vitória.
Tem me causado surpresa, no entanto, as inúmeras manifestações de militantes e dirigentes partidários, apoiadores da Rosário, com tom provocativo e divisionistas nos últimos dias ao repercutir o resultado.
Apontam adjetivações contra os apoiadores do Rossetto (inclusive reproduzindo discursos da RBS) como o da vitória da "base" sobre os "caciques" e etc, para logo em seguida, reafirmar a necessidade de unidade. Adotando-se a tática do "bater com uma mão e afagar com a outra".
Prova disso é o boletim eletrônico do vereador Adelli Sell desta semana, onde após alfinetar com diversos argumentos provocativos, chama a tal falada "unidade", que chega a parecer, pelo tom das provocações anteriores, como um mero exercício de retórica.
Infelizmente, não é este um caso isolado, e nos causa tremenda preocupação. Afinal, como pode um determinado setor do partido querer, a partir de uma vitória por uma diferença de 56 votos, afirmar que não necessita da presença ativa da outra metade do partido para garantir a vitória do PT e do campo democrático e popular nas eleições? Ou será que a verdadeira motivação de alguns setores em apoiar a candidatura vitoriosa se dava apenas pela negação da candidatura oponente, em uma postura de puro sectarismo? Ou ainda será que a real motivação era impedir que se mantive-se o símbolo de Porto Alegre ser um local onde o PT conseguiu construir uma história virtuosa, distante do "ultra-pragmatismo" que assola o partido em outros locais (o exemplo mais gritante é São Paulo) e com isso retirar da esquerda este importante símbolo? Será por isso tal virulência em permanecer com uma postura de combate interno?
Espero que não. Espero que estas sejam posturas isoladas que não reflitam a política de todos os setores que apoiaram a candidatura da Rosário. Ela acredito que certamente não concorda com isso.
Acredito que, com responsabilidade e espírito coletivo condizentes com a história do Partido dos Trabalhadores nessa cidade, teremos plenas condições de superar tais problemas e construiremos a necessária unidade interna. Que não pode se tornar uma mera expressão vazia, mas uma real e solida construção política para sairmos vitoriosos novamente.

Sem jusificativa, IG tira do ar Conversa Afiada

Sem avisar seus leitores nem apresentar justificativa convincente, o Portal IG (Internet Generation) tirou do ar ontem (18) o blog Conversa Afiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim.
A recisão de contrato, que teria sido comunicada a Amorim por fax, provocou reação nos meios jornalísticos, políticos e em toda a rede de internautas que faziam do Conversa Afiada um dos sites mais consultados da esfera política.
A alegação oficial, segundo fonte citada pelo Portal Imprensa, vinculado ao UOL, seria a suposta "baixa audiência" do site.
Ocorre que dados publicados pelo próprio IG em sua Central do Anunciante" atestam que o Conversa Afiada" mantinha cerca de 475 mil visitantes únicos por mês. O número mensal de impressões do conteúdo do site chegava a quase 3,3 milhões de páginas.
Relativas a setembro de 2007, tais informações contradizem a alegação de baixa audiência.
Outro site hospedado pelo portal, o "Observatório da Imprensa", por exemplo, apresentava em novembro um resultado bastante inferior: 504 mil impressões e 181 mil visitantes únicos por mês.
"Além de cair em contradição ao tentar justificar um ato de censura, o IG mente e desrespeita os usuários ao impedir o acesso a todo o conteúdo do site publicado nos últimos anos", critica o deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR), que classificou a decisão do IG como censura. "Rescindir contrato é um direito legal, mas o método adotado foi lamentável."
O próprio ombudsman do IG, Mario Vitor Santos, observa que o iG e os demais veículos da imprensa brasileira deveriam informar sobre si próprios com a transparência que cobram das demais instituições, "como fazem os melhores veículos da mídia internacional".
"Caberia um esclarecimento público e voluntário do portal sobre a ruptura com [Paulo Henrique] Amorim e sobre sua relação com temas sensíveis, como o processo de compra, pela Oi, da Brasil Telecom, proprietária deste iG", escreve Santos. "Amorim é crítico radical desta compra e tem atacado os que a defendem."
O site de Paulo Henrique Amorim permaneceu fora do ar durante nove horas. "Não é a primeira vez que me mandam embora de uma empresa jornalística", escreve o jornalista em seu novo endereço (http://www.paulohenriqueamorim.com.br/). "Só o Daniel Dantas me tirou do ar duas vezes: na TV Cultura e no Uol."
O IG é de propriedade da BrT, que, por sua vez, é controlada pelo Citibank e por fundos de pensão. Ex-sócio da BrT, o empresário Daniel Dantas, do grupo Opportunity, tem disputas judiciais milionárias com os atuais controladores da empresa.
“O que o IG fez com Paulo Henrique Amorim e com os milhares de internautas que freqüentavam diariamente o "Conversa Afiada" foi, para dizer o mínimo, um grosseiro desrespeito", escreve o jornalista Luiz Carlos Azenha no blog "Vi o Mundo". Esse jeito, de sacar do ar repentinamente um site, sem comunicar aos leitores, eu não conheço. Nunca vi antes. Nem no Brasil, nem nos Estados Unidos."
Azenha cita sua própria experiência com as Organizações Globo. "O IG fez com Paulo Henrique o que nem a Globo fez comigo", afirma. "O blog de Franklin [Martins] foi transferido da Globo para a Bandeirantes. Os leitores do blog que procuravam o antigo endereço de Franklin na Globo eram eletronicamente encaminhados para o novo site", exemplifica Azenha.
"Ao lado de outros blogs que também abordam temas políticos, Paulo Henrique Amorim tem se mostrado uma voz dissonante em relação ao pensamento único que domina boa parte da mídia brasileira", conclui Dr. Rosinha.

Fonte: PT

Aliados de Yeda Crusius acusados de crime organizado e formação de quadrilha

A agência Carta Maior nos traz uma boa matéria elucidativa sobre as recentes denúncias envolvendo aliados diretos da Governadora Yeda. A Polícia Federal indicia 39 pessoas no RS, acusadas de integrar uma quadrilha que roubou R$ 40 milhões do Detran. Entre os envolvidos, está um dos coordenadores da campanha de Yeda Crusius (PSDB) e figuras importantes de seu governo. Ex-secretário de Segurança do governo Rigotto (PMDB), é acusado por delegado de chefiar quadrilha.
Na quinta-feira, em entrevista ao jornalista Felipe Vieira, na rádio Bandeirantes, o ex-chefe de polícia, Luiz Fernando Tubino, acusou o deputado federal José Otávio Germano (PP) de chefiar o esquema. Segundo Tubino, o ex-secretário de Segurança do governo Rigotto, organizou a fraude no Detran. “Essa quadrilha pretendia implantar inspeção veicular e eu vi que essa inspeção veicular seria outra máquina de propina que daria no mínimo de 5 a 6 milhões/mês. A Polícia Civil pagou um preço muito caro, pois alegavam que tinha corrupção e propinas antes. Mas naquele tempo era uma propina a varejo. Hoje é uma propina de atacado e de alta remuneração. Quando brigaram pelas nomeações no Detran, eu percebi que havia sido vendido o ponto do Detran para esse time liderado pelo deputado José Otávio Germano”.


Leia a integra da matéria aqui

Da repressão da delinqüência à delinqüência da repressão

Jacques Távora Alfonsin *

Uma empresa transnacional, autorizada por um interdito proibitório, acaba de obter violenta desocupação de uma de suas fazendas, no Rio Grande do Sul, contra mulheres camponesas que tinham ingressado na mesma, em protesto contra o uso e a exploração da terra que ela promove neste Estado. Entrevistado sobre a forma como agiu, a autoridade policial responsável pela repressão, disse que “delinqüente é delinqüente.”

O protesto daquelas mulheres, porém, segundo suas próprias palavras, se inspirou na defesa da vida, do meio-ambiente, da segurança nacional garantida pela faixa de fronteira estabelecida na Constituição Federal (arts. 20 § 2º e 91, § 1º inc. III). Faixa essa violada pela tal empresa, que já é possuidora de imóveis rurais situadas na mesma, em território gaúcho, valendo-se até de empresas brasileiras “laranjas” para burlar a proibição constitucional. Amparo legal para proceder como procederam, então, embora a maioria da mídia tenha escondido isso, não faltava àquelas mulheres. O meio-ambiente, como o art. 225 da mesma Constituição Federal reconhece, é “bem de uso comum do povo” o que legitima qualquer cidadã/o para defendê-lo, inclusive com o uso da própria força, se o artigo 188, inciso I do Código Civil for respeitado. Ali está previsto que não constituem atos ilícitos “a deterioração ou destruição da coisa alheia, ou a lesão à pessoa, a fim de remover perigo iminente.”

Mais do que estranheza, pois, do ponto de vista rigorosamente jurídico, gera espanto o fato de que um interdito proibitório obtenha um reconhecimento equivalente ao da licença para ameaças e agressões que a referida empresa praticar no Rio Grande do Sul sobre seu solo, imunizando-a antecipadadamente de qualquer questionamento que se possa fazer contra os maus tratos da terra que a sua posse e propriedade vierem a deflagrar. O eucalipto é uma árvore e, como tal, não é de admirar o fato de que ele não tenha consciência da quantidade de água e de comida que o espaço terra por ele exigido, no Rio Grande do sul, vai tirar da sua população, mas é de causar indignação mais do que justificada o fato de o Poder Público, especialmente Judiciário e Executivo, com raras exceções, não considerarem como perigo atual, mais do que iminente, o que isso pode significar de impacto ambiental, de aumento da fome, da falta de teto e da pobreza que assolam o meio rural gaúcho, preferindo reprimir como delinqüentes mulheres que lutam contra a delinqüência, essa sim, de quem desrespeita a vida, o meio-ambiente e até as leis do país, costumeiramente interpretadas e acomodadas em favor dos seus interesses e do seu lucro.

*Advogado - Mestre em Direito pela Unisinos.

Fonte: Instituto Humanitas

Humor




Autor: Moa

Bancada do PT pede penalidade para Marco Aurélio Mello

Após protocolar reclamação contra o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, o líder do PT na Câmara, deputado Maurício Rands (PT-PE), explicou que "não se trata de uma reclamação contra o Poder Judiciário, e sim contra um ato de excesso cometido por um de seus membros".
A ação, protocolada no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), nesta quinta-feira (13), pede aplicação de “penalidades compatíveis” com a falha funcional do ministro, por ter exorbitado de suas funções constitucionais,o que, segundo o líder, fere dispositivos da Lei Orgânica da Magistratura Nacional e da Carta Federal.

"Queremos fazer um debate sobre como se deve dar o equilíbrio entre os três poderes da República. Avaliamos que a última manifestação do ministro Marco Aurélio exorbitou as atribuições dos magistrados. Ele se pronunciou sobre uma matéria que depois viria ao tribunal para um julgamento do qual ele participaria. Queremos que o CNJ avalie o acontecido para que haja um debate no país sobre os limites do papel do julgador", afirmou Rands.
A representação decidida pela bancada foi tomada com base em sugestão dos deputados Fernando Ferro (PE) e José Eduardo Cardozo (SP), que é também secretário-geral do partido. A reclamação, assinada por 70 deputados petistas, foi motivada por um comentário do ministro sobre recém-lançado Programa Territórios da Cidadania.


O ministro sugeriu a possibilidade de o programa ser contestado judicialmente por se tratar de um ano eleitoral. A declaração, segundo Rands, teve repercussão jurídica e gerou uma contestação do programa por parte da oposição. “As declarações do ministro foram quase um pré-julgamento e serviram como senha para que os partidos de oposição questionassem o programa na Justiça", sublinhou o líder do PT. "Ao Judiciário cabe controlar a legalidade dos atos dos demais poderes. Recebemos muitas manifestações de membros do próprio Judiciário discordando dessas manifestações do ministro”.

Rands lembrou que não é a primeira vez que o ministro extrapola suas atribuições de julgador. Segundo ele, Marco Aurélio Mello tem sido “recorrente” na falta. “Ele se pronunciou sobre a CPFM e o Bolsa Família, ou seja, ele tem extrapolado, repetidas vezes, suas atribuições como julgador. Essa representação vem com um ânimo pedagógico e não retaliatório", explicou.


Interferência


O deputado Marco Maia (PT-RS), que também compôs o grupo de parlamentares petistas que foi ao CNJ, criticou a postura do ministro. "Cada poder tem que cumprir o seu papel da melhor maneira possível. Cada um tem que assumir suas responsabilidade, seus erros e seus acertos. O que estamos assistindo é uma exorbitação de um indivíduo de um Poder que acaba se posicionando sobre questões que dizem respeito ao Legislativo e ao Executivo", reclamou. Marco Maia deixou claro que a reclamação não deve ser vista como uma censura ao Judiciário.


O deputado Fernando Ferro (PT-PE) classificou como inadequado o comentário do ministro a respeito do programa Territórios da Cidadania. "Não foi um fato isolado, mas sim, o acúmulo de um comportamento de um membro da Corte que consideramos inadequado e incabível para uma República que requer democracia. Um juiz da Suprema Corte tem que ter, acima de tudo, responsabilidade e credibilidade para julgar. Não pode ficar emitindo pré-julgamentos", disse.


A expectativa, segundo o deputado Miguel Correa Jr. (PT-MG), é que o CNJ tome as medidas cabíveis ao caso. "A bancada cumpriu o seu papel ao apresentar a reclamação contra o ministro Marco Aurélio Mello. O que está dentro da nossa competência nós fizemos, agora é obvio que o CNJ é que vai se pronunciar e propor alguma sanção administrativa ou não", afirmou. Os deputados petistas Luiz Couto (PB), Zé Geraldo (PA) e Eduardo Valverde (RO) também foram ao CNJ para protocolar a reclamação.

Clique aqui para ler a íntegra da reclamação apresentada ao CNJ.

Proibido exigir mais de meio ano de experiência


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou ontem uma lei que proíbe aos empregadores, na hora de contratar um novo funcionário, exigirem do candidato experiência superior a seis meses em função semelhante. A proibição foi incluída na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e busca tornar o mercado de trabalho mais acessível aos jovens, ampliando as oportunidades profissionais.

A medida, que já está em vigor, divide especialistas. Para o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann, embora esse tipo de iniciativa não gere emprego, servirá para tornar o mercado de trabalho mais competitivo. O empregador, acrescenta, passará a avaliar um leque mais amplo de pessoas à procura de oportunidades:


- Você aumenta as possibilidades de os jovens disputarem as vagas.


Segundo Pochmann, de cada 10 trabalhadores à procura de uma vaga, apenas dois têm algum tipo de experiência. E um em cada dois desempregados tem menos de 25 anos.


Na avaliação do consultor do Orçamento na área de Trabalho e Previdência da Câmara dos Deputados, Leonardo Rolim, a nova lei não terá efeitos práticos. Para ele, as empresas não vão se guiar por exigências legais e continuarão escolhendo o profissional mais experiente.


- É um dispositivo inócuo.


A empresa não vai exigir, mas na hora de selecionar vai optar por quem tem mais experiência, principalmente quando se tratar de uma área com oferta de mão-de-obra - explica Rolim, que defende políticas públicas de apoio à aprendizagem e ao estágio para aproximar mais as pessoas sem experiência dos empregadores.


Faltam dados sobre o público jovem, afirma economistaNa avaliação de José Márcio Camargo, professor do Departamento de Economia da PUC-Rio, o desemprego é alto entre os jovens porque os empregadores não têm informação sobre esse tipo de público. Quando decidem arriscar, explica, pagam salários modestos para evitar perdas com baixa produtividade e custos de demissão:


- Com isso, os jovens passam mais tempo procurando emprego.


Uma medida que teria efeito prático, segundo o economista, seria reduzir os custos de demissão de jovens. Outra forma seria o governo aproveitar o resultados dos testes estudantis, com o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), para mostrar aos empregadores quem são esses candidatos.

"Lista negra" norte-americana afeta sites cubanos

O governo dos Estados Unidos tem uma "lista negra" com os sites de 558 empresas cubanas ou internacionais com vínculos comerciais com Cuba, segundo informou o jornal Juventud Rebelde.
A reportagem afirma que, por causa das leis norte-americanas de bloqueio a Cuba, 3.719 sites são bloqueados por ordem do escritório do Departamento do Tesouro norte-americano.

Juventud Rebelde citou um artigo do The New York Times, segundo o qual alguns dos "sites, em inglês, francês e espanhol, funcionam desde 1998. Alguns, como http://www.cuba-hemingway.com/, eram literários. Outros, como http://www.cuba-havanacity.com/, tratavam de temas de história e cultura de Cuba. E outros, como http://www.ciaocuba.com/ e http://www.bonjourcuba.com/, eram sites comerciais dirigidos a turistas italianos e franceses", explicou o Times.


Países como Canadá, Espanha, França, Panamá, México, Brasil, Itália e Japão também têm alguns sites bloqueados. Para o jornal cubano, essas ações "de censura" são "apenas a ponta do iceberg de uma agressão de maior alcance contra Cuba e a internet mundial".


O texto defende o The New York Times, dizendo que o jornal americano "tem razão ao qualificar como 'escandalosa' a decisão norte-americana de aplicar na internet, para qualquer país, regulações cuja legalidade não se sustenta sequer no próprio território dos Estados Unidos".
A "lista negra" do Departamento do Tesouro norte-americano reúne 557 empresas "malditas" de todo o mundo e 3.719 domínios.com que foram bloqueados na rede sem a mínima notificação prévia a seus donos.

CPI do Detran: Bohn Gass pede saída do relator

Um escândalo marcou a sessão desta segunda-feira (10) da CPI do Detran. Antes que os depoimentos começassem, o deputado Elvino Bohn Gass (PT) exibiu à Comissão um release que a assessoria de imprensa do relator da Comissão, deputado Adilson Troca (PSDB), estava distribuindo aos repórteres que cobriam a sessão. No documento, Troca afirma que "os depoimentos dos dois ex-presidentes do Detran, Mauri Cruz e Carlos Bertotto, trouxeram novos elementos para o trabalho da Comissão" e faz referências "às novas revelações" dos depoentes. O problema é que os depoimentos a que o relator se referia em seu release nem haviam começado. "O episódio é gravíssimo. O relator está sob suspeição. Em 10 anos de Assembléia e já tendo participado de várias CPIs, nunca vi nada igual", disse Bohn Gass que, minutos depois, juntamente com outros deputados, apresentou um requerimento que pede o afastamento de Troca da função de relator. O petista afirmou ainda que a atitude do relator desrespeitava os colegas de Comissão, o Poder Legislativo e o povo gaúcho. "O material da assessoria do deputado Troca revela que o relatório dele já está pronto e, lamentavelmente, tudo indica que vem a ser uma peça imprestável porque não leva em conta os depoimentos mas apenas a versão, a tese, a vilania que ele pretende impetrar contra os seus adversários políticos. Uma vergonha", desabafou Bohn Gass.

Para o petista, ao distribuir o release, "o PSDB desmentiu a governadora Yeda que, dias atrás, acusava a oposição de politizar os trabalhos da Comissão. "Mas o que é isso aqui se não a politização da CPI?" perguntou Bohn Gass.

Explicações, covardia e incoerência

A exibição do release causou tamanho alvoroço na Comissão que o deputado Troca viu-se obrigado a tomar a palavra para tentar se explicar. Primeiro, sugeriu que o documento fora elaborado por alguém que tencionava prejudicá-lo. Bohn Gass então invocou o testemunho dos repórteres que estavam presentes na CPI e que, minutos antes, haviam recebido o release das mãos da assessoria tucana. O relator então tentou uma segunda explicação, a de que não havia autorizado a distribuição do material. "O que temos então? Duas explicações que fazem o menor sentido, um ato covarde de jogar a culpa na assessoria e uma evidente incoerência do deputado Troca que, pego na mentira, meteu os pés pelas mãos na tentativa desesperada de se justificar. Infelizmente, ele não tem mais a menor condição de continuar na função", concluiu Bohn Gass.

Veja o release do deputado troca aqui.

O mandato de sangue de Uribe

Emir Sader

A libertação dos quatro parlamentares colombianos confirma qual é a via da pacificação da Colômbia: a negociação política, com a participação de mediadores internacionais. O sucesso do presidente venezuelano Hugo Chávez e da senadora colombiana Piedad Córdoba é a única tentativa de sucesso de abrir canais para levar a paz à Colômbia.

A posição dos quatro parlamentares, além do reconhecimento do papel de Hugo Chávez e de Piedad, é a de acusar o presidente da Colômbia Alvaro Uribe de ser o obstáculo hoje para a troca pacífica de prisioneiros, ao insistir em não aceitar a liberação temporária de um território para que se efetuem as trocas. Um deles pergunta a Uribe se lhe parece que sua política de pacificação tenha tanto sucesso como ele anuncia, se não consegue ceder por um tempo determinado um território para salvar vidas humanas? Pergunta também se vidas humanas não valem mais do que uma cessão temporária de territórios.

Os familiares dos que ainda permanecem prisioneiros insistem nessa direção, reiterando que ofensivas militares só levam a colocar em risco aos reféns, além de não haver solução militar, só solução política para a Colômbia.Existe a proposta da formação de um Grupos de Amigos da Colômbia, para tentar intermediar a troca humanitária dos reféns pelos presos que tem o governo colombiano, de que participariam governos como os do Brasil, da Argentina, da Nicarágua, da França, entre outros.

O presidente colombiano demonstra toda sua inflexibilidade e reitera sua linha de ação militar – a mesma da “guerra infinita “ de Bush -, recusando os termos da negociação e retomando ofensivas militares. Numa delas foi morto o segundo dirigente das Farc, Raul Reyes, que atuava também como porta-voz da organização. O temor é que as Farc tomem represálias e aí o processo possível de negociações para a troca de prisioneiros se torne completamente inviável.

É a linha dura de Uribe, que precisa dos enfrentamentos militares para manter sua popularidade interna e conseguir reformar de novo a Constituição e poder obter um terceiro mandato. Ele perdeu as eleições municipais internas nas principais cidades do país, como Bogotá, Medellin, Cali, por isso precisa desviar a atenção dos colombianos para que não avaliem seu governo, mas se mantenham sob a chantagem da guerra, com ele supostamente representando a paz. Quando na realidade Uribe representa e precisa da continuidade da guerra.

Esse o jogo de Uribe, o de produzir mais sangue, como combustível para um terceiro mandato, às custas da paz e da solução política para a já tão sofrida Colômbia. Resta que os governos dos países preocupados com a paz e próprio povo colombiano, na manifestação convocada pelo fim de todo tipo de violência, atuem para obrigar o governo colombiano a parar com as ações militares e aceitar os únicos termos possíveis para que a Colômbia possa voltar a viver em paz.

Humor


Autor: Kayser

Dia Internacional da Mulher: em busca da memória perdida

A referência histórica principal das origens do Dia Internacional da Mulher é a II Conferência Internacional das Mulheres Socialistas em 1910, em Copenhague, na Dinamarca, quando Clara Zetkin propôs uma resolução de instaurar oficialmente um dia internacional das mulheres. Nessa resolução, não se faz nenhuma alusão ao dia 8 de março. Clara apenas menciona seguir o exemplo das socialistas americanas. É certo que a partir daí, as comemorações começaram a ter um caráter internacional, expandindo-se pela Europa, a partir da organização e iniciativa das mulheres socialistas.Essa e outras fontes históricas intrigaram a pesquisadora Renée Coté, que publicou em 1984, no Canadá, sua instigante pesquisa em busca do elo ou dos elos perdidos da história do dia internacional das mulheres.

Renée, em sua trajetória de pesquisa, se deparou com a história das feministas socialistas americanas que tentavam resgatar do turbilhão da história de lutas dos trabalhadores no final do século XIX e início do século XX, a intensa participação das mulheres trabalhadoras, mostrar suas manifestações, suas greves, sua capacidade de organização autônoma de lutas, destacando-se a batalha pelo direito ao voto para as mulheres, ou seja, pelo sufrágio universal. A partir daí, levanta hipóteses sobre o por quê de tal registro histórico ter sido negligenciado ou se perdido no tempo.

O que nos fica claro, a partir de sua pesquisa das fontes históricas é que a referência de um 8 de março ou uma greve de trabalhadoras americanas, manifestações de mulheres ou um dia da mulher, não aparece registrada nas diversas fontes pesquisadas no período, principalmente nos jornais e na imprensa socialista.

Houve greves e repressões de trabalhadores e trabalhadoras no período que vai do final do século XIX até 1908, mas nenhum desses eventos até então dizem respeito à morte de mulheres em Nova York, que teria dado origem ao dia de luta das mulheres. Tais buscas revelam, para Coté, que não houve uma greve heróica, seja em 1857 ou em 1908, mas um feminismo heróico que lutava por se firmar entre as trabalhadoras americanas. Em busca do 8 de março retraçou a luta pela existência autônoma das mulheres socialistas americanas.
As fontes encontradas revelam o seguinte:

Em 3 de maio de 1908 em Chicago, se comemorou o primeiro "Woman's day, presidido por Lorine S. Brown, documentado pelo jornal mensal The Socialist Woman, no Garrick Theather, com a participação de 1500 mulheres que "aplaudiram as reivindicações por igualdade econômica e política das mulheres; no dia consagrado à causa das trabalhadoras". Enfim, foi dedicado à causa das operárias, denunciando a exploração e a opressão das mulheres, mas defendendo, com destaque, o voto feminino. Defendeu-se a igualdade dos sexos, a autonomia das mulheres, portanto, o voto das mulheres, dentro e fora do partido.

Já em 1909, o Woman's day foi atividade oficial do partido socialista e organizado pelo comitê nacional de mulheres, comemorado em 28 de fevereiro de 1909, a publicidade da época convocava o "woman suffrage meeting", ou seja, em defesa do voto das mulheres, em Nova York.

Coté apura que as socialistas americanas sugerem um dia de comemorações no último domingo de fevereiro, portanto, o woman's day teve, no início, várias datas mas foi ganhando a adesão das mulheres trabalhadoras, inclusive grevistas e teve participação crescente.

Os jornais noticiaram , o woman's day em Nova York, em 27 de fevereiro de 1910, no Carnegie Hall, com 3000 mulheres, onde se reuniram as principais associações em favor do sufrágio, convocado pelas socialistas mas com participação de mulheres não socialistas.

Consta que houve uma greve longa dos operários têxteis de Nova York (shirtwaist makers) que durou de novembro de 1909 a fevereiro de 1910, 80% dos grevistas eram mulheres e que terminou 12 dias antes do woman's day. Essa foi a primeira greve de mulheres de grande amplitude denunciando as condições de vida e trabalho e demonstrou a coragem das mulheres costureiras, recebendo apoio massivo. Muitas dessas operárias participaram do woman's day e engrossaram a luta pelo direito ao voto das mulheres ( conquistado em 1920 em todo os EUA).

Clara Zetkin, socialista alemã, propõe que o woman's day ou women's day se torne "uma jornada especial, uma comemoração anual de mulheres, seguindo o exemplo das companheiras americanas". Sugere ainda, num artigo do jornal alemão Diegleichheit, de 28/08/1910, que o tema principal seja a conquista do sufrágio feminino.

Em 1911, o dia internacional das mulheres, foi comemorado pelas alemãs, em 19 de março e pelas suecas, junto com o primeiro de maio etc. Enfim, foi celebrado em diferentes datas.
Em 1913, na Rússia, sob o regime czarista, foi realizada a Primeira Jornada Internacional das Trabalhadoras pelo sufrágio Feminino. As operárias russas participaram da jornada internacional das mulheres em Petrogrado e foram reprimidas. Em 1914, todas os organizadoras da Jornada ou Dia Internacional das Mulheres na Rússia foram presas, o que tornou impossível a comemoração.

Em 1914, o Dia Internacional das Mulheres, na Alemanha foi dedicado ao direito ao voto para as mulheres. E foi comemorado pela primeira vez no dia 8 de março, ao que consta porque foi uma data mais prática naquele ano.

As socialistas européias coordenavam as comemorações em torno do direito ao voto vinculando-o à emancipação política das mulheres, mas a data era decidida em cada país.
Em tempos de guerra, o dia internacional das mulheres passou a segundo plano na Europa.

Outra referência instigante, que leva a indicação da origem da fixação do dia 8 de março, foi a ligação dessa data com a participação ativa das operárias russas em ações que desencadearam a revolução russa de 1917. Portanto, uma ação política das operárias russas no dia 8 de março, no calendário gregoriano, ou 23 de fevereiro, no calendário russo, precipitou o início da ações revolucionárias que tornaram vitoriosa a revolução russa.

Alexandra Kolontai , dirigente feminista da revolução socialista escreveu sobre o fato e sobre o 8 de março, mas, curiosamente, desaparece da história do evento. Diz ela: " O dia das operárias em 8 de março de 1917 foi uma data memorável na história. A revolução de fevereiro acabara de começar". O fato também é mencionado por Trotski, dirigente da revolução, na História da Revolução Russa. Nessas narrativas fica claro, que as mulheres desencadearam a greve geral, saindo corajosamente, às ruas de Petrogrado, no dia internacional das mulheres, contra a fome, a guerra e o czarismo. Trotski diz: " 23 de fevereiro ( 8 de março) , era o dia internacional das mulheres estava programado atos, encontros etc. Mas não imaginávamos que este "dia das mulheres" viria a inaugurar a revolução. Estava planejado ações revolucionárias mas sem data prevista. Mas pela manhã, a despeito das diretivas, as operárias têxteis deixam o trabalho de várias fábricas e enviam delegadas para solicitarem sustentação da greve... o que se transforma em greve de massas.... todas descem às ruas".

Constata-se que a revolução foi desencadeada por elementos de base que superaram a oposição das direções e a iniciativa foi das operárias mais exploradas e oprimidas, as têxteis. O número de grevistas foi em torno de 90.000, a maioria mulheres. Constata-se que o dia das mulheres foi vencedor, foi pleno e não houve vítimas.

Renée Coté encontra, por fim, documentos de 1921 da Conferência Internacional das Mulheres Comunistas onde " uma camarada búlgara propõe o 8 de março como data oficial do dia internacional da mulher, lembrando a iniciativa das mulheres russas".

A partir de 1922, o Dia Internacional da Mulher é celebrado oficialmente no dia 8 de março.

Essa história se perdeu nos grandes registros históricos seja do movimento socialista, seja dos historiadores do período. Faz parte do passado histórico e político das mulheres e do movimento feminista de origem socialista no começo do século.
Algumas feministas européias na década de 70, por não encontrarem referência concreta às operárias têxteis mortas em um incêndio em 1857, em Nova York, chegaram a considera-lo um fato mítico. Mas essa hipótese foi descartada diante de tantos fatos e eventos vinculando as origens do dia internacional da mulher às mulheres americanas de esquerda.
Quanto aos elos perdidos dos fatos em torno do dia 8 de março, levantam-se várias hipóteses, em busca de mais aprofundamento.

É certo que, nos EUA, em Nova York, as operárias têxteis já denunciavam as condições de vida e trabalho, já faziam greves . E esse momento de organização das trabalhadoras fazem parte de todo um processo histórico de transformações sociais que colocaram as mulheres em condições de lutarem por direitos, igualdade e autonomia participando do contexto social e político que motivaram a existência de um dia de comemoração que simbolizasse suas lutas, conquistas e necessidade de organização. É preciso, pois, entretecer os fios da história desse período.

Desse contexto, surge um dos relatos a ser precisado em suas fontes documentais, sintetizado por Gládis Gassen, (em texto para as trabalhadoras rurais da FETAG), nos indicando que, em março de 1911, dezoito dias após o woman's day, não em 1857, " numa mal ventilada indústria têxtil, que ocupava os 3 últimos andares de um edifício de 10 andares , na Triangle Schirwaist Company, de New York, estalou um incêndio que envolveu 500 mulheres jovens, judias e italianas imigrantes, que trabalhavam precariamente, com o assoalho coberto demateriais e resíduos inflamáveis, o lixo aomontoado por todas as partes, sem saídas em caso de incêndio, nem mangueiras para água... Para " impedir a interrupção do trabalho", a empresa trancava à chave a porta de acesso à saída. Quando os bombeiros conseguiram chegar onde estavam as mulheres, 147 já tinham morrido, carbonizadas ou estateladas na calçada da rua, para onde se jogavam em desepero. Após essa tragédia, nomeou-se a Comissão Investigadora de Fábricas de New York, que tinha sido solicitada há 50 anos! E se iniciram, assim, as legislações de proteção à saúde e à vida das trabalhadoras. A líder sindical Rosa Scneiderman organizou 120.000 trabalhadoras no funeral das operárias para lamentar a perda e declarar solidariedade a todas as mulheres trabalhadoras".

Assim, embora, seja necessário continuar a procurar o fio da meada, é certo que todo um ciclo de lutas, numa era de grandes transformações sociais, até as primeiras décadas do século XX, tornaram o dia internacional das mulheres o símbolo da participação ativa das mulheres para transformarem a sua condição e a transformarem a sociedade.

Estamos nós assim, anualmente, como nossas antecessoras comemorando nossas iniciativas e conquistas, fazendo um balanço de nossas lutas, atualizando nossa agenda de lutas pela igualdade entre homens e mulheres e por um mundo onde todos e todas possam viver com dignidade e plenamente.

Fonte: SOF

Agradecimentos a Cláudia Prates pela indicação deste texto.
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Problemas nas contas do Projovem em Porto Alegre

O vereador Adeli Sell (PT) envia nota garantindo que, ao contrário do que Mauro Zacher (foto) justificou na imprensa, terça-feira (26), a auditoria do Ministério da Educação não aprovou as prestações de contas feitas pela Secretaria de Juventude de Porto Alegre em relação ao Projovem. Segundo o órgão federal, estão listados oito pontos de grave desacordo com as exigências estabelecidas para gerenciar o Programa.

Entre eles, destaca Adeli, constam a não instalação do laboratório de informática pela Secretaria (previsto no contrato), o fornecimento de 60% de lanches acima do número de alunos, o uso indevido do lanche de escolas públicas quando havia recurso específico para tal e ausência de identificação nas notas fiscais apresentadas pela Secretaria. O caso mais grave, acrescenta, surge na diferença entre o número de professores e a quantidade de alunos matriculados no Programa. Segundo dados do documento, há super contratação de educadores em relação aos estudantes.
Para Adeli Sell, Zacher quer confundir e enganar a opinião pública ao "mascarar os fatos verdadeiros apresentados pelo MEC". Segundo ele, chegam diariamente à Câmara Municipal queixas de alunos que não conseguiram a bolsa no programa e outros que até hoje aguardam pelo comprovante de conclusão do curso. "Ele não pode achar que vai sair ileso desta história. Acreditamos na investigação da Polícia Federal e no desfecho correto desta questão".

Fonte: RS Urgente

Chávez envia tanques para a fronteira com a Colômbia

No sábado o porta-voz das Farc, Raúl Reyes, considerado o número 2 da guerrilha, morreu ao lado de ao menos outros 16 guerrilheiros após o Exército colombiano bombardear uma área onde eles se encontravam.

Além dos soldados e tanques, o presidente venezuelano também colocou a Força Aérea do país de prontidão.

Chávez se dirigiu ao seu ministro da Defesa pedindo que ele "enviasse dez batalhões para a fronteira com a Colômbia, imediatamente".

Falando em seu programa semanal de televisão, Chávez afirmou que a embaixada da Venezuela na Colômbia seria fechada e seus funcionários seriam retirados de Bogotá.

Chávez tem negociado com as Farc a libertação de reféns mantidos pela guerrilha. Desde o início do ano, seis reféns importantes já foram libertados, entre os mais de 40 que a guerrilha considera passíveis de uma troca por guerrilheiros presos com o governo colombiano.

'Assassinato'

Chávez afirmou que a morte de Raul Reyes foi um "assassinato covarde, planejado friamente".

O presidente venezuelano afirmou que a Colômbia "invadiu o Equador, violando a soberania do Equador".

O Equador, por sua vez, protestou contra a incursão colombiana e convocou de volta a Quito o seu embaixador em Bogotá.

Chávez advertiu a Colômbia de que uma operação semelhante contra as Farc dentro da Venezuela poderia provocar uma guerra entre os países.

"Não pense em fazer isso aqui, porque isso poderia ser sério, poderia ser razão para uma guerra", advertiu Chávez.

A morte de Raúl Reyes foi classificada pelo ministro da Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, como "o maior golpe até hoje contra as Farc".

Fonte: BBC Brasil

Franz Ferdinand - Take me out

Bolívia:Evo acusa embaixador dos EUA de liderar conspiração

Em entrevista ao jornal italiano Il Manifesto, o presidente da Bolívia, Evo Morales, disse com todas as letras que Philip Goldberg, embaixador norte-americano na Bolívia, está por trás de grande parte do clima de conflito existente no país.

Evo afirma que, em uma passagem da entrevista, qual seria a estratégia golpista a ser executada na Bolívia, "Quero que o mundo inteiro saiba é que há uma conspiração contra minha pessoa encabeçada pelo embaixador dos Estados Unidos (Philip Goldberg). Perguntemo-nos de onde veio o embaixador estadunidense (que atuou no Kosovo). Não vamos permitir que os Estados Unidos sigam conspirando para dividir a Bolívia com grupos oligárquicos e mafiosos."

Leia a íntegra da entrevista acessando aqui