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O direito de resposta mais célebre da história do jornalismo brasileiro
Faz 21 anos que o direito de resposta mais célebre da história do jornalismo brasileiro foi ao ar: em 15 de março de 1994, visivelmente constrangido, Cid Moreira (que por quase 30 anos esteve à frente da bancada do Jornal Nacional) leu o texto de 440 palavras que a Justiça obrigou a TV Globo a divulgar em seu telejornal mais nobre.
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ERick
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4/27/2015
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O avanço da direita fanática no SBT
Por Paulo Nogueira Batista
O episódio Sheherazade jogou luzes sobre o tipo de jornalismo feito por Sílvio Santos no SBT.
O baixo Ibope fez com que ninguém prestasse atenção à linha editorial do SBT.
Hoje, o jornalismo do SBT é uma máquina vibrante e histérica de propaganda de direita fanática. Tudo isso se faz sem que sejam questionados os limites do que você pode fazer numa concessão pública como é o caso das emissoras de televisão.
Vale tudo? É o que parece.
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ERick
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2/10/2014
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Vida, o reality show
Por Isleide Fontenelle
O que você faria se soubesse o que fazer? É mais ou menos com essas palavras que se compõe parte da música tema de um dos reality shows mais famosos do Brasil. O que você faria? também é o título, em português, do filme espanhol El método, que se desenrola a partir de um processo seletivo para o cargo de executivo de uma grande empresa, no qual os candidatos não conhecem as regras e precisam mostrar o que, de fato, são capazes de fazer para conseguir a vaga. Até onde você chegaria se não soubesse o que fazer? Porque, nesses dois exemplos, o que está em questão é, justamente, a capacidade de vencer uma competição na qual as regras mudam ao sabor do vento, ou melhor, da necessidade de se acirrar a competição a fim de se saber o quanto cada um suporta.
Um dos motes centrais do livro Rituais de sofrimento é comparar o formato dosreality shows com o dos modelos de gestão do capitalismo flexível. E, ao longo do livro, a autora não poupa exemplos que tornam, de fato, essa comparação possível. Em alguns casos, inclusive, os formatos se sobrepõem, como no reality show O Aprendiz, conduzido por um empresário, e que tem como enredo a luta dos participantes por uma vaga como executivo em uma grande corporação. Para isso, eles se submetem aos mais diferentes tipos de provas, rituais de sofrimento defendidos como necessários para que provem serem dignos do cargo.
Audiência da TV Globo está definhando
Por Altamiro Borges
A jornalista Keila Jimenez, da coluna “Outro Canal” da Folha, publicou hoje mais uma notícia que confirma a queda de audiência da TV Globo. A emissora perdeu 20% do seu público matinal em dois anos.
O artigo deveria ser analisado com cuidado pela Secretaria de Comunicação (Secom) da presidenta Dilma, que continua garantindo milionários anúncios publicitários oficiais para a famiglia Marinho com base na chamada “mídia técnica”. A audiência definha, mas o governo ajuda a manter o faturamento das Organizações Globo.
Segundo Keila Jimenez, “em 2010, a média de audiência anual da TV Globo das 7h ao meio-dia foi de 8,2 pontos no Ibope. Cada ponto equivale a 62 mil domicílios na Grande SP. Em 2011, esse número caiu para 7,6 pontos. Em 2012, veio o tão esperado ‘Encontro com Fátima Bernardes’. Mas a grande aposta da emissora não estancou a queda de ibope pela manhã. A atração registrou menos audiência que os desenhos que a antecediam na faixa, e a Globo encerrou o ano com média de 6,6 pontos”.
Ainda segundo a jornalista, diante da persistente queda da audiência, a direção da Rede Globo pretende fazer novas mudanças na sua programação matinal – já que as implantadas em 2012 “não surtiram o efeito desejado. Pelo contrário, fizeram a rede perder público no horário”. Um em cada cinco telespectadores abandonou a programação matinal do canal. A nova reforma, porém, também pode dar zebra. Há uma acelerada queda de audiência da TV aberta no país, decorrente da sua péssima qualidade, do crescimento da tevê por assinatura e da chamada revolução da internet.
Outras emissoras também sentem os efeitos desta nova realidade, mas de forma menos dolorosa. Em 2010, por exemplo, a TV Record registrou uma média de 5,6 pontos no Ibope na faixa da manhã; em 2012, ela baixou para 5,4; já o SBT caiu de 4,5 para 4,3% pontos de média. Os telespectadores, principalmente os mais jovens, estão fugindo das telinhas. Segundo recente estudo do Ibope, o número de televisores ligados aos domingos na Grande São Paulo despencou de 46,3%, em 2002, para 41,5%, no ano passado.
No caso da TV Globo, a situação é ainda mais dramática. Ela perdeu quase metade da sua audiência aos domingos. “Em 2002, a média diária (das 7h à meia-noite) dos domingos na Globo foi de 20,3 pontos. Em 2011, esse índice caiu para 14,6 pontos. Em 2012, foi para 12,9 pontos”, relata Keila Jimenez em outra reportagem. Para o desespero da famiglia Marinho, a rival TV Record até que se saiu melhor. Em 2002, ela marcou 4,3 pontos aos domingos; subiu para 8,9 em 2009; e ficou em 7,3 pontos no ano passado.
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Estudo compara reality shows da TV a rituais de sofrimento
Testes físicos extenuantes, brigas, intrigas e disputa por espaço e prêmios. A descrição acima tem sido a bula dos reality shows desde sua chegada à TV, no final dos anos 1990.
Em sua 13ª edição, o "Big Brother Brasil", da Globo, que começou na última terça-feira, não fugiu à regra.
Logo na estreia, submeteu seus participantes a uma prova que durou 15 horas.
Na tarefa, os jogadores deveriam permanecer com as duas mãos encostadas em um carro, sem comer, dormir ou ir ao banheiro.
Em 2009, a atração isolou três "brothers" num cômodo inteiramente branco, submetendo-os à privação de sentidos até que um desistisse.
"A banalização da crueldade só ocorre na TV porque se tornou estrutural em nosso mundo", diz a socióloga Silvia Viana Rodrigues, autora de "Rituais de Sofrimento".
No estudo, que chega neste mês às livrarias, ela compara o fascínio por esse tipo de produção com uma espécie de ritual religioso vazio, repetido à exaustão e que se reproduz na vida real.
"Hoje as pessoas trabalham compulsivamente como se vivêssemos num mundo de escassez, mas nunca houve tanta riqueza. Trabalham para não serem demitidas. Reality shows espelham isso: são como processos seletivos", afirma ela.
Milena Fagundes, do "BBB 9", sentiu isso na pele: "Tinha raiva quando a prova era de sorte. É preciso mostrar garra. Quem está assistindo gosta de ver o sofrimento alheio. Muita gente gostaria de estar lá; já que não pode, quer que o prêmio vá para quem mostre merecer".
Para Luís Simonetti, diretor-geral do "BBB", o programa "é uma grande festa". Ele minimiza o fator crueldade nas provas da atração.
"Elas ficaram mais técnicas. Algumas, que deveriam ser leves, ficaram parecendo mais duras. Mas isso quem cria são eles [os participantes]. Fazemos sem essa intenção."
Para a pesquisadora, o telespectador de reality show não é sádico, mas se anestesiou. "Nossa sociedade exige que sejamos fortes, que não nos deixemos abalar, que superemos os desafios por mais estúpidos e sem sentido que sejam", conclui.
Fonte: Blog Boitempo
Verdades sobre o Horário Eleitoral
Por Venício A. de Lima
O início do Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral (HGPE) evoca, regularmente, uma série de comentários críticos, preconceitos e reclamações das mais variadas origens, inclusive dos concessionários do serviço público de rádio e televisão.
Trata-se, portanto, de uma ocasião propícia para que algumas verdades sejam lembradas. Registro três.
1. Ao contrário do que o próprio nome indica, o HGPE nunca foi gratuito. A cada eleição, em cumprimento ao que determina a Constituição Federal (parágrafo 3º do artigo 17) e a Lei Eleitoral (9.504/1997, artigo 99), a Presidência da República faz conhecer, através de decreto, a regulamentação que normatiza a “compensação fiscal” que cada concessionário de radiodifusão terá pela “veiculação” da propaganda eleitoral. Este ano o decreto foi assinado no último dia 17 (7.791/2012).
É preciso que fique claro, portanto, que no HGPE o “gratuito” é o acesso de candidatos, partidos e coligações ao rádio e à televisão. Sua “veiculação”, ao contrário, não é gratuita.
Na verdade, a Receita Federal “compra” o horário das emissoras, permitindo que deduzam do imposto de renda em torno de 80% do que receberiam caso o período destinado ao HGPE fosse comercializado. O cálculo da “compensação fiscal” aos concessionários toma por base o valor de tabela para propaganda comercial nos horários utilizados. Pode-se afirmar com segurança que prejuízo não há, podendo haver até mesmo ganhos. De acordo com números divulgados em outubro de 2009, estimava-se que, em 2010, os custos para os cofres públicos dessa “compensação fiscal” chegariam a R$ 851,1 milhões.
2. O HGPE é certamente o que a legislação brasileira tem de mais próximo do chamado “direito de antena”. Vale dizer, o acesso gratuito ao serviço público de rádio e de televisão que devem ter – de acordo com sua relevância – partidos políticos e organizações sindicais, profissionais e representativas de atividades econômicas e outras organizações sociais. O “direito de antena” já é praticado, faz tempo, em países como Alemanha, França, Espanha, Portugal e Holanda.
O jurista Fábio Konder Comparato, no brilhante prefácio que escreveu para nosso Liberdade de Expressão vs. Liberdade da Imprensa (Publisher, 2ª edição, 2012), propõe: “Além dos partidos políticos, devem poder exercer o chamado direito de antena, já instituído nas Constituições da Espanha e de Portugal, as entidades privadas ou oficiais, reconhecidas de utilidade pública. Ou seja, elas devem poder fazer passar suas mensagens, de modo livre e gratuito, no rádio e na televisão, reservando-se, para tanto, um tempo mínimo nos respectivos veículos.”
3. Tendo em vista o enorme poder que o rádio e a televisão exercem em nossa sociedade como fonte de informação política e de persuasão, o tempo que partidos e candidatos dispõem no HGPE certamente ainda constitui (apesar da internet e de suas redes sociais) um fator determinante nos resultados eleitorais. Não é sem razão que alianças aparentemente paradoxais são feitas entre partidos políticos – antes das eleições – para garantir maior espaço no rádio e na televisão.
Infelizmente, muito do resultado positivo que determinado partido e/ou candidato alcança no HGPE se deve ao desempenho eficiente de profissionais de marketing, que “reduzem” o discurso político à linguagem comercial da grande mídia, despolitizando a própria política.
De qualquer maneira, o HGPE constitui momento decisivo no processo eleitoral, base da democracia representativa brasileira.
É sempre bom lembrar essas verdades.
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ERick
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8/24/2012
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Vale a pena pagar para ver TV?
Por Laurindo Lalo Leal Filho
Houve tempo em que identificávamos os canais de TV pelos números. “O programa passou no 4 ou no 7? Ou será que foi no 2”. Não era assim? Os canais iam do 2 ao 13 que, com os intervalos entre um e outro, somavam sete nas grandes cidades. Ninguém, àquela altura, poderia imaginar que existiriam um dia canais 127 ou 519. Ainda por cima pagos.
Hoje pagar para ver TV não é mais novidade. Até fevereiro deste ano mais de 13 milhões de brasileiros já faziam isso, número que deve dobrar em cinco anos.
Melhor distribuição de renda e uma possível, mas ainda não confirmada redução no preço dos pacotes oferecidos, podem explicar esse crescimento.
Hoje quem paga para ver TV no Brasil paga caro. Pesquisa realizada pela Ancine (Agência Nacional de Cinema) constatou que os brasileiros desembolsam muito mais pelo serviço de TV por assinatura do que os consumidores de outros seis países latinos: Portugal, Espanha, Chile, Argentina, Peru e Equador.
O preço máximo de um canal de TV paga no Brasil era de R$ 3,74 no final de fevereiro, duzentos por cento mais caro do que o valor máximo cobrado na Espanha (R$ 1,83). O preço mínimo de um canal no Brasil é de R$ 1,74. No Peru de 56 centavos de Real.
Na Argentina, o pacote da DirecTV com 97 canais custa R$ 83,52 mensais, enquanto o da Tvfuego, com 74 canais, R$ 65,10. No começo de março a Net cobrava no Rio de Janeiro R$ 69,90 por um pacote de 30 canais e a Sky R$ 74,90 por 40 canais.
Mas não só isso que os brasileiros pagam. O serviço é cobrado duas vezes já que além do pagamento mensal, os assinantes são obrigados a ver muita propaganda, paga pelo telespectador e embutida nos preços dos produtos ou serviços anunciados.
Durante anos o mercado da TV por assinatura no Brasil foi ocupado por um duopólio: a Net no cabo e a Sky via satélite. Dividiram um bolo publicitário em expansão que, segundo a ABTA (Associação Brasileira de TV por Assinatura) cresceu 20% nos dois últimos anos passando de 1 bilhão em 2010 para R$ 1,2 bilhão em 2011.
À essa receita, juntam-se além da assinatura paga pelo telespectador, os valores cobrados de canais religiosos e de vendas para serem incluídos nos pacotes das operadoras.
Tanto dinheiro não corresponde à qualidade do serviço oferecido.
Assinantes queixam-se da repetição constante dos filmes exibidos, do tempo destinado aos anúncios, dos canais incluídos nos pacotes e que não lhes interessam, para não falar da cobrança extra (o “pay-per-view”) exigida pela exibição de determinados jogos de futebol.
Pesquisas confirmam essa insatisfação. Até o ano passado as emissoras com maior audiência na TV paga eram aquelas com sinal aberto: Globo, vista por 37% dos assinantes, Record (11%), SBT (6,4%) e Bandeirantes (3,7%). Só no quinto lugar aparecia uma TV fechada, a Discovery Kids, com 3,1%, seguida da SportTV com 2,6%.
Como se vê, não são as programações exclusivas da TV paga que levam muita gente a ter televisão por assinatura. A razão está na qualidade do sinal oferecido, livre de chuviscos e interferências comuns em regiões montanhosas e nos grandes centros urbanos, cada vez mais ocupados por altos edifícios. Para grande parte do público, a TV por assinatura serve apenas para substituir a antena convencional.
Com a nova lei da TV paga o conteúdo tende a melhorar um pouco já que os canais deverão reservar um espaço, ainda pequeno, para produções nacionais. Elas substituirão parte dos velhos e repetidos enlatados impostos pelas operadoras ao púbico.
Mas, por outro lado, consolidará uma da práticas mais criticadas pelos assinantes: a veiculação de publicidade, estabelecida agora em um limite de até 25% do total da programação. Com isso o pagamento duplo torna-se lei.
Distorção a ser corrigida por um novo marco regulatório para a comunicação, há tanto tempo esperado no Brasil, capaz de garantir também ao consumidor o direito de montar o pacote de canais que lhe interessa, livrando-o das programações impostas arbitrariamente pelas operadoras.
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Até onde vai o desprezo “olímpico” da Globo?
Sem o direito de transmissão das Olimpíadas de 2012, a emissora se vê diante de um dilema: é possível ignorar o maior evento esportivo do planeta?Por Pedro Venceslau
Durante os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, os milhões de brasileiros que assistem à Rede Globo se viram diante de um dilema. O que é mais importante para o desenvolvimento do esporte no país: um jogo amistoso de futebol de salão ou a final da natação com César Cielo? Artistas tentando acertar um joão-bobo chutando uma bola de calcanhar ou um jogo entre Brasil e Cuba no vôlei? Desde que a Globo é a Globo, é ela quem dita as regras sobre o que é relevante e vale a pena ser visto. Foi a emissora do Jardim Botânico, por exemplo, que tentou introjetar no brasileiro a ideia de que o futebol de praia e as corridas de Stock Car disputadas pelo filho de Galvão Bueno são eventos imperdíveis e de suma importância no cenário internacional. Recentemente, o locutor mais famoso do país conseguiu a façanha de conferir valor épico a um jogo amistoso entre reservas do Brasil e o Gabão em um campo de várzea. Até mesmo uma corrida de kart entre pilotos e ex-pilotos pode se transformar em “vitrine” do automobilismo brasileiro. Se os patrocinadores pagarem bem, que mal tem?
Nos Jogos Pan-Americanos do Brasil, em 2007, a Globo, que detinha os direitos de transmissão, martelou na cabeça do público que o torneio era quase tão importante quanto uma Olimpíada. Cada jogo, cada corrida, cada salto era transmitido em tom ufanista. E as medalhas, uma a uma, foram celebradas como se o Brasil fosse uma potência do esporte. Tratava-se de um evidente exagero, claro. Mas era a emissora, com suas reportagens especiais e locuções apaixonadas, que estava dizendo. Depois que a Record comprou os direitos de transmissão do Pan do México, o evento perdeu subitamente a importância e, em 2011, o torneio foi simplesmente ignorado pela emissora. A questão que intriga jornalistas, esportistas e especialistas é como a Globo vai se comportar nos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres, cujos direitos de transmissão também pertencem à Record. Nesse caso, não há como esconder ou minimizar a importância do maior evento esportivo do planeta.
Na emissora do bispo Edir Macedo, prevalece a ideia de que as Olimpíadas de Londres marcarão o fim de um paradigma e que o público do evento vai migrar de canal para ficar. O canal não mede esforços para concretizar o velho sonho de chegar à liderança no Ibope. “A Record vai exibir, diariamente, de 10 a 12 horas das diversas modalidades dos Jogos Olímpicos. Vamos contar com 320 profissionais em Londres. Nenhum detalhe ficará fora da transmissão”, disse à Fórum o empolgado diretor de jornalismo da emissora, Douglas Tavolaro. A Record também vai montar um quartel-general de 750 metros quadrados, que produzirá 12 horas diárias de programação.
Depois de uma negociação tortuosa, a emissora fechou um acordo que confere à Globosat, braço de TV por assinatura da Globo, o direito de exibição dos Jogos Olímpicos de Londres na TV nos canais SporTV. Valor? R$ 22 milhões. Um dado curioso é que, em 2008, a Globosat pagou apenas US$ 3 milhões para a própria Globo. Em 2012, os executivos do Jardim Botânico apostam em um cenário inédito na TV brasileira para minimizarem o estrago: uma TV aberta disputando audiência diretamente com outra emissora a cabo. As TVs abertas só poderão exibir, por contrato, 3 minutos de jogos e competições. Além do SporTV, a Globo planeja abrir até mais seis canais. Em uma operação milionária, a ideia é atrair um público de 10 milhões de pessoas para a TV paga.
No mercado de mídia, os rumores apontam para uma negociação entre Globosat e operadoras para viabilizar uma megapromoção de pacotes de TV fechada válida por alguns meses, que envolveriam o período dos jogos. “Eles fizeram uma operação parecida quando lançaram o jornal Extra. Para esvaziar o concorrente, o jornal O Dia, que estava liderando entre os leitores de classe C e chegou a vender mais que a Folha, o grupo Globo fez uma operação casada: vendiam o Extra com muitos brindes e colocaram na praça anúncios casados com O Globo. Levaram um baita prejuízo só para ferir o concorrente”, lembra-se André Balocco, editor-assistente do jornal esportivo Marca Brasil. “No caso do Pan de Guadalajara, eu tinha a palavra da Globo de que eles fariam a cobertura do evento, mas isso não aconteceu. O caso da medalha do [César] Cielo mostrou que eles são capazes de esconder tudo. Deram só uma nota coberta e sem imagem. E era a redenção dele”, conta Crsitina Padigilione, editora de TV e colunista do jornal Estado de S.Paulo. Observadora atenta da disputa Record x Globo, ela faz uma previsão pessimista para os Jogos do ano que vem. “Não me espanta que o Pan seja só um aperitivo do que a Globo fará em Londres em 2012”.
A discussão sobre o comportamento da maior emissora do país durante o maior evento esportivo do planeta mobilizou as redes sociais, chegou à internet e acabou forçando os constrangidos executivos e apresentadores globais a se manifestar. “Nossa cobertura, de acordo com o que está estabelecido no COI [Comitê Olímpico Internacional], será o que chamamos de fair use. Quer dizer, tem uma partida de vôlei e você tem três minutos para exibir em seus telejornais. Não vamos esconder. Temos um acordo de longo prazo com as federações e confederações olímpicas”, afirmou o diretor-geral da Globo, Octávio Florisbal, em entrevista ao site UOL Esportes. Questionado sobre os motivos que levaram a Globo a perder a primazia histórica sobre os Jogos, ele respondeu em cifras. “Nós tínhamos uma visão de que os Jogos de 2012 deviam valer ao Brasil até US$ 30 milhões. Se passasse disso, daria prejuízo. A concorrente ofereceu o dobro”.
Entre os “artistas” da programação esportiva da casa, o dilema da transmissão também pegou na veia. “Eu sou muito cobrado: por que você não fala da Fórmula Indy? Simples. Porque eu não tenho o direito de falar na Indy, meu amigo! Existe uma ideia errada de que a Globo deve falar de tudo porque o cara quer ver na Globo...”, disparou o apresentador Tiago Leifert, porta-voz informal da emissora, em entrevista à edição de dezembro da revista G.Q. “A Globo deve usar em Londres a mesma estratégia do Pan: informar os resultados por meio de computação gráfica e entrevistas in loco. O que pegou no Pan foi que o telespectador estava acostumado a acompanhar a transmissão pela Globo”, pondera a diretora de redação da revista e do portal Imprensa, Thaís Naldoni.
Amadorismo
É consenso entre os profissionais da crônica esportiva e televisiva – e até dentro do governo – que a Record está a quilômetros de distância da Globo em termos de qualidade de transmissão e cobertura de grandes eventos esportivos. “A cobertura da Record [do Pan] foi amadora, com direito até a links perdidos. O público estranha muito isso, porque está acostumado ao padrão global”, diz André Balocco, do Marca Brasil. Para a colunista de TV do Estadão, um dos gargalos da transmissão da Record no Pan de Guadalajara foi o despreparo do comandante-geral da operação. “Aconteceram muitas falhas no processo que poderiam ter sido evitadas com mais coordenação. Faltou comando...”, diz Cristina Padiglione. “Foram erros crassos, que englobaram desde o posicionamento das chamadas 'câmeras exclusivas', postas em locais sem nenhuma estratégia, sem iluminação, passando pelos narradores e repórteres que carregaram no ufanismo. Chegaram a dizer que um evento era ao vivo, quando não era. Os repórteres se comportavam como fãs”, lembra Thaís Naldoni, da revista Imprensa.
Outra marca da Record foi a transformação da rixa com a Globo em modalidade olímpica. A emissora usou tempo de seus telejornais para criticar, por meio de longas reportagens, a concorrente. Apesar de ter mostrado quase 40% de horas a mais no Pan do México do que a Globo no evento do Brasil, a Record ainda não consegue separar o público dos entreveros comerciais. O bispo Honorilton Gonçalves, todo-poderoso homem do canal, disse diversas vezes que a Globo “escondeu o Brasil”.
A disputa entre os dois canais preocupa o governo. “Quando a Globo deixa de dar o registro para alguma modalidade, isso causa prejuízo ao esporte. O Jornal Nacional cobriu muito pouco o Pan de Guadalajara”, afirma um interlocutor próximo ao ministro do Esporte, Aldo Rebelo. Oficialmente, a pasta prefere manter distância do enredo comercial. Mas, nos bastidores, o ministério atuou como mediador em vários momentos. “Essa negociação sobre o tempo que cada canal sem os direitos poderá transmitir dos jogos é muito complicada. Nunca fica bom para todo mundo. Até 2016, será imprescindível que as emissoras entrem em acordo”, completa o assessor. Em tempo: o ministro Aldo Rebelo sabe que, mais cedo ou mais tarde, vai enfrentar com o Comitê Olímpico Internacional tensões parecidas com as que marcam a relação com a CBF...
Record fatura alto com patrocínios
A Record já vendeu nove cotas de patrocínio para os Jogos de Londres. Segundo a emissora, o faturamento total será de R$ 277 milhões. Os patrocinadores serão Caixa, Cerveja Petrópolis, McDonald’s, Nestlé, Petrobrás, Procter, Coca-Cola, TIM e Visa.
"Minhas expectativas são as melhores possíveis. Tenho certeza que teremos um boom no investimento publicitário, da mesma forma que nos anos anteriores em que tivemos eventos desse porte. E, dentro cenário, sendo a Record a detentora exclusiva dos direitos de transmissão das Olimpíadas de Londres, aposto todas as fichas e acredito que a emissora terá um dos melhores desempenhos de faturamento e de audiência de toda a sua história", Walter Zagari vice-presidente comercial da Record.
Ibope e o mistério da audiência
No ano em que a Globo estará fora dos Jogos Olímpicos, a entrada da Nielsen, uma das maiores empresas de pesquisa do mundo, no mercado de aferição da audiência de TV em 2012, acabará com o monopólio do Ibope.
Senhor absoluto da audiência em tempo real da TV brasileira desde 1988, o Ibope ganhará um concorrente de peso em 2012. A Nielsen, uma das maiores empresas de pesquisa do mundo, entrará no mercado com o dobro de domicílios que compõem a amostra do Ibope. Na reunião em que o projeto foi apresentado aos canais de TV, apenas a Globo não compareceu. Para o cientista político Carlos Novaes, que criou e comandou entre 2003 e 2005 o único empreendimento que ousou enfrentar o Ibope até hoje, o Datanexus, a ausência era mais que esperada. À Fórum, ele contou os bastidores de seu projeto e as dificuldades que encontrou no caminho. “O Datanexus tinha a melhor tecnologia da época, com um sinal preciso e emitido por celular. A nossa mostra era muito mais apurada, pois não aceitávamos barreiras. Colocamos aparelhos em favelas, coisa que o Ibope não fazia”, conta. Financiado pelo SBT, o instituto logo apresentou números que colocavam em dúvida não só a alta audiência da Globo, mas de toda a TV brasileira.
No dia em que convidou todos os dirigentes das emissoras para uma reunião em que apresentaria os novos números do mercado, Novaes se lembra que também naquela ocasião, só a Globo não apareceu. Durante sua apresentação, o cientista político revelou um dado perturbador: a audiência total da televisão brasileira é 10% menor do que pensava o mercado. “Na saída, o Johny Saad, da Band, me disse: ‘Então você está dizendo que meu negócio é 10% menor? Que vantagem eu levo?’. Resultado: as emissoras acabaram ignorando o novo instituto. Sozinho, o SBT acabou seguindo mesmo caminho.” Desconfio que será difícil (A Nielsen dar certo no Brasil). Há uma comunidade de interesses entre os diretores de marketing, das agências e as TV, que estão confortáveis com os números do Ibope”, diz Novaes.
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A palhaçada da SKY
Por Cornélius Buarque
A empresa de TV por assinatura SKY vem fazendo forte campanha contra a regulamentação por parte da Agência Nacional do Cinema (ANCINE) da Lei 12.485/11.
Chama a atenção a participação de atletas da Seleção Brasileira de Vôlei na campanha que tem como tema "defenda seu controle remoto".
A SKY critica duas exigências:
1) cota de 3h30minutos de conteúdo nacional por semana no horário nobre
Ora bolas, bolas ra. 3h30minutos correspondem a 1/48 avos ou 2,08333% da programação semanal de 168 horas possíveis.
Mesmo sendo em horário nobre, temos 30 minutos diários.
Míseros 30 minutos por dia.
Tenha santa paciência
2) Cotas de canais nacionais
Há uma infinidade de canais nacionais e há concorrência desleal. Um exemplo: o canal RecordNews não é oferecido pela SKY. A uma série de canais regionais que não sçao oferecidos pela SKY, como a TVCOM do RS, e são canais privados.
Mas há também canais estatais que podem ser oferecidos como TV Justiça, TV Câmara, TV Senado e as TV´s estaduais.
Isso para não falarmos em canais comunitários ou ligados a sindicatos ou movimentos sociais, algo que poderia soar como heresia pelos executivos da SKY.
Também devemos frisar a enorme dificuldade de acesso a canais que não trasmitem em língua inglesa como Deutsche Welle, RAI e outros.
A SKY alega ter conhecimento do negócio mais do que a ANCINE, o que provavelmente é verdade. Agora não podemos entender o serviço de radiodifusão apenas como negócio.
Meios de Comunicação são uma concessão e a eles é permitido perseguir o lucro. No entanto, não apenas o lucro pelo lucro. A comunicação, deve, necessariamente, ter um fim social, do contrário, gera-se uma brutal distorção.
Quem quiser saber mais, veja os links e tire sua própria opinião.
http://www.sky.com.br/site/manifeste-se/index2.html#intervencao
http://www.ancine.gov.br/nova-lei-da-tv-paga
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Big Brother Brasil: Na busca por audiência, vale até estupro
Havia prometido para mim mesmo que este ano não iria dedicar nenhuma linha no blog para comentar o Big Brother Brasil (BBB) deste ano. Inclusive estava bastante satisfeito com a criação do NO BBB, um aplicativo para o Chrome que bloqueia nas redes sociais todos os comentários referentes a este programa da Globo.
Imaginava eu, em minha vã ingenuidade, que todas as baixarias e apelações possíveis já tinham ocorrido e que nada mais poderia me chocar neste que é disparado um dos piores programas da televisão brasileira (e olha que tem muita porcaria na TV). Portanto, além de não assistir ao programa, não tinha o menor interesse em ler nada sobre o BBB. Mas, como diria aquela velha máxima, "nada é tão ruim que não possa piorar", eis que sou surpreendido com a notícia de um caso de estupro no BBB.
O caso ocorreu após a primeira festa promovida pelo programa entre os participantes, quando um dos competidores do programa, abusou sexualmente de uma moça enquanto ela dormia, aproveitando-se do estado de embriaguez dela. O vídeo com a cena foi removido do Youtube, a pedido da Globo, mas fica claro nas imagens que não houve uma relação sexual consentida (imagem acima). De fato ocorreu um aproveitamento de um momento em que ela não podia oferecer qualquer resistência.
Houve um crime, flagrado pelas câmeras da Globo. De acordo com o artigo 217-A do Código Penal:
Art. 217 - A. Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos:
Pena - reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos.
§ 1o Incorre na mesma pena quem pratica as ações descritas no caput com alguém que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência.
De acordo com a opinião de algumas especialistas e militantes da área dos direitos das mulheres (consultadas informalmente por este blogueiro) o caso pode sim ser classificado como estupro, independente de ter ocorrido ou não penetração.
Até o momento, a Globo silencia totalmente sobre o ocorrido, tentando na verdade abafar, da maneira que pode, o ocorrido. Felizmente, as redes sociais tem dado grande repercussão ao caso, não permitindo que o silêncio do apresentador Pedro Bial e sua emissora deixem o caso "por isso mesmo".
A impressão que temos é que a Globo, em alguma medida, até mesmo aprova o ocorrido, afinal, na busca descriteriosa por audiência, este crime ocorrido no "reality show" lhe proporciona repercussão espontânea. A qualidade do programa, incrivelmente, consegue piorar ano após ano, como bem sintetizou a tuiteira Mara (@dezmilhoes no twitter:)"BBB10 tivemos homofobia. BBB11 tivemos violência contra mulher. BBB12 tivemos abuso sexual. Aguardem que no BBB13 teremos um assassinato."
Portanto, todos os expedientes possíveis para aumentar a audiência e o interesse sobre o programa são considerados válidos.
Não pretendo perder meu tempo assistindo ao BBB para ver qual a atitude da Globo tomará daqui para frente. Mas uma conclusão direta neste caso é que se escancará a "moral" adotada pela rede Globo. Para eles, um beijo gay em uma novela é proibido, violência contra a mulher não tem problema. O que importa é apenas audiência e os cofres cheios com os contratos dos patrocinadores.
PS: Não deixem de conferir os comentários da Xad Camomila neste post. Tem todo o nosso apoio!
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TV Canção Nova censurou o PT
Por Altamiro Borges
Na coluna Painel da Folha, a jornalista Renata Lo Prete publicou nesta semana preocupantes informações sobre o controle político na programação da emissora católica TV Canção Nova:
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Despejados da tela. A rede Canção Nova, emissora de TV e rádio ligada ao movimento católico Renovação Carismática, resolveu tirar do ar os programas comandados pelos deputados federais Gabriel Chalita (PMDB-SP) e Eros Biondini (PTB-MG), pelos estaduais Edinho Silva (PT-SP), Paulo Barbosa (PSDB-SP) e Myriam Rios (PDT-RJ), e pela primeira-dama paulista, Lu Alckmin.
Embora a decisão tenha sido tomada no atacado, o elemento precipitador foram as reações negativas de fiéis e lideranças da igreja à recente incorporação de Edinho, presidente do diretório estadual petista, ao quadro de apresentadores da Canção Nova.
Conexões "Justiça e Paz", o programa de Edinho, estreou em 3 de novembro tendo como convidado Gilberto Carvalho. Principal mentor político do deputado petista, o secretário-geral da Presidência foi também articulador da aproximação entre a campanha de Dilma Rousseff e a Canção Nova no segundo turno da eleição presidencial. Até então, a candidata vinha sendo duramente combatida por religiosos da Renovação Carismática.
Doutrina. O programa de Edinho deu origem, nas redes sociais, ao movimento #CançãoNovaSemPT. Um panfleto traz em vermelho o nome do partido e as expressões "aborto", "casamento gay" e "Teologia da Libertação".
Tenho dito. Procurado pelo Painel, o Conselho Deliberativo da Fundação João Paulo 2º, mantenedora da Canção Nova, confirmou a decisão de suspender os programas, tomada na sexta-feira passada. Em nota, agradeceu "a dedicação e o empenho" dos seis apresentadores e manifestou "respeito às suas atuações públicas".
22/11:
Genuflexório. Foi o bispo de Lorena, d. Benedito Beni, quem comunicou a Edinho Silva a decisão da TV Canção Nova de tirar do ar o programa do presidente do PT-SP, lançado em 3 de novembro. Durante a campanha eleitoral, d. Beni defendeu a divulgação de folhetos que pregavam boicote à candidata Dilma Rousseff, a quem os religiosos atribuíam posição dúbia em relação ao aborto.
“Ele disse ter sofrido pressões”, relata Edinho. Fiéis contrários à incorporação do petista ao quadro de apresentadores da Canção Nova promoveram movimento que incluiu, além de protestos, o estímulo à suspensão das doações que ajudam a financiar a emissora.
Sem-tela 1. Edinho diz ter sido convidado pela Canção Nova, em 2010, a comandar um talk-show que aproximasse as pastorais sociais da Igreja Católica e a Renovação Carismática, mais conservadora. “Lamento que esse espaço tenha sido suprimido”.
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Crimes numa concessão pública
As informações da colunista da Folha são gravíssimas. Elas confirmam que houve o veto e que ele foi político, o que já caracteriza crime numa emissora de televisão – que é concessão pública. Mais do que isso: o veto visou atingir um setor da sociedade, ligado à igreja progressista, e um partido de esquerda, o que corrobora a tese de que não qualquer pluralidade na televisão brasileira.
A programação só foi censurada após a estréia do presidente do PT. Antes, vários “políticos” usavam aquele palanque eletrônico para se projetar politicamente. Entre eles, dois pré-candidatos a prefeito – Gabriel Chalita, que deixou o PSDB, bicou no PSB e hoje é um nome forte do PMDB na capital paulista; e o tucano Paulo Barbosa, secretário de Geraldo Alckmin, cotado para a disputa em Santos.
Ausência de instâncias democráticas
Os outros três “apresentadores” também são ligados a forças conservadoras – inclusive a primeira-dama Lu Alckmin. Seu marido, o governador tucano Geraldo Alckmin, tem fortes vínculos com a seita Opus Dei, nascida durante a ditadura franquista na Espanha. Há relatos de que vários líderes da Renovação Carismática são adeptos desta corrente ultra-direitista.
A censura da TV Canção Nova poderia resultar em punições e propiciar rico debate sobre as distorções na televisão brasileira. Mas a ausência de qualquer canal de participação democrática da sociedade, como os Conselhos de Comunicação Social previstos na Constituição, impede essa reflexão. Quem manda nas concessões públicas são entes privados, como objetivos “privados”.
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ERick
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11/24/2011
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O caso do blogueiro que sofreu tentativa de censura das Pampa Cats
Recebi uma denúncia de um blogueiro que narrou-me a tentativa de censura que sofreu da TV Pampa.
O caso começo com o blogueiro (que solicitou que não fosse identificado) que criou um blog satírico, "As loiras que balançam", com um tom de deboche com relação ao programa "Studio Pampa".
Eu particularmente não assisto o programa, nas poucas oportunidades que o assisti, confesso que ele está longe de ter o que julgo ser um padrão mínimo de qualidade, mas, respeito quem assisti, sem problemas.
No blog, com um tom humorístico, revelava algumas situações bizarras, como "o caso de um fã que depois de tanto fazer divulgação do programa na internet, foi até a emissora bater na porta para pedir a conta, como foi ignorado, ele divulgou pelo Orkut que estava em "greve".
Mas o caso que motivou o post, foi a respeito de um concurso que teria sido promovido pelo programa das "Pampa Cats" chamado a "Dança das estrelas" (qualquer semelhança com o quadro exibido no Faustão é mera coincidência!) no concurso.
Conforme narra o blog, "o vencedor ganharia um KIA SOUL. E quem seriam os concorrentes? As próprias apresentadoras... O tal embuste ficou tão evidente, que mal sabia que o empresário da KIA do RS estava envolvido. Encaminhei uma denuncia para a KIA Motors do Brasil, que causou a maior repercussão na empresa, indo parar na mão do presidente da matriz de São Paulo."
O blogueiro prossegue narrando que devido a sua denuncia "a empresa local passou para a TV Pampa meus dados que foram descritos na queixa para a empresa, recebi uma notificação extra-judicial ameaçando-me com processos se eu não desativasse o blog (...) nem bem recebi a tal intimação, quando logo fui notificado a responder na delegacia sobre uma acusação de "calunia e difamação".
Felizmente, o blogueiro não se intimidou e permanece no ar, chama a atenção neste caso, sem entrar no mérito da denúncia, é que a mesma imprensa que sempre é tão zelosa pela defesa da "liberdade de expressão", não titubou em tentar censurar o blog.
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Reality show na Holanda faz competição entre imigrantes que tiveram asilo negado
Não é só a televisão brasileira que a apelação impera na busca pela audiência. A televisão holandesa estreia nesta quinta-feira (01/09) um programa em que cinco solicitantes de asilo político, que já tiveram os pedidos negados, competem por um prêmio de quatro mil euros. O "Weg van Nederland" (Pra longe da Holanda) testará o conhecimento dos cinco competidores, todos entre 15 e 22 anos, sobre a língua, a cultura, a história, sobre artistas e a família real holandesa. Aquele que mostrar mais conhecimento do país, ganha. Os outros competidores, porém receberão prêmios de consolação, como um saco com bulbos de flores e um colete a prova de balas. O objetivo, segundo o VPRO, canal que transmite o programa, é "criticar" a lentidão da política de imigração, disposta a expulsar jovens e famílias que já vivem há mais de oito na Holanda, e ajudar o vencedor a iniciar sua nova vida no país de origem. Sobre os participantes, pouco se sabe. Um deles estuda engenharia aeronáutica e espera ser deportado para Camarões. Outro, que está quase no fim do curso de licenciatura de línguas eslavas, deve voltar para Chechênia. Mesmo antes da estreia, o Weg van Nederland já causou polêmica no país, principalmente por adotar um tom cômico. A produção optou colocar ao lado do apresentador duas ajudantes de palco vestidas de oficiais de imigração.
O programa foi visto pela Vluchtelingenwerk – uma organização que atende a refugiados - como uma proposta de "mau gosto". "O programa é duro, mas na verdade a realidade também é dura. É uma realidade que refugiados são recusados na Holanda. Enquanto seus filhos têm boa educação e estão bem integrados ao país", disse o diretor da organização, Wouter van Zandwijk. O próprio editor-chefe do VPRO, Frank Wiering, contou que ao receber a proposta sua primeira reação foi negativa. “Minha primeira reação foi: isso nós não podemos fazer, não vejo nada num programa assim. Até que fui me aprofundar na questão. Aí pensei: temos, sim, que fazer", disse. Para ele, é importante chamar atenção para o fato de que atualmente há muitos jovens refugiados que são recusados no país, entretanto, admite que "o programa poderá render boas risadas".
Com informações do Opera Mundi
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E a Globo rendeu-se à blogosfera
Por Francisco Bicudo
Quem diria... a vênus platinada acusou o golpe, teve de render-se aos ventos dos novos tempos e apressou-se em dar resposta a um texto que nasceu, cresceu, multiplicou-se e ganhou corpo e repercussão... na blogosfera! Claro, sem ufanismos, alcances e audiências continuam a ser gritantemente distintos, sem termos de comparação, com vantagem ainda enorme para a TV Globo. Mas foi-se o tempo do monopólio da verdade - e a gigante ardilosa do Jardim Botânico do Rio de Janeiro já não pode mais simplesmente ignorar o que se passa no andar de baixo, nesse mundinho virtual.
Para resgatar a linha do tempo: na sexta-feira, 05 de agosto, no blog "O Escrevinhador", o jornalista Rodrigo Vianna, que conhece as entranhas do dito jornalismo global, publicou um texto que citava uma fonte anônima da Globo que dizia ser cada vez mais insuportável trabalhar na emissora, por conta dos desmandos e das pressões, e revelava ainda que a ordem era bater firme no novo ministro da Defesa, Celso Amorim, que a vênus não suporta, para criar clima de instabilidade nas esferas militares.
Alertava Vianna: "O jornalista, com quem conversei há pouco por telefone, estava indignado: 'é cada vez mais desanimador fazer jornalismo aqui'. Disse-me que a orientação é muito clara: os pauteiros devem buscar entrevistados – para o JN, Jornal da Globo e Bom dia Brasil – que comprovem a tese de que a escolha de Celso Amorim vai gerar 'turbulência' no meio militar. Os repórteres já recebem a pauta assim, direcionada: o texto final das reportagens deve seguir essa linha. Não há escolha. Trata-se do velho jornalismo praticado na gestão de Ali Kamel: as 'reportagens' devem comprovar as teses que partem da direção".
Pois eis que, coincidência, 24 horas depois da circulação do texto (que se tornou um dos assuntos mais comentados nas redes sociais), a Globo veio a público, na edição do Jornal Nacional deste sábado, 06 de agosto, para cantar em verso e prosa um documento que estabelece "os princípios editoriais que norteiam o trabalho das redações das Organizações Globo". A tal carta de intenções fala em "independência, isenção, correção, lealdade com a notícia e não sensacionalismo, garantia de contraponto" e reafirma que "para a Globo, não há assunto tabu"; faz questão também de reforçar o "espírito pluralista e apartidário".
Logo na Introdução do documento, texto assinado pela santíssima trindade Roberto Irineu Marinho, João Roberto Marinho e José Roberto Marinho diz que "com a consolidação da Era Digital, em que o indivíduo isolado tem facilmente acesso a uma audiência potencialmente ampla para divulgar o que quer que seja, nota-se certa confusão entre o que é ou não jornalismo, quem é ou não jornalista, como se deve ou não proceder quando se tem em mente produzir informação de qualidade". O apelo parece claro, não? Só faltou dar nome aos bois e implorar "por favor, não acreditem no que andam por aí escrevendo o senhor Rodrigo Vianna e seus asseclas". Como escreveu o cineasta, jornalista e blogueiro Mauricio Caleiro no twitter, "declaração de princípios da Globo é vitória incontestável da blogosfera. Está na cara que é reação ao post do Rodrigo Vianna".
Aliás, agora que a Globo resolveu mesmo fazer jornalismo, poderia estabelecer um mea culpa público a respeito do apoio irrestrito dado à ditadura militar e repudiar as versões históricas levianas que ajudou a construir e consolidar, usando seus pressupostos críticos e cidadãos para destacar a importância da Comissão da Verdade, certo? E, já que não existem mais assuntos tabus, poderia veicular algumas reportagens a respeito das negociações que resultaram nas assinaturas de contratos com os clubes brasileiros para garantir transmissões do Campeonato Brasileiro, não é mesmo? E que tal produzir uma série especial dedicada exclusivamente a debater as falcatruas na CBF e na FIFA? Ajudaria a começar essa "nova era".
Tudo discurso vazio, jogo de cena. Sim, porque a mesma edição do JN silenciou sobre pesquisa feita pelo Instituto Datafolha e divulgada neste sábado que mostra que a aprovação do governo da presidenta Dilma Rousseff continua elevadíssima (48% de ótimo e bom, 39% de regular e apenas 11% de ruim ou péssimo), mesmo depois das turbulências e recentes denúncias de corrupção no Ministério dos Transportes. É, talvez tenha sido apenas um lapso... a Globo faz jornalismo "apartidário"...
Para além dos desvios jornalísticos globais, a mensagem que o episódio deixa é que a Globo não nada mais de braçada, não fala mais sozinha, não tem mais o poder que ousou acumular em décadas passadas. Entre 2000 e 2010, a audiência média do Jornal Nacional caiu mais de dez pontos percentuais (de 39,2% para 28,9%). Penso que um momento marcante recente e emblemático desse processo de decadência foi o episódio do "atentado com bolinha de papel" cometido contra José Serra na campanha presidencial do ano passado. A farsa tucana já tinha sido desmontada e desmentida na blogosfera. Mas, para tentar mantê-la, o Jornal Nacional usou cerca de nove minutos de uma de suas edições, recorrendo a depoimentos de "legistas especialistas".
Ora, se a web fosse mesmo tão irrelevante, pouco importante, sem capacidade de irradiação e repercussão, sem impacto e condições de dialogar com a opinião pública de forma ampla, por que raios o telejornal de maior audiência da principal emissora do país precisaria ter usado quase dez minutos para contestar o que nas esferas virtuais se dizia? Por que gastar um tempo tão precioso e prestar atenção ao que inofensivos tuiteiros e blogueiros escreviam? Sinal evidente, me parece, de que havia algo de podre no reino do (superado) monopólio da verdade.
Para Antonio Lassance, cientista político e pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), a "velha mídia está derretendo". Exagero? Talvez. É certamente um processo complexo, longo, marcado por conflitos, idas e vindas, avanços e recuos. A Globo continua a ser extremamente poderosa, uma gigante da comunicação. Não vai deixar de sê-lo da noite para o dia, num passe de mágica. Por outro lado, parece evidente que já não é mais proprietária do samba de uma nota só. Há fraturas, diálogos e dissonâncias, contestações, resistências, outras versões - que em boa medida encontram-se na web (embora não residam apenas nela).
Sim, a blogosfera conversa o tempo inteiro com os descaminhos vividos pelo ser humano, de forma mais geral, e com os desvios de rota do jornalismo, mais especificamente. Não é o paraíso dos puros - nem o inferno dos demônios. Não estará equivocado assim quem disser que a internet abriga aventureiros, oportunistas, pilantras, gente que faz pseudo-jornalismo, e até mesmo criminosos. Mas acertará na mosca quem bancar que é possível encontrar na web matérias sérias e responsáveis, textos jornalísticos que levam à reflexão e que cumprem o papel de estabelecer contraponto e de prestar serviço público.
Na miscelânea chamada blogosfera, espaço democrático de contradições, há afinal bom exercício de jornalismo analítico sendo feito - que em alguns momentos, cada vez mais frequentes, consegue inclusive inverter a mão de direção. E pautar a agenda da velha mídia. Consegue incomodar a vênus platinada. Nessas horas, que falta faz o engenheiro Leonel Brizola...
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8/07/2011
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Como Alckmin e Serra destruíram a TV Cultura
Considerada por décadas como o exemplo mais bem-sucedido de emissora pública com programação de qualidade no Brasil, a TV Cultura está à beira do colapso. Sua média de audiência atual é a mais baixa da história — corresponde a 0,8 ponto, o equivalente a apenas 47,2 mil domicílios.
O "traço" de audiência se reflete na arrecadação da emissora. Em maio, sete meses após a eleição do ex-secretário de Cultura João Sayad como presidente da Fundação Padre Anchieta, a receita obtida foi 58% menor que o previsto. Em 12 meses, período em que cortou 993 vagas (46% dos funcionários fixos), a Cultura perdeu 27% de sua audiência média.
Não é uma crise atípica. A destruição da TV Cultura é uma política deliberada do PSDB — partido que administra há 16 anos o governo paulista, responsável pela emissora. O esvaziamento do canal teve início nas gestões de Geraldo Alckmin (2001-2006), ganhou forte impulso no governo Serra (2007-2010) e atinge agora seu auge, com o retorno de Alckmin ao Palácio dos Bandeirantes.
Esse cenário pessimista não é uma visão externa dos rumos da fundação. Trata-se de relatório interno produzido para exame da direção e do Conselho Curador. O documento pinta um retrato pouco animador da atual gestão.
Historicamente, as audiências da Cultura eram baixas, mas nunca chegaram a tal patamar. Raros programas ultrapassam 1 ponto de audiência (share de 1,8). A queda média de audiência é de 26% em um ano. A Cultura ficou 21 dias no penúltimo lugar e dez dias no último na Grande São Paulo em maio, alternando-se com a TV Gazeta.
Todos os indicadores do relatório são negativos. A meta de arrecadação de fontes externas, em maio, era de R$ 4,7 milhões, e a emissora conseguiu levantar R$ 1,99 milhões. O governo investe R$ 84 milhões na Cultura. Ao assumir, Sayad adotou uma linha de ação neoliberal. Sua estratégia era enxugar custos e manter o equilíbrio das contas com corte de pessoal.
"Mas corremos o risco de a TV não aguentar esse processo. É impossível de sustentar", admite um conselheiro, que prefere não se identificar. "Embora haja corte brutal de funcionários, há um aumento inexplicável de despesa com funcionários afastados."
O estudo aponta que 22 funcionários recebem pela emissora para, na verdade, atuarem na Secretaria de Estado da Cultura. Dividindo-se o valor pago mensalmente pelo número de empregados, chega-se a salários mensais de R$ 13 mil — certamente, funcionários da cúpula da secretaria. No Conselho, que antigamente não tinha remuneração, dois funcionários recebem R$ 45 mil.
Disputa
Os problemas de gestão da TV Cultura expõem com nitidez as divergências internas do PSDB. Em cinco anos, a emissora teve três presidentes, cada um ligado a um governador. Marcos Mendonça, no período 2004-2007, começou o mandato no governo Geraldo Alckmin, mas teve de sair por exigência de José Serra.
O tucano escolheu como substituto o jornalista Paulo Markun, que o desagradou progressivamente, por não conseguir "enxugar" a televisão no ritmo almejado. Ao deixar o governo para disputar as eleições, em 2010, Serra obrigou o sucessor, Alberto Goldman, a apoiar a eleição do então secretário de Cultura, João Sayad, para o comando. Mas o custo político que o desmonte da Cultura traz já desagrada Alckmin.
Com informações do Vermelho.
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ERick
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7/07/2011
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Programa de Tiago Leifert derruba Globo para 3º lugar
A última Copa do Mundo, além do futebol burocrático da seleção brasileira comandada pelo Dunga, também nos "brindou" com a "humorização" do jornalismo esportivo da Globo. Comandado por Tiago Leifert no programa Central da Copa, a marca desta "mudança" eram as piadas fracas e a informação colocada em um segundo plano. Parecia que o jornalismo esportivo da emissora, que já era ruim, iria chegar definitivamente ao fundo do poço.
Com o fim da Copa e o fracasso da seleção, nos livramos de Dunga e parecia que também desta padronização de um "jornalismo de auditório" no esporte da Globo. Infelizmente foi um ledo engano.
Agora, com a Copa América, a Globo resolveu repetir a malfada fórmula e promoveram a reestreia do chatíssimo Central da Copa, no último domingo (3/7). Para minha grata surpresa, não sou o único a não aguentar este programa. Em seu retorno, acabou derrubando mais uma vez o ibope da TV Globo, deixando a emissora em terceiro lugar, atrás do SBT e da Record. Em diversos momentos o programa esportivo, comandado por Tiago Leifert, se viu ameaçado até pela RedeTV!, que acabou em quarto no ibope.
Entre 23h18 e 23h55, o Central marcou 10,9 pontos de audiência, ficando atrás do SBT (12,6 pontos) e da Record (11,4). Já a RedeTV! fechou com 7,5 pontos. Cada ponto equivale a cerca de 58 mil casas assistindo ao programa na Grande São Paulo.
O programa esportivo da Globo continua no ar enquanto durar a Copa América, que está sendo realizada na Argentina. Na semana anterior, no horário aproximado do bate-bola, a Globo liderou o ibope com 14,5 pontos de média, com o Domingo Maior.
Desta vez, o Central da Copa de Leifert conseguiu desabar tanto o ibope quanto o share, algo notável pelo fato de o Fantástico ter entregado na alta faixa dos 23 pontos (média de 21) e o jogo Brasil 0 x 0 Venezuela ter atraído grande interesse, com 32 pontos com bola rolando.
Em relação à participação entre as TVs ligadas (share), o Central da Copa perdeu por larga margem para o SBT (24%) e empatou com a Record em 20,8%. Logo após o Central, a Globo voltou a liderar a audiência da TV aberta, com o filme As Panteras. Ou seja, até o filme das Panteras, que deve ter sido reprisado pela Globo pelo menos umas trinta vezes, angariou maior atenção dos espectadores. Não deixa de ser um bom alento!
O que mais me incomoda no programa do Leifert não é nem a total ausência de algum conteúdo informativo ou o conjunto de piadas fracas e sem graça, também não defendo um jornalismo esportivo "quadrado", mas sim o tom marcadamente xenófobo que o programa sempre adotou com relação a Argentina. O descompasso e desequilíbrio que marca o programa com a ausência de um mínimo de bom-senso com relação ao país vizinho é espantoso, para não dizer preocupante. Pior que o Tiago Leifert só mesmo a narração do Galvão Bueno nos jogos da seleção, mas isso já é assunto para outro momento!
Com informações do Vermelho e Folha
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ERick
em
7/05/2011
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"Foi sem querer querendo!": Chaves supera jornalismo da Globo em audiência
Uma notícia me chamou a atenção por si só, dispensando maiores comentários: o seriado mexicano Chaves, exibido pelo SBT, derrotou dois telejornais da TV Globo na sexta-feira, 17/6, na Grande São Paulo.
Segundo dados do Ibope divulgados na coluna Zapping (Jornal Agora São Paulo), na disputa contra o SPTV 1ª Edição, o resultado foi: 7,3 a 7,2. Um pouco mais tarde, durante o Jornal Hoje, a diferença foi maior: 9 a 8,5 pontos.
A preferência pelo seriado humorístico pode ser um indício do grau de credibilidade que os telejornais da Globo ostentam. Mesmo tendo seus episódios reprisados pelo SBT à quase 30 anos, sem nem ao menos ter um horário fixo na programação da emissora do Sílvio Santos, a turma do Chaves tem angariado mais espectadores. Será sinal de novos tempos, onde a hegemonia da Globo perde cada vez mais espaço?
Com informações do Comunique-se.
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