Derrapada na Feira do Livro de Porto Alegre


Otimo post extraído do blog Diario Gauche, que eu apenas acrescentaria entre as infelicidades cometidas na definição da arte do cartaz da feira, a lembrança que me ocorreu a primeira vez que eu o vi com o recente escandalo envolvendo uma certa "casa" da nossa governadora que ainda segue muito mal explicado.

Criatividade em tempos de crise

Quem será o autor do cartaz publicitário da Feira do Livro de Porto Alegre, edição 2008?
É muito ruim o tal cartaz. Está assinado pela agência de publicidade denominada Matriz. Mostra a representação da fachada de uma casa construída com livros, simulando duas colunatas fake, dois chaminés de lareiras, varanda superior e térrea, evocando uma estética arquitetônica vitoriana/norte-americana.
Nada mais infeliz. A pessoa que concebeu isso teve a criatividade roçando o nível jegue. A crise financeira na qual o mundo chafurda originou-se na farra do crédito fácil baseado em hipotecas do quê mesmo? Ora, de casinhas simpáticas tal qual essa retratada no cartaz da agência Matriz.
E o slogan, então?
“Ler enriquece”. Falando de corda em casa de enforcado. Valoração de mau gosto para a conjuntura bicuda que vivemos. Ler enriquece e uma casinha estilo e-o-vento-levou (hipotecada) ao lado. Este é o cartaz oficial da 54ª Feira do Livro de Porto Alegre.
Inacreditável.

Agenda


A vitória de Lula nas eleições de 2008

Tão logo saíram os resultados finais do segundo turno das eleições municipais diversos comentaristas políticos tentaram, das formas mais variadas possíveis, decretar que o Presidente Lula seria o grande derrotado destas eleições.
Tal afirmação baseada fundamentalmente na dura derrota que o PT sofreu na cidade de São Paulo. A vitória de Kassab, que no inicio da campanha era apontada como improvável, se explica por diversos fatores, que vão desde os erros cometidos na campanha da Marta, até a generosa “assistência” que grandes veículos de comunicação como o Estadão, UOL, Folha de SP e etc. deram ao candidato.
No entanto a suposta “derrota” de Lula não se sustenta se ampliarmos o nosso ângulo de visão para além das fronteiras da capital paulista (o que muitos jornalistas têm dificuldade em fazer) e analisarmos estas eleições em sua totalidade.
No próprio estado de São Paulo, o PT e a base aliada do governo conquistaram importantes prefeituras como no ABC, Bauru, Campinas e etc. equilibrando assim uma balança que, em tese, estaria pendendo para os tucanos/demos.
No restante do país, a base do governo elegeu 21 das 29 capitais. O PT elegeu 559 prefeitos(as), crescendo 36% com relação as eleições de 2004. Em números absolutos, foi o PT o partido que mais cresceu em número de Prefeituras, crescendo em 148 cidades. O que inegavelmente aponta para um fortalecimento do PT, muito diferente da suposta derrota.
Outro dado importante é de que desde a sua fundação e as primeiras eleições disputadas em 1982, quando naquela oportunidade o partido elegeu apenas duas prefeituras, até hoje o PT tem seguido com um crescimento constante e ininterrupto. O partido não registrou nenhum forte revez eleitoral, ainda que tenha tido derrotas pontuais e/ou locais, tem tido um sólido crescimento em todo o Brasil.
Outro elemento que tem sido muito difundido pelos analistas políticos como um fator que diminuiria o brilho da vitória das urnas seria o crescimento do PMDB, que passaria a ser um aliado menos “dócil” na composição nacional.
Foi o partido que registrou o maior número de prefeituras conquistadas, atingindo a marca de 1202 prefeituras. Inegavelmente é um bom desempenho nas urnas, mas que só se explica se entendermos como o PMDB chegou a este resultado. Primeiramente, o partido soube capitalizar o bom momento vivido pelo Governo Lula, principalmente nas cidades em que já eram gestão, favorecendo a reeleição de seus candidatos. Outra questão é a heterogeneidade do PMDB, que possibilita ao partido promover as mais diferentes composições locais, inclusive com a oposição. No entanto, ainda que estes números do PMDB possam vir a inflar as ambições dos caciques da legenda, se observarmos apenas as três últimas eleições, vemos que este desempenho não chega a ser algo tão espetacular. Em 2000, tinham 1257 prefeituras, em 2004 caíram para 1057, e agora voltam a ter um crescimento, mas ainda assim inferior a situação de 2000.
Quanto a oposição, tiveram o seu pior desempenho. O PSDB sofreu uma redução de mais de 80 prefeituras, o DEM teve um desempenho ainda pior, em 2000, tiveram mais de 1000 prefeituras, agora chegaram a 500, uma redução drástica que demonstra a rejeição da população as propostas conservadoras.
O saldo final que fica destas eleições são de que, ainda que não tenha ocorrido uma vitória consagradora em todo o país, a vitória do campo de sustentação do Governo Lula é incontestável, ainda que tenha muitas fragilidades. Agora o desafio será transformar essa vitória em uma mudança mais favorável na correlação de forças.

Humor


Autor: Kayser

Inscrições abertas para o FSM 2009

De 27 de janeiro a 1° de fevereiro de 2009, a cidade de Belém abrigará o Fórum Social Mundial. Durante esses seis dias, a cidade assume o posto de centro da cidadania planetária e referência mundial no questionamento à desigualdade, à injustiça, à intolerância, à devastação ambiental e ao preconceito.
As centenas de atividades autogestionadas – como acampamentos, oficinas, seminários, conferências, testemunhos, marchas, atividades culturais e artísticas entre outros – que acontecem ao longo desses dias são espaços de intercâmbio, reflexão e elaboração de propostas para a construção de outro mundo possível.

O território onde serão desenvolvidas as atividades durante o Fórum Social Mundial é composto pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e pela a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), em uma área verde margeada pelo rio Guamá e pela floresta.

As inscrições para o Fórum Social Mundial 2009 estão abertas. De 7 de Outubro a 7 de Novembro estão abertas as inscrições para atividades e organizações. Em breve também será possível o registro de indivíduos, atividades culturais e imprensa. As inscrições podem ser feitas através do site http://www.fsm2009amazonia.org.br/.

Apenas organizações poderão inscrever atividades que farão parte da programação do Fórum. Todas as atividades inscritas serão autogestionadas, isto é, a(s) organização(ões) proponente(s) tem inteira responsabilidade na definição de seu formato, nomes de eventuais palestrantes, e outras necessidades como o registro da atividade desenvolvida após o evento. A organização do FSM garantirá o local para a realização da atividade e se responsabiliza pela divulgação no programa impresso e no site do FSM2009.

Chico Buarque apóia Maria do Rosário

O cantor, compositor e escritor Chico Buarque de Hollanda manifestou seu apoio a Maria do Rosário para prefeita de Porto Alegre. O depoimento do artista foi ao ar no programa de TV da candidata, na noite deste domingo (19). O que valoriza ainda mais a presença de Chico Buarque na campanha de Maria do Rosário é que, ao contrário de outras eleições, Chico se manteve afastado de qualquer outra disputa eleitoral este ano, embora tenha sido requisitado por inúmeras outras candidaturas em várias capitais brasileiras.

Chico Buarque valorizou e elogiou muito a cidade de Porto Alegre, ao explicar o motivo da sua opção em tornar público o seu apoio a Maria do Rosário. Ele reconheceu o nível de politização do eleitorado local, ao afirmar que quando se trata de Porto Alegre, não está em disputa apenas as questões locais, as questões administrativas do dia-a-dia de uma cidade, mas está em disputa uma concepção de país, uma visão de mundo.

Chico Buarque disse que gostaria de ser porto-alegrense para poder votar em Maria do Rosário. Ele elogiou o trabalho que ela faz junto a crianças, adolescentes e meninos de rua. Em outro momento da fala, o compositor ressaltou que ela tem “visão de futuro”.

A candidata Maria do Rosário emocionou-se com as palavras do artista, mas preferiu, modestamente, dar um significado amplo a participação do artista na campanha. De acordo com ela Chico “explicita o apoio a minha candidatura, o que me lisonjeia, claro, mas sua fala é uma verdadeira homenagem a Porto Alegre”.

O eleitor indeciso

Autor: Cado
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Mendes e a moral do governo Yeda

“A única coisa moral do governo Yeda, são estas bombas de efeito moral”. A frase é do professor estadual Glauber Lima, de Santana do Livramento, um dos milhares de manifestantes que participaram da Marcha dos Sem na tarde desta quarta-feira no Centro de Porto Alegre. O professor faz referência às três bombas disparadas pelo Batalhão de Choque da Brigada Militar contra bancários, professores, agricultores e estudantes que por volta das 15h55 min, que se concentravam em frente ao Palácio Piratini para o ato final da Marcha dos Sem. Ganha um final de semana no Presídio Central quem descobrir de onde partiu a ordem para as explosões.


Fascista! Fascista! – gritavam os trabalhadores ao perceber a presença do Comandante Geral da Brigada Militar, Coronel Paulo Mendes, atrás dos escudos transparentes do Choque. Aproveitando o estrondo das bombas, a PM disparou também diversos tiros de balas de borracha que, segundo os organizadores da Marcha, feriram 17 pessoas, todas encaminhadas ao Hospital de Pronto Socorro.

Às 15h47min, quando as primeiras palavras de ordem já podiam ser ouvidas por quem estava na Praça da Matriz, 300 policiais fortemente armados postaram-se à frente do Palácio Piratini. “Não somos bandidos, somos trabalhadores” gritaram os primeiros manifestantes quando se depararam com o verdadeiro batalhão. “Este governo não consegue calar a boca dos que denunciam sua truculência, o mar de corrupção que o inunda, o desrespeito com que trata o funcionalismo e o equívoco de todas as suas políticas. Não conseguindo silenciar o povo, apela para a violência como assistimos hoje à tarde aqui nesta praça”, manifestou a presidente do CPERS Sindicato, Rejane Oliveira.

O tumulto teve início quando a polícia impediu o caminhão de som da CUT, onde estavam os dirigentes da Marcha, de chegar à frente do Palácio. Contido por um grupo do Batalhão de Choque o veículo ficou parado quase em frente à Catedral Metropolitana. A medida indignou os manifestantes que se aproximaram dos policiais gritando “não, não, não; não à repressão”. Neste momento é que a PM disparou as bombas e os tiros instalando o pânico entre os manifestantes.
Irredutível, o coronel Mendes mantinha a ordem de impedir que o caminhão prosseguisse e só cedeu depois que alguns deputados enfrentaram os escudos do Choque e conseguiram, na marra, conversar pessoalmente com ele. “Fui agredido”, denunciou Raul Carrion, do PCdoB. “Somos deputados, não vamos lhe agredir. O senhor não precisa se esconder atrás dos soldados”, bradava Ronaldo Zulke ladeado por Marisa Formolo, Raul Pont e Dionilso Marcon, todos do PT.
Entre os repórteres que cobriam o episódio, prevaleceu a opinião de que foram os exageros de Mendes os causadores do tumulto. “De novo ele. Se sente uma estrela. Não pode passar em branco sem ser o centro das atenções. Acho que agora cai”, disse uma jornalista. “Deve cair mesmo. Este coronel Mendes não tem condições psicológicas de que comandar o que quer que seja,” concordou a presidente do CPERS.
“Duvido. Ele só sai com ela”, discordou João Carlos Madeira, sindicalista. “Ela”, no caso, é a governadora Yeda para quem, às 16h44min, no momento final da Marcha, os manifestantes mandaram um recado: “Governadora, ou a coisa melhora, ou em março tem greve geral dos servidores públicos”.

Por João Manoel de Oliveira - RS URGENTE

Lula diz que baixa músicas na internet: 'Vou acessar tudo'

“Esses dias baixei música para dar de presente. Eu queria achar três músicas. Uma era do Paulo e do Sérgio Valle, Viola Enluarada. Depois eu queria dar uma música de Cid Gomes e eu arrumei uma (…) do Ary Toledo, o famoso comedor de gilete do Ceará. E a outra, que eu queria dar para o Jaques Wagner, eu não sei o nome do cantor, mas é uma que homenageia a Bahia, uma que fala assim: ‘Sou da Bahia, comigo não tem horário, eu não sou otário e ninguém pode zombar. Sou cabra macho, sou baiano toda hora’. Eu queria dar porque eles são mais jovens e nunca ouviram essas músicas”, afirmou o presidente.

Apesar dos recentes downloads, Lula observou que sua iniciativa ocorre em meio às discussões sobre pirataria e direito autoral. “Não sei como o dono das produtoras de CDs e de DVDs vão sobreviver nesse mundo libertário que a internet possibilita às pessoas. Em algum momento alguém vai começar a chiar para isso”, disse. “Quando eu deixar a presidência da República eu vou acessar tudo o que eu não tive direito agora, sobretudo música”.

Ele comentou que acessa “pouquíssimos” conteúdos on-line e disse que fica sabendo das informações publicadas em portais de notícias por meio de assessores. Ainda assim, observou que a vantagem das notícias publicadas on-line é que “você tem notícia sem precisar sujar a mão”. “Isso é uma coisa nobre”.

Lula ainda elogiou a atividade dos veículos de comunicação na internet que cobrem o dia-a-dia do Palácio do Planalto e disse que, mesmo antes de chegar ao seu gabinete após um evento, já vê notícias publicadas sobre sua rotina de trabalho.

Intrigas

Ele lembrou que o governo tem trabalhado em projetos de inclusão digital como o programa Computador para Todos. Mas fez uma autocrítica observando que, em meio a intrigas políticas, algumas iniciativas sobre o mundo digital acabam levando mais tempo do que o desejado.

Apesar de se declarar pouco informado em relação à internet, o presidente classificou a rede como “um mundo libertário” em que a população pode ter acesso ao serviço que desejar. De acordo com ele, o crescimento da importância da web na vida das pessoas “deixou tudo mais antigo e mais ultrapassado”, o que considera “extraordinário”. “A internet é o extravasamento da liberalidade do ser humano.”

Fogaça e a união da direita


Tem coisas que nem mesmo os melhores marketeiros podem esconder. Uma delas é sobre a verdadeira “cara da mudança” que o prefeito Fogaça tenta emplacar nessa eleição. Mesmo toda maquiagem, jogos de câmeras e efeitos especiais não conseguem esconder a apatia e falta de disposição e energia do atual prefeito. Eles bem que tentaram, mas não estão conseguindo convencer.
Outro aspecto que não estão obtendo sucesso é sobre qual projeto político eles representam. Ainda que tentem se colocar, de forma pendular, como um governo camaleônico, em sintonia com Lula e com todos, a verdade é que desde a montagem do atual governo, e principalmente na busca dos apoios para o segundo turno, o que se vê é a velha política tradicional do “toma lá da cá” prevalecendo.
A quem diga, inclusive, que já contando como ganha a disputa eleitoral, eles já teriam feito o rateio dos espaços que cada um dos partidos ocuparia na segunda gestão. O interesse público e técnico ficando completamente esquecido.
Mais do que isso, Fogaça representa o conjunto dos setores mais reacionários e de direita gaúcha. Ainda que conte nas suas fileiras com alguns elementos que poderiam ser classificados como “progressistas”, como o PDT, vale lembrar que este partido em Porto Alegre jamais esteve alinhado com a esquerda, sempre esteve engrossando as fileiras do “anti-petismo”. Além de ter sido protagonista, na secretaria de juventude do Fogaça, de um escândalo de corrupção envolvendo cifras que ultrapassam 12 milhões de reais.
A última prova cabal do que representa Fogaça foi o anúncio do apoio da Governadora Yeda. A pior governadora da história recente do Rio Grande do Sul, se engaja na campanha que promete reeditar a aliança que levou a nossa cidade e esta levando o nosso estado a um retrocesso sem precedentes. Em quanto o país cresce, vemos a nossa província ir no caminho inverso. Cabe agora garantir que no próximo dia 26 de outubro o povo barre este ímpeto da direita e recoloque a nossa cidade no caminho das mudanças e da transformação.

A crise do capitalismo e a importância atual de Marx

A página da agência Carta Maior traz uma elucidativa entrevista com o historiador Eric Hobsbawm, considerado um dos maiores historiadores vivos, autor, entre outras obras de trilogia acerca do “longo século XIX”: “A Era da Revolução: Europa 1789-1848” (1962); “A Era do Capital: 1848-1874” (1975); “A Era do Império: 1875-1914 (1987) e o livro “A Era dos Extremos: o breve século XX, 1914-1991 (1994), todos traduzidos em vários idiomas.
Nela, ele fala sobre a necessidade de voltar a ler o pensador alemão: “Marx não regressará como uma inspiração política para a esquerda até que se compreenda que seus escritos não devem ser tratados como programas políticos, mas sim como um caminho para entender a natureza do desenvolvimento capitalista”.
A íntegra da entrevista você pode acessar aqui

Humor

Autor: Bier

As cassandras neoliberais

Emir Sader

A esquerda costuma ser acusada de catastrofista. Mas agora é a direita que, sem propostas, aposta no quanto pior melhor, para ver se consegue voltar ao governo, desesperada diante dos 80% de popularidade do governo Lula.
Primeiro apostavam na inflação, que ia tornar-se descontrolada e levaria o país à recessão pelas medidas que, no receituário deles, costumam ser tomadas. Seguiam o editorial do The Economist que esperava que o governo de Fernando Lugo fosse o último governo progressista na América Latina porque, dizem eles, chegam tempos de recessão e nisso a direita é craque. Propõem explorar temas dolorosos e que lhe são caros, como enfermeiros da recessão e dos sofrimentos para o povo: inflação e violência. Centram-se na exploração desses temas.
Se esquece a revista não apenas que o continente é outro hoje, mas que em El Salvador Mauricio Funes, candidato da FMLN é amplamente favorito para ampliar a lista de presidentes progressistas na América Latina. E que a capacidade de resistência desses governos diante da crise é maior do que durante aqueles dos seus fracassados queridinhos – FHC, Menem, Carlos Andres Peres, Sanchez de Losada, entre tantos outros.
FHC, apostolo do caos, aposta na crise, na recessão. Ele, que conhece bem isso. Afinal, nos seus oito anos de governo – recordar que ele comprou votos para mudar a Constituição durante seu mandato, para ter um segundo mandato -, quebrou o Brasil três vezes, teve que ir ao FMI três vezes para assinar novas Cartas-compromisso. Escondeu a crise durante a campanha eleitoral de 1998, fez tudo – ajudado amplamente pela mesma imprensa privada que agora aposta no caos – para ganhar no primeiro turno, porque o país estava de novo quebrado e Pedro Malan negociava novo acordo de capitulação com o FMI.
Não deu outra, veio a crise, os juros foram elevados para 49% (sic) e a economia entrou na prolongada recessão que acompanhou todo o governo FHC e fez com que os tucanos fossem amplamente derrotados em 2002 e FHC seja o político com pior desempenho na opinião do povo brasileiro. E foi uma crise provocada e sofrida aqui, não como conseqüência de uma crise internacional.
Agora a direita aposta na crise, que é a crise da sua doutrina, das suas pregações sobre as virtudes do mercado. Fariseus, tentam esconder que são discursos como os seus que levaram à farra especulativa dos EUA – meca do neoliberalismo – e cujos efeitos o governo tem que enfrentar. Governassem os tucanos, imaginem o que seria a economia do Brasil se Alckmin tivesse ganho - como queria a imprensa privada -, com o grau de fragilidade que teríamos, com a continuidade da abertura econômica que os tucanos pregam.
Lula precisaria fracassar, porque se o douto, o sábio, o ilustrado, o queridinho dos grandes empresários e da imprensa privada, FHC, fracassou – na política econômica, na política social, na política educacional, na política cultural, na política externa -, fracassou, como um torneiro mecânico, nordestino, que perdeu um dedo nas máquinas, do PT, pode triunfar.
É o fracasso das teorias que pregam que as elites sabem mais, podem mais, fazem melhor as coisas. A mesma teoria que fracassa na Bolívia, onde o índio Evo Morales dá certo, onde o gringo Sanchez de Losada fracassou. Na Venezuela, onde o mulato Hugo Chavez dá certo, quando a elite branca de Carlos Andres Peres, de Rafael Caldera, fracassaram.
As economias dos países que participam dos processos de integração regional, porque privilegiam os intercâmbios entre seus países, porque diversificaram seus mercados internacionais – com o da China ocupando lugar de destaque -, porque desenvolvem os mercados internos de consumo popular, dependendo menos das exportações, porque vão dispondo cada vez mais de recursos próprios de financiamento – que o Banco do Sul vai incrementar -, sofrem menos as conseqüências da maior crise do capitalismo desde 1929. Recordar que como efeito desta, caíram 16 governos latino-americanos. Agora, nenhum deve cair e sofrem mais os que mais se atrelaram à economia estadunidense e mais seguiram aferrados ao neoliberalismo – de que o México é o caso mais grave.
FHC, e todas suas viúvas na imprensa privada, podem chorar, podem pedir pelo pior, podem esperar sentados o fracasso dos novos governos latino-americanos. Seu tempo já passou, o funeral de Wall Street é o seu funeral, o da apologia dos mercados, do Estado mínimo, do reino da especulação. Que descansem em paz, que o povo brasileiro tem mais o que fazer, tem que se ocupar do seu destino, essas cassandras neoliberais que ele derrotou e segue derrotando.

Porto Alegre ficou mais vermelha

Encerrado o primeiro turno, podemos afirmar sem sombra de dúvidas que esta foi uma eleição um tanto quanto inusitada.
Começou num tom um tanto quanto “morno” e acinzentado. Onde os marketeiros se sobressaíram ao invés de um debate franco e aberto sobre os projetos que estavam em disputa em Porto Alegre. Nisso a mídia (principalmente o Grupo RBS) cumpriram um papel central, ao pautar o conjunto dos candidatos em uma agenda pasteurizada sobre o que seria os “problemas da cidade”, que via de regra resultava em respostas muito semelhantes entre si dos candidatos abortados.
No entanto, na reta final da campanha observamos uma mudança qualitativa. E essa mudança se refletiu no resultado que levou a uma disputa entre Fogaça e Maria do Rosário no segundo turno.
Será uma disputa curta, mas que em poucos dias, os próximos quatro anos de nossa cidade serão decididos. Quanto a isso não pode haver vacilo quanto a quais projetos que estão em disputa.
O saldo final deste primeiro turno das eleições é de que uma campanha cinza acabou por ficar um pouco mais vermelha. Esperamos que este vermelho que carrega consigo a luta e a esperança de milhares de pessoas saia vitorioso. E nossa cidade caminhe para a direção certa.

Intelectuais exigem o fim do bloqueio norte-americano a Cuba

Mais de mil intelectuais da América Latina, Estados Unidos, Europa e África assinaram em menos de 24 horas o chamamento de solidariedade e exigência do fim do bloqueio norte-americano a Cuba. A mensagem que circula na internet destaca que Cuba foi assolada dramaticamente por dois poderosos furacões e o povo reclama o fim imediato do bloqueio que, por quase 50 anos, tem sido um cerco imposto pelas sucessivas administrações dos Estados Unidos.

O chamamento de um importante grupo de intelectuais e artistas de Cuba ao mundo converteu-se num site (http://www.concubahoy.cult.cu/) ao qual podem aderir as pessoas interessadas em todo o mundo.

Artistas do Brasil, Argentina, Chile, Venezuela, Itália, França, Grécia, Austrália, Reino Unido, África do Sul, e outros países, até chegar a 30, aderiram ao apelo, entre os quais sobressaem filósofos, actores, romancistas, jornalistas e juristas.

"Apelamos à sensibilidade dos intelectuais do mundo a fim de que exijam o fim imediato do criminoso bloqueio norte-americano e promovam ações de solidariedade e ajuda a Cuba", expressa o chamamento.

Humor


Artista: Bier