Porto Alegre ficou mais vermelha

Encerrado o primeiro turno, podemos afirmar sem sombra de dúvidas que esta foi uma eleição um tanto quanto inusitada.
Começou num tom um tanto quanto “morno” e acinzentado. Onde os marketeiros se sobressaíram ao invés de um debate franco e aberto sobre os projetos que estavam em disputa em Porto Alegre. Nisso a mídia (principalmente o Grupo RBS) cumpriram um papel central, ao pautar o conjunto dos candidatos em uma agenda pasteurizada sobre o que seria os “problemas da cidade”, que via de regra resultava em respostas muito semelhantes entre si dos candidatos abortados.
No entanto, na reta final da campanha observamos uma mudança qualitativa. E essa mudança se refletiu no resultado que levou a uma disputa entre Fogaça e Maria do Rosário no segundo turno.
Será uma disputa curta, mas que em poucos dias, os próximos quatro anos de nossa cidade serão decididos. Quanto a isso não pode haver vacilo quanto a quais projetos que estão em disputa.
O saldo final deste primeiro turno das eleições é de que uma campanha cinza acabou por ficar um pouco mais vermelha. Esperamos que este vermelho que carrega consigo a luta e a esperança de milhares de pessoas saia vitorioso. E nossa cidade caminhe para a direção certa.

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