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Guerra não é herança evolutiva dos humanos

A cena do “macaco assassino” no filme de Stanley Kubrick, 2001: Uma Odisséia no Espaço (1968), não tem nenhuma base em fatos.

Pesquisadores concluem que a prática do confronto não é inata nem inevitável

Por John Horgan

Uma das mais insidiosas ideias modernas sustenta que a guerra é inata, uma adaptação criada em nossos ancestrais pela seleção natural. Essa hipótese – vamos chamá-la de “Teoria da Guerra com Raízes Profundas” – já foi promovida por intelectuais respeitáveis como Steven Pinker, Edward Wilson, Jared Diamond, Richard Wrangham, Francis Fukuyama e David Brooks.

A Teoria das Raízes Profundas aborda não apenas a agressão humana violenta em geral, mas uma manifestação específica dela, envolvendo ataques de um grupo contra o outro.

Os adeptos da teoria frequentemente argumentam que – por mais belicosos que sejamos atualmente – nós éramos ainda mais belicosos antes do advento da civilização.

Laerte: Mãe - como e quando surgiu



Autor: Laerte
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Religião pode ser extinta em nove países



Para aqueles temerosos que nestes tempos obscurantistas, onde fundamentalismos religiosos de todo o tipo, tem sido utilizado para promover ações de intolerância e servido de "pano-de-fundo" para a promoção de guerras, serve como um alento a notícia abaixo reproduzida. Onde um estudo aponta que em nove países o número de pessoas que não são adeptas a religião alguma caminha para ser majoritária.
Sem dúvida uma notícia animadora. Afinal, em meio a um "mar de intolerância", as possibilidades de superação do limitador religioso nas sociedades contemporânea, ainda que seja um processo por vir, já é uma possibilidade que se coloca.
Ainda levará um longo período para vislumbrarmos esta tendência a se generalizar, mas esta é uma possibilidade que se apresenta e poderemos sim caminharmos para uma sociedade onde a razão supere os dogmas religiosos, onde a fé não seja mais um legitimador para atos de brutalidade de toda a ordem.

Na foto, mulher é crucificada em celebração religiosa nas Filipinas

Por Kátia Arima

Um estudo apresentado em um encontro da American Physical Society, nos Estados Unidos, concluiu que a religião está morrendo em nove países.
Austrália, Áustria, República Tcheca, Canadá, Finlândia, Irlanda, Nova Zelândia, Holanda e Suíça são os países onde tem crescido o número de pessoas que declaram não ter religião.
De acordo com o estudo, a tendência é que a religião seja praticamente extinta nesses nove países. O percentual mais alto de pessoas que não são afiliadas a nenhuma religião é maior na República Tcheca, com 60%.
Na Holanda, país onde 40% das pessoas dizem não ser vinculadas a nenhuma religião, a projeção é de que esse percentual vai crescer para 70% em 2050.
O estudo foi conduzido por Richard Wiener, da Universidade do Arizona, e Daniel Abrams e Haley Yaple, da Universidade de Northwestern, nos Estados Unidos. Eles construíram um modelo matemático para verificar a relação entre o número de pessoas religiosas e os motivos sociais de ser um religioso. Foram analisados dados de 85 países, dos últimos 100 anos.
Em 1950, 10% das pessoas na Nova Zelândia se consideravam sem religião. Em 2006, o número havia crescido para 45%. Para 2011, a previsão é que o censo registre que 50% das pessoas não se consideram afiliadas a nenhuma religião no país.
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