PSDB divulgou nota à imprensa onde manifestou sua posição sobre o golpe que destitui o presidente do Paraguai. Para surpresa de muitos, o PSDB assume uma posição de defesa e apoio do golpe, contrariando todo e qualquer princípio democrático.
O PSDB afirma, que: " a despeito da velocidade do processo, não houve rompimento das leis do país, tampouco ataque à ordem vigente na nação vizinha." ou seja, mesmo reconhecendo que o processo se deu uma velocidade fora de qualquer normalidade, sem o mínimo tempo hábil para defesa do presidente Fernando Lugo. Para os tucanos, destituir um presidente em menos de 48h não é um ataque a democracia paraguaia.
O que é pior, no restante da nota, ao invés de tratar do que realmente está ocorrendo na América Latina, e os riscos para o processo democrático no continente, para eles, o mais importante é atacar o governo Dilma e o PT, não escondendo sua contrariedade a um processo autônomo de autodeterminação dos povos, fora dos ditames do norte global. Ao contrário dos anos de FHC, em que o Brasil discutia sua total submissão aos EUA através da ALCA, a partir do governo Lula, e agora com Dilma, busca-se a construção de uma política de integração regional, que valoriza os princípios democráticos.
O apoio do PSDB ao golpe no Paraguai demonstra qual o modelo de integração regional eles defendem e como a democracia, para direita, é algo relativo e passível de ser abandonado. Este apoio tucano ao golpe paraguaio demonstra que a solidariedade entre golpistas ultrapassa fronteiras.
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