
Refletir sobre Cuba exige superar os muitos véus que impedem de ver a dinâmica efetiva, os problemas e os desafios reais da sociedade cubana. Os obstáculos que se interpõem à reflexão são de distintas ordens. Há o discurso do Governo dos Estados Unidos da América e suas agências de propaganda para os quais Cuba é uma ditadura comunista; existe o discurso dos saudosistas do socialismo realmente existente na URSS e nos países do Leste Europeu para os quais Cuba é a realização plena do socialismo e, por fim, temos aqueles que olham para Cuba e enxergam nela uma ditadura estalinista com mojitos, Pablo Milanés e Silvio Rodrigues.
Em todos estes discursos sobre Cuba e sua Revolução, em que pesem suas distintas motivações e orientações político-ideológicas, encontramos o elemento comum da estandardização e redução de Cuba à realidade de uma sociedade que, seja por seus erros – ser um estado totalitário – ou por seus acertos – ser a materialização plena da utopia socialista – em que o devenir é esterilizado, congelado pela repetição dos dogmas. Olhar para Cuba pede despir-se destes véus e tomá-la como ela efetivamente é, como é vivida e pensada pelos cubanos e cubanas realmente existentes.
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