Stela cobra da base governista convocação de Martini e Culau

A deputada Stela Farias (PT) cobrou da base governista nesta terça-feira (29), na tribuna da Assembléia Legislativa, a aprovação dos requerimentos para convocar membros do governo do Estado para depor na CPI do Detran. A petista insiste para que o ex-secretário de Planejamento, Ariosto Culau, e o secretário de governo, Delson Martini, compareçam à comissão de inquérito para esclarecer “situações , no mínimo, suspeitas. “As investigações chegam a pessoas muito próximas à governadora, como seus coordenadores de campanha Lair Ferst e Chico Fraga e o secretário-geral do governo, Delson Martini. Ao mesmo tempo em que o cerco se fecha, a base aliada reorganiza a tropa de choque para blindar o Executivo. Precisamos romper o bloqueio e esclarecer as denúncias”, defendeu a parlamentar.

Ao apresentar um balanço da comissão de inquérito, Stela descreveu as quatro fases distintas que, segundo ela, marcam a estratégia dos que não querem aprofundar as investigações. “Primeiro, foi o período da cera, com os governistas trabalhando para protelar o início das investigações. Depois, foi a disputa sobre o plano de trabalho, em que a base aliada queria investigar tudo, menos a corrupção. Em seguida, veio a fase dos eloquentes silêncios. E, agora, temos o momento da solidariedade do governo com os envolvidos na fraude”, analisou.

Segundo a deputada, há uma completa inversão de valores expressa no fato da governadora Yeda Crusius manifestar solidariedade com indiciados, como Lair Ferst e Flávio Vaz Neto, e tentar intimidar o presidente da CPI, Fabiano Pereira, e deputados da oposição. “O Palácio Piratini teme a CPI e, por isso, se deixa chantagear. Ao permitir que um conjunto de fatos permaneçam sem explicação,o governo perde legitimidade e corre o risco de se tornar inviável.”

Armação

Sobre a polêmica em torno da compra de um imóvel por Yeda Crusius depois da campanha eleitoral de 2006, Stela afirmou que seria “mais elegante e correto se a governadora apresentasse toda a movimentação financeira que deu origem à aquisição. A simples afirmação de que se trata de um assunto privado não permite dissipar as suspeitas, não esclarece e não faz bem ao governo.”

Por fim, a deputada disse que o episódio que redundou na queda do secretário de Planejamento pode ter sido uma armação de Lair Ferst para mostrar força ao governo e cobrar “os créditos” que ele (Lair) diz ter junto ao Executivo. “Lair Ferst é uma pedra no sapato da governadora, das fundações e do Detran”, disparou.

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