“Os preços são rígidos para baixo e flexíveis para cima.”
Por Cornélius
“Os preços são rígidos para baixo e flexíveis para cima.”
John Maynard Keynes
I - A taxa de juros é o custo do dinheiro em uma economia. A taxa SELIC é a taxa
referencial do país e serve como parâmetro para a remuneração de títulos públicos. É fixada
pelo Comitê de Política Monetária (COPOM) em reuniões que ocorrem a cada 45 dias.
Atualmente, está no patamar de 7,5% ao ano, considerada a maior do mundo. Apesar de estar
em patamar elevado, quando comparada com critérios internacionais, também está em seu
menor índice histórico. Resumindo, é uma taxa elevada para padrões internacionais e baixa
para padrões brasileiros.
Apesar da redução da taxa de juros e sua manutenção em patamar modesto, a
redução da taxa de juros para o consumidor, o cliente bancário, o cidadão que toma um
empréstimo nos bancos, demorou para cair e só ocorreu após pressão governamental e uso
dos bancos públicos para forçar a queda das mesmas.
II - Muito se fala que a energia elétrica no Brasil é cara. Algumas pessoas rebatem
argumentando que caro é não ter o serviço e/ou correr riscos de desabastecimento. A MP
579 veio para renovar concessões de usinas hidrelétricas que venceriam ente 2015 e 2017,
possibilitando reduzir o custo da energia já que o investimento para viabilizar tais usinas já
foi amortizado e não entra na composição tarifária, além de reduzir/acabar com encargos
existentes na conta da energia elétrica.
Estimativas apontam que tais medidas viabilizariam uma redução de 20% na conta
de luz. Eis que agora surgem o fantasma do “apagão” e o “monstro” da utilização de usinas
térmicas que impediriam tal redução. A energia térmica é mais cara do que a energia hídrica,
mas a utilização em pequeno espaço de tempo e em proporção reduzida no consumo total não
tem poder de elevar de forma drástica a tarifa.
III - Os dois casos são emblemáticos e corroboram a frase epigrafada. Resta esclarecer
os fatos, qualificar o debate e apontar alternativas.
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