O "terrorismo" energético


Nos últimos dias tem tomado conta da pauta dos "jornalões" da mídia empresarial brasileira o "risco de apagão" energético que o país estaria na eminencia de entrar. O risco de um "apagão energético", concretamente, não está colocado. Vamos aos fatos:

Os reservatórios estão em nível baixo e isso se deve ao fato de ser início da temporada chuvosa.
A crise, se houver, acontecerá em abril.
Veja, a estimativa é de que com 70% da média histórica de chuvas a coisa se normaliza.
Não precisa de 100% da média histórica.

Volume dos reservatórios
 
Sudeste/Centro-Oeste: volume está em 28,54%
O nível de armazenamento no submercado Sudeste/Centro-Oeste está em 28,54%, apresentando queda de 0,29% em relação à medição do dia 3 de janeiro. A usina de Furnas atinge 12,31% de volume de capacidade. (ONS – 08.01.2013) 

Sul: nível dos reservatórios está em 40,39%
O nível de armazenamento na região Sul apresenta aumento de 1,44% em relação à medição do dia 3 de janeiro, com 40,39% de capacidade armazenada. A usina de Machadinho apresenta 24,98% de capacidade em seus reservatórios. (ONS – 08.01.2013) 

Nordeste: apresenta 30,96% de capacidade armazenada
Apresentando queda de 0,65% em relação à medição do dia 3 de janeiro, o Nordeste está com 30,96% de sua capacidade de armazenamento. O reservatório de Sobradinho opera com 26,28% de volume de capacidade. (ONS – 08.01.2013) 

Norte tem 40,48% da capacidade de armazenamento
O nível de armazenamento da região Norte está em 40,48% apresentando queda de 0,76% em relação à medição do dia 3 de janeiro. A usina de Tucuruí opera com 25,58% do volume de armazenamento. (ONS – 08.01.2013) 

Conforme afirmou em entrevista publicada no jornal Valor Econômico (08.01.2013), Nivalde de Castro, coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (GESEL) da UFRJ, um eventual racionamento de energia neste ano deverá ser diferente daquele realizado em 2001. "O governo pode usar as térmicas durante o ano todo e fazer cortes seletivos de carga para alguns setores, oferecendo algum tipo de recompensa. Dificilmente vai ser um racionamento global" Além da preocupação pontual com os reservatórios, o país precisa se preparar para não ter problemas ao longo do ano e durante grandes eventos.  No entanto, nada que aponte para uma situação "crítica" que demande o "pânico" propalado nos noticiários.
O que estararia por traz deste alarde? O governo Dilma anunciou a importante medida de redução das tarifas energéticas no país em 20%, medida esta que foi amplamente apoiada pela população, mesmo com o boicote dos governos estaduais comandados pelo PSDB, a redução está garantida.
O "terrorismo energético" viria para tentar inviabilizar a redução das tarifas. Inúmeros "especialistas" são chamados para "provar" que o "apagão" irá colocar por terra a redução na conta de luz. Um exemplo, entre vários, é a entrevista publicada em O Globo com  presidente da  Associação Brasileira das Grandes Empresas de Transmissão de Energia Elétrica (Abrate) César de Barros Pinto disse que o corte de proposto pelo governo seria "estruturalmente" possível, mas disse que pode não acontecer por causa dos custos da geração de energia térmica. 
O governo federal, no entanto,afirmou que a redução das tarifas de energia elétrica que passará a vigorar a partir do próximo mês é uma medida estrutural e permanente. A iniciativa não perde seu mérito diante do efeito inverso causado pelo custo adicional das térmicas que será repassado às contas de luz também neste ano.
No lugar de um apagão energético, a probabilidade maior é do Brasil ter um crescimento econômico significativo. O terrorismo energético, a medida que o "apagão" não se confirmar, irá fatalmente cair por terra. 
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