Equador concede asilo político a Julian Assange, fundador do Wikileaks



“O Equador vai conceder asilo para Julian Assange.” A informação de uma fonte equatoriana do portal britânico Guardian garante que  fundador do Wikileaks vai mesmo ter seu pedido aceito pelo governo do país sul-americano.
Assange está refugiado na embaixada do Equador em Londres desde 19 de junho, aguardando um posicionamento oficial do governo de Rafael Correa. Ao garantir o asilo político ao ciberativista, o governo equatoriano o reconhece como um perseguido político.
Correa declarou a uma rede de tevê equatoriana na última segunda 13 que passaria a semana analisando o material jurídico sobre leis internacionais antes de tomar uma decisão. Segundo o Ministro das Relações Exteriores do país, Ricardo Patiño, o presidente aguardava o fim dos Jogos Olímpicos de Londres para se posicionar.
Ainda não está claro se o asilo a Assange o permitirá deixar o Reino Unido rumo ao Equador, ou se é apenas um gesto simbólico. O fundador do Wikileaks corre o risco de ser preso caso deixe a embaixada em Londres. O gesto certamente causará desconforto entre os governos do Equador, de posição bolivariana e alinhado à Venezuela, e dos Estados Unidos, principal alvo dos documentos do Wikileaks, do Reino Unido e da Suécia, país de origem de Assange.
Segundo a fonte do Guardian no Equador, o governo britânico “desencoraja” a ideia de conceder o asilo, enquanto os suecos “não estão muito colaborativos” com a situação.
Julian Assange refugiou-se na embaixada do Equadro em Londres numa tentativa de evitar a extradição à Suécia, onde foi condenado por supostamente ter estuprado duas mulheres. Na Suécia ele corre o risco de nova extradição aos Estados Unidos, onde onde poderia ser condenado à pena de morte.
O sueco, que também tem cidadania australiana, fundou o Wikileaks, site que revelou uma série de documentos confidenciais de empresas e de governos nacionais, sobretudo os Estados Unidos.
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4 comentários:

Carlos Eduardo da Maia disse...

Baita contradição. Assange é um hacker que revela documentos secretos e o Wikileaks defende a liberdade de expressão. O Equador, alinhado da Venezuela chavista, defende o controle social da expressão, da mídia.

ERick disse...

De fato, defender o controle social da mídia é um absurdo, deve ser mais uma dessas ideias comunistas, imagina se a sociedade tem que ter direito a exercer algum controle sobre a mídia, como fazem países de regime comunista como os EUA, a Inglaterra ou Alemanha, que possuem controle social dos meios de comunicação. Certamente o Rafael Correa deve estar se inspirando em uma dessas experiências...

ERick disse...

PS: antes que algum desavisado pergunte, o meu comentário anterior está carregado de ironia, algo raro nos tempos atuais.

Carlos Eduardo da Maia disse...

Nos EUA existe a FCC e na Inglaterra a Ofcom, são agências de controle jurídico (e não político ou social) da mídia. O Equador é ligado, como está dito no post, a Venezuela que faz sim um controle político da mídia, inclusive com a possibilidade de intervenção estatal se a mídia não se comporta de acordo com os padrões políticos do governo.