O Parlamento da Moldávia proibiu nesta quinta o uso de símbolos comunistas, ainda usados pelo principal partido da oposição do país, e condenou os crimes do regime que governou o país na época em que o território fazia parte da União Soviética.
Os dois projetos de lei foram aprovados por 56 deputados da situação, que apoiam a AIE (Aliança para a Integração Europeia). Os comunistas, que somam 39 dos 101 parlamentares que compõem o Parlamento moldávio, abandonaram o plenário durante a votação.
Com a nova lei, os comunistas deverão deixar de usar sua histórica identidade, a foice e o martelo, símbolos herdados do Partido Comunista da União Soviética.
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| líder do PCM (Partido Comunista da Moldova), Vladimir Voronin, na sede do partido, em Chisinau (Moldova |
O líder do PCM (Partido Comunista da Moldávia), Vladimir Voronin, lamentou os projetos de lei promovidos pela Aliança e disse que eles são "uma tentativa de tirar a oposição do âmbito constitucional".
O PCM é apoiado por quase metade da população moldávia. Nas últimas eleições legislativas, o partido conquistou 42 cadeiras, embora mais tarde três de seus deputados formaram o Grupo Socialista.
Voronin lembrou que "muitos cidadãos apreciam a simbologia comunista, sob a qual lutaram" na Segunda Guerra Mundial. "Ninguém tem direito a reescrever a história e menosprezá-la. Quem a menospreza depois sofre as consequências. A história tem o costume de se vingar. E essa vingança será muito dolorosa para alguns. Isto já não é Parlamento, é um hospital psiquiátrico", disse Voronin.
O principal partido opositor da antiga república soviética recorrerá da decisão "porque contradiz a lei dos partidos, a Constituição e outras leis", comentou o líder do PCM.
Fonte: EFE
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Um comentário:
Muito bom o blog, estão de parabéns. Que ótimo conteudo!!
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