O primeiro-ministro Silvio Berlusconi já não reúne a menor condição de seguir à frente do governo italiano. Com um princípio de crise que promete se tornar uma avalanche batendo às portas da economia do país (e, em consequência, de toda a Europa), a prova ao premier foi dada na votação na Câmara dos Deputados, do orçamento referente a 2010.As contas foram aprovadas, mas por apenas 308 votos, bem abaixo dos 316 necessários para uma maioria absoluta – que, num sistema parlamentarista, é praticamente a condição de existência de um primeiro-ministro. A oposição ao premier se absteve na votação. O revés deverá ser fatal.
Cedendo a crescentes pressões da oposição e de lideranças da zona do euro, o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, renunciará ao cargo após a aplicação das medidas de austeridade para reduzir o deficit público do país, segundo nota oficial da Presidência divulgada nesta terça-feira. O premiê se reuniu com o presidente italiano, Giorgio Napolitano, no palácio do Quirinale, sede da Presidência da Itália, junto a lideranças do partido direitista Liga Norte, da base do governo.
Segundo o comunicado da Presidência, Berlusconi teria dito que tem consciência das implicações da votação de hoje expressou preocupação com a necessidade de dar respostas aos parceiros europeus. Logo após a votação, o ministro da Defesa, Ignazio La Russa, afirmou que, independente do resultado, os números teriam que ser levados para o chefe de Estado do país.
Resumindo, a contagem regressiva para a queda de Berlusconi começou hoje, para o alívio geral do povo italiano!
Informações da Carta Capital, Folha e agências de notícias
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