Lanceiros Negros


O cartunista Santiago mais uma vez, com sua genealidade peculiar, traz um importante resgate. Certamente vai contribuir para muitos cetegeanos conhecerem um importante capítulo de nossa história que muitos desconhecem.
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6 comentários:

Carlos disse...

Erick, não entendo uma coisa: você acha ruim o revisionismo sobre figuras de esquerda da américa latina, mas revisionismo das de direita pode? Qual a diferença essencial entre o livro do Juremir para o do Narloch? Vi os dois anunciando do mesmo jeito: Juremir falando que os farroupilhas tinham escravos e lucravam com eles (NOSSA, QUE NOVIDADE!) e Narloch que Bolívar era reacionário (UAU, QUE INFORMAÇÃO!). Por que um pode e o outro não? Só por que Juremir tem diploma?

ERick disse...

Carlos, estou longe de ser um fã do Juremir, pelo contrário.
Acho que há diferenças sim entre o que Narloch faz e o Juremir. Evidente que nenhum dos dois podem ser considerados como "fontes de análise histórica", ainda que no trabalho do Juremir ele tenha tido um rigor maior que o Narloch. Agora sobre o tema dos farrapos em particular, acho valido contextualizar um evento que, a despeito do que exaltam muitos cetegeanos e cia, não era livre de contradições. O tema dos escravos, ainda que não seja algo "novo", invariavelmente ganha pouco ou nenhum destaque.
Neste 20 de setembro acredito ser pertinente e necessário este registro histórico para a luta do povo negro.

Carlos disse...

Erick, o que acha da mitificação atual do Brizola? Os livros, inclusive o do Juremir, esquecem todos as calúnias e injúrias desse cidadão, que mentiu até não poder mais para tentar se eleger presidente da república, inclusive caluniando Lula. Juremir está fazendo igual aos tradicionalistas, só que em vez de Bento Gonçalves, bajula o picareta Brizola. Do que adianta destruir mitos se vamos criar outros tão prejudiciais quanto? Abraço.

ERick disse...

Não defendo nenhuma mitificação. O Brizola é um bom exemplo do perigo de criarmos mitos. Ele protagonizou, no episódio da Legalidade um importante momento de resistência democrática ao golpismo. No entanto, ao final de sua vida, teve muitas políticas erráticas que macularam esta mesma trajetória.

Carlos disse...

Por isso acho o Brizola tão desimportante quanto os Farroupilhas: não mudou nada, dois anos depois se deu o golpe militar. Assim como depois de dez anos de batalha farroupilha, não mudou nada no RS e no Brasil, ao menos para o povo.

Carlos disse...

Erick, fiz um comentário no blog do Juremir sobre esse assunto, vou postar aqui caso queira ler, pois provavelmente será deletado: "Juremir, você é formado em história, mas é tão historiador quanto o Laurentino Gomes e o Leandro Narloch, que fizeram, assim como você, livros sem o mínimo de contextualização, feitos apenas para "causar" e criar mitos, como é o caso do seu livro sobre a legalidade. Mitificar Brizola = mitificar Bento Gonçalves, duas pessoas de classe alta que, no fim das contas, não mudaram a vida de ninguém, por mais que tenham tido boas intenções. Bento Gonçalves continuou a ter escravos, Brizola passou a ser um caluniador fanático, inclusive sendo condenado pela justiça diversas vezes. Proferiu, inclusive, mentiras e boatos sobre Lula. Fora ter usado dinheiro de Fidel Castro para comprar fazendas no Uruguai, por isso ele, ainda hoje, é conhecido como "ratón" na ilha de Cuba, um verdadeiro picareta sem honra, moral e ética. Mas, claro, você tem que vender para alguém, afinal, trabalha para a Igreja Universal do Reino de Deus, que faz mais mal para o Brasil, atualmente, que o MTG. Aliás, bater no MTG é fácil, pois desvia o foco da atualidade para um assunto que não mudará nada na vida da população. Mas tá tudo bem, continue a propor o nome de Brizola para monumentos e avenidas, assim deixaremos de cultuar mentirosos picaretas para cultuarmos... mentirosos picaretas."