Denúncias de superfaturamento derrubam Diretor-geral da Carris
Desde a vitória de Fogaça (PMDB) na prefeitura de Porto Alegre, e agora, com o seu sucessor, Fortunati (PDT), a empresa pública de transportes da capital, a Companhia Carris Porto-Alegrense, deixou de ser a empresa referência em qualidade e excelência nos serviços prestados para a população.
Infelizmente, não bastasse a queda na qualidade dos serviços, denúncias e suspeitas de corrupção passaram a povoar a Carris.Todas as denúncias, em geral, contando com a lentidão da prefeitura em apurar e resolver os problemas. Mais uma vez este enredo se repete. Somente após a ampla publicização que houve com as novas denúncias envolvendo a Carris que alguma atitude foi tomada.
O prefeito Fortunati, anunciou na tarde desta terça-feira a demissão do diretor-geral da companhia, João Pancinha. Outros dois diretores também foram afastados.
Vamos aos fatos. O Ministério Público de Contas vai analisar o contrato da campanha de divulgação da Copa do Mundo de 2014 nos ônibus da Carris da Capital. O serviço teria sido feito sem licitação e o valor cobrado seria o triplo do orçamento de outra empresa.
Doze veículos com adesivos da Copa circulam em Porto Alegre há quase quatro meses (foto acima). Cada um deles custou R$ 9,25 mil. Segundo as informações vinculadas na imprensa, uma troca de e-mails entre gerentes e diretores da Carris que apontariam orçamentos com valores menores, de R$ 3,8 mil para cada veículo.
O serviço teria sido feito sem licitação e o valor cobrado seria o triplo do orçamento de outra empresa. O diretor da Carris afirmou desconhecer a existência de superfaturamento nos preços.
O MP de Contas já havia solicitado à Carris informações sobre a contratação da empresa de divulgação da Copa do Mundo. O prazo encerrou, sem que nenhuma informação fosse prestada, o pedido deverá ser refeito.
Na semana passada, Tribunal de Contas do Estado (TCE) já havia aberto uma inspeção especial relacionada a outra licitação da companhia, após representação feita pelo MP de Contas. A investigação dizia respeito à modalidade de disputa para compra de um software de gerenciamento, que não teria sido a mais adequada. O preço do produto também teria ficado acima do estimado inicialmente.
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