
O professor da faculdade de educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Leher, criticou o fechamento de escolas itinerantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), no Rio Grande do Sul. De acordo com o Ministério Público gaúcho, as escolas não funcionavam como deveriam, especialmente no que diz respeito ao conteúdo ensinado. Para Leher, isso é uma censura ao pluralismo na escola pública.
Para o professor, só a perseguição política que o MST está sofrendo no estado explica este fechamento, uma vez que as críticas educacionais não fazem sentido.
“O maior equívoco é não compreenderem que uma escola pública, se ela é de fato do povo, ela tem que ser uma escola que dialogue e interaja com o protagonismo social. A escola pública, para que ela seja pública, ela tem que incluir todas as pessoas. Eles estão impedindo que os cidadãos possam expressar o seu ponto de vista e, sobretudo, possam ser sujeitos e protagonistas da organização do público. Isto é um ato de violência, que tenta silenciar a existência do movimento sem terra”.
Segundo Leher, a educação pública brasileira passa por uma crise por não conseguir interagir com crianças e jovens. E a pedagogia utilizada pelo MST e desenvolvida por Paulo Freire tem o mérito de aproximar a escola da vida real das pessoas.
Um conjunto de educadores elaborou um documento criticando o fechamento das escolas itinerantes, que será entregue ao governo estadual, ao Ministério Público e à Assembléia Legislativa, todos do Rio Grande do Sul. O documento ainda será entregue às entidades acadêmicas e sindicais com intuito de se criar um movimento nacional em defesa das escolas itinerantes.
De São Paulo, da Radioagência NP, Vinicius Mansur.
Um comentário:
Olá,companheiros(as),fico triste em saber de um notícia tão mesquinha, por parte desses que se dizem governantes do povo, a luta tem que continuar, façam protestos, faça tudo que poderem,mas não deixem essas crianças sem aula.
A nossa esperança ainda são as crianças, mesmo sabendo do imenso tamanho do desafio, para quem trabalha em prol da Educação Pública e de qualidade, num Brasil tão injusto com o nosso povo.
Vamos fazer um levante já! Acorda Brasil!
Um abraço fraternal!
Marivaldo Vitório Mota
Arapiraca-AL-Sinteal
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