
Fábio Mesquita
A Global Health Workforce Alliance lançou a estarrecedora informação que 8,2% das cidades brasileiras não contam com um único médico.
A Global Health Workforce Alliance (GHWA) é uma coalisão de diversas entidades do setor saúde e de educação na àrea de saúde, prestadores, de serviços, ongs, governos, entidades de cooperação internacional, e agências da ONU, que luta por um número razoável de profissionais de saúde para atender à população mundial. A OMS é mebro da Alliance e hospeda sua homepage, mas dentre outros, o Secretário Nacional de Recursos Humanos do Ministério da Saúde do Brasil, Francisco de Campos, é membro. Mais detalhes ver na webpage: http://www.who.int/workforcealliance/en/
Sabemos que a atenção à saúde não se faz só com médicos, mas certamente este profissional é chave na equipe de saúde. Além da falta de médicos em TODOS os estados brasileiros, o relatório revela ainda a falta de especialistas em Hospitais importantes de Capitais Brasileiras e aponta falta de médicos nas periferias da Cidade de São Paulo e outros grandes centros urbanos.
A Alliance, preconiza vàrios outros aspéctos da força de trabalho médico, incluindo a qualidade da prática médica, a necessidade de reciclagem permanente dos profissionais existentes, dentre outros assuntos. O Ministério trabalha para reverter este quadro com a ampliação da estratégia do PSF, Este é um bom sinal, mas talvez não suficiente. Os fatores que se associam a este problema são entre outros: o acesso às escolas médicas não é democratico e não representa todos os setores que precisam de médicos; o curriculum das escolas médicas do Brasil não é voltado para a prática de medicina comunitária; não há incentivo no Brasil para médicos que queiram se fixar em cidades pequenas (os contratos, mesmo os novos mais vantajosos, são temporários e sem garantia trabalhista); as entidades médicas praticamente proibiram a abertura de novas escolas médicas no Brasil com o argumento de que somos muitos; e medicos que prestam excelentes serviços em àreas remotas de países em desenvolvimento como os médicos Cubanos, são impedidos pelas mesmas entidades de exercerem sua profissão no Brasil. Sobre o argumento de direto individual de livre escolha de mercado, não há nenhum programa que faça com que pessoas que estudaram medicina e outras àreas de saúde em Universidades Públicas revertam para a sociedade seu trabalho em prol da comunidade por um tempo depois de formados, como ocorre em vários países do mundo.
A Global Health Workforce Alliance (GHWA) é uma coalisão de diversas entidades do setor saúde e de educação na àrea de saúde, prestadores, de serviços, ongs, governos, entidades de cooperação internacional, e agências da ONU, que luta por um número razoável de profissionais de saúde para atender à população mundial. A OMS é mebro da Alliance e hospeda sua homepage, mas dentre outros, o Secretário Nacional de Recursos Humanos do Ministério da Saúde do Brasil, Francisco de Campos, é membro. Mais detalhes ver na webpage: http://www.who.int/workforcealliance/en/
Sabemos que a atenção à saúde não se faz só com médicos, mas certamente este profissional é chave na equipe de saúde. Além da falta de médicos em TODOS os estados brasileiros, o relatório revela ainda a falta de especialistas em Hospitais importantes de Capitais Brasileiras e aponta falta de médicos nas periferias da Cidade de São Paulo e outros grandes centros urbanos.
A Alliance, preconiza vàrios outros aspéctos da força de trabalho médico, incluindo a qualidade da prática médica, a necessidade de reciclagem permanente dos profissionais existentes, dentre outros assuntos. O Ministério trabalha para reverter este quadro com a ampliação da estratégia do PSF, Este é um bom sinal, mas talvez não suficiente. Os fatores que se associam a este problema são entre outros: o acesso às escolas médicas não é democratico e não representa todos os setores que precisam de médicos; o curriculum das escolas médicas do Brasil não é voltado para a prática de medicina comunitária; não há incentivo no Brasil para médicos que queiram se fixar em cidades pequenas (os contratos, mesmo os novos mais vantajosos, são temporários e sem garantia trabalhista); as entidades médicas praticamente proibiram a abertura de novas escolas médicas no Brasil com o argumento de que somos muitos; e medicos que prestam excelentes serviços em àreas remotas de países em desenvolvimento como os médicos Cubanos, são impedidos pelas mesmas entidades de exercerem sua profissão no Brasil. Sobre o argumento de direto individual de livre escolha de mercado, não há nenhum programa que faça com que pessoas que estudaram medicina e outras àreas de saúde em Universidades Públicas revertam para a sociedade seu trabalho em prol da comunidade por um tempo depois de formados, como ocorre em vários países do mundo.
A carência do Brasil está longe da carência de países da Africa ou de alguns países da Àsia, mas é preciso e possível fazer algo mais para equacionar este problema histórico. Será necessária uma conjunção de Ministério da Saúde, Educação, Escolas Médicas, Entidades Médicas, Conselho Nacional de Saude, e outros movimentos sociais mais independentes para melhor equacionar este problema.
Um comentário:
Prezado Erick, descobri seu blog pesquisando a respeito desse tema.Não é bem assim como você se refere. O problema é muito complexo e , ao meu ver, deve-se muito à formação do médico, politica de saúde equivocada e muita corrupção.Veja no meu blog wwww.eduardoleite.blogspot.com alguns artigos a respeito.
Um abraço,
eduardo Leite
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