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José Maria Marin é preso na Suiça por esquema de corrupção na Fifa


José Maria Marin, cartola da FIFA e ex-presidente da CBF é preso na suíça. Famoso como embolsador de medalhas alheias, foi preso com mais uma turma de dirigentes corruptos da FIFA na Suiça, a pedido da justiça dos EUA, em um grande esquema de propinas envolvendo a entidade máxima do futebol.

O Grêmio de Lupicínio


A fama de criador do termo "dor-de-cotovelo" é pouco para o grande Lupicínio Rodrigues, talvez o maior músico já nascido no Rio Grande do Sul. Entre os inúmeros versos criados pelo compositor, símbolo máximo da boemia porto-alegrense, nada é mais famoso do que o hino do Grêmio, com seu "até a pé nós iremos". Morto em 1974, com 60 anos, Lupi tem sua história profundamente ligada ao tricolor. O lamentável caso de racismo envolvendo torcedores do Grêmio na partida contra o Santos pela Copa do Brasil vai contra a própria história do clube, que os belos versos de Roberto Vieria abaixo, sintetizam com maestria.

Temos de aprender com o futebol alemão? Lá, é a TV pública que transmite os jogos


Por Helena Sthephanowitz

Depois do resultado da Copa, muito se fala  sobre o que se pode aproveitar da experiência alemã com planejamento de longo prazo, sobre centros de treinamentos juvenis para formar talentos. Mas há bem mais diferenças nas estruturas que cercam o futebol alemão do que a nossa mídia tradicional quer contar.

Na fatídica semifinal que tirou o sonho do hexa brasileiro em 2014, a TV alemã bateu recorde de audiência. O jogo foi assistido por 32,6 milhões de telespectadores em domicílios (fora quem assistiu coletivamente em espaços públicos), marca nunca alcançada antes. O percentual de televisores ligados e sintonizados na rede ZDF, que transmitiu o jogo, foi de 87,8%, também o maior índice da história.

Detalhe: a ZDF é uma emissora pública assim como a TV Brasil é aqui. Na Alemanha, é a emissora pública que transmite os jogos da seleção na TV aberta. Junto com outra TV pública, a rede ARD, transmite jogos da Liga Nacional de Futebol, o equivalente ao Campeonato Brasileiro.

Amanhã há de ser outro dia


Por Lúcio Costa

A geração de meus pais teve o Maracanã e foi redimida pelo Tri Campeonato de 1970. Ontem, minha geração teve o Mineiraço e, há de reiniciar a busca do reencontro com a alegria do futebol.

Reencontrar o caminho da vitória certamente será uma longa caminhada. Nela, há de se dar as costas às engrenagens que fizeram da CBF uma capitania hereditária; ao dito Clube dos 13 e seu conluio com a Rede Globo que, com sua mescla de picaretagens e improvisações, levou ao que ontem assistimos: fiasco e vergonha.

FIFA, Governança Global e a Copa do Mundo no Brasil


Por Luciana Ballestrin
A realização da Copa do Mundo no Brasil é uma das muitas comprovações das teses críticas e céticas sobre o poderoso – e simpático! – conceito de Governança Global, elaborado nos anos 1990. Basicamente, a ideia era a de sustentar e legitimar a horizontalidade de arranjos e multiplicidade de atores globais na condução de uma “governança sem governo”, isto é, demonstrar que a nova ordem mundial multipolarizada caminhava para uma concertação de interesses cada vez mais convergentes e distantes de um mundo maniqueísta, autoritário e bélico. Governo? Uma palavra muito dura e até ultrapassada, com autoridade vinculante a um determinado território… No mundo político, a palavra Governança veio a captar um estágio bastante particular do sistema-mundo capitalista.

Pasolini: O futebol poético é o futebol latinoamericano

 

Há no futebol momentos que são exclusivamente poéticos: trata-se dos momentos do gol e nesta arte, a seleção brasileira campeã da Copa de 70 foi magistral. O artigo do escritor e cineasta italiano Pier Paolo Pasolini, escrito pouco depois da final do Mundial de 1970 e publicado no Il Giorno, em 3/1/1971, presta uma homenagem a esta seleção e ao próprio futebol. Pasolini faz a distinção entre “futebol de prosa”, praticado pelos europeus na época, e o “futebol de poesia”, característico dos brasileiros e não-europeus em geral. 
A primeira fase da Copa de 2014 no Brasil, com o bom desempenho de seleções latino-americanas e com consagradas seleções europeias ficando pelo caminho, por linhas tortas e com outros contornos, de alguma forma faz atual a ideia de Pasolini da poesia do futebol na América Latina.

O futebol filosófico do Monty Phyton



Um duelo de primeira coloca frente-a-frente duas das maiores escolas filosóficas de todos os tempos: gregos contra alemães. Quem será o melhor, Hegel ou Platão? Nietzsche ou Sócrates?

Confiram a clássica e divertida produção do grupo Monty Phyton.

Caso alguém que esteja acessando este blog não conheça o Monty Phyton, recomendo que urgentemente corra atrás do tempo perdido e confira mais da extensa e genial carreira do melhor do humor inglês, para sua própria sanidade!
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Dilma rejeita "padrão Fifa" e defende "padrão Brasil"


Por Erick da Silva

Virou lugar comum, ao escutarmos críticas cobrando melhorias nos serviços públicos ou questionando a própria Copa do Mundo, pelos mais diversos motivos, usarem a expressão "padrão Fifa"., expressão que ganhou as ruas nos protestos de junho e que ainda embala parcelas das manifestações anti-copa, especialmente junto a classe média anti-petista .

Técnico incompetente culpa PT pelos fracassos em campo


Por Erick da Silva

O técnico do Vasco, Adilson Batista, após estrear na série B do brasileirão com um frustrante 1 a 1 com o América-MG, neste sábado, diante de sua torcida em São Januário, resolveu inovar nas explicações e partiu para culpar o PT pelos fracassos em campo.

Maradona é melhor que o Pelé



Por Erick da Silva

Maradona é melhor que o Pelé. Sei que essa é uma polêmica antiga, em geral, os números dentro das quatro linhas do gramado são amplamente favoráveis ao craque brasileiro. No entanto, quando saímos da comparação futebolística e comparamos a vida pública dos dois atletas fora dos gramados, o placar é amplamente favorável ao Maradona.

Campanha busca eleger a FIFA como a pior empresa do mundo


Campanha denuncia entidade que reduz futebol a mercadoria, elitiza estádios e impõe obrigações exorbitantes a sociedades e países. 
A Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa (ANCOP), rede que reúne 12 comitês em todas as cidades que terão jogos, lançou nesta semana a campanha “FIFA, aqui você não apita!”. O objetivo é eleger a FIFA como a pior corporação do ano de 2013, através do Public Eye Awards, conhecido como o “Nobel” da vergonha corporativa mundial.
Nos materiais da campanha são apresentados motivos para votar na FIFA: como a entidade põe governos e parlamentares de joelhos, viola direitos, explora nossa força de trabalho, desrespeita nossa cultura. Depois vai embora, com lucros bilionários para si e seus patrocinadores, ignorando todos os prejuízos deixados para a população dos países-sede. Mas no Brasil, algo novo aconteceu: durante a Copa das Confederações, a população se levantou contra uma série de absurdos, e um dos motivos foi justamente a atuação da FIFA em conluio com governos e empresas. Ainda assim, a federação continua tentando vender uma imagem de melhorias para os países-sede.
Para votar, leva só um minuto: Acesse http://publiceye.ch/pt-pt/case/fifa/
 
Veja o TUMBLR da campanha para eleger a FIFA como PIOR corporação do mundo! http://votefifa.tumblr.com/

Gastos milionários no futebol espanhol são questionados


Mesmo mergulhada em profunda crise econômica, a Espanha é a recordista deste ano em compra e venda de jogadores de futebol, segundo o Football Transfer Review 2014, estudo feito pela consultoria esportiva Prime Time Sport e divulgado recentemente.

De acordo com o estudo, os clubes da La Liga, como é conhecida a primeira divisão do campeonato espanhol, triplicaram o investimento em contratações de jogadores (388 milhões de euros, ou R$ 1,1 bilhão) em relação à temporada passada e bateram o recorde histórico de vendas (480 milhões de euros, ou R$ 1,4 bilhão).

Essas cifras foram atingidas graças, principalmente, à contratação do jogador galês Gareth Bale (foto acima) pelo Real Madri, comprado do clube inglês Tottenham Hotspur por 101 milhões de euros (R$ 305 milhões) a transferência mais cara da história do futebol.

Copa do Mundo não reduziu pobreza por onde passou


Por Andrea Dip


Preocupado com o rumo que os preparativos para Copa do Mundo no Brasil em 2014 têm tomado, o jornalista e documentarista Rudi Boon – autor do documentário “A FIFA manda” sobre a Copa de 2010 na África do Sul, que o Copa Pública mostrou,  nos mandou uma série de estudos e documentos sobre os impactos dos megaeventos nos países onde ocorreraram.
O primeiro, “Megaeventos como resposta para a Redução da Pobreza: A Copa de 2010 da FIFA e suas implicações no desenvolvimento da África do Sul” que apresentamos hoje, foi realizado por pesquisadores do instituto sul-africano Human Sciences Reserch (Conselho de Pesquisa em Ciências Humanas), na época em que o país se preparava para receber a Copa de 2010.
Baseando-se na documentação de outros pesquisadores a respeito do legado da Copa em alguns países, o artigo defende que é praticamente impossível que a pobreza seja reduzida com a chegada de um grande evento e que os benefícios propagandeados pelos governos como projetos de mobilidade urbana e aumento do número de empregos são pouco funcionais, efêmeros e concentrados em pequenas áreas, e que muitas vezes acabam gerando crises e prejuízos ainda maiores para os países anfitriões.
O exemplo mais chocante usado no texto, citando um estudo recente feito por Robert Baade & Victor Mathesondois, pesquisadores americanos, talvez seja o da copa de 1994 nos Estados Unidos, que teria gerado um prejuízo entre $5,5 e $ 9,3 bilhões de dólares para as cidades sede, ao invés do lucro estimado em 4 bilhões.
Expectativa
O texto começa explicando que o anúncio da Copa na África do Sul gerou muita expectativa, já que seria o primeiro grande evento em todo o continente. Na época, o presidente Thabo Mbeki, anunciou que aquele não seria apenas um evento sul-africano mas de toda a África.Além disso, o país passava por um momento de reconstrução e a Copa seria o “empurrãozinho” que faltava para o investimento no crescimento das cidades.
Já nesta introdução, os autores alertam que em muitos países que receberam o megaevento, o que se viu como consequência da passagem da FIFA foram graves crises para as economias nacionais, geradas pelo grande volume de investimentos estatais – exatamente como está sendo feito no Brasil, como o ministro do TCU admite em entrevista. A preocupação dos pesquisadores, no caso da África do Sul, era com um crescimento muito rápido porém desordenado e desigual. Havia na época expectativa de crescimento de 65% em cinco anos, porém apenas nas cidades com maior concentração  de PIB e ainda assim de forma díspare, com muitos investimentos em áreas nobres e poucos investimentos nas áreas pobres. Isto também já pode ser visto no Brasil, como mostram os dossiês “Mega-eventos e violações de Direitos Humanos no Brasil” e “Megaeventos e violações dos direitos humanos no Rio de Janeiro”
Desta forma, afirmam os pesquisadores, este crescimento é colocado como um “desafio”, pouco importanto se o país ou as cidades sede têm de fato a possibilidade de investir tanto em um megaevento.
As promessas feitas para a África do Sul também eram muito parecidas com as feitas por aqui, segundo o documento: “Em primeiro lugar, o megaevento é colocado como um catalisador para melhorar a condição de vida das pessoas historicamente desfavorecidas. Sugere um novo sistema de transporte público e uma agenda significativa de desenvolvimento, com promessas de geração de emprego”.
O que se viu, segundo esta entrevista com Eddie Cottle, autor do livro “Copa do Mundo da África do Sul: um legado para quem?” foi bem diferente disso: “O número de postos de trabalho foi estimado em 695.000 para os períodos pré e durante a Copa do Mundo.
E o que aconteceu na realidade? No segundo trimestre de 2010, as taxas de empregabilidade diminuíram em 4,7%, ou seja, perdemos 627.000 postos de trabalho. No setor da construção civil, onde se tinha a sensação de que os ‘bons tempos’ seriam sentidos por todos, o emprego diminuiu 7,1% (ou 54.000 postos de trabalho) neste período. Na verdade, o ano de 2010 testemunhou com menos 111.000 postos de emprego na construção”
Outras Copas
O texto coloca que um dos pontos mais críticos em sediar um megaevento é a dívida que se cria ao deslocar recursos públicos que iriam para necessidades básicas das cidades – como saneamento, transporte público, educação, etc. – para estádios e obras específicas de mobilidade.
Como exemplo, usa a Copa de 1994 nos Estados Unidos: “Estudos mostram que ao invés do lucro de 4 bilhões esperados com o megaevento, as cidades sofreram perdas que variaram entre $ 5,5 e $ 9,3 bilhões”. E continua: “Em Barcelona, o que se viu depois das Olimpíadas de 1992, foi um aumento significativo do custo de vida [de 20%, segundo pesquisa da Universidade Autônoma de Barcelona]. A cidade também sofreu com o desemprego, porque foram criados muitos postos temporários, com baixos salários. Com o fim do evento, havia uma massa de desempregados.
Nas Olimpíadas de Montreal (1976) além do desemprego, a cidade sofreu com o corte de investimentos em áreas essenciais. Com isso sofrem os pobres, que são os que menos aproveitam os megaeventos”. Em Atlanta, após as Olimpíadas de 1996, o que ficou, segundo o artigo, foi um projeto de mobilidade urbana que não ajudou os cidadãos.
Despejos
“Estima-se que as Olimpíadas de 1988 em Seul resultou no despejo de 700.000 pessoas. Para os Jogos Olímpicos de Pequim, 300.000 foram expulsos de suas casas”, diz o artigo. Em 2010, a ONU também fez um levantamento a respeito destes despejos, como a relatora especial da ONU para a moradia adequada, Raquel Rolnik, escreveu em seu blog em 2010: “Em Seul, em 1988, a Olimpíada afetou 15% da população, que teve de buscar novos locais para morar – 48 mil edifícios foram destruídos. Em Barcelona, em 1992, 200 famílias foram expulsas para a construção de novas estradas. Em Pequim, a ONU admite que 1,5 milhão de pessoas foram removidas de suas casas. A expulsão chegou a ocorrer em plena madrugada. Moradores que se opunham foram presos”.
Dinheiro público, beneficio privado
No Japão, estádios e espaços construídos com dinheiro público para a Copa do Mundo de 1992 foram parar nas mãos da indústria do entretenimento, que hoje os usa para espetáculos e jogos privados com ingressos caros, segundo o documento.
Caso semelhante aconteceu no Rio de Janeiro: criada para sediar jogos do Pan-americano de 2007, a Arena Olímpica, que depois foi renomeada de HSBC Arena, hoje é administrado pelo HSBC e sedia eventos e espetáculos de empresas privadas.
Migração e desemprego
Para os pesquisadores, com pouco ou nenhum recurso sendo destinado às cidades que não sediarão os jogos, muitos migram destes lugares, atrás da oferta de empregos temporários gerados pelos megaeventos. Quando o trabalho temporário acaba, estas pessoas tendem a não voltar para suas cidades de origem, engrossando a massa de desempregados nas cidades.
Este processo é agravado pelo aumento do custo de vida e pelos baixíssimos salários, que muitas vezes não permitem que estas pessoas voltem as cidades de origem.

O dia que Andy Warhol encontrou Pelé


Andy Warhol, que foi um grande ícone  da cultura popular dos EUA no século passado, figura maior  do movimento pop art. Certa vez encontrou o maior jogador de futebol de todos os tempos, o Pelé, quando este jogava na equipe do Cosmos, nos EUA. Deste encontro, Warhol cunhou a famosa frase que no futuro as celebridades teriam somente 15 minutos de fama, exceção feita ao brasileiro Pelé, que segundo a opinião dele, teria 15 séculos. Reforço a opinião de Warhol de que Pelé, não Edson Arantes (como o próprio faz sempre questão de separar). Pelé foi inigualável, um gênio da bola quanto sua outra metade, Edson, não cansou de "tropeçar".
O artista chegou a pintar o brasileiro (imagem abaixo), no entanto, lamentalvelmente o original  deste trabalho está desaparecido depois que a casa que abriga uma coleção do artista foi "visitada" por ladrões.


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Para FIFA, somos todos corruptos

Ricardo Teixeira e João Havelange foram denunciados por esquema de R$ 45 milhões em subornos 


Por Jamil Chade

Eu, você, minha avó e mesmo um recem formado cheio de sonhos ainda. Para a Fifa, não há diferença. Somos todos corruptos e equivalentes a “Teixeiras” e “Havelanges”.
Hoje, o Tribunal da cidade suíça de Zug publicou seu processo contra os cartolas brasileiros. R$ 45 milhões em subornos passaram por suas contas em oito anos. Mas o que mais surpreende no documento não são os valores ou a constatação da obviedade da corrupção que envolvia Havelange em seu reinado.
Em um dos trechos, o tribunal relata como os advogados da Fifa tentavam convencer os juizes em uma audiência de que não viam problemas com a atitude de Teixeira e Havelange e alegavam que a proposta da Justiça de que os cartolas devolvessem US$ 2,5 milhões para os cofres da organização seria impossível de ser implementada. Entre os vários motivos para não pedir o dinheiro de volta, os advogados da Fifa apresentaram um argumento surpreendente: o de que a “maioria da população” de países da América do Sul e África tem nos subornos e propinas parte de sua renda “normal”
Cito o trecho completo do argumento dos advogados da Fifa para não ficar dúvida: “Os representantes legais da Fifa são da opinião ainda de que implementar a devolução do dinheiro seria quase impossivel. Eles justificam isso, inter alia, com o argumento de que uma queixa da Fifa na América do Sul ou África dificilmente seria aplicada, já que pagamentos de subornos pertencem ao salário recorrente da maioria da população”.
Ou seja, Teixeira não devolveria o dinheiro porque, em nossa suposta “cultura”, todos temos parte da renda completada por subornos.
Não vamos confundir as coisas. A corrupção existe e é endêmica em nossa região e no Brasil, assim como na África. Mas também existe na civilizada Suíça, na gigante Siemens da Alemanha ou nos EUA.
O que une a muitos hoje em nossa região não é o fato de que recebemos um pedaço de nosso salário em forma de subornos, como insinua a Fifa. O que nos une é hoje a indignação diante dessa realidade e o fato de estarmos exaustos de ver dinheiro público enriquecendo certas pessoas.

Joseph Blatter: o atual "chefe" da FIFA
Querer agora justificar a dificuldade em receber o dinheiro de volta alegando que somos todos assim não é apenas surpreendente como argumento legal, mas uma ousadia que o tribunal simplesmente não aceitou e chegou a ironizar. A entidade sempre soube da corrupção e mesmo Joseph Blatter era o braço direito de Havelange. E a única atitude que tomou foi a de abafar os casos cada vez que surgiam.
Quando Jerome Valcke sugeriu que o Brasil recebesse um “chute no traseiro” pelos atrasos na Copa, ele tinha razão no conteúdo, mas não nas palavras usadas. Um vice-presidente do COI chegou a me dizer que a Fifa havia sido “racista” ao fazer o comentário do “chute no traseiro”, adotando um ar de superioridade. Na época, achei que ele exagerava e que não havia lugar para racismo escancarado assim. Mas lendo agora o comentário dos advogados diante de um tribunal, começo a pensar que ele poderia ter razão.

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Airton Pavilhão: Presente!


Um dos maiores jogadores da história do Grêmio, Airton Ferreira da Silva, o Airton Pavilhão, 77 anos, morreu às 14h55min desta terça-feira (03/04)


Airton surgiu para o futebol defendendo as cores do Força e Luz, de Porto Alegre. Na metade do ano de 1954, foi cedido ao Grêmio por 50 mil cruzeiros, mais o antigo pavilhão social do Estádio da Baixada (na foto, Airton em frente ao famoso pavilhão).

Atuou até 1960 no Grêmio e depois jogou por uma temporada no Santos, ao lado de Pelé. Após, retornou ao Olímpico, onde jogou até 1967.

Multicampeão pelo clube gaúcho, também teve passagens pela Seleção. Atualmente era conselheiro do Grêmio.




Fonte: ZH
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O que muda com a renúncia de Ricardo Teixeira na CBF?


Ricardo Teixeira, o "poderoso chefão" da cartolagem do futebol, finalmente renunciou à presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), segundo carta do dirigente à entidade divulgada nesta segunda-feira. Ele também deixa o comando do Comitê Organizador Local (COL) da Copa de 2014.
"Deixo definitivamente a presidência da CBF com a sensação de dever cumprido", escreveu Teixeira em carta lida nesta segunda-feira por José Maria Marin, que ocupava a vice-presidência da confederação para a Região Sudeste e assume o comando da CBF.Teixeira havia pedido licença médica da CBF na quinta-feira passada, sem informar por quanto tempo. Marin estava, desde então, na presidência da CBF.
Desde fevereiro que rumores sobre o afastamento de Teixeira, que comanda a CBF desde 1989, vinham ganhando força. A maré de denúncias de corrupção, aliadas ao crescente descontentamento popular e uma postura firme da Presidenta Dilma em não conceder nenhuma regalia para Teixeira (ilustra isso o fato de Teixeira jamais ter reunido com Dilma),  deixaram o cartola em uma situação extremamente frágil e insustentável. Apenas o apoio da Globo e de seus demais comparsas não eram suficientes para segurar sua permanência na entidade.
No entanto, que mudanças podemos esperar nos rumos da CBF? Parafraseando Giuseppe di Lampedusa, em sua célebre frase no romance O Leopardo, na CBF "as coisas precisam mudar para continuar as mesmas". A curto prazo, nada irá mudar. A médio e longo prazo existe alguma chance, mas julgando pelo histórico de José Maria Marin, o novo presidente da CBF, tudo deverá seguir dentro da "normalidade" da entidade, ou seja, os velhos esquemas devem permanecer intocados.

Marin, que já foi jogador de futebol, foi governador "biônico" do estado de São Paulo durante o período da ditadura militar (na foto acima, Marin junto com seu padrinho político, Paulo Maluf, na época da ditadura) e, posteriormente presidiu a Federação Paulista de Futebol.
No inicio deste ano foi flagrado colocando no bolso uma medalha da premiação da Copa SP de futebol Júnior (imagem ao lado). Este episódio rendeu ao cartola o inglório apelido de "Zé das Medalhas".
Agora, no comando da CBF, ao que tudo indica, Marin terá maior facilidade para "guardar" premiações ainda maiores em seus bolsos.
Com este histórico, pela forma nada transparente com que é gerido os negócios relacionados ao futebol brasileiro, fica mais do que evidente que nada irá mudar com a saída de Ricardo Teixeira e o ingresso de Marin. Quem irá pagar essa conta? Mais uma vez o torcedor brasileiro.
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