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José Maria Marin é preso na Suiça por esquema de corrupção na Fifa


José Maria Marin, cartola da FIFA e ex-presidente da CBF é preso na suíça. Famoso como embolsador de medalhas alheias, foi preso com mais uma turma de dirigentes corruptos da FIFA na Suiça, a pedido da justiça dos EUA, em um grande esquema de propinas envolvendo a entidade máxima do futebol.

Amanhã há de ser outro dia


Por Lúcio Costa

A geração de meus pais teve o Maracanã e foi redimida pelo Tri Campeonato de 1970. Ontem, minha geração teve o Mineiraço e, há de reiniciar a busca do reencontro com a alegria do futebol.

Reencontrar o caminho da vitória certamente será uma longa caminhada. Nela, há de se dar as costas às engrenagens que fizeram da CBF uma capitania hereditária; ao dito Clube dos 13 e seu conluio com a Rede Globo que, com sua mescla de picaretagens e improvisações, levou ao que ontem assistimos: fiasco e vergonha.

O que muda com a renúncia de Ricardo Teixeira na CBF?


Ricardo Teixeira, o "poderoso chefão" da cartolagem do futebol, finalmente renunciou à presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), segundo carta do dirigente à entidade divulgada nesta segunda-feira. Ele também deixa o comando do Comitê Organizador Local (COL) da Copa de 2014.
"Deixo definitivamente a presidência da CBF com a sensação de dever cumprido", escreveu Teixeira em carta lida nesta segunda-feira por José Maria Marin, que ocupava a vice-presidência da confederação para a Região Sudeste e assume o comando da CBF.Teixeira havia pedido licença médica da CBF na quinta-feira passada, sem informar por quanto tempo. Marin estava, desde então, na presidência da CBF.
Desde fevereiro que rumores sobre o afastamento de Teixeira, que comanda a CBF desde 1989, vinham ganhando força. A maré de denúncias de corrupção, aliadas ao crescente descontentamento popular e uma postura firme da Presidenta Dilma em não conceder nenhuma regalia para Teixeira (ilustra isso o fato de Teixeira jamais ter reunido com Dilma),  deixaram o cartola em uma situação extremamente frágil e insustentável. Apenas o apoio da Globo e de seus demais comparsas não eram suficientes para segurar sua permanência na entidade.
No entanto, que mudanças podemos esperar nos rumos da CBF? Parafraseando Giuseppe di Lampedusa, em sua célebre frase no romance O Leopardo, na CBF "as coisas precisam mudar para continuar as mesmas". A curto prazo, nada irá mudar. A médio e longo prazo existe alguma chance, mas julgando pelo histórico de José Maria Marin, o novo presidente da CBF, tudo deverá seguir dentro da "normalidade" da entidade, ou seja, os velhos esquemas devem permanecer intocados.

Marin, que já foi jogador de futebol, foi governador "biônico" do estado de São Paulo durante o período da ditadura militar (na foto acima, Marin junto com seu padrinho político, Paulo Maluf, na época da ditadura) e, posteriormente presidiu a Federação Paulista de Futebol.
No inicio deste ano foi flagrado colocando no bolso uma medalha da premiação da Copa SP de futebol Júnior (imagem ao lado). Este episódio rendeu ao cartola o inglório apelido de "Zé das Medalhas".
Agora, no comando da CBF, ao que tudo indica, Marin terá maior facilidade para "guardar" premiações ainda maiores em seus bolsos.
Com este histórico, pela forma nada transparente com que é gerido os negócios relacionados ao futebol brasileiro, fica mais do que evidente que nada irá mudar com a saída de Ricardo Teixeira e o ingresso de Marin. Quem irá pagar essa conta? Mais uma vez o torcedor brasileiro.
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Campanha "Fora Ricardo Teixeira" ganha força nos estádios



As torcidas prometeram e cumpriram. Neste domingo (28), houve protestos nos estádios do Brasil contra o presidente da CBF, Ricardo Teixeira. Os torcedores dos principais times do Campeonato Brasileiro distribuíram panfletos e levaram faixas e cartazes pedindo a saída do cartola do comando da entidade máxima do futebol nacional.


Todos os clássicos realizados às 16h contaram com manifestações pacíficas contra o dirigente. As torcidas abusara da criatividade. No Gre-Nal, os colorados levaram letras que formaram o pedido de saída de Ricardo Teixeira.



No Engenhão, no duelo entre Flamengo e Vasco, muitos cartazes dos dois lados das arquibancadas apareceram, enquanto em Presidente Prudente, no confronto entre Palmeiras e Corinthians, a torcida alviverde fez lindo mosaico pedindo para que Ricardo Teixeira deixe a presidência da CBF.

Entenda melhor o protesto

A Conatorg (Confederação Nacional das Torcidas Organizadas) imprimiu 120 mil panfletos com o título “Copa do Mundo no Brasil com Prestação de Contas e sem Ricardo Teixeira”.

No texto, distribuído nos estádios, os torcedores pedem que a transparência seja o foco da entidade que rege o futebol nacional. O panfleto começa com os seguintes dizeres.

- As Torcidas Organizadas de todo o país vêm a público manifestar o seu repúdio sobre as denúncias feitas contra o presidente da CBF, Ricardo Teixeira. Em junho, 27 Torcidas aprovaram a campanha Copa com Prestação de Contas e sem Ricardo Teixeira.

O presidente da Conatorg, Wildner Rocha, que também é membro da torcida corintiana Gaviões da Fiel, é um defensor da saída de Ricardo Teixeira e quer uma mudança no quadro político do futebol brasileiro.

- O preparo do manifesto está em andamento e o material, em término. Todos os Estados estão mobilizados. As motivações que nos levaram a se posicionar assim são as duas CPIs contra o Ricardo Teixeira, uma série de denúncias, o balcão de negócios que virou a CBF. Também queremos uma nova regulamentação da CBF e possivelmente uma nova administração na CBF.
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#caiforaricardoteixeira: Twitaço pede a saída de Ricardo Teixeira



Quarta-feira (27/07), a campanha pela saída do Presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, atingiu seu ápice, dominando o Twitter como o assuntos mais comentado, com a hashtag #caiforaricardoteixeira liderando o Trending Topics do Brasil, figurando no TT mundial.

O protesto contra o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) começou na madrugada de terça para quarta-feira, promovido pelo perfil@foraoficial e pelo site www.foraricardoteixeira.com.br.

De acordo com os organizadores, o termo ascendeu nos TTs Brasil e chegou a ocupar a liderança dos trending topics no mundo no início do dia para, subitamente, sair da lista de assuntos mais discutidos.
Aos internautas que pediram explicações, por meio do serviço de ajuda do Twitter, a administração do microblog afirmou que a tag foi identificada como spam por seus serviços de monitoramento automático.
Muitos internautas teriam publicado seguidamente a tag #foraricardoteixeira num mesmo tuíte e a replicado várias vezes. Essa tática de flood é interpretada pelos filtros do microblog como uma forma de tentar manipular a lista de TTs, o que levou o serviço a banir a tag.
A reação da comunidade de usuários foi imediata e logo termos como #foraoficial, #adeusRT e #OutRicardo Teix passaram a reunir as mensagens de protesto contra Teixeira.
Com 22 anos na presidência da CBF, Ricardo Teixeira sofre diversas acusações de corrupção e, com mãos de ferro, controla e define os rumos do futebol brasileiro. Questionável  (para dizer o mínimo) também é o fato de Teixeira acumular as funções de presidente da CBF e dominar o COL, comitê responsável por organizar a Copa de 2014 no Brasil.  Recomendo a leitura da reportagem publicada na revista Piauí (acesse aqui) para conhecer mais sobre o "Dom Corleone" do futebol. 
Mas Ricardo Teixeira certamente não esta nem um pouco preocupado com a rejeição da torcida com a sua condução da CBF. Como ele diz, se "não der no Jornal Nacional" não existe e não tem problema. Como sabemos das "relações íntimas" entre a Globo e Ricardo Teixeira, é de se deduzir que nenhuma linha a respeito do protesto será noticiado.
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Ricardo Teixeira é citado em escândalo sobre mercado negro de ingressos



Segundo jornal norueguês, presidente da CBF se encontrou com representante de empresa Euroteam considerada 'inimiga da Fifa' envolvida com o mercado negro de ingressos. Evidente que, sobre mais esta denúncia de maracutáia envolvendo o "Poderoso Chefão" do futebol brasileiro, Ricardo Teixeira, nada foi noticiado (com o devido destaque) pelos "jornalões" do PIG.


Por LANCEPRESS!

O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, teve seu nome envolvido em mais um escândalo - desta vez, relacionado ao mercado negro de ingressos. O jornal norueguês "Dagbladet" revelou nesta segunda-feira que o dirigente brasileiro se reuniu no fim de 2009, na África do Sul, com um representante da Euroteam, empresa que revende entradas para eventos esportivos e culturais.

A companhia atua como uma espécie de cambista: compra ingressos e os revende a preços superiores. A Euroteam, inclusive, já foi acusada de adquirir entradas através de membros da Fifa, que as conseguem sem qualquer custo.

Além de Teixeira, o presidente da Conmebol, Nicolas Leóz, também esteve com um representante da empresa norueguesa. Os dois fazem parte do Comitê Executivo da Fifa. De acordo com o "Dagbladet", o funcionário da Euroteam deixou claro para ambos o que fazia e quais eram suas intenções.

Este teria sido o primeiro encontro do representante com Teixeira. Leóz já o conhecia de outra oportunidade.

A Euroteam foi apontada pela Fifa como sua principal inimiga no mercado de ingressos. Leóz, no entanto, demonstrou ter relação cordial com a companhia, segundo diálogo revelado pelo "Dagbladet".

- Ingressos? - perguntou o mandatário da Conmebol ao receber um convite do representante da empresa para um almoço.

O "Dagbladet" entrou em contato com a Euroteam para saber o propósito dos encontros. Perguntado se os dirigentes venderam ingressos, o representante da empresa disse que não comentaria e riu.

Procurados pelo diário norueguês, Ricardo Teixeira e seu assessor de imprensa, Rodrigo Paiva, não quiseram explicar o motivo do encontro com a Euroteam. Fifa e Leóz também não comentaram o assunto.

Escândalo em 2009
Em janeiro do ano passado, o mesmo "Dagbladet" revelou que o presidente da Concacaf, Jack Warner, fez negócios com a Euroteam em 2009. O dirigente pediu ingressos da Copa do Mundo à Fifa e os repassou para a empresa, em troca de parte dos lucros. No entanto, ele nunca foi pago.

O caso chegou a ser investigado pela Fifa. Durante reunião do Comitê de Ética da Fifa, na mesma época da denúncia, a relação entre Warner e Euroteam foi debatida, mas não houve qualquer punição.

Mais denúncias
Ricardo Teixeira foi citado em outros escândalos recentemente. O canal de televisão inglês BBC revelou no ano passado que o brasileiro recebeu suborno da extinta empresa de marketing ISL para apoiá-la na negociação de direitos de TV da Copa do Mundo.

A mesma emissora também afirmou que Teixeira chegou a admitir à Justiça suíça que recebeu, mas devolveu o dinheiro da ISL. A Fifa está sendo pressionada para divulgar os documentos que comprovam este e outros casos de suborno.

Em maio, Lorde Triesman, ex-presidente da Federação Inglesa de Futebol (FA), acusou Teixeira de ter pedido presentes em troca de seu voto na eleição para escolha da sede do Mundial de 2018. O brasileiro, através da CBF, negou o caso. A Fifa também inocentou o dirigente da acusação.
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BBC aponta Ricardo Teixeira envolvido em esquema de corrupção


O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, é alvo de uma nova denúncia de corrupção. Além das gravidades das denúncias, chama a atenção o silêncio midíatico sobre este grave caso, este silêncio, pela importância que tem o futebol no Brasil é injustificável e escancara as ambíguas (para dizer o mínimo) relações entre a grande mídia e o "Don Corleone" do futebol brasileiro.

AS denúncias não são novas, documentos obtidos com exclusividade pela Agência Estado de uma corte na Suíça confirmam que cartolas da Fifa admitiram que receberam subornos milionários nos anos 90. A informação foi revelada em audiências diante do juiz da cidade de Zug, em um caso fechado no ano passado. “Nos procedimentos, os acusados negam responsabilidade criminal, mas não o recebimento dos fundos”, afirmou um dos documentos do Tribunal. A corte se recusa a dizer quem seriam os envolvidos, já que um acordo extra-judicial encerrou o processo.

Mas, ontem, a BBC colocou no ar um programa que revelou que os envolvidos seriam o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, e o ex-presidente da Fifa, João Havelange. Ambos, segundo a tevê pública britânica, teriam fechado um acordo para impedir a publicação dos nomes dos envolvidos. A revelação foi ao ar enquanto Joseph Blatter, presidente da Fifa, insistia em discurso no Japão que a entidade era “limpa”. Em uma semana, ele enfrenta eleições na entidade e no centro do debate estarão as repetidas suspeitas de corrupção que envolvem a entidade.

Qual será o desenrolar destas novas e importantes revelações que vieram a tona é a grande questão. Esperamos, ainda que sem grandes esperanças, que sirvam para moralizar as corrompidas estruturas políticas do futebol.

Abaixo segue a matéria da BBC:


Ricardo Teixeira, Issa Hayatou e Nicolas Leoz/AFP
Teixeira, Hayatou e Leoz teriam recebido pagamentos de empresa
A Fifa está impedindo a divulgação de um documento que revela a identidade de dois dirigentes da Fifa que foram forçados a devolver dinheiro de propinas em um acordo para encerrar uma investigação criminal na Suíça no ano passado.
Uma reportagem do programa de televisão Panorama, da BBC, apurou que um dos dois dirigentes é o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, que integra também o Comitê Executivo da Fifa.
O presidente da Fifa, Joseph Blatter, que tentará ser reeleito para o cargo no próximo dia 1º de junho, declarou recentemente a adoção de uma política de "tolerância zero" para casos de corrupção.
No entanto, advogados que atuam em nome da Fifa estão contestando a decisão de um promotor de Zug, cidade no nordeste da Suíça, que determinou a divulgação de detalhes do caso.
O acordo encerrou uma investigação sobre propinas pagas a altos dirigentes da Fifa na década de 1990 por uma empresa de marketing esportivo, a ISL (International Sports and Leisure).
Até sua falência em 2001, a ISL comercializava os direitos de televisão e os anúncios publicitários da Copa do Mundo para anunciantes e patrocinadores.
Empresa de fachada
No ano passado, o Panorama acusou três integrantes do Comitê Executivo da Fifa, que escolhem as sedes das Copas do Mundo, de receber propinas da ISL. Além de Teixeira, foram citados o paraguaio Nicolas Leoz e o camaronês Issa Hayatou.
Pagamentos feitos aos três dirigentes - no caso do brasileiro, a uma empresa ligada a ele - estavam em uma lista secreta obtida pelo Panorama de propinas pagas a dirigentes esportivos pela ISL em um total de US$ 100 milhões.
A lista de pagamentos incluía uma empresa de fachada em Liechtenstein, chamada Sanud, que recebeu um total de US$ 9,5 milhões.
Uma investigação do Senado brasileiro em 2001 concluiu que Teixeira tinha uma relação muito próxima com a empresa. O inquérito descobriu que fundos da Sanud haviam sido secretamente desviados para Teixeira por meio de uma de suas companhias.
Eleição
O jornalista suíço Jean François Tanda, que requisitou a divulgação de detalhes do acordo na Justiça, diz que a Fifa está atrasando a liberação do documento ao "esticar os prazos, um após o outro".
"A meta agora é evitar que a decisão seja divulgada antes do fim de maio ou do começo de junho", quando a eleição para presidente da Fifa será realizada, diz Tanda.
Além de Ricardo Teixeira, a investigação do Panorama cita o ex-presidente da Fifa João Havelange e conclui que a decisão da promotoria suíça ao encerrar o caso também aponta que a Fifa falhou em coibir o pagamento de propina.
Blatter teria conhecimento de casos de propinas pagas a colegas do Comitê Executivo da Fifa pelo menos desde 1997, quando um suborno de US$ 1 milhão destinado a Havelange, então presidente da Fifa, foi enviado por engano para a entidade.
Tanto Ricardo Teixeira como João Havelange se recusaram a responder perguntas feitas pela BBC. A Fifa se recusou a comentar alegações específicas e se limitou a reafirmar que, em relação ao acordo com a promotoria suíça, o caso está encerrado.

CBF afirma que "o futebol não tem interesse social relevante" e chama torcedor de "burro"


A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em sua defesa diante da 17ª Vara Cível de São Paulo, no caso da "Máfia do Apito" afirmou que “O futebol não tem interesse social relevante”. E disse ainda mais, que “O futebol contribui para a desinformação do povo, já de si mal aparelhado intelectualmente”.O que dizer desta afirmação da CBF?
Quer dizer que para a CBF a torcida brasileira é burra? Será que é por isso que tantas denúncias e suspeitas de corrupção pairam sobre a entidade? Afinal, ao acreditar que todos nós somos burros, devem acreditar que ninguém questionará as negociatas que envolvem a entidade. Felizmente, para o Juiz de Direito José Paulo Camargo Magno, as coisas não são bem assim.
Ao lado do seu ex-árbitro Edilson pereira de Carvalho e Nagib Fayad, a entidade, cujo presidente Ricardo Teixeira também comanda o Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2014, foi condenada pelo juiz Camargo Magano a pagar R$ 160 milhões pela manipulação de resultados de 11 partidas da Série A de 2005. Leia aqui a íntegra da decisão que condenou a CBF.
Este episódio é mais uma prova inequívoca do desrespeito da CBF com o torcedor brasileiro. Esta entidade que na prática serva apenas para alguns se locupletarem.
Futebol tem sim interesse social relevante, se a CBF acha que não, eles deveriam dissolver a entidade e entregar a gestão do futebol, certamente teríamos maior transparência e controle democrático sem Ricardo Teixeira e cia. Infelizmente, o cenário para que isso ocorra está ainda distante de ocorrer.

Fábio Koff: 'Racha no C13 é coisa da CBF e da Globo'


Esta disputa entre o Clube dos 13 e a CBF/Globo, envolvendo os valores dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro, tem seu desfecho ainda certo.
A Globo certamente jogará pesado para tentar liquidar com o Clube dos 13 e evitar que a Record ou outra emissora passe a transmitir o brasileirão. Não me espantaria se esta disputa resultar em disputa judicial de final incerto.

Por Lancepress

Em meio às relações turbulentas para a negociação dos direitos de transmissão dos Campeonatos Brasileiro de 2012 à 2014, o presidente do Clube dos 13, Fábio Koff, afirmou que o racha impulsionado, principalmente pelo Corinthians, que se desvinculou da entidade, são artimanhas da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e da rede Globo.

Em entrevista ao jornalista Juca Kfouri, publicada no jornal "Folha de S. Paulo", o dirigente detonou Ricardo Teixeira (Presidente da CBF) e Marcelo Campos Pinto (Executivo da Globo Esportes). Para Koff, a dupla manipula toda esta crise no C13.

- Esta ruptura do Clube dos 13 é coisa do Ricardo Teixeira e do Marcelo Campos Pinto. Eles são vizinhos de sítio e tramam tudo nos churrascos que fazem - disse.
Koff também acusou a CBF de ter comprado votos na eleição para a presidência do C13 o ano passado. Na ocasião a disputa na urnas foi com Kleber Leite, aliado de Ricardo Teixeira.

- Eles compraram votos, empréstimo para um, adiantamento para outro. Mas não passaram de oito votos porque nós trabalhamos sem descanso - acusou.

O presidente do Clube dos 13 ainda comentou da insatisfação do executivo da Rede Globo quando conseguiu a queda do termo que dava vantagens à emissora nas negociações dos direitos de transmissão.

- Na hora de pensar no contrato dos direitos do Campeonato Brasileiro, fui a Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) tratar do direito de preferência da Globo, que inviabilizava qualquer concorrência. Foi a vez do Marcelo não me perdoar. Azar dele - explicou Fábio Koff.

Nesta nova negociação, o Clube dos 13 espera faturar cerca de R$ 4 bilhões nos três anos com mídias. De acordo com a nova regra, para levar a melhor, as emissoras interessadas terão que apresentar uma proposta 10% acima da TV Globo, para selarem o acordo. Apesar das novas regras impostas, os dirigentes da entidade acham justo que a emissora leve uma pequena vantagem devido a sua força e tempo de transimissão no futebol brasileiro.

Unificação dos títulos: CBF é anacrônica



por Felipe Dias Carrilho

A decisão da CBF de unificar os títulos nacionais, considerando os disputados no período entre 1959 e 1970 é, sem dúvida, anacrônica. E não estamos empregando aqui o termo com o seu sentido cotidiano, como sinônimo de retrocesso ou de atraso. Anacronismo é, resumidamente, o movimento de transportar valores, ideias ou instituições do presente para tempos passados.

É justamente o que fez a CBF ao equiparar os títulos da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa com os do Campeonato Brasileiro, organizado a partir de 1971. Ora, dizer que o Palmeiras e o Santos conquistaram oito títulos brasileiros é o mesmo que proclamar, oficialmente, Dom Pedro o primeiro presidente da República do Brasil.

Uma coisa é discutir a história do futebol no País, valorizando os torneios do passado em correspondência com o período histórico em que foram disputados, outra é inventar um discurso histórico oficialesco com uma canetada. A memória futebolística brasileira não precisava disso.

Ademais, se fôssemos aprofundar o argumento anacrônico da entidade que rege o futebol nacional, teríamos de colocar na pauta do dia a oficialização dos vencedores do antigo Torneio Rio-São Paulo como campeões brasileiros, o que seria um absurdo ainda maior, claro, embora absolutamente coerente com a medida adotada.

Esta coluna tem procurado enfatizar as profundas relações entre futebol, sociedade, cultura e política. Mas nesse caso parece que estamos a tratar de mera politicagem. Os grandes clubes do Brasil não precisam de artifícios como esse para ver as suas glórias reconhecidas. Muito menos Pelé, depois de tantas vitórias esportivas legítimas e de todas as homenagens aos seus 70 anos de vida, precisava estampar o peito com 8 medalhas postiças, que nada mais fazem do que arranhar a sua imagem fora das quatro linhas.

Felipe Dias Carrilho é historiador e autor do livro “Futebol, uma janela para o Brasil – As relações entre o futebol e a sociedade brasileira”.

Ricardo Teixeira é vaiado no Prêmio Craque do Brasileirão



Essa a Globo não mostrou: presidente da CBF foi recebido com protestos quando subiu ao palco

Parece que a popularidade do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, não anda tão bem assim. Envolvido em denúncia revelada pelo LANCE! de que, como pessoa física, ele pode embolsar todo o lucro do Comitê Organizador Local (COL) da Copa-2014, Teixeira foi recebido com uma sonora vaia no palco do Theatro Municipal, quando foi discursar na abertura do Prêmio Craque do Brasileirão-2010.
A Rede Globo, em sua cobertura "imparcial", evidentemente não mostrou nada.

Além da denúncia do LANCE!, ele também estaria envolvido no recebimento de R$ 16,3 milhões de uma empresa suíça, hoje falida, em troca do direito de explorar o marketing da Fifa (saiba mais aqui).

Ricardo Teixeira teria recebido mais de 16 milhões em suborno



A denúncia não chega a surpreender, afinal sempre pairaram fortes suspeições sobre o "poderoso chefão" do futebol brasileiro, Ricardo Teixeira, presidente "vitalício" da CBF.

BBC afirma que Ricardo Teixeira recebeu suborno


LONDRES (AFP) - A rede de informação britânica BBC exibiu um documentário na noite desta segunda-feira no qual afirma que o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, recebeu suborno envolvendo decisões na Fifa, a Federação Internacional de Futebol.

Nas vésperas da decisão sobre as sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022, o jornalista Andrew Jennings, que investiga há quase dez anos a corrupção na Fifa, divulgou hoje documentos exclusivos sobre pagamentos realizados pela International Sports and Leisure (ISL), uma empresa de marketing que obteve a exclusividade dos direitos de transmissão de várias Copas do Mundo, mas faliu em 2001.

Os documentos internos da ISL revelam 175 pagamentos de suborno, entre 1989 e 1999, totalizando 100 milhões de dólares, incluindo à empresa de fachada Sanud, ligada a Ricardo Teixeira, membro do Comitê Executivo da Fifa e presidente da CBF.

A BBC afirma ainda que Issa Hayatou, que lidera a Confederação Africana de Futebol (CAF), recebeu em 'cash' um suborno de 100 mil francos, em 1995.

Nicolás Leoz, presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL), recebeu o total de 730 mil dólares da ISL.

O documentário informa também que o vice-presidente da Fifa Jack Warner, já acusado de ter revendido entradas para a Copa do Mundo da Alemanha-2006, tentou fazer a mesma operação durante o Mundial da África do Sul, comprando 84.240 dólares em ingressos para revenda.

"O programa é de interesse público e mostra que alguns executivos da Fifa que participam da decisão sobre a candidatura para (a Copa de) 2018 têm um histórico de aceitar subornos", destacou um porta-voz da BBC.

A divulgação do documentário foi precipitada por denúncias contra dirigentes da Fifa feitas nesta segunda-feira pela imprensa suíça.

Segundo o jornal Tages-Anzeiger, Ricardo Teixeira, Issa Hayatou e Nicolás Leoz faziam parte de uma lista secreta de pagamentos após a falência da ISL, que quebrou em meio a uma polêmica sobre subornos pagos contra a atribuição de contratos de televisão.

Neste caso, um tribunal do cantão suíço de Zug impôs multas a três executivos da ISMM/ISL em 2008 por fraude e crimes contábeis.

Leoz já figurava na lista como receptor de pagamentos suspeitos da agência de marketing, além de outras empresas com sedes em paraísos fiscais, segundo os dados apresentados pela procuradoria suíça em 2005.

Teixeira, Leoz e Hayatou integram o grupo de 22 dirigentes do Comitê Executivo da Fifa que escolherão na próxima quinta-feira as sedes dos Mundiais de 2018 e de 2022.

As acusações da BBC e do Tages-Anzeiger somam-se, entre outras, às denúncias que deixaram o taitiano Reynald Temarii e o nigeriano Amos Adamu de fora da votação do dia 2 de dezembro.

Inglaterra, Rússia e as candidaturas conjuntas Espanha-Portugal e Holanda-Bélgica disputam a organização da Copa de 2018, enquanto Austrália, Estados Unidos, Japão e Qatar desejam organizar o Mundial de 2022.

A organização Transparência Internacional (TI) pediu à Fifa que adie a eleição das sedes das próximas Copas do Mundo, prevista para o dia 2 de dezembro de 2010.

"Estas denúncias poderão fazer desacreditar o procedimento de tomada de decisões da Fifa, já que tomar uma resolução nas atuais circunstâncias apenas serviria para alimentar a polêmica".

"A Fifa hoje se parece com a Máfia" segundo o jornalista inglês Andrew Jennings



Andrew Jennings não é um jornalista esportivo, e sim um repórter investigativo. Um dos melhores na Inglaterra, isso é testemunhado por décadas de colaboração com os principais jornais britânicos e a BBC. Mas principalmente é o pesadelo de Sepp Blatter e da Fifa, aos quais dedicou um livro, Foul! The Secret World of Fifa: Bribes. Vote-rigging and Ticket Scandals (em livre tradução, Falta! O Mundo Secreto da Fifa: Subornos, Compra de Votos e Escândalos com Ingressos), publicado em 2006.
Por Paolo Manzo em Carta Capital
CartaCapital: Por que o senhor é o único jornalista do mundo com acesso proibido nas entrevistas à imprensa com Blatter?
Andrew Jennings: Porque há anos procuro em vão ter respostas do chefe da Fifa sobre corrupção e propinas, baseado em muitos documentos "confidenciais". Com muita probabilidade cansou-se de não responder e preferiu condenar-me ao ostracismo, o que de certa forma me deixa orgulhoso. Quer dizer que mister Blatter tem medo das minhas perguntas.

CC: Em quanto importa, segundo o seu parecer, a quantia das propinas pagas pela Fifa nos últimos 20 anos?
AJ: Segundo estimativa do tribunal de Zug, na Suíça, o valor, limitado apenas aos anos 90, é estimado em aproximadamente 100 milhões de dólares. Todo esse dinheiro acabou nos bolsos dos funcionários esportivos que estavam sob contrato, quase todos eles com a Fifa.

CC: Quando o senhor começou a recolher as primeiras provas da corrupção?
AJ: Trabalhei durante anos sobre o tema corrupção na Fifa, juntamente com um colega alemão. As nossas suspeitas eram fortíssimas, mas não tínhamos provas porque a ISL, a sociedade que geria antes o marketing e em seguida os direitos de tevê da Fifa, era uma companhia fechada. Impossível receber informações transparentes sobre suas operações de balanço. Todavia, quando faliu de forma fraudulenta, seus livros contábeis foram olocados à disposição dos curadores falimentares, bem como dos tribunais. E foi justamente nos tribunais que tivemos a confirmação, com provas, daquilo que suspeitávamos, mesmo se a realidade superava a nossa imaginação.

CC: A corrupção na Fifa como e quando começou?
AJ: Em 1976, o então presidente da entidade, o britânico Sir Stanley Rous, foi deposto. Ninguém podia corromper Stanley. Em seu lugar entrou o brasileiro João Havelange, que era muito corrupto. Foi ele quem inaugurou o "sistema", recebendo propinas via ISL.

CC: Sua afirmação é grave. Ela se baseia em quê?
AJ: Em testemunhos que recolhi de ex-integrantes da Fifa, altos dirigentes. E em documentos.

CC: Havelange chega e traz Ricardo Teixeira. Com qual resultado?
AJ: Um boom de corrupção. A imprensa suíça escreveu que Havelange e Teixeira embolsaram a maior parte das propinas. No decorrer da transmissão do programa Panorama, da BBC, perguntei em três ocasiões a Sepp Blatter o que ele sabia sobre as propinas embolsadas por Havelange e ele sempre ficou calado. Pedi também informações de uma específica propina, mas também neste caso Blatter fez cena muda.

CC: De qual propina se tratava?
AJ: De 1 milhão de francos suíços que deveriam acabar nos bolsos de Havelange. Por um erro foram depositados numa conta da Fifa, provocando o pânico entre os dirigentes honestos da organização. Posso garantir que havia três pessoas numa sala da Fifa quando chegou aquele pagamento: Sepp Blatter e outros dois altos dirigentes. Falei com estes, que me confirmaram que o destinatário da propina era Havelange. Um dos dois entregou uma declaração oficial e assinada aos advogados da BBC, na qual afirmava que, em caso de processo por parte da Fifa contra mim e a BBC, ele compareceria no tribunal para confirmar que o pagamento era para Havelange. O mesmo, porém, pediu para não ser citado na reportagem que foi divulgada pela BBC, e que qualquer um pode apreciar na internet.

CC: O pagamento teria sido feito por quem?
AJ: Pela ISL, no início de 1998.

CC: E o que há em relação a Teixeira?
AJ: Bastaria olhar os documentos da acusação criminal depositados à margem do processo de Zug. Em relação aos depósitos feitos pela ISL, há um para a Renford Investment Ltd, sociedade controlada por Havelange e Teixeira.