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O "distritão" de Cunha e PMDB é derrotado! Vitória da democracia!


A proposta do "distritão", apresentada a "forceps" pelo presidente da Câmara dos deputados Eduardo Cunha e apoiada pelo PMDB e sua coalizão do atraso foi derrotada nesta terça-feira!

A votação foi de  267 a 210.

Uma inegável vitória da democracia!

Esta é a primeira grande derrota do "centrão" de Cunha e cia desde o ascenso conservador.

Ainda que não tenhamos conseguido, neste momento aprovar alguma mudança no sistema eleitoral, permeado por problemas, como a força do poder econômico nas campanhas através do financiamento privado, aprovar o distritão seria um retrocesso sem precedentes.

Infelizmente, cabe registrar que o governo Dilma perdeu uma boa oportunidade de protagonizar uma disputa política sob uma perspectiva de uma agenda de esquerda. Preferiu acompanhar a distância, evitando um novo desgaste frente uma possível nova derrota.

São opções políticas, questionáveis, mas ainda sim...isso é um fato menor, as vezes, impedir um retrocesso de grandes proporções é tão importante quanto conquistar avanços. A derrota do distritão é um destes casos.
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Distritão, mandatos expandidos e coincidentes: o retrocesso pela via da reforma política


Por Carlos Ranulfo Melo


A proposta apresentada pela Comissão de Reforma Política da Câmara dos Deputados se aprovada, representará um enorme retrocesso. A combinação do distritão, expansão dos mandatos e unificação da data das eleições rebaixará, e muito, a qualidade da democracia brasileira.
Inicialmente o distritão parece apenas um engodo. Para se credenciar junto à opinião pública a proposta superestima o impacto de aspectos marginais do atual sistema eleitoral, transformando-os em grandes malefícios. A estratégia é dizer que, agora sim, serão eleitos os mais votados e, de quebra, não teremos mais casos de deputados “sem voto”, ou seja, aqueles guindados ao legislativo graças ao desempenho dos candidatos com votação suficiente para dobrar o quociente eleitoral.
Uma rápida olhada nos dados de 2014 põe os pingos nos is e desmente a propaganda. Dentre os 513 deputados eleitos nada menos que 467 (91% da casa) foram os mais votados em seus estados. E apenas 10 membros da Câmara foram efetivamente eleitos graças ao que se convencionou chamar de “efeito Tiririca”.

Antonio Prata - O último a sair, acende um baseado


Por Antonio Prata

Desde os longínquos anos oitenta do século passado, quando perigava do Lula ganhar as eleições presidenciais, a direita brasileira ameaça deixar o país. Segundo apregoava o então presidente da Fiesp, Mario Amato, em caso de uma vitória petista, 800 mil empresários picariam a mula: "O último a sair, por favor, apague a luz do aeroporto", teria dito.
Neste segundo mandato de Dilma Rousseff, o projeto da diá$pora voltou com tudo. Pelo que leio e ouço por aí, tem mais rico brasileiro se mudando pra Miami, hoje, do que turista japonês tirando foto da Mona Lisa no Louvre.

Os 10 melhores momentos da direita brasileira em 2014


A revista Fórum fez um ótimo compilado dos 10 melhores momentos da direita brasileira em 2014.
Foi uma tarefa difícil. Não pela escassez de material, mas por ter que eleger apenas dez momentos em que um setor indignado da população demonstrou todo seu conhecimento histórico (como reclamar do Brasil enviando dinheiro para a União Soviética em pleno século 21) ou toda sua coerência (como gritar a plenos pulmões, no Largo da Batata, em São Paulo, que não tinha liberdade de expressão).
Confira abaixo nossa seleção:

O que pode ser pior que o Bolsonaro?


Sempre me questionei qual o limite para o discurso de ódio que tem ganhado força neste último período. A fala do Deputado Bolsonaro evocando a prática do estupro demonstrou que não existe tal limite.

O fundo do poço sempre pode ser mais fundo!

A irracionalidade da extrema-direita está pronta para defender o indefensável para além do humanamente aceitável.

Lobão "Cadê o Aécio?" ou o retrato da direita delirante brasileira




Por Erick da Silva

O ex-cantor Lobão perguntando "Cadê o Aécio?", durante protesto contra a Dilma, é um dos momentos antológicos que retratam a atual direita delirante brasileira.

Para quem ainda não sabe, neste último sábado (06/12), foi convocado pela internet um protesto na Av.Paulista em defesa de um golpe contra a Dilma. Chamado por movimentos como Movimento Brasil Livre, Vem Para a Rua e Movimento Brasileiro de Resistência, a divulgação da manifestação contou com a participação de políticos de oposição como os senadores Aécio Neves
e José Serra, e do deputado José Aníbal. Este envolvimento, levava a crer que o PSDB estaria jogando toda sua força para impulsionar um movimento pela ruptura institucional do país e a derrubada da presidenta reeleita,

PSDB estaria apoiando as marchas golpistas? Parece que sim...




Por Erick da Silva

Algumas centenas de pessoas protestaram nas ruas de cidades como São Paulo, Porto Alegre e Brasília neste último sábado (01/11) para pedir o impeachment da presidenta Dilma e combater a "ditadura do PT". Não faltaram nestes atos as chamadas "viúvas da ditadura" pedindo o retorno de uma ditadura militar.

Em 2013 tivemos tentativas similares, com resultados igualmente patéticos no que diz respeito a adesão popular a estas marchas em favor da ditadura.

A novidade é que estes protestos de extrema-direta foram inflados pelo arroubo tucano desta semana em questionar a legitimidade das últimas eleições. Em "defesa da democracia", estes proto-fascistas propõem qual solução? Uma ditadura militar!

Tarso Genro: Desprestígio da Política - A necessidade da Reforma Política


Por Tarso Genro

Este não é um texto de reflexão sobre as eleições no RS, que, como já afirmei  - mesmo com as imperfeições do sistema político atual -  teve resultados que dão legitimidade suficiente ao Governador eleito, para governar e aplicar suas propostas nos próximos quatro anos. Pretendo, com ele,  apenas adiantar alguns argumentos para motivar todos os  que, independentemente de partidos, querem algo mais da democracia brasileira, para dar qualidade à esfera da política e recuperar uma autenticidade mínima  das representações partidárias.

A Presidenta nem assumiu o seu segundo Governo e um dos principais partidos de sustentação do seu mandato, que tem   - nada mais menos do que o Vice-Presidente da República-   já se prepara para bloquear as iniciativas governamentais e promover disputa interna,  para colocar na Presidência da Câmara  -o terceiro posto na ordem da sucessão presidencial-  um líder  do Partido que é governo, mas que apoiou  -nas eleições presidenciais-  o candidato da oposição, Aécio Neves.

Contrário a qualquer mudança, Câmara derruba decreto de Participação Social


Por Erick da Silva

Mudança, como bem apontou a presidenta Dilma Rousseff, foi durante estas eleições "a palavra mais repetida, mais dita, mais falada, mais dominante foi mudança", no entanto, passadas pouco mais de 48hs do resultado do 2º turno, essa turma sorridente aí na foto aprovou por maioria a derrubada na Câmara do decreto presidencial de Participação Social.

Este episódio mostra mais uma vez que o atual - e provavelmente o futuro - Congresso são contrários a qualquer mudança política no país. Seguem a máxima de Lampedusa: mudanças somente se forem para continuar tudo exatamente como está.

Lobão, Marina, Sensus, Aécio, Veja e Globo: os grandes micos da eleição


Passada a eleição, é  hora de selecionar os grandes “micos” dessa campanha eleitoral que mobilizou ódio e preconceito – por fim, derrotados na urna.
Faço aqui uma breve lista, mas gostaria que os internautas ajudassem a completá-la.

Dilma Rousseff enfrenta e volta a vencer golpistas


Por Rede Brasil Atual

Foi uma vitória maiúscula. A reeleição de Dilma Vana Rousseff (PT) escreve muitos capítulos inéditos e carrega uma força simbólica que, se não é maior que a das demais disputas vencidas pelo PT no plano federal, é única. A mulher nascida em Belo Horizonte em 1947 mais uma vez deixa de joelhos, boquiaberta, a repressão que lhe tentou cassar os direitos políticos.

Se havia alguma dúvida de que esta era uma eleição do candidato do sistema patriarcal brasileiro contra todo o resto, a edição do Jornal Nacional na véspera eliminou qualquer margem de ingenuidade. Jornalismo mandou lembrança, William Bonner. Dividida entre interesses públicos e privados, a emissora dos Marinho atendeu novamente a seu chamado de classe ao exibir reportagem sobre supostas denúncias de que Dilma e Luiz Inácio Lula da Silva teriam ciência de um esquema de pagamento de propinas utilizando verbas da Petrobras.

Tentou um desfecho sujo para uma temporada eleitoral suja. Sob o pretexto de um “ataque” à sede do Grupo Abril, o Jornal Nacional dedicou seis minutos a narrar a “denúncia” da revista Veja, uma publicação que nunca esteve tão à altura da alcunha de “mídia golpista”. Lá pelas tantas aparecia a figura de Aécio Neves, candidato do PSDB dado a vitórias no tapetão. Fosse tão ético quanto jura ser, o tucano teria se recusado a ecoar uma reportagem feita com base num depoimento inventado – seu suposto autor, o doleiro Alberto Youssef, desmentiu que tenha feito as declarações difundidas pela publicação semanal.

No discurso da vitória, Dilma promete priorizar reforma política


Por Carta Capital

Em seu primeiro discurso após o anúncio da vitória do segundo turno neste domingo 26, a presidenta Dilma Rousseff (PT) prometeu executar com prioridade a reforma política, alvo de um plebiscito informal antes do primeiro turno.
“A palavra mais repetida, mais dita, mais falada, mais dominante foi mudança. O tema mais amplamente invocado foi reforma. Sei que estou sendo reconduzida à Presidência para fazer as grandes mudanças que a sociedade brasileira exige. Dentre as reformas, a primeira e mais importante deve ser a reforma política”, afirmou Dilma, ao lado de aliados políticos como o presidente do PT, Rui Falcão, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A vitória da 'nova política'


Sim, todos sabem que a candidata que empunhava a bandeira retórica da “nova política” protagonizou um notável vexame no recente primeiro turno das eleições. Marina Silva, que tinha disparado nas projeções de intenção de voto um mês antes, desabou para o modesto desenlace de 21% dos votos válidos (19% do total de votantes; apenas coisa de 2 milhões de votos a mais que os 20 milhões obtidos quatro anos antes; e cerca de 5,5 milhões a menos que o impressionante número de eleitores que se abstiveram). No entanto, a vacuidade da sua palavra de ordem retórica e o favor que ela prestou às forças conservadoras alcançaram uma considerável vitória.

Antipetismo, racismo e preconceito contra os pobres


Por Jeferson Miola

A mudança é a mística da eleição. Marina adicionou uma variante messiânica à ideia de 
mudança. Com o trabalho da mídia, a mudança foi sublimada. Foi convertida em 
adjetivo, em estado de espírito, em sentimento difuso. A mudança propalada, entretanto,
não tem nada de substantivo.

A ordem unida é: “mudar ou mudar!”. Não importa revelar o conteúdo da mudança; 
importa mudar. Não interessa se a mudança é para pior, porque mais vale mudar. O 
essencial é a mudança, porque mudar é sinônimo de derrotar o PT, mesmo que isso 
represente o retrocesso e a interdição do processo modernizador do Brasil.

Os votos nulos e a crise da democracia brasileira


Por Erick da Silva

O número de eleitores que se abstiveram ou que optaram por votar em branco ou nulo nas eleições presidenciais somou 27% do total, segundo os números finais do Tribunal Superior Eleitoral para o primeiro turno das eleições deste ano.

Após computado estes resultados no país não faltaram aqueles que enxergam nos elevados números de eleitores que optaram por não votar em nenhum dos candidatos, uma prova cabal da falência deste atual sistema político. Uma novidade política que expressaria uma indignação ou repúdio a política representativa.

Será que os números realmente apontam para isto?

Orgulho por não estar ao lado dos vencedores no RS



Por Erick da Silva

Após a confirmação dos resultados do primeiro turno, Tarso Genro,  sua candidata a vice Abgail Pereira e Olívio Dutra  foram saudar a militância em frente ao comitê central em Porto Alegre.

Foi um momento emocionante.

Entre as centenas de militantes que estavam presentes, um sentimento de orgulho por ter uma figura com a trajetória de Olívio representando o PT e demais partidos da Unidade Popular venho acompanhado de um gosto amargo pelo resultado das urnas que sagraram vitoriosos a direita midiática.

Como um militante que apoiou estas candidaturas, tenho orgulho por não estar ao lado dos vencedores nas eleições do Rio Grande do Sul.

Henfil e o típico eleitor do Maluf


Nosso saudoso Henfil retrata com maestria o típico eleitor do Maluf, e de tantos outros parlamentares, que elegem-se sucessivamente, mesmo sendo de amplo conhecimento público os mal feitos destas figuras nefastas da política brasileira.
Maluf teve sua candidatura cassada pelo TSE, mas seguramente, tivesse seu registro mantido não seria nenhuma surpresa que mais uma vez garantisse sua cadeira no parlamento.
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A fúria da Veja frente ao encolhimento de Marina Silva


A Veja não informa, mas é muito bem informada. Marina está minguando rápido

Por Fernando Brito

A melhor notícia que a campanha de Dilma Rousseff poderia receber hoje é a capa da revista Veja.
Veja, como se sabe, é uma revista muito bem informada, até porque para manipular a informação é necessário tê-la.
Como dizia a minha avó, ali não se prega prego sem estopa.
Tudo o que eu, você e o distinto público em geral sabemos sobre pesquisa não é nada perto do arsenal de números de que dispõe a Veja.
Por isso é que a revista, como a gente fazia na oficina dos jornais de antigamente – hoje os computadores acabaram com essa graça – deve ser lida “de cabeça para baixo”.

A nova Marina Silva é uma criatura de FHC


Antes de Marina Silva deixar o segundo governo Lula e o PT, Hamilton Pereira e eu escrevemos uma carta aberta a ela dirigida com o nome “Em favor das razões de Marina”, publicada no site da Fundacao Perseu Abramo. Nela, após anotar os avanços já conquistados no campo ecológico durante os governos Lula (redução drástica do desmatamento da Amazonia, nova regulação inclusive com a introdução do critério ambiental no financiamento dos bancos públicos, grande extensão das áreas ecologicamente preservadas, presença de liderança nos fóruns internacionais de políticas contra o aquecimento global), reconhecíamos que a agenda ecológica ainda não havia ido ao centro da cultura da esquerda brasileira e do próprio governo. Marina tinha ainda um grande trabalho a cumprir neste sentido.
Mas nesta mesma carta, alertávamos para dois grandes riscos corridos por Marína: o de separar dramaticamente a luta ecológica da luta por justiça social e ser seduzida pelas novas ondas do eco-liberalismo, isto é, inserir a sua visão ecológica na sedutora rede do chamado “capitalismo verde”. A trajetória de Marina até estas eleições de 2014 superou as piores expectativas: ela se tornou, de fato, a nova criatura política do  neoliberalismo cosmopolita e bem articulado de Fernando Henrique Cardoso.

Ricardo Kotsho: Marina não é “Lula de saias”, mas Jânio e Collor


Por Ricardo Kotsho

Advertência necessária: quero deixar bem claro, antes de começar a escrever este texto, no qual venho pensando desde que Marina Silva explodiu como candidata favorita a presidente da República, após a tragédia aérea que matou Eduardo Campos, para que ninguém entenda errado o título: não se trata de uma comparação entre pessoas e suas trajetórias de vida, mas entre fenômenos políticos.

Nos últimos dias, apareceram muitos comentários na mídia comparando Marina a Lula, ambos com origens bem humildes e histórias de vida comoventes, que acabaram construindo seus próprios caminhos, os dois fundadores do PT e vitoriosos em suas caminhadas. Por diferentes caminhos, eles agora se encontram frente a frente em mais uma disputa pela Presidência da República do Brasil, e há quem chame Marina de "Lula de saias", a mulher que desafia Dilma Rousseff, candidata de Lula.