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O que pode ser pior que o Bolsonaro?


Sempre me questionei qual o limite para o discurso de ódio que tem ganhado força neste último período. A fala do Deputado Bolsonaro evocando a prática do estupro demonstrou que não existe tal limite.

O fundo do poço sempre pode ser mais fundo!

A irracionalidade da extrema-direita está pronta para defender o indefensável para além do humanamente aceitável.

A moral de cuecas do PP contra as Putinhas Aborteiras


Por Erick da Silva

Seja pela estética musical ou pelo conteúdo das letras recheadas de críticas cruas e diretas ao machismo, à Igreja Católica e na defesa do direito ao aborto, a participação das Putinhas Aborteiras, grupo Anarcafunk de Porto Alegre, no programa Radar da TVE causou calorosos debate, além de algumas reações absurdas de intolerância.

 A bancada do Partido Progressista (PP) na Câmara de Vereadores de Porto Alegre resolveu entrar na polêmica. Protocolou requerimento de moção de repúdio à emissora por ter apresentado o grupo autointitulado "anarcafeminista" e divulgado uma música com palavrões.

O topless imperialista do Femen não vai salvar a mulher árabe


Por José Antonio Lima

Não fosse o impressionante número de cliques gerados em cada álbum de fotos postado em sites do mundo inteiro, o Femen, grupo cujas integrantes protestam com os seios de fora, estaria relegado à total irrelevância. Não seria uma injustiça, tendo em vista a completa falta de conexão com a realidade das ideias vazias da maioria de suas integrantes.

A última polêmica envolvendo o Femen, fundado na Ucrânia em 2008, remete a um protesto feito por uma ativista ligada ao próprio grupo. No fim de março, a tunisiana Amina Tyler, de 19 anos, postou no Facebook fotos em que aparecia com os seios de fora e com as inscrições “F… sua moral” e “Meu corpo pertence a mim e não é fonte de honra para ninguém”. Era um protesto contra a precária situação da mulher no mundo árabe e as inúmeras violações às quais são submetidas.
As fotos de Amina trouxeram à tona o lado mais horrendo do fundamentalismo islâmico. Ao menos um líder salafista (ultraconservador) sugeriu que a garota deveria ser apedrejada até a morte. As ameaças fizeram Amina se esconder. Surgiu, então, o Femen, com seu feminismo “iluminista”. A ideia do grupo era mobilizar integrantes em diversas partes do mundo em solidariedade a Amina. A manifestação, no último dia 4, se tornou uma orgia de imperialismo e islamofobia. Os protestos foram realizados em frente a mesquitas, bandeiras com referências ao Islã foram queimadas e uma participante chegou a posar, com os seios de fora, com uma barba falsa e uma toalha na cabeça, uma referência a Maomé.
Não foi a primeira demonstração de falta de noção do Femen. Em janeiro, num protesto contra a prostituição na Alemanha, o Femen usou o slogan Arbeit macht frei (“o trabalho liberta”), estampado na porta do campo de concentração de Auschwitz. Usar o ponto mais sensível da história alemã no protesto causou indignação de feministas alemãs.
No caso dos protestos “em defesa” de Amina Tyler, houve reação. Diversas feministas árabes se incomodaram. As integrantes do grupo Mulheres Muçulmanas Contra o Femen publicaram uma carta aberta dizendo estar “cheias e cansadas de ouvir de mulheres privilegiadas a perpetuação do estereótipo de que a mulher muçulmana, a mulher de cor, a mulher do sul global é submissa, desamparada e precisa do ‘progresso’ ocidental”. Em entrevista a uma emissora de tevê francesa, Amina afirmou que apoia o Femen, pois o grupo é “verdadeiramente feminista”, mas se distanciou dos atos recentes. “Sou contra. Todos vão pensar que eu encorajei suas ações. Elas insultaram todos os muçulmanos em todos os lugares e isso não é aceitável”.
A tréplica do Femen mostrou uma face desconhecida do grupo. No site oficial, as mulheres muçulmanas foram retratadas como “vítimas de Síndrome de Estocolmo”, estado psicológico de quem passa a ter simpatia por seus sequestradores. Em tom condescendente, Inna Shevchenko, uma das líderes do Femen, afirmou que as mulheres muçulmanas dizem “não precisar de liberação, mas em seus olhos está escrito ‘me ajude’”. Em carta, Inna se dirige às mulheres, mas diz fazer isso “apesar de saber que por trás delas estão homens barbados com facas”.
Os atos e os comentários do Femen mostram quão raso é o tipo de pensamento norteador de suas ações. O Femen é incapaz de perceber que nem todo muçulmano, nem todo árabe, nem todo homem é machista.
O grupo não entende a existência de mulheres muçulmanas que realmente desejam usar véus e não reconhece os homens que lutam contra a cultura patriarcal dominante na região. Mais importante, o Femen não entende que, assim como fazer referências nazistas não avança causa alguma na Alemanha, a nudez ocidental não trará benefício à mulher árabe que batalha diariamente contra o sexismo. Ao contrário, ao atrelar a feminista árabe com a imagem de uma ocidental seminua fantasiada de Maomé, o Femen, como afirmou a pesquisadora australiana Susan Carland, as transforma automaticamente em “traidoras religiosas e culturais”. Desta forma, o único feito do Femen é isolar ainda mais essa causa na sociedade árabe e dificultar qualquer tipo de avanço.
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No Brasil, mulher é condenada por fingir orgasmos



O fato de uma mulher ser condenada, em primeira estância, por um comentário publicado em uma rede social, demonstra o quão setores do judiciário brasileiro estão descolados da realidade, produzindo situações que beiram o ridículo.
A publicitária Mara Rocha, de 23 anos, recebeu a condenação em primeira instância por simular orgasmos. O autor do processo disse que teve sua honra ferida após sua ex-mulher ter publicado em uma rede social o seguinte: "Fingir orgasmos... quem nunca?".
Depois da postagem, o caso repercutiu no círculo de amizades dos dois. Ao cobrar explicações de Mara, Carlos Cavalcanti, de 43 anos, recebeu a seguinte resposta: "Não citei nomes, mas se a carapuça serviu, fique à vontade". Após isso, a publicitária ainda provocou o ex-marido: "O infeliz ao invés de ficar tentando satisfazer seu ego deveria é aprender a satisfazer uma mulher na cama".
O juiz Antonio Ribeiro Rocha, do 2º Juizado Cível de Vitória, aceitou a denúncia por difamação e calúnia, condenando Mara a indenizar o ex-marido em dez salários mínimos.
"Ele é tão consciente de sua incapacidade que só me processou por injúria e difamação, porque calúnia ele sabe que não é", provocou a moça novamente.

O judiciário brasileiro dá mais um exemplo de seu machismo empedernido que assola muitas de suas decisões.

Com informações de: JusBrasil

Lutador é demitido do UFC por defender estupro



No UFC desde fevereiro, Miguel Torres não conseguiu completar um ano como atleta da companhia. Um "piada" infeliz  sobre estupro (se é que pode ser considerada como tal), postada na quinta-feira pelo peso-galo, por meio de sua conta no Twitter, custou caro e ele foi demitido do Ultimate.

"Se uma van do estupro fosse chamada de van da surpresa, mais mulheres não se importariam em andar nelas. Todo mundo gosta de surpresas", postou o lutador imbecil em uma demonstração de "diarreia" verbal.

O presidente do UFC, Dana White, concedeu entrevista à "Sports Illustrated" justificando a demissão. O mandatário citou ainda Forrest Griffin, que, recentemente, fez piada com o mesmo assunto e foi advertido.

"Miguel Torres foi cortado do UFC e sua carreira conosco agora acabou. Ele disse que não tinha ouvido o que aconteceu com Forrest. Sério? Onde você mora? Em que tipo de negócio você está? Como você não ouve sobre essas coisas? Você deveria ter prestado mais atenção. Eu não posso defender Miguel Torres. Eu não posso defender o que ele disse porque não faz sentido a não ser quando diz: "Foi uma piada". Bem, não acho que isso é uma piada engraçada. Eu acho que é preocupante", explicou Dana.

Com informações Yahoo Sports.
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