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Debate: Qual o legado das jornadas de junho?


Um ano depois, as manifestações de junho seguem sendo um tema que provoca polêmica e opiniões divergentes sobre os seus significados, legados e quais os desafios que se colocam para a esquerda em geral.
Os diretórios da 1º e 2º zonais do PT de Porto Alegre promovem nesta quinta-feira (31) o debate “Qual o legado das Jornadas de junho?” (31). A atividade inicia às 18h30 no bistrô Alho Poró (Sindbancários – Rua General Câmara, 424).
Participarão do debate Clarissa Cunha (vice-presidente nacional do PT); Marcelo Branco (ativista do software livre) e Marcelo Sgarbossa (vereador do PT-POA). Após o debate, haverá um show com Mari Martinez (voz) e Lucas Hanke (violão).
Quem não puder estar presente, o debate terá transmissão pela internet e poderá acompanhar ao vivo.
Basta clicar no player abaixo!

Existe justificativa para a violência política?



O argumento dos Black Blocs parte de pressupostos equivocados, entre os quais o de que a agressão contra a polícia criará benefícios democráticos.
Desde junho de 2013, o Brasil tem vivido uma experiência inédita em sua história política recente: a apologia e uso da violência em atos e manifestações públicas vinda dos próprios manifestantes.
Ao mesmo tempo, assistimos pasmos a um aumento da violência em público sem precedentes: o incêndio de ônibus no Rio de Janeiro e em São Paulo, as expressões bárbaras de violência em alguns presídios no Maranhão, atos de violência no aniversário da cidade de São Paulo e em diversos episódios ligados ao esporte, como a partida que decretou a queda do Vasco da Gama para a Série B e as comemorações pela vitória do Cruzeiro no Brasileirão em Belo Horizonte. O rojão que matou o cinegrafista da TV Bandeirantes representa o ápice desta trajetória. Todos estes atos apontam a uma direção problemática que merece ser questionada: a profunda legitimação social da violência na sociedade brasileira.

Pichação na sede do PT de Porto Alegre escancara sequestro dos protestos pela direita


Por Erick da Silva

Algumas vezes, um aparente pequeno e isolado ato pode ser emblemático para nos ajudar a compreender um processo conjuntural mais amplo e complexo.

Desde as chamadas "jornadas de junho", o rumo das manifestações passaram por inúmeras transformações e neste inicio de 2014, avizinha-se uma migração definitiva para um outro caráter político, bastante distinto de uma perspectivava de esquerda. Não pretendemos aqui uma analise conclusiva e definitiva, mas as ações dizem muito.

Os protestos no Brasil e o desafio às Ciências Sociais



Duas palavras chaves não podem se perder dos nossos horizontes: democracia e justiça. Afinal, contra quais injustiças as ruas estão realmente lutando?

Por Luciana Ballestrin

As Ciências Sociais possuem singularidades absolutamente distintivas das Ciências Exatas e afins que marcam complexos de inferioridade explicativa ou de superioridade intelectual. Nossa incapacidade de formular “leis” sociais, políticas e culturais atestam para alguns uma clara limitação e impossibilidade científica. O fato de sermos ao mesmo tempo sujeito e objeto nas nossas análises afastam a pretensão positivista da neutralidade, sendo o nosso poder de predição quase nulo diante do laboratório da experiência humana.

Constantemente, a comunidade de cientistas sociais exercem uma espécie de autoanálise que permite compreender e aceitar nossas diferenças no contestável campo científico. Ao identificarmos que a vontade de saber é uma vontade de poder; que a própria construção do que é ciência é inscrita em um processo político e econômico global; que as humanidades institucionalizaram-se com e contra as relações imperiais e coloniais do poder, saber e ser, e que aquilo que é aceito como legitimamente científico produz um tipo de injustiça cognitiva, liberta-nos de comparações inglórias, ao mesmo tempo em que projeta-nos invariavelmente no universo da intelectualidade pública.

Black Block Ruralista


Por Elvino Bohn Gass

O vandalismo mascarado é a marca da tática de guerrilha urbana Black Bloc. Tapam o rosto por uma razão óbvia: sabem que o que fazem é ilegal.

Certo, no atual sistema político brasileiro, de maioria eleita pelo poder econômico, nem tudo que é legal é justo. Não decorre disso, autorização para a depredação do que estiver pela frente. Porque há, sim, no Brasil, um Estado de Direito que, se não atende todas as necessidades da população, de outra parte  – e isto é notório no governo Dilma – cada vez mais amplia espaços, instituições e canais de acesso aos serviços públicos e os qualifica.

O retrocesso democrático da lei antiterror


Uma articulação de senadores pressiona para que a chamada "lei antiterror" seja votada com urgência. Curiosamente esta mesma urgência não foi vista pelo senado para aprovar outros temas caros a população, como a reforma política. Como esta posta, a aprovação da lei antiterror pode colocar a própria democracia em risco.

Por Erick da Silva

Após a morte do cinegrafista Santiago Andrade, da Band, atingido por um rojão durante uma manifestação no Rio de Janeiro, senadores tentam aprovar projeto para tipificar o crime de terrorismo no Brasil. O Projeto de Lei 499, de 2013 aponta como crime inafiançável “provocar ou infundir terror generalizado”, e estabelece penas de prisão de 30 anos para quem for enquadrado como "terrorista".

Stédile: "É erro político fazer mobilização durante a Copa"


Em entrevista a Rede Brasil Atual, um  dos coordenadores nacionais do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile afirma que os protestos são justos e vão continuar, mas a competição faz parte da cultura brasileira e é 'bobeira politizar certos períodos'.

Não vai ter Copa? Vai ter eleição!


Janeiro se encerra tendo a Copa do Mundo assumido destaque no debate político e nas mobilizações sociais no país. Seja nas ruas, como no protesto em São Paulo, ou na rede, o difuso "movimento"do "Não vai ter Copa" teve, até então, o seu momento de maior visibilidade. O "tom" das críticas é variado, cobrindo boa parte do espectro político, indo da extrema-esquerda "Black Block", chegando a setores da mídia conservadora e aos partidos da direita (PSDB, DEM, etc.). Nesta entoada, tem lugar para tudo e para todos, afinal, quem não quer uma "educação padrão Fifa", seja lá o que isso signifique?

No meio disto, 2014 não terá apenas a Copa do Mundo, há uma eleição presidencial e setores conservadores mal conseguem disfarçar a intenção de capitalizar este "movimento" Anti-Copa para provocar a derrota da presidenta Dilma e a condução de algum de seus candidatos preferenciais ao Palácio do Planalto, como Aécio Neves ou Eduardo Campos. 

O desafio de buscar compreender toda a complexidade do atual momento político do Brasil, não é uma tarefa fácil, mas necessária e urgente. O artigo do jornalista Marco Aurélio Weissheimer aponta pistas valiosas sobre a atual conjuntura política. É neste cenário que teremos que atuar nos próximos meses e "calibrar" a nossa compreensão deste processo político.


Vai ter eleição!

Por Marco Aurélio Weissheimer

Vai ter Copa. Não vai ter Copa. Anti-Copa. Como era previsível, o ano começa com a Copa do Mundo ocupando lugar destacado no debate público e midiático. Mais midiático do que público, no momento. É importante lembrar que a Copa do Mundo não é o acontecimento mais importante de 2014. Há quem ache que não vai ter Copa. Mas não há dúvida sobre outro fato: vai ter eleição. E os movimentos políticos em torno da Copa Mundial de Futebol estão todos subordinados, goste-se ou não, à eleição presidencial. Não é uma eleição presidencial qualquer. Ela define o futuro do maior país da América Latina e, de modo indireto, de todo o continente. Com o passar dos meses, essa agenda vai se impor ao debate político do país exigindo escolhas e definição de posicionamentos.

Tarso Genro: O junho que nos desafia


Por Tarso Genro

A coruja de Minerva alça voo ao entardecer, dizia Hegel na sua já batida, explorada e  genial sentença sobre o entendimento da História. Proponho que nos esforcemos para “lograr” Hegel e nos esforcemos para apressar nosso entendimento sobre junho de 2013.

Penso que até agora foram insuficientes as análises feitas pela esquerda - de todas as origens, inclusive as anarco-socialistas - sobre os movimentos  de junho do ano passado, como seguramente esta também o será. Uma parte da área acadêmica (e da direita pós-moderna), por outro lado,  com o apoio da “grande mídia”,  apressou-se em espasmos de júbilo. Já etiquetavam positivamente os movimentos que estavam “começando um novo Brasil”, reverenciando um possível fracasso do projeto político que vem dirigindo o país desde 2002. Quando as ruas se voltaram também contra eles, passaram a ser mais cautelosos: recolheram a sua clientela de classe média para o recesso dos seus bares e dos seus lares.

"Batman do Leblon": vídeo sintetiza atual momento dos protestos no Brasil


Desde as chamadas "jornadas de junho" muita confusão tem imperado sobre o atual momento do Brasil. Neste mar de opiniões difusas e contraditórias, um vídeo tem feito sucesso na internet e nos brinda com uma rara síntese de todo este confuso processo político em curso.

Black blocs: paradoxos e imposturas intelectuais


O fenômeno envolvendo os chamados “black blocs” traz consigo alguns paradoxos que vem expondo imposturas intelectuais perigosas para a democracia. Cabe, aqui, qualificar bem em que sentido está sendo usada a palavra “impostura”. É em seu sentido mais literal mesmo: ação de enganar com falsas aparências ou falsas imputações. Pois não faltam falsas aparências e falsas imputações neste debate, se é que pode ser chamado assim. A primeira delas é que há muito sendo dito sobre os “black blocs”, mas a maior parte é por terceiros, ou seja, por pessoas que não reivindicam fazer parte desse…grupo, movimento…(??). Uma frase repete-se com frequência nestas falas: eu sou contra sair quebrando tudo, mas…A tolerância expressa na adversativa mal consegue disfarçar a frouxidão com que é tratada a primeira parte da frase: por que é mesmo que você é contra sair quebrando tudo?

O desafio da esquerda (sobre os protestos de junho)


Por Fabiano dos Santos

“Os homens fazem a sua própria história, mas não a fazem como querem: não a fazem sob circunstâncias de sua escolha e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado”. A frase consta do primeiro parágrafo da clássica obra de Karl Marx, O 18 Brumário de Luís Bonaparte. Segundo o genial analista político alemão, as circunstâncias são essenciais para entender o sentido e efeito das escolhas e os cursos de ação tomados pelos indivíduos e grupos sociais. Circunstâncias podem ser entendidas como um conjunto de fatores que escapam ao desígnio dos agentes da história, isto é, que não dependem de sua vontade, mas que, no entanto, serão determinantes para o resultado final do processo. Processo aqui entendido como conflito, como disputa e alianças entre indivíduos e grupos tendo em vista a defesa de seus interesses, valores, ideias e identidades.

Os 'blacksurdos' de todo lugar: sintomas do nosso tempo


Por Flávio Aguiar

Há dois complexos esquizos que polarizam a vida cultural brasileira.
De um lado, temos o "complexo de galinheiro", ou seja, no grande e exótico zoológico mundial, onde pontificam as feras extraordinárias, águias imperialistas, leões colonialistas, ursos alpinos e albinos, tigres asiáticos, touros ibéricos, unicórnios gauleses, impérios do sol nascente, gigantes comunistas convertidos à azia capitalista etc., nós, brasileiros, seríamos um "puxadinho" onde habitam galinhas poedeiras e galinhos garnizés. Este é mantido pela mídia conservadora.
Do outro, o "complexo de império": somos autossuficientes, nos explicamos por nós mesmos, as tendências internacionais se afogam no Atlântico, somos uma autogestão de tendências políticas. Mais lacônico, mas não menos complexo do que o outro. Este também é mantido pela velha mídia. E por vezes pela alternativa também.
O Brasil não foge às tendências mundiais. Pode segui-las retardariamente, ao compasso, ou pode até antecipá-las. Mas segue plugado, desde sempre, no capitalismo internacional de onde não arredará um passo. Pelas próximas décadas, pelo menos.

Capital Inicial no Rock in Rio: a glória da rebeldia desinformada


Por Kiko Nogueira


Aos 49 anos, cabeleira negra como a asa da graúna, tatuagens, sarado, Dinho Ouro Preto, vocalista do Capital Inicial, vive um bom momento em sua carreira. Sua banda esteve no Rock In Rio e tocou para uma plateia entusiasmada no palco principal.
Dinho fez um discurso em que atacou os políticos. “Esse Natan Donadon, cara, esse primeiro presidiário congressista, cara, o próprio congresso, cara, por ter mantido o cargo desse sujeito, falou, cara…”. Emendou com uma “canção de protesto” chamada “Saquear Brasília”, que rima “hipocrisia” com “todo dia”.


Lincoln Secco: O vandalismo



Por Lincoln Secco


“Os protestos são legítimos desde que não haja vandalismo”. Quem nunca ouviu este mantra nos últimos tempos? Não vale a pena buscar no velho socialista Houaiss a definição do vocábulo. Vandalismo é tudo aquilo que destoa da mensagem dos monopólios dos meios de comunicação. Assim, compara-se a quebra de uma vitrine de um Banco a um ato violento. Ora, a violência é uma relação social entre pessoas.
É estranho que o espancamento de manifestantes seja tratado como “confronto” e o ataque a símbolos da ostentação capitalista seja algo violento. É só assim que a desumanização do discurso burguês chega ao paroxismo. A reunião para protestar nas ruas torna-se formação de quadrilha, especialmente se pretende denunciar a verdadeira quadrilha do PSDB que assaltou o Estado de São Paulo ou a administração desavergonhada de Cabral no Rio de Janeiro.

Leonardo Boff: A refundação do Brasil? O sentido oculto das manifestações de rua


Compreender os sentidos dos protestos de junho é um processo cujo desfecho ainda está inconcluso. Leonardo Boff, em seu artigo, busca analisar "o sentido oculto das manifestações", os inserindo dentro do contexto histórico e social brasileiro, com uma perspectiva de futuro.

"Efetivamente, até hoje o Brasil foi e continua sendo um apêndice do grande jogo econômico e político do mundo. Mesmo politicamente libertados, continuamos sendo reconolizados, pois as potências centrais, antes colonizadoras, nos querem manter ao que sempre nos condenaram: a ser uma grande empresa neocolonial que exporta commodities."

Disputar a energia das ruas para um projeto transformador no país, que conduza a uma verdadeira "refundação do Brasil" é necessário nesta, talvez, inigualável chance histórica. Conseguiremos dar esse "passo a frente"?


Wallerstein: Levantes aqui, ali e em toda parte


O sociólogo Immanuel Wallerstein descreve cinco traços comuns aos movimentos políticos que tomam as ruas do mundo. Ele aponta que eles se inserem em um cenário de uma transição estrutural: de uma economia mundial capitalista que está se esgotando para um novo tipo de sistema. Este novo sistema pode ser melhor ou pior. Essa seria a batalha real.

Por Immanuel Wallerstein

O levante, agora persistente, na Turquia foi seguido por uma revolta ainda maior no Brasil, que por sua vez foi acompanhada por manifestações menos noticiadas, mas não menos reais, na Bulgária. Obviamente, esses protestos não foram os primeiros, e muito menos os últimos de uma série realmente mundial de revoltas nos últimos anos. Há muitas maneiras de analisar este fenômeno. Eu o vejo como um processo contínuo de algo que começou com a revolução mundial de 1968.


É claro que todas as revoltas são particulares em seus detalhes e na correlação de forças interna em cada país. Mas existem certas similaridades que devem ser notadas, se quisermos dar sentido ao que está acontecendo e decidir o que todos nós, como indivíduos e como grupos, deveríamos fazer.

A vitoriosa ocupação da Câmara de Porto Alegre


Por Erick da Silva

Quando dezenas de jovens integrantes do Bloco de Lutas pelo Transporte Público iniciaram a ocupação da Câmara de Vereadores de  Porto Alegre na noite de quarta-feira (10/07), poucos poderiam arriscar com exatidão o desenrolar que o movimento assumiria e seu desfecho.

Tendo o Passe Livre e a transparência nas contas das empresas de transporte público como principais reivindicações, a ocupação rapidamente ganhou força.

Rede Globo tem prédio atacado em manifestação no Rio



Globo acreditou que poderia ficar imune aos protestos e manipular politicamente para seus propósitos, percebe agora que ela também é "vidraça" e que as pedras também são arremessadas contra o monopólio midiático!

Um prédio administrativo da Rede Globo experimentou um dia de fúria de manifestantes nas ruas do Rio no bairro do Leblon. O fato ocorreu à noite, a tempo de ser noticiado no Jornal da Globo, mas a emissora escondeu a notícia.

No final da tarde uma primeira manifestação ocorria perto da residência do governador Sérgio Cabral (PMDB), na esquina da avenida Delfim Moreira com a rua Aristides Espínola, no Leblon. Outra, ocorria com moradores da Rocinha, na Gávea, que protestavam por causa do desaparecimento de um morador da comunidade. O grupo formado por cerca de 100 manifestantes, de acordo com a Polícia Militar, chegou a fechar a autoestrada Lagoa-Barra por alguns minutos.

Depois, eles seguiram em passeata até o Leblon, onde se juntaram ao grupo que estava nas proximidades do prédio onde mora o governador. De acordo com a PM, cerca de 700 pessoas estavam no local de forma pacífica, fechando a avenida Delfim Moreira. Depois saíram em passeata pelas ruas do Leblon. Em algum momento, o confronto começou. A polícia sotou bombas de gás lacrimogêneo e tiros de borracha para dispersar.

Alguns manifestantes fizeram barricadas com lixo em chamas, materiais de obra, placas de trânsito. Uma minoria depredou lojas e bancos. No caminho, apedrejaram um prédio administrativo da Rede Globo. Coquetéis molotov foram lançados e a porta do prédio foi arrombada. Seguranças lançaram água de extintores no grupo que tentava forçar a entrada no local. Um carro do SBT foi pichado.



Com informações NINJA e Portal Terra
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Tarso Genro: Para o gigante, já acordado, caminhar melhor


A tese do “gigante acordou”, acarinhada pela direita conservadora e pela grande mídia no período das manifestações recentes, é uma fantasia manipulatória neoliberal. Ela tem por objetivo criar um caldo ideológico destinado a “naturalizar” a tese de que o Brasil precisa embarcar nas “reformas” que vem sendo feitas, atualmente, no continente Europeu.
Esta fantasia faz um jogo sujo, do ponto de vista histórico, para promover uma omissão que torna invisível o povo trabalhador e outros atores sociais progressistas, no processo das grandes lutas que precederam e sucederam a Constituição de 88.