Por Raul Pont
Raul Pont: Cai a máscara do trabalhista Lasier Martins
Por Raul Pont
Ana Amélia foi CC do marido no Senado enquanto era diretora da RBS
Marco Civil da Internet é aprovado no Senado
De olho nas eleições, PSOL e PSB se unem ao PSDB para criar CPI da Petrobras
Por Marco Weissheimer
O retrocesso democrático da lei antiterror
Uma articulação de senadores pressiona para que a chamada "lei antiterror" seja votada com urgência. Curiosamente esta mesma urgência não foi vista pelo senado para aprovar outros temas caros a população, como a reforma política. Como esta posta, a aprovação da lei antiterror pode colocar a própria democracia em risco.
Por Erick da Silva
Após a morte do cinegrafista Santiago Andrade, da Band, atingido por um rojão durante uma manifestação no Rio de Janeiro, senadores tentam aprovar projeto para tipificar o crime de terrorismo no Brasil. O Projeto de Lei 499, de 2013 aponta como crime inafiançável “provocar ou infundir terror generalizado”, e estabelece penas de prisão de 30 anos para quem for enquadrado como "terrorista".
Passe livre e a malandragem de Renan Calheiros
Por Erick da Silva
O presidente do senado Renan Calheiros (PMDB) resolveu repentinamente, "ouvir as vozes das ruas" e comunicou, nesta terça-feira (25/06) o seu repentino "pacote de boas intenções". Mas, como diria a sabedoria popular, de "boas intenções o inferno está cheio", é bom olharmos com atenção o conteúdo do que ele está propondo e quais são as suas reais intenções com este gesto político.
A principal proposta ventilada pelo senador Renan é apresentar o passe livre para todos os estudantes do país. Os recursos para pagar pela tarifa zero viria, segundo ele, dos recursos obtidos com o pagamento de royalties do petróleo, cuja arrecadação a Câmara aprovou que 75% se destinará a educação.
Senador Paim faz alerta: Governo vai propor flexibilizar a CLT
Fim da linha para Demóstenes Torres
Demóstenes é cassado. Falta a Veja!
Por Altamiro Borges
Numa sessão histórica do Senado Federal, o ex-demo Demóstenes Torres teve seu mandato cassado hoje por 56 votos a favor, 19 contra e cinco abstenções. O placar foi arrasador e enterra de vez o falso moralista e um dos políticos mais direitistas do período recente, que se projetou graças ao apoio da mídia "privada". É a segunda vez na história que o Senado cassa um mandato parlamentar - o primeiro punido foi outro famoso conservador, o senador Luiz Estevão, também muito chegado aos veículos de comunicação.
"O senhor feriu de morte a dignidade do mandato", disse o senador Pedro Taques (PDT-MT), que relatou o processo na Comissão de Constituição e Justiça. "Quem lhe condena é o seu passado", afirmou o senador Humberto Costa (PT-PE), que relatou o processo no Conselho de Ética. Demóstenes Torres, o assassino de reputações, o paladino da ética e o líder da oposição de direita, não teve como justificar as suas íntimas e milionárias ligações com a quadrilha de Carlinhos Cachoeira.
Tendo enviado ao inferno o ex-demo, cabe agora à CPMI do Cachoeira aprofundar as investigações sobre as relações do ex-demo com outros setores empresariais e midiáticos. Demóstenes Torres só se projetou na política graças ao apoio da mídia demotucana. A revista Veja chegou a chamá-lo de "mosqueteiro da ética" e produziu várias capas a partir desta fonte criminosa. O que ela ganhou nesta relação promíscua? Quais foram seus objetivos comerciais e políticos? Demóstenes já vai tarde! Mas e os outros cupinchas?
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Senador foi abduzido por extraterrestre?
O senador Alvaro Dias (PSDB), tentando fazer graça (e ganhar seus preciosos 15 minutos de fama) durante a CPI do Cachoeira, partiu para o besteirol e tentou desqualificar a palavra do depoente, Luiz Carlos Bordoni. Quem acabou se desqualificando, e mostrando seu total descompromisso com as investigações da CPI do Cachoeira foi justamente o senador Alvaro Dias.
Não teria sido ele o "abduzido por extraterrestre"?
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Diretores do Ecad serão indiciados por formação de quadrilha, cartel e apropriação indébita
Jader Barbalho: caretas simbolizam o (des)respeito a opinião pública
Daniel, 9 anos, filho do senador Jader Barbalho (PMDB), protagonizou um espetáculo de caretas durante a entrevista que o pai concedeu após ter sido empossado senador na tarde desta quarta (28).
Em outubro do ano passado, o STF havia decidido que o registro de candidato de Barbalho deveria ser negado com base na Lei da Ficha Limpa. Mas depois que o Supremo derrubou a validade da Ficha Limpa para 2010, a defesa de Barbalho recorreu para que ele pudesse assumir o mandato.
Embora barrado pela Ficha Limpa, Barbalho recebeu na eleição do ano passado 1,8 milhão de votos, quantidade suficiente para ocupar uma das vagas de senador pelo Pará. Impedido de assumir, foi substituído por Marinor Britto (PSOL-PA), que obteve 727,5 mil votos.
A atitude do garoto foi da mais pura e despretensiosa molecagem. Mas não deixa de guardar certo simbolismo com o momento político que representa a volta de Jader Barbalho ao Senado. Senador com uma trajetória nebulosa, permeada por graves denúncias, mas sempre contando com bons advogados, conseguiu invariavelmente safar-se. Agora, com o apoio do Supremo, volta ao Senado. Opinião pública, para eles, nada vale!
O gesto do menino pode ser um contundente exemplo de sinceridade infantil ao conseguir expressar a vontade do pai naquele momento!
Fotos: Beto Barata (Agência Estado)
O silêncio de Pedro Simon

O Senador Pedro Simon, do PMDB, sempre buscou se notabilizar pelos discursos exaltados em defesa de uma suposta "ética" na política. Sempre tentou destacar que ele é do "PMDB Gaúcho" ou do "velho MDB'', tentando desvincular a sua imagem da sua sigla nacional, que invariavelmente, de tempos em tempos, esta vinculada a algum escândalo.
Agora que o Rio Grande do Sul está envolto no maior escândalo politico de sua história, onde evidências inequívocas de corrupção assolam o Palácio Piratini, qual tem sido o comportamento do nosso sempre vigilante Senador?
Um gritante silêncio assola ao Senador Pedro Simon.
Nenhuma discurso inflamado e verborrágico na tribuna do Senado para exigir qualquer tipo de investigação, providências, etc. envolvendo os sucessivos escândalos no Governo Yeda. E já se vão alguns meses desde que as primeiras denúncias vieram a público. Falta de tempo para analisar as acusações ou ausência de "fatos novos'' ele não pode alegar. Se há uma coisa que o governo da Yeda se expecializou até agora é em produzir escândalos quase que diariamente, ainda que muitos sejam gentilmente abafados pela sempre generosa mídia local.
Quanto ao seu partido, o comportamento dos Deputados do PMDB gaúcho na Assembleia Legislativa não poderia ser mais sintomático da falta de rumos e coerência que assolam a sigla. Desde o inicio, tentaram de todas as formas boicotar a CPI, depois que já havia assinaturas suficientes para sua instalação, correram para assinar.
Mal tinham assinado a CPI, já saíram reclamando do teor do requerimento, muito amplo, na avaliação deles. Traduzindo: queriam que a Operação Solidária fosse varrida do
requerimento. Para quem não sabe, esta é uma operação da Polícia Federal que tem alguns dos principais caciques do PMDB gaúcho envolvidos em um esquema que pode tornar o escândalo do Detran "troco", comparando-se o volume de dinheiro público desviado.
E agora eles partem para uma tentativa aberta de boicote ao funcionamento da CPI, vale lembrar que no inicio das denúncias, a Governadora Yeda deu um recado para todos os seus aliados "não cairei sozinha!". Parece que a chantagem funcionou e a base do governo segue alinhada e perfilada em uma aberta operação de esvaziamento da CPI.
Contraditoriamente, o Senador Simon segue silenciando sobre todos esses acontecimentos.
No máximo se limita a atacar ao Sarney (importante lembrar que também é do PMDB) e lançar alguma crítica descontextualizada ao governo federal.
Quanto ao que está acontecendo na política local, do estado que o elegeu Senador, o silêncio permanece. Quando o Senador Pedro Simon irá romper o silêncio sobre a corrupção no Governo Yeda? Será que só falará a respeito no ano que vêm, quando Simon deverá tentar mais uma reeleição ao Senado, esperando contar com o "esquecimento" das pessoas quanto ao seu apoio desde a primeira hora para a Yeda? Se for essa a aposta do Senador, é possível que venha a ter uma surpresa desagradável nas urnas.
Crédito da foto Daniel de Andrade-Gaia
PMDB é responsável por Sarney, afirma Pont

O deputado Raul Pont declarou que a bancada do PMDB deveria exigir de sua direção partidária o afastamento ou expulsão do presidente do senado José Sarney. A manifestação do parlamentar foi realizada nesta terça (4), durante sessão plenária, em repúdio à nota da bancada do PMDB na Assembléia Legislativa que se diz perplexa com a blindagem do governo petista ao senador.
Simon: de parlapatão a Chernobyl

O duelo que descambou em um bate-boca entre Pedro Simon, Fernando Collor e Renan Calheiros, ontem no Senado, ganhou grande destaque na grande mídia nacional.
Teve cenas pitorescas, como a “fúria” do Collor contra Simon, onde este chamou o Senador gaúcho de “Parlapatão”. Muita gente teve de correr ao dicionário para entender o ataque do Collor.
Mas tirando toda a já conhecida verborragia do Simon, sempre um grande orador, eloqüente em suas defesas pela “ética pública”, mas que sempre se silencia quando se trata da Governadora Yeda ou do Dep. Eliseu Padilha, seus aliados de primeira hora.
O que realmente merece uma atenção maior são os ataques deferidos por Renan.
O blog do Noblat reproduz as notas taquigráficas do bate-boca, onde Calheiros levanta insinuações sobre a participação de Simon em um polêmico episódio de importação de carne da região de Chernobyl durante a presidência de José Sarney (quando Simon foi ministro da Agricultura e, depois, governador do RS). Além disso, Calheiros fustiga Simon repetidas vezes com uma pergunta: “V. Exª conhece a Por do Sol?”. Simon preferiu ater-se ao episódio da importação de carne, dizendo que Calheiros estava mal informado. Sobre a “Por do Sol”, limitou-se a responder: “É impressionante, é impressionante!”.
Aguardemos que esta não seja mais uma pergunta sem resposta, como tantas que já temos por esses pampas, tão envoltos em uma zona turva de suspeitas graves de corrupção deste grupo que dirige o Palácio Piratini.
A crise de um Senado em crise
Votação da CPMF: A noite dos longos punhais
Foi votada, após longas semanas de polêmicas, a CPMF e a proposta do governo foi derrotada. Flávio Aguiar, da Carta Maior, nos traz uma boa análise do ocorrido, ao qual, reproduzo alguns trechos. Recomendo a leitura integral, que pode ser acessada aqui."Foi uma noite de punhaladas. O debate sobre a CPMF começou ao fim da tarde do dia 12 e terminou na madrugada do dia 13 – dia simbólico, foi o da assinatura do Ato-5, que criou a ditadura dentro da ditadura.










