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Antonio Prata - O último a sair, acende um baseado


Por Antonio Prata

Desde os longínquos anos oitenta do século passado, quando perigava do Lula ganhar as eleições presidenciais, a direita brasileira ameaça deixar o país. Segundo apregoava o então presidente da Fiesp, Mario Amato, em caso de uma vitória petista, 800 mil empresários picariam a mula: "O último a sair, por favor, apague a luz do aeroporto", teria dito.
Neste segundo mandato de Dilma Rousseff, o projeto da diá$pora voltou com tudo. Pelo que leio e ouço por aí, tem mais rico brasileiro se mudando pra Miami, hoje, do que turista japonês tirando foto da Mona Lisa no Louvre.

Como diria Lenin, "Que fazer?"


Por Erick da Silva

Vivemos tempos defensivos e de resistência, onde a ofensiva conservadora mostra-se despudorada em atacar direitos trabalhistas; onde um juizinho irrelevante do Paraná converte-se em o novo "paladino da justiça e da moral" nacional (ao arrepio da constituição); onde reaças vão as ruas bradar apelos a golpes de estado e a supressão de direitos sem nenhum constrangimento; onde o nosso imperfeito sistema eleitoral poderá vir a se tornar ainda pior, caso a reforma do PMDB seja aprovada; entre tantas outras nuvens que pairam no céu com sua trovoada anti-popular.

Nestes tempos turvos, por ocasião do aniversário de nascimento do revolucionário russo V.I. Lenin neste último dia 22 de abril, de forma retórica, me ocorre a velha pergunta: que fazer?


A segunda-feira em que perdemos Eduardo Galeano


Por Erick da Silva

Segunda-feira é mundialmente conhecido como o pior dia da semana.

Não a toa que muitos se deprimem ao final de domingo, pois a segunda está se aproximando de maneira incontornável.

A segunda carrega consigo uma indelével ressaca moral. A fantasia e o ócio cedem lugar ao concreto dos compromissos e a alienação da rotina.

Para aqueles e aquelas que, de diferentes formas, se identificam com a esquerda, em seu sentido mais amplo do conceito, esta segunda, 13 de abril de 2015, foi ainda mais dolorosa que o habitual: perdemos Eduardo Galeano.

Tomar um chimarrão é fazer a revolução?


Por Erick da Silva

Caminhar na rua, recolher o lixo alheio, tomar um chimarrão, andar de bicicleta ou cumprimentar um vizinho. Coisas banais, corriqueiras que para a maioria das pessoas são vistas com naturalidade. Para alguns, no entanto,  ações como estas, que aparentemente em muito pouco interferem no curso da sociedade passaram a ser vistas como a expressão de ações "revolucionárias" que podem mudar o mundo.

Afirmam estes: "É o futuro chegando hoje! Graças a internet tudo é possível!" Afinal hoje "as pessoas estão envolvidas na apropriação criativa de tecnologias para fazer algo por sua própria escolha", não mais havendo espaço para a velha figura do patrão e do empregado. Exploração só existe para quem as aceita ou não entendeu que é possível superá-la apenas com atitude!

Uma espécie de reação "pós-ideológica", sem horizontes mais largos, sem perspectivas de mudanças reais. Uma "nowtopia", uma utopia do agora, restrita ao horizonte curto da próxima semana ou no máximo do ano que vêm.

A vitória da esquerda nas eleições do Uruguai


Os uruguaios elegeram nesse domingo (30) o sucessor do presidente José Pepe Mujica: no dia 1º de março, o médico socialista Tabaré Vázquez será reconduzido ao cargo, que ocupou de 2005 a 2010. Este vai ser o terceiro governo consecutivo da coligação de partidos de esquerda, Frente Ampla.

Esta vitória da esquerda nas eleições uruguaias carrega consigo a confirmação de um processo de hegemonia das forças progressistas na América do Sul.

Emir Sader: Cadê a análise autocrítica da esquerda?


Por Emir Sader

Em meio a sofrida vitória da Dilma, a esquerda sofreu duros reveses. A própria vitória apertada é um chamado de atenção, que tem que recair sobretudo na falta de democratização dos meios de comunicação, erro fundamental do governo, que quase leva ao fim do ciclo de governos progressistas no Brasil.

Mas a seu lado há outros reveses significativos, como o de um Congresso mais conservador, de diminuição das bancadas da esquerda – do PT mas, pior ainda, a queda de 50% da bancada do PCdoB -, com a derrota de muitos importantes parlamentares de esquerda. Por mais que o financiamento privado das campanhas pese, ele teve o mesmo efeito da eleição anterior, mas o resultado é claramente pior, revelando uma perda de representatividade dos parlamentares da esquerda, como resultado do desgaste das campanhas da mídia, mas também de um  desempenho pioro do que o que existia anteriormente na defesa das grandes causas populares.

Roberto Amaral: Deter o conservadorismo


O suicídio histórico está à mão de todos, inclusive dos partidos. Quantas organizações já floresceram em nosso solo e nele encontraram seu féretro? Na Europa de hoje vive-se a agonia dos antigos partidos socialdemocratas (como o Partido Trabalhista inglês) e socialistas, como o lamentável Partido Socialista francês ou o Partido Socialista Operário espanhol. Antes, se haviam desnaturado os partidos comunistas ortodoxos, de especial o esperançoso Partido Comunista Italiano de Gramsci e Togliatti. Uns e outros, e nós aqui, a esquerda de um modo geral, não conseguimos nos desfazer, racionalmente, dos escombros do Muro de Berlim.  Mirando sem olhos para ver, sem engenho e arte (ou coragem), renunciamos à missão de construir, ou pelo menos projetar, o socialismo do século XXI. O passado nos prende e o futuro assusta.

Filosofia em charges: Slavoj Zizek - Da Tragédia à Farsa






Vídeo com legendas em português, mas tem que clicar em CC






Rafael Correa aponta a ameaça de restauração conservadora na América Latina


Para Rafael Correa, presidente do Equador, o aturdimento em que caíram as antigas direitas nacionais e internacionais depois da “débâcle” do neoliberalismo já foi superado; no momento, observa-se claramente uma coordenação das forças reacionárias mundiais, continentais e nacionais.

Em passagem recente pelo Brasil, o presidente do Equador, Rafael Correa, concedeu entrevista exclusiva ao Bra­sil de Fato. Além do jornalista Beto Al­meida, que representava o jornal e a TV Cidade Livre, de Brasília, também par­ticiparam dela o jornalista Valter Xéu, da página Pátria Latina, e o sociólogo Emir Sader.

O gol contra de Vladimir Safatle


Por Erick da Silva

Houve um tempo em que a figura política do "intelectual" exercia um importante papel na sociedade. Os franceses Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir seguramente foram os mais influentes e significativos exemplos no século XX deste perfil de intelectual que não restringe sua atuação aos "muros da universidade". Com o fim do comunismo soviético e a vitória relativa do neoliberalismo este perfil de intelectual foi modificado, perdendo muito de sua relevância pública, não raro voltando-se quase que exclusivamente para dentro da vida acadêmica, alheios ao mundo que os cerca.

Felizmente nem todas e todos seguiram esse roteiro e trilharam caminhos buscando combinar o esforço reflexivo com uma atuação militante. Intelectuais que se dispõem a disputar publicamente suas posições é algo que devemos louvar, principalmente, tratando-se de um intelectual de esquerda, figura sempre "maldita" pelos grandes meios e cujo espaços são duramente conquistados. Furar o bloqueio é uma tarefa difícil e Vladimir Safatle é um destes raros casos. Professor livre-docente da USP, tornou-se conhecido por um público maior sobretudo por sua atividade como colunista no jornal Folha de S. Paulo. Ainda que não necessariamente concordando com todas suas colocações, seus artigos eram elementos de rara crítica em uma mídia dominada pelo culto ao "deus mercado".

No entanto, o Safatle que anteriormente buscava articular importantes reflexões críticas sobre a sociedade, tendo alguns momentos de brilhantismo e inspiração, teve suas análises afetadas após as "jornadas de junho". Ao final de 2013, quando se filia ao Psol com a perspectiva de ser candidato pela sigla ao governo de São Paulo, colocou-se claramente em um outro lugar, isto é, o da disputa institucional e partidária - o que obviamente não deve ser objeto de crítica. O grande problema parece ter vindo depois da não confirmação da sua candidatura, visivelmente expressado em dois artigos anti-copa.

Guatemala: O golpe que radicalizou Che Guevara


Por David T. Rowlands

Sessenta anos atrás, em junho de 1954, um golpe orquestrado pela CIA destituiu o governo reformista de Jacobo Arbenz Guzman na Guatemala. O golpe instalou um regime brutal de direita e décadas de repressão sangrenta.

Esse evento, tão notório nos anais do imperialismo norte-americano, foi chave para Guevara, pois foi nesse país da América Central, onde a viagem pela estrada dele terminou, que seus pensamentos iniciais sobre marxismo, anti-imperialismo e indígena, se fundiram em um dramático e galvanizador momento.

O capital está vencendo. Como a esquerda pode barrá-lo?


Por Tarso Genro

A  lenta, mas firme desagregação da esquerda européia depois da quebra da URSS, está  ancorada em fatores “objetivos”, tais como as mudanças no padrão de acumulação capitalista -“pós-industrial” como já analisavam alguns economistas  há  trinta anos - que atravessaram a sociedade de alto a baixo. Estas mudanças alteraram  as expectativas políticas, o modo de vida, as demandas do mundo do trabalho e da constelação de prestadores de serviços, dos técnicos das atividades da inteligência do capital, dos sujeitos dos novos processos do trabalho e de amplos contingentes da juventude. Estes, originários de famílias das classes médias, que perderam o seus “status” social e o seu poder aquisitivo, adquiridos na era de ouro da social-democracia. A social-democracia não se renovou, nem o comunismo, para responder a estas transformações.

Žižek: O Desejo e o Fascismo contemporâneos


Que estranha relação existe entre a luta de Julian Assange, confinado numa embaixada do Equador, e a resistência a Hitler?

Por Slavoj Žižek

Em dezembro de 2013 visitei Julian Assange na embaixada equatoriana localizada logo atrás da loja Harrods em Londres. Foi uma experiência um tanto deprimente, apesar da gentileza do pessoal da embaixada. A embaixada é um apartamento de seis cômodos sem jardim anexo, de forma que Assange não pode nem dar uma andada diária ao ar livre. Ele também não pode pisar para fora do apartamento, ao corredor principal da casa – policiais esperam por ele lá. Algo como uma dúzia deles estão o tempo todo em torno da casa e em alguns dos prédios circundantes, um deles inclusive debaixo de uma pequena janela de banheiro que dá para o jardim dos fundos, caso Assange tente escapar por aquele buraco na parede. O apartamento é grampeado de cima a baixo, sua ligação de internet é suspeitosamente lenta… então como assim o Estado britânico decidiu empregar em torno de 50 pessoas em tempo integral para vigiar Assange e controlá-lo sob o pretexto legal de que ele se recusa a ir à Suécia para ser questionado sobre uma má conduta sexual leve (não há acusações legais contra ele!)? É tentador se tornar um thatcherista e perguntar: onde está a política de austeridade aqui? Se um ninguém como eu fosse procurado pela polícia sueca para uma interrogação semelhante o Reino Unido também empregaria 50 pessoas para me vigiar? A pergunta séria está aqui: de onde brota tal desejo ridiculamente excessivo de vingança? O que Assange, seus colegas e fontes denunciantes fizeram para merecer isso?

Emir Sader: A esquerda e a ditadura




Por Emir Sader

O golpe militar foi um choque muito maior do que o esperado, mesmo pelos que anunciavam que o governo do Jango seria interrompido por uma ação golpista dos militares. Era uma geração que não conhecia praticamente ditadura, salvo alguns comunistas remanescentes do período getulista, que mesmo assim teve um caráter diferente.

Lenin: 90 anos do maior revolucionário do século XX


Este ano se completaram 90 anos da morte de Vladimir Ilitch Ulianov, mais conhecido como Lenin. Apontado por muitos como o maior revolucionário do século XX, liderou o processo de construção da primeira experiência de um governo operário da história, na extinta União Soviética. É sabido a necessidade de avaliarmos criticamente a experiência russa e condenarmos muitos dos descaminhos que o comunismo soviético teve, após a morte de Lenin e a ascensão de Stalin.
No entanto, não podemos prescindir de reconhecer a importância histórica de Lenin e sua contribuição para a luta dos povos em todo o mundo. O artigo abaixo de Eduardo Mancuso traz uma série de importantes elementos, a partir da trajetória da vida de Lenin, que nos auxiliam a vislumbrar a sua atualidade.

Bolívar e Chávez: o espírito da determinação radical


Um ano após a morte de Hugo Chávez, como homenagem, reproduzimos aqui artigo de István Mészáros, publicado originalmente da edição de número 8 da revista semestral Margem esquerda: ensaios marxistas, que a editora Boitempo disponibilizou em seu Blog.
Por István Mészáros
“Penas levadas pelo vento”
No verão de 2005, a Venezuela comemorou o bicentenário do juramento de Simón Bolívar, feito na presença de seu grande professor, Simón Rodríguez, um homem que, bem antes de Marx, frequentou sociedades secretas socialistas em Paris e regressou à América do Sul apenas em 1823. O juramento de Bolívar ocorreu em 15 de agosto de 1895, nos arredores de Roma. O próprio local – a colina do Monte Sacro –, que foi escolhido em conjunto para a ocasião solene, já constituía uma indicação da natureza do compromisso histórico do jovem Bolívar. Pois foi precisamente na colina do Monte Sacro, vinte e três séculos antes, que consta ter ocorrido o protesto revoltoso dos plebeus contra os patrícios da Roma Antiga, sob a liderança de Sicínio. Diz-se que a rebelião da população romana daquele tempo foi apaziguada graças à retórica de um notório pilar da ordem estabelecida, o senador Menênio Agripa, que pregou a eterna visão familiar de que o povo “que não está destinado a governar” deveria aceitar de boa vontade “seu lugar na ordem natural da sociedade”. Num firme desafio à visão resignada que emana das iníquas relações de poder impostas com êxito por toda a parte, o jovem Bolívar exprimiu no Monte Sacro sua determinação em dedicar sua vida à luta, com vista a um final vitorioso contra o domínio colonial em sua parte do mundo. Foram estas as suas palavras:
“Juro diante de ti, juro pelo deus de meus pais, juro pelos meus antepassados, juro pela minha honra e juro pela minha pátria que não permitirei que nem o meu braço nem a minha alma descansem até termos rompido os grilhões que nos oprimem por vontade do poder espanhol.”1
Bolívar nunca vacilou em sua determinação radical, conforme expressa seu juramento, nem mesmo sob as circunstâncias mais adversas. Os anos seguintes fizeram-no perceber que era preciso haver mudanças fundamentais não só nas relações políticas e militares internacionais como, mais profundamente, na ordem social existente, se quisesse que o projeto de acabar com a dominação colonial tivesse êxito. As mudanças radicais incluíam a libertação dos escravos, ao que sua própria classe se opunha com veemência. Até sua querida irmã o considerou “louco”, em razão de sua inquebrantável insistência na igualdade.

Pichação na sede do PT de Porto Alegre escancara sequestro dos protestos pela direita


Por Erick da Silva

Algumas vezes, um aparente pequeno e isolado ato pode ser emblemático para nos ajudar a compreender um processo conjuntural mais amplo e complexo.

Desde as chamadas "jornadas de junho", o rumo das manifestações passaram por inúmeras transformações e neste inicio de 2014, avizinha-se uma migração definitiva para um outro caráter político, bastante distinto de uma perspectivava de esquerda. Não pretendemos aqui uma analise conclusiva e definitiva, mas as ações dizem muito.

A ressurreição de Marx



O artigo abaixo foi publicado originalmente na revista americana Foreign Policy. Leo Panitch é um renomado historiador e economista. Nascido no Canadá, Panitch colabora com jornais e revistas de todo o mundo, e leciona Ciência Política na Universidade de Toronto.

Por Leo Panitch

A crise econômica gerou um ressurgimento do interesse em Karl Marx. As vendas mundiais de O Capital dispararam (uma editora alemã vendeu milhares de cópias em 2008, contra 100 do ano anterior), o que dá a medida de uma crise ampla que colocou o capitalismo global – e seus sacerdotes – em uma confusão ideológica.
No entanto, mesmo que a fé em ortodoxias neoliberais tenha implodido, por que ressuscitar Marx? Para começar, Marx estava muito à frente de seu tempo ao prever a bem sucedida globalização do capitalismo das últimas décadas. Ele previu com precisão muitos dos fatores decisivos que dariam origem à crise econômica atual: o que ele chamou de “contradições” inerentes a um mundo composto de mercados competitivos, produção de mercadorias e especulação financeira.

Tarso Genro: O junho que nos desafia


Por Tarso Genro

A coruja de Minerva alça voo ao entardecer, dizia Hegel na sua já batida, explorada e  genial sentença sobre o entendimento da História. Proponho que nos esforcemos para “lograr” Hegel e nos esforcemos para apressar nosso entendimento sobre junho de 2013.

Penso que até agora foram insuficientes as análises feitas pela esquerda - de todas as origens, inclusive as anarco-socialistas - sobre os movimentos  de junho do ano passado, como seguramente esta também o será. Uma parte da área acadêmica (e da direita pós-moderna), por outro lado,  com o apoio da “grande mídia”,  apressou-se em espasmos de júbilo. Já etiquetavam positivamente os movimentos que estavam “começando um novo Brasil”, reverenciando um possível fracasso do projeto político que vem dirigindo o país desde 2002. Quando as ruas se voltaram também contra eles, passaram a ser mais cautelosos: recolheram a sua clientela de classe média para o recesso dos seus bares e dos seus lares.

Leonardo Boff: Hoje a revolução significa puxar os freios de emergência


Por Leonardo Boff


Atribui-se a Karl Marx esta frase pertinente: “só se fazem as revoluções que se fazem”. Quer dizer, a revolução não configura um ato subjetivo e voluntarista. Quando assim ocorre, é logo vencida por imatura e falta de consistênica.   A revolução acontece quando as condições da realidade estão objetivamente maduras e  simultaneamente existe nos grupos humanos a vontade subjetiva de querê-la. Então ela irrompe com chance, nem sempre garantida, de vencer e se consolidar.

Atualmente teríamos todas as condições objetivas para uma revolução. Revolução é aqui tomada no seu sentido clássico como a mudança dos fins gerais de uma sociedade que cria os meios adequados para alcançá-los, o que implica a mudança nas estruturas sociais, jurídicas, econômicas e espirituais desta sociedade.