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Campanha de ódio ao PT provoca morte de militante em Curitiba


Por Blog do Tarso

O discurso do ódio ao Partido dos Trabalhadores, e contra a política, da oposição, da velha mídia e dos setores mais atrasados da sociedade fez uma vítima fatal ontem (19) em Curitiba.

Um militante da campanha de Gleisi Hoffmann (PT) ao governo do estado do Paraná, que também fazia campanha para a presidenta Dilma Housseff (PT), chamado Hiago Augusto Jatoba de Camargo, de 21 anos, foi assassinado com uma facada na Praça da Ucrânia, em Curitiba, onde há uma Feira Noturna frequentada pela classe-média e alta da cidade, no Bigorrilho (Champagnat).

O jovem que sofreu o homicídio era responsável por cavaletes das candidatas e um homem, possivelmente com um grupo, iniciou discussão com o menino e deferiu um golpe de faca contra ele.
O assassino tem barba ruiva e vestia camiseta de time de futebol, e já vinha causando problemas na região.

Existe justificativa para a violência política?



O argumento dos Black Blocs parte de pressupostos equivocados, entre os quais o de que a agressão contra a polícia criará benefícios democráticos.
Desde junho de 2013, o Brasil tem vivido uma experiência inédita em sua história política recente: a apologia e uso da violência em atos e manifestações públicas vinda dos próprios manifestantes.
Ao mesmo tempo, assistimos pasmos a um aumento da violência em público sem precedentes: o incêndio de ônibus no Rio de Janeiro e em São Paulo, as expressões bárbaras de violência em alguns presídios no Maranhão, atos de violência no aniversário da cidade de São Paulo e em diversos episódios ligados ao esporte, como a partida que decretou a queda do Vasco da Gama para a Série B e as comemorações pela vitória do Cruzeiro no Brasileirão em Belo Horizonte. O rojão que matou o cinegrafista da TV Bandeirantes representa o ápice desta trajetória. Todos estes atos apontam a uma direção problemática que merece ser questionada: a profunda legitimação social da violência na sociedade brasileira.