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Turquia bloqueia Twitter e ameaça ampliar a censura na rede


O Twitter teve seu acesso bloqueado pelo governo turco nesta semana. Erdogan ameaça ampliar a censura na rede e tenta colocar em cheque os protestos e a forte oposição que seu governo é alvo.

Por Erick da Silva

Já vimos isso no Egito durante a chamada "primavera árabe", agora é a vez da Turquia, do 
primeiro-ministro Erdogan apostar no bloqueio da rede para salvar sua própria pele. O Twitter teve seu acesso bloqueado pelo governo turco nesta semana. É uma tentativa de colocar em cheque os protestos e a forte oposição de que seu governo é alvo.

"Problemas no paraíso": Slavoj Zizek e os protestos na Grécia e Turquia




Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

Em seus primeiros escritos, Marx descreve a situação na Alemanha como situação na qual a única resposta a problemas particulares seria a solução universal: a revolução global. É expressão condensada da diferença 
entre período reformista e período revolucionário: em período reformista, a revolução global permanece como sonho que, se serve para alguma coisa, só serve para dar peso às tentativas para mudar alguma coisa localmente; em período revolucionário, vê-se claramente que nada melhorará, sem mudança global radical. Nesse sentido puramente formal, 1990 foi ano revolucionário: as muitas reformas parciais nos estados comunistas jamais dariam conta do serviço; e era necessária uma quebra total, para resolver todos os problemas do dia a dia; por exemplo, o problema de dar suficiente comida às pessoas.

Em que ponto estamos hoje, quanto a essa diferença? Os problemas e protestos dos últimos anos são sinais de que se aproxima uma crise global, ou não passam de pequenos obstáculos que pode enfrentar mediante intervenções locais? O mais notável nas erupções é que estão acontecendo não apenas, nem basicamente, nos pontos fracos do sistema, mas em pontos que, até aqui, eram percebidos como histórias de sucesso. Sabemos por que as pessoas protestam na Grécia ou na Espanha; mas por que há confusão em países prósperos e em rápido desenvolvimento como Turquia, Suécia ou Brasil?

Não se faz revolução sem amor


Da Turquia com amor

Durante os protestos na Praça Taksim em Istambul, Turquia, um casal sintetiza em um gesto, em um beijo, aquilo que é a essência de todas e todos aqueles que saem as ruas em busca de mudanças.
Aquilo que Che Guevara definiu magistralmente: "Deixa-me dizer-lhe, com o risco de parecer ridículo, que o revolucionário está guiado por grandes sentimentos de amor." É o amor que move a esperança, e é a esperança que nos leva as ruas. Não se fazem revoluções sem amor, sem pessoas apaixonadas por uma esperança, por um ideal, por uma utopia.
Na Turquia, lutam contra o avanço do capital, contra a especulação imobiliária - sempre sedenta por lucros - que planeja transformar a Praça Taksim - uma das últimas áreas verdes de Istambul - em mais prédios e shopings de concreto. Lutam para defender sua liberdade, a liberdade de uma sociedade que resiste contra o avanço do fundamentalismo islâmico e pela defesa do estado laico. A luta na Turquia é uma luta de todos nós e o beijo deste casal manifestante é um beijo de nosso amor pela vida.
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Um relato sobre os protestos na Turquia


O que acontece em Istambul?

Para meus amigos que moram fora da Turquia:
Escrevo para que você saiba o que aconteceu em Istambul nos últimos cinco dias. Eu, pessoalmente, tenho que escrever isso, porque grande parte da mídia está sob controle do governo e o boca a boca e a internet são as únicas maneiras possíveis para nos explicar e pedir apoio.
Quatro dias atrás, um grupo de pessoas, a maioria sem representa nenhuma organização ou ideologia específica, se reuniu no parque Gezi , em Istambul. Entre eles, havia muitos dos meus amigos e alunos. A razão era simples: protestar contra a iminente demolição do parque por causa da construção de mais um shopping no centro da cidade. Existem inúmeros shoppings centers em Istambul, pelo menos um em cada bairro! A demolição das árvores deveria começar no início da manhã de quinta-feira. As pessoas foram para o parque com seus cobertores, livros e crianças. Fincaram suas tendas e passaram a noite sob as árvores. No início da manhã, quando os tratores começaram a derrubar as árvores centenárias, eles se levantaram para interromper a operação.