Mostrando postagens com marcador Rússia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rússia. Mostrar todas as postagens
BRICS: “Ouçam o som do Sul Global”
Por Pepe Escobar
A reunião dos BRICS no nordeste do Brasil já fez história por uma razão chave: a criação do Novo Banco de Desenvolvimento.
Podem chamá-lo de antídoto Sul Global àquela máquina de ajuste estrutural, o FMI. Muitas e muitas vezes, as nações membros do grupo BRICS e outras insistiram para que se fizesse uma reforma institucional no FMI, que reconhecesse o peso econômico do Sul Global. Pacotes de reformas dormem no Congresso dos EUA desde 2010. E em abril passado, mais uma vez, foram bloqueados.
Postado por
ERick
em
7/21/2014
0
comentários
Tags
África do Sul,
Brasil,
BRICS,
China,
Índia,
Mundo,
Relações Internacionais,
Rússia
O jogo geopolítico de Moscou e Pequim
Mal-estar no Ocidente, diante do acordo entre Putin e Xi, revela colonialismo e decadência. Mas Rússia e China pretendem algo distinto do que anunciam…
Por Immanuel Wallerstein
Os governos, os políticos e a mídia do mundo “ocidental” parecem incapazes de compreender os jogos políticos representados por outros atores, em outros lugares. Sua análise do acordo recém-proclamado entre Rússia e China é um exemplo espantoso disso.
Postado por
ERick
em
6/11/2014
0
comentários
Tags
China,
Immanuel Wallerstein,
Mundo,
Relações Internacionais,
Rússia
Slavoj Žižek: A contradição principal da nova ordem mundial
Uma reflexão do Slavoj Žižek sobre alguns dos elementos de tensão que envolvem a atual ordem mundial capitalista. A fora alguns questões menos centrais, o maior equivoco do texto é a caracterização que faz sobre a América Latina, de resto é uma boa e profícua leitura da conjuntura, a luz das tensões que ocorrem na Ucrânia, seus desdobramentos e como se insere em uma possível reorganização global descolada de um centro hegemônico nos EUA.
Por Slavoj Žižek
Conhecer uma sociedade não é apenas saber suas regras explícitas. É também compreender como funciona sua aplicação: saber quando usar e quando violar as normas, saber quando recusar uma escolha oferecida e saber quando fingir que está se fazendo algo por livre escolha quando trata-se efetivamente de uma obrigação. Considere o paradoxo, por exemplo, das “ofertas-feitas-para-serem-recusadas”. Quando sou convidado a um restaurante por um tio rico, ambos sabemos que ele cuidará da conta, mas devo mesmo assim insistir em rachar ela – imagine minha surpresa se meu tio simplesmente dissesse: “Ok, então, pode pagar!”
Postado por
ERick
em
5/19/2014
0
comentários
Tags
Artigo,
Capitalismo,
Mundo,
Relações Internacionais,
Rússia,
Slavoj Zizek,
Ucrânia
Noam Chomsky: Crise na Ucrânia e o pânico dos EUA em perder a dominação global
A linha vermelha dos EUA está firmemente localizada nas fronteiras russas… E a anexação da Crimeia a violou
Por Noam Chomsky
A atual crise na Ucrânia é séria e perigosa, tanto, que até alguns comentaristas chegam a compará-la com a Crise dos Mísseis Cubanos de 1962.
Postado por
ERick
em
5/06/2014
1 comentários
Tags
Artigo,
EUA,
Imperialismo,
Mundo,
Noam Chomsky,
Relações Internacionais,
Rússia,
Ucrânia
Lenin: 90 anos do maior revolucionário do século XX
Este ano se completaram 90 anos da morte de Vladimir Ilitch Ulianov, mais conhecido como Lenin. Apontado por muitos como o maior revolucionário do século XX, liderou o processo de construção da primeira experiência de um governo operário da história, na extinta União Soviética. É sabido a necessidade de avaliarmos criticamente a experiência russa e condenarmos muitos dos descaminhos que o comunismo soviético teve, após a morte de Lenin e a ascensão de Stalin.
No entanto, não podemos prescindir de reconhecer a importância histórica de Lenin e sua contribuição para a luta dos povos em todo o mundo. O artigo abaixo de Eduardo Mancuso traz uma série de importantes elementos, a partir da trajetória da vida de Lenin, que nos auxiliam a vislumbrar a sua atualidade.
Postado por
ERick
em
3/16/2014
0
comentários
Tags
Esquerda,
História,
Lenin,
Marxismo,
Revolucionários,
Revoluções,
Rússia,
URSS
A Ucrânia no caminho das superpotências
Por Jeferson Miola
No conflito interno ucraniano, um pesado jogo geoestratégico está em andamento. E tem a participação de interesses e atores externos que incidem fortemente, com poder de desenhar os contornos que podem levar finalmente a uma guerra.
Apesar do noticiário internacional aparentar o papel externo exclusivo da União Européia [UE] no conflito, os EUA não só tem interesse direto nos encaminhamentos para a Ucrânia, como atua fortemente para proteger suas prioridades geoestratégicas.
Postado por
ERick
em
3/02/2014
0
comentários
Tags
EUA,
Imperialismo,
Mundo,
Rússia,
Ucrânia,
União Européia
Medalhistas russas protestam com beijo contra a homofobia
Kseniya Ryzhova e Tatyana Firova, atletas russas que ganharam a medalha de ouro no revesamento 4x400m do Mundial de Atletismo, em Moscou, beijaram-se na premiação da prova. em um ato de protesto contra a lei anti-gay da Rússia.
Um ato de coragem em um país que tem se notabilizado por uma homofobia violenta e medidas repressivas. Um beijo que representa a luta daqueles que tiveram seu sangue derramado apenas por querer amar "diferente". Um ato de coragem que representa a esperança de novos tempos.
Foto: Reuters
.
Asilo para Snowden: “É a lei, estúpido!”
Por Richard Falk
A imprensa-empresa mais influente nos EUA tem usado três meios para reforçar seu viés a favor do governo, no caso Snowden:
Primeiro, refere-se sempre a Snowden como “vazador” [orig. lit.leaker], em vez de “alertador” [orig. whistleblower, lit. “tocador de apito”] ou “dissidente [do estado] de vigilância”, designações mais precisas e mais respeitosas.
Segundo, a imprensa-empresa dominante ignora completamente o quanto o gesto dos russos, de dar status de refugiado temporário a Snowden por um ano está em perfeito acordo com o nível normal de proteção a ser dada a qualquer pessoa acusada de crimes políticos não violentos em país estrangeiro, e perseguida diplomaticamente e legalmente por governo que busque indiciá-la e processá-la.
A Rússia entregar Snowden aos EUA nessas condições seria moralmente e politicamente escandaloso, considerando-se a natureza dos crimes de que os EUA acusam Snowden.
Terceiro, a imprensa-empresa dominante recusa-se a reconhecer que espionagem, a principal acusação feita contra Snowden, é a principal e maior, a “ofensa política” essencial, na lei internacional, e como tal é rotineiramente excluída de qualquer lista de ofensas que geram extradição.
Assim sendo, ainda que existisse tratado de extradição entre EUA e Rússia, seria preciso deixar absolutamente claro que não há nenhum dever legal, para os russos, de entregar Snowden às autoridades dos EUA para ser processado criminalmente e, sim, haveria um dever moral e político de não o entregar, sobretudo nas circunstâncias que cercam a controvérsia sobre Snowden.
Postado por
ERick
em
8/12/2013
0
comentários
Tags
Artigo,
Espionagem digital,
EUA,
Justiça,
Mundo,
Obama,
Relações Internacionais,
Rússia
A prisão da banda punk Pussy Riot por cantar contra Putin
Em 21 de fevereiro de 2012, como parte de um protesto contra as eleições presidenciais russas de 2012, que culminaram com a reeleição de Vladimir Putin, três mulheres adentraram a Catedral de Cristo Salvador de Moscou, a principal igreja ortodoxa da Rússia, curvaram-se diante do altar e começaram a cantar uma "oração punk" contra Putin.
Menos de um minuto depois, elas foram conduzidas por guardas para fora da Catedral. A filmagem do protesto foi usada posteriormente para criar um videoclipe para a música. Na música cantada na Catedral, o grupo pede à Mãe de Deus (em russo Богородица, no alfabeto cirílico ou Bogoroditsa, na versão latinizada) para mandar Putin embora. A musica também descreve o patriarca russo, Cirilo I de Moscou, como alguém que acredita em Putin ao invés de acreditar em Deus. Esta referência da música remete ao fato de Cirilo I ter demonstrado abertamente apoio a Putin durante as eleições, um fato que indignou não somente as integrantes do grupo, mas toda a oposição.
Presas desde fevereiro, Maria Alyokhina, Nadezhda Tolokonnikova e Yekaterina Samutsevich, fazem parte do Pussy Riot, um grupo de punk rock feminista russo, suas roupas usuais são vestidos de verão em cores vivas, com seus rostos sempre cobertos por tocas balaclavas. O grupo é composto de aproximadamente 10 artistas, além de 15 assistentes técnicos encarregados de filmar e editar seus vídeis, os quais são difundidos via Internet. Desde que foram presas, despertaram solidariedade internacional de entidades como a Anistia Internacional e de diversos artistas da música - Paul McCartney, Madonna, Red Hot Chilli Pepers, Franz Ferdinand - que pedem a libertação delas, além de protestos e manifestações populares em apoio ao grupo.
![]() |
| Protesto na Rússia pela liberdade das integrantes da Pussy Riot |
A juíza Marina Syrova, nesta sexta-feira (17), as considerou culpadas das acusações, a sentença final ainda não foi divulgada. A promotoria pediu três anos de prisão, afirmando que as garotas deveriam ser "isoladas da sociedade" e que elas haviam violado as tradições do país. Há uma forte tendencia para a condenação seguir esta orientação.
O caso das Pussy Riot escancara a dura realidade da Rússia governada por Vladimir Putin. Putin governa a Rússia de fato desde 1999 — foi presidente, primeiro-ministro e retornou à presidência — tomou posse em maio em meio a protestos e denúncias de fraude nas eleições. Centenas de manifestantes foram presos. Logo após assumir, o governo enrijeceu a legislação sobre a liberdade de reunião com novas leis que preveem a necessidade de autorização do Estado para realizar manifestações. Putin tornou as multas significativamente mais altas para violações do código.Outro caso incluído no rol da perseguição política é a prisão do blogueiro Alexei Navalny, considerado um dos líderes da oposição, no fim de julho. Ele é acusado por roubo de madeira de uma companhia estatal, enquanto trabalhava como conselheiro de um governo regional, em 2009.
.
Postado por
ERick
em
8/17/2012
0
comentários
Tags
Direitos Humanos,
Liberdade de Expressão,
Punk,
Rússia
A guerra santa da OTAN
![]() |
| A Guerra Santa do Ocidente contra o Oriente (versão original) |
Por Pepe Escobar
A secretária de Estado dos EUA Hillary Clinton está ficando sem munição retórica, na Guerra Santa dos EUA contra a Síria. Talvez seja o estresse de declarar uma guerra da OTAN, pelas costas do Conselho de Segurança da ONU. Talvez, o estresse de ser almoçada e jantada, todos os dias, pelo ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov.
Hillary acaba de convocar “as potências ocidentais” e seus fantoches árabes – o CCGOTAN, aglomerado de Conselho de Cooperação do Golfo plus Organização do Tratado do Atlântico Norte, que ela apresenta como se fosse alguma “comunidade internacional” – para que “deixem claro que Rússia e China pagarão, por impedir o progresso” (da mudança armada de regime na Síria).
Em não-novilíngua, significa: “Se impedirem nossa nova guerra, haverá retaliação”.
Não obstante as gargalhadas ouvidas pelos corredores do Kremlin e do Zhongnanhai, a coisa mostra o quão desesperado está o conglomerado CCGOTAN para forçar a mudança de regime na Síria, a ser usado como meio para interromper a conexão privilegiada que liga o Irã ao mundo árabe. Isso tudo, enquanto o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan da Turquia – no comando do flanco oriental da OTAN – comicha de vontade de atacar a Síria, mas não encontra jeito de vender a ideia à opinião pública turca.
Nesse contexto incandescente, aparece WikiLeaks – que divulgou grande quantidade de mensagens de e-mail contra, simultaneamente, o sistema de Assad e os “rebeldes” da OTAN. Um dos efeitos colaterais possíveis, os e-mails talvez inspirem ondas de chamados “progressistas” em todo mundo, que se porão a defender a Guerra Santa contra a Síria. Efeito mais realista, talvez evidenciem o quanto, de fato, os dois lados são horríveis: tanto o estado policial de Assad quanto a oposição armada.
Em não-novilíngua, significa: “Se impedirem nossa nova guerra, haverá retaliação”.
Não obstante as gargalhadas ouvidas pelos corredores do Kremlin e do Zhongnanhai, a coisa mostra o quão desesperado está o conglomerado CCGOTAN para forçar a mudança de regime na Síria, a ser usado como meio para interromper a conexão privilegiada que liga o Irã ao mundo árabe. Isso tudo, enquanto o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan da Turquia – no comando do flanco oriental da OTAN – comicha de vontade de atacar a Síria, mas não encontra jeito de vender a ideia à opinião pública turca.
Nesse contexto incandescente, aparece WikiLeaks – que divulgou grande quantidade de mensagens de e-mail contra, simultaneamente, o sistema de Assad e os “rebeldes” da OTAN. Um dos efeitos colaterais possíveis, os e-mails talvez inspirem ondas de chamados “progressistas” em todo mundo, que se porão a defender a Guerra Santa contra a Síria. Efeito mais realista, talvez evidenciem o quanto, de fato, os dois lados são horríveis: tanto o estado policial de Assad quanto a oposição armada.
![]() |
| Soldados americanos da "nova" guerra santa |
Explosão de carro de turismo: alguém se interessa?
Útil, nesse momento, é examinar o preço que a própria Washington, para nem falar nos seus estados fantoches na OTAN, está pagando por tanto insistir esse neo-ramo de guerra santa guerreada contra – nada mais, nada menos – que o mesmo bando de “terroristas” que, até ontem, ameaçavam destruir a civilização ocidental, convertendo-a num Califato tamanho gigante.
Washington, Londres e Paris tentaram – duas vezes – arrancar do Conselho de Segurança da ONU a “licença” para mais uma guerra. Foram bloqueadas pela Rússia e pela China. O plano B, então, é esquecer a ONU e deflagrar guerra da OTAN. O problema é que a OTAN não tem estômago – nem dinheiro – para meter-se em guerra de alto risco contra país capaz de se defender.
Plano C: se nem A nem B, o plano C é apostar tudo numa longa guerra civil, usando para tal fim o Exército Sírio (nada) Livre, que pulula de mercenários e jihadis, e o bando exilados oportunistas que atende pela sigla de Conselho Nacional Sírio (CNS).
O CNS já pediu uma zona aérea de exclusão ao estilo líbio, sobre a Síria – expressão que é sinônima de “guerra da OTAN”. A Turquia também requisitou formalmente à OTAN a dita zona aérea de exclusão. Os comandantes da OTAN são incompetentes, mas até eles aprenderam alguma coisa com as grandes enrascadas em que se meteram e o correspondente embaraço que lhes causam (no Afeganistão, por exemplo). Responderam “não” aos pedidos do CNS e da Turquia.
Nada menos representativo que o Conselho Nacional Sírio e o Exército Sírio (nada) Livre. Os “Amigos da Síria” – “Hillary & seus Patetas” – nem tomam conhecimento da existência do Corpo Nacional de Coordenação para Mudança Democrática [orig. National Coordination Body for Democratic Change (NCB)], principal movimento de oposição verdadeira, composto de 13 partidos políticos, a maioria dos quais da esquerda, nacionalistas árabes e um partido curdo. Esse NBC denuncia insistente e firmemente todas as formas de militarização do conflito e desautoriza absoluta e radicalmente o Exército Sírio (nada) Livre.
Plano C: se nem A nem B, o plano C é apostar tudo numa longa guerra civil, usando para tal fim o Exército Sírio (nada) Livre, que pulula de mercenários e jihadis, e o bando exilados oportunistas que atende pela sigla de Conselho Nacional Sírio (CNS).
O CNS já pediu uma zona aérea de exclusão ao estilo líbio, sobre a Síria – expressão que é sinônima de “guerra da OTAN”. A Turquia também requisitou formalmente à OTAN a dita zona aérea de exclusão. Os comandantes da OTAN são incompetentes, mas até eles aprenderam alguma coisa com as grandes enrascadas em que se meteram e o correspondente embaraço que lhes causam (no Afeganistão, por exemplo). Responderam “não” aos pedidos do CNS e da Turquia.
Nada menos representativo que o Conselho Nacional Sírio e o Exército Sírio (nada) Livre. Os “Amigos da Síria” – “Hillary & seus Patetas” – nem tomam conhecimento da existência do Corpo Nacional de Coordenação para Mudança Democrática [orig. National Coordination Body for Democratic Change (NCB)], principal movimento de oposição verdadeira, composto de 13 partidos políticos, a maioria dos quais da esquerda, nacionalistas árabes e um partido curdo. Esse NBC denuncia insistente e firmemente todas as formas de militarização do conflito e desautoriza absoluta e radicalmente o Exército Sírio (nada) Livre.
ministro de Relações Exteriores do Iraque, Hoshyar Zebari – que é curdo – alertou que jihadis salafistas de molde copiado da al-Qaeda estão-se mudando aos magotes para a Síria. Aparentemente, esses magotes ainda ouvem muito atentamente o que prega o ideólogo “invisível” da al-Qaeda, Dr. Ayman al-Zawahiri. Há cinco meses, al-Zawahiri deu ordem de marcha aos jihadis no Iraque, Jordânia, Líbano e Turquia. E acontece também que muitos deles estão recebendo armas – por diferentes redes – da Casa de Saud e do Qatar.
Já há meses, todos sabem que o Grupo de Combate Islâmico Líbio [orig. Libyan Islamic Fighting Group (LIFG)] de Abdul Hakim Belhaj, ligado à al-Qaeda, está ativo na Síria; como todos também sabem que há remanescentes da al-Qaeda no Iraque, responsáveis por explosões de carros até em Damasco.
No caso de uma Síria pós-Assad dominada por sunitas linha-dura infiltrados por jihadis wahhabitas e salafistas, a retaliação garantida fará a jihad antissoviética no Afeganistão pós-80’s parecer Disneylândia em Hong Kong.
Aceitam-se Yuan e Rublos
Quanto à China, ri do desespero de Hillary no caminho até o banco. Enquanto cresce a paranóia na Casa de Saud contra o que os sauditas veem como flerte de Obama com a democracia no mundo árabe, Pequim aquece as turbinas comerciais e entrega a Riad um buquê de novos mísseis.
Já há meses, todos sabem que o Grupo de Combate Islâmico Líbio [orig. Libyan Islamic Fighting Group (LIFG)] de Abdul Hakim Belhaj, ligado à al-Qaeda, está ativo na Síria; como todos também sabem que há remanescentes da al-Qaeda no Iraque, responsáveis por explosões de carros até em Damasco.
No caso de uma Síria pós-Assad dominada por sunitas linha-dura infiltrados por jihadis wahhabitas e salafistas, a retaliação garantida fará a jihad antissoviética no Afeganistão pós-80’s parecer Disneylândia em Hong Kong.
Aceitam-se Yuan e Rublos
Quanto à China, ri do desespero de Hillary no caminho até o banco. Enquanto cresce a paranóia na Casa de Saud contra o que os sauditas veem como flerte de Obama com a democracia no mundo árabe, Pequim aquece as turbinas comerciais e entrega a Riad um buquê de novos mísseis.
E, enquanto o “ocidente” flerta com a Guerra Santa, as empresas estatais chinesas compram mercadorias feito doidas, por todo o Oriente Médio, Norte da África e América do Sul – além de ampliar seus estoques de terras raras nas reservas estratégicas. A China produz nada menos que 97% das terras raras do planeta – necessárias para tudo, de iPads àqueles novos mísseis que lá fritam hoje, sob o sol do deserto da Arábia.
Outros efeitos colaterais em matéria de “o preço a pagar” por atropelar a ONU e pela obsessão com a OTAN como Robocop global serão inevitáveis para os EUA. Não se deve esquecer que a Guerra Santa contra a Síria é pit stop na estrada para Teerã. Por exemplo: pode estar nascendo um novo sistema de seguro marítimo, além de um novo mecanismo de câmbio internacional – que ignorará o diktat do ocidente.
Mesmo assim, o elemento mais importante parece ser o movimento, de Rússia, Irã e China, para reorganizar o mercado global de energia, via transações que marginalizam o petrodólar.
Quer dizer: Washington corta o Irã do sistema SWIFT (Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunication)? O banco central iraniano contra-ataca: se vocês quiserem negociar conosco, podem pagar em qualquer moeda, exceto o dólar norte-americano; também aceitamos ouro.
Outros efeitos colaterais em matéria de “o preço a pagar” por atropelar a ONU e pela obsessão com a OTAN como Robocop global serão inevitáveis para os EUA. Não se deve esquecer que a Guerra Santa contra a Síria é pit stop na estrada para Teerã. Por exemplo: pode estar nascendo um novo sistema de seguro marítimo, além de um novo mecanismo de câmbio internacional – que ignorará o diktat do ocidente.
Mesmo assim, o elemento mais importante parece ser o movimento, de Rússia, Irã e China, para reorganizar o mercado global de energia, via transações que marginalizam o petrodólar.
Quer dizer: Washington corta o Irã do sistema SWIFT (Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunication)? O banco central iraniano contra-ataca: se vocês quiserem negociar conosco, podem pagar em qualquer moeda, exceto o dólar norte-americano; também aceitamos ouro.
Esse é o Santo Graal da Guerra Santa – não a Síria. Uma coisa, para Teerã, é aceitar euros em pagamento pelo óleo e gás iranianos; outra coisa é aceitar ouro. E, como se não bastasse, com pleno apoio de Rússia e China.
Em resumo: toda a síndrome da Guerra Santa está apressando o fim do dólar norte-americano como moeda global de reserva.
E então? Agora, acontecerá o quê? Uma Primavera Norteamericana? Ou as elite
Em resumo: toda a síndrome da Guerra Santa está apressando o fim do dólar norte-americano como moeda global de reserva.
E então? Agora, acontecerá o quê? Uma Primavera Norteamericana? Ou as elite
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu
.
Roberto Carlos e o racismo no futebol russo
Roberto Carlos foi sem dúvida um dos grandes laterais-esquerdo da Seleção Brasileira e colecionou algumas passagens brilhantes por alguns dos clubes que passou, assim como também teve momentos de menor brilho, mas nem por isso pode-se apagar sua história como um grande jogador.
Em uma de suas primeiras partidas pelo Anji, contra o Zenit, foi alvo de racismo. Ainda antes do início da partida, durante o aquecimento dos jogadores, um fotógrafo (imagem ao lado) flagrou um torcedor adversário mostrando uma banana para o jogador.
E agora, na quarta-feira (22/06), Roberto Carlos foi mais uma vez vítima de racismo quando um torcador joga uma banana perto dele durante um jogo, indignado com o gesto o jogador, como forma de protesto sai de campo, recebendo o apoio de seus colegas de equipe.
Após o incidente, o jogador exigiu que as autoridades do futebol em todo o mundo tomem atitudes contra atos racistas. "Espero que a Federação Russa, a Uefa e a Fifa tenham a reação adequada para este incidente desagradável. Coisas assim não devem ser toleradas em países civilizados", reforçou.
O ato destes torcedores mostra que a imbecilidade humana permanece subsistindo, e que é um dever combater com veemência estas manifestações de racismo no futebol. Roberto Carlos, com sua atitude de protesto e revolta demonstra mais uma vez a sua grandeza.
.
Assinar:
Postagens (Atom)












