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Projeto de Lei da Mídia Democrática: o que é isto?



Uma das coisas a se destacar nas comunicações em todo o mundo é a velocidade das mudanças que sofrem e produzem e a forma como influem na vida de todos. Pode-se dizer, então, que há algo errado quando no Brasil a televisão e o rádio (o setor chamado de "radiodifusão”) são regulamentados por leis que já completaram seus 50 anos e servem para limitar a participação, em vez de ampliar e diversificar o número de vozes.

Paulo Teixeira: Liberdade de expressão para todos


Por Paulo Teixeira


A informação está disponível na ponta dos dedos, em tempo real, nas telas de smartphones e tablets que carregamos no bolso ou na mochila. Em breve, estará também diante dos nossos olhos, projetada em telas virtuais por óculos conectados à internet, enquanto caminhamos pela rua.

Equipados com câmeras de fotografia e vídeo, smartphonestablets e óculos eletrônicos servem não apenas ao consumo passivo, mas também à produção de conteúdo, que podemos disponibilizar em seguida para outros consumidores/produtores de informação mundo afora, por meio das redes sociais.

O futuro chegou, e com ele a convergência de mídias, a interatividade, a produção colaborativa de informação, a disputa entre empresas de radiodifusão e de telefonia, as fronteiras cada vez mais tênues entre consumidor/produtor de conteúdo.

O futuro muda quase em tempo real, mas a legislação brasileira permanece imóvel, acorrentada aos anos 1960, quando a internet era coisa de ficção científica e televisores cheios de válvulas exibiam imagens distorcidas em preto e branco. A multiplicidade de pontos de vista, ideias e pensamentos aberta pela internet ainda não chegou aos veículos de comunicação de massa, mesmo sendo eles concessionários de um serviço público da maior relevância para o aperfeiçoamento da democracia.

A rede e a liberdade de criação



Os dois filósofos suecos Alexander Bard e Jan Söderqvist já haviam detectado que em uma rede distribuída como a internet, "todo ator individual decide sobre si mesmo, mas carece da capacidade e da oportunidade para decidir sobre qualquer dos demais atores".
Essa tese foi testada pelo poderoso governo norte-americano quando, em dezembro de 2010, agiu de modo contundente sobre os provedores para retirar o site do Wikileaks da rede. Em menos de dois dias, foram criados mais de 800 "sites espelhos" nos cinco continentes, que replicavam exatamente o conteúdo do site bloqueado.
Se a liberdade de expressão e de opinião distribuídas pelas plataformas da rede incomodam sobremaneira os setores que definem as razões de Estado como princípio superior, a liberdade de criação de novas tecnologias, aplicações ou formatos têm preocupado e colocado em risco os velhos modelos de negócios de grandes corporações erguidas no mundo industrial.
Assim, a natureza aberta da internet torna-se alvo de parte da indústria de intermediação cultural e de grandes corporações de telecomunicações.
Em 1989, Tim Berners-Lee desenvolveu o modo gráfico da internet. Até 1999, Shawn Fanning e Sean Parker não haviam criado o Napster, considerado um dos precursores das redes P2P, que mudaram o modo dos jovens acessarem arquivos digitais em todo o mundo. Foi em abril de 2001 que Bram Cohen lançou o protocolo BitTorrent; Janus Friis e Niklas Zennström desenvolveram o Skype, em 2003. Hurley, Chen e Karim criaram o YouTube em fevereiro de 2005. Jack Dorsey deu vida ao microblogging Twitter em 2006.
Nenhum desses criadores teve que pedir autorização para governos ou corporações para desenvolver e distribuir na rede suas invenções e plataformas tecnológicas.
A internet, até o momento, é uma rede aberta, não proprietária e desenvolvida colaborativamente, a partir dos esforços de empresas, universidades, técnicas e técnicos de órgãos públicos e da comunidade hacker. Para acessá-la, não precisamos recorrer a centros obrigatórios, tal como ocorria na rede de computadores francesa chamada Minitel. São os protocolos da internet que asseguram esse fantástico arranjo comunicacional.
Entretanto, quem controla a infraestrutura de conexão pode controlar o fluxo de informações. Dito de outro modo: os donos dos cabos e fibras ópticas por onde passam os fluxos de informação podem filtrar e bloquear os pacotes de dados.
Se o dono da infraestrutura de cabos e fibras ópticas não for neutro em relação aos conteúdos e aplicativos que nela trafegam, estaremos subordinando a liberdade de criação aos seus interesses, sejam econômicos ou políticos.
Na internet, não pedimos autorização para nenhuma corporação ou Estado para criarmos e lançarmos um novo aplicativo ou plataforma. A liberdade tem sido a maior força e fonte de inventividade e criatividade. Emprestando os termos do jurista Lawrence Lessig, perderemos diversidade e intensidade criativa se substituirmos a lógica da liberdade pela lógica da permissão.
A possibilidade de criar livremente um novo aplicativo, uma nova tecnologia ou um novo protocolo será gravemente afetada e comprometida com a quebra da neutralidade da rede.
Hoje, em todo o mundo, há um grande embate entre as operadoras de telecomunicação e os defensores da liberdade e diversidade culturais. O oligopólio da telecom pressiona os Estados nacionais e suas agências reguladoras para aprovarem legislações que assegurem a possibilidade deles filtrarem, bloquearem e pedagiarem o fluxo de informações no ciberespaço. Isso implicará na permissão para que se tornem "gatekeepers" da criatividade. Precisamos defender a liberdade de criação tecnológica.
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O filme sobre Maomé e a sociedade digital em xeque


Por Carlos Castilho


O episódio do filme sobre o profeta Maomé que desatou uma onda de protestos no mundo árabe mostrou a intensidade latente de ressentimentos culturais, mas também a gravidade de uma questão tecnológica que pode afetar o planeta inteiro.
A empresa Google, controladora do site YouTube onde foi postado um trailer do polêmico filme, decidiu banir a sua exibição em vários países árabes para evitar o agravamento dos protestos.
A preocupação com a violência é mais do que justificável e compreensível, mas o fato de uma empresa com sede nos Estados Unidos ter o poder de decidir o que outros países podem ou não ter acesso é da maior relevância para todos nós.
Cena do trailer do filme Innocence of Muslins
A tão decantada autonomia e independência da internet ficou seriamente abalada, e num momento em que a rede mundial de computadores passa a influenciar a vida de cada vez mais pessoas, empresas e governos. Todo o arcabouço da nova sociedade digital foi colocado em questão.
Isto nos preocupa — e muito — porque ficou claro o poder de uma empresa em influenciar eventos noutros países. A autodeterminação nacional, uma das bases da existência das Nações Unidas, pode estar ameaçada na medida em que nosso futuro não está mais dependente de fronteiras, mas do fluxo transnacional de informações.
O jornal norte-americano The Washington Post, num artigo publicado na sexta-feira (14/9), afirmou que o episódio mostra como algumas empresas norte-americanas podem se transformar em “árbitros da liberdade de expressão no resto do mundo” , ao substituir tribunais e foros internacionais.
A Google e outras empresas com grande poder na internet têm feito uso intensivo da retórica da liberdade de expressão na rede mundial de computadores, mas o episódio do malfadado filme sobre o profeta Maomé mostrou a complexidade da questão do livre fluxo de informações no mundo digital.
O filme foi um caso grosseiro, e ainda não plenamente esclarecido, de manipulação intencional de preconceitos culturais e religiosos. Por isso, a suspensão de sua exibição não provocou protestos imediatos dos defensores da liberdade de expressão na Web, como é o caso de organizações como a Electronic Frontier Foundation, dos Estados Unidos.
Mas a brecha foi aberta e mostrou uma fissura na arquitetura jurídica do mundo digital, capaz de gerar gravíssimos problemas políticos no futuro. A questão é complexa e a discussão não será fácil, mas é inevitável, porque nossas vidas estão cada vez mais condicionadas pela internet.
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A tentativa de sufocar a blogosfera




No mais recente atentado contra a liberdade de expressão no Brasil, o prefeito de Curitiba (PR) e candidato à reeleição Luciano Ducci processou o blogueiro Tarso Cabral Violin, apenas porque discordou de duas enquetes publicadas na página mantida pelo blogueiro. A Justiça Eleitoral, num gesto inexplicável, deu ganho de causa ao prefeito-censor e estipulou uma multa de R$ 106 mil, o que inviabiliza a continuidade do blog. No mesmo Paraná, o governador Beto Richa também persegue de forma implacável o blogueiro Esmael Morais, que já foi processado várias vezes e coleciona multas impagáveis.

Em outros cantos do país, a mesma tática, a da judicialização da censura, tem sido aplicada visando intimidar e inviabilizar financeiramente vários blogs. Alguns processos já são mais conhecidos, como os inúmeros que tentam calar os blogueiros Paulo Henrique Amorim e Luis Nassif. No fim de 2010 e início de 2011, o diretor de jornalismo da poderosa TV Globo, Ali Kamel, também ingressou na Justiça contra seis blogueiros – o que prova a falsidade dos discursos dos grupos de mídia que se dizem defensores da liberdade expressão. Criticado pelos blogueiros, pelo seu papel manipulador nas eleições de 2006 e 2010, Kamel parece ter escolhido a via judicial para se vingar dos críticos.
 
Se os juízes de primeira instância parecem pressionados diante de autoridades e empresas de Comunicação tão poderosas, é preciso garantir que os tribunais superiores mantenham-se atentos para garantir que a liberdade de expressão não se transforme num direito disponível apenas para meia dúzia de famílias que controlam jornais, TVs e rádios brasileiras.

Além da judicialização da censura, também está em curso no país uma ação ainda mais violenta contra os blogueiros – com ameaças de morte e até atentados. Em 2011, o blogueiro Ednaldo Filgueira, do município de Serra do Mel, no Rio Grande do Norte, foi barbaramente assassinado após questionar a prestação de contas da prefeitura. Outro blogueiro também foi morto no Maranhão. Há várias denúncias de tentativas de intimidação com o uso da violência, principalmente em cidades do interior onde a blogosfera é o único contraponto aos poderosos de plantão.
 
Como se não bastassem os processos e as ameaças físicas, alguns setores retrógrados da sociedade também tentam impedir a viabilização financeira da blogosfera através de anúncios publicitários. Recentemente, o PSDB ingressou com ação na Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) questionando os poucos anúncios do governo federal em blogs e sítios de reconhecida visibilidade. A ação foi rejeitada, o que não significa que não cumpriu seu objetivo político de intimidar os anunciantes. Até o ministro Gilmar Mendes, do STF, tem atacado a publicidade nos blogs.

Diante desses atentados à liberdade de expressão, o Centro de Estudos Barão de Itararé manifesta a sua total solidariedade aos blogueiros perseguidos e censurados. É preciso denunciar amplamente os que tentam silenciar esta nova forma de comunicação. 

É urgente acionar os poderes públicos – governo federal, Congresso Nacional e o próprio Supremo Tribunal Federal – em defesa da blogosfera. É o que faremos, em parceria com as demais entidades da sociedade civil, em especial com o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), requisitando audiências junto ao STF, STJ, TSE, Congresso Nacional e Ministério da Justiça.

Pedimos, ainda, a atenção da Secretaria Especial dos Direitos Humanos para o tema. Liberdade de expressão não é monopólio de meia dúzia de empresários. É um patrimônio do povo brasileiro, garantido na Constituição. A comunicação é um direito básico do ser humano, que precisa ser respeitado.

Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé.

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A prisão da banda punk Pussy Riot por cantar contra Putin


Em 21 de fevereiro de 2012, como parte de um protesto contra as eleições presidenciais russas de 2012, que culminaram com a reeleição de Vladimir Putin, três mulheres adentraram a Catedral de Cristo Salvador de Moscou, a principal igreja ortodoxa da Rússia, curvaram-se diante do altar e começaram a cantar uma "oração punk" contra Putin.
 Menos de um minuto depois, elas foram conduzidas por guardas para fora da Catedral. A filmagem do protesto foi usada posteriormente para criar um videoclipe para a música. Na música cantada na Catedral, o grupo pede à Mãe de Deus (em russo Богородица, no alfabeto cirílico ou Bogoroditsa, na versão latinizada) para mandar Putin embora. A musica também descreve o patriarca russo, Cirilo I de Moscou, como alguém que acredita em Putin ao invés de acreditar em Deus. Esta referência da música remete ao fato de Cirilo I ter demonstrado abertamente apoio a Putin durante as eleições, um fato que indignou não somente as integrantes do grupo, mas toda a oposição.
Presas desde fevereiro, Maria Alyokhina, Nadezhda Tolokonnikova e Yekaterina Samutsevich, fazem parte do Pussy Riot, um grupo de punk rock feminista russo, suas roupas usuais são vestidos de verão em cores vivas, com seus rostos sempre cobertos por tocas  balaclavas. O grupo é composto de aproximadamente 10 artistas, além de 15 assistentes técnicos encarregados de filmar e editar seus vídeis, os quais são difundidos via Internet. Desde que foram presas, despertaram solidariedade internacional de entidades como a Anistia Internacional e de diversos artistas da música - Paul McCartney, Madonna, Red Hot Chilli Pepers, Franz Ferdinand - que pedem a libertação delas, além de protestos e manifestações populares em apoio ao grupo.
Protesto na Rússia pela liberdade das integrantes da Pussy Riot
A acusação tenta desviar o foco político da ação. As integrantes do Pussy Riot estão sendo acusadas de "vandalismo motivado por ódio étnico", um crime que o código penal russo prevê uma pena de até sete anos de prisão.  As chances de liberação delas são difíceis. 
A juíza Marina Syrova, nesta sexta-feira (17), as considerou culpadas das acusações, a sentença final ainda não foi divulgada. A promotoria pediu três anos de prisão, afirmando que as garotas deveriam ser "isoladas da sociedade" e que elas haviam violado as tradições do país. Há uma forte tendencia para a condenação seguir esta orientação.
O caso das Pussy Riot escancara a dura realidade da Rússia governada por Vladimir Putin. Putin governa a Rússia de fato desde 1999 — foi presidente, primeiro-ministro e retornou à presidência — tomou posse em maio em meio a protestos e denúncias de fraude nas eleições. Centenas de manifestantes foram presos. Logo após assumir, o governo enrijeceu a legislação sobre a liberdade de reunião com novas leis que preveem a necessidade de autorização do Estado para realizar manifestações. Putin tornou as multas significativamente mais altas para violações do código.Outro caso incluído no rol da perseguição política é a prisão do blogueiro Alexei Navalny, considerado um dos líderes da oposição, no fim de julho. Ele é acusado por roubo de madeira de uma companhia estatal, enquanto trabalhava como conselheiro de um governo regional, em 2009.

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Gilmar Mendes desafia "blogs sujos"






Saiu agora quinta a noite (31/06) no blog de Jorge Bastos Moreno, hospedado no sítio do jornal O Globo:


Gilmar questiona uso do dinheiro público para atacar instituições


O ministro Gilmar Mendes acaba de informar à Rádio do Moreno que vai entrar com uma ação na Procuradoria Geral da República, solicitando o substrato das empresas estatais que usam o dinheiro público para o financiar blogs que atacam as instituições.


- É inadmissível que esses blogueiros sujos recebam dinheiro público para atacar as instituições e seus representantes. Num caso específico de um desses, eu já ponderei ao ministro da Fazenda que a Caixa Econômica Federal, que subsidia o blog, não pode patrocinar ataques às instituições.




( Eu sei bem de quem o ministro está falando, mas, como me disse Jobim sobre essa confusão toda, "eles que são branco é que se entendam" . Jobim, Heraldo, FH e eu vamos ficar na nossa. No caso, Heraldo, não é pra menos, quer distância desse blogueiro. Eu só não sabia que a Caixa Econômica patrocinava esse tipo de blog )


O ministro explicou que, nem de longe, sua decisão visa atingir a liberdade de expressão. Pelo contrário, é em defesa que se luta contra as pessoas que não se acostumaram a viver dentro de um regime democrático.


- O direito de crítica, de opinião, deve ser respeitado. Mas o ataque às instituições é intolerável - acrescentou o ministro Gilmar Mendes.

Ataque à liberdade de expressão

Desesperado, sem conseguir sustentar as suas acusações e difamações contra o ex-presidente Lula - até o amigão Nelson Jobim o abandonou nas suas bravatas sem provas -, o ministro Gilmar Mendes, que se acha o "Supremo", resolveu investir contra a liberdade de expressão e contra a blogosfera. Ele agora quer asfixiar financeiramente os "blogs sujos" - expressão usada primeiramente por seu outro amigão, o tucano Serra.

A coluna de Moreno insinua que o alvo principal de Gilmar Mendes é o jornalista Paulo Henrique Amorim, do blog Conversa Afiada. Ao citar Heraldo Pereira, serviçal da TV Globo que processou o blogueiro, ela dá pistas sobre o blogueiro odiado pelo "jagunço midiático" Gilmar Mendes - a expressão jagunço, que adora os holofotes da mídia, foi usada por outro integrante do STF, o ministro Joaquim Barbosa.

Suspensão dos anúncios da Veja

A blogosfera realmente está incomodando as forças conservadoras deste país. Capas da Veja, editorias do jornal O Globo, ataques dos "calunistas" amestrados da mídia e, agora, a histeria do próprio Gilmar Mendes indicam que os tais "blogueiros sujos" crescem em influência no cenário político nacional. Apavoradas, estas forças investem novamente contra a liberdade de expressão - como já fizeram no golpe e na ditadura militar.

Já que pretende discutir o uso do dinheiro público na blogosfera, o "isento" ministro do STF deveria também questionar os anúncios publicitários na revista Veja. Afinal, ela foi acusada de envolvimento com o crime organizado, com a máfia do Carlinhos Cachoeira. Não seria o caso de Gilmar Mendes propor a suspensão da publicidade oficial até que a publicação de seu outro amigão, Bob Civita, seja investigada?

Toda solidariedade ao blogueiro Paulo Henrique Amorim, alvo de dezenas de processos de Daniel Dantas, de Ali Kamel e de outros fascistóides nativos! O momento é de forte unidade em defesa da blogosfera e da liberdade de expressão! Os que defendem a democracia não podem se calar nesta hora!
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Como era a "liberdade de imprensa" no Brasil dos militares



Após o golpe de 1964, a ditadura passou a cercear as liberdades e direitos civis e, com o AI-5, sua face mais dura se estabeleceu.

O General Newton Cruz nos dá uma boa mostra de como era a "liberdade de imprensa" no Brasil dos militares. Enquanto alguns grupos econômicos midiáticos (Globo, Folha de SP, RBS, etc) gozavam de amplas regalias junto ao regime (por conta da postura colaboracionista com  a ditadura), quem ousa-se questionar e fazer jornalismo independente era duramente silenciado.
A cena acima foi retirada do filme "Céu Aberto" de João Batista de Andrade.
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A "liberdade de expressão" em Portugal


Policial agride fotógrafa da France Presse que cobria protesto de trabalhadores, realizado nesta quinta (22/03) em Lisboa, contra as medidas de austeridade do governo português.
Foto: Hugo Correia
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WikiLeaks volta à ativa com publicação de "arquivos espiões"



O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, lançou nesta quinta-feira (1) um novo projeto em seu site com a publicação de centenas de documentos, que revelam uma indústria mundial que oferece a governos ferramentas para espionar seus cidadãos.


Os documentos expõem as atividades de cerca de 160 empresas de 25 países que desenvolvem tecnologias para rastrear e vigiar pessoas por meio de aparelhos de celular, contas de email e históricos de busca na internet.


"Hoje publicamos mais de 287 arquivos que documentam a realidade da indústria internacional de vigilância de massas, uma indústria que agora vende equipamentos tanto a ditadores como a democracias para vigiar populações inteiras", disse Assange em uma coletiva de imprensa em Londres.


O australiano, que está em prisão domiciliar no Reino Unido, disse que, nos últimos dez anos, ela converteu-se de uma indústria secreta que abastecia principalmente às agências de inteligência governamental a um grande negócio transnacional.


Os documentos compilados no site wikileaks.org/the-spyfiles incluem manuais de produtos de vigilância vendidos a regimes árabes repressivos. Muitos vieram de escritórios saqueados durante as revoltas em países como o Egito e a Líbia.


"Os sistemas revelados nestes documentos mostram exatamente o tipo de sistema que a Stasi [polícia política da extinta Alemanha Oriental] sonhou construir", disse Jacob Appelbaum, ex-porta-voz do WikiLeaks e especialista em informática da Universidade de Washington.


"Estes sistemas foram vendidos por empresas ocidentais a países como Síria, Líbia, Tunísia e Egito. Estão configurados para perseguir as pessoas e assassinar", declarou.


A publicação dos "arquivos espiões" marca a reativação do WikiLeaks, que anunciou, em outubro, a suspensão da divulgação de arquivos secretos por falta de fundos. O site enfrenta um bloqueio financeiro imposto por multinacionais americanas desde 2010.



Fonte: France Presse
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A neutralidade da rede



A neutralidade da rede é um dos principais fundamentos da internet livre


Por Sergio Amadeu da Silveira



Fui orientador de Rodrigo de Almeida que defendeu, em 2009, a dissertação de mestrado denominada A Concentração do Poder Comunicacional na Sociedade em Rede. O seu trabalho rigoroso tornava evidente o inevitável confronto entre o interesse das Operadoras de Telecomunicações e o dos cidadãos conectados. O contencioso tinha como epicentro o princípio da neutralidade da rede.
O que vem a ser a neutralidade da rede? Em poucas palavras, esse princípio impede que o controlador da infra-estrutura física das redes digitais possa controlar os fluxos de informação que por elas transitam. Dito de outro modo, o dono das redes físicas deve ser neutro em relação ao tráfego de informações. Na prática, a neutralidade impede que as Operadoras da Telecom possam bloquear pacotes de dados, filtrar o tráfego e definir que tipo de aplicações podem andar mais ou menos rápido dentro dos seus cabos e fibras óticas.

Em 2007, o professor da Universidade da Pensilvania, Christopher Yoo, no debate com Tim Wu, da Universidade de Columbia, sobre se a internet deveria continuar respeitando a neutralidade. Yoo afirmou que o tratamento diferenciado de pacotes de informação por tipo de aplicação pode permitir a superação dos congestionamentos de tráfego na internet. Para isso, as Operadoras de Telecom deveriam ser autorizadas a identificar os pacotes e estabelecer privilégio de tráfego aos considerados mais importantes, em detrimento daqueles com menor grau de relevância (http://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=953989).
Yoo acredita que a neutralidade da rede deve ser substituída pelas regras de mercado. Na sua concepção, as redes devem ser regidas pela lei de oferta e demanda por banda larga. Para ele, o melhor exemplo é o da vídeo conferência. Existem serviços mercantilizáveis que exigem a discriminação de pacotes, ou seja, para funcionar bem a aplicação necessita de prioridade de tráfego nas redes. 
Há muito tempo as Operadoras querem o fim da neutralidade da rede para poderem precificar de modo diferenciado tanto a oferta quanto o acesso a determinadas aplicações, tais como a voz sobre IP, as redes P2P, entre outras. Quase como sempre na história das disputas econômicas e políticas no mundo da tecnologia, alguns dos pelejadores utilizam o artifício de tentar transformar o debate sobre o tema em uma questão técnica. 
Segundo Ethevaldo Siqueira, durante a Futurecom 2011, o secretário-geral da União Internacional de Telecomunicações (UIT), Hamadoun Touré, afirmou que "as redes mundiais de banda larga poderão entrar em congestionamento incontrolável e até em colapso, até 2015, se governos, agências reguladoras, operadoras de telecomunicações, provedores de serviço e produtores de conteúdo não estabelecerem novos padrões de regulamentação". Por que? Relata-nos Siqueira que "a cada minuto são postadas 36 horas de vídeo apenas no YouTube. O que mais preocupa os especialistas é o crescimento exponencial dos dispositivos de comunicação móvel, cujo total poderá chegar a 55 bilhões em 2020".
Do ponto de vista técnico, mal começamos a implementar as redes de alta velocidade e a alargar suas bandas. Além disso, mesmo o espectro radioelétrico pode ser utilizado de modo completamente distinto do que acreditamos ser o único modo de seu uso. A realidade é que existe uma subutilização do espectro na maior parte do tempo. Além disso, as tecnologias evoluem e permitem a transferência cada vez maior de dados. O que não é possível aceitar é exagerar o argumento da escessez do espectro e do congestionamento das redes para impor um outro modo de funcionamento da Internet.
O especialista em telecomunicações Kevin Werbach tem nos alertado que a ocupação atual do espectro radioelétrico, apresentada como a única forma de realizar transmissões por ondas de rádio em um espaço de escassez, não passa de um mito. No texto “O novo paradigma da comunicação sem fio” Werbach esclarece:
“Quase tudo que você pensa que sabe sobre o espectro está errado. Durante quase um século, o espectro de radiofreqüência foi tratado como um recurso escasso que o governo tem de distribuir por meio de concessões exclusivas. A concessão do espectro nos trouxe o rádio, a televisão, os telefones celulares e os serviços vitais de segurança púbica. Durante esse período o modelo de concessão tornou-se um paradigma incontestável que permeia a nossa forma de ver. (...) As tecnologias digitais de hoje são capazes de distinguir entre sinais, permitindo aos usuários compartilhar as ondas sem necessidade de concessão exclusiva. Em vez de tratar o espectro como um recurso físico escasso, poderíamos torná-lo disponível para todos como commons, abordagem conhecida como 'espectro aberto'."
Em sentido completamente oposto ao catastrofismo apresentado pelo representante das Telecomunicações, Hamadoun Touré, em 2008, a FCC, Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos liberou as faixas de frequência, denominadas "espacos em branco" (white spaces) que existem entre os canais de TV. Na época, o presidente da FCC, Kevin J. Martin, escreveu na declaração oficial da aprovação que "a autorização do uso dos 'espaços em brancos' do espectro é uma vitória significativa para os consumidores". 
Rádios operados por software podem operar na faixa de 900 MHz a 3Ghz, já que a maioria deste espectro é subutilizado nos Estados Unidos. Por isso, Martin declarou que espera ver "reforçada as redes de banda larga abertas, os dispositivos P2P inteligentes e até mesmo que pequenas redes de comunicação venham a ser formadas nos "espaços em branco" entre os canais de TV".
Como é possível perceber, a ideia de colapso eminente das redes que justifique a transformação da Internet em uma grande rede de TV a cabo está longe de ser tecnicamente plausível. As Operadoras de Telecom querem o fim da neutralidade da rede porque querem ampliar sua lucratividade. Segmentos da indústria da intermediação, principalmente as corporações do copyright, também têm interesse no aumento de controle das empresas de telecom sobre a rede. Acreditam que isso facilitaria o bloqueio do compartilhamento de arquivos digitais. Grupos retrógrados da burocracia estatal e membros dos aparatos de segurança também se interessam em assegurar às Teles um maior poder de filtrar e interferir no tráfego. 
O fato é que se as Teles puderem quebrar ou flexibilizar a neutralidade de rede a primeira vítima será a inovação que tem caracterizado a história da Internet.
Ao permitir que as empresas de telecom possam filtrar o tráfego, priorizar aplicações ou fazer acordos comerciais que privilegiem o fluxo de informações de quem realizou contratos específicos com as mesmas, estaremos abrindo espaço para transformar a Internet em uma grande rede de TV a cabo. Além disso, estaremos definitivamente substituindo a cultura de liberdade que imperou até hoje na rede pela cultura da permissão. Todo novo protocolo ou aplicação poderá ser bloqueado pelas Operadoras de Telecom com o argumento de que não faz parte de sua política de tráfego. Será impossível inventar um protocolo sem ter as Teles como sócias ou, no mínimo, sem a sua autorização.
Por isso, temos que definir claramente o que é neutralidade no Marco Civil da internet no Brasil. Precisamos retirar da proposta que o governo enviou ao Parlamento qualquer possibilidade de a Anatel regulamentar o que venha ser a neutralidade da rede. O poder econômico e econômico das teles precisa ser controlado sob pena de mudarmos completamente a dinâmica da Internet, de reduzirmos as possibilidades de livre criação e invenção, bem como, de submetermos a diversidade cultural aos seus interesses comerciais.
*Sergio Amadeu da Silveira é professor do Centro de Engenharia, Modelagem e Ciências Sociais Aplicadas da UFABC. É membro do Comitê Gestor da Internet no Brasil.
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Arquivado processo contra Tonho Croco #FreeTonhoCrocco


Vitória da democracia: o processo movido contra o músico Tonho Crocco foi  arquivado! Após a grande pressão da sociedade contrária a ação movida contra o músico Tonho Crocco, e o recuou do Deputado Giovani Cherini (PDT), o processo está oficialmente arquivado, segue abaixo o informe do site do TJ/RS:


Em despacho expedido nesta segunda-feira (8/8) o Juiz de Direito Artur dos Santos e Almeida, do 3º Juizado Especial Criminal do Foro Central, arquivou o processo contra Antônio Carlos Knebell Crocco, o cantor de rap Tonho Crocco.
Na última sexta-feira, dia 5/8, o Deputado Giovani Cherini havia ingressado com petição pedindo o arquivamento, alegando que não era vítima no processo.
O Juiz também relata no despacho que as pessoas citadas na música Gangue da Matriz (rap que critica 36 Deputados Estaduais que, em dezembro passado, aprovaram aumento nos seus salários), as quais seriam as reais vítimas, não ingressaram com representação na Justiça.
Como já decorreram mais de seis meses desde o conhecimento do fato pelas vítimas, e não ofereceram representação, operou-se a decadência, registrou o magistrado. Em razão disso declaro extinta a punibilidade de Antônio Carlos Knebell Crocco, com base no art. 107, IV, do Código Penal.


#FreeTonhoCrocco
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Deputado anuncia que desistirá de ação contra Tonho Crocco #FreeTonhoCrocco


Após a grande pressão da sociedade contrária a ação movida contra o músico Tonho Crocco, o deputado Giovani Cherini (PDT) recuou e afirmou a imprensa que, no que depender dele a ação  não irá adiante, o parlamentar disse que pretende se retratar sobre o ofício encaminhado à Procuradoria Geral do Estado. O Ministério Público (MP-RS) informou que, não há denúncia e com isso o caso pode ser arquivado.

Na audiência de conciliação que está marcada para 22 de agosto, pode resultar no arquivamento do caso pelo MP. O recuo do Dep. Cherini deve ser entendido como uma prova inquestionável de que quando o povo mostra a sua contrariedade e revolta, as vitórias acontecem!

No entanto, devemos permanecer vigilantes e atentos! Vamos manter a nossa presença para o dia 22 no ato de apoio ao Tonho Crocco (http://www.aldeiagaulesa.net/2011/08/ato-em-apoio-ao-tonho-crocco-2208.html) e mostrar que não há mais lugar para a censura no Brasil!

#FreeTonhoCrocco
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Ato em apoio ao Tonho Crocco (22/08) #FreeTonhoCrocco


Tonho Crocco expressou através da música o sentimento de muitos (talvez da maioria da população gaucha) de indignação contra o aumento de 73% nos salários que os deputados da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul concederam a si mesmos no final de 2010.

Agora ele está sendo processado por crime contra a honra, devido a uma representação ao Ministério Público, assinada por Giovani Cherini (PDT) quando este ainda era presidente da Assembleia.

A audiência preliminar acontece no dia 22 de agosto de 2011, segunda-feira, às 15h no Foro Central de Porto Alegre/RS.

Não podemos aceitar nenhuma forma de censura! Censurar a arte é uma ação que claramente agride a Liberdade de Expressão!!!
As redes sociais estão com força e esta é hora de mostramos mais uma vez ela nos manifestando e dando o nosso apoio ao Tonho Crocco, comparecendo em frente ao Foro Central, a partir das 14hs!

Traga seus instrumentos, cartazes, energia e criatividade para não deixarmos a censura prevalecer.

Repasse e divulgue nas redes sociais e vamos mostrar que liberdade não tem preço! #FreeTonhoCrocco


Ato em apoio ao Tonho Crocco!
Segunda (22/08) a partir das 14h no Foro Central de Porto Alegre/RS (Rua Márcio L Veras Vidor, 10 - Praia de Belas, Porto Alegre - RS)

Saiba mais aqui:

http://www.facebook.com/event.php?eid=254523307909035

http://www.aldeiagaulesa.net/2011/08/tonho-crocco-e-processado-por-rap.html

http://www.tonhocrocco.com/novo/index.php?main=blog_view&id=15



#FreeTonhoCrocco

Tonho Crocco é processado por rap contra aumento de deputados


Quando um amigo comentou, demorei a acreditar, foi somente quando vi o manifesto divulgado pelo próprio Tonho Crocco (segue abaixo) é que percebi que era a mais pura (e absurda) verdade.
O músico Tonho Crocco, fundador da banda Ultramen e atualmente em carreira solo, está sendo processado por crime contra a honra, devido a uma representação ao Ministério Público, assinada por Giovani Cherini (PDT) quando este ainda era presidente da Assembleia Legislativa do RS. O "crime" do músico foi ter feito um rap no qual chamava de “gangue” os 36 deputados que aprovaram aumento de 73% em seus próprios salários, em dezembro do ano passado.
Naquela oportunidade, no penúltimo dia de trabalhos da Assembleia Legislativa, os deputados estaduais gaúchos aprovaram um reajuste de 73% em seus próprios salários. Os vencimentos dos parlamentares pularam de R$ 11,5 mil para R$ 20 mil. A proposta foi aprovada por 36 votos contra 11. A bancada do PT e o petebista Cassiá Carpes votaram contra o projeto.
Não tem como não encarar esta situação como uma clara ameaça a liberdade de expressão. Tonho Crocco expressou, através da música, uma indignação e inconformidade compartilhada por muitos. Se, a partir de agora, se tolher o direito das pessoas manifestarem a sua inconformidade através da arte, estaremos indo muito mal enquanto sociedade.
Fica aqui a total solidariedade e apoio deste blog para o Tonho Crocco. 
Não aceitaremos, de nenhuma maneira, que se impeça e censure a liberdade de opinião.
Segue o manifesto escrito pelo músico, ao qual, temos total concordância!

Manifesto contra a censura e pela liberdade de expressão



Porto Alegre, 02 de agosto de 2011

Eu, Antonio Carlos Crocco, nome artístico Tonho Crocco, Brasileiro e morador da cidade de Porto Alegre/RS estou sendo processado por intermédio de uma ação no Ministério Público encaminhada em nome do ex-presidente da Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul e atual Deputado Federal do PDT GIOVANI CHERINI por crimes contra a HONRA.
A audiência preliminar acontece no dia 22 de agosto de 2011, segunda-feira às 15h no Foro Central de Porto Alegre/RS.

Explicando a situação:
No dia 21 de dezembro de 2010, 36 deputados estaduais votaram a favor do aumento de 73% de seus próprios salários. O substituto do Projeto de Lei 352/2010, elevou o salário dos parlamentares de R$ 11.564,76 para R$ 20.042,34.
Em menos de 24h consegui compor e gravar o vídeo protesto "Gangue da Matriz" que já recebeu mais de 37 mil visualizações no Youtube e está a disposição para download no www.tonhocrocco.com
A assembléia, representada na época pelo Deputado GIOVANI CHERINI encaminhou ao Ministério Público representação de ilicitude, pedindo providências, na qual fui intimado e indiciado por CRIMES CONTRA A HONRA.
O artigo 138, 139 e 140 do código penal prevê pena de 1 mês a 2 anos de detenção.
Não seria esta ação uma forma de censura à liberdade de expressão?
Não estaria o excelentíssimo Deputado ou a quem ele representou agindo de forma truculenta?
Estaríamos retrocedendo aos tempos da ditadura?
Será mesmo que estamos numa democracia?
Meu verdadeiro temor é que se abra um precedente coibindo as manifestação políticas; principalmente aquelas que usam de vias pacíficas e da ARTE como forma de expressão.
Gostaria de contar com o apoio e mobilização dos que concordam com esta filosofia. Não apenas a classe artística e sim de todas pessoas que compartilham esta visão.

Repasse e divulgue este manifesto.
Envie sua mensagem para contato@tonhocrocco.com ou www.twitter.com/tonhocrocco que divulgaremos no site e em todas as redes sociais.
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Assista o vídeo:



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Jair Bolsonaro apoia a Marcha da Maconha



Por Cornelius Buarque

Cada vez que o Deputado Bolsonaro vaticina impropérios contra homossexuais, negros e etc, algum gaiato responde que ele possui o sagrado direito da liberdade de expressão.
É verdade, ele possui esse direito.
Mas se concedemos tal direito ao nobre deputado, devemos concedê-lo também a mais algumas pessoas. Se ele se diz defensor da liberdade de expressão, ele também deve apoiar a Marcha da Maconha. Afinal, os organizadores das marchas em todo o Brasil nada mais querem que expressar suas opiniões a cerca da descriminalização da maconha. 

Mais ainda, deveria, ao invés de achar que a liberdade de expressão vale apenas para ele, defender também para todos os que defendem a luta contra a homofobia, o aborto, etc.

Ou seja, se o Bolsonaro é de fato  defensor da liberdade de expressão ele deve apoiar a realização da Marcha da Maconha. 


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