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Pirate Bay e a sua saída pelas nuvens


Por Felipe Marra Mendonça


O Pirate Bay, notório site sueco de trocas de arquivos, decidiu deixar de usar servidores próprios para passar a hospedar tudo nas nuvens. Com isso os administradores imaginam evitar o risco de ser fechados por autoridades que têm combatido sites de BitTorrent nos últimos meses.
A mensagem colocada pelos administradores no site carrega na hipérbole. “Estamos nos livrando de nossa forma terrestre lenta e gradualmente, ascendendo ao próximo estágio, a nuvem. Nossos dados flutuam em milhares de nuvens, de forma criptografada, prontos para ser usados quando necessário. Qualquer tentativa de atacar o Pirate Bay de agora em diante será um ataque em tudo e em nada. Adapte-se ou seja esquecido.”
A mudança na forma de hospedagem do site é uma reação à tática da polícia sueca, que passou a fechar sites de troca de arquivos e lacrar servidores hospedeiros. O último alvo, em outubro, foi a PRQ, dona de servidores. Ela tinha como clientes desde sites de troca de arquivos, como o Torrent Hound, mas também endereços de transmissão de jogos, o WikiLeaks e a controversa Associação Norte-Americana do Amor entre Homens e Garotos.
Em março o Pirate Bay tinha anunciado a criação de uma frota de drones para essencialmente operar como servidores voadores, mas a solução de hospedagem nas nuvens pareceu mais sensata. Desde a terça-feira 16, os arquivos estão em servidores em dois países diferentes, segundo informações providenciadas pelo Pirate Bay ao site TorrentFreak.
Segundo um porta-voz, isso garante a permanência do site. “Se um dos nossos provedores de espaço nos cortar, sair do ar ou falir, podemos simplesmente comprar mais espaço de outro provedor de hospedagem nas nuvens”, afirmou.
Além disso, os dados são sempre criptografados, impedindo os provedores de nem sequer saber que têm conteúdo do Pirate Bay entre os dados nas suas nuvens. Dessa forma, o Pirate Bay parece ter montado uma infraestrutura de distribuição de dados melhor do que a gerida por muitas grandes empresas.
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FBI fecha Megaupload e desencadeia guerra online



Anonymous lançam maior ataque da história da internet

O site Megaupload foi encerrado pelas autoridades norte-americanas e o seu fundador foi detido após uma ação da companhia Universal Music. Em resposta, o coletivo hacker Anonymous está retaliando várias entidades norte-americanas através do maior ataque desde que a internet foi criada.
Segundo a justiça norte-americana, o provedor de arquivos Megaupload, um dos mais populares da internet, é responsável por prejuízos de mais de 500 milhões de dólares a autores e empresas da indústria fonográfica e cinematográfica. Sete pessoas — quatro das quais detidas na Nova Zelândia, incluindo o fundador do Megaupload, Kim Dotcom — são acusadas de associação criminosa e violação de direitos autorais.
Além do fechamento do site, legalmente sediado em Hong Kong, foram apreendidos diversos servidores, material de informática e outros bens no valor de 50 milhões de dólares.
A operação internacional surge após várias ações legais movidas por gigantes como a Universal, que recentemente contestara a participação de conhecidas estrelas da música pop num vídeo de promoção do Megaupload. Will.i.am, Kanye West e Alicia Keys são alguns músicos que defendem aquele site de compartilhamento de arquivos, apesar da companhia fonográfica não ter autorizado os artistas, seus contratados, a participar no anúncio.
A ação contra o Megaupload, que não é um site de compartilhamento de conteúdos protegidos, mas que pode ser utilizado para esse fim de forma anônima, acontece um dia após o protesto da Wikipédia e de outros importantes sites contra dois projetos-lei que neste momento são discutidos nos Estados Unidos.
O PIPA e o SOPA prevêem o encerramento de sites que contenham conteúdos protegidos. Por exemplo, o YouTube poderia ser encerrado e enfrentar ação legal pelo fato de um usuário do serviço divulgar naquele site um conteúdo protegido por direitos de autor, ainda que sem autorização.


A guerra online


O fechamento do Megaupload — ocorrido há poucas horas –  motivou aquele que já é o maior ataque protagonizado pela rede hacker Anonymous. O site informou que às 20h (horário de Brasília) desta quinta-feira (19), 5.635 programadores participavam de uma ação que deixou fora do ar sites de várias organizações governamentais e empresas audiovisuais. O FBI era anunciado como um dos principais alvos a abater. O Departamento de Justiça, Universal, US Copyright Office, MPAA e RIAA estavam offline, apresentando telas com mensagens do Anonymous.
Às 20h55, a CNN citava uma fonte do coletivo hacker para e informava que pelo menos 27.000 computadores estavam sendo utilizados no ataque.

Fonte: Sul 21 e Exame
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Governo suíço decide que download de músicas, games e filmes não é ilegal



Um em cada três suíços baixam arquivos protegidos por copyright e por um ano o governo do país tem pensado sobre o que fazer a respeito. Após pesquisas e muita discussão, as autoridades concluíram que o download para uso pessoal é legal e que, inclusive, os detentores dos direitos não serão prejudicados por isso.

Em resposta às reclamações da indústria do entretenimento, o governo da Suíça realizou um estudo para verificar o impacto desses downloads na sociedade. A pesquisa concluiu que a Internet representa uma revolução na distribuição de conteúdo e que as grandes empresas precisam saber lidar com isso.
“É o preço que pagamos pelo progresso. Os vencedores serão aqueles capazes de usar as novas tecnologias para obter vantagens e os perdedores são os que perdem a oportunidade e continuam seguindo modelos antigos de negócios”, afirma o relatório. E a pesquisa vai mais além, contrariando a ideia de que o mercado do entretenimento tem prejuízos com a pirataria.

Para chegar a essa conclusão,o governo suíço adaptou um estudo conduzido pelo governo da Holanda no ano passado, como conta o blog TorrentFreak. Os resultados mostram que, embora um terço dos cidadãos suíços maiores de 15 anos façam o download de músicas, filmes e jogos na Internet, eles não gastam menos dinheiro com entretenimento. Na verdade, as quantias que eles reservam para esse tipo de conteúdo permanece constante e que o ato de baixar arquivos da web funciona mais como uma prática complementar.

Isso significa que as pessoas que têm o costume de baixar arquivos tendem a ser frequentadoras mais assíduas de shows. Essa prática ainda beneficia bandas pouco conhecidas, que acabam lucrando com a divulgação pelo compartilhamento de canções digitais. Ainda segundo o estudo, quem baixa games acaba comprando mais do que os que não baixam.

O governo da Suíça recomenda aos gigantes da indústria que se adaptem a essa mudança no perfil do consumidor se não quiserem estar fadadas à morte. Por lá, o download para uso pessoal continuará legal, já que não foi comprovado um impacto negativo na sociedade. O país também rejeita medidas como filtrar ou bloquear conteúdo, alegando que esse tipo de iniciativa fere a liberdade de expressão e viola leis de proteção da privacidade, além de entender que existem diversas maneiras de furar os bloqueios.


Fonte: Adrenaline
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