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Dez anos sem Celso Furtado


A reformas estruturais e institucionais profundas que defendia o economista para que o País sustentasse o processo de desenvolvimento continuam bastante atuais, ainda que as conquistas sociais tenham avançado nos últimos anos

Por Fernanda Graziella Cardoso e Cristina Fróes de Borja Reis

Dia 20 de novembro de 2014 demarca uma década do falecimento de Celso Furtado. Nordestino, nascido na cidade paraibana de Pombal no ano de 1920, Furtado não foi apenas um economista teórico: participou ativa e diretamente na esfera pública.

Como mentor e superintendente da SUDENE (1958-1964), consubstanciou a preocupação específica que Furtado apresentava com relação à sua região de origem. Foi Ministro em duas ocasiões – Planejamento (1962-1963), quando elabora o Plano Trienal que previa algumas reformas de base (bancária, administrativa, fiscal e agrária, dentre outras), e Cultura (1986-1988) -, além de ter, ao lado de Raúl Prebisch, desempenhado papel central na Cepal, onde foi diretor da Divisão de Desenvolvimento Econômico (1949-1957).

Sua vasta obra – mais de 30 livros, publicados em mais de uma dezena de idiomas – contempla tanto temas gerais de caráter mais teórico-metodológico relativos ao desenvolvimento socioeconômico, quanto análises específicas sobre a trajetória de formação histórica e econômica das nações latino-americanas, com destaque para o Brasil.