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Marcio Pochmann: A política externa e a nova partilha do mundo


Por Marcio Pochmann

Com 7,2 bilhões de habitantes e mais de 200 países, o planeta Terra contabiliza Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 75 trilhões. Se repartido equivalentemente, cada habitante receberia US$ 10,5 mil em 2013 (R$ 23,6 mil). Infelizmente, a repartição da renda no mundo não é bem assim. Como diria G. Shaw: “A estatística é uma ciência que demonstra que se meu vizinho tem dois carros e eu nenhum, nós dois temos um, em média”.


Atualmente, o PIB global encontra-se repartido em quatro grandes blocos de países. De um lado, as economias ricas que se associam à Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE),­ operando em dois grandes blocos distintos de economias. Um na América do Norte, outro sob o comando da União Europeia. De outro lado, a parte restante dos países fica com 49% do PIB, dividindo-se também em dois grandes blocos de economias.  O primeiro atende pelo nome de Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e o segundo bloco compreende os demais países restantes.

BRICS: “Ouçam o som do Sul Global”


Por Pepe Escobar

A reunião dos BRICS no nordeste do Brasil já fez história por uma razão chave: a criação do Novo Banco de Desenvolvimento.

Podem chamá-lo de antídoto Sul Global àquela máquina de ajuste estrutural, o FMI. Muitas e muitas vezes, as nações membros do grupo BRICS e outras insistiram para que se fizesse uma reforma institucional no FMI, que reconhecesse o peso econômico do Sul Global. Pacotes de reformas dormem no Congresso dos EUA desde 2010. E em abril passado, mais uma vez, foram bloqueados.

A geopolítica da Copa do Mundo



Por Pepe Escobar

Numa das imagens que, até aqui, definem a Copa do Mundo, vê-se a Mannschaft alemã – a seleção alemã de futebol – confraternizando com índios pataxó, a poucas centenas de metros de distância de onde o Brasil foi “descoberto”, em 1500. Praticamente, um redescobrimento dos trópicos exóticos.
E há também a seleção inglesa, deitando e rolando à beira-mar, numa base militar, com o Pão de Açúcar como deslumbrante pano de fundo, sob uma parafernália de equipamentos e respectivo especialista científico em umidade e ventiladores industriais (afinal, haverá o “Duelo na Selva” contra a Itália, no próximo sábado, “nas profundezas da Floresta Tropical Amazônica”, como dizem tabloides britânicos.)