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Milhões de “Selfies” e “fotos de perfil” são interceptados para espionagem dos EUA


Nem mesmos os inofensivos "selfies" estão livres da poderosa máquina de espionagem cibernética dos EUA, comandada pela NSA (Agência de Segurança Nacional dos EUA, na sigla em inglês). São interceptados milhões de imagens nas redes sociais para abastecer um programa de reconhecimento facial, apontam novos documentos vazados por Edward Snowden, divulgados neste domingo (01/06) pela imprensa norte-americana.

Angry Birds e outros aplicativos são utilizados pelas agências de espionagens


Agências de espionagens utilizam aplicativos para rastreamento de suspeitos

Ao executar o aplicativo Angry Birds - baixado por mais de 1 bilhão de pessoas em todo mundo - qualquer um pode ter seus dados (localização, idade, sexo) acessados pela NSA (National Security Agency) e seu homólogo britânico, a GCHQ (Government Communications Headquarters).
É o que apontam documentos confidenciais entregues aos jornais The Guardian, The New York Times e ao site ProPublica, pelo delator e ex-funcionário da NSA, Edward Snowden. As agências têm trabalhado juntas desde 2007 na coleta de cada vez mais dados de suspeitos de terrorismo e outros alvos, e nos últimos anos os smartphones têm sido cada vez mais utilizados na tarefa.

Assange vs. Snowden: semelhanças e diferenças


Dois personagens, duas revelações, duas relações com a imprensa; duas imagens completamente diferentes. Porém, não estão tão distantes como poderia parecer

Por José Cervera

Ambos ganharam fama no mundo inteiro por suas revelações de segredos sobre o funcionamento interno do governo Americano. Ambos colaboraram com jornais famosos e de projeção mundial para tornarem públicas informações antes desconhecidas. Ambos têm sido tema de livros, filmes e inúmeros artigos de jornais em todo mundo, incluindo o The New York Times e The Guardian. Mas um deles, o ex-técnico da NSA Edward Snowden, os diários consideram um whistleblower (membro de uma organização que revela abusos) e pedem para que receba anistia e lhe permitam voltar aos EUA.

No entanto, o tratamento nas mesmas páginas de Julian Assange, fundador do Wikileaks, não poderia ser mais diferente. Não é normal que o The New York Times fale que uma fonte cheira mal e é arrogante em uma reportagem assinada por seu diretor, ou que publique um perfil pouco favorecedor que descreve seu estilo como “ditatorial, excêntrico e malandro”, nem o The Guardian publicar em seu livro que ele “se disfarçou de velhinha”. Quais são as diferenças e semelhanças entre estes dois personagens que geraram um tratamento jornalístico tão desigual?