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A irrelevância da revista Veja
Por Erick da Silva
Não importa o que esteja acontecendo no país ou no mundo, uma certeza teremos ao olhar as bancas de jornais: a capa da revista Veja será escandalosamente tendenciosa.
Esta postura abertamente anti-jornalistica, que na maioria das vezes apela para uma linguagem puramente "panfletária" (no sentido ruim do termo) tem contribuído paulatinamente para tornar a revista irrelevante do ponto de vista da informação e credibilidade.
TSE obriga “Veja” a dar direito de resposta a Dilma
O ministro Admar Gonzaga, do Tribunal Superior Eleitoral, concedeu, agora há pouco, uma liminar que obriga o site da revista Veja, da Editora Abril, a publicar direito de resposta à candidata Dilma Rousseff. A presidenta, assim, terá o mesmo espaço para refutar as informações caluniosas publicadas pela Veja com base em supostos depoimentos do doleiro Alberto Youssef, sobre denúncias de corrupção na Petrobras.
Na decisão, Gonzaga determina a inserção imediata da resposta da candidata do PT na página eletrônica da Veja, “no mesmo lugar e tamanho em que exibida a capa do periódico, bem como com a utilização de caracteres que permitam a ocupação de todo o espaço indicado”.
Por ordem do ministro, a Editora Abril deverá, ainda, juntar aos autos comprovação do cumprimento da decisão.
Abaixo a íntegra do texto do direito de resposta:
A democracia brasileira assiste, mais uma vez, a setores que, às vésperas da manifestação da vontade soberana das urnas, tentam influenciar o processo eleitoral por meio de denúncias vazias, que não encontram qualquer respaldo na realidade, em desfavor do PT e de sua candidata.
A Coligação “Com a Força do Povo” vem a público condenar essa atitude e reiterar que o texto repete o método adotado no primeiro turno, igualmente condenado pelos sete ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por terem sido apresentadas acusações sem provas.
A publicação faz referência a um suposto depoimento de Alberto Youssef, no âmbito de um processo de delação premiada ainda em negociação, para tentar implicar a Presidenta Dilma Rousseff e o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em ilicitudes.
Ocorre que o próprio advogado do investigado, Antônio Figueiredo Basto, rechaça a veracidade desse relato, uma vez que todos os depoimentos prestados por Youssef foram acompanhados por Basto e/ou por sua equipe, que jamais presenciaram conversas com esse teor.
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10/25/2014
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Golpe midiático em marcha: Globo entra hoje no “escândalo” da “Veja”
Por Rodrigo Vianna
A Justiça reconheceu o caráter eleitoreiro da última edição de “Veja” – e proibiu que seja feita publicidade da revista (leia aqui). Reparem: não se impede a circulação da revista, mas se proíbe que a edição cumpra seu papel nefasto de propaganda mentirosa a serviço do PSDB – às vésperas da eleição.
A decisão judicial traz alento. Mas não interrompe o golpe midiático.
Reparem também que a Globo, na sexta-feira, não deu qualquer repercussão à “denúncia” desesperada de “Veja”.
O JN fugiu desse terreno pantanoso. Por um motivo muito claro: Dilma, com seu duro pronunciamento contra o golpismo da Editora Abril, mandou um recado para Ali Kamel. A presidenta avisou que, se a Globo entrasse na aventura, teria resposta no mesmo tom.
Imaginem a seguinte situação: o JN embarca na aventura golpista de “Veja”, promovendo a leitura da edição impressa em rede nacional, por volta de 20h de sexta-feira. Menos de duas horas depois, Dilma abre o debate da Globo denunciando a própria Globo por golpismo.
Por isso, o JN fugiu do pau.
E, também, porque a revista da marginal não traz qualquer prova, nada. O texto da revista mesmo diz que os “fatos” narrados pelo doleiro não servem para comprometer Lula e Dilma (isso está lá no texto da revista – que me recuso a linkar). Ou seja, o texto faz a ressalva, mas a capa da revista da marginal serve como panfleto tucano.
Pois bem, esse era o quadro na sexta-feira…
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10/25/2014
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A fúria da Veja frente ao encolhimento de Marina Silva
A Veja não informa, mas é muito bem informada. Marina está minguando rápido
Por Fernando Brito
A melhor notícia que a campanha de Dilma Rousseff poderia receber hoje é a capa da revista Veja.
A Veja, como se sabe, é uma revista muito bem informada, até porque para manipular a informação é necessário tê-la.
Como dizia a minha avó, ali não se prega prego sem estopa.
Tudo o que eu, você e o distinto público em geral sabemos sobre pesquisa não é nada perto do arsenal de números de que dispõe a Veja.
Por isso é que a revista, como a gente fazia na oficina dos jornais de antigamente – hoje os computadores acabaram com essa graça – deve ser lida “de cabeça para baixo”.
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9/13/2014
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Imprensa, corrupção e voto: um teste de credibilidade
Em períodos eleitorais como o que atravessamos, pode-se observar com mais clareza a pobreza do solo em que a imprensa hegemônica faz suas colheitas de notícias. Na entressafra de pesquisas de intenção de voto, predomina o jornalismo declaratório, que tenta transformar em informação relevante qualquer coisa que brote desse deserto de ideias.
O mais novo fruto dessa seara de suposições é uma lista de políticos que teriam sido beneficiados por operações do doleiro Alberto Yousseff. Os artigos, editoriais e comentários publicados nas edições de terça-feira (9/9) sobre o assunto estão repletos de expressões condicionais, do tipo “maracutaias podem ter custado tanto”, “políticos teriam se beneficiado”, “seriam 62 os envolvidos” e “não se informou o que teriam praticado”.
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9/09/2014
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Que fim levou a direita ilustrada?
"Quando leio Reinaldo Azevedo, Olavo de Carvalho, Diogo Mainardi, Rodrigo Constantino e os chamados neoconservadores eu me pergunto: o que aconteceu com a tênue, mas boa, tradição da direita ilustrada brasileira? Que fim levou o pessoal que realmente acreditava nas ideias de Milton Friedman, que queria discutir Ayn Rand ou que, no geral, tinha teses para interpretar o Brasil? A reflexão de direita sobre o poder transformou a crítica em pichação."
Por Christian Dunker
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7/07/2014
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O oportunismo delirante da Veja
O oportunismo delirante da Veja é algo que dispensa maiores comentários, as capas acima falam por si.
Veja abdicou de ser uma publicação que pratique algo próximo ao jornalismo faz muito tempo. Funciona muito mais como um polo irradiador do "pensamento" (sic) da extrema-direita e neoliberais (de todas as plumagens).
A Copa do Mundo no Brasil é um inegável sucesso e todo o catastrofismo da turma do "imagina na Copa" se espatifou. Como bem apontou o jornalista Ricardo Kotscho, "Apenas três dias após o início da Copa, o New York Times, aquele jornalão americano que não pode ser chamado de petista chapa-branca, tirou um sarro da nossa mídia ao reproduzir as previsões negativas que ela fazia nas manchetes até a véspera."
Será que veremos, após o final da Copa, algum pedido de desculpas da Veja aos seus leitores pelos descalabros publicados na véspera do inicio do mundial?
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Depois de morto, Gushiken derrota Veja: o caso das falsas contas no exterior
Por Rodrigo Vianna
“A Veja dá a entender que não eram fantasiosas as contas no exterior. E não oferece um único indício digno de confiança. Infere, da identidade dos acusadores e dos interesses em jogo, a verdade do conteúdo do documento.A falácia é de doer na retina" (trecho da sentença que condenou "Veja" no TJ-SP)
Quase oito anos se passaram. A Justiça levou tanto tempo para ser feita, que a vítima dos ataques covardes já não está entre nós. Fundador do PT, bancário de profissão, Luiz Gushiken foi ministro da SECOM na primeira gestão Lula. Por conta disso, teve seu nome incluído entre os denunciados do “mensalão” (e depois retirado do processo, por absoluta falta de provas)…
Quase oito anos se passaram. A Justiça levou tanto tempo para ser feita, que a vítima dos ataques covardes já não está entre nós. Fundador do PT, bancário de profissão, Luiz Gushiken foi ministro da SECOM na primeira gestão Lula. Por conta disso, teve seu nome incluído entre os denunciados do “mensalão” (e depois retirado do processo, por absoluta falta de provas)…
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3/13/2014
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“Veja” é a barbárie: jornalismo justiceiro
O artigo do jornalista Rodrigo Vianna sintetiza com maestria o que representa a revista Veja, da editora Abril. Um verdadeiro "jornalixo" que presta um desserviço ao Brasil. Como aponta Vianna: " A “Veja” – se pudesse – prenderia o pescoço do povo brasileiro no poste. Mas não vai conseguir. Vai perder – de novo."
Recomendo a leitura!
Por Rodrigo Vianna
Nas redes sociais, tarde da noite de sexta-feira, jornalistas afinados com o tucanato e militantes da esquerda extremada se esparramavam em elogios à capa da “Veja”. Eu, que procuro manter distância sanitária da revista, aproximei-me da capa. E só consegui enxergar um gesto de oportunismo barato.
A “Veja” expõe a imagem – chocante, lamentável, triste – do rapaz preso pelo pescoço num poste na zona sul carioca, e aproveita a cena não para refletir sobre a tradição oligárquica brasileira, não para pensar sobre nossa história de 300 anos de escravidão, ou sobre nossa elite que reclama de pobres nos aviões e clama sempre pela resposta fácil do liberalismo de araque e da violência de capatazes. Não. “Veja” usa a foto terrível em mais uma tentativa para desgastar a imagem do Brasil; e também – que surpresa – para culpar o “governo”. Que governo? Ah, não é preciso ser muito esperto pra descobrir…
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2/08/2014
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“Rei do camarote” e os heróis da Veja
Por Altamiro Borges
A revista Veja precisa tomar mais cuidado com seus heróis e ícones. Na semana passada, a sua edição paulista, a Vejinha, deu uma patética capa para Alexander de Almeida, o “Rei dos Camarotes” – uma figurinha que se jacta de torrar R$ 50 mil por baladas. Agora, o sítio G1 informa que o sujeito já espancou sua ex-mulher e sua filha. No passado, Veja elegeu o ex-senador Demóstenes Torres como “o cavaleiro da ética”. Depois, o ex-demo foi processado, preso e cassado devido às intimas ligações com o mafioso Carlinhos Cachoeira. Mesmo assim, a revista não se cuida!
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11/12/2013
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O PSDB e a mídia complacente
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| A capa da Veja desta semana exemplifica essa complacência de parte da mídia com o PSDB |
Por Jéferson Miola
Um escândalo monumental, que faria do PT uma terra arrasada, todavia não atormenta a vida dos tucanos. Por que eles contam com a complacência da sua mídia conservadora.
O Ministério Público paulista investiga a suspeita de prática de cartel em obras e manutenção da CPTM [Cia Paulista de Trens Metropolitanos] e do metrô de SP. São 45 inquéritos [uma metáfora com o número eleitoral do PSDB] em andamento desde 2008 para investigar crimes de improbidade administrativa e de lesão ao patrimônio público que ocorriam desde 1998. Perpassam, portanto, todas as gestões tucanas no Estado.
Veja faz trollagem com a própria revista Veja
A imagem acima parece uma montagem "trollando" a revista Veja, mas não é. Ela realmente é a capa da Veja desta semana (10/07).
A capa não deixa claro se é uma reportagem sobre alguma "teoria da conspiração" envolvendo Ovinis em Brasília ou se a capa é indicativa de uma mudança na linha editorial da revista, abandonando a aparência "séria" de suas matérias e capas, passando definitivamente para um "padrão MAD" de jornalismo.
Não chega a ser uma novidade a Veja exibir capas "bizarras". É público e notório que a Veja não pratica um jornalismo de qualidade, qualquer rápida pesquisa no Google comprova. A novidade é a Veja fazer trollagem com a própria revista Veja.
O melhor a se fazer com a Veja é seguir a dica do Alfred E. Neuman:
PS: Esta capa da MAD é uma autêntica "trollagem"...
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O PT e o governo precisam de uma faxina
O ministro Paulo Bernardo concedeu uma entrevista as "páginas amarelas" da Veja desta semana - mesma semana em que se escancara uma clara tentativa de golpe midiático -onde endossa um conjunto de teses caras a direita brasileira em seus ataques ao governo federal e ao PT.
O jornalista Breno Altman (diretor editorial do site Opera Mundi e da revista Samuel) fez uma boa síntese sobre o sentido desta entrevista e o que ela representa. em um bom artigo reproduzido abaixo.
As afirmações de Paulo Bernardo, somadas as dificuldades que importantes dirigentes e "figuras públicas" do PT tem cometido neste contexto dos protestos, merecem uma séria e atenta reflexão. Cometer deslizes políticos, erros graves, neste momento, em um processo político extremamente dinâmico e desafiador, onde a velocidade dos fatos tem se imposto com uma força extraordinária, pode ser fatal.
Ficam algumas questões colocadas: saberá o PT, o governo, "ouvir a voz das ruas" e responder a altura? Conseguirá entrar na disputa politica e se "oxigenar" para absorver esta insatisfação e se "reinventar", colocando-se a altura da condição de maior partido da esquerda brasileira?
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6/23/2013
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A capa da Veja sobre as manifestações contra o aumento dos transportes
PS: A imagem acima é apenas uma montagem com fins humorísticos, ainda que a capa da Veja não deverá ser muito diferente.
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Veja mente até na morte de Roberto Civita
Por Erick da Silva
Roberto Civita morreu. Não sou daqueles que se regozijam pelo falecimento de alguém, pelo contrário, lamento por seu familiares e amigos. Não tem o que comemorar em uma morte.
A morte de Roberto Civita não irá mudar a linha editorial na editora Abril, pelo contrário. Sem "festejos" ou "lamentos", não pretendia dedicar nenhuma linha a este fato aqui no blog. No entanto, após ler algumas das barbaridades que estão sendo publicadas pelos funcionários da Abril na sua revista principal revista: a Veja, não pude me furtar de fazer alguns comentários a respeito.
Era esperado que fossem publicadas uma grande quantidade de matérias exaltando as inúmeras e variadas qualidades que, supostamente, o falecido dono da revista tinha. Afinal, se nem a Veja rasgar elogios para o falecido patrão, quem o faria?
No entanto, estes elogios exagerados, ainda que esperados, tem caído naquilo que é a maior especialidade da Veja nos últimos anos: a mentira sobre os fatos.
A mídia pisa no tomate
O preço do tomate, de repente, tornou-se o "grande tema" debatido e comentado no país. Nas redes sociais e repercutido na mídia. o tomate passou, rapidamente a ser utilizado com símbolo do retorno do "fantasma da inflação" que estaria assolando o Brasil. A mídia, em um coro uníssono tenta tornar o tomate o grande símbolo do suposto "fracasso" da política econômica do governo Dilma. As capas da Veja e Época desta semana não poderiam ser mais explicitas.
Mas como de fato está a inflação no país? O que está por traz desta campanha midiática?
Primeiramente, com relação a inflação brasileira, se observarmos no gráfico abaixo os dados do levantamento histórico, desde o ano de 1999, veremos que estamos bem longe de um "descontrole inflacionário".
Com relação a inflação dos últimos 12 meses, o gráfico abaixo fala por si, e comprova: a curva de inflação subiu de setembro de 2012 a janeiro de 2013, depois disso, entrou em queda.
Só haveria motivo para grandes preocupações se a curva continuasse subindo. Como já está em queda, significa que as medidas tomadas pelo governo estão funcionando e já produzem efeitos. Não é a toa que o próprio mercado financeiro é categórico ao prever que o índice de inflação IPCA chegará em dezembro fechando o ano em 5,7%, dentro da meta.
O que então, de fato, está por trás deste alarmismo? É nada menos que o velho clamor especulativo pela alta nos juros. Clamor que exagera o problema representado pela alta nos preços, que é real e concreto, e tenta colocar uma faca na garganta das autoridades monetárias exigindo uma política econômica restritiva e conservadora, bem ao gosto dos dogmas neoliberais ainda presentes.
A ligação da grande mídia com o capital financeira é orgânica. Não restringindo-se apenas ao tema dos contratos de publicidade, mas expandindo-se para uma ligação politica, ideológica e, em muitos aspectos, vitais. Afinal, não são poucos os banqueiros direta ou indiretamente associados as redações e conselhos administrativos dos grandes conglomerados midiáticos.
Nos últimos anos, com os avanços obtidos nos governos Lula e Dilma, os argumentos conservadores são usados agora para combater, e tentar reverter, as políticas de valorização do trabalho e do salário e distribuição de renda.
O diagnóstico feito por uma analista da consultoria Tendências - que tem entre seus sócios dois pesos pesados do conservadorismo e do neoliberalismo: Mailson da Nóbrega e Gustavo Loyola - é claro nesse sentido. Ela coloca entre as causas da inflação a melhoria no mercado de trabalho e no emprego, a recuperação dos salários e o aumento da renda dos trabalhadores, que fortalecem o consumo popular. Sua conclusão é óbvia: já passou da hora do Banco Central subir a taxa de juros, diz aquela analista.
Este é um exemplo didático daquilo que foi indicado pelo professor de economia Luiz Gonzaga Belluzzo em entrevista ao jornal Correio Braziliense: a “obsessão de analistas e da imprensa em cobrar uma alta de juros virou uma doença, um samba de nota só, uma visão de prazo curtíssimo”.
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| A apresentadora global Ana Maria Braga desfilando seu colar de tomate a serviço dos banqueiros |
Um aumento de 0,5% (meio por cento) na taxa de juros pode gerar uma transferência de 14 bilhões de reais aos especuladores (cada 0,1% de variação na taxa de juros significa 2,8 bilhões de reais e 441,8 milhões de dólares em benefício da ganância financeira). Esta é a questão real e concreta que o debate sobre o preço do tomate esconde.
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4/13/2013
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Veja: "A classe média sofre"
"A classe média sofre", essa é a imagem, não tão sutilmente, estampada na capa da Veja desta semana e alvo de parodia na imagem ao lado.
Para eles é uma situação de "desesperadora" ver as trabalhadoras domésticas passarem a ostentar direitos trabalhistas.O "pânico" é justificável, afinal, sobrará um pouco menos para as compras em Miami.
O tom da cobertura midiática dos grandes veículos foi uníssono ao destacar o aumento no custo para os empregadores, como este aumento impactará nas despesas domésticas para manter uma empregada doméstica.
O jornal francês Le Monde classificou como "A ‘segunda abolição da escravidão’ para as empregadas domésticas brasileiras", um tom muito diferente e raro de vermos estampados nas manchetes por aqui. A matéria lembra que o Brasil é campeão mundial do trabalho doméstico, de acordo com a Organização Mundial do Trabalho. "Com 6,1 milhões de empregados ‘de casa’, e 15% das mulheres ativas do país, a profissão é a terceira mais exercida pelas mulheres, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. As vagas são ocupadas por cidadãs negras e, em mais de 70% dos casos, de maneira informal".
A nova legislação estende à categoria direitos como o controle da jornada de trabalho — com limite de 8 horas diárias e 44 horas semanais —, horas extras, FGTS obrigatório e seguro-desemprego. Um direito que já deveria estar em vigor há muito tempo e que agora passará a ser estendido as trabalhadoras domésticas.
Esta situação exemplifica o quanto ainda é necessário avançar na superação das amarras herdadas do nosso passado colonial escravocrata. No século XXI o Brasil começa a superar heranças do século XIX. Neste processo, não faltará o choro da elite a denunciar o "absurdo" que será ter que eles próprios lavar suas louças ou arrumar sua própria cama. Imagina quando começarmos a avançar em temas como as arcaicas legislações referentes a heranças e ao uso social da terra no país?
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A intolerância elitista de Lya Luft
Segue abaixo uma importante reflexão sobre a última bobagem da Lya Luft na revista Veja. A mistura indigesta de Lya Luft com Veja não poderia sair nada melhor mesmo.
Por O Escritor
Se há uma atitude que não dignifica o ser humano, esta é a falta de solidariedade.
Os programas sociais do governo foram, para muitos, um espelho revelador do elitismo que caracteriza a sua visão de mundo: "Para mim, sim; para eles, não". Bolsa Família, Bolsa Escola, ProUni, Brasil Carinhoso, Brasil sem Miséria, Luz para Todos, Minha Casa Minha Vida, entre outros, foram combatidos pelos representantes desse elitismo, na grande mídia e no Congresso.
Esse combate refletiu a estranheza, o constrangimento e a revolta que muitos sentiam ao conviver, no dia a dia, com novos personagens em meios antes exclusivos:
"O que essa turma está fazendo no meu aeroporto?"
"O quê! Esta família vai jantar no meu restaurante?"
"Peralá! Shopping é lugar de passeio dessa gente?"
"O que o meu porteiro está fazendo na minha cidade estrangeira preferida?"
Um desses programas, baseado na visão solidária e inclusiva do mundo, acaba receber mais um petardo vindo de uma representante de um mundo que custa a perceber que já morreu. Uma escritora, uma intelectual que se orgulha do rótulo de "artista" (Lya Luft), escreve na edição mais recente da "Veja" (onde?), sobre a educação inclusiva, política pedagógica de convivência entre deficientes e alunos regulares, nas salas de aula:
"O politicamente correto agora é a inclusão geral, significando também que crianças com deficiência devem ser forçadas (na minha opinião) a frequentar escolas dos ditos 'normais' (também não gosto da palavra), muitas vezes não só perturbando a turma, mas afligindo a criança, que tem de se adaptar e agir para além de seus limites - dentro dos quais poderia se sentir bem, confortável e feliz".
Ou seja, "inclusão geral" é somente um modismo politicamente correto – e não uma expressão do espírito de solidariedade do ser humano. Deficientes são "forçados" a conviver com seus coleguinhas da escola tradicional e se "afligem" por isso. Falando por eles, a escritora afirma que se sentiriam "bem, confortáveis e felizes" se segregados do convívio com crianças da mesma idade.
Na verdade, a escritora está somente projetando seus sentimentos sobre aquelas crianças: é ela que se sente "forçada" a conviver com realidades que preferia evitar; é ela que se "aflige" e se "perturba" com essa nova situação; é ela que sente dificuldade em se "adaptar" a algo que está "além dos seus limites" restritos – dentro dos quais vivia "bem, confortável e feliz". Um retrato perfeito do estrago que os novos tempos estão causando nos corações e nas mentes dos elitistas.
Por trás de supostos argumentos para defender direitos exclusivistas, vê-se claramente a imagem da tela de Edvard Munch, "O Grito". Da boca da imagem desesperada ouvimos: "Socorro! O que eles estão fazendo com o meu mundo?!".
No fundo, é simbólico: essa turma não consegue acessar sentimentos de solidariedade e congraçamento nem nas festas de fim de ano.
Um Ano Novo Solidário para todos.
Revista Veja estimula publicação de fotos do Enem
Durante a realização do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), todos os inscritos são comunicados que é expressamente proibido ingressar com celulares ligados e tirar fotos das provas.
No entanto, a revista Veja, em seu perfil no twitter (foto acima) estimulou que os inscritos postassem e compartilhassem fotos do Enem na rede. Alguns incautos seguiram a "dica" da Veja e o resultado não poderia ter sido pior.
O MEC (Ministério da Educação) informou que já são 37 candidatos desclassificados do Enem após terem sido flagrados postando fotos da prova nas redes sociais. Os casos aconteceram em diversos Estados.
No ano passado, ao menos oito jovens foram desclassificados por tuitarem dentro das salas no primeiro dia de provas.
A revista Veja, mais uma vez, mostra o quanto "apoia" a realização do Enem e tentou, mais uma vez, colaborar para criar a falsa noção de que a prova apresenta problemas, em mais uma tentativa de atacar o governo federal.
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