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Frei Betto: Cultura segregacionista


Por Frei Betto

A segregação é uma cultura e impregna o instinto. A reação ao diferente é impulsiva, irracional. Como a do ianque que despreza muçulmano por identificar nele um terrorista em potencial; do judeu sionista em relação a árabes; do branco racista frente ao negro; do cristão homofóbico diante de um homossexual.Essa cultura nefasta impregna também governos e instituições. Chega a ser atávica, inconsciente. A família diz não ser racista, até o dia em que a filha, branca, loura, de olhos claros, apresenta o namorado negro...

Caso recente foi a obstrução do voo de Evo Morales, de Moscou a La Paz, em julho deste ano. Supondo que viajava a bordo o jovem Edward Snowden, que revelou como os serviços secretos estadunidenses espionam o mundo, os EUA convenceram França, Itália, Portugal e Espanha a impedirem escala técnica em seus territórios, obrigando a aeronave a pousar em Viena, onde foi revistada.

Medalhistas russas protestam com beijo contra a homofobia


Kseniya Ryzhova e Tatyana Firova, atletas russas que ganharam a medalha de ouro no revesamento 4x400m do Mundial de Atletismo, em Moscou,  beijaram-se na premiação da prova. em um ato de protesto contra a lei anti-gay da Rússia.
Um ato de coragem em um país que tem se notabilizado por uma homofobia violenta e medidas repressivas. Um beijo que representa a luta daqueles que tiveram seu sangue derramado apenas por querer amar "diferente". Um ato de coragem que representa a esperança de novos tempos.

Foto: Reuters
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Historiador francês suicida-se em protesto contra casamento gay


Por Erick da Silva

Que todo o reacionário sofre de algum tipo de distúrbio psíquico é um fato consumado. Mas este historiador e jornalista francês se superou.


Dominique Venner suicidou-se nesta terça (21/05) no interior da catedral de Notre-Dame, em Paris, em protesto contra a legalização do casamento de homossexuais.

Venner, escritor, jornalista e historiador francês, deu um tiro na boca em frente ao altar da catedral.

O autor, que foi um ativo militante da extrema-direita, nascido em 16 de abril de 1935, Dominique Venner era historiador especializado em História política e militar, conhecido em França pela sua grande atividade política de extrema direita, pela qual foi detido 18 meses, em 1961.


Em 1962 o seu manifesto Pour une critique positive (por uma crítica positiva) escrito imediatamente após ser libertado da prisão, tornou-se um texto fundamental para uma parte da extrema direita.


Antes de acabar com a própria vida, Venner deixou uma mensagem de protesto contra o casamento gay no seu blogue foi encontrada uma carta junto ao corpo do escritor com o mesmo teor.

O suicídio é uma clara tentativa patética de converter-se em mártir dos reacionários anti-gay franceses, simbolizando a causa deles, causa essa que claramente converteu-se em fanatismo.

Com informações RTP e Lux
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Bolsonaro afirma "queimar a rosca todo o dia"


Deputado Bolsonaro, na busca desesperada por holofotes, na primeira reunião da comissão de Direitos Humanos sob a batuta do medieval pastor-deputado Marcos Feliciano, exibiu para que todos vissem um cartaz onde afirma "queimar rosca todo o dia".


Fica a pergunta: qual a necessidade do deputado compartilhar suas atividades extra-parlamentares de forma tão incisiva?
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DC Comics é criticada por escalar escritor homofóbico para Superman

A DC Comics, editora responsável pelas histórias de quadrinhos de personagens como Batman, Mulher Maravilha, Flash, Lanterna Verde e a Liga da Justiça, passou a receber fortes críticas desde a última semana quando anunciou a contratação, a partir de abril, do roteirista norte-americano Orson Scott Card para a revista digital "Adventures of Superman" (As Aventuras do Super Homem), um dos títulos mensais de seu principal personagem.

A polêmica gira em torno do fato de Card ser assumidamente um severo crítico dos homossexuais, chegando ao ponto de declarar em certa ocasião que o casamento entre pessoas do mesmo sexo resultaria “no fim da democracia dos Estados Unidos”. Em 2009, ele tornou-se um dos dirigentes da ONG Organização Nacional pelo Casamento, que faz campanha aberta contra o direito ao matrimônio para gays e lésbicas.

O anúncio da contratação de Card gerou uma série de protestos na comunidade LGBT, que pedem que a editora reveja sua decisão. “O Super Homem luta pela verdade, justiça e o modo de vida americano. Orson Scott Card não luta por qualquer noção de verdade, justiça ou modo de vida americano que eu possa apoiar”, diz Jono Jarrett, membro da Geeks Out, um site de fãs gays da cultura pop. “É decepcionante e francamente uma escolha estranha”.

Profissionalmente, Card, que morou dois anos no Brasil quando era missionário mórmon, se notabilizou pelo romance de ficção científica “O Jogo do Exterminador” (Ender’s Game, no original) (1977) e que deverá chegar às telas de cinema nos em novembro.

Jarrett desconfia que a DC quer se aproveitar da publicidade em torno do filme para aumentar as vendas graças à grife do roteirista. “Sinto que eles esperavam que ninguém se desse conta [da militância anti-gay de Card]. Estamos num país livre e o que fazemos por aqui é importante. Esse homem quer suprimir meus direitos civis e eu não darei meu dinheiro para ele”, afirma.

O ator Michael Hartney enviou uma carta para a DC e republicada em seu Tumblr se descrevendo como “o maior fã que o Super-Homem terá”, mas protestando furiosamente contra a decisão: “Não quero e não irei apoiar a contratação de Orson Scott Card em Aventuras do Super Homem. Há uma diferença entre ter princípios políticos conservadores e ser uma força ativa pelo ódio e a intolerância”, escreveu.

Hartney, que tem símbolo elipsado do super-herói tatuado em seu braço, também iniciou uma campanha colhendo assinaturas pela internet pedindo que a DC rompa o contrato com o escritor. Até o momento da edição desse artigo, ele já contava com 4.964 assinaturas.

"Se ele fosse um negacionista do Holocausto ou um supremacista branco, ninguém teria dúvidas: contratar esse escritor seria uma vergonha para a sua empresa. Bem, Card é uma vergonha para a DC. É a mesma coisa. A comunidade LGBT não vai deixar isso passar em branco. Nossos direitos civis não estão mais em fase de debate ou discussão".

"De todos os personagens vocês tinham que escolher para ele justamente o Super-Homem? O personagem que me ensinou a seguir o exemplo? A fazer a coisa certa, mesmo quando é a mais difícil? A persistir, mesmo quando tudo parece perdido? Que insulto. As crianças estão se matando graças a um clima de intolerância e homofobia publicamente fomentada por pessoas como Orson Scott Card. Vocês não precisam contribuir para isso, não devem e não podem”, disse Hartney, chegando a sugerir que a DC o contratasse de graça para escrever as histórias. “Já tenho 30 anos de pesquisa de Super Homem e o conheço muito bem. Seria bom se vocês o conhecessem também".

Dale Lazarov, um roteirista de quadrinhos homossexual, acredita ser contraprodutivo atacar a contratação de Card. “Sei que Card é um homofóbico furioso desde os anos 1990. Eu me recuso a ler ou comprar seus trabalhos. Mas negar emprego a ele por ser homofóbico é ir longe demais. Militar pela discriminação no trabalho, por qualquer razão, é contraprodutivo para quem quer acabar com a discriminação em seu próprio benefício”.

Em agosto de 2012, quando o Estado da Carolina do Norte aprovou uma lei determinando que o casamento é a união entre pessoas de sexos diferentes, Card escreveu um artigo dizendo que a legalização do casamento homossexual  “não era para dar aos gays o direito de formar casais”. “O objetivo é dar à esquerda o poder de forçar valores anti-religiosos às nossas crianças. Assim que legalizarem o casamento para pessoas do mesmo sexo, eles o utilizarão como ferramenta para tornar ilegal o ensinamento de valores tradicionais nas escolas”.

A DC Comics, que transformou versões atualizadas de dois de seus personagens mais antigos (a Mulher-Morcego em 2006 e o Lanterna Verde original em 2012) em homossexuais, não se manifestou sobre a polêmica.


Fonte: Ópera Mundi
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Laerte: O remédio para curar homossexuais


Autor: Laerte
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O preconceito marcará o tom da campanha eleitoral em São Paulo?


Se julgarmos pelo material flagrado acima, as eleições municipais deste ano em São Paulo começam a dar mostras de assumir um perigoso tom de intolerância.
Fernando Haddad, pré-candidato a prefeito pelo Partido dos Trabalhadores tem sido alvo de ataques constantes por ter defendido, na época que estava a frente do Ministério da Educação (MEC), políticas educacionais que visassem o combate a homofobia. A pressão da bancada evangélica fez o governo recuar e adotar uma política bastante tímida sobre o tema. Mesmo assim, para estes setores ultra-conservadores, o simples ato de propor algo que enfrente a questão do preconceito relacionado a opção sexual é considerado um "pecado". Para estes setores, a intolerância é a resposta. O caráter laico do estado brasileiro é soterrado pelo discurso religioso e moralista, interditando todo e qualquer debate mais abrangente.
O anúncio de que José Serra será o candidato tucano para a prefeitura apenas confirma a forte tendência a um rebaixamento do debate político para níveis rasteiros. Vale recordar a forma como Serra colocou debates morais e religiosos no centro do debate eleitoral para a presidência em 2010. Felizmente, a população brasileira não aceitou e Serra sofreu uma derrota acachapante.
A grande questão chave que fica, neste momento pré-eleitoral, é se a população da capital paulista aceitará que este discurso intolerante e moralista paute o debate político, relegando para um segundo plano o que deveria ser o debate central nesta eleição. A saber, os problemas atuais da cidade, os rumos que a cidade deverá tomar para um projeto de inclusão e democratização dos espaços públicos, entre outras questões realmente centrais que deveriam nortear estas eleições e que, certamente, deverá ser o centro do debate político assumido por Haddad.
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"É melhor ser ditador do que gay", diz presidente da Bielorrússia

O presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, criticou neste domingo (04/03) políticos europeus dizendo que era "melhor ser ditador do que gay”, respondendo a acusações de autoritarismo por parte da Europa.

“É histeria absoluta. Como você pode ver, existem dois tipos de políticos hoje em dia”, disse ele. "Um vive em Varsóvia e o outro em Berlim. Bem, temos o de Berlim, com o apoio de lésbicas e gays, gritando sobre a ditadura em Varsóvia… Quando eu ouvi aquilo, pensei: ‘melhor ser um ditador do que ser gay’”, disse Lukashenko.

O presidente bielorrusso também criticou a declaração do Parlamento Europeu na semana passada, que pediu que fosse cancelado o Campeonato Mundial de Hóquei no Gelo na Bielorrússia, em 2014, porque “segundo a organização, o governo tem presos políticos.”

Lukashenko respondeu às críticas dos ministros das Relações Exteriores polaco, Radoslaw Sikorski, e do seu homólogo alemão, Guido Westerwelle, que fez sua homossexualidade pública.

Esta não é a primeira polêmica de Lukashenko com Westerwelle. Em fevereiro de 2011, ele disse ao ministro alemão que não gosta de "bichas" e o aconselhou, "olho no olho”, a levar uma ”vida normal”.

A Bielorrússia está sujeita às sanções europeias por causa de prisões de oposicionistas. Alexander Lukashenko foi reeleito presidente em 2010 com mais de 80% dos votos.



Fonte: Opera Mundi
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"Cura gay": Defesa de direitos é manipulação para "higienizar"


Integrante do Conselho Federal de Psicologia (CFP), o psicólogo Celso Tondin, critica a proposta de lei que pretende mudar a resolução do CFP para permitir que psicólogos possam atuar na chamada “cura gay”. De acordo com o conselheiro, trata-se de como uma tentativa de “moralização” e de “higienização” da sociedade.


"Essa proposta é apresentada envolta em um discurso muito sedutor que é o do direito das pessoas. No entanto, esse discurso esconde uma tentativa de moralização, de higienização da sociedade. Há uma negação da diversidade humana sob uma fachada de defesa de direitos", analisou.

O conselheiro lembrou ainda que a atribuição de regulamentar o exercício da profissão de psicólogo cabe ao conselho e essa atribuição é regulamentada pela Lei 5.766, de 1971, que cria o conselho federal e os conselhos regionais de psicologia.

Ele reagiu à alegação de que a resolução restringe a atuação dos profissionais. "A gente não restringe, a gente regulamenta de acordo com o nosso código de ética, que é baseado em técnicas e conhecimentos científicos", destacou.

"Ao dizer que não é papel do conselho e, sim, do Poder Legislativo, o de criar as regras para o exercício da função, o deputado João Campos [autor da proposta] está cometendo um equívoco conveniente. Trata-se do meio que ele encontrou de veicular a idéia de que a homossexualidade é uma patologia", disse o conselheiro referindo ao parlamentar, do PSDB de Goiás.

Em nota divulgada nessa semana, o relator da proposta na Câmara dos Deputados, deputado Roberto de Lucena [PV-SP], disse que seu relatório foi mal interpretado. "A má interpretação do projeto de decreto legislativo causou desconforto e levou a discussão para a esfera religiosa, o que não é o caso. O termo ‘cura gay’, para Roberto de Lucena, foi um equívoco da matéria, utilizado de forma pejorativa, em especial por ser o autor da proposta um parlamentar de confissão evangélica, fato que demonstra mais um evidente e claro preconceito", diz o texto divulgado pela assessoria do deputado.

No entanto, para Tondin, as explicações do relator não passam de uma tentativa de "escamotear" a ideia central da proposta que é tratar a homossexualidade como uma doença. "Querem escamotear o real objetivo dessa proposta que é o de transformar a homossexualidade em uma doença. Se não achassem isso, não entrariam nessa questão dessa forma, não contestariam as resoluções do conselho de psicologia e não usariam o termo homossexualismo", diz o conselheiro.

No início da semana, o Conselho Federal de Psicologia publicou uma nota na qual afirma que "não existe oposição entre psicologia e religiosidade". "Pelo contrário, a psicologia é uma ciência que reconhece que a religiosidade e a fé estão presentes na cultura e participam na constituição da dimensão subjetiva de cada um de nós. A relação dos indivíduos com o sagrado pode ser analisada pelo psicólogo, nunca imposto por ele às pessoas com as quais trabalha", diz a nota.

"Assim, afirmamos o respeito às diferenças e às liberdades de expressão de todas as formas de religiosidade, conforme garantidas na Constituição de 1988 e, justamente no intuito de valorizar a democracia e promover os direitos dos cidadãos à livre expressão da sua religiosidade, é que o Código de Ética Profissional do Psicólogo orienta que os serviços de psicologia devem ser realizados com base em técnicas fundamentadas na ciência psicológica e não em preceitos religiosos ou quaisquer outros alheios a esta profissão", diz o texto.

Fonte: Agência Brasil

Homofóbicos: se entendam com Clint Eastwood



Clint Eastwood: 'Não estou nem aí para quem quer se casar com quem quem'


Não é de esperar que ele participe de uma Parada Gay, mas Clint Eastwood saiu em defesa do casamento entre pessoas do mesmo sexo durante uma entrevista na edição de outubro da revista GQ. O assunto surgiu quando o ator e diretor falava sobre seu novo filme, "J. Edgar", uma cinebiografia de J. Edgar Hoover, diretor do FBI por 48 anos. Hoover é considerado o responsável por transformar o FBI numa força policial eficiente e desde a década de 1940 enfrentou questionamentos quanto a sua sexualidade.

"Eu não estou nem aí para quem quer se casar com quem! Por quê não? Estamos nos preocupando com assuntos com os quais não deveríamos nos preocupar. Apenas de a todo mundo a chance de viver a vida que quiser", disse Eastwood.

O cowboy durão que se tornou um dos mais respeitados diretores de Hollywood fala ainda sobre a mudança em suas posições políticas desde a juventude até hoje.

"Eu era um republicano de Eisenhower quando comeceu aos 21 anos, porque ele havia prometido acabar com a Guerra na Coreia. Com o passar dos anos, percebi que havia uma filosofia republicana que me agradava. Mas eles perderam isso. E os libertários têm mais isso. Pois o que eu realmente acredito é, vamos gastar um pouco mais de tempo deixando todo mundo em paz."
Leonardo DiCaprio, que interpreta Hoover no filme, também acha exagerada a importância que se dá ao debate sobre o casamento gay.
"Isso é revoltante, ver as pessoas se focarem nesse tipo de coisa", disse DiCaprio, "Enquanto isso, há o aquecimento global e todas essas assustadores e ameaçadoras coisas acontecendo com o futuro da economia".
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Suspensão de kit contra homofobia ameaça condição de Estado laico do Brasil


A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) divulgou nota lamentando a decisão do governo de suspender a distribuição de kits de combate à homofobia para as escolas públicas após pressão da bancada religiosa do Congresso Nacional. Segundo a entidade, a notícia foi recebida com "perplexidade, consternação e indignação".

Na avaliação da associação, apesar de a distribuição do material não ter sido cancelada, o recuo do governo é um "retrocesso" e "macula a imagem do Brasil internacionalmente no que tange ao respeito aos direitos humanos".

O texto também defende que o princípio da laicidade do Estado está sendo ameaçado "pela chantagem praticada hoje contra o governo federal pela bancada religiosa fundamentalista e seus apoiadores no Congresso Nacional".

De acordo com a entidade, o projeto Escola sem Homofobia, do qual o kit fazia parte, tinha a intenção de enfrentar o preconceito contra essa população, muitas vezes manifestado de forma violenta. "A cada dois dias uma pessoa LGBT é assassinada no Brasil por causa de sua orientação sexual ou identidade de gênero. É preciso que sejam tomadas medidas concretas urgentes para reverter esse quadro, que é uma vergonha internacional para o Brasil", diz a nota.

O kit de combate à homofobia foi elaborado por entidades de defesa dos direitos humanos e da população LGBT a partir do diagnóstico de que falta material adequado e preparo dos professores para tratar do tema. Ele era composto por cadernos de orientação aos docentes e vídeos que abordavam a temática do preconceito.

O material deveria ser distribuído a seis mil escolas de ensino médio.

Informações: Agência Brasil

Gays e nordestinos são os mais atacados no Twitter


Por Ana Cláudia Barros

Homossexuais e nordestinos são os grupos mais atacados no Twitter, respectivamente. A informação é da SaferNet Brasil, organização não-governamental que combate crimes contra direitos humanos na rede. De acordo com o presidente da entidade, Thiago Tavares, as manifestações de ódio no microblog acontecem em ondas e, quase sempre, sem planejamento. Mas há exceções, destaca.

- No caso da homofobia, um grupo liderado por pastores evangélicos, certa vez, articulou uma ação no Twitter contra gays. Em relação a nordestinos, não. Geralmente, é expontânea do ponto de vista da disseminação das mensagens. Tudo pode detonar uma onda dessa. Agora, mais recentemente, o que detonou foi o resultado do jogo do Flamengo contra o Ceará - afirma, detalhando que houve um acirramento dos ataques a esses dois grupos a partir do segundo semestre de 2010.

- Há um recrudescimento de posições extremamente conservadoras, de negação de direitos. Sempre que temas como, por exemplo, o projeto de lei que criminaliza a homofobia entram na pauta da imprensa, geram manifestações de intolerância e de discriminação, especialmente, no Twitter - acrescenta.

Tavares explica ainda que o foco do preconceito se desloca quando a análise é feita tomando como referência a web de maneira geral. Neste caso, negros e judeus passam a ser os grupos mais discriminados.

- Os crimes de ódio tradicionais, os sites criados com este propósito, normalmente estão associadas a células nazistas, neonazistas ou a grupos organizados ou semi-estruturados. Esses sites não têm crescido exponencialmente nos últimos anos. Têm se mantido estáveis. Estima-se que exista no Brasil cerca de 300 células neonazistas. Algumas maiores e mais articuladas, outras menores. Elas têm uma atividade online. As células menores e mais dispersas não possuem sites próprios. Acabam usando redes sociais, como Orkut. O Twitter é diferente. Enquanto no Orkut o sujeito usa a plataforma para arregimentar membros, tentar disseminar a causa ariana, no micriblog o mais frequente são pessoas comuns. É o usuário comum, o cidadão comum que tem preconceito contra negros, homossexuais, nordestinos e acaba manifestando esse preconceito em algum momento.

O presidente da SaferNet salienta que mesmo manifestações aparentemente inócuas podem, sim, ser enquadradas na categoria de crimes de ódio, caso seja caracterizado dolo e intenção de discriminar.

Espaço público


Para Tavares, o brasileiro ainda está aprendendo "a duras penas" que a web é um espaço público. "Parece uma coisa óbvia, mas para a maioria esmagadora dos usuários não é", diz, lembrando que o internauta deve refletir antes de postar qualquer conteúdo na rede.

Ele informa que os casos podem ser reportados à Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos, criada pela SaferNet e operada em parceria com os ministérios públicos federal e estaduais.

- Basta copiar o link da página e colar no formulário de denuncias, que está no endereço www.denuncie.org.br.
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Grupo homofóbico ataca site da cantora Preta Gil



A polêmica desencadeada pelas declarações preconceituosas (para dizer o mínimo) do Deputado Jair Bolsonaro (PP/RJ) no programa CQC tiveram um novo e perigoso desdobramento.
O site da cantora Preta Gil foi tirado do ar na tarde desta quinta-feira (31/03) em consequência de um ataque de simpatizantes pró-homofobia. O grupo, ainda não identificado, mas claramente simpático aos "ideais" do Bolsonaro, derrubaram o site da cantora, onde passou a aparecer os dizeres: "Site hackeado. Abaixo a lei da homofobia. Abaixo a PL 122(sic)", em referência ao Projeto de Lei, que tramita no Congresso Nacional, que tem como objetivo a criminalização da homofobia, tal como acontece nos crimes de racismo. A mensagem é assinada por um grupo que se denomina "Command Tribulation".



Sempre me perguntei qual era o tipo de eleitor que votaria num sujeito como o Bolsonaro, a resposta parece que venho da pior forma. Grupos homofóbicos como este que atacaram o site da Preta Gil, que alimentam uma cultura da intolerância e do ódio, ainda que ocupem uma posição periférica na sociedade, não deve ser menosprezados.

Ações como esta apenas escancaram o quão perigosas podem ser este tipo de declarações do Bolsonaro. Elas "dão vazão" ao desencadear de ações extremadas e de intolerância. É este tipo de "caldo cultural" que propicia ações violentas como a de grupos neonazistas.

O caso Bolsonaro não deve ser entendido como uma "piada de mal-gosto", pelo contrário, devemos olhar com preocupação. Afinal, se hoje simpatizantes do deputado atacam a um site, quem nos garante que não farão ações piores no futuro?

O racismo e o preconceito de Jair Bolsonaro no CQC



O programa de TV CQC da Band, desta segunda (28/03) foi palco de uma das cenas mais lamentáveis da TV aberta brasileira dos últimos tempos.

Em um quadro do programa, eles chamaram o Deputado Jair Bolsonaro (PP/RJ) para expressar suas "magnânimas ideias" para milhares de telespectadores de todo o país. Para justificar a presença do deputado o programa usou do eufemismo de "deputado mais polêmico". Como polêmico eles classificam opiniões que há muito são conhecidas como o que de pior existe.

Ele que em outras oportunidades já havia se pronunciado contra os direitos dos homossexuais, defensor da ditadura militar e tantas outras atrocidades, não fugiu de seu histórico e mais uma vez destilou ódio e intolerância. No programa o deputado Jair Bolsonaro respondia a perguntas feitas por anônimos e famosos. Depois de afirmar que tem saudades da ditadura e de que jamais correria o risco de ter um filho homossexual, Bolsonaro foi questionado pela cantora Preta Gil sobre como reagiria caso seu filho namorasse uma negra. A resposta foi que ele não corria esse risco, já que seus filhos não foram criados num ambiente de promiscuidade como ela. O deputado não só ofendeu a cantora e sua família, como deixou clara a reprovação à possibilidade de ter uma nora negra.
Veja no vídeo abaixo:



O maior problema, mais do que o conjunto de atrocidades proferidas pelo Bolsonaro e que devêm ser duramente repudiadas, é o CQC servir de palco para isto. Como certa vez disse Millôr Fernandes, "não se amplia a voz dos imbecis", alegar "desconhecimento" do que viria não é justificável, ainda mais um programa de TV que possui uma audiência considerável. Expor argumentos como os colocados por Bolsonaro, sem que se faça nenhum juízo crítico, serve para quê? Um amigo, ao comentar o ocorrido fez a seguinte observação: "não teria Marcelo Tas e cia, se utilizado do Bolsonaro para expressar o que eles pensam do mundo e não tem coragem de defender?" Fica a pergunta no ar.

Provavelmente veremos alguma manifestação dos apresentadores do programa, após a repercussão negativa, afirmando a discordância e repúdio com relação as opiniões do Bolsonaro, mas o fato é que ao vivo, durante a exibição do programa, nada falaram que de fato minimiza-se os absurdos ditos pelo deputado reacionário. A lógica da "M#%& no ventilador" não se justifica quando é utilizada para a difusão do ódio e do preconceito.

Este episódio demonstra a importância de se debater a função social dos meios de comunicação. No mínimo, se a opção é dar espaço para um lunático reacionário como o Deputado Jair Bolsonaro, deveriam ter imediatamente expressado o repúdio ao que ele disse e não encarar coisas sérias como "brincadeira".

Intolerância, preconceito racial e homofobia não são motivos para piadas.

Cartum: Latuff

Homofobía: Bolsonaro pode ser expulso da Comissão de Direitos Humanos da Câmara



O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) pode ser expulso da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados (CDH). A alternativa é uma entre outras que serão examinadas na reunião de quarta-feira, em que os membros da CDH vão analisar a "receita" do deputado para mudar a opção sexual de menores. Em entrevista à TV Câmara, ele sugeriu aos pais dar "um couro" no filho para mudar eventual inclinação homossexual.

Presidente da comissão, a deputada Iriny Lopes (PT-SC) afirma que tal declaração agride duas vezes os direitos humanos, por pregar a violência contra crianças e por estimular reações homofóbicas. "É um absurdo escolher para a CDH pessoas que passam longe do espírito da comissão", diz. Ela lembra que falta pouco mais de um mês para terminar o ano legislativo, mas que ainda assim é necessário alguma providência para mostrar as divergências com relação à posição de Bolsonaro.

Iriny critica os partidos que indicam para as comissões representantes sem afinidade com o trabalho ali desenvolvido. "Eles vão para fazer o contraponto ao direito dos índios, crianças e outros, é um contrassenso que temos de impedir", defende.

Membro da CDH, o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) critica o PP por ter indicado Bolsonaro para a comissão. Ele prevê que se mantiver a mesma posição no ano que vem, a legenda passará a ser conhecida como "o partido da homofobia". "Uma pessoa tão contrária aos direitos humanos não pode pertencer à comissão", afirma. "É muita sandice, os movimentos de direitos civis deveriam fazer uma campanha nacional para combater esse tipo de postura", defende.

Bolsonaro ironiza a reação dos colegas. "Estou me lixando para eles, eu sou um dos poucos (integrantes) heterossexuais, então sou minoria, eles têm de respeitar as minorias", disse, debochando das reações. 

Fonte: Agência Estado

Gays são os novos alvos de "Aiatola" Serra


A campanha de Serra partiu para um extremismo ultra-conservador onde tudo o que representar qualquer avanço nos direitos civis e democráticos passa a ser encarado como uma "ameaça". Esta ação desesperada já virou até motivo de piada na internet. Liderando os Trending Tops, como um dos assuntos mais comentados do Twitter, foi criada a tag #aiatolaserra. Onde esta postura obscurantista e reacionária é satirizada por milhares de internautas.
Dando continuidade a esta "onda obscurantista" da campanha Serra, o seu vice, Índio "Tonto" da Costa resolveu soltar o verbo contra os gays.
Em matéria publicada no site do O Dia, Índio afirmou que durante a campanha do segundo turno, irão condenar o Projeto de Lei 122/2006, que transforma em crime a discriminação a homossexuais. Apresentado em 2001 pela então deputada Iara Bernardi (PT-SP), o projeto foi aprovado na Câmara em 2006 e aguarda para ser votado no Senado.


Indio disse ao Informe que a proposta atenta contra a liberdade de expressão ao prever penas de prisão para manifestações consideradas homofóbicas. Ele afirma ainda que "se o projeto virar lei, um dono de restaurante será preso caso impeça um casal gay de fazer sexo em seu estabelecimento". Índio esquece que, no Brasil, praticar sexo em locais públicos é crime de atentado ao pudor, e que vale inclusive para casais héteros. Algo que o projeto atacado por ele não alterará!
Arte: Latuff

Uganda discute pena de morte para homossexuais


Carlos Serrano

Lei em discussão no Parlamento de Uganda prevê prisão e até pena de morte para homossexuais. Esta não  é a única lei sobre a questão sendo discutida hoje em dia.
Está se discutindo no parlamento da Uganda (país africano) uma nova lei que prevê a criminalização da homossexualidade. A lei prevê sentença de prisão perpétua para os acusados de terem uma relação homossexual, e de pena de morte para quem reincindir nesse "crime".
As punições não param por aí: entidades que trabalham para diminuir o contágio por HIV estarão passíveis de ser condenadas a até 7 anos de prisão por "promoção da homossexualidade". Também serão condenados a até 3 anos de prisão àqueles que “deixarem de avisar as autoridades da existência de atividades homossexuais dentro de 24 horas”.
O principal argumento dos defensores de tal lei, a ultradireita homofóbica, é a defesa da cultura nacional. No entanto, um parte do povo ugandense está  contra. Mesmo a Igreja Anglicana se posiciona de forma contrária a aprovação.  
Até agora a pressão interna e algumas críticas internacionais conseguiram que o presidente Museveni desautorizasse uma marcha anti-gay e tivesse pedido uma revisão na lei. No entanto, com o crescimento das agitações anti-homossexuais da ultradireita, como a de um pastor que mostrou pornografia gay para seus fiéis para encolerizá-los, a lei está pronta para ir à votação.  
Até agora, uma ONG a “AVAAZ”, realizou uma petição (que em duas semanas recolheu meio milhão de assinaturas, mostrando o repúdio internacional) e uma campanha de doações às entidades ugandenses de Direitos Humanos. No entanto, não é possível que os revolucionários fiquem de fora. Sabemos as limitações, tanto táticas como estratégicas das ONGs. É necessário que os revolucionários comecem uma campanha sobre o tema. Na verdade, é necessário que se faça um debate mais amplo, pois se Uganda é o último país a propor esse tipo de lei, não é o primeiro, nem está em sozinho. 

Vários países criminalizam a homossexualidade 

Só na África, além de Uganda, já são trinta e três países com leis que criminalizam abertamente os homossexuais, com penas que variam de multa até à pena de morte. Afora outros tantos países que utilizam outras leis para coibir as práticas homossexuais. 
Na América Central, desde 2003 Belize criminaliza com pena de 10 anos de prisão, para práticas homossexuais e entre homens. No entanto, curiosamente, como em vários países, é legal entre as mulheres. 
No Caribe é ilegal nestes países: Antigua e Barbuda, Barbados, Dominica, Granada, Jamaica, São Cristóvão e Nevis, Santa Lúcia, São Vicente e Granadinas e Trinidad e Tobago. Na América do Sul, só a Guiana considera ilegal, mas só entre os homens, com pena de prisão perpétua. 
Na Ásia, é ilegal em: Turcomenistão, Uzbequistão (ex-repúblicas soviéticas); Bahrain, Kuwait, Líbano, Omã, Qatar, Arábia Saudita (um dos maiores aliado dos EUA na região do Oriente Médio), Síria, Emirados Árabes Unidos, Yemen, Afeganistão, Bangladesh, Butão, Irã, Maldivas, Paquistão, Sri Lanka, Coréia do Norte, Brunei, Malásia, Mianmar, Cingapura. A Índia só legalizou o direito a relações homossexuais em 2009. 
Na Melanésia, em Fiji é proibido entre homens, e totalmente proibido nas Ilhas Salomão e em Papua Nova Guiné. Na Micronésia é proibido para homens no Kiribati e em Nauru. Na Polinésia é proibido em Samoa, e para homens nas Ilhas Cook, Tonga e Tuvalu. 
Curioso notar que, apesar de na Europa todos os países permitirem, vários deles só legalizaram não muito tempo atrás: no Reino Unido, a Inglaterra e Gales, apenas desde 1967, e na Escócia, só em 1980, e na Irlanda do Norte, somente dois anos depois1; na Irlanda, só em 1992. Em Portugal, só em 1983. 
O mais interessante é notar que os EUA, que se apregoam como a pátria da liberdade, defensores dos direitos humanos, etc, só descriminalizaram a homossexualidade em 2003, enquanto Cuba já o fizera desde 1979, a China em 1997, e o Vietnã nunca teve leis contra homossexuais.

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