Um novo olhar sobre o mundo. Um novo olhar sobre o Brasil. É o que propõe a edição do Le Monde Diplomatique Brasil, que terá lançamento nacional no dia 13 de novembro, às 18 h, em Porto Alegre. O evento, com a conferência do diretor da publicação, Silvio Caccia Bava, acontecerá na Casa dos Bancários (Rua General Câmara, 424). A promoção é do SindBancários, Sindicato dos Jornalistas, Federação dos Bancários do RS, Sinpro/RS, Atempa, Adufrgs e Cpers-Sindicato.Le Monde Diplomatique Brasil será lançado em Porto Alegre
Um novo olhar sobre o mundo. Um novo olhar sobre o Brasil. É o que propõe a edição do Le Monde Diplomatique Brasil, que terá lançamento nacional no dia 13 de novembro, às 18 h, em Porto Alegre. O evento, com a conferência do diretor da publicação, Silvio Caccia Bava, acontecerá na Casa dos Bancários (Rua General Câmara, 424). A promoção é do SindBancários, Sindicato dos Jornalistas, Federação dos Bancários do RS, Sinpro/RS, Atempa, Adufrgs e Cpers-Sindicato.Cristina Kirchner vence na Argentina
A maioria dos analistas políticos, dentro e fora da Argentina, escolheu a palavra “apatia” para descrever o ambiente que marcou a disputa presidencial vencida, no primeiro turno, pela senadora Cristina Kirchner. A esposa do atual presidente, Néstor Kirchner, foi eleita com cerca de 44% dos votos, confirmando o favoritismo que a acompanhou durante toda a campanha. A apatia mencionada pelos analistas pode ser lida de duas maneiras: um desinteresse da maioria da população pelo destino do país, ou a expressão da superação de um trauma ainda muito vivo na memória do povo.Em 2001, o país mergulhou em uma grave crise que arrastou a economia, a política e o orgulho nacional para o fundo do poço. Seis anos depois, o Produto Interno Bruto argentino cresce a uma taxa anual de 9%. Um “detalhe” que talvez ajude a entender porque a maioria optou pela continuidade, recusando maiores debates.
O povo argentino visitou o inferno social, político e econômico, deu um tapa na cara do diabo e voltou à vida. Não está no paraíso, mas chegou a um lugar muito melhor do que estava até bem pouco tempo. Considerando os traumas recentes, parece razoável que tenha recusado debater mudanças de rumo neste momento.
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O impacto do Mega Tarifaço da Yeda
A Governadora Yeda encaminhou à Assembléia Legislativa proposta de aumento deimpostos que, segundo o Governo, deve gerar um acréscimo de receita direto da ordem de R$ 979 milhões.O estranhamento é maior pois, mesmo que consideremos que as Blue Chips correspondema 43% da arrecadação de ICMS, tanto o percentual maior relativo às Blue Chips atualmente proposto quanto a inclusão de outros setores e, mais importante, o fato de a alíquota básica também ser majorada, reflita em tão pouco acréscimo na arrecadação.
O centro de Porto Alegre em crise
Nas últimas eleições para a Prefeitura de Porto Alegre, uma das principais propostas do então candidato a Prefeito José Fogaça (na época no PPS, agora no PMDB, amanhã, quem saberá?) defendida na campanha era a revitalização do centro da capital.A batalha campal, no início da noite de ontem, teve direito a tiros de espingarda para o alto e feridos. O problema dos camelôs, como se sabe, é antigo e comum à maioria das grandes cidades brasileiras. A repressão pura e simples tem se mostrado totalmente ineficaz para resolver o problema, por mais que setores da sociedade clamem por ela. Na outra ponta desse comércio, há uma poderosa e ramificada indústria que produz sem cessar as mercadorias comercializadas pelos camelôs. E no meio dele há o tema do trabalho informal e da falta de alternativas para oferecer aqueles que adotam o comércio de rua como meio de sobrevivência. Há quem ache que se trate, fundamentalmente, de um caso de polícia. No entanto, cassetetes, balas e safanões vêm se revelando uma política fracassada. As cenas dos últimos dias, no centro da capital gaúcha, mostram isso mais uma vez.
O Nobel da Paz e o "Nobel da Guerra"

Monocultura causa desequilíbrios ambientais
A monocultura de eucalipto está contribuindo para alguns fenômenos de desequilíbrio ambientais verificados no Estado. Na avaliação do membro do Centro de Estudos Ambientais (CEA) de Pelotas, Luis Rampazzo, a grande quantidade de agrotóxico utilizado pelas monoculturas intensifica fenômenos como a infestação de besouros em Bagé e o sumiço de abelhas em várias cidades gaúchas.Franklin Martins discute TV Pública em Porto Alegre, nesta sexta (26)
Os modelos e desafios da TV pública brasileira serão tema da audiência pública da Comissão de Serviços Públicos da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, nesta sexta (26), às 9h30.Os debatedores serão o vice-presidente das Relações Governamentais/Mercado –AGERT, Afonso Motta, e o 1° Vice-presidente da FENAJ, Celso Schröder. A coordenação da mesa será de Stela Farias (PT), deputada estadual e presidente da Comissão de Serviços Públicos.
Guerra é guerra, dizia o torturador
Marco Aurélio Weissheimer“Tropa de Elite” pretende ser um filme realista. Essa pretensão aparece no cartaz promocional do filme que afirma que, entre as muitas versões de uma guerra, a que é a apresentada ali é a verdadeira. Não é. A menos que se considere que testemunhos em primeira pessoa sejam um meio de acesso privilegiado à realidade. Na verdade, costumam ser um meio de acesso privilegiado à percepção de quem testemunha. Se tomarmos a narrativa baseada nas experiências do capitão Nascimento como retrato fiel do que acontece nos morros do Rio de Janeiro porque é a narrativa de alguém que participou diretamente da guerra, deveríamos fazer o mesmo com uma narrativa de um traficante que relate como vê a mesma guerra. Teríamos, então, duas narrativas, dois testemunhos, duas realidades. Valeria a mesma lógica também para o testemunho de um morador de favela que vivencia a mesma guerra.
A pretensão em transformar o testemunho do capitão do Batalhão de Operações Especiais (Bope) em representação fiel da realidade conspira logicamente contra si mesma. Mas, do ponto de vista da recepção do filme na sociedade acaba funcionando. O padrão médio dos comentários de quem vê o filme reconhece nele uma narrativa realista. Há elementos para tanto: a violência da guerra do tráfico, a tortura como prática de policiais e traficantes, a corrupção policial, a hipocrisia de setores de classe média, entre eles. O resultado final evidencia que mostrar elementos de realidade é uma condição necessária porém não suficiente para representar “a realidade”. Alguém poderá questionar: quer dizer que você (o autor destas linhas) está mais habilitado para falar da realidade da guerra do tráfico do que alguém que está na linha de frente dessa guerra?
Uma teoria cheia de buracos
Certamente que não, é a resposta. No entanto, esse texto não tem a pretensão de falar da “realidade” da guerra do tráfico, mas sim de questionar o suposto privilégio realista do testemunho de uma das partes do conflito. A fragilidade dessa pretensão fica exposta no filme. O capitão Nascimento, personagem central e condutor da narrativa, tem uma teoria própria sobre as causas da guerra e o melhor meio de enfrentá-la. Trata-se de uma teoria cheia de buracos: buracos de bala e buracos lógicos. Desde o início, a narrativa nos alerta para o fato de que “o policial também é um ser humano”, com problemas e angústias pessoais. Do outro lado da trincheira, estão os traficantes que, por oposição, são apresentados como animais ferozes que devem ser abatidos à bala, versão esta que, provavelmente, conta com a simpatia de considerável parte da sociedade.
Em um nível intermediário aparecem os policiais corruptos e os ongueiros hipócritas que consomem drogas e fazem passeatas contra a violência. E, de um modo muito lateral, aparecem algumas referências sobre o envolvimento de políticos. No meio desse pântano, a tropa do BOPE é apresentada como o que há de melhor na polícia. São os policiais melhor treinados, melhor equipados e incorruptíveis. O processo de seleção para candidatos a integrar o batalhão mostra que seus comandantes sabem quem é corrupto e quem não é, na polícia. As ações da tropa de elite, no entanto, convivem diariamente com o problema do estreito vínculo existente entre o tráfico e a corrupção policial. Mas, no filme, não incidem sobre ela. Ou seja, a tropa de elite, o que há de melhor na polícia militar, é absolutamente ineficaz para enfrentar um dos principais elos da violência. Em que sentido, pois, ela pode ser chamada “de elite”?
O argumento dos defensores da tortura
A resposta aparece no filme. Aparece já no símbolo do BOPE: a caveira, o símbolo da morte. Os policiais do batalhão são profissionais altamente treinados – melhor treinados do que o exército de Israel, assegura o capitão Nascimento – e, quando sobem o morro, o fazem de maneira profissional, só atiram para matar. As operações especiais, tal como nos é mostrado na tela, incluem tortura e execuções sumárias. A reação média de quem assiste ao filme parece aprovar tais métodos. Ela pode ser sintetizada na máxima repetida exaustivamente pelo líder da tropa: estamos numa guerra e, numa guerra, vale tudo. Ou como afirma o título de um livro sobre a ditadura militar (de autoria de Índio Vargas), “Guerra é guerra, dizia o torturador”. Sempre foi esse, em primeira e última instância, o argumento dos defensores da pena de morte, da tortura e das execuções sumárias. Essa é “a realidade”, dizem.
A “realidade” apresentada no filme atribui forte responsabilidade aos ongueiros de classe média, e aos jovens da classe média carioca em geral, pela violência do tráfico. “Nós temos que limpar a sujeira que vocês fazem”, diz um dos aspirantes a ser futuro comandante do batalhão. Esse mesmo personagem irrompe em uma manifestação de uma ong contra a violência, enchendo de porrada um destes jovens. Em relação aos policiais corruptos, no entanto, o que vemos é que eles são impedidos de entrar no BOPE, mas liberados de qualquer outra condenação. Tudo se passa como se a existência de policiais mal pagos, mal treinados, mal equipados e corruptos fosse uma condição para a própria existência da tropa de elite que, sem esconder seu desprezo pela “ralé” do resto da polícia, acaba se constituindo em uma espécie de grupo paramilitar. Um grupo que tem vida própria e que está fora do Estado, como fica evidenciado na cena do enterro de um dos membros do grupo, quando a bandeira nacional é encoberta pela caveira do BOPE. A mensagem aí é forte é explícita: o Estado faliu, vocês precisam de nós.
De leitor de Foucault a matador
Há um outro elemento que conspira contra o suposto caráter “de elite” da tropa. Desde o início do filme, o capitão Nascimento nos conta que quer largar aquela vida e está em busca de um sucessor. O escolhido, no final, é o mais equivocado dos personagens. André Matias estuda Direito na “melhor faculdade do Rio de Janeiro”, é leitor de Foucault e convive com os “ongueiros” detratados no filme. Desde o início, o capitão Nascimento afirma que essa combinação era algo incompatível para um policial, principalmente para um integrante do BOPE. Matias se apaixona por uma ongueira, sobe o morro, convive com traficantes e oculta sua identidade de policial de seus colegas de faculdade. Resultado: acaba contribuindo para a morte de três pessoas. Sua foto durante uma ação policial é publicada nos jornais e sua identidade é revelada. Ele parece não dar bola para o fato, não avisa a ninguém, e acaba enviando um colega e amigo para a morte.
Esse verdadeiro “gênio” acaba sendo o sucessor do capitão Nascimento na tropa de elite. Na cena final, ele é batizado no comando com uma doze na mão, pronto a explodir a cara do traficante que matou o seu amigo (morte pela qual ele também foi responsável), em mais uma execução sumária. Deixou de ser um ingênuo, tornou-se um filho da caveira, pronto para matar. Alguns críticos disseram que o filme é uma peça publicitária do BOPE. Uma publicidade esquisita, pois o que aparece é um grupo paramilitar que age à margem da lei, usa a tortura como método e pratica execuções sumárias impunemente. É isso? É preocupante, para todos aqueles que não desistiram de idéias como democracia, lei e direito que essa representação da “realidade” seja aplaudida em algumas salas de cinema. Os aplausos têm endereço certo: seu objeto de desejo é a caveira do BOPE.
Entre as ongs e os paraísos fiscais
O privilégio dado ao testemunho do capitão Nascimento e a pretensão de apresentá-lo como uma fiel expressão da realidade mal consegue esconder outras facetas dessa realidade que, ou aparecem muito lateralmente no filme ou simplesmente não aparecem. O tráfico de drogas é hoje uma das indústrias mais poderosas do mundo, com braços no sistema financeiro, político, jurídico e empresarial. Enfatizar a responsabilidade de ongs na cadeia da violência e silenciar, por exemplo, sobre o papel dos paraísos fiscais na lavagem de dinheiro advindo do tráfico denuncia essa pretensão de realismo. Um filme não tem a obrigação de falar de tudo ao mesmo tempo, poderá dizer alguém. É verdade. E é justamente por isso que, aquilo que ele retrata, é apenas o testemunho de alguém envolvido em uma guerra. Querer alçar esse testemunho à condição de “o mais fiel retrato da realidade” é um passo gigantesco que, dado o conteúdo do testemunho, flerta perigosamente com a máxima: “guerra é guerra, dizia o torturador”.
Fonte: Carta Maior
Greve contra mudanças no sistema previdenciário paralisa a França
Os transportes públicos foram fortemente prejudicados nesta quinta-feira (18) na França por causa de uma greve contra o fim dos regimes especiais de aposentadoria, primeira proposta de mudança no sistema previdenciário apresentada pelo presidente Nicolas Sarkozy.Esta é a greve mais importante dos transportes desde 1995.
Apesar da greve, o governo mantém a sua vontade de modificar o regime especial de algumas profissões, que para obter a aposentadoria deverão trabalhar 40 anos, e não mais 37,5 como hoje. A medida afeta 1,1 milhão de aposentados e 500 mil trabalhadores na ativa na companhia de ferrovias SNCF, na rede de transporte urbano de Paris RATP, nas empresas de energia Electricité de France e Gaz de France e nos cartórios.
Os oito sindicatos de transportes convocaram a greve em conjunto, assim como os seis sindicatos do metrô parisiense e cinco das federações do setor de Energia.Os sistemas ferroviário e metroviário foram prejudicados já no início da manhã.
Além da capital, outras grandes cidades francesas, entre elas Marselha (sul) e Lyon (leste), foram afetadas pela praralisação.Os únicos locais com funcionamento normal eram os aeroportos de Paris.
Para tentar driblar a falta de transportes públicos, os franceses recorreram a planos alternativos, como compartilhar carros, andar de bicicletas, caminhar ou simplesmente permanecer em casa.
Os sindicatos do setor de Energia também aderiram à greve, especialmente na Electricité de France (EDF) e Gaz de France (GDF), duas empresas muito afetadas pela reforma dos regimes especiais de aposentadoria.
Risco: Abril vai monopolizar distribuição de revistas
Grupo Abril finalizou na quinta-feira (11) a aquisição da Fernando Chinaglia Distribuidora. A compra resultará na criação da Treelog S.A Logística e Distribuição, uma nova empresa da companhia - que já possui a Distribuidora Nacional de Publicações (Dinap). Assim, de forma perigosa, a Abril passa a deter praticamente o monopólio do setor de distribuição de revistas no Brasil.O comunicado tenta minimizar a formação do monopólio. "Dinap e Fernando Chinaglia continuarão atendendo normalmente aos seus respectivos clientes, assegurando os mesmos níveis de qualidade e credibilidade das duas distribuidoras. A união das empresas vem ao encontro da missão da Abril de levar informação, cultura, educação e entretenimento ao maior número possível de brasileiros", finaliza o texto divulgado no site do Grupo Abril.
A compra - cujo valor não foi revelado - depende ainda de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Ainda assim, a notícia da transação pegou o mercado editorial de surpresa. A fusão das duas maiores distribuidoras do Brasil foi muito criticada. Apesar do discurso positivo, várias editoras vêem com ressalvas e até apreensão o surgimento da Treelog.
Uergs recebe apenas 28% dos recursos previstos para investimentos
Até o momento, a Universidade Estadual do Rio Grande do Sul recebeu apenas 28% dos R$ 42 milhões previstos para investimentos neste ano. No orçamento de 2008, estão previstos somente R$ 28 milhões. Estudantes, professores e parlamentares estão preocupados com os baixos recursos que a universidade vem recebendo e denunciam que faz parte de uma estratégia do governo estadual em sucatear o ensino público. A Uergs está entre os órgãos que poderá ter a gestão transferida para a iniciativa privada no projeto de OSCIPS.Cansa ser, sentir dói, pensar destruir
Fernando PessoaCansa ser, sentir dói, pensar destruir.
Alheia a nós, em nós e fora, Rui a hora, e tudo nela rui.
Inutilmente a alma o chora.
De que serve? O que é que tem que servir ?
Pálido esboço leve Do sol de inverno sobre meu leito a sorrir...
Vago sussuro breve.
Das pequenas vozes com que a manhã acorda,
Da fútil promessa do dia, Morta ao nascer, na 'sperança longínqua e absurda Em que a alma se fia.
Uma "democracia puta"?
Emir SaderSOS TVE-RS - Petição contra a privatização da TV pública
A TVE (canal 7) e a Rádio FM Cultura (107.7), emissoras da Fundação Piratini, vêm sofrendo um período de desgastes que pode culminar na sua extinção. O orçamento vem sendo reduzido a cada ano e os equipamentos não têm manutenção. Por causa disso, a programação foi afetada e o sinal da TV já não chega a boa parte do interior do Estado do RS.Mais de três milhões e 700 mil são contra a privatização da Vale
A Vale deve continuar nas mãos do capital privado? Dos três milhões 729 mil 538 brasileiros, que participaram do plebiscito sobre a anulação do leilão de privatização da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), 94,5% disseram Não a essa pergunta. E também repudiaram o fato Governo continuar priorizando o pagamento dos juros da dívida externa e interna; o preço abusivo da energia elétrica e a reforma da previdência.O resultado do plebiscito foi divulgado no último dia 08 às 15 horas, na Câmara dos Deputados, em Brasília, pelas 64 organizações do movimento social brasileiro, que participaram das mobilizações para esse terceiro plebiscito popular da história do Brasil
As perguntas que questionavam sobre o pagamento da dívida, o alto preço da energia e a reforma da previdência não foram feitas em todos os estados, pois a decisão sobre a quantidade de perguntas era tomada pelos Comitês Estaduais do Plebiscito. Com 2 milhões 492 mil 320 votos, o pagamento das dívidas externa e interna pelo governo brasileiro foi rechaçado por 92,1% dos votantes.
A pergunta: Você concorda que a energia elétrica continue sendo explorada pelo capital privado, com o povo pagando até 8 vezes mais que as grandes empresas? Foi respondida Não por 93,7% dos 2 milhões 536 mil 136 eleitores. Já quando o povo foi questionado sobre se concordava que a Reforma da Previdência retirasse os direitos dos trabalhadores, o Não foi a opção de 93,4% dos 2 milhões 895 mil 965 votantes.
O retorno de um modelo perverso e fracassado
Em um bom artigo publicado na Carta Maior, Miguel Rossetto analisa a crise financeira do estado do Rio Grande do Sul, fazendo um importante resgate sobre como ela realmente se aprofundou. Quais as polítcas que as geraram, e que agora vemos se repetir no desastroso governo de Yeda Crusius. Abaixo trecho do artigo:Os graves problemas financeiros que o Estado do Rio Grande do Sul vive
hoje não são resultado de uma crise de 30, 40 anos, como alguns
afirmam, mas sim conseqüência de decisões recentes. Eles têm data de
nascimento, nome e sobrenome, que identificam responsáveis por opções
que foram feitas e que produziram resultados danosos para o povo
gaúcho e para o Estado. A dificuldade de financiamento público que
vemos hoje no RS foi produzida por escolhas feitas no governo Antonio
Britto, pelo PMDB e pelo PSDB, partido da atual governadora. Esses
partidos, durante aquele governo, sustentaram três grandes medidas nos
anos de 1995, 1996 e 1997, que são fortemente responsáveis pela crise
atual.
Essas três medidas retiraram receitas do Estado, desorganizaram nossa
economia e comprometeram por um longo período a capacidade de
financiamento público. Que medidas foram essas? Em primeiro lugar, a
aceleração de uma política permanente e ampla de renúncia fiscal, sem
critérios e sem uma avaliação séria sobre os seus efeitos para a
economia gaúcha e para as finanças públicas. Isso reduziu enormemente
a receita pública e deu origem a desigualdades internas na atividade
econômica do RS. Em segundo lugar, a aprovação da Lei Kandir,
(elaborada pelo deputado do PSDB, Antonio Kandir, ministro do
Planejamento do governo FHC) que eliminou a tributação de exportação
de produtos primários e semi-elaborados. Essa lei adotou um sistema de
compensações absolutamente insuficiente e criou um conjunto de outras
renúncias de tributos, contribuindo para aprofundar desigualdades
entre os estados.
E, em terceiro lugar, a chamada renegociação da dívida do Estado. O
RS, que vinha pagando historicamente uma média de 5% de suas receitas,
passou a pagar de 13% a 15% por um prazo de 30 anos. A partir dessa
medida, o Estado é diminuído para 87% da sua capacidade de
financiamento. Essas três medidas, aprovadas pelos governos do PMDB e
do PSDB, prejudicaram estruturalmente a capacidade de financiamento do
Estado. Adicione-se a elas a venda de patrimônio público, através das
privatizações que renderam cerca de R$ 5,5 bilhões mas não ajudaram a
diminuir a dívida do Estado, conforme havia sido prometido. Aliás,
onde foi parar este dinheiro?
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A sombra do Che
O legado de Che Guevara
João Pedro StédileAnalisando sua obra falada, escrita e vivida, podemos identificar em toda a trajetória um profundo humanismo. O ser humano era o centro de todas as suas preocupações. Isso pode-se ver no jovem Che, retratado de forma brilhante por Walter Salles no filme Diários de Motocicleta, até seus últimos dias nas montanhas da Bolívia, com o cuidado que tinha com seus companheiros de guerrilha.
A indignação contra qualquer injustiça social, em qualquer parte do mundo, escreveu ele a uma parente distante, seria o que mais o motivava a lutar. O espírito de sacrifício, não medindo esforços em quaisquer circunstâncias, não se resumiu às ações militares, mas também e sobretudo no exemplo prático. Mesmo como ministro de Estado, dirigente da Revolução Cubana, fazia trabalho solidário na construção de moradias populares, no corte da cana, como um cidadão comum.
Che praticou como ninguém a máxima de ser o primeiro no trabalho e o último no lazer. Defendia com suas teses e prática o princípio de que os problemas do povo somente se resolveriam se todo o povo se envolvesse, com trabalho e dedicação. Ou seja, uma revolução social se caracterizava fundamentalmente pelo fato de o povo assumir seu próprio destino, participar de todas as decisões políticas da sociedade.
Sempre defendeu a integração completa dos dirigentes com a população. Evitando populismos demagógicos. E assim mesclava a força das massas organizadas com o papel dos dirigentes, dos militantes, praticando aquilo que Gramsci já havia discorrido como a função do intelectual orgânico coletivo.
Teve uma vida simples e despojada. Nunca se apegou a bens materiais. Denunciava o fetiche do consumismo, defendia com ardor a necessidade de elevar permanentemente o nível de conhecimento e de cultura de todo o povo. Por isso, Cuba foi o primeiro país a eliminar o analfabetismo e, na América Latina, a alcançar o maior índice de ensino superior. O conhecimento e a cultura eram para ele os principais valores e bens a serem cultivados. Daí também, dentro do processo revolucionário cubano, era quem mais ajudava a organizar a formação de militantes e quadros. Uma formação não apenas baseada em cursinhos de teoria clássica, mas mesclando sempre a teoria com a necessária prática cotidiana.
Acreditar no Che, reverenciar o Che hoje é acima de tudo cultivar esses valores da prática revolucionária que ele nos deixou como legado.
A burguesia queria matar o Che. Levou seu corpo, mas imortalizou seu exemplo. Che vive! Viva o Che!
Convite



jornada de atividades
che vive 1967-2007
CONFERÊNCIA com Atilio Boron
No dia 8 de outubro, às 18h30, Auditório Dante Barone, Assembléia Legislativa.
Ato-Show - Che Vive
Dia 08 de outubro, 19h30 - Auditório Dante Barone, Assembléia Legislativa
Presenças de: Carlos Cachoeira, Eraci Rocha, Eduardo Solari, Leonardo Ribeiro, Liane Schüller, Nanci Araújo, Nei Lisboa, Raul Elwanger e Una América.
ESQUETE TEATRAL - FRAGMENTOS – UMA HOMENAGEM A CHE GUEVARA
Grupo de Teatro Caixa de Pandora
Direção: Artur Pinto
10 de outubro - 20.00h
Auditório Luiz Eurico Tejera Lisboa, Escola Estadual Júlio de Castilhos.
DEBATE 45 ANOS DE BLOQUEIO
E A PRISÃO DOS CINCO CUBANOS NOS EUA
Debatedor: Sergio Martinez – Conselheiro da Embaixada de Cuba no Brasil
11 de outubro – 19.00 h.
Local: Plenarinho da Assembléia Legislativa, 3º andar.
Promovem: PT, PDT, PC do B, PSB, PCB, Bancada do PT na Ass. Legislativa do RS, CUT, MST, CMP, MNLM, UNE, UGES, Federação dos Bancários/RS, Federação dos Metalúrgicos/ RS, CPERS, Sindicato dos Bancários de PoA, Sindicato dos Metalúrgicos de PoA, SINTRAJUFE, SIMPE, SINDIPOLO, SINDIPORTUARIOS DE RIO GRANDE, APCEF-RS, Juventude do PT, CEFAL Associação Funcionários. da CORSAN, JR 8,ASSOCIAÇÃO JosE Martí,
Candidatas polonesas do "Partido das Mulheres" tiram a roupa em campanha política
Tem coisas que se tivessem me contando eu não iria acreditar, no estilo "só acredito vendo", mas quando vi essa materia no blog Na Periferia do Império eu quase não acreditei, muita maluquice, é a idéia da política como espetáculo levada as últimas conseqüências. Reproduso a integra do post:




