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Uma sociedade dominada pelo celular


Os avanços tecnológicos que os aparelhos celulares tiveram nos últimos anos são notáveis. São múltiplas as funções e possibilidades de uso que foram agregadas ao aparelho, são tantas que muitas vezes utilizar o aparelho como telefone chega a ser secundário.
Esse mar de conectividade dos celulares traz uma relação de dependência de seu uso contínuo. Para alguns, praticamente todos os momentos de sua vida devem ser compartilhados com todos, assim como a necessidade correlata de saber tudo sobre a vida dos outros. 
O contraditório deste processo é que, se toda a vida cotidiana deve ser compartilhada a todo o instante e se a todo o instante as pessoas devem estar conectadas para saber o que "está acontecendo", logo, fica a questão: em qual momento as pessoas vivem, de fato, os momentos de suas vidas que elas compartilham? Não estaríamos todos perdendo uma parte importante de nossa vida social?
Esse fenômeno, em maior ou menor escala, está cada vez mais introjetado em nossas sociedades. Vivemos em uma sociedade dominada pelo celular. 
Você duvida? As fotos abaixo talvez ajudem a mudar sua opinião...

"Idiots": robôs em uma animação crítica da sociedade de consumo


A animação "Idiots" nos trás robôs em uma ótima crítica da sociedade de consumo. Como a obsolescência planejada e a dependência de celular são sintomas de novas formas de dominação e perda de humanidade.


Software livre é a saída para fugir da espionagem oficial


Os documentos revelados por Edward Snowden confirmam as suspeitas de longa data de que as agências conspiram secretamente com empresas de tecnologia para irem diretamente aos arquivos que eles querem bisbilhotar. Mas os mortais comuns, que precisam usar a internet rotineiramente, têm como fugir dos olhos do "Grande Irmão"? Artigo publicado no site Inovação Tecnológica

A tirania da velocidade e da inovação para o lucro


Por Dênis de Moraes

Uma das verdades mais incômodas e flagrantes sobre o mundo atual chega-nos pela ótica de um magnífico escritor, John Berger: “É um espaço sem horizonte. Tampouco há continuidade entre as ações, nem pausas, nem atalhos, nem linhas, nem passado nem futuro. Vemos apenas o clamor de um presente desigual e fragmentário. Está cheio de surpresas e sensações, mas em lugar algum aparecem suas consequências ou seus resultados.” (1)
Hoje com 87 anos e cada vez mais lúcido, Berger vivenciou, em décadas passadas, tempos infinitamente menos desvairados. Tempos em que as sofreguidões suaves lhe permitiam contemplar o primeiro pôr-do-sol de primavera em uma praia europeia para dividir com uma tela a óleo o que a pintura lhe indicava ser a necessária proximidade com as fagulhas incendiárias do amor.
Vivemos uma época de velocidade implacável, em que tudo parece atropelado pela urgência dos milésimos. A existência dilui-se e restabelece-se sem direito a intervalos. As pausas para respirar parecem insolentes ou extemporâneas. E dizem-nos que assim deve ser porque desfrutamos da conectividade permanente, viabilizada por tecnologias avançadas. Qualquer atraso pode implicar um curto-circuito com a realidade imediata, ou revelar incapacidade de antecipar-se ao futuro fugaz.

Por que os impérios Facebook e Apple estão fadados a cair


Por John Naughton

Nada dura para sempre: se a história tem uma lição a nos dar, é essa. É um pensamento que vem da releitura do volume magistral de Paul Kennedy, Ascensão e Queda das Grandes Potências, em que ele mostra que nenhuma das grandes nações-Estados da história — Roma; a Espanha imperial em 1600; a França em suas manifestações Bourbon e bonapartista; a República Holandesa em 1700; a Grã-Bretanha em sua glória imperial — conseguiram manter sua ascendência global por muito tempo.

O que isso tem a ver com a tecnologia? Bem, é uma maneira útil de pensarmos sobre duas das grandes potências tecnológicas mundiais. A primeira é a Apple. Na semana passada houve uma verdadeira torrente de reação histérica a seu balanço trimestral, juntamente com especulações febris sobre seu futuro. O mundo está hipnotizado há anos pela metamorfose da Apple de uma fabricante de computadores quase falida em uma gigante corporativa que atualmente, em alguns dias, é a companhia mais valiosa do mundo, com reservas de caixa maiores que o PIB anual de alguns países. Mas, assim como com todas as curvas de crescimento inexorável, a pergunta nos lábios de todo comentarista é: a Apple atingiu o pico?
Se você acha que “histérica” é um pouco duro, avalie isto: apesar de a Apple não ter vendido os 50 milhões de iPhones previstos para o trimestre (ela “só” vendeu 47,8 milhões) e as vendas de seus computadores Mac terem caído um pouco, de todo modo o resultado trimestral significa que em 2012 a Apple faturou mais que qualquer outra corporação em todos os tempos. E até o rendimento supostamente decepcionante de 13,1 bilhões de dólares foi o quarto maior de todos os tempos, segundo a mesma medição. E a reação do mercado de ações a essa notícia? O preço da ação caiu 10% após o pregão.
Depois há a rede social Facebook, com seus bilhões de usuários, que também é o foco de muitos comentários excitados. Recentemente, o império de Mark Zuckerberg lançou sua última arma mortífera com o nome atraente de Graph Search (busca gráfica). O novo instrumento do Facebook é apenas um algoritmo que encontra informações na rede de amigos de uma pessoa e complementa os resultados com acertos da máquina de buscas Bing da Microsoft, mas ao ler alguns comentários sobre ela você pensaria que Zuckerberg e Co. tivessem inventado uma máquina de movimento perpétuo ou uma passagem sem escalas para o inferno.
“A nova máquina de buscas do Facebook tenta construir muros ao redor da internet e manter sua horda dentro dos portões”, escreveu o webmaster de uma respeitada revista online. “É um pesadelo, e provavelmente vai dar certo.”
Na verdade, é a última tentativa do Facebook de se tornar a AOL de hoje. E afinal ela vai falhar pelo mesmo motivo que a tentativa da AOL de encurralar os usuários em seu jardim murado falhou: a internet mais ampla é simplesmente diversificada, inovadora e interessante demais. Mas, como o Facebook ocupa um lugar tão grande na consciência do público neste momento, é difícil mantê-lo em perspectiva. E é por isso que o livro de Kennedy é uma leitura tão salutar.
Assim, o que precisamos lembrar enquanto percorremos os atuais comentários superaquecidos sobre Apple e Facebook é que nada dura para sempre. Estou neste ramo há tempo suficiente para lembrar uma época em que a Microsoft era pelo menos tão predominante e assustadora quanto essas duas empresas são hoje. Avance algumas décadas e a Microsoft continua aí, mas hoje é uma gigante em dificuldades — rentável, mas não mais inovadora, tentando (até agora sem sucesso) pôr um pé no mundo pós-PC, do celular e baseado na nuvem.
Embora o eclipse da Apple e do Facebook seja inevitável, o momento e as causas de seus eventuais declínios serão diferentes. A força atual da Apple é que ela realmente faz coisas que as pessoas ficam desesperadas para comprar e com as quais a empresa tem lucros enormes. A lógica inexorável do negócio de hardware é que esses lucros vão declinar com o aumento da concorrência, então a Apple será menos rentável em longo prazo. O que determinará seu futuro é se ela poderá inventar novos produtos que criem um mercado, como iPod, iPhone e iPad.
O Facebook, por outro lado, não faz nada. Apenas oferece um serviço online que, por enquanto, as pessoas parecem valorizar. Mas para ganhar dinheiro com esses usuários e satisfazer os cidadãos de Wall Street ele precisa se tornar cada vez mais intruso e manipulador. Em outras palavras, está condenado a um excesso de intrusão. E é por isso que, no final, se tornará uma nota de rodapé na história da internet. Exatamente como a Microsoft, na verdade. Sic transit gloria.
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Charlie Sheen- Apple nos deixou em uma pequena prisão


Irritado com a política da Apple, Charlie Sheen joga iPad contra a parede


Irritado por não poder passar suas músicas de um iPad para o outro sem o intermédio do programa iTunes, Charlie Sheen arremessou seu tablet com tanta força que o deixou grudado na parede. A informação é do tabloide "The Sun".
"Falando sério, Steve Jobs era um gênio e mudou o mundo para sempre, e para melhor, eu acho", disse ele. "Ele fez nossa sociedade avançar, mas nos deixou em uma pequena prisão."
"O fato de você não poder compartilhar músicas entre aparelhos e de ter que passar por essa central [iTunes] me deixa muito bravo", afirmou. "Então peguei meu iPad e o arremessei. Não sabia o quão aerodinâmico ele era: você pode usá-lo como uma arma."
"Olhei e vi que ele estava grudado na parede", contou. O ator disse ainda que o tablet não quebrou. "A boa notícia para a Apple é que ele continuou funcionando perfeitamente depois."

Fonte: Folha
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Quer um ditador? Tenha Hitler, Mussolini ou Kadafi no seu iPhone


Sabe aquele momento do dia em que você sente aquela vontade de ouvir um discurso de Mussolini ou ler sobre as mulheres que passaram pela vida de Hitler? Pois é, se você tem um iPhone, seus problemas acabaram. A jornalista Lea Zeltserman, da Tablet Magazine, comenta sobre aplicativos disponíveis na loja da Apple que apresentam biografias, discursos, hinos e legado de ditadores. 
A jornalista chama a atenção para o fato de que o iPhone tem status "cult" para a geração da Web 2.0 e do Facebook, portanto "não são velhos nostálgicos e historiadores" que estão baixando os aplicativos; "são adolescentes e jovens adultos que gastam tempo e dinheiro na internet, e é por aí que eles se informam". O interessante é que três destes aplicativos foram criados pelo mesmo desenvolvedor, o italiano Luigi Marino. O primeiro a ser lançado, em 2010, foi iMussolini, que causou grande polêmica na Itália e chegou a ser o segundo app mais popular no país, chegando a mil downloads por dia. Para aplacar os ânimos, o programador em seguida desenvolveu o iGandhi, para depois atacar com Hitler (assim mesmo, sem "i", já que o nome sugerido pelo autor não foi aprovado pela Apple) e iStalin. Seu produto mais recente é o app iSilvio!, que tira um sarro com o ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi. Além destes, há também Muamar Kadafi e seu Livro Verde no aplicativo The Green Book by Gaddafi, uma versão interativa da obra que condensa as ideias do ex-ditador líbio morto em 2011. 
Além disso, Zeltserman acredita que estes apps levantam "desconfortáveis questões sobre nossa relação com a Nave-Mãe Apple - a empresa que cada vez mais substitui, ou media, nossos espaços públicos e transações diárias mundanas. Quando se instala a controvérsia, somos constrangedoramente lembrados que somos consumidores, e não cidadãos." A Apple baniu aplicativos sobre o Dalai Lama e a ativista pelos direitos humanos Rebiya Kadeer na China, a pedido do governo do país. 
Leia o artigo completo, em inglês, no site da Tablet Magazine.
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HP também produzirá Tablets no Brasil




Depois de Apple e Sony, HP também corteja a Foxconn para produzir tablets no Brasil


O passe da Foxconn está valendo mais do que o de Lionel Messi. Além da Apple e da Sony, agora é a HP que negocia um acordo para a produção de tablets na futura fábrica da empresa no Brasil.

O mais incrível é o conceito de chinese wall dessa turma. A Foxconn será a maior depositária de segredos industriais de concorrentes da indústria brasileira de informática.



com informações: CidadeBiz
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MEC anuncia distribuição de tablets nas escolas públicas em 2012



O Ministério da Educação vai distribuir tablets a escolas públicas a partir do próximo ano. A afirmação foi feita nesta quinta-feira pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, durante palestra a editores de livros escolares, na 15ª Bienal do Livro, no Rio de Janeiro. O objetivo, segundo o ministro, é universalizar o acesso dos alunos à tecnologia.

Haddad afirmou que o edital para a compra dos equipamentos será publicado ainda este ano. “Nós estamos investindo em conteúdos digitais educacionais. O MEC investiu, só no último período, R$ 70 milhões em produção de conteúdos digitais. Temos portais importantes, como o Portal do Professor e oPortal Domínio Público. São 13 mil objetos educacionais digitais disponíveis, cobrindo quase toda a grade do ensino médio e boa parte do ensino fundamental.”

O ministro disse que o MEC está em processo de transformação. “Precisamos, agora, dar um salto com os tablets. Mas temos que fazer isso de maneira a fortalecer a indústria, os autores, as editoras, para que não venhamos a sofrer um problema de sustentabilidade, com a questão da pirataria.”

Haddad não soube precisar o volume de equipamentos que será comprado pelo MEC, mas disse que estaria na casa das “centenas de milhares”. Ele destacou que a iniciativa está sendo executada em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia.

Com Agência Brasil

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Kubrick, o inventor do iPad


Em guerra com a Apple, Samsung alega que iPad é uma ideia do cineasta Stanley Kubrick 


Os advogados da Samsung lançaram mão de uma carta inusitada no embate que sua empresa vem tendo com a Apple nos tribunais por conta de acusações de um possível caso de quebra de patente envolvendo os tablets da linha Galaxy.

Enquanto a empresa da maçã afirma que a compania coreana copiou descaradamente o design de seu iPad — patenteado em 2005 nos EUA — no desenho do Galaxy Tab, os advogados da Samsung afirmam que o tal desenho nem é tão original assim. Eles usam uma cena do filme 2001: Odisséia no Espaço, obra do diretor cult Stanley Kubrick filmada em 1968, para provar sua teoria.
De acordo com a advogada Sara Jenkins, na película de 43 anos os astronautas aparecem utilizando computadores de mão que são apenas uma tela, sem outros elementos de design.
“O tablet mostrado no filme tem forma retangular com uma grande tela, bordas finas, tela plana e uma superfície negra em sua traseira”, diz Jenkins no processo, junto de um clipe do filme (imagem acima).
Ainda que os argumentos da advogada da Samsung possam fazer todo sentido, no começo da semana um sujeito chamado John Gruber fez um curioso levantamento a respeito do design dos tablets antes e depois da chegada do iPad nas prateleiras. Deem uma olhada e tirem suas próprias conclusões.


com informações BloombergBusiness InsiderAllThingsDigital
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