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Cartum: Certo dia em um feed de notícias


Autor: Rafael Salimena
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Compartilhar conteúdo que você não gosta, mesmo que para criticar, legitima o veículo


Compartilhar para falar mal. Apenas parem

Por Lino Bocchini 

“Que capa absurda! Vou denunciar pra todo mundo que a revista X é mentirosa!”

“Ridícula essa reportagem da Tv Y, é muito tendenciosa! Vou descer o pau!”

“Esse colunista fulano é um imbecil! Vou acabar com ele no meu perfil!”

Pode apostar: a revista X, a Tv Y e o colunista fulano agradecem de coração a sua divulgação. Graças a atitudes assim eles seguem firmes no centro do debate. Tanto faz se quem divulgou os aprova ou critica. A cada clique no “compartilhar” do Facebook eles pautam mais gente, inclusive você e a sua rede de conhecidos.

O Facebook ensaia a manipulação de mentes


Sem consentimento dos usuários, rede testa meios de torná-los “felizes” ou “coléricos” e desencadeia onda de temor sobre controle social e político.

Por Robert Booth

Ele já sabe se você está solteiro ou em um relacionamento; a primeira escola onde estudou;  se ama ou odeia Justin Bieber. Mas agora o Facebook, a maior rede social do mundo, está enfrentando uma tempestade de protestos ao se revelar que descobriu como fazer usuários se sentirem mais tristes ou felizes, com apenas alguns toques no teclado.
O Facebook acaba de publicar detalhes de um amplo expermiento, no qual manipulou informações postadas nas páginas de 689 mil usuários, e descobriu que poderia fazê-los sentir-se mais positivos ou negativos, por meio de um processo de “contágio emocional”.

6 mentiras publicadas na TV Revolta


O E-Farsas, portal especializado em desmascarar mentiras espalhadas na internet, publicou um útil apanhado de algumas das notícias falsas publicadas pela página TV Revolta.

Qualquer rápida observação na página verá um número imenso destas notícias "fakes" compartilhadas em grande número, se difundindo na rede com grande facilidade, ajudando a explicar um pouco do seu recente fenômeno de audiência.

Para além da necessária critica que se deve fazer as posições políticas da TV Revolta, marcada por um disfarçado antipetismo reacionário, sua existência não pode ser ignorada, ainda que também não deva ser superdimensionada.

Por entendermos as mentiras divulgadas por esta página extrapolam a política, trata-se de um serviço de utilidade pública esclarecer inverdades que espalharam-se pela rede.

Confira abaixo as publicações feitas pela TV Revolta (levantamento do e-farsas) que já foram provadas que são falsas:

Uma lunática criatura do mundo virtual


Estranhas criaturas habitam os subterrâneos da internet. Criaturas que usam a internet como uma espécie de refúgio para dar vazão a todo o tipo de sociopatia e transtornos psíquicos. Muitos o fazem na esperança de encontrar audiência para as suas ideias e com isso difundir - ainda que residualmente - junto a outras pessoas suscetíveis a elas.

São "criaturas virtuais" porque seus discursos não guardam, necessariamente, nenhuma relação com o "mundo real" e tampouco conseguem influenciar qualquer coisa para além de um pequeno grupo de pessoas no ambiente virtual, sem consequência alguma no mundo real das pessoas.

No Facebook me deparei com uma dessas curiosas "criaturas virtuais". Através de um vídeo, buscava "alertar" os internautas para uma tentativa, em curso pelo PT, de "preparar um golpe comunista contra os brasileiros" (Sic).

No vídeo, os argumentos delirantes são enfileirados, sem nenhum dado concreto sobre o tal "golpe do PT", que segundo ele, acabaria com a democracia. A solução proposta é uma bela demonstração dessa esquizofrenia delirante presente em muitas destas "criaturas virtuais": para salvar a democracia, acaba-se com a democracia através de um golpe para "derrubar o PT"!

Numa tentativa de entender da onde partiu esse raciocínio e buscar alguma plausibilidade para seus argumentos, este blogueiro chegou a seguinte conclusão: o lunático deve ter encontrado o evento no Facebook "Golpe Comunista 2014 no Brasil! Os reaçinha Piram!", onde ao se deparar com as mais de 70 mil pessoas confirmadas no evento entrou em pânico!

Será que adiantaria avisar o sujeito que tudo não passa de uma bem bolada sátira? Tenho minhas dúvidas...


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EUA têm acesso direto aos servidores de Google, Facebook e Apple

slides da apresentação sobre o PRISM


Um documento divulgado nesta quinta-feira 6 pelos jornais The Washington Post e The Guardian revelou que o governo dos Estados Unidos possui um programa que dá acesso direto aos servidores de algumas das gigantes da internet, como Google, Facebook e Apple. O programa secreto, chamado de PRISM, permite que a Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) monitore os históricos da web e de internet de usuários e obtenha e-mails, fotos, vídeos, bate-papos, arquivos, conversas de programas como o Skype e detalhes de redes sociais.
A fonte da informação é uma apresentação de PowerPoint de 41 slides que, segundo o Guardian, foi confirmada como autêntica. Ela data de abril de 2013. O documento mostra o funcionamento do PRISM e teria sido usado para treinar pessoal de inteligência para sua utilização. De acordo com o Guardian, a coleta de dados é feita diretamente nos servidores da empresa, e estão sujeitos ao monitoramento “quaisquer clientes das companhias que vivem fora dos Estados Unidos ou norte-americanos cujas comunicações incluem pessoas fora dos Estados Unidos”.

Unicef: "Curtir no Facebook não salva vidas"


Todas e todos já devem ter recebidos mensagens de usuários compartilhando fotos e pedindo que as pessoas curtam uma publicação para apoiar uma causa de direitos humanos.


A Unicef – Fundo das Nações Unidas para a Infância –, no entanto, lançou uma campanha ironizando o que muitos chamam de  ”ativismo de sofá” – o ato de demonstrar apoio a uma iniciativa apenas pela internet, sobretudo nas  redes sociais.
A regional sueca do órgão da ONU publicou um vídeo que conta a história de Raim, um garoto de dez anos que mora com seu irmão caçula. Ele diz temer ficar doente da mesma forma que sua mãe ficou – o que o impossibilitaria de cuidar do seu irmão.
Porém, o garoto afirma não se preocupar, uma vez que a página da Unicef sueca no Facebook tem 170 mil ‘curtir’ – podendo chegar a 200 mil em breve. “Então ficaremos bem”, diz o menino.
“Curtir não salva vidas; dinheiro salva”, mostra o letreiro do comercial. A seguir, a organização afirma que com 49 SEK (coroas suecas) – o equivalente a R$ 15 –, é possível vacinar 12 crianças contra a poliomelite, também conhecida como paralisia infantil. É possível fazer doações à campanha pela internet: http://unicef.se/poliovaccin
O site da regional brasileira aponta algumas formas de colaborar com a organização. Veja aqui.

Fonte: Link
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O Facebook tem algum problema com as mulheres?



Facebook fracassa em retirar imagens que incitem a violência. A boa matéria de Laura Bates publicada no "Guardian", demonstra como é problemática e absurda a política de publicação do Facebook. Já presenciei algumas situações similares as relatadas na matéria e atesto que, de fato, a rede social é no mínimo conivente com páginas que incitam a violência contra as mulheres. Confiram a matéria abaixo:

Será que o Facebook tem algum problema com as mulheres? A pergunta é feita desde 2011, quando Eve Ensler e a revista "Ms" chamaram a atenção para o fracasso dessa rede social em retirar imagens misóginas que pareciam glorificar o estupro e a violência doméstica.
Aí a questão foi retomada semanas atrás, quando usuários usaram o Twitter para manifestar sua raiva contra a recusa do Facebook em remover imagens que tentavam fazer piada com o estupro. Duas em particular circularam amplamente. Uma mostrava uma mulher amarrada e amordaçada em um sofá, com uma legenda que dizia: "Não é estupro. Se ela realmente não quisesse, teria dito alguma coisa". A segunda mostrava uma camisinha, sob as palavras "Plano A"; uma pílula anticoncepcional de emergência, o "Plano B", e aí vinha o "Plano C", um homem empurrando escada abaixo uma mulher de rosto ensanguentado.
Os "padrões da comunidade" do site declaram que "o Facebook não permite discurso de ódio, mas faz distinção entre um discurso sério e um discurso de humor". O que não fica claro, apesar de várias campanhas de grande repercussão e de uma petição do Change.org que angariou mais de 200 mil assinaturas, é como o site estabelece tal distinção. Nos últimos anos, mulheres dizem ter sido banidas do site e viram suas páginas serem removidas por postarem imagens de cupcakes glaceados como lábios vaginais, fotos de mães amamentando e retratos de mulheres após mastectomias.
Mas as imagens que atualmente aparecem no site incluem uma piada sobre o estupro de uma criança deficiente, uma piada sobre sexo com uma menor de idade e imagens e mais imagens de mulheres agredidas, ensanguentadas e de olhos roxos, em "piadas" explícitas sobre violência doméstica.
Há incontáveis grupos com nomes como "Algumas vadias precisam ter suas gargantas cortadas", ou "Não é 'estupro' se elas estão mortas, e se elas estão vivas é sexo-surpresa". Uma das piores imagens que encontrei numa breve busca mostra a carne de uma mulher com as palavras "papai me f... e eu adorei" entalhadas em ferimentos recém-abertos.
Um porta-voz do Facebook insistiu: "Não há lugar no Facebook para discurso de ódio ou conteúdo que seja ameaçador ou incite à violência".
Jules Hillier, diretora-executiva de políticas e comunicações da ONG Brook, voltada para a saúde sexual juvenil, diz que "as mídias sociais podem ser brilhantes, dando às moças e rapazes um espaço para o debate e a discussão, e dando a organizações como a nossa uma rota para oferecer informações e conselhos. Mas é uma faca de dois gumes. Eu só queria que os fatos e o apoio circulassem com metade da rapidez dos mitos, da desinformação, do bullying e do abuso, coisas para as quais as mídias sociais também abrem oportunidades".
Quando contatei o Facebook atrás de um comentário sobre duas imagens que circulam no Twitter, a página toda (charmosamente batizada de "Magoou? Tá bom. CAI FORA, PORRA") já havia sido tirada do ar quando eles me retornaram a ligação. Um porta-voz disse que isso não tinha ocorrido porque as imagens violassem os termos, mas porque o administrador havia deixado de associar publicamente seu perfil à página. Não consigo encontrar nenhuma menção a tal exigência nos "padrões da comunidade" do Facebook, e, seja como for, dificilmente isso mitiga a publicação desse tipo de material.
Quando perguntei se as imagens dos cupcakes proibidos haviam sido retiradas por erro de um scanner automatizado, o porta-voz disse que isso era improvável. Então foi uma decisão humana proibir a imagem daquele cupcake. Assim como é uma decisão humana permitir que páginas como "Teen SLUT pics" ("fotos de adolescentes VADIAS") continuem publicando imagens de garotas de aspecto muito jovem, sem provas de que elas tenham dado consentimento para o uso das suas fotos.
"Levamos muito a sério os relatos sobre conteúdo questionável e ofensivo", disse o porta-voz do Facebook. "No entanto, também queremos que o Facebook seja um lugar onde as pessoas possam discutir questões abertamente e expressar suas opiniões, sempre respeitando os direitos e sentimentos dos outros. Grupos ou páginas que expressem uma opinião sobre um Estado, instituição ou conjunto de crenças - mesmo que essa opinião seja ultrajante ou ofensiva para alguns - não violam por si sós nossas políticas."
Há um argumento comum de que essas páginas são "inofensivas", e que quem não gosta delas pode simplesmente não olhá-las. Mas alguém que tenha um amigo que "curta" uma dessas imagens pode encontrá-las pulando sem aviso prévio na sua timeline. Cada imagem normaliza a violência de gênero, passando às vítimas e perpetradores a mensagem de que na nossa cultura isso não é levado a sério.
A escritora feminista Soraya Chemaly afirmou: "Afinal, não se trata de censura. Trata-se de optar por definir o que é aceitável. O Facebook claramente aceita representações de algumas formas de violência, especialmente a violência contra as mulheres, como sendo qualitativamente diferentes de outras".
O porta-voz do Facebook disse: "Não é tarefa do Facebook definir o que é aceitável. Trabalhamos muito para poupar nossos usuários de danos diretos, mas, no final das contas, a censura não é a solução para o mau comportamento on-line ou para crenças ofensivas. Ter a liberdade de debater questões sérias como essa é a forma pela qual combatemos o preconceito".
Para quem acredita que não há relação entre o tratamento e a percepção das mulheres no mundo real e as normas culturais promovidas pela mais usada rede social do planeta, eis uma seleção de comentários. Alguns são dessas páginas "inofensivas" do Facebook. Outros são de experiências de mulheres reais, relatadas ao projeto Sexismo Cotidiano. E alguns são exemplos dos abusos que sofri, como uma mulher ousando escrever sobre as mulheres on-line:

"Você tem a opção de transar, eu tenho a opção de estuprá-la."
"Se você não parar de cagar para mim, vou pagar quatro amigos meus para estuprarem você."
"Vai lá, chama a polícia - eles não podem desestuprar você."
"A única razão pela qual vocês foram colocadas neste planeta é para podermos foder vocês. Morra, por favor."
Você consegue dizer a diferença?
Laura Bates é fundadora do Projeto Sexismo Cotidiano
Tradução por Rodrigo Leite 
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Por que os impérios Facebook e Apple estão fadados a cair


Por John Naughton

Nada dura para sempre: se a história tem uma lição a nos dar, é essa. É um pensamento que vem da releitura do volume magistral de Paul Kennedy, Ascensão e Queda das Grandes Potências, em que ele mostra que nenhuma das grandes nações-Estados da história — Roma; a Espanha imperial em 1600; a França em suas manifestações Bourbon e bonapartista; a República Holandesa em 1700; a Grã-Bretanha em sua glória imperial — conseguiram manter sua ascendência global por muito tempo.

O que isso tem a ver com a tecnologia? Bem, é uma maneira útil de pensarmos sobre duas das grandes potências tecnológicas mundiais. A primeira é a Apple. Na semana passada houve uma verdadeira torrente de reação histérica a seu balanço trimestral, juntamente com especulações febris sobre seu futuro. O mundo está hipnotizado há anos pela metamorfose da Apple de uma fabricante de computadores quase falida em uma gigante corporativa que atualmente, em alguns dias, é a companhia mais valiosa do mundo, com reservas de caixa maiores que o PIB anual de alguns países. Mas, assim como com todas as curvas de crescimento inexorável, a pergunta nos lábios de todo comentarista é: a Apple atingiu o pico?
Se você acha que “histérica” é um pouco duro, avalie isto: apesar de a Apple não ter vendido os 50 milhões de iPhones previstos para o trimestre (ela “só” vendeu 47,8 milhões) e as vendas de seus computadores Mac terem caído um pouco, de todo modo o resultado trimestral significa que em 2012 a Apple faturou mais que qualquer outra corporação em todos os tempos. E até o rendimento supostamente decepcionante de 13,1 bilhões de dólares foi o quarto maior de todos os tempos, segundo a mesma medição. E a reação do mercado de ações a essa notícia? O preço da ação caiu 10% após o pregão.
Depois há a rede social Facebook, com seus bilhões de usuários, que também é o foco de muitos comentários excitados. Recentemente, o império de Mark Zuckerberg lançou sua última arma mortífera com o nome atraente de Graph Search (busca gráfica). O novo instrumento do Facebook é apenas um algoritmo que encontra informações na rede de amigos de uma pessoa e complementa os resultados com acertos da máquina de buscas Bing da Microsoft, mas ao ler alguns comentários sobre ela você pensaria que Zuckerberg e Co. tivessem inventado uma máquina de movimento perpétuo ou uma passagem sem escalas para o inferno.
“A nova máquina de buscas do Facebook tenta construir muros ao redor da internet e manter sua horda dentro dos portões”, escreveu o webmaster de uma respeitada revista online. “É um pesadelo, e provavelmente vai dar certo.”
Na verdade, é a última tentativa do Facebook de se tornar a AOL de hoje. E afinal ela vai falhar pelo mesmo motivo que a tentativa da AOL de encurralar os usuários em seu jardim murado falhou: a internet mais ampla é simplesmente diversificada, inovadora e interessante demais. Mas, como o Facebook ocupa um lugar tão grande na consciência do público neste momento, é difícil mantê-lo em perspectiva. E é por isso que o livro de Kennedy é uma leitura tão salutar.
Assim, o que precisamos lembrar enquanto percorremos os atuais comentários superaquecidos sobre Apple e Facebook é que nada dura para sempre. Estou neste ramo há tempo suficiente para lembrar uma época em que a Microsoft era pelo menos tão predominante e assustadora quanto essas duas empresas são hoje. Avance algumas décadas e a Microsoft continua aí, mas hoje é uma gigante em dificuldades — rentável, mas não mais inovadora, tentando (até agora sem sucesso) pôr um pé no mundo pós-PC, do celular e baseado na nuvem.
Embora o eclipse da Apple e do Facebook seja inevitável, o momento e as causas de seus eventuais declínios serão diferentes. A força atual da Apple é que ela realmente faz coisas que as pessoas ficam desesperadas para comprar e com as quais a empresa tem lucros enormes. A lógica inexorável do negócio de hardware é que esses lucros vão declinar com o aumento da concorrência, então a Apple será menos rentável em longo prazo. O que determinará seu futuro é se ela poderá inventar novos produtos que criem um mercado, como iPod, iPhone e iPad.
O Facebook, por outro lado, não faz nada. Apenas oferece um serviço online que, por enquanto, as pessoas parecem valorizar. Mas para ganhar dinheiro com esses usuários e satisfazer os cidadãos de Wall Street ele precisa se tornar cada vez mais intruso e manipulador. Em outras palavras, está condenado a um excesso de intrusão. E é por isso que, no final, se tornará uma nota de rodapé na história da internet. Exatamente como a Microsoft, na verdade. Sic transit gloria.
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A foto que está chacoalhando as mulheres do mundo árabe


Por Paulo Nogueira

Uma imagem de mulher jovem está provocando uma formidável controvérsia mundial no Facebook.

É uma foto banal e ao mesmo tempo extremamente provocativa.

Banal porque não há nudez nem completa e nem parcial, a não ser que você considere braços de fora alguma coisa no gênero.

Provocativa porque a foto é de uma síria de 21 anos, Dana Bakdounis. Dana postou há poucas semanas uma foto sem véu num grupo criado no Facebook por mulheres árabes em busca de igualdade de direitos.

Nela, segura sua identidade e um bilhete manuscrito que é um pequeno manifesto, intitulado “A primeira coisa que senti quando tirei meu véu”. Nele afirma: “Estou com o Movimento de Liberação da Mulher Árabe porque, ao longo de 20 anos, não me permitiram sentir o vento em meu cabelo e em meu corpo”.

A foto, ninguém sabe explicar por que, foi uma sensação instantânea. Em pouco tempo, atraiu 1 600 likes, foi compartilhada 600 vezes e foi objeto de 250 comentários.

Com isso, o grupo ganhou uma visibilidade que ainda não tinha. Os debates se acirrariam ainda mais pouco depois, quando o Facebook simplesmente tirou a foto do ar, sem explicações, e também bloqueou a conta pessoal de Dana.

Censura? Um ataque à liberdade de expressão? Os protestos tomaram a página do grupo no Facebook, hoje com 70 000 integrantes e transformado num fórum vivo de debates de jovens mulheres ávidas insatisfeitas com sua situação. Uma delas disse: “Se vocês fazem este tipo de censura então não podem reivindicar os méritos pela Primavera Árabe.”

O Facebook acabaria, depois de idas e vindas, liberando a foto, e também a conta de Dana. “Minha vida mudou depois que tirei o véu”, diz ela. “Recebi muitas manifestações de solidariedade de outras mulheres com véu. Elas diziam ter vontade de fazer a mesma coisa, mas acrescentavam que faltava a audácia que tive.”

Meses atrás, quando o então presidente da França Nicolas Sarkozy iniciou na França uma cínica e eleitoreira caça às burcas sob o argumento de que estava ajudando as mulheres árabes, escrevi que era uma falácia.

Todos os movimentos históricos de conquista de direitos nasceram das próprias vítimas de injustiça, e não de tutores.

Sempre foi assim, das sufragettes, as mulheres inglesas que lutaram pelo direito ao voto no começo do século passado, aos negros americanos que combateram por sua inclusão social, para ficar em apenas dois casos.

A foto de Dana pode ser um sinal de que as mulheres árabes estão efetivamente decididas a batalhar, elas também, por sua própria Primavera. Se for isso, a imagem entrará para a história da humanidade.


Fonte: Diário do Centro do Mundo


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Anunciado no Facebook, tênis da Adidas é considerado racista



No mês de junho, a fabricante de materiais esportivos Adidas anunciou em sua página do Facebook o lançamento de um novo tênis na linha outono-inverno 2012, segundo informou o jornal “Le Monde”. Desenhado pelo estilista Jeremy Scott Roundhouse, o calçado traz pulseiras de borracha simulando correntes, que muitos internautas viram como uma referência à escravidão.
Segundo a CNN, a empresa rapidamente removeu a postagem na página do Facebook, mas o assunto já havia rodado o globo gerando revolta entre internautas.
“Aparentemente não havia pessoas de cor no departamento de marketing que o aprovou”, brinca Rodwell em comentário no site “Nice Kicks”, portal destinado aos lançamentos de tênis.
A empresa, inicialmente, defendeu o designer, descrevendo seu estilo como “original” e alegre, mas o fabricante alemão emitiu um comunicado onde pede desculpas aos ofendidos com o caso e afirma que o modelo não será comercializado.
Fonte: Cult
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80% dos usuários do Facebook ignoram publicidade na rede social



Um estudo realizado pela Reuters/Ipsos, empresa global de pesquisas, indica que 4 em 5 usuários do Facebook não compram os produtos em anúncios ou comentários colocados na rede social.
Entre os 900 milhões de usuários identificados, 80% deles ignoram os anúncios publicitários e não aderem às sugestões que circulam na rede, aponta a pesquisa. A empresa fundada pelo americano Mark Zuckerberg sofreu uma queda de 29% na bolsa desde o mês passado.
44% dos usuários ainda afirmam ter uma opinião negativa sobre a empresa desde sua entrada nas Bolsas de Valores, e 34% dizem passar menos tempo agora na rede social. A pesquisa ainda reforça que publicidade via email é mais efetiva que no Facebook.
Uma possível comprovação destes dados constatados foi a notícia de que a General Motors, uma das maiores montadoras automobilísticas do mundo, iria retirar seus anúncios do Facebook, que custavam 10 milhões de dólares a empresa (aproximadamente R$ 20.300 milhões).
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Cartum: O Facebook está de olho em você



Facebook é o verdadeiro "grande irmão" moderno!
Arte: Natalia Forcat
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Investidores do Facebook processam bancos


As ações do Facebook foram lançadas sexta-feira a 38 dólares cada e nas três primeiras sessões perderam quase 20% do seu valor.Mais uma fraude financeira?



As autoridades judiciais americanas receberam quarta-feira queixas de investidores que se consideram lesados pela forma como a rede social Facebook entrou em bolsa. Acusam os bancos Morgan Stanley, Goldman Sachs e a própria empresa de terem omitido informações sobre o real valor da rede social enquanto ocorria a oferta pública que marcou a entrada em bolsa.
Os bancos que apoiaram a entrada em bolsa do Facebook reviram em baixa as suas previsões dos resultados da empresa dias antes da operação, mas só avisaram alguns grandes investidores.
As ações do Facebook foram lançadas sexta-feira a 38 dólares cada e nas três primeiras sessões perderam quase 20% do seu valor até um mínimo de 31 dólares terça-feira, com os investidores a temer que a empresa tivesse sido sobrevalorizada. Quem comprou as ações no lançamento, apostando que iriam subir, perdeu dinheiro.
A autoridade reguladora das bolsas norte-americanas já disse que o Morgan Stanley poderá ter de responder pelas informações fornecidas sobre o valor do Facebook. O banco garante que respeitou todas as regras.
A emissão das ações do Facebook ficou também marcada por problemas técnicos no índice do Nasdaq que impediram a normal flutuação do mercado no dia do lançamento, sexta-feira. Os investidores no Facebook ficaram sem saber se as suas ordens de compra e de venda estavam ou não a ser realizadas.
Os investidores afirmam que os bancos esconderam dos investidores "uma grave e pronunciada redução" nas previsões dos ganhos.
O comité bancário do Senado também anunciou que vai fazer a sua própria investigação.
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Lula cria página no Facebook



Acesse a página do Lula no Facebook aqui: https://www.facebook.com/Lula
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‘A Internet nunca esteve tão ameaçada’, diz co-fundador do Google


As interferências dos governos e as políticas da Apple e do Facebook são a maior ameaça à Internet aberta em toda sua história. A conclusão é de Sergey Brin, co-fundador do Google. Ele manifestou sua preocupação em entrevista ao jornal britânico The Guardian.
“Existe um alinhamento de forças poderosas contra a Internet aberta em todo o mundo”, disse aoGuardian. “Estou muito mais preocupado do que estive no passado. É assustador”, afirmou.
Brin culpa o Facebook e a Apple pelo que chama de construção de um ‘jardim murado’. Segundo ele, esse “jardim murado” é erguido pelas empresas por meio do rígido controle dos softwares que podem ou não ser usados em suas plataformas. Segundo Brin, restrições desse tipo colocam em risco as inovações na Internet. O co-fundador do Google mostra afirma que, se a Internet fosse dominada pelo Facebook, ele e Larry Page não poderiam criar o Google e sua ferramenta de busca.
Censura pelo mundo
A censura na web é especialmente forte em países com um regime político fechado, como a China e Rússia. Recentemente, o dragão asiático introduziu regras de ‘identidade real’ na tentativa de conter microbloggers que se tornaram críticos ao regime. Enquanto isso, na Rússia, blogueiros que ajudaram a fomentar protestos contra  o presidente eleito Vladimir Putin estão enfrentando crescente pressão do Kremlin.
Ao mesmo tempo, iniciativas similares tramitam nos órgãos legislativos de países ocidentais. Para Ricken Patel, co-fundador do Avaaz (uma rede com 14 milhões de ativistas no mundo), os governos estão percebendo o poder destes meios de organizar as pessoas e estão tentando reprimi-los pelo mundo, não apenas em nações como a China e a Coreia do Norte. “Estamos vendo projetos de lei, nesse sentido, nos Estados Unidos, na Itália e pelo mundo”, disse. No Reino Unido, o governo anunciou planos para monitorar o uso de email e das redes sociais pelos cidadãos.
Na entrevista ao Guardian, Sergey Brin também confessou a intromissão do governo dos Estados Unidos em seu banco de dados. Segundo ele, o Google foi forçado a liberar informações para o governo americano e, algumas vezes, nem mesmo informou seus usuários sobre isso.
Brin também admitiu estar errado sobre a capacidade dos governos de controlar a liberdade na Internet. “Achei que não fosse possível colocar o gênio de volta na lâmpada, mas agora vejo que, em certas regiões, o gênio, de fato, voltou para a lâmpada”, disse Brin, citando a China, Arábia Saudita e Irã como as maiores ameaças.

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Novo aplicativo do Facebook cria lista de inimigos do usuário



Enemygraph surge como crítica à “positividade imposta” pela rede social

A partir de agora os usuários do Facebook terão acesso a um novo aplicativo que promete estremecer a política de boa vizinhança promovida pela maior rede social do mundo.
Em lugar de apenas agregar amizades e “curtir” o conteúdo que outras pessoas compartilham, pesquisadores da Universidade do Texas, nos EUA, desenvolveram uma alternativa radical: declarar publicamente sua lista de inimigos.
É assim que funciona o Enemygraph, um app com o qual o usuário do Facebook elenca inimigos em seu próprio perfil ou na lista de amigos de outras pessoas. Com ele, os membros da rede social podem até mesmo se declarar inimigos de figuras públicas e instituições que reprovam.
A motivação para o projeto foi sociológica, alegam seus idealizadores. Em entrevista ao portal norte-americano Huffington Post, Harrison Massey, um dos estudantes envolvidos na iniciativa, disse acreditar que “o Facebook possui uma positividade artificial um tanto quanto imposta”. Ele acredita "que é saudável falar que você não gosta de alguma coisa, que alguém é seu inimigo, porque assim você pode criar um diálogo e agregar desgostos comuns das pessoas”.

Mas Dean Terry, coordenador do projeto, ressalva que o objetivo do programa “não são indivíduos, mas sim elementos da cultura comum”. Até agora, os inimigos mais populares do aplicativo são a linha do tempo do Facebook, o ex-presidente norte-americano George Bush e o cantor pop Justin Bieber.
Depois de seu lançamento no último dia 15 de março, o EnemyGraph foi amplamente repercutido na imprensa norte-americana e, hoje, conta com mais de 20 mil assinaturas. A recepção do público foi tamanha que o grupo de pesquisadores foi obrigado a substituir o servidor do app para melhor acomodar sua nova, e volumosa, audiência.
Em 2010, o Facebook chegou a cogitar a inserção de um botão “não curtir” para os usuários que utilizassem o navegador Mozilla Firefox. Até agora, a ideia não foi aplicada.

Estudante processa o Facebook




O estudante de direito em Viena, Max Schrems, iniciou um processo contra o Facebook, a maior rede social do mundo criada por Mark Zuckerberg. 
Após muitas dificuldades, o estudante de direito conseguiu um CD com toda a informação coletada durante os três anos em que fez parte desta rede. Quando impresso, o conteúdo do CD formava uma pilha de 1.200 páginas.
Todo o material - histórico de chats, cutucadas, pedidos de amizade, posição religiosa, etc. - era classificado em 57 categorias que possibilitam facilmente a mineração de dados, descobrindo qualquer informação que se deseja; seja da vida pessoal, profissional, religiosa ou política. Além desse material, mesmo as mensagens, fotos e outros arquivos que ele havia deletado continuavam armazenados nos servidores do Facebook. Quando questionado sobre isto, o Facebook afirmou que apenas "removia da página" e não "deletava". 
Isso significa que, quando uma informação é publicada no Facebook, ela jamais é excluída. Após descobrir que o Facebook possui servidores na Irlanda, entre agosto e setembro de 2011, Schrems abriu 22 queixas contra a rede social no Irish Data Protection Commissioner, um órgão deste país.
Para acompanhar o caso, o estudante de direito criou o site "Europe versus Facebook:
http://europe-v-facebook.org/EN/en.html
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Como seria o fim do Facebook?



O Facebook além de ser a maior rede social do mundo, paulatinamente tem absorvido cada vez mais tempo dos internautas na rede, tendo a sua própria privacidade cada vez mais dilatada e "invadida", e o que é mais paradoxal: de forma voluntária pelos usuários do Facebook.
Este vídeo faz uma ótima paródia para imaginarmos o impacto que teria sobre muitas pessoas o fim repentino do Facebook.
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Vídeo: Como funcionam os filtros na internet



Palestra de Eli Pariser na conferência TED em 2011. A internet, seguindo esta perversa lógica imposta pelas filtragens, pode tornar-se muito mais limitada. A liberdade na rede está ameaçada!
Vídeo em alta resolução com legenda em português.

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