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Médico se recusa a atender paciente por ter votado em Lula
O preconceito de classe e o elitismo de boa parte dos médicos brasileiros a todo o instante nos impressiona. Em Minas Gerais, um médico negou atendimento a um paciente por este ter votado em Lula (notícia abaixo). O compromisso com a vida, que deveria nortear a ação dos médicos brasileiros, infelizmente, tem cedido espaço para os piores e mais mesquinhos comportamentos.
Além de se recusarem atender ao povo pobre, ao tentarem de toda a forma impedir que os médicos estrangeiros do Mais Médicos atendesse estas pessoas, agora passam a se utilizar de critérios políticos para não atender a um paciente.
Será que veremos alguma manifestação de repúdio a conduta desde profissional por parte do sindicato médico?
Dilma: "23 milhões de brasileiros terão atendimento básico de saúde graças ao Mais Médicos"
A presidenta Dilma Rousseff afirmou neste domingo (15), em sua conta no Twitter, que a partir desta semana mais 6.500 profissionais serão integrados ao Mais Médicos, o que significa uma cobertura de atendimento básico de saúde para 23 milhões de brasileiros.
Movimentos protestam em POA contra oposição do CREMERS ao programa Mais Médicos
Por Samir Oliveira
Diversos movimentos sociais protestaram na manhã desta sexta-feira (13) em frente à sede do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (CREMERS), em Porto Alegre. Os manifestantes exigem que a entidade conceda os registros profissionais aos médicos estrangeiros que atuarão no estado através do programa Mais Médicos, do governo federal.
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9/13/2013
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A política de drogas no Brasil e as novas ameaças
Por João Mendes e Herbert Toledo Martins
Em maio, a Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei (PL) que corresponde a um retrocesso secular. O PL n. 7.663/2010, do deputado Osmar Terra, atualmente PLC 37/2013 em tramitação no Senado Federal, ameaça reconduzir o Brasil ao início do século XX ao intensificar a fracassada “guerra às drogas”. Não obstante os importantes avanços na política sobre drogas mundo afora − a exemplo do Uruguai, que acaba de regulamentar o uso da Cannabis −, as supostas bases empíricas utilizadas pelo Parlamento brasileiro são dignas de um “museu de novidades”.
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ERick
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9/12/2013
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Mais Médicos: Um programa que veio para transformar a realidade
Por Ubiratan de Souza
A Presidenta Dilma Rousseff, respondendo às vozes que vêm das ruas foi extremamente feliz, mostrou a sua sensibilidade política e capacidade de iniciativa, ao anunciar um conjunto de medidas que vai desde a reforma política, mobilidade urbana, educação até a saúde.
No caso da saúde, com o Programa Mais Médicos, mais formação com cursos de medicina, mais hospitais e unidades de saúde, a Presidenta Dilma teve a coragem política e a marca da inovação transformadora de iniciar mudanças estruturais com resultados a curto, médio e longo prazos no atendimento da saúde pública do povo brasileiro. Chamou primeiro os médicos brasileiros para trabalharem na atenção básica e atuarem exclusivamente no SUS – na periferia de grandes cidades, municípios do interior e regiões norte e nordeste, com salário de R$ 10 mil, mais ajuda de custo (alimentação e auxílio-moradia) - e só depois que os médicos brasileiros não preencheram todas as vagas, chamou os médicos estrangeiros.
Quando médicos brasileiros envergonharam o país
A foto acima diz tudo; um médico cubano negro, que chegou ao Brasil para trabalhar em um dos 701 municípios que não atraíram o interesse de nenhum profissional brasileiro, foi hostilizado e vaiado por jovens médicas brasileiras; com quem a população fica: com quem se sacrifica e vai aos rincões para salvar vidas ou com uma classe que lhe nega apoio?
Em nenhum país do mundo, os médicos cubanos estão sendo tratados como no Brasil. Aqui, são chamados de "escravos" por colunistas da imprensa brasileira e hostilizados por médicos tupiniquins, como se estivessem roubando seus empregos e suas oportunidades. Foi o que aconteceu ontem em Fortaleza, quando o médico cubano negro foi cercado e vaiado por jovens profissionais brasileiras.
Detalhe: os cubanos, assim como os demais profissionais estrangeiros, irão atuar nos 701 municípios que não atraíram o interesse de nenhum médico brasileiro, a despeito da bolsa de R$ 10 mil oferecida pelo governo brasileiro. Ou seja: não estão tirando oportunidades de ninguém. Mas, ainda assim, são hostilizadas por uma classe que, com suas atitudes, destrói a própria imagem. Preocupado com a tensão e com as ameaças dos médicos, o ministro Alexandre Padilha avisou ontem que o "Brasil não vai tolerar a xenofobia".
O vídeo abaixo mostra os 96 médicos estrangeiros, sendo 79 cubanos, que desembarcaram no Ceará para fazer o curso de formação de três semanas foram hostilizados e xingados na saída da Escola de Saúde Pública, logo após a solenidade de acolhimento.
Um grupo de cerca de 50 médicos esperavam os estrangeiros vaiando, gritando e xingando de escravos os profissionais de escravos do lado de fora do prédio. Ao ouvirem os gritos, os médicos cubanos passaram 40 minutos pensando em uma alternativa de sair da Escola Pública sem passar pela barreira de manifestantes, mas não houve outra solução. Cerca de 5 carros da PM estavam ao lado de fora.
Fontes: Brasil 247 e O Povo
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O debate sobre a chegada de médicos cubanos é vergonhoso
Em vez Havana?
Por Paulo Moreira Leite
Do ponto de vista da saúde pública, temos um quadro conhecido. Faltam médicos em milhares de cidades brasileiras, nenhum doutor formado no país tem interesse em trabalhar nesses lugares pobres, distantes, sem charme algum – nem aqueles que se formam em universidades públicas sentem algum impulso ético de retribuir alguma coisa ao país que lhes deu ensino, formação e futuro de graça.
Respeitando o direito individual de cada pessoa resolver seu destino, o governo Dilma decidiu procurar médicos estrangeiros. Não poderia haver atitude mais democrática, com respeito às decisões de cada cidadão.
O Ministério da Saúde conseguiu atrair médicos de Portugal, Espanha, Argentina, Uruguai. Mas continua pouco. Então, o governo resolveu fazer o que já havia anunciado: trazer médicos de Cuba.
Como era de prever, a reação já começou.
Por Paulo Moreira Leite
Do ponto de vista da saúde pública, temos um quadro conhecido. Faltam médicos em milhares de cidades brasileiras, nenhum doutor formado no país tem interesse em trabalhar nesses lugares pobres, distantes, sem charme algum – nem aqueles que se formam em universidades públicas sentem algum impulso ético de retribuir alguma coisa ao país que lhes deu ensino, formação e futuro de graça.
Respeitando o direito individual de cada pessoa resolver seu destino, o governo Dilma decidiu procurar médicos estrangeiros. Não poderia haver atitude mais democrática, com respeito às decisões de cada cidadão.
O Ministério da Saúde conseguiu atrair médicos de Portugal, Espanha, Argentina, Uruguai. Mas continua pouco. Então, o governo resolveu fazer o que já havia anunciado: trazer médicos de Cuba.
Como era de prever, a reação já começou.
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8/24/2013
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Dilma sanciona sem vetos lei que obriga atendimento integral no SUS a vítimas de violência sexual
Vitória das mulheres lutadoras e da saúde pública. Derrota do atraso e do obscurantismo medieval que, a todo o instante, tenta frear os avanços em nossa sociedade! Parabéns a presidenta Dilma por não ceder a chantagens e ameaças!
A presidenta Dilma Rousseff sancionou hoje (1°) integralmente, sem vetos, a lei que obriga os hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) a prestar atendimento emergencial e multidisciplinar às vítimas de violência sexual. O projeto que deu origem à lei foi aprovado pelo Senado no começo de julho.
O atendimento a vítimas de violência deve incluir o diagnóstico e tratamento de lesões, a realização de exames para detectar doenças sexualmente transmissíveis e gravidez. A lei também determina a preservação do material coletado no exame médico-legal.
Protesto dos médicos ‘Somos ricos, somos cultos. Fora os imbecis corruptos’
‘Somos ricos, somos cultos. Fora os imbecis corruptos’. Este foi o grito de guerra de um grupo de médicos que protestou nesta terça (30/07) em frente ao Ministério da Saúde, em Brasília, conforme noticiou o jornal 'O Globo'.
Sem dúvida esta não é uma palavra de ordem que segue alguma orientação geral dos sindicatos médicos que estão organizando uma série de protestos e greves contra o governo Dilma. Eles não são burros a este ponto, sabem que, em alguma medida, é importante contar com algum apoio junto a sociedade para suas reivindicações.
No entanto, esta talvez seja a palavra de ordem mais sincera já dita pelos médicos nestes atos. Boa parte da resistência da categoria as medidas anunciadas pelo governo, como o programa "Mais Médicos", ocorre por esta visão elitista que os médicos tem sobre si.
Para estes, não importa a situação da população carente que precisa de médico, não interessa que se amplie e democratize o acesso a saúde. Para estes importa, acima de tudo, é manter o "status" de classe privilegiada em um país que ostenta profundas desigualdades.
O Brasil precisa de médicos que gostem de gente, de povo. Mudar esta postura elitista, modificar este padrão excludente que se perpetua no país é uma tarefa árdua e que não se dará sem resistências.
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Vladimir Safatle: Pela livre circulação de pessoas
Por Vladimir Safatle
Há algum tempo, o governo tem discutido a possibilidade de incentivar médicos estrangeiros a atuar no Brasil. Com as manifestações de junho, tal ideia entrou na pauta das prioridades. Ela foi a única resposta do Executivo à indignação popular contra um sistema público de saúde que sofre brutalmente de subfinanciamento. Todos conhecem a sina de problemas de infraestrutura, pessoal e baixos salários que atinge a saúde pública brasileira, ainda mais depois do fim da CPMF. Sem fonte suficiente de financiamento, a saúde pública parece fadada a ser um dos setores em que a falência do nosso modelo econômico fica mais evidente.
É de causar estranheza, porém, a reação violenta dos médicos contra a vinda de profissionais de outros países. São compreensíveis as manifestações que procuram insistir na maior amplitude dos problemas da área e que fazem questão de lembrar que ainda há muito para ser feito. Mas não é compreensível que isso sirva de justificativa para manifestações contra a possibilidade de estrangeiros serem chamados para trabalhar no Brasil.
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7/22/2013
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Funcionários do Cremesp foram pagos para participar da passeata dos médicos contra Dilma
Não eram apenas médicos e médicas que estavam "protestando contra o Governo Dilma". O blog do jornalista Renato Rovai traz uma importante revelação sobre o ato promovido pelo Conselho Regional de Medicina de SP (Cremesp) nesta quarta-feira (03/07) na Avenida Paulista: funcionários do Cremesp foram pagos para participar da passeata, onde usavam jalecos brancos, para simular que seriam médicos e dar volume para a passeata.
Possivelmente situações semelhantes devem ter ocorrido em outras cidades onde manifestações como essas aconteceram. O ataque contra a contratação de médicos estrangeiros foi a principal bandeira levantada nestas manifestações.
A estratégia deles é tentar produzir uma imagem de "uniformidade", junto a opinião pública, de que toda a categoria estaria unida contra as propostas do Governo Dilma para área da saúde. Por isso a necessidade de mostrar uma força maior do que realmente tem.
O discurso corporativista presente em muitas das falas dos médicos que foram reproduzidas pela grande mídia, aparentemente, não é uma realidade tão generalizada como eles tentam mostrar.
Mais do que o discurso fortemente conservador e com "tintas" oposicionista dos médicos presentes nestas manifestações, o que realmente é revelador são as ausências. Quantos médicos não discordam desta linha política e se recusaram a comparecer nestes atos? Qual a razão de outras categorias ligadas a área da saúde não estarem se somando nestes atos? Esta são algumas questões para serem refletidas.
A manifestante na foto acima demonstra, em sua mensagem, como eles estão "preocupados" com os problemas que afetam a maioria do povo brasileiro no acesso a saúde.
Por que os médicos cubanos assustam
Por Pedro Porfírio
A virulenta reação do Conselho Federal de Medicina contra a vinda de 6 mil médicos cubanos para trabalhar em áreas absolutamente carentes do país é muito mais do que uma atitude corporativista: expõe o pavor que uma certa elite da classe médica tem diante dos êxitos inevitáveis do modelo adotado na ilha, que prioriza a prevenção e a educação para a saúde, reduzindo não apenas os índices de enfermidades, mas sobretudo a necessidade de atendimento e os custos com a saúde.
Essa não é a primeira investida radical do CFM e da Associação Médica Brasileira contra a prática vitoriosa dos médicos cubanos entre nós. Em 2005, quando o governador de Tocantins não conseguia médicos para a maioria dos seus pequenos e afastados municípios, recorreu a um convênio com Cuba e viu o quadro de saúde mudar rapidamente com a presença de apenas uma centena de profissionais daquele país.
A reação das entidades médicas de Tocantins, comprometidas com a baixa qualidade da medicina pública que favorece o atendimento privado, foi quase de desespero. Elas só descansaram quando obtiveram uma liminar de um juiz de primeira instância determinando em 2007 a imediata "expulsão” dos médicos cubanos.
Patentes, um novo modelo de colonização
Defensores do colonialismo
Por Dr. Rosinha
Sobre este tema sou considerado um chato, mas insisto: as patentes são o novo modelo de colonização. As grandes empresas e os países ricos sabem disso e disputam nos tribunais e nos acordos internacionais. Disputam e exigem privilégios.
Em uma das muitas ações mundo afora, lembro que em 2007 a empresa suíça Novartis entrou com uma ação judicial contestando a lei de patentes indiana. Caso tivesse sucesso, prejudicaria o acesso ao tratamento das pessoas que vivem, não só na Índia, mas em vários países pobres ou em desenvolvimento que necessitam da produção mais barata daquele país.
Na época, a Novartis desejava que a patente do mesilato de imatinibe, princípio ativo do Glivec (medicamento para o tratamento de leucemia), fosse reconhecida na Índia, o que foi rejeitado pelo tribunal indiano por entender que não se tratava de uma droga nova.
Só para se ter uma ideia dos valores: o tratamento de leucemia com o uso do Glivec na Índia custava, na época, US$ 2,6 mil por mês, enquanto o tratamento com o genérico, US$ 260. Dez vezes menos.
No primeiro trimestre de 2011, viajei, a convite do governo alemão, para Bruxelas e Berlim. A pauta de todas as reuniões, tanto em Bruxelas, com as autoridades da União Europeia, como em Berlim, com as autoridades alemãs, era o Acordo de Associação e Cooperação Mercosul-União Europeia. Em todas as reuniões, estiveram em debate temas ligados às áreas de agricultura, serviços e patentes.
A ONG Médicos Sem Fronteira tem acompanhado com atenção e preocupação o processo de negociação do Tratado de Livre Comércio (TLC) entre União Europeia e Índia. Esta preocupação se deve ao fato de que 80% dos medicamentos adquiridos pela ONG para o tratamento de Aids, entre os anos de 2003 e 2008, vieram da Índia, um celeiro na produção de genéricos. Nos seus TLCs ou acordos como os debatidos com o Mercosul, a União Europeia (UE) quer ir além: exigem Trips plus.
O “Acordo sobre Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual Relacionados ao Comércio”, da Organização Mundial do Comércio (OMC), mais conhecido por seu acrônimo inglês “Trips” (Trade Related Aspects of Intellectual Property Rights) é, hoje, a mais importante fonte do Direito Internacional Público sobre propriedade intelectual, e é quem dita as regras internacionais.
Uma das regras é de que a patente tem validade por 20 anos e os laboratórios fabricantes, entre outras coisas, exigem a extensão para 25 anos. Não podemos aceitar.
Entre nós, há os que defendem que continuemos colonizados, como o ex-governador do Rio Grande do Sul, Antonio Brito, hoje presidente-executivo da Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa) e o (infelizmente) reconduzido ao cargo de presidente do INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), Jorge Ávila. Este tem se comportado à frente do INPI como fiel escudeiro das indústrias farmacêuticas.
Em uma entrevista à Folha de S.Paulo em 13/10/2010, Antonio Brito disse que “o jogo do futuro é o jogo da inovação”, com o que concordo. Disse também que a “primeira onda, que era a do insumo básico, do genérico perdemos para a índia e, em parte para a China”.
Mas, ora, por que perdemos?
Perdemos porque ele e o partido dele, PSDB, PFL (agora DEM), com o apoio do PMDB na época, entrou no jogo para perder.
Até a sua independência, a Índia tinha um sistema de patentes calcado no modelo inglês, que assegurava a patenteabilidade de muitos processos e produtos. Após a sua independência, a Índia iniciou progressivamente um processo para tornar a sua normativa sobre propriedade intelectual um “instrumento do desenvolvimento nacional”.
No campo médico, o objetivo específico era essencialmente o de assegurar preços baixos de medicamentos para a população indiana e de prover, eventualmente, drogas em larga escala para o enfrentamento de epidemias.
Em 1950, a lei de patentes indiana foi emendada para permitir a licença compulsória para produzir medicamentos protegidos por direitos de propriedade intelectual, sem a necessidade de autorização por parte do detentor da patente.
Em 1970, foi dado um passo ainda maior com a aprovação da nova lei de patentes da Índia, que entrou em vigor em 1972. Essa nova lei de patentes excluía medicamentos e quaisquer produtos farmacêuticos do mecanismo de patenteamento.
No entanto, a Índia, que participou ativamente da Rodada Uruguai, assinou o Trips, em dezembro de 1994. Obviamente, isso a obrigou a reformular a sua normativa sobre propriedade intelectual. Contudo, a Índia, aproveitando-se da flexibilidade conferida por este acordo da OMC aos países em desenvolvimento, só modificou a sua lei patentes em 2005, ao final do prazo previsto (dez anos) e incorporou todas as flexibilidades asseguradas no Trips.
O grande resultado prático dessa estratégia da Índia relativa à propriedade intelectual é de que esse país tem hoje a segunda maior indústria farmacêutica do mundo em volume de produção.
E o Brasil?
O Brasil seguiu um rumo diferente. Com o predomínio do paradigma neoliberal no país, comandado por Fernando Henrique Cardoso e pelo PSDB, partido do qual Brito era um dos líderes, PFL e PMDB, o Brasil abandonou progressivamente quaisquer tentativas de implantar uma indústria de fármacos nacional.
Além disso, após ter assinado o Trips, em dezembro de 1994, o Brasil, em vez de ter esperado, como a Índia, dez anos apara aprovar uma lei nacional adaptada às diretrizes daquele acordo da OMC, precipitou-se em promulgá-la já em 1996.
O resultado é a grande dependência da saúde pública brasileira em relação à produção da indústria farmacêutica internacional. E ainda tenho que ouvir loas ao neocolonialismo e suportar a política entreguista do INPI.
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ERick
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1/23/2013
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Acidente radioativo com césio 137 completa 25 anos
O acidente radioativo mais grave do país de que se tem conhecimento, o vazamento do material radioativo césio 137, em Goiânia, completa 25 anos nesta quinta-feira. No dia 13 de setembro de 1987, dois catadores de materiais recicláveis encontraram em instalações do antigo Instituto Goiano de Radioterapia uma máquina que desconheciam ser um aparelho usado para esse tipo de tratamento.
Eles levaram o material para casa e, após retirar algumas partes, venderam o que restou a um ferro-velho, de propriedade de Devair Ferreira. Este, também sem saber do que se tratava, desmontou a máquina para reaproveitar o chumbo e expôs, assim, ao ambiente 19,26 gramas de cloreto de césio 137. O pó branco que emitia uma luz azulada no escuro foi exibido durante quatro dias para toda a vizinhança. Algumas pessoas, inclusive, levaram amostras do césio para casa. Como parte do equipamento acabou sendo vendida para outro ferro-velho, o material radioativo acabou se espalhando por uma área ainda maior.
Não demorou muito para que as pessoas começassem a apresentar os primeiros sinais de que carregavam no corpo altos níveis de radiação – diarreia, naúseas, tonturas e vômito. Elas procuraram os hospitais da cidade, onde foram medicadas como portadores de doença contagiosa. Somente depois de 16 dias, quando parte da máquina de radioterapia foi levada à Vigilância Sanitária, constatou-se que os sintomas eram de contaminação radioativa.
O acidente resultou em milhares de toneladas de lixo radioativo que se encontram em contêineres e tambores revestidos de aço e concreto, em um depósito, na cidade de Abadia de Goiás (GO). As primeiras vítimas da contaminação pelo césio foram a esposa do dono do ferro-velho, Maria Gabriela, que morreu no dia 23 de outubro de 1987, e sua sobrinha, a menina Leide das Neves Ferreira, de 6 anos, que ingeriu pequenas quantidades de césio depois de brincar com o pó azul. A menina foi a vítima que apresentou a maior dose de radiação. Ela morreu horas depois da tia.
Quarenta e nove pacientes vítimas da radiação do césio 137 foram levadas para o Rio de Janeiro, onde foram tratados no Hospital Naval Marcílio Dias, referência no tratamento de vítimas de acidentes radioativos. Vinte e um desses pacientes passaram por tratamento intensivo e quatro morreram. No total, mais de 112 mil pessoas foram expostas aos efeitos do césio, em Goiânia.
O diretor de Radioproteção e Segurança Nuclear da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), Ivan Salati, avalia que, desde 1987, houve muitos avanços em relação à segurança da manipulação de fontes radioativas, em termos de regulação e controle. Para ele, a situação em Goiânia foi específica. O diretor da Cnen atribuiu grande parte do acidente aos responsáveis pelas instalações do antigo Instituto Goiano de Radioterapia, que “não exerceram a responsabilidade sobre os materiais ali existentes de maneira adequada”.
Em 1988, a Cnen realizou uma operação pente-fino em todo o país, para levantar, nos hospitais e institutos de pesquisa, fontes que tinham chegado antes desse período e que não estavam mais sendo utilizadas ou que precisavam ser registradas.
Foi criado também um sistema de atendimento 24 horas para denúncias e manifestações. Esse serviço aciona equipes preparadas para investigar possíveis riscos radioativos em qualquer lugar do Brasil.
Salati reiterou que, no caso de Goiânia, contribuiu para a contaminação pelo césio o tempo demorado para se detectar o acidente, embora admita que um serviço 24 horas não mudaria muito a ação diante do caso, devido ao desconhecimento das pessoas que lidaram com o material à época e que, por essa razão, “dificilmente teriam buscado informações com a Cnen”.
O alarme sobre o acidente radioativo de Goiânia foi dado pelo físico Walter Mendes, no dia 29 de setembro de 1987. A partir daí, a Cnen enviou uma equipe a Goiânia para tomar as providências necessárias.
Fonte: Agência Brasil
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Número de mortos por suicídio chega a um milhão por ano no mundo
Um milhão de pessoas por ano se suicidam, uma quantidade maior que o total de vítimas de guerras e homicídios. O número está no relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) publicado em Genebra nesta segunda-feira 10 para marcar a décima edição do Dia Mundial de Prevenção de Suicídio.
A OMS destacou que as taxas de suicídio mais elevadas são a dos países do leste da Europa, como Lituânia ou Rússia, enquanto as mais baixas se situam na América Central e do Sul, em países como Peru, México, Brasil ou Colômbia. Estados Unidos, Europa e Ásia estão na metade da escala. Não há estatísticas sobre o tema em muitos países africanos e do sudeste asiático.
“Uma pessoa se suicida no mundo a cada 40 segundos aproximadamente, ou seja, mais do que o número combinado das vítimas de guerras e homicídios”, informou o relatório da Organização Mundial da Saúde. O número de tentativas de suicídio ainda é muito grande, com 20 milhões de tentativas por ano. Cinco por cento das pessoas no mundo fazem uma tentativa de suicídio pelo menos uma vez em sua vida, segundo a OMS.
O problema está se agravando e o suicídio “se transformou em um problema de saúde muito importante” para a OMS, disse nesta segunda-feira o doutor Shekhar Saxena, ao apresentar esse relatório à imprensa em Genebra. “O suicídio é uma das grandes causas de morte no mundo e durante os últimos anos, sua taxa aumentou em 60% em alguns países”, acrescentou.
O suicídio é a segunda causa de morte no mundo entre os adolescentes de 15 a 19 anos, mas também alcança taxas elevadas entre pessoas mais velhas. A OMS destaca que há três vezes mais suicídios entre homens do que entre mulheres, independente das faixas de idade e os países considerados. Por outro lado, há três vezes mais tentativas de suicídio entre as mulheres que entre os homens.
A disparidade entre as estatísticas é explicada pelo fato que os homens empregam métodos mais radicais que as mulheres para morrer.
Fonte: AFP
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Saúde Cubana: Uma verdade inconveniente!
Neste trecho do filme "SiCKO", Michael Moore vai para Cuba com alguns sobreviventes do "11 de Setembro" que necessitavam de tratamento médico. Primeiro procura ajuda na base de Guatánamo, após a negativa, vai verificar, na prática, como funciona o sistema de saúde cubano.
Vale a pena assistir.
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Cuba registra vacina contra câncer de pulmão
Está aí uma notícia que deve ter feito muito norte-americano reacionário repensar sobre o bloqueio dos EUA a Cuba. Afinal, os EUA, que possuem altos índices de câncer de pulmão, certamente poderia ter colaborado, ao invés de hostilizar, os inquestionáveis avanços da medicina cubana.
Abaixo segue a notícia publicada na Reuters.
Por Nelson Acosta
As autoridades sanitárias de Cuba registraram no Peru uma vacina terapêutica contra o câncer de pulmão que foi aplicada com resultados favoráveis em cerca de 2 mil pacientes na ilha, informou na terça-feira a imprensa estatal cubana.
A vacina CimaVax-EGF oferece a possibilidade de converter o câncer avançado em uma enfermidade crônica controlável e começou a ser comercializada em Cuba no início deste ano, depois de ser experimentada em mais de mil pacientes sem provocar efeitos adversos severos.
"A Cima Vax-EFG está registrada em Cuba e no Peru. Está em processo no Brasil, na Argentina, na Colômbia e em outras nações e tem direito de patente em quase todo o mundo", disse Gisela González, chefe da equipe de desenvolvimento da vacina, citada pelo diário Granma, do Partido Comunista, do governo.
González ressaltou que os ensaios clínicos com a Cima Vax-EGF foram iniciados em 1995 e têm "demonstrado segurança e resposta imune" em pacientes em estados avançados da doença.
O câncer é uma das principais causas de morte em Cuba. Em 2010, foram registrados mais de 22 mil mortes por tumores oncogênicos - entre eles, quase 12 mil mulheres, segundo as cifras oficiais.
A vacina contra o câncer de pulmão é aplicada em pacientes que receberam tratamentos de radioterapia ou quimioterapias para controlar o crescimento do tumor sem toxicidade associada, explicou a especialista, segundo o diário.
A indústria biotecnológica cubana representa uma importante injeção de divisas para a frágil economia doméstica, com a comercialização de 38 medicamentos em cerca de 40 países.
Segundo números recentes, a biotecnologia gera entradas anuais que superam os 300 milhões de dólares.
As autoridades cubanas estão impulsionando a cooperação tecnológica, por exemplo, com a China, seu segundo parceiro comerciais. No fim de novembro, Havana e Pequim firmaram vários acordos para o desenvolvimento de vacinas, fomentando a investigação bilateral para o quinquênio 2012-2016.
O Brasil é outro país com uma forte colaboração bilateral na esfera da saúde e, em especial, na biotecnologia.
O Granma anunciou que se trabalha nos ensaios clínicos para uma vacina contra o câncer de próstata. Cuba fabricou um medicamento contra o câncer de colo de útero e um recombinante para problemas cardiovasculares.
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