A nossa mídia, sempre tão zelosa em "Fazer-de-conta" que é democrática e imparcial, anda cada vez mais dispudorada dessas amarras.Provas não faltam disso, como as recorrentes manipulações de manchetes e inversões de pautas. A forma como o Governo Lula é apresentado por um lado, sempre de forma dura, crítica e distorcida, e de outro, a forma condecendente, amigavel e louvatoria com que retratam os diferentes governos de direita no país. Com especial carinho para o governo de São Paulo e seu "salvador da pátria neoliberal" José Serra.
A RBS, maior monopólio midiatico do sul do país já tem candidato a Presidente da República, isso já é notório pelas reitereadas vezes em que é "cavada" noticias envolvendo o "chefe" da trupe paulista.
A tendêndia é a coisa ficar ainda mais escancarada nos próximos meses. A denúncia da manipulação aberta que vai ocorrer torna-se ainda mais imperiosa.
Acima, foto publicada em grande destaque na ZH, onde é trocado afagos entre o dono da RBS com o seu candidato, recebendo prêmio de Personalidade da Comunicação, concedido pelo 12º Congresso Brasileiro de Comunicação Corporativa.
Não deixa de ser ironico, um premio para a mídia corporativa, pelo menos eles já se reconhecem como tal, afinal, democracia passa longe no corporativismo dessa turma.
Serra neoliberal, da onde cara pálida? Serra não tem nada de neoliberal. Quem diz isso é quem não entende bulhufas de liberalismo. Aliás, absurdo num pais como o Brasil que necessita e muito do serviço público achar que a iniciativa privada pode cuidar de tudo. O Estado tem sim que fazer parceria com a iniciativa privada mediante permissão, concessão etc. Mas isso está muito longe de ser neoliberalismo.... O governo do PT faz isso, e é neoliberal? Outro fato interessante ocorreu na aquisição da BrT pela OI. O que Lula fez? mudou a lei de FHC que impedia que uma mesma empresa de telefonia fixa pudesse atuar em mais de uma região. E o FHC é o neoliberal? Sabe por que o Brasil patina, porque a gente fica nesse blá, blá, blá imbecil de achar ou que tucano é o máximo e petista é o fim da picada e vice versa. TEmos que ir além da masturbação ideológica e partidária. Please.
ResponderExcluirO relativismo é uma das piores marcas que a pósmodernidade nos brinda.
ResponderExcluirDemocraticamente respeito a suas opiniões, mas discordo completamente de todas elas. Esse relativismo de achar que tudo é igual, gera mais confusões do que soluções e leva a uma pasteurização extremamente desorganizadora e fortalece o sentimento de resignação tão em voga nestes tempos.
Não estou dizendo que tudo é igual, pois não é. Estou dizendo que tudo é relativo. O dualismo, o maniqueísmo é o discurso da mediocridade, como se o importante processo da dialética fosse sempre radical. Não é. Existe sempre o meio termo. OU diversos meios termos. A pós modernidade é mesmo fascinante.
ResponderExcluirEntão meu caro
ResponderExcluirRealmente tu estas apenas a confirmar as minhas piores expectativas. Essa visão relativista, onde certezas não existem e só existe um imenso oceano de dúvidas e incertezas não deixa de ser um retorno a uma visão filosófica de mundo resignada e paralisada. Pois ao não se ter certeza sobre nada que o cerca, se dá lugar apenas a duvidas e mais duvidas que levam a lugar algum. Perguntas como o que é bom ou ruim? O que é certo ou errado? Quem oprimi e quem é oprimido? Existe opressão? E mais um catatau de relativismos que levam do nada a lugar algum. Tal discurso é muito adequado para legitimar uma visão de mundo continuista do status quo dominante. Onde ao se relativisar por completo todas as relações sociais, nada mais passa ser questionado, e ao não ser mais questionado, passa a ser aceito e legitimado por decorrência.
É uma visão sofisticada do conservadorismo político. Onde livrando-se de um discurso mais “acalorado” dos velhos liberais, se renova uma visão de mundo onde a maioria das pessoas são oprimidas e excluídas da mesma. Mas o que são os pobres para alguém onde tudo é relativo? Será que eles existem mesmo?
Os pobres existe, Erick, e eles têm de ser incluídos na cidadania, no mercado e na qualidade de vida. E essa luta não é pelo simplorismo bipolar, dos explorados contra os exploradores, mas de integração e inclusão. Pense bem, Erick, a quem interessa a pobreza?
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